Progesterona

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
Progesterona é o principal esteroide progestacional que é segregado principalmente pelo corpo lúteo e da placenta.

Progesterona actua sobre o útero, glândulas mamárias, e o cérebro.

É necessária a implantação do embrião, a manutenção da gravidez, e o desenvolvimento de tecido mamário para a produção de leite.

A progesterona, convertido a partir de pregnenolona, também serve como intermediário na biossíntese de hormonas esteroides das gónadas e corticosteróides suprarrenais.
Usos comuns
A progesterona utilizada para tratamento hormonal. É utilizada no tratamento de distúrbios causados por falta de progesterona no organismo.
Tipo
pequena molécula
História
A progesterona foi descoberta independentemente por quatro grupos de pesquisa.
Willard Myron Allen progesterona co-descoberto com o seu professor de anatomia George Washington Canto na Universidade de Rochester Medical School, em 1933.
Indicações
Via Oral
Perturbações associadas a uma insuficiência de progesterona, em particular:
- Síndroma pré-menstrual
- Irregularidades menstruais por disovulação ou anovulação
- Mastopatias benignas
- Pré-menopausa
- Tratamento de substituição da menopausa (como complemento do tratamento estrogénico).

Via Vaginal
- Substituição da progesterona em mulheres ovarioprivadas em situação de deficiência total de progesterona (programas de doação de ovócitos)
- Suplemento na fase lútea no decurso de ciclos de fecundação in vitro (FIV)
- Suplemento na fase lútea no curso de ciclos espontâneos ou induzidos, no caso da hipofertilidade ou esterilidade primária ou secundária nomeadamente por disovulação
- No caso de ameaça de aborto ou de prevenção de abortos de repetição por insuficiência lútea, até à 12ª semana de amenorreia.

Em todas as outras indicações da progesterona, a via vaginal representa uma alternativa à via oral em caso de:
- Efeitos secundários devidos à progesterona (sonolência após absorção por via oral).
- Contra-indicações da via oral (hepatopatia).
Classificação CFT
08.05.01.03     Progestagénios
Mecanismo De Ação
A progesterona é um esteroide que ocorre naturalmente que é secretado pelo ovário, placenta e glândulas suprarrenais. Na presença de um estrogénio adequado, a progesterona transforma um endométrio proliferativo num endométrio secretório. A progesterona é necessária para aumentar a recetividade endometrial à implantação de um embrião. Uma vez um embrião implantado, a progestrona atua para manter a gravidez.
Posologia Orientativa
Para qualquer indicação ou via de administração (oral ou vaginal), a posologia não deverá exceder os 200 mg por toma.

Via Oral
- Na insuficiência de progesterona, a posologia é de 200 a 300 mg de progesterona por dia (isto é 2 a 3 cápsulas) em duas tomas, uma pela manhã e uma a duas à noite.

- Nas insuficiências lúteas (síndroma pré-menstrual, mastopatias benignas, irregularidades menstruais pré-menopausa), o tratamento será feito em média com 2 ou 3 cápsulas por dia: 200 mg em dose única antes de deitar ou 300 mg em 2 tomas, 10 dias por ciclo, habitualmente do 17º ao 26º dia inclusivé.

- Na terapêutica de substituição da menopausa é desaconselhada a estrogenoterapia isolada (risco de hiperplasia do endométrio), deverá associar-se progesterona, 2 cápsulas por dia: 2 tomas de 100 mg, ou uma dose única de 200mg antes de deitar, 12 a 14 dias por mês, nas duas últimas semanas de cada sequência terapêutica, seguidas de interrupção de todo o tratamento substitutivo durante cerca de uma semana, durante a qual é habitual verificar-se uma hemorragia de privação.

Para estas indicações, utilizar-se-à a via vaginal nas mesmas posologias que a via oral no caso de:
- Hepatopatias
- Efeitos secundários devidos à progesterona (sonolência após absorção oral)

Via Vaginal
Cada cápsula deve ser inserida profundamente na vagina.
- Na substituição em progesterona no decurso de deficitis completos em mulheres privadas de ovários (programas de doação de ovócitos):

Como complemento do tratamento estrogénico apropriado: 1 cápsula (100 mg) no 13º e 14º dia do ciclo de transferência, depois, uma cápsula de manhã e à noite do 15º ao 25º dia do ciclo a partir do 26º dia e, no caso de gravidez inicial, a dose é aumentada de 1 cápsula por dia por semana, para atingir seis cápsulas no máximo, repartidas por três tomas. Esta posologia será seguida até ao 60º dia e o mais tardar à 12ª semana de gravidez.

- Na suplementação da fase lútea no curso dos ciclos de FIV:
A posologia recomendada é de 4 a 6 cápsulas por dia, em 2 ou 3 tomas, a partir do dia da injecção de HCG até à 12ª semana de gravidez.
- Na suplementação da fase lútea no decurso de ciclos espontâneos ou induzidos, em caso de hipofertilidade ou de esterilidade primária ou secundária, nomeadamente por disovulação:

- A posologia aconselhada é de 2 a 3 cápsulas por dia, em 2 tomas, a partir do 17º dia de ciclo durante 10 dias e a retoma o mais rápida possível, em caso de ausência de retorno das regras e de diagnóstico de gravidez, até à 12ª semana de gravidez.

- Na ameaça de aborto precoce ou prevenção de abortos de repetição por insuficiência lútea:

A posologia recomendada é de 2 a 4 cápsulas por dia em duas tomas, até à 12ª semana de gravidez.
Administração
Existem 2 vias de administração: oral e vaginal.

Via oral: Recomenda-se a toma deste medicamento longe das refeições, de preferência à noite ao deitar, devendo ser tomado com o auxílio de um copo de água.

Via Vaginal: Cada cápsula deve ser inserida profundamente na vagina
Contraindicações
- Hipersensibilidade à progesterona ou a qualquer dos excipientes.
- As cápsulas contêm óleo de amendoim e lecitina de soja não devendo ser administradas a doentes alérgicos ao amendoim e à soja.
- Disfunção hepática grave
- Hemorragia vaginal de etiologia não diagnosticada
- Neoplasia da mama ou genital
- Tromboflebite
- Doenças tromboembólicas
- Gravidez ectópica e aborto retido
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Os efeitos secundários mais frequentes são dores de cabeça, náuseas, distúrbios vaginais e cãibras no útero.
Também podem surgir efeitos secundários pouco frequentes afectam entre 1 e 10 de cada 1.000 doentes tratadas: tonturas, Insónia, diarreia, prisão de ventre, urticária (erupção cutânea alérgica), erupção cutânea, distúrbios vaginais (p.ex. desconforto abdominal, sensação de ardor, corrimento, secura e sangramento), infecção fúngica vaginal, distúrbios mamários (p.ex. dor mamária, inchaço mamário e tensão mamária), comichão na zona genital e edema periférico (inchaço devido à acumulação de fluido)

Na administração por via oral:
Pode surgir sonolência ou sensações de vertigens fugazes 1 a 3 horas após a ingestão do produto. Neste caso diminuir a posologia para duas cápsulas ao deitar, durante doze a catorze dias por ciclo ou adoptar a via vaginal.
Pode surgir também, encurtamento do ciclo menstrual ou perdas de sangue intercorrentes. Neste caso deslocar o início do tratamento para mais tarde no ciclo (por exemplo iniciar ao 19º dia do ciclo em vez de no 17º).

Na administração por via vaginal:
Não foi observada qualquer intolerância local, nem qualquer efeito secundário geral, no decurso dos estudos clínicos nas posologias recomendadas.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Desconhece-se se é perigosa; usa-se no aborto repetido. Evidência fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco.
Aleitamento
Aleitamento:O produtor recomenda evitar; presente no leite.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Evitar; Ver Contraceptivos orais.
Conducao
Conducao:A Progesterona pode provocar sonolência ou vertigens em certas doentes. Convém, por isso, ter este facto em consideração na condução de automóveis.
Precauções Gerais
Mais de metade dos abortos espontâneos são devidos a acidentes genéticos. Além disso, fenómenos infecciosos e causas mecânicas podem ser responsáveis pelos abortos precoces. A administração de progesterona teria então, o único efeito de retardar a expulsão de um ovo morto (ou a interrupção de uma gravidez não evolutiva).
A utilização de progesterona deve ser reservada aos casos em que a secreção do corpo amarelo é insuficiente.
O tratamento nas condições de emprego preconizadas não é contraceptivo.
A utilização de Progeffik no decurso da gravidez é restringida ao primeiro trimestre e à via vaginal.
A administração de progesterona micronizada no decurso do segundo e terceiro trimestres de gravidez favorece o aparecimento de colestase gravídica ou hepatite.
Uma vez que a progesterona pode causar algum grau de retenção de líquidos, as condições que podem ser influenciadas por este factor (p.ex. epilepsia, enxaqueca, asma, disfunção cardíaca ou renal) requerem uma observação cuidadosa.
Foi observado num pequeno número de doentes a tomarem fármacos com a associação estrogénio-progestagénio uma diminuição na sensibilidade à insulina e consequentemente tolerância à glucose. Não é conhecido o mecanismo desta diminuição. Por esta razão, doentes diabéticos devem ser cuidadosamente observadas enquanto estiverem a receber tratamento com progesterona.
Cuidados com a Dieta
Recomenda-se a toma dos comprimidos por via oral ao deitar e fora das refeições.
Terapêutica Interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Insulina glulisina + Progesterona

Observações: Não foram realizados estudos sobre interações farmacocinéticas. Baseado num conhecimento empírico de medicamentos semelhantes, as interações farmacocinéticas clinicamente relevantes são improváveis. Um número variado de substâncias afetam o metabolismo da glucose e pode haver necessidade de um ajuste da posologia da insulina glulisina e em particular de uma monitorização apertada.
Interações: Entre as substâncias que podem reduzir o efeito hipoglicemiante incluem-se os corticosteroides, danazol, diazóxido, diuréticos, glucagon, isoniazida, derivados das fenotiazinas, somatropina, medicamentos simpaticomiméticos (p.ex., epinefrina [adrenalina], salbutamol, terbutalina), hormonas da tiroide, estrogénios, progesteronas (p.ex., na pílula contracetiva), inibidores das proteases e fármacos antipsicóticos atípicos (p.ex., olanzapina e clozapina).

Progesterona + Barbitúricos

Observações: N.D.
Interações: Há indicações de que o uso simultâneo prolongado (acima de 3 meses) de barbitúricos, bromocriptina, carbamazepina, hidantoína ou rifampicina com Progesterona, pode resultar em interações clinicamente relevantes, bem como na possível alteração laboratorial dos valores da função hepática e endócrina. Provavelmente, estes compostos podem diminuir a eficácia de Progesterona, isto é, podem diminuir a protecção do endométrio contra estimulação estrogénica prolongada.

Progesterona + Bromocriptina

Observações: N.D.
Interações: Há indicações de que o uso simultâneo prolongado (acima de 3 meses) de barbitúricos, bromocriptina, carbamazepina, hidantoína ou rifampicina com Progesterona, pode resultar em interações clinicamente relevantes, bem como na possível alteração laboratorial dos valores da função hepática e endócrina. Provavelmente, estes compostos podem diminuir a eficácia de Progesterona, isto é, podem diminuir a protecção do endométrio contra estimulação estrogénica prolongada.

Progesterona + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Há indicações de que o uso simultâneo prolongado (acima de 3 meses) de barbitúricos, bromocriptina, carbamazepina, hidantoína ou rifampicina com Progesterona, pode resultar em interações clinicamente relevantes, bem como na possível alteração laboratorial dos valores da função hepática e endócrina. Provavelmente, estes compostos podem diminuir a eficácia de Progesterona, isto é, podem diminuir a protecção do endométrio contra estimulação estrogénica prolongada.

Progesterona + Hidantoínas

Observações: N.D.
Interações: Há indicações de que o uso simultâneo prolongado (acima de 3 meses) de barbitúricos, bromocriptina, carbamazepina, hidantoína ou rifampicina com Progesterona, pode resultar em interações clinicamente relevantes, bem como na possível alteração laboratorial dos valores da função hepática e endócrina. Provavelmente, estes compostos podem diminuir a eficácia de Progesterona, isto é, podem diminuir a protecção do endométrio contra estimulação estrogénica prolongada.

Progesterona + Rifampicina

Observações: N.D.
Interações: Há indicações de que o uso simultâneo prolongado (acima de 3 meses) de barbitúricos, bromocriptina, carbamazepina, hidantoína ou rifampicina com Progesterona, pode resultar em interações clinicamente relevantes, bem como na possível alteração laboratorial dos valores da função hepática e endócrina. Provavelmente, estes compostos podem diminuir a eficácia de Progesterona, isto é, podem diminuir a protecção do endométrio contra estimulação estrogénica prolongada.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Progesterona + Ciclosporina

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante com a ciclosporina pode inibir o metabolismo desta elevando os seus níveis plasmáticos.

Acitretina + Progesterona

Observações: O tratamento sistémico com retinóides pode causar um aumento da pressão intracraniana.
Interações: O efeito contracetivo de pílulas de progesterona de baixa dose (“minipílula”) pode ser diminuído por interacção com a acitretina. Portanto, estas pílulas não devem ser utilizadas como contracepção durante a terapêutica com acitretina.
 Sem significado Clínico

Ziprasidona + Progesterona

Observações: Não existem estudos realizados em crianças sobre a interação da ziprasidona com outros medicamentos.
Interações: Efeito da ziprasidona noutros fármacos: Contracetivos orais: A administração de ziprasidona não alterou significativamente a farmacocinética de estrogénios (etinilestradiol, um substrato da CYP3A4) ou de componentes da progesterona.

Ivacaftor + Progesterona

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. O ivacaftor é um substrato da CYP3A4 e da CYP3A5. É um inibidor fraco das CYP3A e da P-gp e um inibidor potencial da CYP2C9. O ivacaftor é um substrato sensível das CYP3A.
Interações: O ivacaftor foi estudado com um contracetivo oral à base de estrogénio/progesterona e verificou-se que não tinha efeito significativo nas exposições do contracetivo oral. Não se prevê que o ivacaftor modifique a eficácia dos contracetivos orais. Consequentemente, não são necessários ajustes posológicos dos contracetivos orais.

Lacosamida + Progesterona

Observações: Os dados disponíveis sugerem que a lacosamida possui um potencial de interação baixo. Estudos in vitro indicam que os enzimas CYP1A2, 2B6 e 2C9 não são induzidos e que os CYP1A1, 1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2D6 e 2E1 não são inibidos pela lacosamida, nas concentrações plasmáticas observadas durante os ensaio s clínicos. Um estudo in vitro indicou que a lacosamida não é transportada por glicoproteína - P no intestino. Dados in vitro demonstram que o CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4 têm a capacidade de catalizar a formação do metabolito O - desmetil. A lacosamida tem um perfil de ligação às proteínas inferior a 15%, pelo que são consideradas pouco provaveis interações de competição pelo recetor proteico, com outros medicamentos.
Interações: As concentrações de progesterona não foram afetadas com a administração concomitante dos dois medicamentos.

Ampicilina + Progesterona

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando a ampicilina é administrada concomitantemente com Contracetivos hormonais orais. A administração de ampicilina pode diminuir, transitoriamente, os níveis plasmáticos de estrogénios e progesterona e pode reduzir a eficácia dos contracetivos orais. Consequentemente, recomenda-se que sejam adoptadas medidas contraceptivas não hormonais suplementares.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Femprocumona + Progesterona

Observações: Femprocumona é metabolizado principalmente pelo CYP450 2C9 e isoenzimas 3A4 Medicamentos comumente prescritos podem potencializar ou antagonizar o efeito dos cumarínicos. Portanto, é importante a monitoração dos parâmetros da coagulação após o início ou retirada de outras drogas em pacientes em uso de anticoagulantes orais.
Interações: Anticoncepcionais contendo estrogénios e progesterona podem aumentar o clearance de femprocumona sem alterar o seu efeito anticoagulante.

Brivaracetam + Progesterona

Observações: Os estudos de interação formais foram realizados apenas em adultos.
Interações: Em geral, não ocorreram alterações nos perfis concentração-tempo para os marcadores endógenos estradiol, progesterona, hormona luteinizante (LH), hormona folículo estimulante (FSH) e globulina de ligação à hormona sexual (SHBG).
 Potencialmente Grave

Vinblastina + Progesterona

Observações: N.D.
Interações: Casos de insuficiência respiratória com infiltrações pulmonares intersticiais foram relatados em doentes que receberam uma terapêutica composta por vinblastina, mitomicina e progesterona (MVP).
 Potencialmente Grave
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

A administração deste medicamento no decurso do segundo e terceiro trimestres de gravidez pode favorecer o aparecimento de colestase gravídica e hepatite.

Não se aconselha o uso deste medicamento durante os 2º e 3º trimestres de gravidez, pois pode ocasionar o aparecimento de perturbações hepáticas.

A Progesterona pode provocar sonolência ou vertigens em certas doentes. Convém, por isso, ter este facto em consideração na condução de automóveis ou na utilização de máquinas.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017