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Prednisolona + Cloranfenicol

DCI com Advertência na Gravidez
O que é
Antibacterianos.
Usos comuns
Tratamento tópico das infeções oculares causadas por microorganismos sensíveis ao cloranfenicol e que requerem a associação de um corticosteroide, para alívio da inflamação que acompanha a infeção ocular.

Tais infeções incluem as conjuntivites alérgicas associadas a conjuntivites bacterianas crónicas; queratites marginais secundárias a uma infeção estafilocócica e blefaroconjuntivites.

Está também indicada em casos seleccionados de inflamação pós-operatória.
Tipo
Sem informação.
História
Sem informação.
Indicações
A associação de antibacterianos a corticosteroides é uma prática que deve ser desencorajada, limitada a situações bem identificadas e acompanhada por oftalmologista.
Classificação CFT

15.1.1 : Antibacterianos

Mecanismo De Ação
A Predniftalmina é uma pomada oftálmica estéril que associa a ação anti-inflamatória da prednisolona ao efeito antimicrobiano do cloranfenicol.

O cloranfenicol é um antibiótico de largo espetro, com atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas, gram-negativas, Rickettsias, alguns vírus e espiroquetas.

A sua atividade principal é bacteriostática, embora possua atividade bactericida, para certas espécies, tal como H. Influenzae.

O cloranfenicol inibe a síntese proteica em bactérias e em menor grau, em células eucarióticas.

A substância penetra rapidamente nas células bacterianas, provavelmente por um processo de difusão facilitada.

O cloranfenicol atua fundamentalmente por ligação reversível com a subunidade ribossómica 50 S (próximo do local de ação dos antibióticos macrólidos e da clindamicina, a qual é inibida de forma competitiva).

Embora a ligação do RNAt ao codão do local de reconhecimento da subunidade ribossómica 30 S não seja modificada, parece que o fármaco impede a ligação da extremidade contendo aminoácido do RNAt aminoacil ao local recetor na subunidade ribossómica 50 S.

A interação entre a peptidiltransferase e o seu substrato aminoácido não se realiza e a formação da ligação peptídica é inibida.

O cloranfenicol pode, também, inibir a síntese proteica mitocondrial em células de mamíferos, talvez porque os ribossomas mitocondriais se assemelhem mais aos ribossomas bacterianos (ambos são 70 S) que aos ribossomas citoplasmáticos 80 S das células de mamíferos.

As células eritropoiéticas de mamíferos parecem ser particularmente sensíveis ao fármaco.

A resistência das bactérias gram-negativas ao cloranfenicol é provocada pela presença de um plasmídeo adquirido por conjugação e deve-se à presença de uma acetiltransferase específica que inativa o fármaco.

Os derivados acetilados do cloranfenicol não conseguem ligar-se aos ribossomas bacterianos.

As estirpes de H. Influenzae que são resistentes ao cloranfenicol contêm plasmídeos que não apenas codificam a produção de acetiltransferase, mas invariavelmente também a resistência às tetraciclinas; elas também podem codificar uma β-lactamase que é mediadora da resistência à ampicilina.

Embora a resistência ao cloranfenicol em geral seja decorrente da acetilação do fármaco, também foram relatados casos de diminuição da permeabilidade dos micro-organismos (encontrada em E. Coli e Pseudomonas) e mutação de insensibilidade ribossómica.

O córtex da suprarrenal sintetiza duas classes de esteroides: os corticosteroides (glucocorticoides e mineralocorticoides), que possuem 21 átomos de carbono e, os androgénios, que apresentam 19.

Historicamente, as ações dos corticosteroides foram descritas como glucocorticoides (reguladoras do metabolismo de carbono) e mineralocorticoides (reguladoras do equilíbrio eletrolítico).

Os corticosteroides da suprarrenal diferem nas suas atividades glucocorticoides e mineralocorticoides relativas.

Em seres humanos, a hidrocortisona (cortisol) é o principal glucocorticoide, enquanto a aldosterona é o principal mineralocorticoide.

As modificações químicas na molécula do cortisol geraram derivados com maiores diferenciações nas atividades glucocorticoide e mineralocorticoide; para inúmeros glucocorticoides sintéticos, os efeitos sobre os eletrólitos são mínimos, mesmo com o emprego das doses mais elevadas.

Além disso, estas modificações levaram a derivados com maiores potências e com duração de ação mais prolongada.

Um vasto grupo de diferentes preparações esteroides está, portanto, disponível para uso oral, parenteral e tópico.

No entanto, como os efeitos anti-inflamatório e metabólico dos glucocorticoides são mediados pelo mesmo recetor de glucocorticoide, os vários derivados não diferenciam efetivamente os efeitos anti-inflamatórios dos efeitos sobre os metabolismos de carbono, proteínas e lipídios ou dos efeitos supressores sobre o eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal (HPA).

As alterações na estrutura química podem gerar modificações na especificidade e/ou potência, como decorrência de alterações na afinidade e na atividade intrínseca nos recetores de corticosteroides, alterações na absorção, ligação às proteínas, taxa de transformação metabólica, taxa de excreção ou permeabilidade da membrana.

A prednisolona é um glucocorticoide com atividade anti-inflamatória superior à da hidrocortisona.

A aplicação tópica no olho de um corticosteroide origina muitas vezes um alívio rápido da dor e da fotofobia, particularmente em situações de lesão da córnea.

Acredita-se que este efeito será mais devido à ação anti-inflamatória do que devido a um efeito analgésico específico.

Outros aspetos do processo inflamatório, tal como a hiperemia, a infiltração celular, a vascularização e a proliferação fibroblástica, também estão suprimidos.

O mecanismo de ação anti-inflamatória dos corticosteroides é pouco conhecido.

Parece evitarem as respostas inflamatórias generalizadas, independentemente da natureza do estímulo nocivo, seja este químico, mecânico ou imunológico.

Os corticosteroides não curam as reações inflamatórias; suprimem os sinais e sintomas da inflamação, como edema, vermelhidão, calor e dilatação capilar local.

Os esteroides anti-inflamatórios inibem o edema, a deposição de fibrina, a dilatação capilar, a migração leucocitária da resposta inflamatória aguda, bem como a proliferação capilar, deposição de colagéneo e formação de escaras.

Os corticosteroides e os seus derivados são suscetíveis de produzirem um aumento da pressão intraocular.
Posologia Orientativa
A posologia aconselhada é, em média, três a quatro aplicações diárias.
Assim que se obtenha uma resposta favorável, o número de aplicações deve ser reduzido, inicialmente, para duas, e depois para uma aplicação diária.
Administração
Sem informação.
Contraindicações
Está contraindicada:
- Em pacientes com hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer dos excipientes;
- Em crianças com menos de seis meses de idade;
- Em pacientes com antecedentes de insuficiência medular;
- queratite aguda superficial causada por Herpes simplex;
- Doenças das estruturas oculares devidas a fungos;
- Doenças da córnea e da conjuntiva de origem viral (vacinia, varicela e outras);
- Tuberculose ocular.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Os efeitos indesejáveis estão listados por classes de sistemas de órgãos e frequência.

A frequência dos efeitos indesejáveis foi definida como: muito frequentes (>1/10), frequentes (>1/100 e <1/10), pouco frequentes (>1/1000, <1/100), raros (>1/10.000, <1/1000) e muito raros (<1/10.000), incluindo relatos isolados.

As seguintes frequências estão estimadas para as doses Predniftalmina recomendadas, de acordo com a indicação e formulação.

Afeções oculares:
Pouco frequentes: perturbação da visão, glaucoma, lesão do nervo ótico, defeitos na acuidade e campo visual, formação de catarata subcapsular posterior, infeção ocular secundária por germes patogénicos (incluindo Herpes simplex) e, perfuração do globo ocular.

Raros: sensação transitória de ardor ou picada, aumento da pressão intraocular.

Perturbações gerais e alterações no local de administração:
Pouco frequentes: reação alérgica local, sob a forma de conjuntivite de contacto, prurido ou sensação de queimadura, edema angioneurótico, urticária, dermatites vesicular e maculopapular.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Não administrar durante a gravidez.
Precauções Gerais
Não deve ser utilizado de forma prolongada e/ou em tratamentos repetidos e frequentes dado que nessas condições pode favorecer:

- O aparecimento de aplasias medulares e discrasias sanguíneas (anemia aplástica, anemia hipoplástica, neutropénia, trombocitopénia e granulocitopénia);
- Desequilíbrios da flora local, permitido o crescimento de micro-organismos não suscetíveis, como os fungos.

- superinfeção.

Na presença de ulceração persistente da córnea deve-se suspeitar de uma invasão fúngica.

O uso prolongado e excessivo de corticosteroides tópicos pode inibir a função do eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal, causando insuficiência suprarrenal secundária e atraso de crescimento, sobretudo em crianças pequenas.

A aplicação a nível ocular, a longo prazo, pode causar cataratas ou glaucoma.

No caso de tratamento prolongado, recomenda-se vigiar a pressão intraocular.

Caso ocorra superinfeção, sinais de hipersensibilidade ou persista uma irritação, o tratamento com Predniftalmina deve ser suspenso e instituída a terapêutica adequada.

Os doentes com história clínica envolvendo queratites devidas a Herpes simplex deverão ser tratados com precaução, assim como os doentes com história familiar ou pessoal de discrasias sanguíneas.

Recomenda-se que indivíduos que estão a fazer, concomitantemente, tratamento com outro(s) colírio(s)/pomada(s) oftálmica(s), com substâncias ativas diferentes, aguardem 15 minutos de intervalo entre as aplicações.

Evitar a terapêutica concomitante com medicamentos que produzem depressão medular.

O uso prolongado de Prednisolona + Cloranfenicol, pomada oftálmica, é um fator de risco ao aparecimento de mielodisplasias, embora este risco esteja maximizado na administração sistémica do cloranfenicol.
Cuidados com a Dieta
Não interfere com alimentos e bebidas.
Terapêutica Interrompida
Não utilize uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de utilizar.
Cuidados no Armazenamento
Conservar a temperatura inferior a 25°C.
Conservar bem fechado e na embalagem de origem.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Prednisolona + Cloranfenicol + Citocromo P450

Observações: N.D.
Interações: O cloranfenicol inibe de forma irreversível as enzimas microssomais hepáticas, como o citocromo P450, e por conseguinte, pode prolongar a semi-vida dos medicamentos que são metabolizados por este sistema. Entre estes medicamentos estão o dicumarol, a fenitoína, a clorpropamida e a tolbutamida. Da mesma forma, outros medicamentos podem alterar a eliminação do cloranfenicol.

Prednisolona + Cloranfenicol + Dicumarol

Observações: N.D.
Interações: O cloranfenicol inibe de forma irreversível as enzimas microssomais hepáticas, como o citocromo P450, e por conseguinte, pode prolongar a semi-vida dos medicamentos que são metabolizados por este sistema. Entre estes medicamentos estão o dicumarol, a fenitoína, a clorpropamida e a tolbutamida. Da mesma forma, outros medicamentos podem alterar a eliminação do cloranfenicol.

Prednisolona + Cloranfenicol + Fenitoína

Observações: N.D.
Interações: O cloranfenicol inibe de forma irreversível as enzimas microssomais hepáticas, como o citocromo P450, e por conseguinte, pode prolongar a semi-vida dos medicamentos que são metabolizados por este sistema. Entre estes medicamentos estão o dicumarol, a fenitoína, a clorpropamida e a tolbutamida. Da mesma forma, outros medicamentos podem alterar a eliminação do cloranfenicol.

Prednisolona + Cloranfenicol + Clorpropamida

Observações: N.D.
Interações: O cloranfenicol inibe de forma irreversível as enzimas microssomais hepáticas, como o citocromo P450, e por conseguinte, pode prolongar a semi-vida dos medicamentos que são metabolizados por este sistema. Entre estes medicamentos estão o dicumarol, a fenitoína, a clorpropamida e a tolbutamida. Da mesma forma, outros medicamentos podem alterar a eliminação do cloranfenicol.

Prednisolona + Cloranfenicol + Tolbutamida

Observações: N.D.
Interações: O cloranfenicol inibe de forma irreversível as enzimas microssomais hepáticas, como o citocromo P450, e por conseguinte, pode prolongar a semi-vida dos medicamentos que são metabolizados por este sistema. Entre estes medicamentos estão o dicumarol, a fenitoína, a clorpropamida e a tolbutamida. Da mesma forma, outros medicamentos podem alterar a eliminação do cloranfenicol.

Prednisolona + Cloranfenicol + Fenobarbital

Observações: N.D.
Interações: A administração crónica de fenobarbital ou a administração aguda de rifampicina encurta a semi-vida do antibiótico, presumivelmente por indução enzimática e pode resultar em níveis subterapêuticos do medicamento.

Prednisolona + Cloranfenicol + Rifampicina

Observações: N.D.
Interações: A administração crónica de fenobarbital ou a administração aguda de rifampicina encurta a semi-vida do antibiótico, presumivelmente por indução enzimática e pode resultar em níveis subterapêuticos do medicamento. Em caso de absorção sistémica significativa, o metabolismo dos glucocorticóides é acelerado pelos barbitúricos e rifampicina.

Prednisolona + Cloranfenicol + Aminoglicosídeos

Observações: N.D.
Interações: Existe a possibilidade de antagonismo do cloranfenicol e outros agentes antimicrobianos, em particular β-lactâmicos e aminoglicosídeos.

Prednisolona + Cloranfenicol + Antibioticos beta lactâmicos

Observações: N.D.
Interações: Existe a possibilidade de antagonismo do cloranfenicol e outros agentes antimicrobianos, em particular β-lactâmicos e aminoglicosídeos.

Prednisolona + Cloranfenicol + Antimicrobiótico (antimicrobianos)

Observações: N.D.
Interações: Existe a possibilidade de antagonismo do cloranfenicol e outros agentes antimicrobianos, em particular β-lactâmicos e aminoglicosídeos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Prednisolona + Cloranfenicol + Barbitúricos

Observações: N.D.
Interações: Em caso de absorção sistémica significativa, o metabolismo dos glucocorticóides é acelerado pelos barbitúricos e rifampicina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Prednisolona + Cloranfenicol + Salicilatos

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de glucocorticóides e salicilatos pode reduzir os níveis séricos dos salicilatos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Prednisolona + Cloranfenicol + Insulinas

Observações: N.D.
Interações: A administração de glucocorticóides pode aumentar a necessidade de ajustes na terapêutica da insulina, fármacos hipoglicemiantes, ou fármacos hipertensivos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Prednisolona + Cloranfenicol + Hipoglicemiantes

Observações: N.D.
Interações: A administração de glucocorticóides pode aumentar a necessidade de ajustes na terapêutica da insulina, fármacos hipoglicemiantes, ou fármacos hipertensivos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Prednisolona + Cloranfenicol + Hipertensivos

Observações: N.D.
Interações: A administração de glucocorticóides pode aumentar a necessidade de ajustes na terapêutica da insulina, fármacos hipoglicemiantes, ou fármacos hipertensivos.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico
Utilizar sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 31 de Outubro de 2019