Piribedil

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
Um agonista da dopamina D2.

É utilizada no tratamento da doença de Parkinson, em particular para o alívio do tremor.

Também tem sido utilizada para tratar distúrbios circulatórios e em outras aplicações, como um agonista de D2.
Usos comuns
Tratamento da doença de Parkinson em associação com dopaterapia, particularmente em formas com predominância de tremor.
Tipo
Sem informação.
História
Sem informação.
Indicações
Terapêutica adjuvante da levodopa na doença de Parkinson.
Classificação CFT
02.05.02     Dopaminomiméticos
Mecanismo De Ação
Pela sua ação de agonista dopaminérgico, o piribedil estimula os recetores da dopamina e as vias dopaminérgicas cerebrais.

O piribedil possui atividades comparáveis às dos outros agonistas dopaminérgicos conhecidos, mas se todos os sistemas em jogo são de transmissão dopaminérgica, existem diferenças importantes ao nível do funcionamento, do grau de atividade, o que justifica a desigualdade de ação de vários agentes, sobre um mesmo sistema.

No animal:
- o piribedil provoca uma estimulação do metabolismo cerebral com:
- estimulação da eletrogénese cortical (constatada sobre os traçados E.E.G. no macaco, babuíno e coelho),
- aumento do consumo de O2 (constatado no coelho),
- elevação da PO2 tecidular do cortex cerebral (constatado no coelho).

- aumento do aporte circulatório (constatado no macaco)
Estes efeitos do piribedil estão em relação com uma estimulação dos recetores dopaminérgicos centrais, pois todos estes fenómenos são inibidos pelos antagonistas dopaminérgicos, em particular o pimozide.

No Homem:
- O mecanismo de ação estimulante dopaminérgico, já constatado no animal, é demonstrado pelos estudos de farmacologia clínica.

Com o tratamento pelo piribedil, constata-se:
- uma estimulação da eletrogénese cortical, de tipo "dopaminérgico", tanto em vigília, como durante o sono;
- uma atividade clínica sobre as diversas funções controladas pela dopamina, demonstrada pela utilização de escalas comportamentais ou psicométricas;
- a melhoria dos sintomas da doença de Parkinson (formas com predominância de tremor) em tratamento agudo e em tratamento prolongado.

Ação sobre os mecanismos dopaminérgicos periféricos:
- A existência de recetores dopaminérgicos no leito vascular femoral, permite explicar a ação do piribedil sobre a circulação periférica.

Com efeito, o piribedil provoca um aumento do débito femoral que é inibido pelo bloqueio dos recetores dopaminérgicos (pimozide), mas que não é antagonizado nem pela atropina nem pelo bloqueio dos recetores ß.

O mecanismo desta atividade, parece passar pela inibição do tónus simpático, visto que a prévia desnervação simpática, anula a resposta vascular ao piribedil.
Posologia Orientativa
Iniciar com 50 mg/dia e aumentar cada 3-4 dias em incrementos de 50 mg até à dose de manutenção de 150 a 250 mg/dia.
Administração
Sem informação.
Contraindicações
Hipotensão sintomática. É necessário monitorizar o possível desenvolvimento de fibrose pulmonar, pelo menos nos derivados ergolínicos.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Dor abdominal, náuseas, vómitos, cefaleias, astenia, dor torácica, síndrome gripal,
obstipação, diarreia, anorexia, xerostomia, discinésias, alucinações, distonia, confusão, sonolência, depressão, rinite, dispneia, rash, alterações da visão e edema periférico.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Usar com precaução; pouca informação disponível. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento:Pode suprimir a lactação.
Conducao
Conducao:Altera a capacidade de condução.
Precauções Gerais
Não tome:
- se tem alergia (hipersensibilidade) ao piribedil
- se sofre de choque cardiovascular,
- se está em fase aguda de enfarte de miocárdio,
- se está a tomar medicamentos conhecidos como neurolépticos (exceto clozapina).
Cuidados com a Dieta
Os comprimidos devem ser engolidos com meio copo de água, sem mastigar, no fim das refeições.
Terapêutica Interrompida
Se se esqueceu de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar, a não ser que esteja na altura de tomar a dose seguinte. Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Conservar a temperatura inferior 25°C
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Ciamemazina + Piribedil

Observações: N.D.
Interações: Associações contraindicadas: Risco de torsade de pointes: Dopaminérgicos em pacientes não parkinsónicos (amantadina, apomorfina, bromocriptina, cabergolina, entacapona, lisurida, pergolida, piribedilo, pramipexol, quinagolida, ropinirol). Associações desaconselhadas: Dopaminérgicos (amantadina, apomorfina, bromocriptina, cabergolina, entacapona, lisurida, pergolida, piribedil, pramipexol, quinagolida, ropinirol) em doentes parkinsónicos.

Veraliprida + Piribedil

Observações: N.D.
Interações: Associação contraindicada: Levodopa e agonistas dopaminérgicos: (amantadina, apomorfina, bromocriptina, cabergolina, entacapona, lisurida, pergolida, piribedil, pramipexol, quinagolida, ropinirol) Antagonismo mútuo de efeitos entre agonistas da dopamina e neurolépticos. - Neurolépticos antipsicóticos - Neurolépticos antieméticos Aumento dos efeitos indesejáveis neurológicos e psicóticos.

Piribedil + Neurolépticos

Observações: N.D.
Interações: A associação com neurolépticos (excluindo clozapina) é contraindicada uma vez que existe um antagonismo recíproco entre medicamentos antiparkinsónicos dopaminérgicos e neurolépticos. Indivíduos com síndrome extrapiramidal induzido por neurolépticos devem ser tratados com um medicamento anticolinérgico e não com um medicamento antiparkinsónico dopaminérgico (os recetores dopaminérgicos são bloqueados pelos neurolépticos). Os agonistas dopaminergicos podem induzir ou agravar alterações psicóticas. Se o tratamento neuroléptico for necessário para doentes com Parkinson e tratados com agonistas dopaminergicos, este último deve ser reduzido progressivamente até à descontinuação (com a descontinuação súbita dos dopaminergicos fica exposto ao risco de "síndrome neuroléptico maligno"). Em relação a antieméticos e neurolépticos: um antiemético deve ser usado para evitar os efeitos extrapiramidais.

Piribedil + Tetrabenazina

Observações: N.D.
Interações: A associação com tetrabenazina não é aconselhada uma vez que existe um antagonismo recíproco entre medicamentos antiparkinsónicos dopaminérgicos e tetrabenazina.

Piribedil + Álcool

Observações: N.D.
Interações: A combinação do piribedil com álcool não é aconselhável.

Piribedil + Sedativos

Observações: N.D.
Interações: Deve-se ter precaução quando se prescrever piribedil com outros fármacos sedativos.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou vier a tomar outros medicamentos.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017