Peginterferão alfa-2a

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução
O que é
A peginterferão alfa-2a, que é um interferão de ação prolongada.

O interferão é uma proteína que modifica a resposta do sistema imunitário do organismo, para ajudar a combater infeções e doenças graves.

É utilizado para tratar a hepatite B crónica ou a hepatite C crónica em adultos.

Também é utilizado para tratar a hepatite C crónica em crianças e adolescentes com idade igual ou superior a 5 anos que não foram tratados antes.

As hepatites B e C crónicas são ambas infeções virais do fígado.


Hepatite B Crónica:
Peginterferão alfa-2a é habitualmente utilizado isoladamente.


Hepatite C Crónica:
Peginterferão alfa-2a é utilizado em associação com outros medicamentos no tratamento da hepatite C crónica (HCC).
Usos comuns
O tratamento da infeção crónica de hepatite C em pacientes que têm a doença hepática controlados e que não foram previamente tratados com interferão alfa.

Peginterferão alfa-2a é utilizado, quer sozinho ou em combinação com outros medicamentos.
Tipo
biotecnologia
História
Sem informação.
Indicações
Hepatite B crónica
Peginterferão alfa-2a está indicado no tratamento da hepatite B crónica (HBC), positiva ou negativa para o antigénio do envelope da hepatite B (AgHBe), em doentes adultos com doença hepática compensada e evidência de replicação viral, valores de ALT elevados e inflamação e/ou fibrose hepáticas comprovadas histologicamente.


Hepatite C crónica
Doentes adultos
Peginterferão alfa-2aestá indicado em associação com outros medicamentos no tratamento da hepatite C crónica (HCC) em doentes com doença hepática compensada.

Para informação sobre a atividade específica nos genótipos do vírus da hepatite C (VHC).


Doentes pediátricos com idade igual ou superior a 5 anos:
Peginterferão alfa-2a em associação com ribavina está indicado no tratamento da hepatite C crónica em crianças com idade igual ou superior a 5 anos e adolescentes, sem tratamento prévio, com ARN-VHC detetável no soro.


Ao decidir iniciar o tratamento na infância, é importante considerar a inibição do crescimento induzida pela terapêutica combinada.

A reversibilidade da inibição do crescimento é incerta.

A decisão de tratar deve ser tomada caso a caso.
Classificação CFT

16.03 : IMUNOMODULADORES

Mecanismo De Ação
A conjugação do reagente PEG (bis-monometoxipolietilenoglicol) com o interferão alfa-2a forma um interferão alfa-2a peguilado.

Peginterferão alfa-2a possui as propriedades antivírica e antiproliferativa in vitro características do interferão alfa-2a.


O interferão alfa-2a é um conjugado com bis-[monometoxi polietilenoglicol] com o grau de substituição de uma mole de polímero/mole de proteína.

A massa molecular média é de aproximadamente 60.000, da qual a fração proteíca constitui aproximadamente 20.000.
Posologia Orientativa
Hepatite B crónica- doentes adultos
A dose e a duração do tratamento com Peginterferão alfa-2a recomendadas na hepatite B crónica, AgHBe positivo e negativo, é de 180 microgramas, administrada uma vez por semana, por via subcutânea no abdómen ou na coxa, durante 48 semanas.



Hepatite C crónica – doentes sem experiência terapêutica prévia
A dose recomendada de Peginterferão alfa-2a é de 180 microgramas, administrada uma vez por semana por via subcutânea no abdómen ou na coxa, em associação com a ribavirina, por via oral, ou em monoterapia.



A duração recomendada da monoterapia é de 48 semanas.
Administração
O tratamento só deverá ser iniciado por um médico com experiência no tratamento de doentes com hepatite B ou C.

A monoterapia na hepatite C só deve ser considerada em caso de contraindicação a outros medicamentos.


Peginterferão alfa-2a é administrado por via subcutânea no abdómen ou na coxa. Nos estudos com administração no braço, a exposição ao medicamento diminuiu.

Peginterferão alfa-2a destina-se a ser administrado pelo doente ou pelo prestador de cuidados. Cada frasco deve ser utilizado por uma única pessoa e uma única vez.

Recomenda-se que seja ministrada formação adequada a quem, não sendo profissional de saúde, faça a administração deste medicamento.
Contraindicações
• Hipersensibilidade ao Peginterferão alfa-2a.

• Hepatite autoimune.

• Insuficiência hepática grave ou cirrose hepática descompensada.

• História clínica de doença cardíaca grave preexistente, incluindo doença cardíaca instável ou não controlada nos seis meses anteriores.

• Doentes coinfetados por VHC e VIH, com cirrose e uma pontuação de Child-Pugh ≥6, exceto se unicamente devida a hiperbilirrubinemia indireta causada por fármacos tais como o atazanavir e o indinavir.


• Associação com telbivudina.

• Recém-nascidos e crianças com idade inferior a 3 anos, devido à presença de álcool benzílico como excipiente.

• A presença ou história de doença psiquiátrica grave, particularmente depressão grave, ideação suicída ou tentativa de suicídio em doentes pediátricos.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Os efeitos secundários muito frequentes com a associação Peginterferão alfa-2a com ribavirina (poderão afetar mais de 1 em 10 pessoas) são:

Doenças do metabolismo: Perda de apetite

Perturbações do foro psiquiátrico e do sistema nervoso: Depressão (sentir-se em baixo, sentir-se mal consigo próprio ou sem esperança), ansiedade, insónia, dor de cabeça, dificuldade de concentração e tonturas

Doenças respiratórias: Tosse, falta de ar

Doenças digestivas: Diarreia, náuseas, dor abdominal

Afeções da pele: Queda de cabelo e reações cutâneas (incluindo comichão, dermatite e pele seca)

Afeções dos músculos e dos ossos:
Dores nas articulações e músculos

Perturbações gerais: Febre, fraqueza, fadiga, tremores, arrepios, dor, reação de irritação no local da injeção e irritabilidade (enervar-se facilmente)

Os efeitos secundários frequentes com a associação de Peginterferão alfa-2a com ribavirina (poderão afetar até 1 em 10 pessoas) são:

Infeções: Infeções fúngicas, virais e bacterianas, infeção do trato respiratório superior, bronquite, infeção fúngica da boca e herpes (infeção viral frequente e recorrente que afeta os lábios, a boca)

Doenças do sangue: Diminuição do número de plaquetas (afetando a capacidade de coagulação), anemia (diminuição do número de glóbulos vermelhos) e gânglios linfáticos aumentados

Doenças hormonais: Glândula tiroide com atividade aumentada ou diminuída

Perturbações do foro psiquiátrico e do sistema nervoso: Alterações emocionais e do humor, agressividade, nervosismo, diminuição do desejo sexual, diminuição da memória, desmaio, fraqueza muscular, enxaqueca, entorpecimento, formigueiro, sensação de queimadura, tremor, alterações do paladar, pesadelos, sonolência

Afeções oculares: Visão turva, dor ocular, inflamação ocular e secura ocular

Afeções do ouvido: Dor no ouvido

Doenças do coração e dos vasos sanguíneos: Batimento cardíaco acelerado, palpitações, inchaço das extremidades, rubor (vermelhidão)

Doenças respiratórias: Falta de ar durante o exercício, hemorragia nasal, inflamação da garganta e do nariz, infeções do nariz e seios nasais (espaços cheios de ar que se encontram nos ossos da cabeça e face), corrimento nasal, garganta inflamada

Doenças digestivas: Vómitos, indigestão, dificuldade em engolir, feridas da boca, hemorragia gengival, inflamação da língua e boca, flatulência (excesso de ar ou gases), boca seca e perda de peso

Afeções da pele: Erupção cutânea, aumento da transpiração, psoríase, urticária, eczema, sensibilidade à luz, suores noturnos

Afeções dos músculos e dos ossos:
Dor nas costas, inflamação das articulações, fraqueza muscular, dor nos ossos, dor no pescoço, dor muscular, cãibras

Doenças do sistema reprodutor: Impotência (incapacidade de manter uma ereção)

Perturbações gerais: Dor no peito, sintomas parecidos com os da gripe, mal-estar (não se sentir bem), letargia, afrontamentos, sede.
Os efeitos secundários pouco frequentes com a associação de Peginterferão alfa-2a com ribavirina (poderão afetar até 1 em 100 pessoas) são:

Infeções: Infeção pulmonar, infeções cutâneas

Neoplasias benignas e malignas: Tumor hepático

Doenças do sistema imunitário: Sarcoidose (áreas de inflamação em várias partes do corpo), inflamação da tiroide

Doenças hormonais: Diabetes (elevados níveis de açúcar no sangue)

Alterações do metabolismo: Desidratação

Perturbações do foro psiquiátrico e do sistema nervoso: Pensamentos suicidas, alucinações (problemas graves de personalidade e deterioração do comportamento social normal),neuropatia periférica (afeções dos nervos afetando as extremidades)

Afeções oculares: Hemorragia naretina (zona posterior do olho)

Afeções do ouvido: Perda da audição

Doenças do coração e dos vasos sanguíneos: Hipertensão

Doenças respiratórias: Sibilos

Doenças digestivas: Hemorragia gastrointestinal

Afeções hepáticas: Mau funcionamento do fígado

Os efeitos secundários raros com a associação de Peginterferão alfa-2a com ribavirina (poderão afetar até 1 em 1000 pessoas) são:

Infeções: Infeção cardíaca, otite externa

Doenças do sangue: Diminuição grave dos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas

Doenças do sistema imunitário: Reação alérgica grave,lúpus eritematoso sistémico (doença na qual o organismo ataca as suas próprias células), artrite reumatoide (uma doença auto-imune)

Doenças hormonais: Cetoacidose diabética, uma complicação da diabetes não controlada

Perturbações do foro psiquiátrico e do sistema nervoso: Suicídio, perturbações psicóticas (problemas graves de personalidade e deterioração do comportamento social normal,coma (inconsciência profunda prolongada), convulsões, paralisia facial (fragilidade do músculo facial)

Afeções oculares: Inflamação e inchaço do nervo ótico, inflamação da retina, ulceração da córnea

Doenças do coração e dos vasos sanguíneos: Ataque cardíaco, insuficiência cardíaca, dor cardíaca, ritmo cardíaco acelerado, arritmias ou inflamação da membrana que envolve o coração e do músculo cardíaco, hemorragia cerebral e inflamação dos vasos

Doenças respiratórias: Pneumonia intersticial (inflamação dos pulmões incluindo consequências fatais), embolia pulmonar

Doenças digestivas: Úlcera gástrica, inflamação do pâncreas

Afeções hepáticas: Insuficiência hepática, inflamação do canal biliar, fígado gordo

Afeções dos músculos e dos ossos: Inflamação dos músculos

Doenças renais: Insuficiência renal

Lesões ou intoxicações: Sobredosagem

Os efeitos secundários muito raros com a associação de Peginterferão alfa-2a com ribavirina (poderão afetar até 1 em 10.000 pessoas) são:

Doenças do sangue: Anemia aplástica (falência da medula óssea na produção de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas)

Doenças do sistema imunitário: Púrpura trombocitopénica idiopática (ou trombótica) (aumento de nódoas negras, hemorragia, diminuição das plaquetas, anemia e fraqueza extrema)

Afeções oculares: Perda de visão

Afeções da pele: Necrólise epidérmica tóxica/ síndrome Stevens-Johnson/ eritema multiforme (quadro de erupções cutâneas, com graus de gravidade variável, incluindo a morte, que podem estar associadas a bolhas na boca, nariz, olhos e noutras membranas mucosas e à formação de escaras na zona afetada), angioedema (inchaço na pele e mucosas)

Efeitos secundários de frequência desconhecida:

Doenças do sangue: Aplasia eritrocítica pura (uma forma grave de anemia em que a produção de glóbulos vermelhos diminui ou para), que pode causar sintomas como sentir-se muito cansado, sem energia

Doenças do sistema imunitário: Doença de Vogt-Koyanagi-Harada – uma doença rara caracterizada pela perda de visão e pigmentação auditiva e da pele; rejeição de transplantações do fígado e do rim

Perturbações do foro psiquiátrico e do sistema nervoso: Mania (episódios de elevação exagerada do humor) e perturbações bipolares (episódios de elevação exagerada do humor alternados com tristeza e desespero); pensamentos sobre pôr a vida de outros em risco, trombose

Afeções oculares: Forma rara de descolamento da retina com fluído

Doenças do coração e dos vasos sanguíneos: Isquémia periférica (fornecimento de sangue insuficiente às extremidades)

Afeções digestivas: Colite isquémica (aporte de sangue insuficiente aos intestinos), alterações da cor da língua

Afeções dos músculos e dos ossos: Lesão grave e dor no músculo

Quando este medicamento é utilizado isoladamente, em doentes com hepatite B ou C crónicas, é menos provável que ocorram alguns destes efeitos.
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Evitar. Ver Interferões. Evidência fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco.
Insuf. Renal
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Usar com precaução para Cl cr < 50 ml/min; monitorizar função renal e sinais de toxicidade.
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:Ver Interferões.
Condução
Condução
Condução:Os doentes que desenvolvam vertigens, confusão, sonolência ou fadiga devem ser advertidos para evitar conduzir.
Precauções Gerais
Fale com o médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de utilizar este medicamento
• se já teve alguma doença nervosa ou mental grave.

• se já teve uma depressão ou se desenvolveu sintomas associados a depressão (por exemplo sensação de tristeza, desânimo, etc) no decurso do tratamento com este medicamento.

• se é um adulto que tem ou já teve história de abuso de substâncias (ex.álcool ou substâncias ilícitas).

• se tem psoríase, esta pode piorar durante o tratamento com Peginterferão alfa-2a.

• se tem problemas de fígado, para além da hepatite B ou C.

• se tem diabetes ou hipertensão, o médico pode pedir-lhe para fazer um exame aos olhos.

• se sentir alterações na sua visão.

• ao ser tratado com este medicamento pode, temporariamente, apresentar risco aumentado de desenvolver uma infeção.
Confirme com o médico caso ache que tem uma infeção (como por ex.
pneumonia).

• se desenvolver sintomas associados a uma constipação ou outra infeção respiratória (tais como tosse, febre ou qualquer dificuldade em respirar).

• se tiver sinais de hemorragia ou nódoas negras pouco habituais, fale imediatamente com o médico.

• se tiver sinais de reação alérgica grave (como dificuldade em respirar, sibilos ou urticária) enquanto estiver a tomar este medicamento, procure imediatamente assistência médica.

• se sabe que tem a síndrome VKH ou uma combinação de queixas de rigidez do pescoço, dor de cabeça, perda de cor da pele ou do cabelo, deficiência da visão (como visão turva), e/ou deficiência auditiva (como campaínhas nos ouvidos).

• se tiver uma doença da tiroide que não esteja controlada com medicação.

• se já teve anemia.

• se já foi submetido a um transplante de órgão (fígado ou rim) ou tem um transplante de órgão planeado para breve.

• se também estiver infetado com VIH e estiver a ser tratado com medicamentos para a infeção pelo VIH.

• se tiver interrompido o tratamento anterior para a Hepatite C devido a anemia ou baixo número de células sanguíneas.

Durante o tratamento, o médico pedir-lhe-á para efetuar regularmente análises ao sangue, para verificar se ocorreram alterações nos glóbulos brancos (as células que combatem as infeções), nos glóbulos vermelhos (as células que transportam o oxigénio), nas plaquetas (as células responsáveis pela coagulação do sangue), na função hepática, na glucose (níveis de açúcar no sangue) ou alterações
de outros valores laboratoriais.

Em doentes a receber terapêutica combinada com Peginterferão alfa-2a e ribavirina foram notificadas afeções dos dentes e das gengivas, que podem causar a perda de dentes.
Adicionalmente, no tratamento de longa duração com a associação de Peginterferão alfa-2a com ribavirina, a secura da boca pode danificar os dentes e a pele do interior da boca (membrana da mucosa oral).
Deve escovar completamente os dentes duas vezes por dia e fazer exames dentários regulares.

Nalguns doentes podem também ocorrer vómitos.
Se esta reação ocorrer, assegure-se que lava completamente a boca após o vómito.


Crianças e adolescentes
Não dê este medicamento a crianças com menos de 5 anos de idade.
Nestas crianças, não foi estudado em combinação com a ribavirina
• Se a sua criança tem ou já teve uma perturbação psiquiátrica, fale com o médico; ele irá vigiar o aparecimento de sinais ou sintomas de depressão na sua criança.

• Ao ser tratada com Peginterferão alfa-2a, a sua criança pode ter um crescimento e um desenvolvimento mais lento.
Cuidados com a Dieta
Não interfere com alimentos e bebidas.
Terapêutica Interrompida
Se constatar que se esqueceu da injeção 1 ou 2 dias depois da data prevista para a sua administração, deve administrar a dose recomendada, assim que lhe for possível.

A injeção seguinte deve ser administrada no dia previsto pelo esquema habitual de administração.


Se constatar que se esqueceu da injeção 3 a 5 dias depois da data prevista para a sua administração, deve administrar a injeção na dose recomendada, assim que lhe for possível.

Tome as doses seguintes, a intervalos de 5 dias, até acertar com o dia da semana previsto no esquema habitual de administração.


Por exemplo: Habitualmente, toma a sua injeção à 2ª feira.

Na 6ª feira lembra-se que se esqueceu de a tomar na 2ª feira (4 dias mais tarde).

Deve administrar a injeção, na dose habitual, logo na 6ª feira e administrar a próxima dose na 4ª feira da semana seguinte (5 dias após a dose administrada na 6ª feira).

A injeção seguinte será administrada na 2ª feira, 5 dias após a injeção de 4ª feira.

Já conseguiu acertar no dia da semana previsto no esquema habitual de administração e deverá continuar a administrar as injeções às 2ªs feiras.


Se constatar que se esqueceu da injeção 6 dias depois da data prevista para a sua administração, deve aguardar e administrar a injeção no dia seguinte, isto é, no dia previsto pelo esquema habitual de administração.


Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar no frigorífico (2°C–8°C).

Não congelar.

Conservar os frascos para injetáveis na embalagem de origem para os proteger da luz.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Sem efeito descrito

Peginterferão alfa-2a + Mefenitoína

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: A administração de 180 microgramas de Peginterferão alfa-2a, uma vez por semana, durante 4 semanas, em indivíduos saudáveis do sexo masculino, não mostrou ter qualquer efeito no perfil farmacocinético da mefenitoína, dapsona, debrisoquina e da tolbutamida, o que sugere que Peginterferão alfa-2a não tem efeito na atividade metabólica in vivo das isoenzimas 3A4, 2C9, 2C19 e 2D6 do citocromo P450. - Mefenitoína
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Teofilina + Peginterferão alfa-2a

Observações: N.D.
Interações: A depuração da teofilina poderá ser retardada e/ou a sua concentração plasmática poderá ser aumentada – com risco acrescido de sobredosagem e efeitos adversos – em casos de administração simultânea das substâncias seguintes: - Contracetivos orais, - Antibióticos macrólidos (especialmente eritromicina e troleandomicina), - Quinolonas (inibidores da girase, especialmente ciprofloxacina, enoxacina e pefloxacina - Imipenem, especialmente efeitos secundários do SNC, tal como convulsões. - Isoniazida, - Tiabendazol, - Bloqueadores dos canais de cálcio (ex. verapamil ou diltiazem), - Propranolol, - Metilxantina, - Propafenona, - Ticlopidina, - Cimetidina, ranitidina, - Alopurinol, febuxostate, - Fluvoxamina, - Alfa-interferão e peginterferão alfa-2, - Zafirlucaste, - Vacinas da gripe, - Etintidina, - Idrocilamida e - Zileuton Nestes casos poderá ser necessária uma redução da dose. Quando a teofilina é administrada simultaneamente com a ciprofloxacina e com a enoxacina, a dose de teofilina deve ser reduzida para no máximo 60% e 30% da dose recomendada, respetivamente. Outras quinolonas (ex: peploxacina ou ácido pipemidico) podem também potenciar a ação de medicamentos contendo teofilina. Consequentemente, recomenda-se fortemente o controlo frequente das concentrações de teofilina durante a terapêutica concomitante com quinolonas. - Peginterferão alfa-2a
Sem efeito descrito

Peginterferão alfa-2a + Dapsona

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: A administração de 180 microgramas de Peginterferão alfa-2a, uma vez por semana, durante 4 semanas, em indivíduos saudáveis do sexo masculino, não mostrou ter qualquer efeito no perfil farmacocinético da mefenitoína, dapsona, debrisoquina e da tolbutamida, o que sugere que Peginterferão alfa-2a não tem efeito na atividade metabólica in vivo das isoenzimas 3A4, 2C9, 2C19 e 2D6 do citocromo P450. - Dapsona
Sem efeito descrito

Peginterferão alfa-2a + Debrisoquina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: A administração de 180 microgramas de Peginterferão alfa-2a, uma vez por semana, durante 4 semanas, em indivíduos saudáveis do sexo masculino, não mostrou ter qualquer efeito no perfil farmacocinético da mefenitoína, dapsona, debrisoquina e da tolbutamida, o que sugere que Peginterferão alfa-2a não tem efeito na atividade metabólica in vivo das isoenzimas 3A4, 2C9, 2C19 e 2D6 do citocromo P450. - Debrisoquina
Sem efeito descrito

Peginterferão alfa-2a + Tolbutamida

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: A administração de 180 microgramas de Peginterferão alfa-2a, uma vez por semana, durante 4 semanas, em indivíduos saudáveis do sexo masculino, não mostrou ter qualquer efeito no perfil farmacocinético da mefenitoína, dapsona, debrisoquina e da tolbutamida, o que sugere que Peginterferão alfa-2a não tem efeito na atividade metabólica in vivo das isoenzimas 3A4, 2C9, 2C19 e 2D6 do citocromo P450. - Tolbutamida
Usar com precaução

Peginterferão alfa-2a + Teofilina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: No mesmo estudo, observou-se um aumento de 25% na AUC da teofilina (marcador da atividade do citocromo P450 1A2), o que demonstra que Peginterferão alfa-2a é um inibidor da atividade do citocromo P450 1A2. Devem monitorizar-se as concentrações séricas da teofilina e devem fazer-se ajustes adequados da dose de teofilina para doentes a tomar teofilina e Peginterferão alfa-2a concomitantemente. É provável que a interação entre a teofilina e Peginterferão alfa-2a seja máxima após mais de 4 semanas de terapêutica com Peginterferão alfa-2a. - Teofilina
Usar com precaução

Peginterferão alfa-2a + Metadona

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Doentes monoinfetados por VHC e doentes monoinfetados por VHB: Num estudo de farmacocinética em 24 doentes infetados por VHC a receber terapêutica de manutenção com metadona (dose mediana 95 mg; intervalo de 30 mg a 150 mg) concomitante, o tratamento com 180 microgramas de Peginterferão alfa-2a, sc, uma vez por semana, durante 4 semanas foi associado a valores médios de metadona 10% a 15% superiores aos basais. Desconhece-se o significado clínico desta observação, contudo, nestes doentes devem ser monitorizados os sinais e sintomas de toxicidade da metadona. Deve ser considerado o risco de prolongamento do QTc, em particular nos doentes com uma dose elevada de metadona. - Metadona
Não recomendado/Evitar

Peginterferão alfa-2a + Ribavirina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: A ribavirina, tendo um efeito inibitório sobre a inosina monofosfato desidrogenase, pode interferir com o metabolismo da azatioprina, conduzindo, possivelmente, à acumulação do 6 - metiltioinosina monofosfato (6 - MTI MF) que tem sido associado a mielotoxicidade nos doentes tratados com azatioprina. Deve evitar-se o uso de peginterferão alfa-2 a e ribavirina concomitantemente com azatioprina. Em casos individuais em que o benefício da administração de ribavirina concomitantemente com azatioprina justifique o risco potencial, recomenda-se realizar uma monitorização hematológica rigorosa durante o uso concomitante da azatioprina para identificar sinais de mielotoxicidade, e logo que estes surjam, deve-se parar o tratamento com estes fármacos. Doentes coinfetados por VHC e VIH: Não foi observada evidência de interação medicamentosa em 47 doentes coinfetados por VHC e VIH, que completaram um subestudo farmacocinético de 12 semanas, para avaliar o efeito da ribavirina na fosforilação intracelular de alguns nucleósidos inibidores da transcriptase reversa (lamivudina, zidovudina ou e estavudina). No entanto, devido à elevada variabilidade, os intervalos de confiança são muito alargados. A exposição plasmática à ribavirina pareceu não ser afetada pela administração concomitante de análogos dos nucleósidos inibidores da transcriptase reserva (NITRs). A coadministração de ribavirina e didanosina não é recomendada. A exposição à didanosina ou ao seu metabolito ativo (5 ́ - trifosfato de dideoxiadenosina) é aumentada, in vitro, quando a didanosina é co-administrada com a ribavirina. Foram notificados casos de insuficiência hepática fatal, assim como neuropatia periférica, pancreatite, e hiperlactacidemia/acidose láctica sintomática, com a adição da ribavirina. Foi notificada a exacerbação da anemia devida à ribavirina quando a zidovudina é parte do regime de tratamento do VIH, embora o mecanismo exato ainda não seja conhecido. Não é recomendada a utilização concomitante de ribavirina com zidovudina devido ao aumento do risco de anemia. Deve considerar-se a substituição da zidovudina num regime de terapêutica antiretrovírica combinada se este já estiver estabelecido. Tal seria particularmente importante em doentes com história conhecida de anemia induzida por zidovudina. - Ribavirina
Não recomendado/Evitar

Peginterferão alfa-2a + Azatioprina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: A ribavirina, tendo um efeito inibitório sobre a inosina monofosfato desidrogenase, pode interferir com o metabolismo da azatioprina, conduzindo, possivelmente, à acumulação do 6 - metiltioinosina monofosfato (6 - MTI MF) que tem sido associado a mielotoxicidade nos doentes tratados com azatioprina. Deve evitar-se o uso de peginterferão alfa-2 a e ribavirina concomitantemente com azatioprina. Em casos individuais em que o benefício da administração de ribavirina concomitantemente com azatioprina justifique o risco potencial, recomenda-se realizar uma monitorização hematológica rigorosa durante o uso concomitante da azatioprina para identificar sinais de mielotoxicidade, e logo que estes surjam, deve-se parar o tratamento com estes fármacos. - Azatioprina
Sem efeito descrito

Peginterferão alfa-2a + Lamivudina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Os resultados de subestudos de farmacocinética de ensaios principais de fase III demonstraram a ausência de interação farmacocinética da lamivudina com o Peginterferão alfa-2a em doentes infetados por VHB ou entre o Peginterferão alfa-2a e a ribavirina, em doentes infetados por VHC. Doentes coinfetados por VHC e VIH: Não foi observada evidência de interação medicamentosa em 47 doentes coinfetados por VHC e VIH, que completaram um subestudo farmacocinético de 12 semanas, para avaliar o efeito da ribavirina na fosforilação intracelular de alguns nucleósidos inibidores da transcriptase reversa (lamivudina, zidovudina ou e estavudina). No entanto, devido à elevada variabilidade, os intervalos de confiança são muito alargados. A exposição plasmática à ribavirina pareceu não ser afetada pela administração concomitante de análogos dos nucleósidos inibidores da transcriptase reserva (NITRs). A coadministração de ribavirina e didanosina não é recomendada. A exposição à didanosina ou ao seu metabolito ativo (5 ́ - trifosfato de dideoxiadenosina) é aumentada, in vitro, quando a didanosina é co-administrada com a ribavirina. Foram notificados casos de insuficiência hepática fatal, assim como neuropatia periférica, pancreatite, e hiperlactacidemia/acidose láctica sintomática, com a adição da ribavirina. Foi notificada a exacerbação da anemia devida à ribavirina quando a zidovudina é parte do regime de tratamento do VIH, embora o mecanismo exato ainda não seja conhecido. Não é recomendada a utilização concomitante de ribavirina com zidovudina devido ao aumento do risco de anemia. Deve considerar-se a substituição da zidovudina num regime de terapêutica antiretrovírica combinada se este já estiver estabelecido. Tal seria particularmente importante em doentes com história conhecida de anemia induzida por zidovudina. - Lamivudina
Contraindicado

Peginterferão alfa-2a + Telbivudina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Um ensaio clínico investigando a combinação da telbivudina 600 mg por dia com o interferão alfa-2a peguilado, 180 microgramas uma vez por semana, por administração subcutânea, para o tratamento do VHB, indica que a combinação está associada a um maior risco de desenvolvimento de neuropatia periférica. Não se conhece o mecanismo na base destes acontecimentos: assim, o cotratamento com telbivudina e outros interferões (peguilados ou standard) pode igualmente envolver um risco adicional. Além disso, o benefício da combinação da telbivudina com o interferão alfa (peguilado ou standard) não está atualmente estabelecido. Portanto, a associação de Peginterferão alfa-2a com telbivudina é contraindicada. - Telbivudina
Não recomendado/Evitar

Peginterferão alfa-2a + Zidovudina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Doentes coinfetados por VHC e VIH: Não foi observada evidência de interação medicamentosa em 47 doentes coinfetados por VHC e VIH, que completaram um subestudo farmacocinético de 12 semanas, para avaliar o efeito da ribavirina na fosforilação intracelular de alguns nucleósidos inibidores da transcriptase reversa (lamivudina, zidovudina ou e estavudina). No entanto, devido à elevada variabilidade, os intervalos de confiança são muito alargados. A exposição plasmática à ribavirina pareceu não ser afetada pela administração concomitante de análogos dos nucleósidos inibidores da transcriptase reserva (NITRs). A coadministração de ribavirina e didanosina não é recomendada. A exposição à didanosina ou ao seu metabolito ativo (5 ́ - trifosfato de dideoxiadenosina) é aumentada, in vitro, quando a didanosina é co-administrada com a ribavirina. Foram notificados casos de insuficiência hepática fatal, assim como neuropatia periférica, pancreatite, e hiperlactacidemia/acidose láctica sintomática, com a adição da ribavirina. Foi notificada a exacerbação da anemia devida à ribavirina quando a zidovudina é parte do regime de tratamento do VIH, embora o mecanismo exato ainda não seja conhecido. Não é recomendada a utilização concomitante de ribavirina com zidovudina devido ao aumento do risco de anemia. Deve considerar-se a substituição da zidovudina num regime de terapêutica antiretrovírica combinada se este já estiver estabelecido. Tal seria particularmente importante em doentes com história conhecida de anemia induzida por zidovudina. - Zidovudina
Não recomendado/Evitar

Peginterferão alfa-2a + Didanosina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Doentes coinfetados por VHC e VIH: Não foi observada evidência de interação medicamentosa em 47 doentes coinfetados por VHC e VIH, que completaram um subestudo farmacocinético de 12 semanas, para avaliar o efeito da ribavirina na fosforilação intracelular de alguns nucleósidos inibidores da transcriptase reversa (lamivudina, zidovudina ou e estavudina). No entanto, devido à elevada variabilidade, os intervalos de confiança são muito alargados. A exposição plasmática à ribavirina pareceu não ser afetada pela administração concomitante de análogos dos nucleósidos inibidores da transcriptase reserva (NITRs). A coadministração de ribavirina e didanosina não é recomendada. A exposição à didanosina ou ao seu metabolito ativo (5 ́ - trifosfato de dideoxiadenosina) é aumentada, in vitro, quando a didanosina é co-administrada com a ribavirina. Foram notificados casos de insuficiência hepática fatal, assim como neuropatia periférica, pancreatite, e hiperlactacidemia/acidose láctica sintomática, com a adição da ribavirina. Foi notificada a exacerbação da anemia devida à ribavirina quando a zidovudina é parte do regime de tratamento do VIH, embora o mecanismo exato ainda não seja conhecido. Não é recomendada a utilização concomitante de ribavirina com zidovudina devido ao aumento do risco de anemia. Deve considerar-se a substituição da zidovudina num regime de terapêutica antiretrovírica combinada se este já estiver estabelecido. Tal seria particularmente importante em doentes com história conhecida de anemia induzida por zidovudina. - Didanosina
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações do Peginterferão alfa-2a
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Peginterferão alfa-2a apenas deverá ser utilizado durante a gravidez se o possível benefício justificar o risco potencial para o feto.

A amamentação deve ser interrompida antes de iniciar o tratamento, devido ao potencial para desencadear reações adversas no lactente.

A terapêutica com ribavirina está contraindicada na mulher grávida.

Deve ter-se extrema precaução em evitar a gravidez nas doentes do sexo feminino ou nas parceiras de doentes do sexo masculino tratados com Peginterferão alfa-2a em associação com ribavirina.

As doentes do sexo feminino em idade fértil têm de usar um método contracetivo eficaz durante o tratamento e nos 4 meses seguintes à sua conclusão.

Os doentes do sexo masculino ou as suas parceiras têm de usar um método contracetivo eficaz durante o tratamento e nos 7 meses seguintes à sua conclusão.

Os doentes que desenvolvam vertigens, confusão, sonolência ou fadiga devem ser advertidos para evitar conduzir ou utilizar máquinas.
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020