Olaratumab

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Condução Uso Hospitalar DCI/Medicamento sujeito a Monitorização Adicional
O que é
Olaratumab pertence a um grupo de medicamentos designados por anticorpos monoclonais.

Olaratumab reconhece e liga-se especificamente a uma proteína conhecida como recetor-α do fator de crescimento derivado das plaquetas (PDGFR-α). O PDGFR-α encontra-se em grandes quantidades em algumas células cancerígenas onde estimula o crescimento e divisão das células. Quando olaratumab se liga ao PDGFR-α pode impedir o crescimento e a sobrevivência das células cancerígenas.

Olaratumab é utilizado em associação com outro medicamento anticancerígeno designado por doxorrubicina para tratamento de adultos com sarcoma dos tecidos moles que não foram anteriormente tratados com doxorrubicina. O sarcoma dos tecidos moles é um cancro que começa nos tecidos moles como, por exemplo, os músculos, a gordura, as cartilagens ou os vasos sanguíneos).
Usos comuns
Olaratumab em associação com doxorrubicina está indicado no tratamento de doentes adultos com sarcoma dos tecidos moles avançado não passível de tratamento curativo com cirurgia ou radioterapia e que não foram anteriormente tratados com doxorrubicina.
Tipo
Biotecnologia.
História
Sem informação.
Indicações
Olaratumab em associação com doxorrubicina está indicado no tratamento de doentes adultos com sarcoma dos tecidos moles avançado não passível de tratamento curativo com cirurgia ou radioterapia e que não foram anteriormente tratados com doxorrubicina.
Classificação CFT
16.03     IMUNOMODULADORES
Mecanismo De Ação
Olaratumab é um antagonista do recetor-α do fator de crescimento derivado das plaquetas (PDGFR-α), expresso em células tumorais e do estroma. Olaratumab é um anticorpo monoclonal dirigido, recombinante da subclasse 1 das imunoglobulinas G humanas (IgG1), que se liga especificamente ao PDGFR-α, bloqueando a ligação e a ativação dos recetores de PDGF AA, -BB e -CC. Consequentemente, olaratumab inibe in vitro a sinalização das vias do PDGFR-α nas células tumorais e do estroma. Além disso, olaratumab demonstrou in vivo alterar a via do PDGFR-α nas células tumorais e inibir o crescimento do tumor.
Posologia Orientativa
A dose recomendada de olaratumab é de 15 mg/kg administrada por perfusão intravenosa nos dias 1 e 8 de cada ciclo de 3 semanas até à progressão da doença ou até à ocorrência de um nível inaceitável de toxicidade.

Olaratumab é administrado em combinação com doxorrubicina até 8 ciclos de tratamento, seguido de Olaratumab em monoterapia nos doentes cuja doença não progrediu.

A doxorrubicina é administrada no dia 1 de cada ciclo, depois da perfusão de Olaratumab.
Administração
A terapêutica com olaratumab tem de ser iniciada e administrada sob a supervisão de um médico com experiência em Oncologia.
Os doentes devem ser monitorizados durante a perfusão para deteção de sinais e sintomas de reações relacionadas com a perfusão (IRR) devendo ser assegurada a disponibilidade de equipamentos de ressuscitação adequados.

Após a diluição da solução para injeção em cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%), olaratumab é administrado por perfusão intravenosa durante cerca de 60 minutos.
Para atingir volumes de perfusão maiores, que podem ser necessários em doentes que necessitem de doses mais elevadas, a duração da perfusão deve ser aumentada, para que não seja ultrapassada a taxa máxima de perfusão de 25 mg/minuto.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao Olaratumab.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Foram notificados os seguintes efeitos secundários:

Reações relacionadas com a perfusão
Olaratumab tem sido associada a reações relacionadas com a perfusão.
Informe imediatamente o médico ou enfermeiro se se sentir mal durante a perfusão. Indicam-se a seguir alguns dos sintomas típicos associados a reações relacionadas com a perfusão:
- Sensação de desmaio
- Febre
- Arrepios
- Rubor
- Dificuldade em respirar

Podem também ocorrer outros sintomas. O médico poderá considerar a hipótese de fazer a perfusão com Olaratumab mais lentamente ou interrompê-la para tratar estes sintomas.

Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas):
- náuseas
- dor nos músculos, articulações ou ossos (dor músculo-esquelética)
- baixa contagem de glóbulos brancos (incluindo neutrófilos e linfócitos, o que pode aumentar o risco de infeção)
- dor ou feridas na boca e garganta (mucosite)
- vómitos
- diarreia
- dores de cabeça
- reações relacionadas com a perfusão
Advertências
Gravidez
Gravidez:Não administrar durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:Não se recomenda a amamentação durante o tratamento com olaratumab e por um período mínimo de três meses após a última dose.
Conducao
Conducao:Olaratumab pode ter uma influência ligeira sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.
Precauções Gerais
Reações relacionadas com a perfusão
Em estudos clínicos com olaratumab foram notificadas reações relacionadas com a perfusão (IRR), incluindo reações anafiláticas. A maioria dos episódios ocorreu durante ou após a primeira perfusão com olaratumab. Os sintomas de IRR incluíram rubor facial, falta de ar, broncoespamo ou febre/arrepios e, em alguns casos, manifestaram-se sob a forma de hipotensão grave, choque anafilático ou paragem cardíaca fatal. Podem ocorrer IRR graves, tais como reações anafiláticas, apesar da utilização de pré-medicação. Os doentes devem ser vigiados durante a perfusão relativamente ao aparecimento de sinais e sintomas de IRR, devendo ser assegurada a disponibilidade de equipamentos de ressuscitação adequados. Para tratamento e ajustes da dose em doentes em que ocorram IRR de Grau 1 ou 2 durante a perfusão. Em doentes em que tenha ocorrido previamente IRR de Grau 1 ou 2, recomenda-se a pré-medicação com cloridrato de difenidramina (por via intravenosa), paracetamol e dexametasona. Olaratumab deverá ser imediata e permanentemente descontinuado em doentes que tenham IRR de Grau 3 ou 4.

Neutropenia
Os doentes tratados com olaratumab e doxorrubicina têm risco de neutropenia. A contagem de neutrófilos deve ser verificada antes da administração de olaratumab nos Dias 1 e 8 de cada ciclo. A contagem de neutrófilos deve ser monitorizada durante o tratamento com olaratumab e doxorrubicina, devendo ser administrados cuidados de suporte, como antibióticos ou G-CSF, de acordo com as normas orientadoras locais. Relativamente aos ajustes de dose relacionados com neutropenia.

Episódios hemorrágicos
Os doentes tratados com olaratumab têm risco de ocorrência de episódios hemorrágicos. A contagem de plaquetas deve ser verificada antes da administração de olaratumab nos Dias 1 e 8 de cada ciclo. Os parâmetros de coagulação devem ser monitorizados em doentes com predisposição para hemorragia, como por exemplo a utilização de anticoagulantes. Num estudo de olaratumab em associação com doxorrubicina lipossomica, houve um caso fatal de hemorragia intracraniana num doente que tinha sofrido uma queda durante o tratamento.

Doentes previamente tratados com antraciclinas
O risco de toxicidade cardíaca aumenta com o aumento das doses comulativas de antraciclinas, incluindo a doxorrubicina. Não existem dados sobre a associação de olaratumab e doxorrubicina em doentes previamente tratados com antraciclinas, incluindo o tratamento prévio com doxorrubicina.

Dieta com restrição de sódio
Este medicamento contém 146 mg de sódio por cada frasco de 50 ml. Este facto deve ser tido em consideração em doentes com uma dieta com baixo teor de sódio.

Toxicidade cardíaca
A doxorrubicina pode causar toxicidade cardíaca. O risco de toxicidade é maior com o aumento da dose cumulativa e é mais elevado em doentes com história de cardiomiopatia, irradiação do mediastino ou doentes com doença cardíaca pré-existente. Para minimizar a toxicidade cardíaca associada à doxorrubicina, deve ser considerada e planeada em todos os doentes, antes do início do tratamento e durante o tratamento, a utilização de medidas cardioprotetoras apropriadas (medição da FEVE, por ecocardiograma ou MUGA, monitorização por ECG e/ou utilização de agentes cardioprotetores).

Consultar o RCM da doxorrubicina relativamente às recomendações de monitorização cardíaca.

No ensaio de fase 2, foi administrado dexrazoxano a doentes de ambos os grupos de tratamento submetidos a 5 ou mais ciclos de doxorrubicina antes de cada dose de doxorrubicina a partir do ciclo 5, a fim de minimizar o risco de toxicidade torácica relacionado com a doxorrubicina.

Compromisso hepático
Como a doxorrubicina é rapidamente metabolizada e predominantemente eliminada pelo sistema biliar, a toxicidade da doxorrubicina é aumentada em doentes com compromisso hepático. Consultar o RCM da doxorrubicina relativamente à monitorização adequada da função hepática e aos ajustes da dose de doxorrubicina em doentes com compromisso da função hepática.
Cuidados com a Dieta
Sem informação.
Terapêutica Interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Guardar no frigorífico (2°C – 8°C).

Não congelar nem agitar o frasco.
Manter o frasco na embalagem exterior para o proteger da luz.

Solução para perfusão: após a diluição e preparação, o medicamento deve ser utilizado imediatamente.
Se não for utilizado imediatamente, o tempo de conservação depois de preparado e as condições de conservação antes da utilização são da responsabilidade do utilizador e geralmente não excedem 24 horas a uma temperatura entre 2°C e 8°C e até 8 horas adicionais à temperatura ambiente (menos de 25°C).
Não congelar nem agitar a solução para perfusão. Não administrar a solução, se observar partículas ou alterações da coloração.

Este medicamento destina-se a uma única utilização.

Não conserve qualquer porção não utilizada da solução para perfusão para reutilização. Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Olaratumab + Doxorrubicina

Observações: Olaratumab é um anticorpo monoclonal humano.
Interações: Num estudo caso-controlo (DDI), não foram observadas interações farmacocinéticas em doentes entre olaratumab e doxorrubicina.

Olaratumab + Citotóxicos

Observações: Olaratumab é um anticorpo monoclonal humano.
Interações: Não foram efetuados outros estudos formais DDI com olaratumab e medicamentos vulgarmente utilizados em doentes com cancro, incluindo doentes com Sarcomas dos tecidos moles (por exemplo, antieméticos, analgésicos, antidiarreicos, contracetivos orais, etc.). Dado que os anticorpos monoclonais não são metabolizados pelas enzimas do citocromo P450 (CYP) nem por outras enzimas metabolizadoras, não é previsível que a inibição ou indução destas enzimas por medicamentos administrados concomitantemente afete a farmacocinética de olaratumab. Ao invés, não é previsível que olaratumab afete a farmacocinética de medicamentos administrados concomitantemente.

Olaratumab + Antieméticos

Observações: Olaratumab é um anticorpo monoclonal humano.
Interações: Não foram efetuados outros estudos formais DDI com olaratumab e medicamentos vulgarmente utilizados em doentes com cancro, incluindo doentes com Sarcomas dos tecidos moles (por exemplo, antieméticos, analgésicos, antidiarreicos, contracetivos orais, etc.). Dado que os anticorpos monoclonais não são metabolizados pelas enzimas do citocromo P450 (CYP) nem por outras enzimas metabolizadoras, não é previsível que a inibição ou indução destas enzimas por medicamentos administrados concomitantemente afete a farmacocinética de olaratumab. Ao invés, não é previsível que olaratumab afete a farmacocinética de medicamentos administrados concomitantemente.

Olaratumab + Analgésicos

Observações: Olaratumab é um anticorpo monoclonal humano.
Interações: Não foram efetuados outros estudos formais DDI com olaratumab e medicamentos vulgarmente utilizados em doentes com cancro, incluindo doentes com Sarcomas dos tecidos moles (por exemplo, antieméticos, analgésicos, antidiarreicos, contracetivos orais, etc.). Dado que os anticorpos monoclonais não são metabolizados pelas enzimas do citocromo P450 (CYP) nem por outras enzimas metabolizadoras, não é previsível que a inibição ou indução destas enzimas por medicamentos administrados concomitantemente afete a farmacocinética de olaratumab. Ao invés, não é previsível que olaratumab afete a farmacocinética de medicamentos administrados concomitantemente.

Olaratumab + Antidiarreicos

Observações: Olaratumab é um anticorpo monoclonal humano.
Interações: Não foram efetuados outros estudos formais DDI com olaratumab e medicamentos vulgarmente utilizados em doentes com cancro, incluindo doentes com Sarcomas dos tecidos moles (por exemplo, antieméticos, analgésicos, antidiarreicos, contracetivos orais, etc.). Dado que os anticorpos monoclonais não são metabolizados pelas enzimas do citocromo P450 (CYP) nem por outras enzimas metabolizadoras, não é previsível que a inibição ou indução destas enzimas por medicamentos administrados concomitantemente afete a farmacocinética de olaratumab. Ao invés, não é previsível que olaratumab afete a farmacocinética de medicamentos administrados concomitantemente.

Olaratumab + Contracetivos orais

Observações: Olaratumab é um anticorpo monoclonal humano.
Interações: Não foram efetuados outros estudos formais DDI com olaratumab e medicamentos vulgarmente utilizados em doentes com cancro, incluindo doentes com Sarcomas dos tecidos moles (por exemplo, antieméticos, analgésicos, antidiarreicos, contracetivos orais, etc.). Dado que os anticorpos monoclonais não são metabolizados pelas enzimas do citocromo P450 (CYP) nem por outras enzimas metabolizadoras, não é previsível que a inibição ou indução destas enzimas por medicamentos administrados concomitantemente afete a farmacocinética de olaratumab. Ao invés, não é previsível que olaratumab afete a farmacocinética de medicamentos administrados concomitantemente.

Olaratumab + Vacinas vivas

Observações: Olaratumab é um anticorpo monoclonal humano.
Interações: A administração de vacinas vivas ou vacinas vivas atenuadas em doentes com compromisso imunológico por agentes quimioterápicos incluindo doxorrubicina pode originar infeções graves ou fatais. Deve ser evitada a vacinação com vacinas vivas em doentes tratados com olaratumab em associação com doxorrubicina.
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.

As mulheres com potencial para engravidar devem ser aconselhadas a evitar engravidar durante o tratamento com olaratumab e informadas sobre os perigos potenciais para a gravidez e para o feto.

As mulheres com potencial para engravidar devem utilizar métodos de contraceção eficazes durante e até três meses após a última dose do tratamento com olaratumab.

Olaratumab não é recomendado durante a gravidez nem em mulheres com potencial para engravidar que não estejam a utilizar métodos contracetivos, a menos que os benefícios potenciais justifiquem os riscos potenciais para o feto.

Não se recomenda a amamentação durante o tratamento com olaratumab e por um período mínimo de três meses após a última dose.

Olaratumab pode ter uma influência ligeira sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

Devido à ocorrência frequente de fadiga, os doentes devem ser avisados para terem precaução quando estiverem a conduzir ou a utilizar máquinas.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017