Ofloxacina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
A Ofloxacina é um antibiótico sintético de largo espectro do grupo das quinolonas.

Sendo um antibiótico do grupo das fluoroquinolonas, a ofloxacina actua sobre o complexo da ADN/ADN girase e na topoisomerase IV.



Ofloxacina pertence a um grupo de antibióticos chamados quinolonas que actuam matando as bactérias que provocam as infecções.
Usos comuns
Tratamento de infecções bacterianas de:
- vias respiratórias (por exemplo, pulmões, peito, ouvidos, nariz e garganta)
- região abdominal
- vias urinárias (por exemplo, rins e bexiga)
- vias genitais (órgãos sexuais masculino e feminino).
Tipo
pequena molécula
História
Ofloxacina foi desenvolvido como um análogo de espectro mais amplo de norfloxacina, o primeiro antibiótico fluoroquinolona, Ofloxacina foi patenteado em 1982 (European Patent Daiichi) e recebeu aprovação da Food and Drug Administration (FDA) em 28 dezembro de 1990.

Um dos primeiros grandes reações adversas observou com Ofloxacina foram de natureza.psiquiátrica.

Ofloxacina pode causar graves efeitos secundários psiquiátricos, com até 25% de tais pacientes que sofrem de tais reações.

Nos Estados Unidos, o nome de marca ofloxacina é raramente utilizado hoje, tendo sido descontinuado pelo fabricante, Ortho-McNeil-Janssen, uma subsidiária da Johnson & Johnson.

Contudo, o uso genérico continua.

O site FDA lista Floxin (Ortho McNeil Jannsen) como sendo descontinuado, com apenas alguns equivalentes genéricos ainda em uso.

A solução ótica continua a ser listados como estando disponível tanto como droga original, bem como um equivalente genérico.
Indicações
Ofloxacina está indicado no tratamento das seguintes infeções bacterianas, quando estas sejam devidas a agentes sensíveis à ofloxacina:

- Infeções do trato respiratório;

- Infecões agudas, crónicas e recidivantes das vias respiratórias incluindo bronquite e pneumonia;

- Infeções crónicas e recorrentes do foro O.R.L. (amigdalites, faringites, otites e traqueítes);

- Infeções da pele e dos tecidos moles;

- Infeções da cavidade abdominal e pélvicas;

- Infeções do rim, do trato urinário e dos órgãos genitais, incluindo gonorreia;

- Prevenção de infeções (na descontaminação seletiva do trato gastrointestinal) em doentes com redução significativa das resistências (por exemplo, em estado neutropénico);

- Infeções nos ossos e articulações.
Classificação CFT
01.01.10     Quinolonas 14.02     MEDICAMENTOS PARA APLICAÇÃO NO OUVIDO 15.01.01     Antibacterianos
Mecanismo De Ação
A ofloxacina é uma fluoroquinolona que actua por inibição da DNA girase bacteriana.

O seu espectro de atividade é largo sobre aeróbios gram-negativos e gram-positivos produtores e não produtores de penicilinases; tem alguma atividade in vitro contra bactérias anaeróbias mas a maioria são consideradas resistentes.
Posologia Orientativa
Solução por perfusão:
Posologia no adulto:
400 mg/dia em duas tomas, de 12 em 12 horas.
Esta posologia pode ser aumentada até 600 mg ou 800 mg/dia no tratamento de infeções graves ou ainda no caso de doentes de peso elevado.

Comprimidos:
A posologia depende da gravidade e do tipo de infecção.
A dose habitual em adultos é de 200 a 400 mg de ofloxacina duas vezes por dia.
Infecções do tracto urinário inferior, por exemplo cistite: 1 comprimido revestido por película, duas vezes por dia, durante 3 dias
Infecções do tracto urinário superior, por exemplo infecções renais: 1 comprimido revestido por película, duas vezes por dia, durante 7 a 10 dias
Gonorreia sem complicações (uma infecção das vias genitais): uma dose única de 2 comprimidos revestidos por película
Infecções das vias respiratórias: 1 a 2 comprimido(s) revestido(s) por película, duas vezes por dia, durante 7 a 10 dias
Infecções do ouvido, nariz e garganta: 1 comprimido revestido por película, duas vezes por dia, durante 7 a 10 dias
Infecções da região abdominal: 1 comprimido revestido por película, duas vezes por dia, durante 7 a 10 dias

Gotas auriculares:
Otite Externa
6 meses a 13 anos: 5 gotas (0,25 ml), aplicadas no ouvido afectado, 1 vez ao dia durante 7 dias.
com 13 anos ou mais: 10 gotas (0,5 ml), aplicadas no ouvido afectado, 1 vez ao dia durante 7 dias.

Otites médias crónicas supurativas:
Com mais de 12 anos: 10 gotas (0,5 ml), aplicadas no ouvido afectado, 2 vezes ao dia durante 14 dias.

Otite média aguda:
1 a 12 anos: 5 gotas (0,25 ml), aplicadas no ouvido afectado, 2 vezes ao dia durante 10 dias.


Gel oftálmico:
Dose habitual recomendada em crianças com idade igual ou superior a um ano e adultos:
1º e 2º dia: aplicação de 1 a 2 gotas, de 2 em 2 horas ou de 4 em 4 horas.
A partir do 3º dia: 4 vezes ao dia (de 6 em 6 horas).
Em casos de maior gravidade (ex. queratites): a posologia poderá ser aumentada até 1 a 2 gotas, aplicadas de 1 em 1 hora ou de 2 em 2 horas.
Administração
Via oral, intravenosa e oftálmica

Comprimidos:
Engula os comprimidos com um copo de água, em jejum ou durante as refeições.
Os comprimidos devem ser tomados de preferência de manhã e à noite

Solução para perfusão:
Ofloxacina 2 mg/ml solução para perfusão apresenta-se na forma de solução pronta a ser utilizada e apenas deve ser administrado em perfusão intravenosa, durante 60 minutos. É compatível com os seguintes líquidos de perfusão: solução isotónica de cloreto de sódio, soluto de Ringer e glucose a 5%.

Gel oftálmico:
Coloque o gel oftálmico no saco conjuntival (espaço entre o olho e a pálpebra).
Não deixe a ponta do conta-gotas tocar no seu olho, nos dedos ou outras superfícies para evitar a contaminação do gel oftálmico.
Coloque novamente a tampa e feche o frasco logo após o uso.
O tratamento deve ser mantido por 48 horas após o desaparecimento dos sintomas.
Contraindicações
Hipersensibilidade à ofloxacina.

Alergia aos medicamentos do grupo das quinolonas.

Gravidez e aleitamento.

Epilepsia.

Doentes com deficiência em glucose-6-fosfato-desidrogenase.

Crianças e adolescentes em período de crescimento.

A ofloxacina, tal como outras quinolonas, pode causar estimulação do Sistema Nervoso Central (SNC), estando contra-indicada nos doentes com lesões pré-existentes do SNC envolvendo uma baixa do limiar convulsivo.

História de lesões tendinosas induzidas por quinolonas.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Infecções e infestações
Pouco Frequentes: Superinfecção

Doenças do sangue e do sistema linfático
Muito raros: Anemia, anemia hemolítica, eosinofilia, leucopenia, agranulocitose, trombocitopenia, pancitopenia, depressão da medula óssea.

Doenças do sistema imunitário
Muito raros: Erupção medicamentosa fixa, reacções anafilácticas ou anafilactóides (também imediatamente após a primeira dose) com sintomas como ardor dos olhos, garganta irritada e corrimento nasal, pressão arterial elevada e angioedema da pele e das membranas mucosas, por exemplo, da face, da língua e da região da laringe.

Em casos muito graves, isto pode provocar falta de ar (também por espasmos brônquicos) e/ou choque.

Doenças do metabolismo e da nutrição
Muito raros: Hiper ou hipoglicémia, particularmente em doentes com diabetes mellitus, ataque de porfíria em doentes com predisposição para tal.

Doenças do foro psiquiátrico
Raros: Experiências oníricas intensas (que podem ir até pesadelos), reacções psicóticas (como excitação, estados de ansiedade, depressão e alucinações) que podem pôr em risco o próprio.

Doenças do sistema nervoso
Frequentes: Cefaleias, perturbações do sono, agitação.
Raros: Confusão, vertigem, parestesias, hiperestesias, neuropatia periférica, perturbações do olfacto e do paladar (que podem ir até à perda do olfacto e do paladar), perturbações do equilíbrio, perturbações da coordenação muscular ou sintomas extra piramidais (por exemplo, tremores, marcha instável).
Muito raros: Entorpecimento, convulsões cerebrais
Desconhecido: Fotofobia.

Afecções Oculares
Pouco Frequentes: Conjuntivite.
Raros: Perturbações visuais (por exemplo, visão turva, visão dupla e alteração da visão cromática).

Afecções do ouvido e do labirinto
Muito raros: Tinido, perturbações da audição (em casos excepcionais, perda da audição).

Cardiopatias
Pouco Frequentes: Taquicardia, redução transitória da pressão arterial, palpitações.
Muito raros: Colapso devido à redução da pressão arterial, síncope. Arritmia ventricular, torsade de pointes, prolongamento do intervalo QT (estas reacções foram predominantemente observadas em doentes com outros factores de risco para o prolongamento do intervalo QTc) (ver também 4.4).

Vasculopatias
Desconhecido: Hipertensão.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino
Muito raros: Alveolite alérgica.

Doenças gastrointestinais
Frequentes: Náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal, perda de apetite, dispepsia.
Raros: Enterocolite, que por vezes pode ser hemorrágica, colite pseudomembranosa.

Afecções hepatobiliares
Raros: Níveis elevados das enzimas hepáticas (fosfatase alcalina, AST, ALT, LDH, gama-GT), comprometimento da função hepática com níveis elevados de bilirrubina.
Muito raros: Icterícia colestática, hepatite ou lesão grave do fígado.

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Pouco Frequentes: Prurido, erupções cutâneas.
Raros: Urticária.
Muito raros: Bolhas, ulcerações, rubor, sudação, eritema multiforme, síndroma de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica ou vasculite. A vasculite pode apresentar-se como petéquias, formação de bolhas com sangramento e pequenos nódulos com formação de crosta, e, em casos excepcionais, como lesões cutâneas incluindo necrose. A vasculite também pode afectar os órgãos internos.

Fotossensibilidade da pele provocando sintomas como queimaduras solares, alteração da cor da pele, descamação.

Afecções musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos
Muito raros: Queixas musculares como dor e fraqueza (isto é particularmente importante em doentes com, por exemplo, miastenia gravis), rabdomiólise, dor nas articulações e tendões; tendinite e ruptura de tendões (por exemplo, tendão de Aquiles). Este efeito secundário pode aparecer bilateralmente num período de 48 horas após a dose inicial. A tendinite do tendão de Aquiles e a ruptura do tendão devem ser consideradas como um acontecimento adverso grave.

Doenças renais e urinárias
Muito raros: Comprometimento da função renal, por exemplo, aumento da creatinina sérica, nefrite intersticial aguda que pode progredir para uma falência renal aguda.

Perturbações gerais e alterações no local de administração
Muito raros: Febre.

Com excepção de casos muito raros (por exemplo, casos isolados de perda de olfacto, paladar e audição), as reacções adversas observadas desapareceram após a interrupção de Ofloxacina comprimidos.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Não parece estar associada a um risco acrescido de malformações; Ver Quinolonas. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento:Presente no leite em quantidade muito pequena para ser perigosa, mas o produtor recomenda evitar.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Ver Quinolonas.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Reduzir dose em 25 a 50% na IR ligeira; 100 mg de 24 em 24 horas na IR moderada.
Precauções Gerais
A ofloxacina não é o fármaco de primeira escolha para a pneumonia provocada por pneumococos e micoplasmas e para a angina tonsilar aguda provocada por estreptococos beta-hemolíticos.


As infecções nosocomiais provocadas por P. aeruginosa podem necessitar de um tratamento de associação.



Problemas provocados por Clostridium difficile
A diarreia, especialmente se for grave, persistente e/ou com presença de sangue, que ocorre durante ou após um tratamento com Ofloxacina, pode ser um sintoma de uma doença provocada por Clostridium difficile cuja forma mais grave é a colite pseudomembranosa.

Caso haja suspeita de colite pseudomembranosa deve ser considerada a interrupção do tratamento com Ofloxacina, tendo em consideração a indicação e gravidade dos sintomas.

Os doentes deverão receber tratamento imediato com medidas de suporte e terapêutica específica (por exemplo, administração de antibióticos especiais).

Os fármacos que inibem o peristaltismo estão contra-indicados em tais casos.



Tendinite
A tendinite pode ocorrer, em casos raros, durante o tratamento com quinolonas que, em algumas circunstâncias, pode levar à ruptura do tendão – habitualmente, o tendão de Aquiles.

Os doentes idosos têm uma maior tendência para desenvolver tendinite.

O risco de ruptura do tendão pode ser aumentado pelo tratamento com corticoesteróides.

Caso se suspeite de uma inflamação do tendão, o tratamento com Ofloxacina deve ser interrompido de imediato e o tendão afectado tratado de forma adequada (por exemplo, imobilização).



Doentes com tendência para convulsões
Ofloxacina está contra-indicado em doentes com epilepsia conhecida e, tal como com outras quinolonas, devem igualmente ser utilizados com extrema precaução em doentes com uma predisposição para convulsões epilépticas, por exemplo, doentes com lesões existentes do SNC, no caso de tratamento concomitante com fenbufeno ou anti-inflamatórios não esteróides equivalentes ou com medicamentos que reduzem o limiar convulsivo, tal como a teofilina.


No caso de convulsões (de tipo epiléptico) estão indicadas as medidas de emergência adequadas habituais (por exemplo, manutenção das vias aéreas, anticonvulsivantes tais como diazepam ou barbitúricos).



Doentes com deficiência na actividade da glucose-6-fosfato desidrogenase
Os doentes com deficiência existente ou latente da actividade da glucose-6-fosfato desidrogenase podem ter tendência para reacções hemolíticas quando tratados com quinolonas.

Por essa razão, a ofloxacina deve ser utilizada com precaução.



Doentes com disfunção renal
Dado que a ofloxacina é principalmente excretada pela via renal, a posologia deverá ser ajustada em doentes com disfunção renal.



Doentes com disfunção hepática
Nos doentes com disfunção hepática os parâmetros da função hepática deverão ser monitorizados a intervalos regulares durante o tratamento já que podem ocorrer lesões do fígado.



Prevenção da fotossensibilidade
Embora a fotossensibilidade ocorra apenas raramente com a utilização de ofloxacina, é recomendado que os doentes evitem a luz solar forte ou a radiação UV artificial (por exemplo, lâmpadas solares, solários) de forma a evitar a fotossensibilidade.


Dado que a ofloxacina está associada a casos muito raros de prolongamento do intervalo QT, deve ser tida precaução (pode ser necessária a monitorização do ECG durante o início do tratamento com ofloxacina) quando são tratados doentes com risco para arritmia do tipo torsade de pointes.


Deverá ser feita uma cuidadosa análise de risco/benefício em doentes com prolongamento conhecido do intervalo QT, em doentes com hipocaliemia não corrigida e em doentes a receber agentes antiarrítmicos da classe IA (quinidina, procainamida) ou da classe III (amiodarona, sotalol).


Foram notificados casos raros de polineuropatia axonal sensitiva ou sensoriomotora, afectando axónios pequenos e/ou grandes, provocando parestesias, hipostesias, disestesias e fraqueza em doentes a receber tratamento com quinolonas, incluindo a ofloxacina.

A ofloxacina deverá ser interrompida caso o doente tenha sintomas de neuropatia periférica incluindo dor, ardor, formigueiro, dormência, e/ou fraqueza ou outras alterações da sensação incluindo sensibilidade ao tacto, dor, temperatura, propriocepção e sensação de vibração, de forma a prevenir o desenvolvimento de uma situação irreversível.


Os doentes que tiveram reacções adversas graves (por exemplo, reacções neurológicas graves) com outras quinolonas apresentam um risco aumentado de ter uma reacção semelhante com a ofloxacina.


A utilização de ofloxacina pode provocar um crescimento exacerbado de organismos não susceptíveis, especialmente enterococos, de estirpes resistentes de alguns organismos ou de cândida.

É essencial a monitorização cuidadosa do doente e a realização periódica de testes de susceptibilidade in vitro.

Caso ocorra uma superinfecção deverá ser instituída a terapêutica adequada.


Pode ocorrer um agravamento da miastenia gravis durante a utilização de ofloxacina.


A ofloxacina pode provocar reacções de hipersensibilidade graves, potencialmente fatais, ocasionalmente, após administração da dose inicial.

Os doentes devem interromper o tratamento de imediato e contactar o seu médico ou um médico de urgência, que iniciará as medidas de emergência adequadas (por exemplo, anti-histamínicos, corticoesteróides, simpatomiméticos e, se necessário, ventilação assistida).


Os sistemas hematológicos, renal e hepático devem ser avaliados periodicamente durante o tratamento prolongado com ofloxacina.


Em casos raros, podem ocorrer reacções psicóticas que podem levar à colocação do próprio em risco.

Tais reacções podem ocorrer logo após a dose inicial.

Neste caso, os comprimidos de ofloxacina devem ser imediatamente interrompidos.


Os doentes com problemas hereditários graves de intolerância à galactose, deficiência de lactase de Lapp ou má absorção da glucose galactose não devem tomar este medicamento.
Cuidados com a Dieta
Os complexos multivitamínicos ou produtos que contenham alumínio, ferro ou zinco, os antiácidos ou o sucralfato, não devem ser tomados juntamente com este medicamento.

Este medicamento deve ser tomado pelo menos 2 horas antes ou, pelo menos, 2 horas depois destes produtos.
Terapêutica Interrompida
Caso se tenha esquecido de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar, a menos
que já esteja quase na hora de tomar a dose seguinte.

Nunca tome a dose seguinte a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.


Solução para perfusão: Não conservar acima de 25°C.
Conservar na embalagem de origem.

Comprimidos: Não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Gotas auriculares: Não necessita de qualquer temperatura especial de conservação.
Após a primeira abertura do frasco, utilizar no prazo de 28 dias.

Gel oftálmico: Não conservar acima de 25°C.
Após a primeira abertura do frasco, utilizar no prazo de 28 dias.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Espectro de ação na tuberculose. Ativa in vitro contra o Mycobacterium tuberculosis, em concentrações menores do que 1,3 µg/mL, micobactérias do Complexo Avium-intracelullare (MAC), em concentrações plasmáticas entre 10-100 µg/mL, Mycobacterium fortuitum e Mycobacterium kansasii, até 3 µg/mL.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Magaldrato + Ofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Em particular, tem sido observada uma redução substancial da absorção de tetraciclinas e dos derivados da quinolona (ciprofloxacina, ofloxacina e norfloxacina) durante a utilização de antiácidos.

Ácido fólico + Ferro + Ofloxacina

Observações: N.D.
Interações: O sulfato ferroso interfere com a absorção das quinolonas (ciprofloxacina, norfloxacina, ofloxacina) levando a diminuição das concentrações séricas e urinárias destes antibióticos. Portanto estes medicamentos devem ser tomados com um intervalo de 2 horas.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Quinolonas + Ofloxacina

Observações: Susceptíveis à inibição da absorção gastrintestinal; Algumas quinolonas inibem o CYP1A2.
Interações: Teofilina: ciprofloxacina, enoxacina e, em menor extensão, a norfloxacina, inibem o metabolismo da teofilina; levofloxacina, lomefloxacina e ofloxacina parecem ter menos efeito. - Ofloxacina

Ofloxacina + Antiácidos

Observações: N.D.
Interações: Antiácidos: Antiácidos contendo hidróxidos de alumínio (incluindo sucralfato) e de magnésio, fosfato de alumínio, zinco, ferro, podem reduzir a absorção dos comprimidos de Ofloxacina e assim a sua eficácia terapêutica. Ofloxacina deverá ser administrado aproximadamente 2 horas separado da administração de antiácidos.

Ofloxacina + Hidróxido de Alumínio

Observações: N.D.
Interações: Antiácidos: Antiácidos contendo hidróxidos de alumínio (incluindo sucralfato) e de magnésio, fosfato de alumínio, zinco, ferro, podem reduzir a absorção dos comprimidos de Ofloxacina e assim a sua eficácia terapêutica. Ofloxacina deverá ser administrado aproximadamente 2 horas separado da administração de antiácidos.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Sulfato ferroso + Ofloxacina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante das preparações orais de ferro pode interferir com a absorção oral de algumas quinolonas (ciprofloxacina, norfloxacina, ofloxacina) resultando em redução nas concentrações séricas e urinárias das mesmas. Por isso, as preparações orais de ferro não devem ser administradas concomitantemente ou no período de duas horas após uma dose oral de quinolona.

Ofloxacina + Hidróxido de magnésio

Observações: N.D.
Interações: Antiácidos: Antiácidos contendo hidróxidos de alumínio (incluindo sucralfato) e de magnésio, fosfato de alumínio, zinco, ferro, podem reduzir a absorção dos comprimidos de Ofloxacina e assim a sua eficácia terapêutica. Ofloxacina deverá ser administrado aproximadamente 2 horas separado da administração de antiácidos.

Ofloxacina + Sucralfato

Observações: N.D.
Interações: Antiácidos: Antiácidos contendo hidróxidos de alumínio (incluindo sucralfato) e de magnésio, fosfato de alumínio, zinco, ferro, podem reduzir a absorção dos comprimidos de Ofloxacina e assim a sua eficácia terapêutica. Ofloxacina deverá ser administrado aproximadamente 2 horas separado da administração de antiácidos.

Ofloxacina + Fosfato de alumínio

Observações: N.D.
Interações: Antiácidos: Antiácidos contendo hidróxidos de alumínio (incluindo sucralfato) e de magnésio, fosfato de alumínio, zinco, ferro, podem reduzir a absorção dos comprimidos de Ofloxacina e assim a sua eficácia terapêutica. Ofloxacina deverá ser administrado aproximadamente 2 horas separado da administração de antiácidos.

Ofloxacina + Zinco

Observações: N.D.
Interações: Antiácidos: Antiácidos contendo hidróxidos de alumínio (incluindo sucralfato) e de magnésio, fosfato de alumínio, zinco, ferro, podem reduzir a absorção dos comprimidos de Ofloxacina e assim a sua eficácia terapêutica. Ofloxacina deverá ser administrado aproximadamente 2 horas separado da administração de antiácidos.

Ofloxacina + Ferro

Observações: N.D.
Interações: Antiácidos: Antiácidos contendo hidróxidos de alumínio (incluindo sucralfato) e de magnésio, fosfato de alumínio, zinco, ferro, podem reduzir a absorção dos comprimidos de Ofloxacina e assim a sua eficácia terapêutica. Ofloxacina deverá ser administrado aproximadamente 2 horas separado da administração de antiácidos.

Prednisolona + Ofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Existe também a possibilidade de interacção da prednisolona com as quinolonas (como ofloxacina, norfloxacina e ciprofloxacina, entre outras).
 Sem significado Clínico

Ofloxacina + Teofilina

Observações: N.D.
Interações: Teofilina, fenbufeno ou anti-inflamatórios não esteróides similares: Não foram encontradas interações farmacocinéticas entre a ofloxacina e a teofilina num ensaio clínico. No entanto, pode ocorrer um abaixamento pronunciado do limiar cerebral convulsivo quando as quinolonas são administradas simultaneamente com teofilina, medicamentos anti-inflamatórios não esteróides, ou outros agentes que diminuam o limiar convulsivo.
 Sem significado Clínico

Ofloxacina + Fenbufeno

Observações: N.D.
Interações: Teofilina, fenbufeno ou anti-inflamatórios não esteróides similares: Não foram encontradas interações farmacocinéticas entre a ofloxacina e a teofilina num ensaio clínico. No entanto, pode ocorrer um abaixamento pronunciado do limiar cerebral convulsivo quando as quinolonas são administradas simultaneamente com teofilina, medicamentos anti-inflamatórios não esteróides, ou outros agentes que diminuam o limiar convulsivo.
 Sem significado Clínico

Ofloxacina + Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs)

Observações: N.D.
Interações: Teofilina, fenbufeno ou anti-inflamatórios não esteróides similares: Não foram encontradas interações farmacocinéticas entre a ofloxacina e a teofilina num ensaio clínico. No entanto, pode ocorrer um abaixamento pronunciado do limiar cerebral convulsivo quando as quinolonas são administradas simultaneamente com teofilina, medicamentos anti-inflamatórios não esteróides, ou outros agentes que diminuam o limiar convulsivo.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ofloxacina + Antagonistas da vitamina K

Observações: N.D.
Interações: Antagonistas da Vitamina K: Os testes de coagulação devem ser monitorizados em doentes tratados com antagonistas da vitamina K devido a um possível aumento do efeito dos derivados da cumarina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ofloxacina + Glibenclamida

Observações: N.D.
Interações: Glibenclamida: A administração concomitante de ofloxacina e glibenclamida pode causar um ligeiro aumento das concentrações séricas de glibenclamida. Desta forma, é recomendável que os doentes medicados simultaneamente com ofloxacina e glibenclamida sejam estreitamente monitorizados.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ofloxacina + Probenecida

Observações: N.D.
Interações: Probenecide, cimetidina, furosemida, ou metotrexato: Particularmente em casos de terapêutica com doses elevadas, deve tomar-se em consideração uma perturbação mútua da excreção e um aumento dos níveis séricos quando as quinolonas são administradas concomitantemente com outros medicamentos que sofrem também secreção tubular (tais como probenecide, cimetidina, furosemida ou metotrexato).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ofloxacina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Probenecide, cimetidina, furosemida, ou metotrexato: Particularmente em casos de terapêutica com doses elevadas, deve tomar-se em consideração uma perturbação mútua da excreção e um aumento dos níveis séricos quando as quinolonas são administradas concomitantemente com outros medicamentos que sofrem também secreção tubular (tais como probenecide, cimetidina, furosemida ou metotrexato).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ofloxacina + Furosemida

Observações: N.D.
Interações: Probenecide, cimetidina, furosemida, ou metotrexato: Particularmente em casos de terapêutica com doses elevadas, deve tomar-se em consideração uma perturbação mútua da excreção e um aumento dos níveis séricos quando as quinolonas são administradas concomitantemente com outros medicamentos que sofrem também secreção tubular (tais como probenecide, cimetidina, furosemida ou metotrexato).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ofloxacina + Metotrexato

Observações: N.D.
Interações: Probenecide, cimetidina, furosemida, ou metotrexato: Particularmente em casos de terapêutica com doses elevadas, deve tomar-se em consideração uma perturbação mútua da excreção e um aumento dos níveis séricos quando as quinolonas são administradas concomitantemente com outros medicamentos que sofrem também secreção tubular (tais como probenecide, cimetidina, furosemida ou metotrexato).

Ofloxacina + Medicamentos que prolongam o intervalo QT

Observações: N.D.
Interações: Ofloxacina, tal como outras fluoroquinolonas, deve ser utilizado com precaução em doentes que usem concomitantemente outros medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT (p.ex. Antiarrítmicos de classe I e III, antidepressivos tricíclicos, macrólidos, antipsicóticos).

Ofloxacina + Antiarrítmicos

Observações: N.D.
Interações: Ofloxacina, tal como outras fluoroquinolonas, deve ser utilizado com precaução em doentes que usem concomitantemente outros medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT (p.ex. Antiarrítmicos de classe I e III, antidepressivos tricíclicos, macrólidos, antipsicóticos).

Ofloxacina + Antidepressores (Tricíclicos)

Observações: N.D.
Interações: Ofloxacina, tal como outras fluoroquinolonas, deve ser utilizado com precaução em doentes que usem concomitantemente outros medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT (p.ex. Antiarrítmicos de classe I e III, antidepressivos tricíclicos, macrólidos, antipsicóticos).

Sulfato ferroso + Glicina + Ofloxacina

Observações: N.D.
Interações: A associação deve ser evitada. As seguintes associações podem requerer o ajuste da dose: O ferro inibe a absorção de muitos medicamentos por quelação. O intervalo entre a administração do Sulfato ferroso / Glicina e dos medicamentos abaixo mencionados deve ser o mais alargado possível. Fluoroquinolonas: Quando os sais de ferro são co-administrados com fluoroquinolonas, a absorção destas últimas é significativamente prejudicada. A absorção de norfloxacina, levofloxacina, ciprofloxacina, gatifloxacina e ofloxacina é inibida pelo ferro entre 30 a 90%. As fluoroquinolonas devem ser administradas pelo menos 2 horas antes ou 4 horas após a toma de Sulfato ferroso / Glicina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ferritina + Ofloxacina

Observações: A absorção do ferro é inibida pela ingestão de ovos ou leite. Café ou chá consumidos durante uma refeição ou uma hora após uma refeição podem inibir significativamente a absorção do ferro. Não foi determinado o seu significado clínico.
Interações: A administração concomitante das preparações orais de ferro pode interferir com a absorção oral de algumas quinolonas (ciprofloxacina, norfloxacina, ofloxacina) resultando em redução nas concentrações séricas e urinárias das mesmas. Por isso, as preparações orais de ferro não devem ser administradas concomitantemente ou no período de duas horas após uma dose oral de quinolona.

Ofloxacina + Macrólidos

Observações: N.D.
Interações: Ofloxacina, tal como outras fluoroquinolonas, deve ser utilizado com precaução em doentes que usem concomitantemente outros medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT (p.ex. Antiarrítmicos de classe I e III, antidepressivos tricíclicos, macrólidos, antipsicóticos).

Ofloxacina + Antipsicóticos

Observações: N.D.
Interações: Ofloxacina, tal como outras fluoroquinolonas, deve ser utilizado com precaução em doentes que usem concomitantemente outros medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT (p.ex. Antiarrítmicos de classe I e III, antidepressivos tricíclicos, macrólidos, antipsicóticos).

Ofloxacina + Testes Laboratoriais/Diagnóstico

Observações: N.D.
Interações: A ofloxacina pode inibir o crescimento do Mycobacterium tuberculosis, podendo conduzir a resultados falsos-negativos no diagnóstico bacteriológico da tuberculose. A determinação de opiáceos ou porfirinas na urina pode dar resultados falsos-positivos durante o tratamento com a ofloxacina.

Ofloxacina + Vacina contra a febre tifóide

Observações: N.D.
Interações: A ofloxacina pode interferir com a resposta imunológica à vacina viva para a febre tifóide, pelo que se recomenda a interrupção do tratamento com este fármaco 24 horas antes da administração da vacina.

Ferro + Ofloxacina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante das preparações orais de ferro pode interferir com a absorção oral de algumas quinolonas (ciprofloxacina, norfloxacina, ofloxacina) resultando em redução nas concentrações séricas e urinárias das mesmas. Por isso, as preparações orais de ferro não devem ser administradas concomitantemente ou no período de duas horas após uma dose oral de quinolona.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Gluconato férrico e sódico + Ofloxacina

Observações: A absorção do ferro é inibida pela ingestão de ovos ou leite. Café ou chá consumidos durante uma refeição ou uma hora após uma refeição podem inibir significativamente a absorção do ferro. Não foi determinado o seu significado clínico.
Interações: A administração concomitante das preparações orais de ferro pode interferir com a absorção oral de algumas quinolonas (ciprofloxacina, norfloxacina, ofloxacina) resultando em redução nas concentrações séricas e urinárias das mesmas. Por isso, as preparações orais de ferro não devem ser administradas concomitantemente ou no período de duas horas após uma dose oral de quinolona.

Fluindiona + Ofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Associações que requerem precauções de utilização: Fluoroquinolonas (ofloxacina, pefloxacina, enoxacina, lomefloxacina, a moxifloxacina, ciprofloxacina, levofloxacina, norfloxacina): Efeito aumentado de anticoagulantes orais e risco de hemorragia. Monitorização mais frequente do INR. Se ajustar a dosagem de anticoagulante oral durante o tratamento com fluoroquinolonas e após a sua interrupção.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio + Ofloxacina

Observações: O uso concomitante de carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio com outros medicamentos pode alterar a absorção destes últimos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio e o ácido contido em algumas bebidas (sumo de fruta, vinho, etc) pode aumentar a absorção intestinal de alumínio. Devido à grande variedade de interações medicamentosas é recomendado, exceto indicação contrária do médico, um intervalo de 2 horas entre a administração do antiácido e outros medicamentos.
Interações: Foram descritas reduções de absorção, clinicamente relevantes, para as tetraciclinas, quinolonas (por exemplo, ciprofloxacina, ofloxacina e pefloxacina) e cefalosporinas. Estas reduções de absorção podem atingir os 90% e são devidas à formação de quelatos insolúveis entre os medicamentos e os iões alumínio.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio + Dimeticone + Ofloxacina

Observações: Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio/ Dimeticone pode interferir com a biodisponibilidade oral de vários fármacos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio com outros fármacos pode alterar a absorção destes últimos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio e o ácido contido em algumas bebidas (sumo de fruta, vinho, etc) pode aumentar a absorção intestinal de alumínio.
Interações: Foi descrita uma redução da absorção clinicamente relevante para as tetraciclinas e para os derivados das quinolonas, ciprofloxacina e ofloxacina. Esta redução pode atingir os 90% e é devida à formação de quelatos não absorvíveis destes fármacos com os iões alumínio. Tendo em conta uma possível diminuição da absorção, deve considerar-se um intervalo de uma a duas horas entre a administração de antiácidos e de outros fármacos.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Ofloxacina não deve ser administrada:
- Na grávida, já que dados experimentais no animal levaram a concluir um atraso na ossificação.

- No aleitamento, uma vez que a ofloxacina é distribuída no leite materno.

Em alguns doentes, Ofloxacina pode afectar a capacidade reaccional dos doentes, de modo a alterar a normal condução e utilização de máquinas.

Este risco potencial é intensificado pelo consumo simultâneo de álcool.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017