Nitrofurantoína

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
A Nitrofurantoína é um agente bacteriostático ou bactericida, dependendo da concentração e da suscetibilidade do organismo infecioso.

A Nitrofurantoína é ativa contra alguns organismos gram-positivas tais como S. aureus, S. epidermidis, S. saprophyticus, Enterococcus faecalis, S. agalactiae, estreptococos do grupo D, Viridianos estreptococos e Corynebacterium.

O seu espectro de atividade contra organismos gram negativos inclui E. coli, Enterobacter, Neisseria, Salmonella e Shigella.

Pode ser utilizado como alternativa ao trimetoprim / sulfametoxazol para o tratamento de infecções do tracto urinário, embora isto possa ser menos eficaz na erradicação de bactérias vaginais.

Também pode ser usado em mulheres como profilaxia contra a cistite recorrente relacionado com o coito.

A Nitrofurantoína é altamente estável para o desenvolvimento da resistência bacteriana, uma propriedade provavelmente devido à sua multiplicidade de mecanismos de ação.
Usos comuns
A Nitrofurantoína é um antibiótico usado no tratamento de infeções do trato urinário.

Funciona eliminando as bactérias ou impedindo o seu crescimento. No entanto, A Nitrofurantoína não funciona em constipações, gripe, ou outras infeções virais.

A Nitrofurantoína está disponível apenas sob prescrição médica.
Tipo
pequena molécula
História
Sem informação.
Indicações
Profilaxia e tratamento de infeções urinárias de origem bacteriana, em particular de infeções urinárias baixas não complicadas.
Classificação CFT
07.03     Anti-infecciosos e antisséticos urinários
Mecanismo De Ação
A Nitrofurantoína é ativada por flavoproteínas bacterianas (nitrofuranos redutase) para redução de intermediários reativos ativos que se acredita modulam os danos nas proteínas ribossomais ou outras macromoléculas, particularmente DNA, causando a inibição de DNA, RNA, proteínas, e a síntese da parede celular.

O efeito global é a inibição do crescimento bacteriano ou a morte celular.
Posologia Orientativa
Adultos - Via oral: 50 a 100 mg, 4 vezes/dia no tratamento de infeções agudas; 100 mg/dia em profilaxia.

Crianças - Não recomendada a sua utilização em crianças de idade inferior a 1 mês.

Via oral: 5 a 7 mg/Kg/dia, a administrar 4 vezes/dia.
Administração
Pode ser administrada por via oral com alimentos.
Contraindicações
Durante a gravidez (3º trimestre) e aleitamento e em doentes com deficiência da desidrogenase da glucose-6-fosfato, com IR (ineficaz em doentes com Clcr < 40-50 ml/min), doença hepática ou pulmonar, neuropatia periférica e infeções da próstata no doente idoso.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Náuseas, vómitos, pancreatite, hepatite e parotidite; eosinofilia, leucopenia, agranulocitose, metahemoglobinemia e anemia hemolítica; neuropatia periférica, erupções cutâneas, reacções alérgicas e lupus eritematoso sistémico.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Pode provocar hemólise neonatal no feto com défice em G-6-PD, se usado perto do termo da gravidez. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados. Trimestre: 3º
Aleitamento
Aleitamento:Presente em quantidade muito reduzidas no leite, mas que podem ser suficientes para produzir hemólise em lactentes com défice em G-6-PD.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Há referência a icterícia colestática e a hepatite crónica activa.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Evitar (concentrações inadequadas na urina); maior risco de neuropatia periférica.
Precauções Gerais
Se vai tomar Nitrofurantoína por um longo período, é muito importante que o seu médico verifique, através de visitas regulares, a existência de quaisquer problemas ou efeitos colaterais que podem ser causados ​​por Nitrofurantoína.

Se os sintomas não melhorarem dentro de alguns dias, ou se piorarem, consulte o seu Médico. Os Pacientes diabéticos que fazem testes de glicémia na urina devem ter cuidado ao usar a Nitrofurantoína.

A Nitrofurantoína pode causar resultados de teste falsos com alguns testes de açúcar na urina. Fale com seu Médico antes de mudar a sua dieta ou a dose do seu medicamento para diabetes.

Podem ocorrer problemas de fígado enquanto estiver a tomar a Nitrofurantoína. Suspenda o uso de Nitrofurantoína e fale com o seu Médico imediatamente se tiver mais do que um destes sintomas: dor de estômago ou sensibilidade aumentada; fezes cor de barro, urina escura, diminuição do apetite, febre, dor de cabeça, comichão, perda de apetite, náuseas e vómitos, erupções cutâneas, inchaço dos pés ou das pernas; cansaço ou fraqueza incomum; ou olhos ou pele amarelecida.

Informe o seu Médico imediatamente se começar a ter dormência, formigueiro ou dor, ardor nas mãos, braços, pernas ou pés. Estes podem ser sintomas de uma doença designada por neuropatia periférica.

A Nitrofurantoína pode causar diarreia, e em alguns casos pode ser grave. Não tome qualquer medicamento para tratar a diarreia sem primeiro consultar o seu Médico.

Os medicamentos para a diarréia podem piorar a doença ou prolongá-la por mais tempo.Se tem alguma dúvida sobre isso, ou se a diarréia leve persistir ou piorar, consulte o seu Médico.

A Nitrofurantoína pode fazer com que a urina se torne um óxido cor de ferrugem - amarelada acastanhada. Esse efeito colateral não requer atenção médica.
Cuidados com a Dieta
Tome a Nitrofurantoína com alimentos, e evite o uso de antiácidos.
Terapêutica Interrompida
Se o Doente esquecer de uma dose de Nitrofurantoína, deve tomá-la assim que possível.
No entanto, se estiver quase na hora da próxima dose, salte essa dose e volte ao seu esquema posológico regular.
Não duplique doses.
Cuidados no Armazenamento
Guarde o medicamento num recipiente fechado à temperatura ambiente, longe do calor, humidade e luz direta. Evite o congelamento.

Manter fora do alcance das crianças.
Não guarde medicamentos desatualizados ou medicamento que já não necessários. Pergunte ao seu Profissional de Saúde como deve dispor de qualquer medicamento que não use.

Forma oral
Cápsulas:
15-30 ° C. Proteger da luz.

Suspensão:
20-25 ° C, em embalagem estanque, resistente à luz, para administrar em frasco de vidro âmbar; a exposição à luz intensa pode escurecer o fármaco. Proteger contra o congelamento.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Atua contra Escherichia coli, Enterococcus sp., Klebsiella sp. e Enterobacter sp. Não é ativa contra Serratia sp., Pseudomonas sp., Staphylococcus sp. e contra a maioria das cepas de Proteus sp.

Norfloxacina + Nitrofurantoína

Observações: N.D.
Interações: Tal como com outros ácidos orgânicos antibacterianos, foi demonstrado in vitro antagonismo entre a Norfloxacina e a nitrofurantoína.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Bicarbonato de sódio + Carbonato de cálcio + Carbonato de magnésio + Nitrofurantoína

Observações: N.D.
Interações: Todos os antiácidos podem aumentar ou diminuir a taxa e/ou extensão da absorção de outros fármacos administrados concomitantemente por via oral, quer por modificação do tempo de trânsito intestinal quer por um efeito quelante dos fármacos. O aumento do pH do meio gástrico induzido pelos antiácidos pode influenciar a desintegração, dissolução, solubilidade ou ionização de fármacos com revestimento resistente ao ácido gástrico e ácidos fracos ou bases. Exemplo de alguns fármacos cuja absorção é prejudicada em presença de antiácidos: Tetraciclinas, sais de ferro, cloropromazina, digoxina, antagonistas H2, indometacina, nitrofurantoína e quinolonas.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Ácido nalidíxico + Nitrofurantoína

Observações: N.D.
Interações: Visto que a proliferação activa de organismos é uma condição necessária para a sua actividade antibacteriana, a acção do ácido nalidíxico pode ser inibida pela presença de outras substâncias antibacterianas, especialmente agentes bacteriostáticos, tais como tetraciclina, cloranfenicol ou nitrofurantoína, que é antagonista ao ácido nalidíxico in vitro.

Lidocaína + Tetracaína + Nitrofurantoína

Observações: Não foram realizados estudos de interação.
Interações: Os doentes que estejam a tomar fármacos capazes de induzir metahemoglobinémia como as fonamidas, naftaleno, nitratos e nitritos, nitrofurantoína, nitroglicerina, nitroprussiato, pamaquina e quinina apresentam um maior risco de desenvolver metahemoglobinémia.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Acetato de cálcio + Carbonato de magnésio + Nitrofurantoína

Observações: N.D.
Interações: Pode ocorrer adsorção da nitrofurantoína, diminuindo a biodisponibilidade e, possivelmente, o efeito anti-infecioso deste medicamento.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Indocianina verde + Nitrofurantoína

Observações: N.D.
Interações: Seguidamente, apresenta-se uma lista geral das interações com outros medicamentos: Anticonvulsivantes Compostos de bissulfito Haloperidol Heroina Meperidina Metamizol Metadona Morfina Nitrofurantoina Alcaloides opiáceos Fenobarbital Fenilbutazona

Tecnécio (99mTc) macrosalb + Nitrofurantoína

Observações: N.D.
Interações: Interações toxicológicas podem ser ocasionadas pela heroína, nitrofurantoina, busulfan, ciclofosfamida, bleomicina, metotrexato, metisergida.

Zalcitabina + Nitrofurantoína

Observações: N.D.
Interações: Fármacos com potencial para causar neuropatia periférica: Zalcitabina deve ser utilizado com cuidado nos doentes a receber outros medicamentos com potencial para causar neuropatia periférica. Os fármacos que têm sido associados à ocorrência de neuropatia periférica incluem os análogos dos nucleósidos anti-retrovíricos, cloranfenicol, cisplatina, dapsona, dissulfiram, etionamida, glutetimida, ouro, hidralazina, iodoquinol, isoniazida, metronidazol, nitrofurantoína, fenitoína, ribavirina e vincristina. Fármacos como a anfotericina, o foscarnet e os aminoglicosidos podem aumentar o risco de desenvolvimento de neuropatia periférica ou outros efeitos adversos associados ao Zalcitabina, por interferência com a clearance renal da zalcitabina (o que aumenta a exposição sistémica). Os doentes para quem é necessário utilizar um destes fármacos com Zalcitabina, devem ser sujeitos a monitorização clínica e laboratorial frequente, com ajuste da dose se se detectar alguma alteração significativa na função renal.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Nitrofurantoína + Norfloxacina

Observações: N.D.
Interações: A nitrofurantoína pode antagonizar o efeito antimicrobiano da norfloxacina nas vias urinárias.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos
Avisar os Pacientes de que os antibacterianos (incluindo a Nitrofurantoína ) só devem ser usados para tratar infeções bacterianas e não para tratar infeções virais (por exemplo, a gripe comum).

– Importância de concluir o ciclo completo de tratamento, mesmo que se sinta melhor após alguns dias.

– Avisar os Pacientes de que saltar doses ou não concluir o ciclo completo de tratamento pode diminuir a eficácia e aumentar a probabilidade de que as bactérias desenvolvam resistência, tornando eneficaz o uso do medicamento ou outros antibacterianos no futuro.

– Importância de tomar com alimentos para melhorar a absorção do fármaco e aumentar a tolerância.

Considere que alguns pacientes que não toleram a Nitrofurantoína microcristalina são capazes de tomar os preparativos macrocristal sem náuseas.

– Importância de não usar antiácidos que contenham trissilicato de magnésio durante o tratamento Nitrofurantoína.

– Importância do contato médico, se qualquer sintoma anormal ocorrer durante o tratamento com Nitrofurantoína.

– Importância de informar o Clínico de terapia existente ou contemplada concomitante, incluindo medicamentos de prescrição e produtos OTC, bem como todas as doenças.

– Importância das mulheres informarem os Clínicos se estão ou planeiam engravidar ou a amamentar.

– Importância de informar os Pacientes de outras informações de precaução importante.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017