Nimodipina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução
O que é
Nimodipina é um bloqueador dos canais de cálcio de 1,4-dihidropiridina.

atua principalmente nas células do músculo liso vascular, estabilizando os canais de cálcio do tipo L dependentes da voltagem na sua conformação inactiva.

Através da inibição do influxo de cálcio nas células do músculo liso, Nimodipina impede a contração do músculo liso dependente de cálcio e subsequente vasoconstrição.

Em comparação com outros agentes bloqueadores de canais de cálcio, Nimodipina exibe maiores efeitos sobre a circulação cerebral do que na circulação periférica.

Nimodipina é utilizado como um adjuvante para melhorar o resultado neurológico após hemorragia subaracnoide por rotura do aneurisma intracraniano.
Usos comuns
Profilaxia e tratamento de déficites neurológicos isquémicos devidos a vasospasmo cerebral após hemorragia subaracnoideia de origem aneurismática.
Tipo
Molécula pequena.
História
Sem informação.
Indicações
Profilaxia e tratamento de déficites neurológicos isquémicos devidos a vasospasmo
cerebral após hemorragia subaracnoideia de origem aneurismática.


Tratamento das alterações cerebro-orgânicas funcionais resultantes do envelhecimento, caracterizadas por sintomas acentuados como perturbações da memória, redução da capacidade mental e da concentração e labilidade emocional.


Antes de ser iniciado o tratamento com Nimodipina, deve-se determinar com rigor que os sintomas não são causados por uma doença subjacente, requerendo tratamento específico.
Classificação CFT

03.04.03 : Bloqueadores da entrada do cálcio

Mecanismo De Ação
A nimodipina exerce preferencialmente uma ação cerebral antivasoconstritora e anti-isquémica.

A nimodipina inibe ou elimina a vasoconstrição induzida in vitro por diferentes substâncias vasoativas (ex.: serotonina, prostaglandinas, histamina) ou pelo sangue e seus produtos de degradação.

A nimodipina possui ainda propriedades neurofarmacológicas e psicofarmacológicas.


Estudos realizados em doentes com alterações agudas do fluxo sanguíneo cerebral revelaram que a nimodipina dilata os vasos sanguíneos cerebrais e melhora o fluxo sanguíneo cerebral.

O aumento de perfusão nas áreas cerebrais já lesionadas e insuficientemente irrigadas é geralmente mais acentuado que nas áreas não afetadas.

Em doentes afetados por hemorragia subaracnoideia, a nimodipina reduz significativamente os déficites neurológicos isquémicos e a taxa de mortalidade.


A nimodipina protege os neurónios e estabiliza a sua função, favorece o fluxo sanguíneo cerebral e aumenta a tolerância à isquémia através de ações sobre os recetores dos neurónios e sobre recetores cerebrovasculares ligados aos canais de cálcio.

Outros estudos demonstraram que tais propriedades não provocaram efeito de roubo.

A nível clínico foi demonstrado que a nimodipina melhora as perturbações da memória e da concentração em doentes com alterações cerebro-orgânicas funcionais resultantes do envelhecimento.

Foram também favoravelmente influenciados outros sintomas típicos.

Estes achados foram demonstrados através da avaliação do quadro clínico global, do diagnóstico das perturbações individuais, da observação do comportamento e da performance evidenciada em testes psicométricos.
Posologia Orientativa
VIA ORAL:
Profilaxia e tratamento de défices neurológicos isquémicos devidos a vasospasmo cerebral após hemorragia subaracnoideia de origem aneurismática.


Após conclusão do tratamento parentérico, recomenda-se a continuação da administração de nimodipina por via oral durante 7 dias, 6 x 2 comprimidos revestidos de nimodipina de 4 em 4 horas (60 mg de nimodipina x 6 vezes ao dia, com intervalo de 4 horas).



Nas alterações cerebro-orgânicas funcionais resultantes do envelhecimento
Exceto prescrição em contrário, a dose diária recomendada é de 3 x 1 comprimido revestido (3 x 30 mg de nimodipina).



VIA INJETÁVEL:
Perfusão intravenosa
No início do tratamento e durante 2 horas, 1 mg/h de nimodipina (=5 ml de solução para perfusão de nimodipina/h) (aprox. 15 μg/kg de peso corporal/hora). Se a administração for bem tolerada, em especial no caso de não se registarem descidas marcadas da pressão arterial, deve-se aumentar a dose a seguir à segunda hora, para 2 mg/h de nimodipina (=10 ml de solução para perfusão de nimodipina/h) (aprox. 30 μg/kg de peso corporal/hora).
No caso de doentes com peso corporal muito inferior a 70 kg e/ou com pressão arterial lábil, o tratamento deve ser iniciado com uma dose de 0,5 mg/h de nimodipina (=2,5 ml de solução para perfusão de nimodipina/h).

Instilação intracisternal
Durante a cirurgia, pode-se instilar por via intracisternal uma solução de nimodipina acabada de diluir e à temperatura corporal (1 ml de solução para perfusão de Nimodipina e 19 ml de solução de Ringer).
Esta diluição deve ser utilizada imediatamente após a sua preparação.
Administração
Em administração concomitante com inibidores ou indutores do CYP 3A4 poderão ser
necessários ajustes de dose.


Os comprimidos revestidos devem ser ingeridos inteiros, com um pouco de líquido, independentemente do horário das refeições.

O sumo de toranja deve ser evitado.

O intervalo entre as 2 administrações sucessivas não deverá ser inferior a 4 horas.



A solução para perfusão de Nimodipina é administrada como perfusão intravenosa contínua, através de um cateter central, utilizando uma bomba de perfusão.
Contraindicações
Hipersensibilidade à nimodipina.

O uso concomitante de nimodipina e rifampicina está contraindicado dado que a eficácia da nimodipina pode ser significativamente reduzida quando administrada em combinação com rifampicina.


O uso concomitante de nimodipina oral e dos antiepiléticos fenobarbital, fenitoína ou carbamazepina está contraindicado dado que a eficácia da nimodipina pode ser significativamente reduzida.


Na indicação - tratamento das alterações cerebro-orgânicas funcionais resultantes do envelhecimento:
A existência de alterações graves da função hepática, particularmente cirrose hepática, pode resultar num aumento da biodisponibilidade da nimodipina devido a uma menor capacidade de primeira-passagem e a uma menor depuração metabólica.


Assim, a nimodipina não deve ser administrada a doentes com insuficiência hepática grave (ex.: cirrose hepática).
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Efeitos frequentes
Tensão arterial baixa (hipotensão) e vasodilatação

Efeitos pouco frequentes
Trombocitopenia, reação alérgica, erupção cutânea, dores de cabeça, vertigens, tonturas, hipercinesia, tremor, palpitações, taquicardia, tensão arterial baixa (hipotensão), vasodilatação, síncope, edema, náuseas, prisão de ventre, diarreia e flatulência

Efeitos raros
Bradicardia, alterações do trânsito intestinal devido a paralisia intestinal (íleus) e aumento transitório nas enzimas hepáticas.
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Não foi encontrado aumento de malformações; Ver Bloqueadores da entrada do cálcio. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:Não há informação útil; evitar.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Reduzir a posologia.
Insuf. Renal
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Usar com precaução quando administrada por via IV.
Condução
Condução
Condução:Risco de hipotensão; pode alterar a capacidade de condução.
Precauções Gerais
Profilaxia e tratamento de défices neurológicos isquémicos devidos a vasospasmo cerebral após hemorragia subaracnoideia de origem aneurismática:
Embora não se tenha comprovado que a terapêutica com nimodipina possa estar associada a aumentos da pressão intracraniana, recomenda-se um controlo rigoroso nestes casos ou quando se verifique um aumento do teor hídrico do tecido cerebral (edema cerebral generalizado).

Na indicação - tratamento das alterações cerebro-orgânicas funcionais resultantes do envelhecimento:
A administração de Nimotop a doentes de idade muito avançada e afetados por patologias diversas, a doentes com insuficiência renal grave (taxa de filtração glomerular < 20 ml/min) ou a doentes com perturbações graves do foro cardiovascular, deverá ser rigorosamente equacionada e acompanhada de controlos regulares.

Profilaxia e tratamento de défices neurológicos isquémicos devidos a vasospasmo cerebral após hemorragia subaracnoideia de origem aneurismática e tratamento das alterações cerebro-orgânicas funcionais resultantes do envelhecimento:
Recomenda-se precaução em doentes hipotensos (pressão sistólica inferior a 100 mmHg).

Em doentes com angina instável ou nas primeiras 4 semanas após um enfarte agudo do miocárdio, os médicos devem considerar o potencial risco (ex.: perfusão reduzida da artéria coronária e isquémica do miocárdio) versus o benefício (ex.: aumento da perfusão no cérebro).

A nimodipina é metabolizada via sistema do citocromo P450 3A4.
Fármacos conhecidos como sendo inibidores ou indutores deste sistema enzimático podem, por isso, alterar o efeito de primeira-passagem ou a depuração da nimodipina.

São conhecidos fármacos inibidores do sistema do citocromo P450 3A4 podendo, por isso, levar a um aumento das concentrações plasmáticas da nimodipina, como por ex.:
- antibióticos macrólidos (ex.: eritromicina),
- inibidores da proteinase anti-VIH (ex.: ritonavir),
- antifúngicos azólicos (ex.: cetoconazol),
- antidepressivos nefazodona e fluoxetina,
- quinupristina/dalfopristina,
- cimetidina,
- ácido valpróico.

Em caso de coadministração com estes fármacos, a pressão sanguínea deve ser monitorizada e, se necessário, deve-se considerar a redução da dose de nimodipina.
Cuidados com a Dieta
A ingestão simultânea de sumo de toranja e de nimodipina pode aumentar o efeito hipotensor da nimodipina.

Após a ingestão de sumo de toranja este efeito pode durar até pelo menos 4 dias após a última ingestão de sumo de toranja.

A ingestão de toranja/ sumo de toranja deve ser evitado durante a toma de nimodipina
Terapêutica Interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar um comprimido que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Proteger da luz solar direta, quando o frasco for removido da caixa.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Nimodipina + Fluoxetina

Observações: N.D.
Interações: Fármacos que afetam a nimodipina: Fluoxetina: A administração concomitante, no estado de equilíbrio, de nimodipina com o antidepressivo fluoxetina resultou num aumento de cerca de 50% das concentrações plasmáticas de nimodipina. A exposição à fluoxetina foi acentuadamente reduzida, enquanto o seu metabolito ativo, norfluoxetina, não foi afetado. - Fluoxetina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Valpromida + Nimodipina

Observações: Porque o principal metabolito da valpromida é o valproato, produzem-se as mesmas interações que com o valproato.
Interações: Em uso concomitante o nível de nimodipina pode aumentar significativamente por inibição metabólica. - Nimodipina
Usar com precaução

Amprenavir + Nimodipina

Observações: Foram realizados estudos de interacção com amprenavir como único inibidor da protease.
Interações: Poderá interagir com Amprenavir, quando administrados concomitantemente. Não se conhece, nem foi investigado, o significado clínico destas possíveis interações. Portanto, os doentes devem ser monitorizados relativamente a reacções tóxicas associadas a estes medicamentos, quando os mesmos forem administrados em associação com Amprenavir. O amprenavir poderá aumentar as concentrações séricas dos bloqueadores dos canais de cálcio tais como diltiazem, felodipina, isradipina, nicardipina, nifedipina, nimodipina, nisoldipina e verapamil, resultando possivelmente num aumento da actividade e toxicidade destes fármacos. - Nimodipina
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Nimodipina + Nortriptilina

Observações: N.D.
Interações: Fármacos que afetam a nimodipina: Nortriptilina: A administração concomitante, no estado de equilíbrio, de nimodipina e nortriptilina resulta numa ligeira diminuição da exposição à nimodipina sem que sejam afetadas as concentrações plasmáticas de nortriptilina. - Nortriptilina
Usar com precaução

Nimodipina + Antihipertensores

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da nimodipina sobre outros fármacos: Fármacos antihipertensores: A nimodipina pode potenciar o efeito hipotensor de antihipertensores administrados concomitantemente, tais como: - diuréticos, - bloqueadores beta, - IECAS, - antagonistas A1, - outros bloqueadores da entrada do cálcio, - agentes bloqueadores α-adrenérgicos, - inibidores PDE5, - α-metildopa. No entanto, se uma combinação deste tipo for inevitável, é necessária uma monitorização particularmente cuidadosa do doente. A administração intravenosa simultânea de bloqueadores beta pode levar à potenciação mútua da ação inotrópica negativa podendo ir até insuficiência cardíaca descompensada. A função renal pode deteriorar-se se forem administrados simultaneamente fármacos nefrotóxicos (ex.: aminoglicosídeos, cefalosporinas, furosemida), e em casos em que os doentes têm já uma função renal debilitada. Nestes casos, a função renal deve ser monitorizada cuidadosamente, e em caso de deterioração deve ser considerada a interrupção do tratamento. - Antihipertensores
Usar com precaução

Nimodipina + Diuréticos

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da nimodipina sobre outros fármacos: Fármacos antihipertensores: A nimodipina pode potenciar o efeito hipotensor de antihipertensores administrados concomitantemente, tais como: - diuréticos, - bloqueadores beta, - IECAS, - antagonistas A1, - outros bloqueadores da entrada do cálcio, - agentes bloqueadores α-adrenérgicos, - inibidores PDE5, - α-metildopa. No entanto, se uma combinação deste tipo for inevitável, é necessária uma monitorização particularmente cuidadosa do doente. A administração intravenosa simultânea de bloqueadores beta pode levar à potenciação mútua da ação inotrópica negativa podendo ir até insuficiência cardíaca descompensada. A função renal pode deteriorar-se se forem administrados simultaneamente fármacos nefrotóxicos (ex.: aminoglicosídeos, cefalosporinas, furosemida), e em casos em que os doentes têm já uma função renal debilitada. Nestes casos, a função renal deve ser monitorizada cuidadosamente, e em caso de deterioração deve ser considerada a interrupção do tratamento. - Diuréticos
Usar com precaução

Nimodipina + Bloqueadores beta-adrenérgicos (betabloqueadores)

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da nimodipina sobre outros fármacos: Fármacos antihipertensores: A nimodipina pode potenciar o efeito hipotensor de antihipertensores administrados concomitantemente, tais como: - diuréticos, - bloqueadores beta, - IECAS, - antagonistas A1, - outros bloqueadores da entrada do cálcio, - agentes bloqueadores α-adrenérgicos, - inibidores PDE5, - α-metildopa. No entanto, se uma combinação deste tipo for inevitável, é necessária uma monitorização particularmente cuidadosa do doente. A administração intravenosa simultânea de bloqueadores beta pode levar à potenciação mútua da ação inotrópica negativa podendo ir até insuficiência cardíaca descompensada. A função renal pode deteriorar-se se forem administrados simultaneamente fármacos nefrotóxicos (ex.: aminoglicosídeos, cefalosporinas, furosemida), e em casos em que os doentes têm já uma função renal debilitada. Nestes casos, a função renal deve ser monitorizada cuidadosamente, e em caso de deterioração deve ser considerada a interrupção do tratamento. - Bloqueadores beta-adrenérgicos (betabloqueadores)
Usar com precaução

Nimodipina + Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECAS)

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da nimodipina sobre outros fármacos: Fármacos antihipertensores: A nimodipina pode potenciar o efeito hipotensor de antihipertensores administrados concomitantemente, tais como: - diuréticos, - bloqueadores beta, - IECAS, - antagonistas A1, - outros bloqueadores da entrada do cálcio, - agentes bloqueadores α-adrenérgicos, - inibidores PDE5, - α-metildopa. No entanto, se uma combinação deste tipo for inevitável, é necessária uma monitorização particularmente cuidadosa do doente. A administração intravenosa simultânea de bloqueadores beta pode levar à potenciação mútua da ação inotrópica negativa podendo ir até insuficiência cardíaca descompensada. A função renal pode deteriorar-se se forem administrados simultaneamente fármacos nefrotóxicos (ex.: aminoglicosídeos, cefalosporinas, furosemida), e em casos em que os doentes têm já uma função renal debilitada. Nestes casos, a função renal deve ser monitorizada cuidadosamente, e em caso de deterioração deve ser considerada a interrupção do tratamento. - Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECAS)
Usar com precaução

Nimodipina + Bloqueadores adrenérgicos alfa

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da nimodipina sobre outros fármacos: Fármacos antihipertensores: A nimodipina pode potenciar o efeito hipotensor de antihipertensores administrados concomitantemente, tais como: - diuréticos, - bloqueadores beta, - IECAS, - antagonistas A1, - outros bloqueadores da entrada do cálcio, - agentes bloqueadores α-adrenérgicos, - inibidores PDE5, - α-metildopa. No entanto, se uma combinação deste tipo for inevitável, é necessária uma monitorização particularmente cuidadosa do doente. A administração intravenosa simultânea de bloqueadores beta pode levar à potenciação mútua da ação inotrópica negativa podendo ir até insuficiência cardíaca descompensada. A função renal pode deteriorar-se se forem administrados simultaneamente fármacos nefrotóxicos (ex.: aminoglicosídeos, cefalosporinas, furosemida), e em casos em que os doentes têm já uma função renal debilitada. Nestes casos, a função renal deve ser monitorizada cuidadosamente, e em caso de deterioração deve ser considerada a interrupção do tratamento. - Bloqueadores adrenérgicos alfa
Usar com precaução

Nimodipina + Bloqueadores da entrada de cálcio (antagonistas de cálcio)

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da nimodipina sobre outros fármacos: Fármacos antihipertensores: A nimodipina pode potenciar o efeito hipotensor de antihipertensores administrados concomitantemente, tais como: - diuréticos, - bloqueadores beta, - IECAS, - antagonistas A1, - outros bloqueadores da entrada do cálcio, - agentes bloqueadores α-adrenérgicos, - inibidores PDE5, - α-metildopa. No entanto, se uma combinação deste tipo for inevitável, é necessária uma monitorização particularmente cuidadosa do doente. A administração intravenosa simultânea de bloqueadores beta pode levar à potenciação mútua da ação inotrópica negativa podendo ir até insuficiência cardíaca descompensada. A função renal pode deteriorar-se se forem administrados simultaneamente fármacos nefrotóxicos (ex.: aminoglicosídeos, cefalosporinas, furosemida), e em casos em que os doentes têm já uma função renal debilitada. Nestes casos, a função renal deve ser monitorizada cuidadosamente, e em caso de deterioração deve ser considerada a interrupção do tratamento. - Bloqueadores da entrada de cálcio (antagonistas de cálcio)
Usar com precaução

Nimodipina + Metildopa

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da nimodipina sobre outros fármacos: Fármacos antihipertensores: A nimodipina pode potenciar o efeito hipotensor de antihipertensores administrados concomitantemente, tais como: - diuréticos, - bloqueadores beta, - IECAS, - antagonistas A1, - outros bloqueadores da entrada do cálcio, - agentes bloqueadores α-adrenérgicos, - inibidores PDE5, - α-metildopa. No entanto, se uma combinação deste tipo for inevitável, é necessária uma monitorização particularmente cuidadosa do doente. A administração intravenosa simultânea de bloqueadores beta pode levar à potenciação mútua da ação inotrópica negativa podendo ir até insuficiência cardíaca descompensada. A função renal pode deteriorar-se se forem administrados simultaneamente fármacos nefrotóxicos (ex.: aminoglicosídeos, cefalosporinas, furosemida), e em casos em que os doentes têm já uma função renal debilitada. Nestes casos, a função renal deve ser monitorizada cuidadosamente, e em caso de deterioração deve ser considerada a interrupção do tratamento. - Metildopa
Usar com precaução

Nimodipina + Inibidores das fosfodiesterases de tipo 5 (PDE5)

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da nimodipina sobre outros fármacos: Fármacos antihipertensores: A nimodipina pode potenciar o efeito hipotensor de antihipertensores administrados concomitantemente, tais como: - diuréticos, - bloqueadores beta, - IECAS, - antagonistas A1, - outros bloqueadores da entrada do cálcio, - agentes bloqueadores α-adrenérgicos, - inibidores PDE5, - α-metildopa. No entanto, se uma combinação deste tipo for inevitável, é necessária uma monitorização particularmente cuidadosa do doente. A administração intravenosa simultânea de bloqueadores beta pode levar à potenciação mútua da ação inotrópica negativa podendo ir até insuficiência cardíaca descompensada. A função renal pode deteriorar-se se forem administrados simultaneamente fármacos nefrotóxicos (ex.: aminoglicosídeos, cefalosporinas, furosemida), e em casos em que os doentes têm já uma função renal debilitada. Nestes casos, a função renal deve ser monitorizada cuidadosamente, e em caso de deterioração deve ser considerada a interrupção do tratamento. - Inibidores das fosfodiesterases de tipo 5 (PDE5)
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Nimodipina + Zidovudina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da nimodipina sobre outros fármacos: Zidovudina: Num estudo realizado em macacos, a administração simultânea do fármaco anti-VIH zidovudina (i.v.) e de um bólus intravenoso de nimodipina resultou no aumento significativo da AUC da zidovudina e na diminuição significativa da depuração e do volume de distribuição. - Zidovudina
Usar com precaução

Nimodipina + Álcool

Observações: N.D.
Interações: Outras formas de interação: Pelo facto de a solução para perfusão de nimodipina conter 23,7% vol. de álcool, será de ter em consideração a possibilidade de interações com fármacos incompatíveis com o álcool. - Álcool
Sem efeito descrito

Nimodipina + Haloperidol

Observações: N.D.
Interações: Interações que se comprovou não existirem: Haloperidol: A administração concomitante, no estado de equilíbrio, de nimodipina em doentes em tratamento individual de longo termo com haloperidol não indicou qualquer potencial para interação mútua. - Haloperidol
Sem efeito descrito

Nimodipina + Diazepam

Observações: N.D.
Interações: Interações que se comprovou não existirem: A administração concomitante de nimodipina oral e diazepam, digoxina, glibenclamida, indometacina, ranitidina e varfarina não revelou qualquer potencial para interação mútua. - Diazepam
Sem efeito descrito

Nimodipina + Digoxina

Observações: N.D.
Interações: Interações que se comprovou não existirem: A administração concomitante de nimodipina oral e diazepam, digoxina, glibenclamida, indometacina, ranitidina e varfarina não revelou qualquer potencial para interação mútua. - Digoxina
Sem efeito descrito

Nimodipina + Glibenclamida

Observações: N.D.
Interações: Interações que se comprovou não existirem: A administração concomitante de nimodipina oral e diazepam, digoxina, glibenclamida, indometacina, ranitidina e varfarina não revelou qualquer potencial para interação mútua. - Glibenclamida
Sem efeito descrito

Nimodipina + Indometacina

Observações: N.D.
Interações: Interações que se comprovou não existirem: A administração concomitante de nimodipina oral e diazepam, digoxina, glibenclamida, indometacina, ranitidina e varfarina não revelou qualquer potencial para interação mútua. - Indometacina
Sem efeito descrito

Nimodipina + Ranitidina

Observações: N.D.
Interações: Interações que se comprovou não existirem: A administração concomitante de nimodipina oral e diazepam, digoxina, glibenclamida, indometacina, ranitidina e varfarina não revelou qualquer potencial para interação mútua. - Ranitidina
Sem efeito descrito

Nimodipina + Varfarina

Observações: N.D.
Interações: Interações que se comprovou não existirem: A administração concomitante de nimodipina oral e diazepam, digoxina, glibenclamida, indometacina, ranitidina e varfarina não revelou qualquer potencial para interação mútua. - Varfarina
Usar com precaução

Nimodipina + Citocromo P450

Observações: N.D.
Interações: A nimodipina é metabolizada pelo sistema do citocromo P-450, localizado na mucosa intestinal e no fígado. Fármacos que se sabe inibir ou induzir este sistema enzimático podem alterar o metabolismo de primeira passagem hepática (após administração oral) ou a taxa de depuração da nimodipina. - Citocromo P450
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Primidona + Nimodipina

Observações: Tanto a primidona como o seu principal metabolito, o fenobarbital, induzem a actividade enzimática hepática, principalmente o sistema enzimático CYP4503A4. Isto pode provocar alterações na farmacocinética de fármacos administrados simultaneamente.
Interações: Os fármacos cujo metabolismo possa ser aumentado e levar a uma diminuição da concentração plasmática e/ou diminuição do tempo de semi-vida, devido a uma terapêutica concomitante são: Androgéneos, beta-antagonistas, carbamazepina, ciclosporina, clonazepam, cloranfenicol, corticosteróides/glucocorticóides, ciclofosfamida, dicumarinas, digitoxina, doxiciclina, etosuxamida, etoposido, felbamato, granissetrom, lamotrigina, losartan, metadona, metronidazol, mianserina, Montelucaste, nelfinavir, nimodipina, contracetivos orais, oxcarbazepina, fentoína, quinidina, rocurónio, valproato de sódio, tiagabina, teofilinas, topiramato, antidepressores tricíclicos, vecurónio, varfarina e zonisamida. - Nimodipina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Nebivolol + Nimodipina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacodinâmicas: As interações seguintes são as geralmente aplicáveis aos antagonistas beta-adrenérgicos. Associações a ser consideradas: Antagonistas do cálcio do tipo di-hidropiridina (Amlodipina, felodipina, lacidipina, nifedipina, nicardipina, nimodipina, nitrendipina): O uso concomitante pode aumentar o risco de hipotensão, e não pode ser excluido um aumento do risco de uma posterior deterioração da bomba ventricular em doentes com insuficiência cardíaca. - Nimodipina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Nebivolol + Hidroclorotiazida + Nimodipina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacodinâmicas: NEBIVOLOL: As seguintes interações são as geralmente aplicáveis aos antagonistas beta-adrenérgicos. Associações a serem tidas em consideração: Antagonistas do cálcio do tipo dihidropiridina (amlodipina, felodipina, lacidipina, nifedipina, nicardipina, nimodipina, nitrendipina): O uso concomitante pode aumentar o risco de hipotensão, e não pode ser excluído um aumento do risco de uma posterior deterioração da bomba ventricular em doentes com insuficiência cardíaca. - Nimodipina
Usar com precaução

Saquinavir + Nimodipina

Observações: A maioria dos estudos de interação medicamentosa com saquinavir foi desenvolvida com saquinavir não potenciado ou com saquinavir cápsulas moles não potenciado. Um número reduzido de estudos foi desenvolvido com saquinavir potenciado com ritonavir ou com saquinavir cápsulas moles potenciado com ritonavir. Os dados obtidos a partir dos estudos de interação medicamentosa realizados com saquinavir não potenciado podem não ser representativos dos efeitos observados com a terapêutica de saquinavir/ritonavir. Adicionalmente, os resultados observados com saquinavir cápsulas moles podem não ser preditivos relativamente à magnitude destas interações com saquinavir/ritonavir.
Interações: Bloqueadores dos canais de cálcio: Felodipina, nifedipina, nicardipina, diltiazem, nimodipina, verapamil, amlodipina, nisoldipina, isradipina (saquinavir/ritonavir) As concentrações destes medicamentos podem ser aumentadas quando coadministrados com saquinavir/ritonavir. Aconselha-se precaução e a monitorização clínica dos doentes. - Nimodipina
Usar com precaução

Lamivudina + Nevirapina + Zidovudina + Nimodipina

Observações: n.d.
Interações: Nimodipina: Os indutores do CYP3A4 (Fracos) podem diminuir a concentração sérica de Nimodipina. Monitorizar a terapia - Nimodipina
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações da Nimodipina
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Se a nimodipina for administrada durante a gravidez, os benefícios e potenciais riscos devem ser cuidadosamente ponderados de acordo com a gravidade da situação clínica.


Mães em fase de aleitamento são aconselhadas a deixar de amamentar quando tomarem este medicamento.


Em princípio a capacidade de condução e utilização de máquinas podem ser afetadas, devido à possibilidade de ocorrência de tonturas.



Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020