Naproxeno

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
Um agente anti-inflamatório com propriedades analgésicas e antipiréticas.

Tanto o ácido e o seu sal de sódio são usadas no tratamento de artrite reumatóide e outras doenças reumáticas ou musculoesqueléticas, dismenorreia, e artrite gotosa aguda.
Usos comuns
- Artrite reumatóide;
- Osteoartrite, osteoartrose ou artrose;
- Espondilite anquilosante;
- Gota;
- Artrite idiopática juvenil;
- Dismenorreia (dores menstruais);
- Tratamento e profilaxia da enxaqueca;
- Como analgésico (alívio da dor) ou antipirético (diminuição da febre) em adultos, incluindo no pós-parto de mulheres que não amamentam, e em crianças;
- Situações periarticulares e músculo-esqueléticas (ex. bursite – inflamação aguda ou
crónica de uma bursa; tendinite – inflamação de um tendão; tenossinovite –
inflamação de um tendão e da sua bainha; lumbago – dor forte, com aparecimento
súbito na região lombar, frequentemente consecutiva a um esforço);
- Alívio das dores agudas e/ou crónicas resultantes de um processo inflamatório (excepto no tratamento inicial da dor aguda);
- Intervenções cirúrgicas e trauma (ex. luxações – deslocação anormal das extremidades ósseas de uma articulação; entorses, intervenções ortopédicas, extracções dentárias, cirurgia);
- Menorragia (menstruação anormalmente abundante e que se prolonga para lá da sua duração habitual).
Tipo
pequena molécula
História
Sem informação.
Indicações
Naproxeno está indicado para o tratamento de:
- artrite reumatóide;
- osteoartrite;
- espondilite anquilosante;
- gota;
- artrite idiopática juvenil;
- dismenorreia;
- tratamento e profilaxia da enxaqueca;
- como analgésico e antipirético em adultos, incluindo o pós-parto de mulheres que não amamentam;
- como analgésico e antipirético em crianças;
- situações periarticulares e músculo-esqueléticas - tais como bursite, tendinite, sinovite, tenossinovite, lumbago;
- no alívio das dores agudas e/ou crónicas em que haja um componente inflamatório;
- nas intervenções cirúrgicas e trauma - luxações, entorses, intervenções ortopédicas, extracções dentárias, cirurgia;
- menorragia.
Classificação CFT
09.01.03     Derivados do ácido propiónico 09.01.10     Anti-inflamatórios não esteroides para uso tópico
Mecanismo De Ação
O naproxeno é um anti-inflamatório não esteróide (AINE), com propriedades
analgésicas, anti-inflamatórias e antipiréticas.

O naproxeno é um derivado do ácido propiónico relacionado com os fármacos da classe do ácido arilacético.

Em ensaios clínicos e em sistemas de estudo clássicos no animal, o naproxeno mostrou ter propriedades anti-inflamatórias notáveis.

Para além disto, mostrou ter acções analgésicas e antipiréticas.

O naproxeno apresenta os seus efeitos anti-inflamatórios mesmo em animais adrenalectomizados o que indica que a sua acção não é mediada pelo eixo da hipófise.

O naproxeno inibe a síntese das prostaglandinas.

Tal como acontece com outros medicamentos similares, não é conhecido o verdadeiro
mecanismo da sua acção anti-inflamatória.
Posologia Orientativa
VIA ORAL:
A dose recomendada é de 250-500 mg de naproxeno administrada duas vezes ao dia (manhã e noite), ou uma dose diária única de 500-1000 mg administrada de manhã ou à noite.


VIA CUTÂNEA:
Espalhar o gel na área dorida, duas vezes por dia, massajando ligeiramente para a sua completa absorção.

A duração máxima de utilização não deve exceder os 7 dias.



VIA RETAL:
Adultos:
A dose usual é de 500–1000 mg diários dividida por duas tomas com intervalos de 12 horas.

Posologia para crianças a partir de 25 Kg:
Nas crianças e nos adolescentes, os anti-inflamatórios não esteróides devem ser utilizados com cautela.

Naproxeno não deve ser administrado a crianças com idade inferior a 2 anos.

Para uso analgésico e antipirético em crianças: Recomenda-se uma dose inicial de 10mg/kg seguida de 2,5 - 5 mg/kg a intervalos de 8 horas.
A dose não deve exceder 15 mg/kg/dia após o primeiro dia.

Na artrite reumatóide juvenil: A dose usual é de 10 mg/kg/dia dividida por duas tomas com intervalos de 12 horas.
Administração
Naproxeno pode ser administrado por via oral em jejum, com refeições e/ou com antiácidos.

Os comprimidos devem ser engolidos inteiros, com líquido e, preferencialmente, acompanhados de alimentos.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao naproxeno.


Está também contra-indicado em doentes para os quais a aspirina ou outros anti-inflamatórios não esteróides/analgésicos induzam asma, rinite ou pólipos nasais.

Ambas as reacções são potencialmente fatais.

Nestes doentes também se manifestaram reacções graves semelhantes às reacções anafilácticas.


Todos os medicamentos contendo naproxeno estão contra-indicados em doentes com:
- História de hemorragia gastrointestinal ou perfuração, relacionada com terapêutica com AINE anterior;
- Úlcera péptica/hemorragia activa ou história de úlcera péptica/hemorragia recorrente (dois ou mais episódios distintos de ulceração ou hemorragia comprovada);
- Insuficiência cardíaca grave.


Os medicamentos contendo naproxeno estão contra-indicados em crianças com menos de 2 anos de idade, uma vez que ainda não foi comprovada a segurança neste grupo etário.


Terceiro trimestre de gravidez.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
VIA ORAL:
Os efeitos secundários mais frequentemente observados foram:
Gastrointestinais: os eventos adversos mais frequentemente observados são de natureza gastrointestinal.

Podem ocorrer, em particular nos idosos, úlceras pépticas, perfuração ou hemorragia gastrointestinal potencialmente fatais.

Náuseas, dispepsia, vómitos, hematemese, flatulência, dor abdominal, diarreia, obstipação, melena, estomatite ulcerosa, exacerbação de colite ou doença de Crohn têm sido notificados na sequência da administração destes medicamentos.


Sistema nervoso central: tonturas, sonolência, cefaleia, sensação de vazio cefálico, vertigem.


Dermatológicos: equimose, prurido, púrpura, erupções cutâneas, transpiração.

Órgãos dos sentidos: diminuição da acuidade auditiva, zumbidos, alterações visuais.

Cardiovasculares: dispneia, edema, palpitações.

Gerais: sede.


Foram também observados os seguintes eventos adversos:

Gastrintestinais: elevação das provas de função hepática, colite, esofagite, hemorragia gastrintestinal e/ou perfuração, hematemese, hepatite (alguns casos de hepatite foram fatais), icterícia, melena, ulceração gastrintestinal não péptica, pancreatite, ulceração péptica, estomatite ulcerativa, vómitos.

Menos frequentemente têm vindo a ser observados casos de gastrite.


Renais: hematúria, Hipercaliémia, nefrite intersticial, síndrome nefrótico, doença renal, insuficiência renal, necrose papilar renal, aumento da creatinina sérica.


Hematológicos: agranulocitose, anemia aplástica, eosinofilia, anemia hemolítica, leucopénia, trombocitopénia.


Sistema nervoso central: meningite asséptica, disfunção cognitiva, convulsões, depressão, pesadelos, incapacidade de concentração, insónia, mal-estar, mialgia, fraqueza muscular.


Dermatológicos: alopécia, necrólise epidérmica, eritema multiforme, eritema nodoso, erupção, líquen planus, reacção pustular, erupção cutânea, síndrome Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica (muito raro), urticária, reacções de fotossensibilidade, incluindo casos raros semelhantes à porfíria cutânea tardia ("pseudoporfíria") ou epidermólise bulhosa.

Se ocorrer fragilidade da pele, bolhas ou outros sintomas semelhantes à pseudoporfíria, o tratamento deve ser interrompido e deve-se vigiar o doente.


Órgãos dos sentidos: distúrbios auditivos.


Cardiovasculares: Têm sido notificados casos de edema, hipertensão e insuficiência cardíaca durante o tratamento com AINEs.


Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração de
alguns AINEs (particularmente em doses elevadas e em tratamento de longa duração) poderá estar associada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos arteriais (por exemplo, enfarte do miocárdio ou AVC).

Reprodutivos: infertilidade.


Respiratórios: asma, pneumonite eosinofílica.


Gerais: reacções anafilactóides, edema angioneurótico, pirexia (arrepios e febre).

Órgãos dos sentidos: opacidade da córnea, papilite, neurite óptica retrobulbar e
papiledema.


VIA CUTÂNEA:
Como para outros anti-inflamatórios não esteróides dérmicos e transdérmicos, derivados do ácido propiónico, foram observadas reacções cutâneas como eritema, prurido, irritação, sensação de calor ou queimadura ou dermatite de contacto. Foram observados alguns casos de erupção bulhosa de gravidade variada.

São também possíveis reacções de fotossensibilidade.

O uso prolongado de produtos para administração tópica pode causar fenómenos de hipersensibilidade.

Nestes casos, o tratamento deve ser descontinuado e instituída uma terapêutica alternativa adequada.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Ver Anti-inflamatórios não esteróides. Ausência de risco fetal, demonstrada em experimentação animal ou em estudos humanos.
Aleitamento
Aleitamento:Presente no leite em quantidades muito pequenas para ser perigoso; mas o produtor recomenda evitar.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Ver AINEs.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Ver AINEs.
Conducao
Conducao:Alguns doentes podem sentir sonolência, tonturas, vertigens, insónia ou depressão quando tomam naproxeno. Se os doentes sentirem estas reacções adversas ou semelhantes, recomenda-se cautela no desempenho de actividades que requeiram atenção.
Precauções Gerais
VIA ORAL:
A administração concomitante de Naproxeno com outros AINE, incluindo inibidores selectivos da ciclooxigenase-2, deve ser evitada.


Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o menor período de tempo necessário para controlar os sintomas.


Efeitos Gastrointestinais

Hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal: têm sido notificados com todos os AINE casos de hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal potencialmente fatais, em várias fases do tratamento, associados ou não a sintomas de alerta ou história de eventos gastrointestinais graves.

O risco de hemorragia, ulceração ou perfuração é maior com doses mais elevadas de AINE, em doentes com história de úlcera, especialmente se associada a hemorragia ou perfuração e em doentes idosos.

Nestas situações os doentes devem ser instruídos no sentido de informar sobre a ocorrência de sintomas abdominais anormais (especialmente de hemorragia gastrointestinal), sobretudo nas fases iniciais do tratamento.

Nestes doentes o tratamento deve ser iniciado com a menor dose eficaz disponível.

A co-administração de agentes protectores (ex.: misoprostol ou inibidores da bomba de protões) deverá ser considerada nestes doentes, assim como em doentes que necessitem de tomar simultaneamente ácido acetilsalicílico em doses baixas, ou outros medicamentos susceptíveis de aumentar o risco gastrointestinal.

É aconselhada precaução em doentes a tomar concomitantemente outros medicamentos que possam aumentar o risco de úlcera ou hemorragia, tais como corticosteróides, anticoagulantes (tais como a varfarina), inibidores selectivos da recaptação da serotonina ou anti-agregantes plaquetários tais como o ácido acetilsalicílico.

Em caso de hemorragia gastrointestinal ou ulceração em doentes a tomar Naproxeno o tratamento deve ser interrompido.

Os AINE devem ser administrados com precaução em doentes com história de doença gastrointestinal (colite ulcerosa, doença de Crohn), na medida em que estas situações podem ser exacerbadas.


Ensaios abertos em doentes com artrite reumatóide que tiveram disfunção gastrintestinal elevada e/ou foram intolerantes a outros AINEs comuns indicaram que o naproxeno é geralmente bem tolerado.

À semelhança do que acontece com outros anti-inflamatórios não esteróides, a incidência e a gravidade de complicações gastrintestinais podem tornar-se mais frequentes com o aumento da dose e da duração do tratamento com Naproxeno.


Efeitos renais

Tem surgido na literatura médica casos de função renal diminuída, insuficiência renal, nefrite intersticial aguda, hematúria, proteinúria, necrose papilar renal e, ocasionalmente, síndroma nefrótico associados à administração de medicamentos contendo naproxeno.

À semelhança do que acontece com outros AINEs, os medicamentos contendo naproxeno têm de ser administrados sob vigilância em doentes com função renal diminuída ou com história de doença renal, porque o naproxeno é um inibidor da síntese das prostaglandinas.

Os doentes cujo estado clínico possa conduzir à redução do volume de sangue e/ou do fluxo sanguíneo renal nos quais as prostaglandinas renais têm um papel importante na perfusão renal devem ser seguidos.

Nestes doentes, a administração de medicamentos contendo naproxeno ou outros AINEs pode causar redução dependente da dose na formação de prostaglandina renal e pode precipitar a descompensação renal ou insuficiência renal.

Os doentes mais expostos a esta reacção são aqueles com função renal diminuída, hipovolémia, insuficiência cardíaca, disfunção hepática, deplecção de sal, os doentes em tratamento com diuréticos e os idosos.

A interrupção da administração dos medicamentos contendo naproxeno é normalmente seguida da recuperação para o estado pré-tratamento.

Nestes doentes, os medicamentos contendo naproxeno devem ser administrados sob vigilância clínica e é aconselhável a monitorização da creatinina sérica e/ou a depuração da creatinina.

Nestes doentes, a redução na dose diária deve ser tida em conta para evitar a possibilidade da acumulação excessiva dos metabolitos de naproxeno.

Os medicamentos contendo naproxeno não são recomendados em doentes com uma depuração da creatinina inferior a 20 ml/minuto, pois tem-se verificado acumulação de metabolitos de naproxeno nestes doentes.

A hemodiálise não diminui a concentração plasmática de naproxeno devido à elevada taxa de ligação às proteínas.


Hematológicas

O naproxeno diminui a agregação das plaquetas e prolonga o tempo de hemorragia.

Este efeito deve ser tido em consideração quando se determina o tempo de hemorragia.

Doentes com problemas de coagulação ou em tratamento com medicamentos que interfiram na hemostase devem ser cuidadosamente observados no caso de estarem a tomar medicamentos contendo naproxeno.

Doentes com alto risco de hemorragia e que estejam a fazer um tratamento com anticoagulantes (ex.

derivados de dicoumarol) podem ficar sujeitos a um maior risco aumentado de hemorragia se lhes forem administrados simultaneamente medicamentos contendo naproxeno.


Reacções anafilácticas (anafilactoides)

Podem ocorrer reacções de hipersensibilidade em indivíduos susceptíveis.

Podem ocorrer reacções anafilácticas em doentes com ou sem história de hipersensibilidade após exposição à aspirina, a outros anti-inflamatórios não-esteróides ou a medicamentos contendo naproxeno.

Estes eventos podem também ocorrer em indivíduos com história de angioedema, reactividade broncospástica (p.ex.

asma), rinite e pólipos nasais.

As reacções anafilactóides, como anafilaxia, podem ser fatais.

Em doentes com história de asma, doença alérgica ou sensibilidade à aspirina pode ocorrer broncospasmo.


Efeitos hepáticos

À semelhança do que se passa com outros anti-inflamatórios não-esteróides, pode ocorrer aumento de um ou mais valores da função hepática.

As alterações hepáticas deverão ser causadas mais pela hipersensibilidade do que pela toxicidade directa.

Foram relatadas reacções hepáticas graves, incluindo icterícia e hepatite (alguns casos de hepatite foram fatais).

Foi descrita reactividade cruzada.


Efeitos antipiréticos

As actividades antipiréticas e anti-inflamatórias do naproxeno reduzem a febre e inflamação, diminuindo assim a sua utilidade como sinais de diagnóstico.


Esteróides

Se a dose de esteróides for reduzida ou eliminada durante o tratamento, deve ser reduzida lentamente e os doentes têm de ser vigiados para a eventualidade de quaisquer reacções adversas, incluindo insuficiência adrenal e o agravamento dos sintomas de artrite.


Efeitos oftalmológicos

Os ensaios clínicos não mostraram que a administração de naproxeno provoque alterações no olho.

Em casos raros, foram relatadas alterações oculares incluindo papilite, neurite óptica retrobulbar e papiledema, em doentes que tomaram AINEs incluindo naproxeno, embora não se tenha estabelecido qualquer relação causal; assim, doentes que tenham alterações visuais durante o tratamento com medicamentos contendo naproxeno devem fazer um exame oftalmológico.


Efeitos Cutâneos

Têm sido muito raramente notificadas reacções cutâneas graves, algumas das quais fatais, incluindo dermatite esfoliativa, síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, associadas à administração de AINE.

Aparentemente o risco de ocorrência destas reacções é maior no início do tratamento, sendo que na maioria dos casos estas reacções manifestam-se durante o primeiro mês de tratamento.

Naproxeno deve ser interrompido aos primeiros sinais de rash, lesões mucosas, ou outras manifestações de hipersensibilidade.


Efeitos Cardiovasculares e cerebrovasculares

Têm sido notificados casos de retenção de líquidos e edema associados ao tratamento com AINEs, pelo que os doentes com história de hipertensão arterial e/ou insuficiência cardíaca congestiva ligeira a moderada deverão ser adequadamente monitorizados e aconselhados.


Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração de
inibidores da COX-2 e alguns AINEs (particularmente em doses elevadas e em tratamento de longa duração) poderá estar associada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos arteriais (por exemplo, enfarte do miocárdio ou AVC).

Apesar de os dados indicarem que a administração de naproxeno (1000 mg diários) possa estar associada a um baixo risco, o mesmo não pode ser excluído.


Os doentes com hipertensão arterial não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doença isquémica cardíaca estabelecida, doença arterial periférica, e/ou doença cerebrovascular apenas devem ser tratados com naproxeno após cuidadosa avaliação.

As mesmas precauções deverão ser tomadas antes de iniciar o tratamento de longa duração de doentes com factores de risco cardiovascular (ex: hipertensão arterial, hiperlipidemia, Diabetes Mellitus e hábitos tabágicos).


Precauções com doentes idosos

Os idosos apresentam uma maior frequência de reacções adversas com AINE, especialmente de hemorragias gastrointestinais e de perfurações que podem ser fatais.

Nos doentes idosos a depuração é reduzida.

É recomendada a utilização de uma dose mais baixa.


Precauções relacionadas com a fertilidade

A utilização de naproxeno, tal como acontece com outros medicamentos que inibem a síntese das prostaglandinas/ciclogenase, pode comprometer a fertilidade e não é recomendada em mulheres que estejam a tentar engravidar.

Em mulheres com dificuldade em engravidar ou nas quais esteja a ser investigada a causa de infertilidade, deverá ser considerada a suspensão do naproxeno.


Associação com outros AlNEs

Não se recomenda a associação de medicamentos contendo naproxeno com outros AINEs, devido aos riscos acumulados de ocorrência de reacções adversas graves associadas aos AINEs.


VIA CUTÂNEA:
Evitar usar o gel nos olhos, membranas mucosas, feridas e/ou lesões cutâneas.
As concentrações sanguíneas alcançadas pela substância activa e absorvidas através da pele não são de magnitude tal que exponham a risco de efeitos indesejáveis ou a ser necessário fazer advertências relativamente à administração sistémica do medicamento aplicável.

No entanto, o uso de Naproxeno gel não está recomendado em doentes que apresentem reacções alérgicas ao ácido acetilsalicílico e/ou outros AINEs, não sendo também recomendado em doentes com história de ocorrências alérgicas ou eventos alérgicos em curso.

Para prevenir fenómenos de hipersensibilidade ou fotossensibilidade, evitar a exposição directa à luz solar, incluindo solários, durante o tratamento e duranteas 2 semanas
seguintes.

O uso do produto deve ser descontinuado se os doentes apresentarem erupção ou irritação cutânea.
Cuidados com a Dieta
Tome os comprimidos com uma quantidade suficiente de líquido e, preferencialmente, com alimentos.

Não beba bebidas alcoólicas durante o tratamento com naproxeno sódico, uma vez que o álcool pode aumentar o risco de hemorragia gastrointestinal associada com AINEs.
Terapêutica Interrompida
Tente tomar diariamente o medicamento conforme indicado pelo seu médico.

No entanto, se se esqueceu de tomar uma dose, deverá tomá-la assim que se lembrar.


Contudo, se faltar pouco tempo para a próxima toma, não tome a dose esquecida.


Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Conservar na embalagem de origem para proteger da luz e da humidade.


Comprimidos e gel:
O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.


Supositórios:
Não conservar acima de 25ºC.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Gengibre + Naproxeno

Observações: N.D.
Interações: Indicações/Ações terapêuticas: profilaxia de náuseas causada por movimento (cinetose) e pós-cirúrgicas. Padronização/marcador: Gingeróis (6-gingerol, 8-gingerol, 10-gingerol, 6-shogaol, capsaicina) [dose diária: crianças acima de 6 anos: 4-16 mg de gingeróis; adulto: 16-32 mg de gingeróis].

Interações medicamentosas: Há evidências de que o gengibre estimula a produção de ácido clorídrico estomacal e, como consequência, em teoria, poderá comprometer a ação de medicamentos contendo sucralfato, ranitidina ou lansoprazol; contrariamente, ao que foi verificado em animais, ou seja, proteção estomacal. Teoricamente o gengibre poderá aumentar o risco de sangramento quando administrado conjuntamente ao ácido acetilsalicílico, varfarina, heparina, clopidogrel, ibuprofeno ou naproxeno ou outros medicamentos que apresentem esta ação; em doses elevadas poderá desencadear sonolência, além de que poderá interferir com medicamentos que alteram a contração cardíaca incluindo os beta-bloqueadores, digoxina e outros medicamentos para o coração. Existe a possibilidade de diminuição dos níveis de açúcar no sangue e, portanto, poderá interferir com medicamentos administrados por via oral para diabéticos ou com a insulina. Estudos sugerem que fitoquímicos presentes em dietas como capsaína, curcumina, [6]-gengerol e resveratrol apresentam efeito inibitório na P-glicoproteína potencializando interações alimentos-medicamentos.
 Sem significado Clínico

Naproxeno + Alimentos/Bebidas (Soja, fitinas, fitatos, oxalatos, taninos, pectinas)

Observações: N.D.
Interações: A administração com alimentos pode também atrasar a absorção de naproxeno mas não afecta a extensão da sua absorção.

Apixabano + Naproxeno

Observações: N.D.
Interações: Inibidores da CYP3A4 e da P-gp: É esperado que as substâncias ativas que não são consideradas inibidores potentes da CYP3A4 e da P-gp (por exemplo diltiazem, naproxeno, amiodarona, verapamilo, quinidina), aumentem as concentrações plasmáticas de apixabano em menor extensão. Por exemplo, o diltiazem (360 mg uma vez por dia), considerado um inibidor moderado da CYP3A4 e um inibidor fraco da P-gp, levou a um aumento de 1,4 vezes na AUC média do apixabano e a um aumento de 1,3 vezes na Cmax. O naproxeno (500 mg, dose única), um inibidor da P-gp mas não um inibidor da CYP3A4, levou a um aumento de 1,5 vezes e de 1,6 vezes na AUC e Cmax médias do apixabano, respetivamente. Não é necessário efetuar ajustes da dose de apixabano quando coadministrado com inibidores menos potentes da CYP3A4 e/ou da P-gp. Anticoagulantes, inibidores da agregação plaquetária e AINEs: Devido ao aumento do risco de hemorragia, o tratamento concomitante com qualquer outro anticoagulante é contraindicado. O naproxeno (500 mg), um inibidor da P-gp, levou a um aumento de 1,5 vezes e de 1,6 vezes na AUC e Cmax médias de apixabano, respetivamente. Foram observados aumentos correspondentes nos testes de coagulação para o apixabano. Não foram observadas alterações no efeito do naproxeno na agregação plaquetária induzida pelo ácido araquidónico e não foi observado um prolongamento, clinicamente relevante, do tempo de hemorragia após a administração concomitante de apixabano e naproxeno. Apesar destes dados, quando os antiplaquetários são coadministrados com apixabano pode haver indivíduos com uma resposta farmacodinâmica mais acentuada. Efeito do apixabano noutros medicamentos: Estudos in vitro com apixabano não mostraram efeito inibitório na atividade da CYP1A2, CYP2A6, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2D6 ou CYP3A4 (CI50 >45μM) e mostraram um efeito inibitório fraco na atividade da CYP2C19 (CI50 >20 μM) em concentrações que são significativamente maiores do que os picos das concentrações plasmáticas observadas nos doentes. O apixabano não induziu a CYP1A2, CYP2B6, CYP3A4/5 numa concentração até 20 μM. Consequentemente, não se espera que o apixabano altere a depuração metabólica de fármacos coadministrados que sejam metabolizados por estas enzimas. O apixabano não é um inibidor significativo da P-gp. Em estudos efetuados em indivíduos saudáveis, como descrito abaixo, o apixabano não alterou de modo significativo a farmacocinética da digoxina, naproxeno ou atenolol. Naproxeno: A coadministração de doses únicas do apixabano (10 mg) e naproxeno (500 mg), um AINE utilizado frequentemente, não teve qualquer efeito na AUC ou Cmax do naproxeno.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bendroflumetiazida + Naproxeno

Observações: N.D.
Interações: AINEs: Os diuréticos podem aumentar o risco de nefrotoxicidade dos AINEs. A indometacina e o cetorolac antagonizam o efeito diurético da bendroflumetiazida, o que também acontece mas em menor extensão com o ibuprofeno, piroxicam e o naproxeno. Os efeitos de uma toma simultânea devem ser monitorizados e a dose de bendroflumetiazida deve ser modificada se necessário.

Edoxabano + Naproxeno

Observações: O edoxabano é predominantemente absorvido no trato gastrointestinal (GI) superior. Desta forma, os medicamentos ou afeções que aumentam o esvaziamento gástrico e a motilidade intestinal têm o potencial de reduzir a dissolução e absorção do edoxabano.
Interações: Anticoagulantes, inibidores da agregação plaquetária e AINEs: AINEs: A coadministração de naproxeno e edoxabano aumentou o tempo de hemorragia relativamente à utilização dos fármacos isoladamente. O naproxeno não teve efeito na Cmax e na AUC do edoxabano. Em estudos clínicos, a coadministração de AINEs resultou num aumento clinicamente relevante da hemorragia. A utilização crónica de AINEs concomitantemente com edoxabano não é recomendada.

Fluconazol + Naproxeno

Observações: O fluconazol é um potente inibidor do citocromo P450 (CYP) isoenzima 2C9 e um inibidor moderado do CYP3A4. O fluconazol é também um inibidor da isoenzima CYP2C19. Adicionalmente às interações observadas/documentadas abaixo indicadas, existe um risco de aumento da concentração plasmática de outros compostos metabolizados pelo CYP2C9 e CYP3A4 coadministrados com fluconazol. Deste modo, deve-se ter precaução quando se utilizam estas associações e os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados. O efeito inibidor da enzima pelo fluconazol persiste 4-5 dias após a descontinuação do tratamento com fluconazol devido à sua longa semivida.
Interações: A utilização concomitante dos seguintes fámacos leva a precauções e ajustes de dose: O efeito de fluconazol noutros fármacos: Fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs): A Cmax e AUC do flurbiprofeno aumentaram em 23% e 81%, respetivamente, quando coadministrado com o fluconazol comparativamente à administração isolada de flurbiprofeno. Analogamente, a Cmax e AUC do isómero farmacologicamente ativo [S-(+)-ibuprofeno] aumentaram 15% e 82%, respetivamente, quando o fluconazol foi coadministrado com ibuprofeno racémico (400 mg), comparativamente à administração isolada de ibuprofeno racémico. Apesar de não ter sido especificamente estudado, o fluconazol tem potencial para aumentar a exposição sistémica de outros AINEs que são metabolizados pelo CYP2C9 (por ex. naproxeno, lornoxicam, meloxicam, diclofenac). É recomendada uma monitorização frequente para a deteção de acontecimentos adversos e toxicidade relacionadas com os AINEs. Pode ser necessário o ajuste posológico dos AINEs.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bicarbonato de sódio + Carbonato de cálcio + Carbonato de magnésio + Naproxeno

Observações: N.D.
Interações: O bicarbonato de sódio aumenta ainda a taxa de absorção do naproxeno.
 Sem significado Clínico

Pantoprazol + Naproxeno

Observações: O pantoprazol é metabolizado no fígado pelo sistema enzimático do citocromo P450. Não se pode excluir a interacção com outros fármacos ou compostos que são metabolizados utilizando o mesmo sistema enzimático.
Interações: Não se observaram interações clinicamente significativas em testes específicos com vários fármacos ou compostos, nomeadamente carbamazepina, cafeína, diazepam, diclofenac, digoxina, etanol, glibenclamida, metoprolol, naproxeno, nifedipina, fenitoína, piroxicam, teofilina e um contracetivo oral.

Febuxostate + Naproxeno

Observações: N.D.
Interações: Naproxeno e outros inibidores da glucuronidação: O metabolismo de febuxostate depende das enzimas UDP-glucuronosil transferases (UGT). Os medicamentos que inibem a glucuronidação, tais como os AINEs e probenecide, podem, em teoria, afetar a eliminação do febuxostate. Em indivíduos saudáveis, o uso concomitante de febuxostate e naproxeno 250mg 2 vezes por dia foi associado a um aumento na exposição ao febuxostate (Cmáx 28%, AUC 41% e t1/2 26%). Em estudos clínicos, o uso de naproxeno ou outros AINEs/inibidores da Cox-2 não foi relacionado com qualquer aumento significativo de acontecimentos adversos. O febuxostate pode ser administrado concomitantemente com naproxeno sem que seja necessário qualquer ajuste do febuxostate ou do naproxeno.

Gadofosveset + Naproxeno

Observações: N.D.
Interações: Porém, em vários estudos in vitro de interacção farmacológica (em 4,5% de albumina sérica humana e plasma humano), o gadofosveset não demonstrou qualquer interacção adversa com digitoxina, propranolol, verapamil, varfarina, fenprocoumon, ibuprofeno, diazepam, cetoprofeno, naproxeno, diclofenac e piroxicam em concentrações clinicamente relevantes.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Quinolonas + Naproxeno

Observações: Susceptíveis à inibição da absorção gastrintestinal; Algumas quinolonas inibem o CYP1A2.
Interações: Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs): o uso concomitante de ciprofloxacina com ácido mefenâmico ou naproxeno pode potenciar a toxicidade com aparecimento de convulsões - Naproxeno
 Sem significado Clínico

Misoprostol + Naproxeno

Observações: N.D.
Interações: Estudos de interação medicamentosa com o misoprostol e vários AINEs não mostraram efeito clinicamente significativo na cinética do ibuprofeno, diclofenac, piroxicam, aspirina, naproxeno e indometacina.

Diacereína + Naproxeno

Observações: N.D.
Interações: A ligação plasmática da reína não foi influenciada pela presença de concentrações terapêuticas de diclofenac, fenbufeno, flurbiprofeno, ibuprofeno, naproxeno, fenilbutazona, piroxicam, sulindac e tenoxicam.

Raloxifeno + Naproxeno

Observações: N.D.
Interações: A influência de medicação concomitante nas concentrações plasmáticas do raloxifeno foi avaliada nos estudos clínicos de prevenção e de tratamento da osteoporose. Medicamentos frequentemente coadministrados incluíram: Paracetamol, anti-inflamatórios não esteroides (tais como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno e naproxeno), antibióticos orais, antagonistas H1, antagonistas H2 e benzodiazepinas. Não foram identificados efeitos clínicos relevantes da coadministração destes fármacos nas concentrações plasmáticas do raloxifeno.

Rivaroxabano + Naproxeno

Observações: N.D.
Interações: AINEs/inibidores da agregação plaquetária: Não foi observado nenhum prolongamento, clinicamente relevante, do tempo de hemorragia, após a administração concomitante de rivaroxabano (15mg) e de 500 mg de naproxeno. Contudo, poderão existir indivíduos com uma resposta farmacodinâmica mais pronunciada.

Clopidogrel + Naproxeno

Observações: N.D.
Interações: Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs): Num estudo clínico conduzido em voluntários sãos, a administração concomitante de clopidogrel e naproxeno revelou um aumento da perda de sangue oculto a nível gastrointestinal. Contudo, devido à inexistência de estudos de interacção com outros AINESs, é actualmente pouco claro, a existência ou não, de um risco aumentado de hemorragia gastrointestinal, para todos os AINEs. Consequentemente a administração concomitante de AINEs, incluindo inibidores da COX-2 e clopidogrel deverá ser encarada com precaução.

Esomeprazol + Naproxeno

Observações: Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos.
Interações: Efeitos de esomeprazol sobre a farmacocinética de outros medicamentos Medicamentos investigados sem interação clínica relevante Naproxeno ou rofecoxib Os estudos que investigaram a administração concomitante de esomeprazol tanto com naproxeno como com rofecoxib não identificaram interações farmacocinéticas clinicamente relevantes durante estudos de curta duração.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de cálcio + Hidróxido de alumínio + Naproxeno

Observações: O aumento do pH urinário aumenta a excreção urinária e diminui a concentração sanguínea dos salicilatos.
Interações: Carbonato de cálcio/ Hidróxido de alumínio pode diminuir a absorção de tetraciclinas, digoxina, indometacina, naproxeno, sais de ferro e isoniazida. Devem portanto estes medicamentos ser tomados longe do Carbonato de cálcio/ Hidróxido de alumínio (1 a 2 horas antes).
 Sem significado Clínico

Naproxeno + Antiácidos

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea de antiácidos ou colestiramina pode atrasar a absorção de naproxeno mas não afecta a extensão da sua absorção.
 Sem significado Clínico

Naproxeno + Colestiramina

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea de antiácidos ou colestiramina pode atrasar a absorção de naproxeno mas não afecta a extensão da sua absorção.

Naproxeno + Anticoagulantes orais (Derivados da Cumarina)

Observações: N.D.
Interações: O naproxeno liga-se fortemente à albumina plasmática; existe por isso, potencial teórico para ocorrer interacção com outros fármacos que se ligam à albumina como os anticoagulantes cumarínicos, sulfonilureias, hidantoínas, outros AINE e aspirina. Não foram relatadas interações significativas em estudos clínicos com naproxeno e anticoagulantes cumarínicos; contudo, recomenda-se precaução uma vez que se verificaram interações com outros medicamentos não esteróides deste tipo, a fracção livre da varfarina pode aumentar substancialmente em alguns indivíduos e o naproxeno interfere com a função plaquetária. Não foram relatadas interações significativas em estudos clínicos com naproxeno e anticoagulantes cumarínicos; contudo, recomenda-se precaução uma vez que se verificaram interações com outros medicamentos não esteróides deste tipo, a fracção livre da varfarina pode aumentar substancialmente em alguns indivíduos e o naproxeno interfere com a função plaquetária.

Naproxeno + Sulfonilureias

Observações: N.D.
Interações: O naproxeno liga-se fortemente à albumina plasmática; existe por isso, potencial teórico para ocorrer interacção com outros fármacos que se ligam à albumina como os anticoagulantes cumarínicos, sulfonilureias, hidantoínas, outros AINE e aspirina. Os doentes em tratamento com naproxeno e uma hidantoína, sulfonamida ou sulfonilureia devem ser observados para ajuste de dose, caso necessário.

Naproxeno + Hidantoínas

Observações: N.D.
Interações: O naproxeno liga-se fortemente à albumina plasmática; existe por isso, potencial teórico para ocorrer interacção com outros fármacos que se ligam à albumina como os anticoagulantes cumarínicos, sulfonilureias, hidantoínas, outros AINE e aspirina. Os doentes em tratamento com naproxeno e uma hidantoína, sulfonamida ou sulfonilureia devem ser observados para ajuste de dose, caso necessário.

Naproxeno + Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs)

Observações: N.D.
Interações: O naproxeno liga-se fortemente à albumina plasmática; existe por isso, potencial teórico para ocorrer interacção com outros fármacos que se ligam à albumina como os anticoagulantes cumarínicos, sulfonilureias, hidantoínas, outros AINE e aspirina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio + Naproxeno

Observações: O uso concomitante de carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio com outros medicamentos pode alterar a absorção destes últimos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio e o ácido contido em algumas bebidas (sumo de fruta, vinho, etc) pode aumentar a absorção intestinal de alumínio. Devido à grande variedade de interações medicamentosas é recomendado, exceto indicação contrária do médico, um intervalo de 2 horas entre a administração do antiácido e outros medicamentos.
Interações: A absorção de metoprolol, ácido acetilsalicílico, naproxeno e levodopa pode, de alguma forma, aumentar se forem coadministrados antiácidos. Este facto não é clinicamente relevante.

Naproxeno + Ácido Acetilsalicílico

Observações: N.D.
Interações: O naproxeno liga-se fortemente à albumina plasmática; existe por isso, potencial teórico para ocorrer interacção com outros fármacos que se ligam à albumina como os anticoagulantes cumarínicos, sulfonilureias, hidantoínas, outros AINE e aspirina.

Naproxeno + Sulfonamidas

Observações: N.D.
Interações: Os doentes em tratamento com naproxeno e uma hidantoína, sulfonamida ou sulfonilureia devem ser observados para ajuste de dose, caso necessário.

Naproxeno + Varfarina

Observações: N.D.
Interações: Não foram relatadas interações significativas em estudos clínicos com naproxeno e anticoagulantes cumarínicos; contudo, recomenda-se precaução uma vez que se verificaram interações com outros medicamentos não esteróides deste tipo, a fracção livre da varfarina pode aumentar substancialmente em alguns indivíduos e o naproxeno interfere com a função plaquetária. Os AINE podem aumentar os efeitos dos anticoagulantes, tais como a varfarina.

Naproxeno + Probenecida

Observações: N.D.
Interações: É aconselhável precaução quando o probenecida é administrado simultaneamente, pois com esta associação foram relatados aumentos das concentrações plasmáticas e prolongamento da semi-vida do naproxeno.

Ácido acetilsalicílico + Esomeprazol + Naproxeno

Observações: A supressão do ácido gástrico durante o tratamento com esomeprazol e outros IBPs poderá reduzir ou aumentar a absorção de medicamentos com uma absorção gástrica pH-dependente. O esomeprazol inibe o CYP2C19, a principal enzima metabolizadora do esomeprazol. O omeprazol tal como o esomeprazol atuam como inibidores do CYP2C19. O esomeprazol é metabolizado pelo CYP2C19 e CYP3A4.
Interações: Os estudos que investigaram a administração concomitante de esomeprazol tanto com naproxeno como com rofecoxib não identificaram interações farmacocinéticas clinicamente relevantes durante estudos de curta duração.

Naproxeno + Metotrexato

Observações: N.D.
Interações: É aconselhável precaução quando se administra simultaneamente naproxeno e metotrexato porque foi referido que o naproxeno e outros AINE reduzem a depuração do metotrexato, possivelmente aumentando a sua toxicidade.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Naproxeno + Bloqueadores beta-adrenérgicos

Observações: N.D.
Interações: O naproxeno pode reduzir o efeito anti-hipertensivo dos bloqueadores beta.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Naproxeno + Furosemida

Observações: N.D.
Interações: À semelhança do que acontece com outros AINE, o naproxeno pode inibir o efeito natriurético da furosemida.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Naproxeno + Lítio

Observações: N.D.
Interações: Verificou-se inibição da depuração renal do lítio, levando ao aumento da concentração plasmática de lítio.

Naproxeno + Testes Laboratoriais/Diagnóstico

Observações: N.D.
Interações: Sugere-se que o tratamento com naproxeno seja temporariamente interrompido 48 horas antes da execução de testes da função supra-renal, uma vez que pode interferir com alguns testes dos esteróides 17-cetogénicos. De modo semelhante, o naproxeno pode interferir com algumas análises de doseamento na urina do ácido 5-hidroxi-indolácetico. O naproxeno diminui a agregação plaquetária e prolonga o tempo de hemorragia. Este efeito deve ter-se em conta quando se determinam os tempos de hemorragia.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Naproxeno + Corticosteroides

Observações: N.D.
Interações: Existe um aumento do risco de ulceração ou hemorragia gastrointestinal
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Naproxeno + Antiagregantes plaquetários

Observações: N.D.
Interações: Existe um aumento do risco de hemorragia gastrointestinal.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Naproxeno + Inibidores Selectivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) (SSRIs)

Observações: N.D.
Interações: Existe um aumento do risco de hemorragia gastrointestinal.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Naproxeno + Diuréticos

Observações: N.D.
Interações: Os anti-inflamatórios não esteróides (AINE) podem diminuir a eficácia dos diuréticos assim como de outros medicamentos antihipertensores.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Naproxeno + Antihipertensores

Observações: N.D.
Interações: Os anti-inflamatórios não esteróides (AINE) podem diminuir a eficácia dos diuréticos assim como de outros medicamentos antihipertensores.

Naproxeno + Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECAS)

Observações: N.D.
Interações: Nalguns doentes com função renal diminuída (ex.: doentes desidratados ou idosos com comprometimento da função renal) a co-administração de um IECA ou AAII e agentes inibidores da ciclooxigenase pode ter como consequência a progressão da deterioração da função renal, incluindo a possibilidade de insuficiência renal aguda, que é normalmente reversível. A ocorrência destas interações deverá ser tida em consideração em doentes a tomar naproxeno em associação com um IECA ou AAII. Consequentemente, esta associação medicamentosa deverá ser administrada com precaução, sobretudo em doentes idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deverá ser analisada a necessidade de monitorizar a função renal após o início da terapêutica concomitante, e periodicamente desde então.

Naproxeno + Antagonistas da angiotensina II (AAII)

Observações: N.D.
Interações: Nalguns doentes com função renal diminuída (ex.: doentes desidratados ou idosos com comprometimento da função renal) a co-administração de um IECA ou AAII e agentes inibidores da ciclooxigenase pode ter como consequência a progressão da deterioração da função renal, incluindo a possibilidade de insuficiência renal aguda, que é normalmente reversível. A ocorrência destas interações deverá ser tida em consideração em doentes a tomar naproxeno em associação com um IECA ou AAII. Consequentemente, esta associação medicamentosa deverá ser administrada com precaução, sobretudo em doentes idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deverá ser analisada a necessidade de monitorizar a função renal após o início da terapêutica concomitante, e periodicamente desde então.

Cetoprofeno + Omeprazol + Naproxeno

Observações: N.D.
Interações: Não há evidência de interacção do omeprazol com cafeína, propranolol, teofilina, metoprolol, lidocaína, quinidina, fenacetina, estradiol, amoxicilina, budesonida, diclofenac, metronidazol, naproxeno, piroxicam ou antiácidos.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio + Dimeticone + Naproxeno

Observações: Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio/ Dimeticone pode interferir com a biodisponibilidade oral de vários fármacos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio com outros fármacos pode alterar a absorção destes últimos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio e o ácido contido em algumas bebidas (sumo de fruta, vinho, etc) pode aumentar a absorção intestinal de alumínio.
Interações: A absorção de metoprolol, ácido acetilsalicílico, naproxeno e levodopa pode, de alguma forma, aumentar se forem co-administrados antiácidos. Este facto não é clinicamente relevante. Tendo em conta uma possível diminuição da absorção, deve considerar-se um intervalo de uma a duas horas entre a administração de antiácidos e de outros fármacos.
 Sem significado Clínico

Lesinurad + Naproxeno

Observações: N.D.
Interações: Efeitos do lesinurad noutros medicamentos: Com base em estudos de interação em indivíduos saudáveis ou doentes com gota, Lesinurad não apresenta interações clinicamente significativas com AINEs (naproxeno e indometacina), colchicina, repaglinida, tolbutamida, febuxostate ou alopurinol.

Ciclosporina + Naproxeno

Observações: Interações medicamentosas: Encontram-se descritos de seguida os vários fármacos para os quais há relatos de interações com a ciclosporina, devidamente fundamentadas e consideradas como tendo implicações clínicas. São conhecidos vários fármacos que aumentam ou diminuem os níveis plasmáticos ou sanguíneos de ciclosporina habitualmente pela inibição ou indução de enzimas envolvidos no metabolismo da ciclosporina, em particular as enzimas do citocromo P450.
Interações: Outras interações medicamentosas relevantes: Deve ser tomada precaução quando se utiliza ciclosporina juntamente com outros fármacos que exibem sinergia nefrotóxica, amiglicosídeos (incluindo gentamicina, tobramicina), anfotericina B, ciprofloxacina, vancomicina, trimetoprim (+sulfametaxazol), anti-inflamatórios não esteróides (incluindo diclofenac, naproxeno, sulindac), melfalam.

Cetorolac + Naproxeno

Observações: O cetorolac tem uma elevada ligação às proteínas plasmáticas humanas (média de 99,2%) e a ligação não depende da concentração. Não existe evidência em estudos humanos ou animais que cetorolac induza ou iniba as enzimas hepáticas capazes de o metabolizar a ele ou a outros fármacos. Como tal, não se espera que Cetorolac altere a farmacocinética de outros fármacos devido a mecanismos de indução ou inibição enzimática.
Interações: Em concentrações terapêuticas, a digoxina, varfarina, ibuprofeno, naproxeno, piroxicam, acetaminofeno, fenitoína e tolbutamida não alteraram a ligação de cetorolac às proteínas.

Pilocarpina + Naproxeno

Observações: N.D.
Interações: Enquanto não se realizarem estudos formais de interações medicamentosas, foram utilizados os seguintes medicamentos concomitantemente em pelo menos 10% dos doentes num ou em ambos os estudos de eficácia na síndrome de Sjögren: Ácido acetilsalicílico, lágrimas artificiais, cálcio, estrogénios conjugados, sulfato de hidroxicloroquina, ibuprofeno, levotiroxina de sódio, acetato de medroxiprogesterona, metotrexato, multivitaminas, naproxeno, omeprazol, paracetamol e prednisolona. Não existiram notificações de toxicidade farmacológica durante qualquer estudo de eficácia.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

À semelhança do que se passa com outros medicamentos deste tipo, o naproxeno provoca atraso do parto em animais e também afecta o sistema cardiovascular do feto humano (encerramento do canal arterial).

Por esta razão, não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que seja absolutamente necessário.

Durante o 1º e 2º trimestres de gravidez, Naproxeno não deverá ser administrado a não ser que seja estritamente necessário.

Se o Naproxeno for usado por mulheres que estejam a tentar engravidar, ou durante o 1º e 2º trimestre de gravidez, a dose administrada deverá ser a menor e durante o mais curto espaço de tempo possível.

Durante o 3º trimestre de gravidez, todos os inibidores da síntese das prostaglandinas podem expor o feto a:

- Toxicidade cardiopulmonar (com fecho prematura do ductus arteriosus (canal de
Botal) e hipertensão pulmonar),
- Disfunção renal, que pode progredir para insuficiência renal com oligohidrâmnios.

Na fase final da gravidez a mãe e o recém-nascido podem estar expostos a:
- Possível prolongamento do tempo de hemorragia, um efeito anti-agregante que pode verificar-se mesmo com doses muito baixas,
- Inibição das contracções uterinas com consequente atraso ou prolongamento do trabalho de parto.

Assim, a administração de Naproxeno está contra-indicada durante o terceiro trimestre de gravidez.

Medicamentos contendo naproxeno não são recomendados durante o parto e nascimento porque, através do seu efeito inibidor da síntese das prostaglandinas, o naproxeno pode afectar desfavoravelmente a circulação fetal e inibir as contracções uterinas, aumentando assim o risco de hemorragia uterina.

O uso de naproxeno em mulheres que amamentem não é recomendado devido à possibilidade de ocorrência de reacções adversas dos fármacos inibidores da prostaglandinas nos recém-nascidos.

Alguns doentes podem sentir sonolência, tonturas, vertigens, insónia ou depressão quando tomam naproxeno.

Se os doentes sentirem estas reacções adversas ou semelhantes, recomenda-se cautela no desempenho de actividades que requeiram atenção.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017