Mirtazapina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica) DCI/Medicamento Psicofármaco
O que é
A mirtazapina é um antidepressivo introduzido pela Organon Internacional em 1996, sendo utilizado para o tratamento de depressão moderada a grave.

A mirtazapina tem uma estrutura química dos tetracíclicos e é classificado como um antidepressivo serotoninérgico noradrenérgico e específico (Nassa).
Usos comuns
Mirtazapina trata a doença depressiva.
Tipo
pequena molécula
História
É o único antidepressivo tetracíclica que foi aprovado pela Food and Drug Administration para o tratamento de depressão.
Indicações
Para o tratamento do transtorno depressivo major.
Classificação CFT
02.09.03     Antidepressores
Mecanismo De Ação
A mirtazapina é um antagonista α2 pré-sináptico ativo a nível central, que aumenta a neurotransmissão noradrenérgica e serotoninérgica.

O aumento da neurotransmissão serotoninérgica é especificamente mediado pelos recetores 5-HT1, uma vez que os recetores 5-HT2 e 5-HT3 são bloqueados pela mirtazapina.

Ambos os enantiómeros da mirtazapina contribuem, presumivelmente, para a atividade antidepressora, o enantiómero S(+) através do bloqueio dos recetores α 2 e 5-HT2 e o enantiómero R(-) através do bloqueio dos recetores 5-HT3.


A atividade antagonista nos recetores histamínicos H1 da mirtazapina está associada às suas propriedades sedativas.

Praticamente não possui atividade anticolinérgica e, em doses terapêuticas, não tem praticamente efeito sobre o sistema cardiovascular.
Posologia Orientativa
A dose diária eficaz situa-se, habitualmente, entre 15 e 45 mg; a dose inicial é de 15 ou 30 mg.
Administração
Os comprimidos devem ser administrados por via oral.

O comprimido desintegrar-se-á rapidamente e pode ser engolido sem água.
Contraindicações
Hipersensibilidade à Mirtazapina.

Uso concomitante de mirtazapina e inibidores da monoaminoxidase (IMAO).
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Muito Frequentes:
aumento do apetite e aumento de peso
inércia ou sonolência
dores de cabeça
boca seca

Frequentes:
letargia
tonturas
falta de firmeza ou tremores
náuseas
diarreia
vómitos
erupção na pele (exantema)
dor nas articulações (artralgia) ou nos músculos (mialgia)
dor de costas
tonturas ou sensação de desmaio quando se levanta de repente (hipotensão ortostática)
sensação de inchaço (principalmente nos tornozelos e pés) como resultado de uma
retenção de fluidos (edema)
cansaço
sonhos vividos
confusão
ansiedade
insónias

Em crianças com menos de 18 anos de idade têm sido frequentemente observados os seguintes efeitos secundários:
aumento significativo de peso
urticária (erupção da pele com comichão)
aumento dos triglicéridos no sangue

Pouco frequentes:
sensação de exaltação ou muito emotivo(a) (mania)

Pare de tomar Mirtazapina e fale com o seu médico imediatamente.
sensação anormal na pele, por exemplo, ardor, formigueiro, picadas ou comichão (parestesias)
pernas inquietas
desmaios (síncope)
sensação de boca dormente (hipoestesia oral)
pressão arterial baixa
pesadelos
agitação
alucinações
desejo constante em se mover

Raros:
coloração amarela nos olhos ou na pele, isto poderá sugerir perturbações na função
hepática (icterícia)
Pare de tomar Mirtazapina e fale com o seu médico imediatamente.
contrações musculares repentinas (mioclonias)
Sentir-se agressivo
Pancreatite

Desconhecidos:
sinais de infeção, tais como febre alta e repentina sem causa aparente, dor de garganta ou úlceras da boca (agranulocitose)

Pare de tomar Mirtazapina e fale com o seu médico imediatamente para uma análise de sangue.
Em casos raros, Mirtazapina pode causar perturbações na produção de células sanguíneas (depressão da medula óssea). Algumas pessoas poderão ficar menos resistentes às infeções porque Mirtazapina pode causar uma diminuição temporária do número de glóbulos brancos do sangue (granulocitopenia).

Em casos raros, Mirtazapina pode causar também a diminuição do número de glóbulos vermelhos e brancos, assim como de plaquetas (anemia aplástica), diminuição do número de plaquetas (trombocitopenia) e aumento do número de glóbulos brancos do sangue (eosinofilia) ataques epiléticos (convulsões)

Pare de tomar Mirtazapina e fale com o seu médico imediatamente.
Uma combinação de sintomas tais como: febre inexplicável, suores, aumento da frequência cardíaca, diarreia, contrações musculares (incontroláveis), tremores, reflexos alterados, agitação, alterações de humor e perda de consciência. Em casos muito raros, estes sintomas podem ser sinais de síndrome serotoninérgica.

Pare de tomar Mirtazapina e fale com o seu médico imediatamente.
pensamentos no sentido de auto-agressão ou suicídio

Contacte o seu médico ou dirija-se imediatamente ao hospital.
sensações anormais na boca (parestesia oral)
inchaço na boca (edema da boca)
hiponatremia
secreção inapropriada de hormona antidiurética
aumento da salivação
fala arrastada (disartria)
eritema multiforme (erupção da pele causada por medicamentos, manchas, manchas rosa – vermelhado)
as reações cutâneas mais graves com bolhas ou descamação da pele (dermatite bolhosa, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica) - contacte imediatamente um médico caso ocorram estes sintomas sonambulismo
Advertências
Gravidez
Gravidez:Evitar; não foram referidas, até à data, consequências adversas durante a gravidez humana; toxicidade em estudos animais. Evidência fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco.
Aleitamento
Aleitamento:Evitar; presente no leite em estudos animais.
Conducao
Conducao:Os efeitos de mirtazapina sobre a capacidade de conduzir são reduzidos ou moderados.
Precauções Gerais
População pediátrica
A mirtazapina não deve ser utilizada no tratamento de crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos.

Foram observados com maior frequência comportamentos relacionados com o suicídio (tentativa de suicídio e ideação suicida) e hostilidade (predominantemente agressão, comportamento de oposição e cólera) em ensaios clínicos com crianças e adolescentes que se encontravam a tomar antidepressores, em comparação com os que se encontravam a tomar placebo.

Se, não obstante, com base na necessidade clínica, a decisão de tratamento for tomada, o doente deve ser rigorosamente monitorizado em relação ao aparecimento de sintomas suicidas.


Adicionalmente, não estão disponíveis dados de seguranças a longo prazo em crianças e adolescentes no que se refere ao crescimento, à maturação e ao desenvolvimento cognitivo e comportamental.



Suicídio/ideação suicida/agravamento da situação clínica
A depressão está associada ao aumento do risco de ideação suicida, auto-agressividade e suicídio (pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio).

O risco prevalece até que ocorra remissão significativa dos sintomas.

Como durante as primeiras semanas ou mais de tratamento pode não se verificar qualquer melhoria, os doentes deverão ter uma vigilância mais rigorosa até que essa melhoria ocorra.

De acordo com a prática clínica, em geral o risco de suicídio pode aumentar nas fases iniciais da recuperação.


Os doentes com história de pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio, que apresentem um grau significativo destes sintomas antes do início do tratamento, apresentam também um maior risco de ideação suicida ou de tentativa de suicídio, devendo por isso ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento.

Uma meta-análise de estudos clínicos controlados com placebo em adultos com distúrbios psiquiátricos demonstrou um aumento do risco de comportamentos relacionados com o suicido em doentes com menos de 25 anos a tomar antidepressivos comparativamente aos doentes a tomar placebo.

A terapêutica medicamentosa deverá ser acompanhada de uma monitorização rigorosa em particular nos doentes de maior risco especialmente na fase inicial do tratamento ou na sequência de alterações posológicas.


Os doentes, e os prestadores de cuidados de saúde, devem ser alertados para a necessidade de monitorização relativamente a qualquer agravamento da sua situação clínica, pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio e para procurar assistência médica imediatamente caso estes ocorram.


No que diz respeito à possibilidade de suicídio, em particular no início do tratamento, apenas deverá ser dada ao doente uma quantidade limitada de comprimidos orodispersíveis de mirtazapina.



Depressão da medula óssea
Têm sido referidos casos de depressão da medula óssea, geralmente sob a forma de granulocitopenia ou agranulocitose, durante o tratamento com Mirtazapina.


Nos estudos clínicos com Mirtazapina, a agranulocitose reversível tem sido referida como uma ocorrência rara.

No período pós-comercialização de Mirtazapina, foram notificados casos muito raros de agranulocitose, na maioria reversíveis mas em alguns casos fatais.

A maioria dos casos fatais é relativa a doentes com idade superior a 65 anos.

O médico deverá estar em alerta para sintomas tais como febre, dores de garganta, estomatite ou outros sinais de infeção; quando algum destes sintomas ocorrer, o tratamento deverá ser suspenso e deve realizar-se um hemograma completo.



Icterícia
O tratamento deverá ser descontinuado se ocorrer icterícia.


Condições que requerem supervisão
É necessária uma administração cuidada, assim como uma monitorização apertada e regular, em doentes com:
epilepsia e síndrome orgânico cerebral: embora a experiência clínica indique que raramente ocorrem convulsões epiléticas durante o tratamento com mirtazapina, assim como com outros antidepressores, o tratamento com mirtazapina deverá ser iniciado com cautela em doentes com história de convulsões.

O tratamento deverá ser descontinuado em qualquer doente que desenvolva convulsões ou quando ocorra um aumento na frequência das convulsões.


Compromisso hepático: após uma dose oral única de 15 mg de mirtazapina, a depuração desta está diminuída em 35 %, aproximadamente, nos doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado comparativamente a indivíduos com a função hepática normal.

A concentração plasmática média de mirtazapina está aumentada em cerca de 55 %.


Compromisso renal: após uma dose oral única de 15 mg de mirtazapina, a depuração
da mirtazapina está diminuída em cerca de 30 % e 50 %, respetivamente, em doentes com compromisso renal moderado (depuração da creatinina ≤40 ml/min) e grave (depuração da creatinina ≤ 10 ml/min), comparativamente a indivíduos normais.

A concentração plasmática média da mirtazapina aumentou em cerca de 55 % e 115 %, respetivamente.

Não foram encontradas diferenças significativas em doentes com compromisso renal ligeiro (depuração da creatinina < 80 ml/min) comparativamente ao grupo controlo.


Doenças cardíacas, tais como perturbações da condução, angina de peito e enfarte do miocárdio recente, onde devem ser tomadas as precauções habituais e os medicamentos concomitantes administrados cuidadosamente.


Hipotensão.


Diabetes mellitus: em doentes com diabetes, os antidepressores podem alterar o controlo glicémico.

Pode ser necessário ajustar a dose de insulina e/ou antidiabéticos orais e recomenda-se uma monitorização apertada.


Tal como com outros antidepressores, deve ter-se em conta o seguinte:
Pode ocorrer o agravamento dos sintomas psicóticos quando os antidepressores são administrados a doentes com esquizofrenia ou com outras perturbações psicóticas; os pensamentos paranoicos podem ser intensificados.


O tratamento da fase depressiva de uma psicose maníaco-depressiva pode desencadear uma fase de mania.

Doentes com história de mania/hipomania devem ser cuidadosamente monitorizados.

O tratamento com mirtazapina deverá ser descontinuado em qualquer doente que entre em fase de mania.


Embora a mirtazapina não provoque dependência, a experiência pós-comercialização mostra que a uma interrupção abrupta do tratamento após administração prolongada pode, por vezes, causar sintomas de privação.

A maioria das reações de privação é ligeira e auto-limitada.

Entre os vários sintomas de privação notificados, os mais frequentemente referidos foram as tonturas, agitação, ansiedade, cefaleias e náuseas.

Embora tenham sido notificados como sintomas de privação, deve ter-se em atenção que estes sintomas podem estar relacionados com a doença subjacente.


Recomenda-se a descontinuação gradual do tratamento com mirtazapina.


Deve tomar-se cuidado com os doentes com alterações na micção como na hipertrofia prostática e em doentes com glaucoma de ângulo estreito agudo e aumento da pressão intraocular (embora não se esperem problemas devido à muito fraca atividade anticolinérgica de mirtazapina).


Acatisia/agitação psicomotora: O uso de antidepressores tem sido associado ao desenvolvimento de acatisia, caracterizada por uma agitação subjetiva desagradável ou aflitiva e pela necessidade de movimentação acompanhada frequentemente pela incapacidade de sentar ou ficar imóvel.

Em doentes que desenvolvem estes sintomas, o aumento da dose pode ser prejudicial.



Hiponatremia
Tem sido notificada muito raramente hiponatremia com o uso de mirtazapina, provavelmente, devido à secreção inapropriada de hormona antidiurética (SIADH).


Deverá ser tida precaução em doentes de risco, tais como idosos ou doentes concomitantemente tratados com medicamentos que se conheça que podem causar hiponatremia.



Síndrome serotoninérgica
Interação com fármacos serotoninérgicos: a administração concomitante de inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) com outros fármacos serotoninérgicos pode conduzir ao desenvolvimento da síndrome serotoninérgica.

Os sintomas da síndrome serotoninérgica podem ser hipertermia, rigidez, mioclonias, instabilidade autonómica com possíveis flutuações rápidas dos sinais vitais, alterações do estado mental incluindo confusão, irritabilidade e agitação extrema progredindo para delírio e coma.

Recomenda-se precaução e é necessária monitorização clínica rigorosa quando estas substâncias ativas são tomadas com mirtazapina.

Se estes efeitos ocorrerem, o tratamento com mirtazapina deve ser suspenso e iniciado o tratamento sintomático de suporte.

A experiência pós-comercialização indica que a síndrome serotoninérgica ocorre muito raramente em doentes tratados apenas com Mirtazapina.



Idosos
Os doentes idosos são frequentemente mais sensíveis, especialmente no que diz respeito aos efeitos indesejáveis dos antidepressores.

Durante a investigação clínica com Mirtazapina, os efeitos indesejáveis não foram mais frequentemente notificados nos doentes idosos do que nos outros grupos etários.



Aspartamo
Mirtazapina contém aspartamo, uma fonte de fenilalanina.

Esta situação pode ser prejudicial em doentes com fenilcetonúria.
Cuidados com a Dieta
Poderá sentir-se sonolento se beber álcool enquanto estiver a tomar Mirtazapina.


É aconselhado a não ingerir qualquer bebida alcoólica.


Pode tomar Mirtazapina Actavis com ou sem comida.
Terapêutica Interrompida
Se é suposto tomar a sua dose uma vez por dia se se esqueceu de tomar Mirtazapina, não tome a dose esquecida.

Esqueça esta dose e tome a próxima à hora habitual.


Se é suposto tomar a sua dose duas vezes por dia
se se esqueceu de tomar a sua dose da manhã, simplesmente tome-a juntamente com a dose da noite.

se se esqueceu de tomar a dose da noite, não a tome com a dose da manhã seguinte; esqueça esta dose e continue o tratamento com as suas doses normais de manhã e ao deitar;
se se esqueceu de ambas as doses, não deve tentar compensar as doses esquecidas;

Esqueça estas duas doses e no dia seguinte deve continuar o tratamento com as suas doses normais, de manhã e ao deitar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Condições de conservação para o blister: Conservar na embalagem de origem para proteger da luz da humidade.


Condições de conservação para o recipiente para comprimidos: Conservar na embalagem de origem corretamente fechado para proteger da luz e da humidade.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
 Potencialmente Grave

Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO) + Mirtazapina

Observações: Aumento das reservas de nordrenalina nos neurónios adrenérgicos; Deslocamento destas reservas por outros fármacos que podem desencadear uma crise hipertensiva; Os IMAOs têm actividade hipoglicémica intrínseca
Interações: Mirtazapina: possível síndrome serotoninérgica; evitar o uso concorrente - Mirtazapina

Mirtazapina + Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO)

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: A mirtazapina não deve ser administrada concomitantemente com inibidores da MAO ou nas duas semanas seguintes à descontinuação da terapêutica com inibidores da MAO. Da mesma maneira, deve-se esperar cerca de duas semanas antes dos doentes tratados com mirtazapina sejam tratados com inibidores da MAO.

Mirtazapina + Inibidores Selectivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) (SSRIs)

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Adicionalmente, tal como com os ISRS, a administração concomitante de outras substâncias ativas serotoninérgicas (L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, venlafaxina, lítio e preparações à base de hipericão - Hypericum perforatum (pode levar a uma incidência de efeitos associados à serotonina (síndrome serotoninérgica). Deverá ser aconselhada precaução e é necessária uma monitorização clínica apertada quando estas substâncias ativas são administradas em combinação com a mirtazapina.

Mirtazapina + Triptófano

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Adicionalmente, tal como com os ISRS, a administração concomitante de outras substâncias ativas serotoninérgicas (L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, venlafaxina, lítio e preparações à base de hipericão - Hypericum perforatum (pode levar a uma incidência de efeitos associados à serotonina (síndrome serotoninérgica). Deverá ser aconselhada precaução e é necessária uma monitorização clínica apertada quando estas substâncias ativas são administradas em combinação com a mirtazapina.

Mirtazapina + Triptanos

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Adicionalmente, tal como com os ISRS, a administração concomitante de outras substâncias ativas serotoninérgicas (L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, venlafaxina, lítio e preparações à base de hipericão - Hypericum perforatum (pode levar a uma incidência de efeitos associados à serotonina (síndrome serotoninérgica). Deverá ser aconselhada precaução e é necessária uma monitorização clínica apertada quando estas substâncias ativas são administradas em combinação com a mirtazapina.

Mirtazapina + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Adicionalmente, tal como com os ISRS, a administração concomitante de outras substâncias ativas serotoninérgicas (L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, venlafaxina, lítio e preparações à base de hipericão - Hypericum perforatum (pode levar a uma incidência de efeitos associados à serotonina (síndrome serotoninérgica). Deverá ser aconselhada precaução e é necessária uma monitorização clínica apertada quando estas substâncias ativas são administradas em combinação com a mirtazapina.

Mirtazapina + Linezolida

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Adicionalmente, tal como com os ISRS, a administração concomitante de outras substâncias ativas serotoninérgicas (L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, venlafaxina, lítio e preparações à base de hipericão - Hypericum perforatum (pode levar a uma incidência de efeitos associados à serotonina (síndrome serotoninérgica). Deverá ser aconselhada precaução e é necessária uma monitorização clínica apertada quando estas substâncias ativas são administradas em combinação com a mirtazapina.

Mirtazapina + Venlafaxina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Adicionalmente, tal como com os ISRS, a administração concomitante de outras substâncias ativas serotoninérgicas (L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, venlafaxina, lítio e preparações à base de hipericão - Hypericum perforatum (pode levar a uma incidência de efeitos associados à serotonina (síndrome serotoninérgica). Deverá ser aconselhada precaução e é necessária uma monitorização clínica apertada quando estas substâncias ativas são administradas em combinação com a mirtazapina.

Mirtazapina + Lítio

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Adicionalmente, tal como com os ISRS, a administração concomitante de outras substâncias ativas serotoninérgicas (L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, venlafaxina, lítio e preparações à base de hipericão - Hypericum perforatum (pode levar a uma incidência de efeitos associados à serotonina (síndrome serotoninérgica). Deverá ser aconselhada precaução e é necessária uma monitorização clínica apertada quando estas substâncias ativas são administradas em combinação com a mirtazapina. Interações farmacocinéticas: Os estudos de interação não indicaram qualquer efeito farmacocinético relevante na administração concomitante de mirtazapina com paroxetina, amitriptilina, risperidona e lítio.

Mirtazapina + Hipericão

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Adicionalmente, tal como com os ISRS, a administração concomitante de outras substâncias ativas serotoninérgicas (L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, venlafaxina, lítio e preparações à base de hipericão - Hypericum perforatum (pode levar a uma incidência de efeitos associados à serotonina (síndrome serotoninérgica). Deverá ser aconselhada precaução e é necessária uma monitorização clínica apertada quando estas substâncias ativas são administradas em combinação com a mirtazapina.

Cloreto de metiltionina + Mirtazapina

Observações: Não foram realizados estudos de interacção.
Interações: O cloreto de metiltionina deve ser evitado em doentes que estejam a receber medicamentos que melhorem a transmissão serotonérgica, incluindo 12 (inibidores selectivos da recaptação da serotonina), bupropiona, buspirona, clomipramina, mirtazapina e venlafaxina. Se a administração intravenosa de cloreto de metiltionina não puder ser evitada em doentes tratados com medicamentos serotonérgicos, deve escolher-se a dose mais baixa possível e o doente deve ser observado de perto, para detecção de efeitos a nível do SNC, até 4 horas após a administração.

Mirtazapina + Benzodiazepinas

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: A mirtazapina pode aumentar as propriedades sedativas das benzodiazepinas e outros sedativos (particularmente, a maior parte dos antipsicóticos, antagonistas dos recetores H1 da histamina, opioides). Devem ser tomadas medidas de precaução quando estes medicamentos forem prescritos juntamente com a mirtazapina.

Mirtazapina + Sedativos

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: A mirtazapina pode aumentar as propriedades sedativas das benzodiazepinas e outros sedativos (particularmente, a maior parte dos antipsicóticos, antagonistas dos recetores H1 da histamina, opioides). Devem ser tomadas medidas de precaução quando estes medicamentos forem prescritos juntamente com a mirtazapina.

Mirtazapina + Antipsicóticos

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: A mirtazapina pode aumentar as propriedades sedativas das benzodiazepinas e outros sedativos (particularmente, a maior parte dos antipsicóticos, antagonistas dos recetores H1 da histamina, opioides). Devem ser tomadas medidas de precaução quando estes medicamentos forem prescritos juntamente com a mirtazapina.

Mirtazapina + Antagonistas dos Receptores H1 da Histamina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: A mirtazapina pode aumentar as propriedades sedativas das benzodiazepinas e outros sedativos (particularmente, a maior parte dos antipsicóticos, antagonistas dos recetores H1 da histamina, opioides). Devem ser tomadas medidas de precaução quando estes medicamentos forem prescritos juntamente com a mirtazapina.

Mirtazapina + Opiáceos

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: A mirtazapina pode aumentar as propriedades sedativas das benzodiazepinas e outros sedativos (particularmente, a maior parte dos antipsicóticos, antagonistas dos recetores H1 da histamina, opioides). Devem ser tomadas medidas de precaução quando estes medicamentos forem prescritos juntamente com a mirtazapina.

Mirtazapina + Álcool

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: A mirtazapina pode aumentar a ação depressora do álcool sobre o SNC. Os doentes deverão, portanto, ser aconselhados a não ingerir bebidas alcoólicas enquanto tomam mirtazapina.

Mirtazapina + Varfarina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Em indivíduos medicados com varfarina, a toma de 30 mg mirtazapina, uma vez por dia, provocou um pequeno, mas estatisticamente significativo, aumento da razão normalizada internacional (INR). Como para doses mais elevadas de mirtazapina não pode ser excluído um efeito mais pronunciado, é aconselhável a monitorização dos valores da INR em caso de tratamento concomitante de varfarina e mirtazapina.

Mirtazapina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A carbamazepina e a fenitoína, indutores do CYP3A4, aumentaram a depuração da mirtazapina para o dobro, resultando num decréscimo das concentrações plasmáticas de mirtazapina de 60 e 45%, respetivamente. Quando a carbamazepina ou qualquer outro indutor do metabolismo hepático (tal como a rifampicina) for adicionado à terapêutica com mirtazapina, pode ser necessário o aumento da dose de mirtazapina. Se o tratamento com quaisquer destes fármacos for interrompido, pode ser necessária a redução da dose de mirtazapina.

Mirtazapina + Fenitoína

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A carbamazepina e a fenitoína, indutores do CYP3A4, aumentaram a depuração da mirtazapina para o dobro, resultando num decréscimo das concentrações plasmáticas de mirtazapina de 60 e 45%, respetivamente. Quando a carbamazepina ou qualquer outro indutor do metabolismo hepático (tal como a rifampicina) for adicionado à terapêutica com mirtazapina, pode ser necessário o aumento da dose de mirtazapina. Se o tratamento com quaisquer destes fármacos for interrompido, pode ser necessária a redução da dose de mirtazapina.

Mirtazapina + Indutores do CYP3A4

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A carbamazepina e a fenitoína, indutores do CYP3A4, aumentaram a depuração da mirtazapina para o dobro, resultando num decréscimo das concentrações plasmáticas de mirtazapina de 60 e 45%, respetivamente. Quando a carbamazepina ou qualquer outro indutor do metabolismo hepático (tal como a rifampicina) for adicionado à terapêutica com mirtazapina, pode ser necessário o aumento da dose de mirtazapina. Se o tratamento com quaisquer destes fármacos for interrompido, pode ser necessária a redução da dose de mirtazapina.

Mirtazapina + Rifampicina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A carbamazepina e a fenitoína, indutores do CYP3A4, aumentaram a depuração da mirtazapina para o dobro, resultando num decréscimo das concentrações plasmáticas de mirtazapina de 60 e 45%, respetivamente. Quando a carbamazepina ou qualquer outro indutor do metabolismo hepático (tal como a rifampicina) for adicionado à terapêutica com mirtazapina, pode ser necessário o aumento da dose de mirtazapina. Se o tratamento com quaisquer destes fármacos for interrompido, pode ser necessária a redução da dose de mirtazapina.

Mirtazapina + Cetoconazol

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de cetoconazol, um potente inibidor do CYP3A4, aumentou os picos das concentrações plasmáticas e a AUC da mirtazapina em cerca de 40% e 50%, respetivamente. Devem ser tomadas medidas de precaução quando se administra concomitantemente a mirtazapina e inibidores potentes do CYP3A4, inibidores da protease do VIH, antifúngicos do grupo azol, eritromicina ou nefazodona.

Mirtazapina + Inibidores do CYP3A4

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de cetoconazol, um potente inibidor do CYP3A4, aumentou os picos das concentrações plasmáticas e a AUC da mirtazapina em cerca de 40% e 50%, respetivamente. Devem ser tomadas medidas de precaução quando se administra concomitantemente a mirtazapina e inibidores potentes do CYP3A4, inibidores da protease do VIH, antifúngicos do grupo azol, eritromicina ou nefazodona. Quando é administrada a cimetidina (um inibidor fraco do CYP1A2, CYP2D6 e CYP3A4) com a mirtazapina, a concentração plasmática média da mirtazapina pode aumentar mais de 50%. Devem ser tomadas medidas de precaução e a dose pode ser diminuída quando se administra concomitantemente a mirtazapina com inibidores potentes do CYP3A4, inibidores da protease do VIH, antifúngicos azóis, eritromicina, cimetidina e nefazodona.

Mirtazapina + Inibidores da Protease (IP)

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de cetoconazol, um potente inibidor do CYP3A4, aumentou os picos das concentrações plasmáticas e a AUC da mirtazapina em cerca de 40% e 50%, respetivamente. Devem ser tomadas medidas de precaução quando se administra concomitantemente a mirtazapina e inibidores potentes do CYP3A4, inibidores da protease do VIH, antifúngicos do grupo azol, eritromicina ou nefazodona. Quando é administrada a cimetidina (um inibidor fraco do CYP1A2, CYP2D6 e CYP3A4) com a mirtazapina, a concentração plasmática média da mirtazapina pode aumentar mais de 50%. Devem ser tomadas medidas de precaução e a dose pode ser diminuída quando se administra concomitantemente a mirtazapina com inibidores potentes do CYP3A4, inibidores da protease do VIH, antifúngicos azóis, eritromicina, cimetidina e nefazodona.

Mirtazapina + Antifúngicos (Azol)

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de cetoconazol, um potente inibidor do CYP3A4, aumentou os picos das concentrações plasmáticas e a AUC da mirtazapina em cerca de 40% e 50%, respetivamente. Devem ser tomadas medidas de precaução quando se administra concomitantemente a mirtazapina e inibidores potentes do CYP3A4, inibidores da protease do VIH, antifúngicos do grupo azol, eritromicina ou nefazodona. Quando é administrada a cimetidina (um inibidor fraco do CYP1A2, CYP2D6 e CYP3A4) com a mirtazapina, a concentração plasmática média da mirtazapina pode aumentar mais de 50%. Devem ser tomadas medidas de precaução e a dose pode ser diminuída quando se administra concomitantemente a mirtazapina com inibidores potentes do CYP3A4, inibidores da protease do VIH, antifúngicos azóis, eritromicina, cimetidina e nefazodona.

Mirtazapina + Eritromicina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de cetoconazol, um potente inibidor do CYP3A4, aumentou os picos das concentrações plasmáticas e a AUC da mirtazapina em cerca de 40% e 50%, respetivamente. Devem ser tomadas medidas de precaução quando se administra concomitantemente a mirtazapina e inibidores potentes do CYP3A4, inibidores da protease do VIH, antifúngicos do grupo azol, eritromicina ou nefazodona. Quando é administrada a cimetidina (um inibidor fraco do CYP1A2, CYP2D6 e CYP3A4) com a mirtazapina, a concentração plasmática média da mirtazapina pode aumentar mais de 50%. Devem ser tomadas medidas de precaução e a dose pode ser diminuída quando se administra concomitantemente a mirtazapina com inibidores potentes do CYP3A4, inibidores da protease do VIH, antifúngicos azóis, eritromicina, cimetidina e nefazodona.

Mirtazapina + Nefazodona

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de cetoconazol, um potente inibidor do CYP3A4, aumentou os picos das concentrações plasmáticas e a AUC da mirtazapina em cerca de 40% e 50%, respetivamente. Devem ser tomadas medidas de precaução quando se administra concomitantemente a mirtazapina e inibidores potentes do CYP3A4, inibidores da protease do VIH, antifúngicos do grupo azol, eritromicina ou nefazodona. Quando é administrada a cimetidina (um inibidor fraco do CYP1A2, CYP2D6 e CYP3A4) com a mirtazapina, a concentração plasmática média da mirtazapina pode aumentar mais de 50%. Devem ser tomadas medidas de precaução e a dose pode ser diminuída quando se administra concomitantemente a mirtazapina com inibidores potentes do CYP3A4, inibidores da protease do VIH, antifúngicos azóis, eritromicina, cimetidina e nefazodona.

Mirtazapina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Quando é administrada a cimetidina (um inibidor fraco do CYP1A2, CYP2D6 e CYP3A4) com a mirtazapina, a concentração plasmática média da mirtazapina pode aumentar mais de 50%. Devem ser tomadas medidas de precaução e a dose pode ser diminuída quando se administra concomitantemente a mirtazapina com inibidores potentes do CYP3A4, inibidores da protease do VIH, antifúngicos azóis, eritromicina, cimetidina e nefazodona.

Mirtazapina + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Os estudos de interação não indicaram qualquer efeito farmacocinético relevante na administração concomitante de mirtazapina com paroxetina, amitriptilina, risperidona e lítio.

Mirtazapina + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Os estudos de interação não indicaram qualquer efeito farmacocinético relevante na administração concomitante de mirtazapina com paroxetina, amitriptilina, risperidona e lítio.

Mirtazapina + Risperidona

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Os estudos de interação não indicaram qualquer efeito farmacocinético relevante na administração concomitante de mirtazapina com paroxetina, amitriptilina, risperidona e lítio.

Atomoxetina + Mirtazapina

Observações: N.D.
Interações: Fármacos que afetam a noradrenalina devem ser usados com precaução quando administrados concomitantemente com atomoxetina, dados os potenciais efeitos farmacológicos aditivos ou sinérgicos. Exemplos incluem antidepressivos tais como a imipramina, venlafaxina e mirtazapina ou os descongestionantes pseudoefedrina ou fenilefrina.

Furazolidona + Mirtazapina

Observações: N.D.
Interações: Não se recomenda a utilização de furazolidona com qualquer um dos seguintes medicamentos. - Amitriptilina - Apraclonidina - Atomoxetina - Benzefetamina - Brimonidina - Bupropiona - Carbamazepina - Carbidopa - Carbinoxamina - Citalopram - Clomipramina - Ciclobenzaprina - Cipro-heptadina - Desipramina - Desvenlafaxina - Dexmetilfenidato - Dextroanfetamina - Anfepramona (Dietilpropiona) - Doxilamina - Entacapona - Escitalopram - Femoxetina - Fluoxetina - Fluvoxamina - Guanedrel - Guanetidina - Hidroxitriptofano - Imipramina - Isocarboxazida - Levodopa - Levacetilmetadol - Levomilnacipran - Maprotilina - Mazindol - Metadona - Metanfetamina - Metildopa - Metilfenidato - Milnaciprano - Mirtazapina - Nefazodona - Nefopam - Nortriptilina - Opipramol - Paroxetina - Fendimetrazina - Fenmetrazina - Fentermina - Fenilalanina - Pseudoefedrina - Reserpina - Safinamida - Selegilina - Sertralina - Sibutramina - Sumatriptano - Tapentadol - Tetrabenazina - Tranilcipromina - Trazodona - Trimipramina - Triptofano - Venlafaxina - Vilazodona - Vortioxetina - Zimeldina

Morfina + Mirtazapina

Observações: N.D.
Interações: Deve ter-se em atenção o facto de vários medicamentos e substâncias poderem adicionar os seus efeitos depressores do sistema nervoso central e contribuírem para a diminuição da vigília. Tratam-se dos derivados da morfina (analgésicos, antitússicos e tratamentos de substituição), neurolépticos, barbitúricos, benzodiazepinas, outros ansiolíticos além das benzodiazepinas (por exemplo meprobamato), hipnóticos, antidepressores sedativos (amitriptilina, doxepina, mianserina, Mirtazapina, trimipramina), anti-histamínicos H1 sedativos, antihipertensores centrais, baclofeno e talidomida.

Tramadol + Mirtazapina

Observações: N.D.
Interações: Agentes serotonergicos/ Medicamentos que diminuem o limiar das convulsões: O tramadol pode induzir convulsões e aumentar o potencial dos inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS), dos inibidores de recaptação da serotonina- noradrenalina (IRSNs), antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos e de outros fármacos suscetíveis de diminuírem o limiar para convulsões cerebrais (como a bupropiona, a mirtazapina, tetrahidrocanabinol) acabando por causar convulsões. A utilização terapêutica concomitante de tramadol e medicamentos serotoninérgicos, tais como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), inibidores da recaptação de noradrenalina-serotonina (IRSNs), inibidores da MAO, antidepressivos tricíclicos e mirtazapina pode causar toxicidade serotoninérgica. É provável que ocorra síndrome da serotonina quando um dos seguintes casos é observado: - Mioclonia espontânea - Mioclonia induzida ou ocular com agitação ou diaforese - Tremor e hiperreflexia - Hipertonia e temperatura corporal > 38ºC e mioclonia induzida ou ocular. A suspensão dos medicamentos serotoninérgicos geralmente conduz a uma rápida melhoria. O tratamento depende da natureza e gravidade dos sintomas.

Pitolisant + Mirtazapina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Antidepressivos: Os antidepressivos tri ou tetracíclicos (por exemplo, imipramina, clomipramina, mirtazapina) podem afetar a eficácia do pitolisant porque apresentam atividade antagonista para os recetores H1 da histamina e possivelmente cancelam o efeito da histamina endógena libertada no cérebro pelo tratamento.

Paracetamol + Feniramina + Ácido ascórbico + Mirtazapina

Observações: N.D.
Interações: Associações em que devem ser tomadas precauções: Outros medicamentos sedativos (devido à presença de feniramina): derivados da morfina (analgésicos, antitússicos e tratamentos de substituição, neurolépticos, barbitúricos, benzodiazepinas, outros ansiolíticos que não as benzodiazepinas (por exemplo meprobamato), hipnóticos, sedativos antidepressivos (amitriptilina, doxepina, mianserina, mirtazapina, trimipramina, anti-histamínicos sedativos H1, anti-hipertensivos de ação central, talidomida e baclofeno. Pode aumentar uma depressão central. A diminuição da vigilância pode tornar perigosas a condução de veículos e utilização de máquinas.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Recomenda-se precaução quando se prescrever a mulheres grávidas. Se a mirtazapina for tomada até, ou pouco antes do nascimento, é recomendado o acompanhamento pós-natal do recém-nascido para contabilizar possíveis efeitos de privação.

A decisão sobre a continuação/descontinuação do aleitamento ou a continuação/descontinuação da terapêutica com mirtazapina deve ser tomada tendo em consideração o benefício do aleitamento para o lactente e o benefício da terapêutica com mirtazapina para a mulher.

Os efeitos de mirtazapina sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são reduzidos ou moderados.

Mirtazapina pode prejudicar a capacidade de concentração e a vigília (particularmente na fase inicial do tratamento).

Os doentes devem evitar o desempenho de tarefas potencialmente perigosas que requeiram vigília e concentração, tais como condução de veículos motorizados ou manuseamento de máquinas, em qualquer altura quando afetados.




Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017