Metronidazol

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Condução Uso Hospitalar DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
O Metronidazol é um derivado nitroimidazol com atividade antiprotozoária.

Este composto também possui actividade antibacteriana contra bacilos gram-negativos anaeróbios, contra bacilos gram-positivos esporulados e contra todos os cocos anaeróbios.

Está indicado no tratamento de giardíase, amebíase, tricomoníase, vaginites por Gardnerella vaginalis e infecções causadas por bactérias anaeróbias como Bacteroides fragilis e outros bacteróides, Fusobacterium sp, Clostridium sp, Eubacterium sp e cocos anaeróbios.

Outra indicação seria no tratamento de pacientes portadores de periodontite crônica refratária, doença esta que apresenta na sua constituição microbiológica bacterias anaeróbias presentes na cavidade oral.
Usos comuns
Metronidazol é um agente anti-bacteriano e anti-protozoários sintético da classe nitroimidazol, é usado contra os protozoários, tais como a Trichomonas vaginalis, a amebíase, e giardíase.

O metronidazol é extremamente eficaz contra infeções bacterianas anaeróbicas e também é utilizado para tratar a doença de Crohn, diarreia associada ao antibiótico, e rosácea.
Tipo
pequena molécula
História
Sem informação.
Indicações
Solução injetável:
Profilaxia e tratamento de infeções provocadas por micro-organismos anaeróbios (protozoários e bactérias) sensíveis ao metronidazol.

O metronidazol é utilizado em adultos e crianças nas seguintes indicações:
Profilaxia da cirurgia colo-retal e ginecológica.

Tratamento:
Abcesso cerebral e abcesso amebiano;
Bacteriémia e endocardite por anaeróbios;
Pneumonia de aspiração e abcesso pulmonar
Infeções intra-abdominais (abcesso, peritonite, perfuração de víscera oca, infeções pós-cirúrgicas);

Infeções intrapélvicas (aborto séptico, doença inflamatória pélvica, infeções pós-cirúrgicas, etc).

Devem ser tidas em consideração as orientações oficiais sobre a utilização apropriada de agentes antibacterianos.

Oral:
- Vaginites e uretrites por tricomonas;
- Giardíase ou lamblíase intestinal;
- Amebíase intestinal ou hepática;
- Infeções provocadas por bactérias anaeróbias: a utilização dependerá da sensibilidade do micro-organismo responsável.

Cutâneo:
Tratamento local das pápulas e pústulas inflamatórias da Rosácea.

Vaginal:
Tratamento local das vaginites por Trichomonas Vaginalis.
Classificação CFT
01.01.11     Outros antibacterianos e associações 01.04.03     Outros antiparasitários 07.01.02     Anti-infecciosos e antisséticos ginecológicos 13.04.01     Rosácea
Mecanismo De Ação
O metronidazol é um agente antimicrobiano com reconhecida eficácia contra Trichomonas vaginalis, Entamoeba histolytica e Giardia lamblia. É também um bactericida potente contra grande parte das bactérias anaeróbias incluindo o Bacteroides fragilis e o Clostridium difficile.
Posologia Orientativa
Via oral:
Mulher:
- Tratamento com dose única: 8 comprimidos de 250 mg (2 g) numa só toma.
- Tratamento misto: 2 comprimidos de 250 mg/dia em duas tomas durante 10 dias + 1 óvulo vaginal ao deitar.

Homem:
- Tratamento com dose única: 8 comprimidos de 250 mg (2 g) numa só toma.
- Tratamento clássico: 2 comprimidos de 250 mg/dia em duas tomas durante 10 dias.
- Amibíase intestinal: 6 comprimidos de 250 mg/dia em 3 tomas durante 7 a 10 dias.
- Giardíase intestinal: 3 comprimidos de 250 mg/dia durante 5 a 7 dias.
- Infeções por bactérias anaeróbias: 4 a 6 comprimidos de 250 mg/dia.

Utilização em crianças
Segundo o critério médico de 20 a 40 mg/Kg/dia habitualmente divididos por 2 a 3 administrações.

Em nenhuma situação deve ser excedida a dose diária de 4 g.


Via cutânea:
O metronidazol deve ser aplicado numa camada fina nas áreas afetadas da pele, duas por dia, de manhã e à noite.
A duração habitual do tratamento é de 3 a 4 meses.

Via vaginal:
Em regra, 1 óvulo diário, de preferência ao deitar, por aplicação intravaginal.


Via intravenosa:
Tratamento de infeções graves:
Adultos e crianças com mais de 12 anos:
Inicialmente 0,5-1,0 g (100-200 ml), seguido de 0,5 g (100 ml) de 8 em 8 horas até a administração oral ou retal poder ser instituída.

Crianças com menos de 12 anos
Administrar 7-7,5 mg/kg/8 horas.

Profilaxia na cirurgia abdominal
Adultos e crianças com mais de 12 anos:
Inicialmente 0,5 – 1,0 g (100-200 ml), seguido de 0,5 g (100 ml) de 8 em 8 horas até a administração oral ou retal poder ser instituída.

Crianças menores de 12 anos de idade:
20-30 mg/kg numa dose única administrada a cada 1-2 horas antes da cirurgia.

Recém-nascidos com uma gestação inferior a 40 semanas:
10 mg/kg de peso corporal numa dose única antes da cirurgia.

Profilaxia em cirurgia abdominal eletiva
Adultos e crianças com mais de 12 anos:
1 g (200 ml) em administração única cerca de 30 – 60 minutos antes da intervenção cirúrgica.

Crianças menores de 12 anos de idade:
20-30 mg/kg numa dose única administrada a cada 1-2 horas antes da cirurgia.

Recém-nascidos com uma gestação inferior a 40 semanas:
10 mg/kg de peso corporal numa dose única antes da cirurgia.
Administração
Via oral, cutânea, vaginal e intravenosa


Óvulos:
A duração do tratamento é de 10 dias, não devendo ser interrompido em caso do aparecimento da menstruação.
O(s) parceiro(s) sexual(ais) deve(m) sempre fazer tratamento, independentemente de apresentar(em) ou não sinais clínicos de infeção.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao Metronidazol;

Hipersensibilidade aos imidazóis;

Doença ativa do sistema nervoso, como neuropatias periféricas ou centrais crónicas evolutivas;

Perturbações sanguíneas evolutivas, nomeadamente alterações da fórmula leucocitária, como leucopenia;

1º trimestre da gravidez.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Perturbações gerais e alterações no local de administração:
Raros: pirexia
Muito raros: choque anafilático, urticária, tonturas, disúria, neutropenia temporária.

Doenças gastrointestinais:
Frequentes: distúrbios gastrointestinais, tais como náuseas, lingua com pelos, disgeusia (gosto metálico) e escurecimento da urina (pela existência de um metabolito do metronidazol), diarreia, diarreia infeciosa, estomatite (mucosite oral), dor abdominal, vómitos
Muito raros: perturbações do trânsito intestinal, pancreatite.

Doenças renais e urinárias:
Muito raros: Cromatúria.

Afeções hepatobiliares:
Muito raros: hepatotoxicidade, hepatite colestática, icterícia, testes anormais da função do fígado.

Doenças do sangue e do sistema linfático:
Muito raros: insuficiência da medula óssea
Raros: perturbações sanguíneas tais como agranulocitose, neutropenia, leucopenia, trombocitopenia e pancitopenia, foram notificados casos fatais.

Perturbações do foro psiquiátrico:
Muito raros: perturbações psicóticas incluindo alucinações e confusão.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:
Frequentes: rash, urticária
Pouco frequentes: hipersensibilidade incluindo angioedema
Muito raros: erupção postular, eritema multiforme.

Doenças do sistema nervoso:
Raros: parestesias das extremidades, ataxia e convulsões, resultante de tratamentos de longa duração com doses elevadas.
Desconhecido: Encefalopatia tóxica

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Frequentes: erupção cutânea com urticária
Pouco frequentes: edema angioneurótico
Muito raros: eritema multiforme, prurido e erupção cutânea pustular.

Afeções musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos:
Raros: mialgia, artralgia
Raros: Neuropatia (incluindo periféricos e polineuropatia) (uso a longo prazo), parestesia epilepsia, convulsões, dor de cabeça
Muito raros: Encefalopatia (por exemplo, confusão, febre, dor de cabeça, alucinações, paralisia, a sensibilidade à luz, perturbações da visão e movimento, rigidez do pescoço) e síndrome cerebelar subaguda (por exemplo, ataxia, disartria, alteração da marcha, nistagmo e tremor), que poderá condicionar a interrupção do medicamento. Tonturas, sonolência, coordenação anormal.

Doenças do metabolismo e da nutrição:
Muito raros: Distúrbio do apetite

Afeções oculares:
Muito raros: diplopia, miopia
Doenças do sistema imunitário:
Raros: choque anafilático

Estes efeitos são reversíveis após a interrupção do tratamento com metronidazol.
A frequência, o tipo e a gravidade das reações adversas em crianças são as mesmas que nos adultos
Advertências
Gravidez
Gravidez:Contra-indicado durante o 1º trimestre nas doentes com tricomoníase, mas pode ser aceitável durante o 2º e 3° trimestres se as terapêuticas alternativas falharam; evitar regimes de alta dosagem. Não há referências a malformações. Ausência de risco fetal, demonstrada em experimentação animal ou em estudos humanos. Trimestre: 1º
Aleitamento
Aleitamento:Continuar o aleitamento apesar da presença significativa no leite; evitar doses elevadas; usar outro fármaco alternativo, se possível.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Na IH grave reduzir a posologia para 1/3 em toma única diária.
Conducao
Conducao:Os doentes devem ser alertados para não conduzirem se ocorrerem os seguintes efeitos: tonturas, confusão, alucinações e convulsões.
Precauções Gerais
Via intravenosa:

É recomendada precaução na dose a administrar quando na presença de doenças do sistema hematopoiético, hepático e do sistema nervoso central.

A administração de soluções contendo iões de sódio pode levar a uma retenção do mesmo.

Portanto, devem ser tomadas precauções ao administrar o metronidazol a doentes a fazer costicosteróides ou a doentes predispostos a um edema.

Também se recomenda precaução na administração em situações de discrasias hemorrágicas e insuficiência cardíaca congestiva e outros estados de retenção salina.

A dose deve ser reduzida na presença de insuficiência hepática grave, doença renal grave e doença do sistema nervoso central.

O tratamento deve ser interrompido em doentes que apresentem sintomas a nível do sistema nervoso, tais como ataxia, convulsões e neuropatia periférica.

A ingestão concomitante com álcool deve ser evitada durante o tratamento e nos dois dias seguintes após o fim do mesmo, devido à possibilidade de uma reação tipo dissulfiram entre o metronidazol e o álcool.

Durante o tratamento concomitante com o lítio e metronidazol e por um período de 3 semanas após a descontinuação do metronidazol, a concentração plasmática de lítio, creatinina e eletrólitos devem ser monitorizados.

A administração deve ser por perfusão intravenosa lenta com velocidade de perfusão de 5 ml/min.


Oral:
O metronidazol deverá ser utilizado com precaução em doentes com doenças crónicas graves ou agudas do sistema nervoso central ou periférico, devido ao risco de agravamento neurológico.

Os doentes devem ser advertidos no sentido de não ingerirem álcool durante o tratamento com metronidazol e durante pelo menos um dia após o concluírem, devido à possibilidade de uma reação tipo dissulfiram (efeito antabus: rubor, cólicas abdominais, vómitos e taquicardia).


A utilização em tratamentos prolongados deve ser cuidadosamente ponderada.

Se, por razões de força maior, o metronidazol tiver de ser administrado durante mais tempo do que o recomendado habitualmente, preconiza-se a realização regular de testes hematológicos, em especial contagem leucocitária, e os doentes deverão ser vigiados relativamente a reações adversas indicadoras de eventuais neuropatias centrais ou periféricas (como sejam parestesia, ataxia, tonturas, ataques convulsivos).

O metronidazol deverá ser administrado com cuidado a doentes com encefalopatia hepática.

Os doentes deverão ser avisados de que o metronidazol pode escurecer a urina (devido a um metabolito do metronidazol).

O tratamento deve ser interrompido caso seja detetada descoordenação motora, vertigens ou confusão mental.

O metronidazol não deve ser administrado em doentes com afecões neurológicas ou hematológicas na fase evolutiva.

No insuficiente hepático reduzir a dose de metronidazol.

A utilização de metronidazol pode levar ao desenvolvimento de candidíase.




Via Vaginal:
Como em todas as infeções vaginais, não é recomendada a prática de relações sexuais durante o tratamento com metronidazol.

Durante a administração dos óvulos, convém utilizar um método contracetivo que evite uma eventual fecundação por espermatozoides que teriam estado em contacto com o metronidazol.

A utilização de metronidazol pode levar ao desenvolvimento de candidíase.

O tratamento não deve durar mais que 10 dias.

Devem ser evitados duches vaginais.

O metronidazol deverá ser utilizado com precaução em doentes com doenças crónicas graves ou agudas do sistema nervoso central ou periférico, devido ao risco de agravamento neurológico.

Os doentes devem ser advertidos no sentido de não ingerirem álcool durante o tratamento com metronidazol e durante, pelo menos, um dia após o concluírem, devido à possibilidade de uma reação tipo dissulfiram (efeito antabus: rubor, cólicas abdominais, vómitos e taquicardia).

A utilização em tratamentos prolongados deve ser cuidadosamente ponderada.

Se, por razões de força maior, o metronidazol tiver de ser administrado durante mais tempo do que o recomendado habitualmente, preconiza-se a realização regular de testes hematológicos, em especial contagem leucocitária, e os doentes deverão ser vigiados relativamente a reações adversas indicadoras de eventuais neuropatias centrais ou periféricas (como sejam parestesia, ataxia, tonturas, ataques convulsivos).

O metronidazol deverá ser administrado com cuidado a doentes com encefalopatia hepática.

Os doentes deverão ser avisados de que o metronidazol pode escurecer a urina (devido a um metabolito do metronidazol).

O tratamento deve ser interrompido caso seja detetada descoordenação motora, vertigens ou confusão mental.


Via cutânea:
Evitar o contacto do creme com os olhos e membranas mucosas.

Em caso de contacto acidental lavar abundantemente com água.


Caso se verifique irritação local, os doentes devem reduzir a frequência de aplicação ou abandonar temporariamente a terapêutica, até receberem instruções do seu médico.

O metronidazol é um nitroimidazol, pelo que deve ser usado com precaução em doentes com discrasias hematológicas.

Recomenda-se a não ingestão de álcool durante o tratamento devido à possibilidade de surgir uma reação semelhante ao Dissulfiram.

Evitar o uso desnecessário e prolongado deste fármaco.

Existem evidências de que o metronidazol é carcinogénico em certas espécies animais.

Não existem dados até à data que evidenciem este efeito no Homem.

A utilização do metronidazol em doentes com insuficiência hepática deve ser feita com precaução, embora não se espere um aumento dos seus efeitos sistémicos, uma vez que a absorção após administração tópica é muito baixa.

Evitar a exposição das áreas tratadas ao sol e/ou a lâmpadas de bronzeamento.
Cuidados com a Dieta
A ingestão concomitante com álcool deve ser evitada durante o tratamento e nos dois dias seguintes após o fim do mesmo, devido à possibilidade de uma reação tipo dissulfiram entre o metronidazol e o álcool até 48 horas após a descontinuação do tratamento.
Terapêutica Interrompida
Não utilize uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de utilizar e siga as instruções do seu médico.


Em caso de omissão de uma ou mais doses, o doente deve manter o esquema terapêutico definido pelo seu médico.


Via cutânea: Não aplique uma dose a dobrar para compensar uma aplicação que se esqueceu de aplicar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora da vista e do alcance das crianças.


Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

Não congelar.


Conservar a temperatura inferior a 25ºC.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Ativo contra a maioria dos anaeróbios. Apresenta também atividade contra Entamoeba hystolitica, Giardia lamblia, Trichomonas vaginalis, Helicobacter pylori e Gardnerella vaginalis.

Beclometasona + Metronidazol

Observações: N.D.
Interações: Existe um potencial teórico de interacção em doentes particularmente sensíveis tratados com dissulfiram ou metronidazol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fenobarbital + Metronidazol

Observações: Para além das interações acima mencionadas, está descrito que muitos outros fármacos podem alterar a resposta aos barbitúricos ou ver a sua própria resposta alterada. Por isso deve haver precaução sempre que se adiciona ou retira um fármaco de um regime terapêutico que contém fenobarbital, tendo sempre em consideração a possibilidade de ser necessário efectuar ajustes de doses.
Interações: O fenobarbital parece aumentar o metabolismo dos corticosteróides, provavelmente pela indução das enzimas microssomiais hepáticas. O mesmo pode acontecer com o cloranfenicol, ciclosporina, metronidazol, quinidina e digitálicos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fluorouracilo + Metronidazol

Observações: N.D.
Interações: Vários agentes têm sido referidos como moduladores bioquímicos da eficácia antitumoral ou a toxicidade do fluorouracilo. Entre os medicamentos comuns incluem-se o metotrexato, o metronidazol, a leucovorina, o interferão alfa e o alopurinol. A cimetidina, o metronidazol e o interferão podem aumentar as concentrações plasmáticas de 5-fluorouracilo e, desta forma, aumentar a toxicidade de 5- fluorouracilo.

Tegafur + Gimeracilo + Oteracilo + Metronidazol

Observações: Não foram realizados estudos de interacção em doentes adultos ou pediátricos.
Interações: Nitromidazóis, incluindo metronidazol e misonidazol: Não existem dados disponíveis sobre a utilização concomitante de nitromidazóis com Tegafur/Gimeracilo/Oteracilo em associação com a cisplatina. No entanto, os nitromidazóis podem reduzir a depuração do 5-FU e, por conseguinte, aumentar os níveis plasmáticos do 5-FU. É aconselhado cuidado uma vez que a administração concomitante pode aumentar a toxicidade de Tegafur/Gimeracilo/Oteracilo.

Metronidazol + Álcool

Observações: N.D.
Interações: O metronidazol pode provocar uma reação tipo dissulfiram com o álcool até 48 horas após a descontinuação do tratamento.
 Potencialmente Grave

Metronidazol + Dissulfiram

Observações: N.D.
Interações: A ingestão concomitante de dissulfiram pode provocar um estado tipo psicótico.

Metronidazol + Varfarina

Observações: N.D.
Interações: O metronidazol pode potenciar o efeito anticoagulante da varfarina, resultando num aumento do tempo de protrombina, pelo que a administração concomitante deve ser evitada.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metronidazol + Lítio

Observações: N.D.
Interações: O metronidazol pode aumentar a concentração plasmática de lítio.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metronidazol + Fenobarbital

Observações: N.D.
Interações: O fenobarbital e outros barbituratos são indutores do metabolismo hepático. A administração concomitante destes fármacos com o metronidazol resulta na diminuição da concentração plasmática e da semivida do metronidazol.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metronidazol + Barbitúricos

Observações: N.D.
Interações: O fenobarbital e outros barbituratos são indutores do metabolismo hepático. A administração concomitante destes fármacos com o metronidazol resulta na diminuição da concentração plasmática e da semivida do metronidazol.

Metronidazol + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A cimetidina é um inibidor do metabolismo hepático, pelo que quando administrada concomitantemente com o metronidazol, provoca um aumento da concentração plasmática e da semivida do metronidazol. Recomenda-se a monitorização das concentrações plasmáticas de metronidazol, uma vez que pode ser necessário o ajuste da dose durante o tratamento com a cimetidina.
 Potencialmente Grave

Metronidazol + Cisaprida

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de metronidazol e cisaprida pode provocar arritmias cardíacas graves, pelo que se recomenda precaução na sua administração.

Metronidazol + Testes Laboratoriais/Diagnóstico

Observações: N.D.
Interações: O metronidazol interfere com alguns testes laboratoriais bioquímicos, tais como a determinação da AST (GOT), ALT (GPT), HDL, triglicéridos ou glucose, quando os doseamentos se baseiam na diminuição da absorvância no espectro do ultravioleta. O metronidazol interfere com estas determinações conduzindo a resultados falsamente reduzidos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brometo de rocurónio + Metronidazol

Observações: Não foram realizados estudos de interação formais. As interações mencionadas anteriormente para os doentes adultos e as suas advertências e precauções especiais de utilização devem ser igualmente tidas em conta no caso de doentes pediátricos.
Interações: Aumento de Efeito: Antibióticos: Aminoglicosídeos, lincosamidas (p.ex: lincomicina e clindamicina) e antibióticos polipeptídicos, acilaminopenicilinas, tetraciclinas e doses elevadas de metronidazol.

Ranitidina bismutrex + Metronidazol

Observações: Os alimentos diminuem a absorção do bismuto, efeito este sem qualquer relevância clínica. Dados limitados sugerem um aumento da cicatrização da úlcera quando Ranitidina bismutrex é administrada com alimentos.
Interações: Nos ensaios em doentes tratados com terapêutica tripla, durante 7 dias, a administração de Ranitidina bismutrex, claritromicina e metronidazol ou amoxicilina não causou este aumento. Os níveis de claritromicina não são alterados pela administração de ranitidina bismuto citrato, embora a exposição sistémica ao metabolito activo da claritromicina seja aumentada. A administração concomitante de claritromicina aumenta a absorção da ranitidina. Este aumento da exposição à ranitidina não tem significado clínico devido ao largo índice terapêutico da ranitidina.

Aztreonam + Metronidazol

Observações: N.D.
Interações: Os estudos farmacocinéticos de dose única não mostraram qualquer interação significativa entre o aztreonam e gentamicina, nafcilina sódica, cefradina, clindamicina ou metronidazol.

Cimetidina + Metronidazol

Observações: Aparentemente, através de uma acção nos sistemas enzimáticos microssómicos, Cimetidina pode causar alterações significativas no metabolismo de certos fármacos, causando um atraso na sua eliminação e provocando, por consequência, um prolongamento ou um aumento das suas concentrações sanguíneas.
Interações: Estão também descritas interações com propanolol, clordiazepóxido, diazepam, alguns antidepressivos tricíclicos, metronidazole, triamterene e terfenadina.

Micofenolato de mofetil + Metronidazol

Observações: N.D.
Interações: Norfloxacina e metronidazol: Em voluntários saudáveis, não se observou interacção significativa quando Micofenolato de Mofetil foi administrado concomitantemente com norfloxacina e metronidazol separadamente. No entanto, a associação de norfloxacina com metronidazol diminuiu a exposição ao AMF em aproximadamente 30%, após dose única de Micofenolato de Mofetil.
 Sem significado Clínico

Ceftazidima + Avibactam + Metronidazol

Observações: N.d.
Interações: In vitro o avibactam não mostrou inibição significativa das enzimas do citocromo P450. In vitro em concentrações clinicamente relevantes, o avibactam e a ceftazidima não mostraram indução do citocromo P450. No intervalo de exposição clinicamente relevante, o avibactam e a ceftazidima não inibem os principais transportadores renais ou hepáticos, portanto, o potencial de interação através destes mecanismos é considerado baixo. Os dados clínicos demonstraram que não existe interação entre a ceftazidima e o avibactam, e entre ceftazidima/avibactam e o metronidazol.

Mebendazol + Metronidazol

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de mebendazol e metronidazol deve ser evitada.

Lítio + Metronidazol

Observações: n.d.
Interações: - Outros medicamentos que afetem o equilíbrio eletrolítico, como por exemplo os esteroides, podem alterar a excreção de lítio e, portanto, deverão ser evitados. - Anti-inflamatórios não esteróides (incluindo os inibidores da ciclo-oxigenase (COX)2). - Inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA's). - Antagonistas dos recetores da angiotensina II. - Metronidazol pode reduzir a depuração renal do lítio.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciclofosfamida + Metronidazol

Observações: A coadministração planeada ou a administração sequencial de outras substâncias ou tratamentos que podem aumentar os efeitos semelhantes ou a gravidade da toxicidade (através de interações farmacodinâmicas ou farmacocinéticas) exigem uma avaliação individual cuidada dos benefícios e dos riscos esperados. Os doentes que recebem tais combinações devem ser monitorizados cuidadosamente quanto a sinais de toxicidade para permitir uma intervenção atempada. Os doentes em tratamento com ciclofosfamida e agentes que reduzem a sua ativação devem ser monitorizados quanto a uma possível redução da eficácia terapêutica e a necessidade de um ajuste de dose.
Interações: Metronidazol Foi notificada encefalopatia aguda num doente a receber ciclofosfamida e metronidazol. A associação causal não é clara. Num estudo em animais, a combinação da ciclofosfamida com metronidazol foi associada com o aumento da toxicidade da ciclofosfamida.

Telavancina + Metronidazol

Observações: N.D.
Interações: Com base nas suas propriedades farmacocinéticas, não é esperada interação com outros beta-lactâmicos, clindamicina, metronidazol ou fluoroquinolonas.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Anticoagulantes orais + Metronidazol

Observações: Intensamente ligados às proteínas plasmáticas. O metabolismo pode ser induzido. Susceptível à inibição do metabolismo pelo CYP2C9. A resposta anticoagulante pode ser alterada por fármacos que afectam a síntese ou o catabolismo de factores da coagulação.
Interações: Dabigatrano: Aumentam o risco de hemorragia por exposição aumentada ao dabigatrano: - Metronidazol

Fluindiona + Metronidazol

Observações: N.D.
Interações: Associações que requerem precauções de utilização: Nitro-5-imidazol (metronidazol, ornidazole, Secnidazol, tinidazol): Aumento do efeito do anticoagulante oral e o risco de sangramento, diminuindo o seu metabolismo hepático. Monitorização mais frequente do INR. Ajustar a dosagem de anticoagulante oral durante o tratamento com estes imidazol e 8 dias após a sua interrupção.

Cetoprofeno + Omeprazol + Metronidazol

Observações: N.D.
Interações: Não há evidência de interacção do omeprazol com cafeína, propranolol, teofilina, metoprolol, lidocaína, quinidina, fenacetina, estradiol, amoxicilina, budesonida, diclofenac, metronidazol, naproxeno, piroxicam ou antiácidos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Varfarina + Metronidazol

Observações: n.d.
Interações: Os compostos que reconhecidamente potenciam a acção da varfarina ou que habitualmente são referidos como exercendo esse efeito são: Ácido etacrínico, ácido mefenâmico, ácido tielínico, álcool (ingestão aguda), alopurinol, amiodarona, Ácido Acetilsalicílico, azapropazona, cefamandol, ciprofloxacina, claritromicina, cloranfenicol, cimetidina, clofibrato, cotrimoxazol, danazol, dextropropoxifeno, dipiramidol, dissulfiram, eritromicina, estanozolol, etiloestrenol, fenilbutazona, fibratos, fluconazol, glucagão, halofenato, hormonas tiroideias, cetoconazol, latamofex, meclofenamato de sódio, metronidazol, miconazol, noretandrolona, omeprazol, oxifenbutazona, oximetolona, paracetamol, piroxicam, propafenona, quetoquenazol, quinidina, quinina, sinvastatina, ISRS antidepressivos, sulfinpirazona, sulfonamidas, sulindac, tetraciclina, valproato, vitamina E.

Zalcitabina + Metronidazol

Observações: N.D.
Interações: Fármacos com potencial para causar neuropatia periférica: Zalcitabina deve ser utilizado com cuidado nos doentes a receber outros medicamentos com potencial para causar neuropatia periférica. Os fármacos que têm sido associados à ocorrência de neuropatia periférica incluem os análogos dos nucleósidos anti-retrovíricos, cloranfenicol, cisplatina, dapsona, dissulfiram, etionamida, glutetimida, ouro, hidralazina, iodoquinol, isoniazida, metronidazol, nitrofurantoína, fenitoína, ribavirina e vincristina. Fármacos como a anfotericina, o foscarnet e os aminoglicosidos podem aumentar o risco de desenvolvimento de neuropatia periférica ou outros efeitos adversos associados ao Zalcitabina, por interferência com a clearance renal da zalcitabina (o que aumenta a exposição sistémica). Os doentes para quem é necessário utilizar um destes fármacos com Zalcitabina, devem ser sujeitos a monitorização clínica e laboratorial frequente, com ajuste da dose se se detectar alguma alteração significativa na função renal.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Primidona + Metronidazol

Observações: Tanto a primidona como o seu principal metabolito, o fenobarbital, induzem a actividade enzimática hepática, principalmente o sistema enzimático CYP4503A4. Isto pode provocar alterações na farmacocinética de fármacos administrados simultaneamente.
Interações: Os fármacos cujo metabolismo possa ser aumentado e levar a uma diminuição da concentração plasmática e/ou diminuição do tempo de semi-vida, devido a uma terapêutica concomitante são: Androgéneos, beta-antagonistas, carbamazepina, ciclosporina, clonazepam, cloranfenicol, corticosteróides/glucocorticóides, ciclofosfamida, dicumarinas, digitoxina, doxiciclina, etosuxamida, etoposido, felbamato, granissetrom, lamotrigina, losartan, metadona, metronidazol, mianserina, Montelucaste, nelfinavir, nimodipina, contracetivos orais, oxcarbazepina, fentoína, quinidina, rocurónio, valproato de sódio, tiagabina, teofilinas, topiramato, antidepressores tricíclicos, vecurónio, varfarina e zonisamida. Os seguintes fármacos inibem o sitema enzimático CYP 450 3A4 e podem originar um aumento das concentrações plasmáticas da primidona e do seu metabolito fenobarbital, quando administrados concomitantemente: - Cloranfenicol, - Felbamato, - Nelfinavir, - Metrodinazol, - Valproato de sódio.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de lítio + Metronidazol

Observações: N.D.
Interações: Quando apropriado deverá ajustar-se a dose de lítio ou interromper o tratamento concomitante. As concentrações séricas de lítio podem aumentar no caso de se administrar concomitantemente: Metronidazol pode reduzir a depuração renal do lítio.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Dissulfiram + Metronidazol

Observações: Inibe as enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Inibe a aldeído-desidrogenase
Interações: Metronidazol: foram referidas confusão e psicoses nos doentes que tomam dissulfiram e metronidazol; mecanismo desconhecido - Metronidazol

Clindamicina + Tretinoína + Metronidazol

Observações: N.D.
Interações: Os estudos in vitro mostraram sinergia com metronidazol.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

O metronidazol não deve ser administrado durante a gravidez ou durante o aleitamento, a menos que seja considerado essencial.

O metronidazol é contraindicado no primeiro trimestre em doentes com trichomonas ou vaginose bacteriana.

O uso de metronidazol para trichomonas ou vaginose bacteriana no segundo e terceiro trimestres é aceitável.

Para outras indicações o metronidazol pode ser utilizado durante a gravidez se não houver outras alternativas com perfil de segurança estabelecido.

É aconselhável parar de amamentar até 12 - 24 horas após a terapêutica metronidazol ser descontinuada.

Os doentes devem ser alertados para não conduzirem nem utilizar máquinas se ocorrerem os seguintes efeitos: tonturas, confusão, alucinações e convulsões.



Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017