Manganês

O que é
O manganês, manganés, (do francês manganèse) ou manganésio (designação preterida pela sua semelhança com o magnésio) é um elemento químico, símbolo Mn, número atómico 25 (25 prótons e 25 elétrons) e massa atómica 55 u, sólido em temperatura ambiente.

Situa-se no grupo 7 (7B) da classificação periódica dos elementos, sendo um metal de transição externa.

Usado em ligas principalmente na do aço e, também, para a produção de pilhas.

Sua principal aplicação é na fabricação de ligas metálicas no qual é um agente removedor de enxofre e oxigênio e outros usos de seus principais compostos incluem o dióxido de manganês na confecção de pilhas secas e o permanganato de potássio em laboratório como agente oxidante em várias reações químicas.

É o 12º elemento mais abundante da crosta terrestre e seus principais minérios são a pirolusita e a rodocrosita.

As maiores jazidas estão localizadas na África do Sul, Brasil, Ucrânia, Austrália, Índia, China e Gabão.

No território brasileiro os estados do Pará, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul são as principais regiões de mineração.

O processo de fosfatação com manganês é usado no tratamento contra a ferrugem e corrosão do aço.

Dependendo do seu estado de oxidação, os íons de manganês possuem cores variadas e são usados industrialmente como pigmentos.

Os permanganatos alcalinos e alcalinos terrosos são poderosos oxidantes.

O dióxido de manganês é usado como cátodo (ou receptor de elétrons) em baterias e células secas padrões e alcalinas disponíveis no mercado.

Em biologia, íons de manganês funcionam como coadjuvantes para uma grande variedade de enzimas que realizam muitas funções.

As enzimas de manganês são particularmente essenciais no processo de desintoxicação dos radicais livres de superóxidos em organismos que precisam fazer uso do oxigênio elementar.

O manganês também funciona no complexo com desprendimento de oxigénio de plantas fotossintéticas.

O elemento é um mineral necessário em quantidades minúsculas para todos os organismos vivos conhecidos.

Em quantidades maiores, e aparentemente com maior atividade quando inalado, o manganês pode causar a síndrome do envenenamento em mamíferos, com danos neurológicos sendo algumas vezes irreversíveis.

Está concentrado nas mitocôndrias celulares, principalmente na glândula pituitária, fígado, pâncreas, rim e osso, influencia a síntese de mucopolissacarídeos, estimula a síntese hepática de colesterol e ácidos graxos e é um cofator em muitas enzimas, incluindo arginase e fosfatase alcalina no fígado.

O manganês é um oligoelemento que existe em muitos complexos metal-enzima e metaloenzimas, quer como um íon bivalente (Mn2 +) ou trivalente (Mn3 +).

O manganês funciona na ativação enzimática e está presente em superóxido redutases, ligases, hidrolases, cinases, transferases e descarboxilases.

Sinais de deficiência de manganês: perda de peso, náuseas e vómitos, dermatite, comprometimento do crescimento, esqueleto e anormalidades do cabelo.

Em geral, quantidades adequadas de manganês em dietas de rotina e os estados de deficiência são muito raros, se existirem.

O manganês é relativamente não tóxico, mas exposições excessivas acompanhadas de toxicidade foram descritas em mineiros e trabalhadores de metal.

Está concentrado nas mitocôndrias celulares, principalmente na glândula pituitária, fígado, pâncreas, rim e no osso, influencia a síntese de mucopolissacarídeos, estimula a síntese hepática de colesterol e ácidos gordod e é um cofator em muitas enzimas, incluindo arginase e fosfatase alcalina.
Usos comuns
O manganês é um oligoelemento para todas as formas de vida, nas quais tem funções tanto estruturais quanto enzimáticas.

As classes de enzimas que possuem o manganês como cofatores são amplas e incluem oxirredutases, transferases, hidrolases, liases, isomerases, ligases, lectinas e integrinas.

A transcriptase reversa de muitos retrovírus contém manganês e os exemplos mais conhecidos de polipeptídeos são a arginase, a toxina diftérica e a superóxido dismutase com manganês (Mn-SOD).

O corpo humano contém aproximadamente 12 mg do elemento, dos quais a maioria está armazenada nos ossos.

Nos tecidos, está concentrado no fígado e rins.

No cérebro, está ligado a metaloproteínas como a sintetase glutamina em astrócitos.

Uma dieta regular de aproximadamente de 17 mg/kg absorve cerca de 7% do elemento por meio do trato gastrointestinal, podendo ser afetada pela ingestão de ferro ou cálcio.

O elemento é transportado no sangue pela β-globulina, metabolizado pelo sistema excretor biliar e excretado através das fezes junto com o excedente ingerido.

Uma vez que o sistema excretor biliar não está completamente desenvolvido em crianças, estas possuem uma quantidade superior de manganês em sua constituição e são mais suscetíveis a intoxicações pelo elemento.

A deficiência do metal pode provocar anomalias no sistema locomotor.

O manganês também é importante na fotossíntese e evolução do oxigénio em cloroplastos de plantas.

O OEC (oxygen-evolving complex) é parte do fotossistema II nas membranas tilacoides de cloropúltimoos sendo responsável pela fotooxidação da água durante a fase luminosa da fotossíntese e tem um núcleo metaloenzima com quatro átomos.

A química biológica do manganês está intimamente associada à química do oxigénio, em seus vários estados de oxidação.

Nesse contexto, o manganês desempenha papel fundamental nos processos fotossintéticos de produção de O2 (composto tetranuclear de Mn no fotossistema II), na degradação oxidativa de lignina (via as Mn-ligninases), em diversas reações de hidrólise e nos processos de proteção contra estresse oxidativo.

Entre essas enzimas de proteção, destacam-se a superóxido dismutase de manganês (Mn-SOD), que catalisa o desproporcionamento de superóxidos, O2-, e a Mn-catalase, que catalisa o desproporcionamento do peróxido de hidrogênio, H2O2.

Na concavanila A (da família das lectinas), o manganês tem um papel estrutural.
Tipo
Sem informação.
História
A origem do nome manganês é complexa.
Em tempos antigos dois minerais negros da Magnésia, região que atualmente faz parte do território grego, eram chamados de magnes por causa de seu local de origem mas acredita-se que as palavras diferiam em gênero. O magnes masculino atraia o ferro, e era o minério de ferro conhecido como magneto ou magnetita e que provavelmente deu origem ao termo magnético. O minério de magnes feminino não atraia o ferro mas era utilizada para descolorir o vidro. Este magnes feminino foi posteriormente chamado de magnesia, conhecida em tempos modernos como pirolusita ou dióxido de manganês. Nem este mineral nem o manganês propriamente dito possuem propriedades magnéticas. Por volta do século XVI, o dióxido de manganês foi denominado manganesum pelos fabricantes de vidros, possivelmente como uma concatenação de duas palavras uma vez que os vidraceiros e alquimistas eventualmente precisaram diferenciar a magnesia negra (mineral negro) da magnesia alba (minério branco), também proveniente da Magnésia e utilizado na fabricação de vidros. Michele Mercati chamou a magnésia negra de manganesa, e quando o metal foi isolado ficou conhecido como manganês, do alemão Mangan. O nome magnesia foi utilizado para se referir somente a magnesia alba (óxido de magnésio) que posteriormente deu origem ao nome magnésio quando este foi isolado posteriormente.

Vários óxidos de manganês são abundantes na natureza e por causa de suas cores têm sido utilizados como pigmentos desde a Idade da Pedra. Vidreiros egípcios e romanos utilizavam tais compostos tanto para remover a cor do vidro quanto para adicioná-la. Por causa de sua utilização na fabricação de vidros, o dióxido de manganês estava disponível aos alquimistas e foi utilizado em experimentos. Em 1770 Ignatius Gottfried Kaim (1746-1778) e Johann Rudolf Glauber (1604-1670) descobriram que o dióxido podia ser convertido em permanganato, um reagente de laboratório útil pelo seu poder oxidante.

Os percentuais de manganês em minérios de ferro na Grécia levaram a especulação de que o aço produzido na região continha quantidades manganês, tornando o aço de Esparta excepcionalmente mais duro. Por volta do início do século XIX, foi observado que adicionando manganês às ligas de ferro estas se tornavam mais duras sem torná-las quebradiças. O elemento então passou a ser utilizado na fabricação do aço e várias patentes foram aprovadas. Em 1837 o acadêmico britânico James Couper fez uma associação de altos níveis de exposição ao manganês com uma forma de síndrome de Parkinson. Em 1912 o revestimento de proteção contra a ferrugem e corrosão em armas de fogo pela conversão eletroquímica do fosfato de manganês foi patenteada.

Com a invenção da pilha de Leclanché em 1866 e a subsequente melhoria das baterias contendo dióxido de manganês como despolarizador catódico levou a um aumento pela demanda do minério. Até a introdução da bateria de níquel-cádmio e lítio, a maioria das baterias continha manganês. Baterias de zinco-carbono e alcalinas normalmente utilizam dióxido de manganês produzido industrialmente, por causa das impurezas naturais do minério. No século XX, o dióxido de manganês foi o principal material catódico de células e baterias secas tanto do padrão zinco-carbono quanto de alcalinas.
Indicações
O Manganês é um mineral essencial que é necessário para o bom funcionamento das enzimas, o desenvolvimento dos ossos, cicatrização de feridas e na absorção dos nutrientes.

O Manganês está presente em pequenas doses no organismo e é um dos componentes da enzima (SOD: superóxido dismutase) um poderoso antioxidante que ajuda a combater radicais livres.

O Manganês é um poderoso antioxidante que procura os radicais livres no corpo e consegue neutralizar estas partículas prejudiciais e prevenir qualquer perigo potencial que elas possam causar.

O corpo pode conter no máximo 20 mg de Manganês concentrado em nossos rins, pâncreas, fígado e, mais importante em nossos ossos.

O Manganês é essencial para o bom crescimento e normal da estrutura óssea.

É um mineral muito eficaz em ajudar no aumento da densidade óssea das vértebras.

Além disso, Isto é especialmente benéfica para as mulheres que estão na pós-menopausa. Pois, Muitas mulheres sofrem de deficiência de manganês depois que elas passam pela menopausa.

Devido às propriedades antioxidantes presente no Manganês, os seus benefícios incluem uma função especial no monitoramento das atividades dos radicais livres no corpo.

Estes radicais livres são capazes de prejudicar as células do corpo e causar câncer e outras doenças devastadoras.

Várias enzimas são ativadas pelo Manganês e desempenham papéis importantes no metabolismo de carboidratos, aminoácidos e colesterol.

Além disso, o Manganês Possui uma ação antioxidante (a superóxido dismutase dependente do manganês é a principal enzima antioxidante da mitocôndria).

O Manganês é um co-fator importante para muitas enzimas diferentes, e é um componente essencial da tiroxina, sem dúvida, o mais importante hormona na glândula da tiróide.

O bom funcionamento da glândula da tiróide e sua síntese hormonal ajuda na prevenção de uma grande variedade de problemas de saúde no corpo, incluindo perda de peso, perda de apetite, no metabolismo e na eficiência dos sistemas dos órgãos.

O Manganês ajuda na absorção de diversas vitaminas vitais como a vitamina B e Vitamina E e minerais como o Magnésio.
Isto é devido ao seu papel nas reações enzimáticas que são necessários para absorver e utilizar as vitaminas dos alimentos.

O Manganês também ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue.
Isso pode impedir ainda mais a ocorrência de certas doenças como diabetes.
Para controlar o nível de açúcar no sangue, o Manganês normaliza síntese e secreção de insulina, e as gotas imprevisíveis de açúcar no sangue pode ser melhor regulamentada, proporcionando uma vida mais normal e funcional para diabéticos.

No síndrome pré-menstrual (TPM) o Manganês ajuda a aliviar as alterações de humor, dores de cabeça, depressão e irritabilidade.
Além disso, Estudos têm mostrado uma ligação entre baixos níveis de vários minerais, incluindo Manganês, em mulheres que sofriam dos sintomas da TPM particularmente graves.

O Manganês é um remédio amplamente conhecida por entorses, bem como a inflamação, uma vez que ajuda a aumentar o nível de superóxido dismutase.
A superóxido-dismutase, também conhecido como SOD, é normalmente encontrada em níveis muito baixos em pacientes com artrite.
Classificação CFT
n.d.     n.d.
Mecanismo De Ação
Sem informação.
Posologia Orientativa
Sem informação.
Administração
Via oral.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao Manganês.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
A toxicidade aguda é marcada por sintomas psiquiátricos graves, irritabilidade, ansiedade, alucinações e atos violentos.

A toxicidade crónica pode levar a distúrbios neurológicos crónicos com dores de cabeça, fraqueza muscular, distúrbios da fala e sinais extrapiramidais.
Advertências
Precauções Gerais
Sem informação.
Cuidados com a Dieta
Sem informação.
Terapêutica Interrompida
Não utilizar uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017