Lamotrigina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
A lamotrigina é um fármaco anticonvulsivo utilizado no tratamento de epilepsia e doença bipolar.

Para epilepsia ele é usado no tratamento de convulsões parciais, convulsões tónico-clónicas primárias e secundárias, e de convulsões associadas à síndrome de Lennox-Gastaut.

Lamotrigina também actua como um estabilizador do humor.

É a primeira medicação desde lítio concedida Food and Drug Administration (FDA) para o tratamento de manutenção do tipo bipolar I.

Quimicamente não relacionada com outros anticonvulsivantes, a lamotrigina tem relativamente poucos efeitos colaterais e não necessita de monitoramento sangue.

A maneira exata lamotrigina funciona é desconhecida.
Usos comuns
Lamotrigina é usada só ou em conjunto com outros medicamentos para ajudar a controlar certos tipos de convulsões (por exemplo, crises parciais, crises tónico-clónicas, ou síndrome de Lennox-Gastaut) no tratamento da epilepsia.

Lamotrigina não pode curar a epilepsia e só irá funcionar para controlar as convulsões enquanto se estiver a tomá-lo.

Também pode ser usado no tratamento do transtorno bipolar (doença maníaco-depressiva) em adultos com mais de 18 anos de idade.

Lamotrigina está disponível apenas com prescrição médica.
Tipo
pequena molécula
História
Dezembro 1994 - para uso como tratamento adjuvante para crises parciais com ou sem generalização secundária, em pacientes adultos (16 anos de idade e mais velhos).


Agosto 1998 - para uso como tratamento adjuvante da síndrome de Lennox-Gastaut, em pacientes pediátricos e adultos, a nova forma de dosagem: comprimidos dispersíveis mastigáveis.


Dezembro 1998 - para utilização em monoterapia para o tratamento de crises parciais em doentes adultos quando a conversão de um único medicamento anti-epiléptico de indução de enzima (EIAED).


Janeiro de 2003 - para uso como terapia adjuvante para crises parciais em doentes pediátricos jovens como 2 anos de idade.


Junho de 2003 - para o tratamento de manutenção em adultos com transtorno bipolar I para retardar o momento de ocorrência de episódios de humor (depressão, mania, hipomania, episódios mistos) em pacientes tratados por episódios de humor agudos com a terapia padrão.

Além disso, a FDA observou que os resultados para o tratamento de manutenção (Lamictal) eram mais fortes na depressão bipolar.


Janeiro 2004 - para utilização em monoterapia para o tratamento de crises parciais em doentes adultos quando a conversão do valproato de drogas anti-epiléptico (incluindo o ácido valpróico (Depakene) e divalproato de sódio (Depakote)).
Indicações
Epilepsia:
Adultos e adolescentes com 13 ou mais anos de idade:
Terapêutica de associação ou em monoterapia de crises parciais ou generalizadas, incluindo crises tónico-clónicas.

Crises associadas à Síndrome de Lennox-Gasteaux.

A Lamotrigina é utilizada em terapêutica de associação mas poderá ser o antiepilético (AE) inicial na síndrome de Lennox-Gasteaux.

Crianças e adolescentes com idade entre 2 e 12 anos:
Terapêutica de associação de crises parciais e generalizadas, incluindo crises tónico-clónicas e crises associadas à síndrome de Lennox-Gasteaux.

Monoterapia nas crises de ausência típicas.

Doença Bipolar:
Adultos com 18 ou mais anos de idade:
Prevenção de episódios depressivos em doentes com doença bipolar I que tenham predominantemente episódios depressivos.

A Lamotrigina não está indicada no tratamento agudo de episódios maníacos ou depressivos.
Classificação CFT
02.06     Antiepiléticos e anticonvulsivantes
Mecanismo De Ação
Os resultados de estudos farmacológicos sugerem que a lamotrigina é um bloqueador uso- e voltagem-dependente dos canais de sódio sensíveis a voltagem.

Inibe as descargas repetitivas sustidas em neurónios e inibe a libertação de glutamato (o neurotransmissor que desempenha um papel fundamental no desencadeamento de crises epiléticas).

Estes efeitos poderão contribuir para as propriedades anticonvulsivas da lamotrigina.


Em contraste, os mecanismos pelos quais a lamotrigina exerce a sua ação terapêutica na doença bipolar não foram estabelecidos.

No entanto a interação com os canais de sódio dependentes da voltagem parece ser importante.
Posologia Orientativa
A dose eficaz habitual de Lamotrigina, para adultos e crianças com idade superior a 13 anos, situa-se entre 100 mg e 400 mg por dia.

Para crianças com idade entre 2 a 12 anos, a dose eficaz depende do seu peso corporal — habitualmente, situa-se entre 1 mg e 15 mg por cada quilograma de peso da criança, até um máximo de 400 mg por dia.
Administração
Os comprimidos ou metades de comprimidos de Lamotrigina deverão ser engolidos inteiros e não deverão ser mastigados ou esmagados.
Contraindicações
Hipersensibilidade à lamotrigina.

A lamotrigina é excretada primariamente por metabolismo hepático. Não foram realizados estudos em doentes com disfunção hepática significativa. Até que se obtenha este tipo de informação, a lamotrigina não pode ser recomendada neste tipo de doentes.

Lamotrigina não é recomendado para crianças com idade inferior a 2 anos
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Epilepsia

Doenças do sangue e do sistema linfático
Muito raros: Anomalias hematológicas incluindo neutropenia, leucopenia, anemia, trombocitopenia, pancitopenia, anemia aplástica, agranulocitose.
Desconhecido: linfadenopatia
As anomalias hematológicas e linfadenopatia podem ou não estar associadas à síndrome de hipersensibilidade (ver Distúrbios do sistema imunitário**).

Doenças do sistema imunitário
Muito raros: Síndrome de hipersensibilidade** (incluindo sintomas tais como febre, linfadenopatia, edema facial, anomalias sanguíneas e hepáticas, coagulação intravascular disseminada, falência multissistémica).

**As erupções cutâneas foram também relatadas como parte de uma síndrome de
hipersensibilidade associado a um quadro variável de sintomas sistémicos incluindo febre, linfadenopatia, edema facial e anomalias sanguíneas e hepáticas. Esta síndrome é de gravidade clínica variável e poderá, raramente, resultar em coagulação intravascular disseminada e falência multissistémica. É importante notar que as manifestações precoces de hipersensibilidade (por ex. febre, linfadenopatia) poderão estar presentes mesmo sem evidência de erupções cutâneas. Se estes sinais e sintomas ocorrerem, o doente deverá ser imediatamente avaliado e a terapêutica com Lamotrigina Actavis interrompida, caso não se estabeleça uma etiologia alternativa.

Perturbações do foro psiquiátrico
Frequentes: agressão, irritabilidade.
Muito raros: confusão, alucinações, tiques.

Doenças do sistema nervoso
No decorrer de estudos clínicos em monoterapia:
Muito frequentes: cefaleias.
Frequentes: sonolência, tonturas, tremor, insónia.
Pouco frequentes: ataxia.
Raros: nistagmo.

No decorrer de outros estudos clínicos:
Muito frequentes: sonolência, ataxia, tonturas, cefaleias.
Frequentes: nistagmo, tremor, insónias.
Muito raros: agitação, inquietação, distúrbios no movimento, agravamento da doença de Parkinson, efeitos extrapiramidais, coreoatetose, aumento da frequência das crises.
Desconhecido: Meningite assética

Foram relatados casos em que a lamotrigina poderá ter agravado os sintomas parkinsónicos em doentes com doença de Parkinson pré-existente e casos isolados de efeitos extrapiramidais e coreoatetose em doentes sem esta condicionante.

Afeções oculares
No decorrer de estudos clínicos em monoterapia:
Pouco frequentes: diplopia, visão turva.

No decorrer de outros estudos clínicos:
Muito frequentes: diplopia, visão turva.
Raros: conjuntivite.

Doenças gastrointestinais
No decorrer de estudos clínicos em monoterapia:
Frequentes: náuseas, vómitos, diarreia.

No decorrer de outros estudos clínicos:
Muito frequentes: náuseas, vómitos.
Frequentes: diarreia.

Afeções hepatobiliares
Muito raros: disfunção hepática, falência hepática, aumento dos valores dos testes da função hepática.

A disfunção hepática ocorre normalmente em associação com reações de hipersensibilidade, mas foram relatados casos isolados sem que fossem observados sinais de hipersensibilidade.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Muito frequentes: erupções cutâneas.
Muito raros: Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica.
Em ensaios clínicos em dupla ocultação com terapêutica de associação, ocorreu erupção cutânea em até 10% dos doentes em tratamento com lamotrigina e em 5% com placebo. As erupções cutâneas levaram à interrupção do tratamento com lamotrigina em 2% dos doentes.
As erupções cutâneas, usualmente descritas como maculopapulares, aparecem geralmente nas oito semanas após início do tratamento e resolvem com a interrupção da lamotrigina.
Foram notificadas erupções cutâneas graves com potencial risco de vida, incluindo síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (síndrome de Lyell). Embora a maioria recupere com a interrupção do tratamento com lamotrigina, alguns doentes sofreram cicatrizes irreversíveis tendo havido casos raros de morte associada.

Em geral, o risco de erupções cutâneas parece estar fortemente associado a:
- doses iniciais elevadas de lamotrigina e escalonamento com doses superiores às recomendadas.
- terapêutica concomitante com valproato.

As erupções cutâneas foram também relatadas como parte de uma síndrome de
hipersensibilidade associado a um quadro variável de sintomas sistémicos (ver Distúrbios do sistema imunitário **).

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos
Muito raros: Reações semelhantes à do Lúpus.

Perturbações gerais e alterações no local de administração
Frequentes: Cansaço.

Doença Bipolar
Devem ser considerados os seguintes efeitos indesejáveis para além dos observados na epilepsia, de forma a se obter um perfil de segurança geral para a lamotrigina.

Doenças do sistema nervoso
No decorrer de estudos clínicos relativos à doença bipolar:
Muito frequentes: Cefaleias.
Frequentes: Agitação, sonolência, tonturas.

Doenças gastrointestinais
No decorrer de estudos clínicos relativos à doença bipolar:
Frequentes: boca seca.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
No decorrer de estudos clínicos relativos à doença bipolar:
Muito frequentes: erupções cutâneas.
Muito raros: Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica.
Frequência desconhecida: Alopécia

Considerando todos os estudos efetuados com lamotrigina (controlados e não controlados), relativos à doença bipolar, as erupções cutâneas ocorreram em 12% dos doentes tratados com lamotrigina. Em estudos clínicos controlados, em doentes com doença bipolar, as erupções cutâneas foram observadas em 8% dos doentes tratados com lamotrigina e 6% em doentes a tomar placebo

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos
No decorrer de estudos clínicos relativos à doença bipolar:
Frequentes: artralgia.
Existem notificações de diminuição da densidade mineral óssea, osteopenia, osteoporose e fraturas em doentes em terapia de longo prazo com lamotrigina. O mecanismo pelo qual a lamotrigina afeta o metabolismo ósseo não foi identificado.

Perturbações gerais e alterações no local de administração
No decorrer de estudos clínicos relativos à doença bipolar:
Frequentes: dor, dor de costas.
Advertências
Gravidez
Gravidez:O benefício do tratamento é superior ao risco para o feto; o risco de teratogenicidade é maior se for usado mais do que um fármaco; em associação com o ácido valpróico foram descritas dismorfias da cabeça com hipertelorismo, ponta nasal achatada, orelhas malformadas e em implantação baixa, micrognatia, boca arqueada com lábio superior fino, fenda palatina, aracnodactilia, camptodactilia, defeito do septo articular, dedos em martelo, redução das pregas, atraso motor aos 6 meses, cariótipo 47, XXX. Evidência fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco. Trimestre: 1º
Aleitamento
Aleitamento:Presente no leite, mas os dados disponíveis são sugestivos de não constituir perigo.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Usar metade da dose na IH moderada; um quarto na grave.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Usar com precaução na IR grave; possível acumulação de metabolito na IR moderada a grave.
Conducao
Conducao:Pode alterar a capacidade de condução.
Precauções Gerais
Erupções cutâneas Têm sido notificadas reações adversas cutâneas, que ocorreram geralmente, nas primeiras 8 semanas após o início do tratamento com lamotrigina.

A maioria das erupções cutâneas são ligeiras e autolimitadas, tendo, no entanto também sido notificadas erupções cutâneas graves que requerem internamento hospitalar e a interrupção da lamotrigina.


Foram notificadas reações cutâneas potencialmente fatais (síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica) com a utilização de lamotrigina.

Os doentes devem ser advertidos sobre os sinais e sintomas e devem ser monitorados para as reações de pele.

O maior risco para a ocorrência de síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica ocorre nas primeiras semanas de tratamento.

Se ocorrerem sintomas ou sinais de síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica (por exemplo, erupção cutânea progressiva, muitas vezes com bolhas ou lesões mucosas), o tratamento com lamotrigina deve ser interrompido.

Os melhores resultados na gestão da síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica advêm do diagnóstico precoce e da suspensão imediata de qualquer medicamento suspeito.

A interrupção precoce da toma está associada com um melhor prognóstico.

Se o doente desenvolveu síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica com a utilização de lamotrigina, a toma não deve ser recomeçada em nenhuma altura.


Nos adultos que participaram nos estudos clínicos, utilizando as recomendações posológicas atuais para a lamotrigina, a incidência das erupções cutâneas graves é de, aproximadamente, 1 em 500 em doentes com epilepsia.

Aproximadamente metade destes casos foram notificados como síndrome de Stevens-Johnson (1 em 1000).

Em testes clínicos em doentes com perturbação bipolar, a incidência de erupções graves é aproximadamente de 1 em 1000.


O risco de erupções cutâneas graves é maior nas crianças do que nos adultos.

Os resultados disponíveis de vários estudos sugerem que, em crianças com epilepsia, a incidência de erupções cutâneas associadas a internamento hospitalar é de 1 em 300 a 1 em 100.


Em crianças, a forma inicial das erupções cutâneas poderá ser confundida com uma infeção, pelo que o médico deverá considerar a possibilidade de uma reação medicamentosa em crianças que desenvolvam sintomas de erupções cutâneas e febre, durante as primeiras oito semanas de terapêutica.


Em geral, o risco de erupções cutâneas parece estar fortemente associado a: doses iniciais elevadas de lamotrigina e escalonamento com doses de lamotrigina superiores às recomendadas terapêutica concomitante com valproato, que aumenta aproximadamente duas vezes a semivida média da lamotrigina.


Deverão também ser tomadas precauções no tratamento de doentes com história de alergia ou erupções cutâneas a outros AE, sendo que a frequência de erupções cutâneas não-graves após o tratamento com lamotrigina foi, aproximadamente, três vezes superior nestes doentes do que nos doentes sem história prévia.


Todos os doentes (adultos e crianças) que desenvolvam erupções cutâneas devem ser prontamente avaliados e a lamotrigina retirada imediatamente, a menos que as erupções cutâneas sejam claramente não relacionadas com o fármaco.

Recomenda-se que a
Lamotrigina não seja reiniciada em doentes que o suspenderam, devido à ocorrência de erupções cutâneas associadas ao tratamento anterior com lamotrigina, a não ser que o benefício exceda claramente o risco.


As erupções cutâneas foram também referidas como parte de uma síndrome de hipersensibilidade associado a um quadro variável de sintomas sistémicos incluindo febre, linfadenopatia, edema facial e anomalias sanguíneas e hepáticas (ver secção 4.8).

Esta síndrome é de gravidade clínica variável e poderá, raramente, resultar em coagulação intravascular disseminada (CID) e falência multiorgânica.

É importante notar que as manifestações precoces de hipersensibilidade (por exemplo febre, linfadenopatia) poderão estar presentes mesmo sem evidência de erupções cutâneas.

Se estes sinais ou sintomas ocorrerem, o doente deverá ser imediatamente observado e a terapêutica com lamotrigina interrompida, caso não se estabeleça uma etiologia alternativa.



Agravamento do estado clínico e risco de suicídio
Foi notificada ideação e comportamentos suicidas (suicídio) em doentes tratados com fármacos AE em diversas indicações Uma meta-análise de ensaios de fármacos AE, aleatórios controlados com placebo, mostrou um pequeno aumento do risco de ideação e comportamento suicida.

O mecanismo deste risco é desconhecido e os dados disponíveis não excluem a possibilidade de um risco aumentado para a lamotrigina
Assim, os doentes deverão ser monitorizados relativamente a sinais de risco de ideação e comportamentos suicidas e deve ser considerado um tratamento adequado.

Os doentes (e os prestadores de cuidados de saúde) deverão ser alertados para a necessidade de contactarem imediatamente o médico, se os sinais comportamento suicida se manifestarem.


Em doentes com perturbação bipolar, poderá ocorrer agravamento dos sintomas depressivos e/ou aparecimento de ideação e comportamento suicida, estejam ou não a tomar medicamentos para a doença bipolar, incluindo Lamotrigina.

Assim, os doentes tratados com Lamotrigina para a doença bipolar deverão ser monitorizados cuidadosamente no que respeita ao agravamento clínico (incluindo desenvolvimento de novos sintomas) e comportamento suicida, especialmente no início do tratamento ou aquando das alterações posológicas.

Alguns doentes, como os doentes com história de pensamentos ou comportamento suicida, adultos jovens e os doentes que apresentem um grau significativo de ideação suicida antes do início do tratamento, poderão estar em maior risco de pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio, sendo que deverão ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento.


Nos doentes em que se verifique agravamento do estado clínico (incluindo desenvolvimento de novos sintomas) e/ou aparecimento de ideação e comportamento suicida, especialmente se estes sintomas forem graves, com início abrupto ou diferentes dos atuais sintomas do doente, deverá ser ponderada a alteração do regime terapêutico, incluindo a possibilidade de suspensãoda terapêutica.



Contracetivos hormonais
Efeito dos contracetivos hormonais na eficácia da lamotrigina
A utilização de uma associação de etinilestradiol/levonorgestrel (30 μg/150 μg) aumentou a depuração da lamotrigina em aproximadamente duas vezes, originando uma diminuição dos níveis de lamotrigina.

A diminuição dos níveis de lamotrigina tem estado associada a perda de controlo das crises.

Após o escalonamento de dose, poderão ser necessárias doses de manutenção mais elevadas (até um máximo de 2 vezes) para atingir uma resposta terapêutica máxima.

Quando se interrompe os contracetivos hormonais, a depuração da lamotrigina poderá ser reduzida para metade.

Aumentos nas concentrações de lamotrigina poderão estar associados a eventos adversos relacionados com a dose.


Os doentes deverão ser monitorizados quanto a este aspeto.


Nas mulheres que não estejam a tomar um indutor da glucuronidação da lamotrigina e que estejam a tomar um contracetivo hormonal cuja posologia inclua uma semana de tratamento inativo (por exemplo, “semana de interrupção da toma”), irão ocorrer aumentos graduais e transitórios dos níveis de lamotrigina durante essa semana.

As variações desta ordem nos níveis de lamotrigina poderão estar associadas com efeitos adversos.

Nesse sentido, deverá ser considerada a utilização de contracetivos sem uma semana de interrupção da toma com terapêutica de primeira linha (por exemplo, contracetivos hormonais contínuos ou métodos não hormonais).


Não foi estudada a interação de outros contracetivos hormonais nem fármacos usados na Terapêutica de Substituição Hormonal (TSH) com a lamotrigina, no entanto, estes poderão afetar também os parâmetros farmacocinéticos da lamotrigina.



Efeitos da lamotrigina na eficácia dos contracetivos hormonais
Um estudo de interação em 16 voluntárias saudáveis demonstrou que quando a lamotrigina e um contracetivo hormonal (etinilestradiol/levonorgestrel) são administrados em associação, observa-se um aumento ligeiro na depuração do levonorgestrel e altera as concentrações séricas de FSH e LH.

Desconhece-se o impacto destas alterações na ovulação.

No entanto não poderá ser excluída a possibilidade destas alterações provocarem uma diminuição da eficácia contracetiva em alguns doentes a tomar contracetivos hormonais com lamotrigina.

Deste modo, as mulheres que iniciam um tratamento com lamotrigina devem rever a sua contraceção e o uso de métodos não-hormonais deve ser incentivado.

Um contracetivo hormonal só deve ser usado como único método de contraceção, caso não exista nenhuma outra alternativa.

Durante a administração de lamotrigina, se a escolha forem comprimidos de contraceção oral como único método de contraceção, as doentes devem estar alertadas para notificarem imediatamente o seu médico sobre eventuais alterações do seu ciclo menstrual (ex.

metrorragia), uma vez que estas alterações poderão indicar uma diminuição da eficácia contracetiva.

Mulheres em terapêutica com lamotrigina devem notificar o seu médico caso estejam a planear iniciar ou interromper o tratamento com contracetivos hormonais ou outros preparados hormonais femininos.



Dihidrofolato redutase
A lamotrigina é um inibidor fraco da dihidrofolato redutase, pelo que existe a possibilidade de interferência no metabolismo dos folatos durante a terapêutica a longo prazo.


No entanto, durante a administração prolongada no Homem, a lamotrigina não induziu alterações significativas na concentração da hemoglobina, volume corpuscular médio, ou concentrações de folato no soro ou glóbulos vermelhos até 1 ano, ou na concentração de folato nos glóbulos vermelhos até 5 anos.



Disfunção renal
Em estudos de dose única efetuados em doentes com insuficiência renal terminal, as concentrações plasmáticas de lamotrigina não foram significativamente alteradas.

No entanto, é de esperar uma acumulação do metabolito glucoronido, pelo que se recomenda precaução no tratamento de doentes com insuficiência renal.


Doentes sob terapêutica concomitante com outras formulações contendo lamotrigina Lamotrigina não deve ser administrada a doentes já sob terapêutica concomitante com qualquer outra formulação contendo lamotrigina, sem consultar previamente o médico.



Desenvolvimento em crianças
Não existem dados sobre o efeito da lamotrigina no crescimento, maturação sexual, desenvolvimento cognitivo, emocional e comportamental das crianças.

Precauções relacionadas com a epilepsia
Tal como com outros antiepiléticos, a interrupção brusca de Lamotrigina poderá provocar recorrência das crises.

A dose de Lamotrigina deverá ser gradualmente reduzida ao longo de um período de duas semanas, a menos que, por razões de segurança (por exemplo, erupções cutâneas), seja necessária interrupção brusca.


É referido na literatura que crises convulsivas graves, incluindo estado de mal epilético, poderão originar rabdomiólise, falência multissistémica e coagulação intravascular disseminada, por vezes, com resultado fatal.

Ocorreram casos semelhantes associados à utilização de lamotrigina.


Poderá ser observada um agravamento clinicamente significativo da frequência das convulsões em vez de uma melhoria.

Em doentes com mais do que um tipo de crises, o benefício observado com o controlo de um tipo de crise deve ser ponderado relativamente ao agravamento observado noutro tipo de crise.



As crises mioclónicas poderão agravar-se com a lamotrigina.


Os dados sugerem que as respostas em associação com indutores enzimáticos são menores do que em associação com agentes antiepiléticos indutores não-enzimáticos.

A razão é desconhecida.


Em crianças a tomar lamotrigina para o tratamento das crises de ausência típicas, a eficácia poderá não ser mantida em todos os doentes.


Quando a administração concomitante de antiepiléticos é interrompida para que se estabeleça a monoterapia com lamotrigina, ou quando outros antiepiléticos são adicionados à lamotrigina em monoterapia, dever-se-á ter em consideração o efeito que isto pode ter na farmacocinética da lamotrigina.


De acordo com a experiência clínica de utilização da lamotrigina em terapêutica combinada, ocorreram raramente mortes por rápida progressão de mal epilético, rabdomiolise, disfunção multiorgânica e coagulação intravascular disseminada (CID).

A contribuição da lamotrigina para a ocorrência destes eventos está ainda por esclarecer.


A administração de lamotrigina a doentes com Parkinson deve ser efetuada com precaução.


Precauções relacionada com a doença bipolar

Crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos
O tratamento com antidepressivos está associado ao aumento do risco de ideação e comportamento suicida em crianças e adolescentes com perturbação depressiva major e outras perturbações psiquiátricas.
Cuidados com a Dieta
Poderá tomar com ou sem alimentos.
Terapêutica Interrompida
Não tome mais comprimidos ou uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.


Peça ajuda ao seu médico sobre como começar a tomar novamente. É importante que o faça.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Hipericão + Lamotrigina

Observações: Além disto, os pacientes devem estar informados que interacções com outros medicamentos não podem ser excluídas e devem ser tidas em consideração durante a toma de Hipericão.
Interações: Hipericão é contra-indicado (interacções farmacocinéticas) em associação com: - Certos imunossupressores tais como a ciclosporina e o tacrolimo (risco de rejeição de transplantes), - Os anticoagulantes orais, varfarina e o acenocoumarol (risco de trombose), - Os antiretrovirais inibidores da protease como o indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir, e os inibidores não-nucleósidos da transcriptase reversa como o efavirenz e nevirapina (risco de redução da concentração plasmática com diminuição possível da resposta virológica), - Os anticancerosos, irinotecan e mesilato de imatinib (risco de falha terapêutica), - Os seguintes anticonvulsivantes (exceto a gabapentina e a vigabatrina): carbamazepina, etosuximida, felbamate, fosfenitoína, lamotrigina, fenobarbital, fenitoína, primidona, tiagabina, topiramato, ácido valpróico, valpromida (risco de diminuição do efeito terapêutico).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Estradiol + Levonorgestrel + Lamotrigina

Observações: Nota: A informação de prescrição de quaisquer medicações concomitantes deve ser sempre consultada para identificar interações potenciais.
Interações: A utilização concomitante de lamotrigina e de COCs pode resultar numa redução das concentrações plasmáticas da lamotrigina, resultando possivelmente numa redução no controlo das convulsões em mulheres que começaram a receber um COC.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Etinilestradiol + Levonorgestrel + Lamotrigina

Observações: Interações medicamentosas entre Contracetivos orais e outros medicamentos podem originar uma hemorragia de disrupção e/ou falha contraceptiva.
Interações: Os Contracetivos orais podem afectar o metabolismo de outras substâncias. Deste modo, as concentrações no plasma e nos tecidos podem tanto ser aumentadas (por ex. ciclosporina) como diminuídas (por ex. lamotrigina). Nota: A informação sobre prescrição de medicação concomitante deve ser avaliada para identificar possíveis interações.

Ritonavir + Lamotrigina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do Ritonavir nos Medicamentos Não Antirretrovirais Coadministrados: Anticonvulsivantes: Divalproato, lamotrigina, fenitoína: Ritonavir administrado como potenciador farmacocinético ou como medicamento antirretroviral induz oxidação pela CYP2C9 e glucuronidação, pelo que se prevê que diminua as concentrações plasmáticas dos anticonvulsivantes. Recomenda-se monitorização cuidadosa dos níveis séricos ou efeitos terapêuticos quando estes medicamentos são administrados concomitantemente com ritonavir. A fenitoína pode diminuir os níveis séricos de ritonavir.

Orlistato + Lamotrigina

Observações: N.D.
Interações: Antiepiléticos: Foram reportadas convulsões em doentes tratados concomitantemente com orlistato e antiepiléticos, por exemplo, valproato, lamotrigina, para os quais não pode ser excluída uma relação causal de interação. Por conseguinte, estes doentes devem ser monitorizados quanto a possíveis alterações na frequência e/ou gravidade de convulsões.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Etinilestradiol + Norelgestromina + Lamotrigina

Observações: As interações entre contracetivos orais e outros medicamentos podem conduzir a hemorragias intra cíclicas e/ou falência do contracetivo.
Interações: Contracetivos hormonais combinados quando coadministrados com lamotrigina, demonstraram diminuir significativamente as concentrações plasmáticas de lamotrigina, provalvelmente devido a indução da glicuronidação da lamotrigina. Isto pode reduzir o controlo das convulsões; portanto, pode ser necessário ajustes na dose de lamotrigina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clorofenamina + Paracetamol + Lamotrigina

Observações: N.D.
Interações: O paracetamol tem interações medicamentosas com: Lamotrigina: O paracetamol pode reduzir as concentrações séricas da lamotrigina, levando a uma redução do seu efeito terapêutico.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dienogest + Etinilestradiol + Lamotrigina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. As interações do etinilestradiol e o dienogest, com outros medicamentos podem aumentar ou diminuir ou ambas, as concentrações séricas das hormonas esteroides. A redução das concentrações séricas de etinilestradiol/dienogest pode levar a um aumento das hemorragias intercorrentes e dos distúrbios menstruais e reduzir a eficácia do contracetivo do Dienogest / Etinilestradiol; o aumento de etinilestradiol/dienogest nos níveis séricos pode levar a um aumento de incidência e aumento da expressão de efeitos secundários.
Interações: Dienogest / Etinilestradiol contidos nas hormonas esteroides podem influenciar o metabolismo de outros medicamentos: - Inibindo as enzimas microssomais hepáticas, resultando num aumento das concentrações séricas de medicamentos, tais como o diazepam (e algumas outras benzodiazepinas), teofilina, ciclosporina e glucocorticoides, - Através da indução da glucuronidação hepática, resultando na diminuição das concentrações séricas de clofibrato por exemplo, paracetamol, morfina, lorazepam (e algumas outras benzodiazepinas) e lamotrigina. Estudos in vitro mostraram que o dienogest em concentrações relevantes não inibe as enzimas do citocromo P-450, pelo que a este nível não se esperam interações medicamentosas. Adicionalmente devem ser verificadas as informações técnicas dos medicamentos prescritos para verificar possíveis interações com Dienogest / Etinilestradiol. A necessidade de insulina ou de agentes hipoglicemiantes orais pode ser alterada em função da influência da tolerância à glicose.
 Sem significado Clínico

Retigabina + Lamotrigina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Com base nesses dados agrupados, a retigabina não causou efeitos clinicamente significativos no plasma nas concentrações dos seguintes antiepiléticos: Carbamazepina, clobazam, clonazepam, gabapentina, lamotrigina, levetiracetam, oxcarbazepina, fenobarbital, fenitoína, pregabalina, topiramato, valproato, zonisamida. Adicionalmente, com base em dados agrupados, não houve efeitos clinicamente significativos dos seguintes antiepiléticos na farmacocinética da retigabina: Lamotrigina, levetiracetam, oxcarbazepina, topiramato, valproato.

Levetiracetam + Lamotrigina

Observações: N.D.
Interações: Dados provenientes de ensaios clínicos pré-comercialização conduzidos em adultos indicam que o Levetiracetam não influencia as concentrações séricas de medicamentos antiepiléticos existentes (fenitoína, carbamazepina, ácido valpróico, fenobarbital, lamotrigina, gabapentina e primidona) e que estes medicamentos antiepiléticos não influenciam a farmacocinética de Levetiracetam.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Etinilestradiol + Norgestimato + Lamotrigina

Observações: Aconselha-se que os médicos consultem a rotulagem dos medicamentos utilizados concomitantemente, para obter mais informações acerca das interações com contracetivos hormonais e da possível necessidade de ajustar as dosagens.
Interações: Medicamentos cujos níveis plasmáticos podem estar diminuídos (devido a indução de glucuronoconjugação). Exemplos incluem: Lamotrigina.

Felbamato + Lamotrigina

Observações: N.D.
Interações: Clonazepam, oxcarbazepina, vigabatrina e lamotrigina: Embora o felbamato, administrado em doses de 1.200 mg a intervalos de 12 horas, tenha provocado alterações estatisticamente significativas na farmococinética do clonazepam, lamotrigina e vigabatrina, estas alterações foram mínimas e sem relevância clínica. Não se observaram alterações na farmacocinética do metabolito activo monohidroxilado da oxcarbazepina. Uma vez que não é possível excluir a interacção farmacodinâmica de felbamato com qualquer destes fármacos, o ajustamento posológico deve ser sempre fundamentado na resposta clínica e na tolerabilidade.

Topiramato + Lamotrigina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos do topiramato sobre outros medicamentos antiepiléticos: Um estudo de interacção farmacocinética de doentes com epilepsia indicou que a associação de topiramato à lamotrigina não tem qualquer efeito sobre a concentração plasmática de lamotrigina no estado de equilíbrio, com doses de 100 mg/dia a 400 mg/dia de topiramato. Também não se observaram alterações na concentração plasmática no estado de equilíbrio do topiramato durante ou após a suspensão do tratamento com lamotrigina (dose média de 327 mg/dia).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Desogestrel + Etinilestradiol + Lamotrigina

Observações: N.D.
Interações: Os contracetivos orais podem influenciar o metabolismo de outras substâncias ativas. Por esse motivo, as concentrações plasmáticas e tecidulares podem aumentar (por ex., ciclosporina) ou diminuir (por ex., lamotrigina).

Lacosamida + Lamotrigina

Observações: Os dados disponíveis sugerem que a lacosamida possui um potencial de interação baixo. Estudos in vitro indicam que os enzimas CYP1A2, 2B6 e 2C9 não são induzidos e que os CYP1A1, 1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2D6 e 2E1 não são inibidos pela lacosamida, nas concentrações plasmáticas observadas durante os ensaio s clínicos. Um estudo in vitro indicou que a lacosamida não é transportada por glicoproteína - P no intestino. Dados in vitro demonstram que o CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4 têm a capacidade de catalizar a formação do metabolito O - desmetil. A lacosamida tem um perfil de ligação às proteínas inferior a 15%, pelo que são consideradas pouco provaveis interações de competição pelo recetor proteico, com outros medicamentos.
Interações: A lacosamida deve ser usada com precaução em doentes tratados com medicamentos associados ao aumento do intervalo PR (ex: carbamazepina, lamotrigina, pregabalina) assim como em doentes tratados com antiarrítmicos de classe I. No entanto, em ensaios clínicos, a análise de sub-grupo não demonstrou uma magnitude aumentada no prolongamento do intervalo PR em doentes com administração concomitante de carbamazepina ou lamotrigina.

Aripiprazol + Lamotrigina

Observações: Deverá ter-se precaução se o aripiprazol for administrado concomitantemente com medicamentos que se sabe que causam intervalo QT prolongado ou desequilíbrio eletrolítico.
Interações: Quando o aripiprazol foi administrado concomitantemente com valproato, lítio ou lamotrigina, não houve alteração clinicamente importante nas concentrações de valproato, lítio ou lamotrigina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Drospirenona + Etinilestradiol + Lamotrigina

Observações: Os principais metabolitos de drospirenona no plasma humano são criados sem envolvimento do sistema citocromo P450. Desta forma, é pouco provável que os inibidores deste sistema enzimático influenciem o metabolismo da drospirenona.
Interações: Os contracetivos orais podem afectar o metabolismo de algumas outras substâncias activas. Desta forma, as concentrações de plasma e tecidos podem aumentar (por ex., ciclosporina) ou diminuir (por ex. lamotrigina).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Etonogestrel + Lamotrigina

Observações: N.D.
Interações: Influência de Etonogestrel sobre outros medicamentos: Os contracetivos hormonais podem interferir com o metabolismo de outros medicamentos. Consequentemente, as concentrações plasmáticas e tecidulares tanto podem estar aumentadas (por exemplo, ciclosporina) como diminuídas (por exemplo, lamotrigina).

Perampanel + Lamotrigina

Observações: Perampanel não é considerado um indutor ou inibidor potente das enzimas do citocromo P450 ou da UGT. O perampanel é administrado até obtenção do efeito clínico independentemente de outros antiepiléticos. Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Num estudo farmacocinético populacional dos doentes adolescentes dos estudos clínicos de Fase 3, não se observaram diferenças dignas de nota entre esta população e a população global.
Interações: As interações potenciais entre Perampanel (até 12 mg uma vez por dia) e outros medicamentos antiepiléticos foram analisadas em estudos clínicos e avaliadas na análise farmacocinética populacional de quatro estudos agrupados de Fase 3, incluindo doentes com crises epiléticas parciais e convulsões tónico-clónicas generalizadas primárias. Lamotrigina: Influência do antiepilético na concentração de Perampanel: Sem influência Influência de Perampanel na concentração do antiepilético: Diminuição <10% Numa análise farmacocinética populacional de doentes com crises epiléticas parciais medicados com Perampanel até 12 mg/dia em ensaios clínicos controlados com placebo, Perampanel não afetou a depuração do clonazepam, levetiracetam, fenobarbital, fenitoína, topiramato, zonisamida, carbamazepina, clobazam, lamotrigina e ácido valpróico de maneira clinicamente relevante com a dose mais elevada de perampanel avaliada (12 mg/dia).

Zonisamida + Lamotrigina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Potencial de Zonisamida para afetar outros medicamentos: Medicamentos antiepiléticos: Em doentes epiléticos, a dosagem estabilizada com Zonisamida não resultou em qualquer efeito farmacocinético clinicamente relevante sobre a carbamazepina, a lamotrigina, a fenitoína, ou o valproato de sódio.

Indinavir + Lamotrigina

Observações: n.d.
Interações: INDINAVIR POTENCIADO COM RITONAVIR. ANTICONVULSIVANTES: Divalproex, lamotrigina, fenitoína: Interação com indinavir/ritonavir não estudada. O ritonavir induz a oxidação pelo CYP2C9 e a glucuronização, logo espera-se que diminuam as concentrações plasmáticas dos anticonvulsivantes. É recomendada uma monitorização cuidadosa dos níveis séricos ou dos efeitos terapêuticos quando estes medicamentos são administrados concomitantemente com indinavir/ritonavir. A fenitoína pode diminuir os níveis séricos de ritonavir.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Oxcarbazepina + Lamotrigina

Observações: N.D.
Interações: Indução enzimática: A oxcarbazepina e o DMH induzem in vitro e in vivo, os citocromos CYP3A4 e CYP3A5 responsáveis pelo metabolismo dos antagonistas do cálcio dihidropiridínicos, contracetivos orais e fármacos antiepiléticos (p.ex. carbamazepina) o que resulta em concentrações plasmáticas mais baixas destes medicamentos. In vitro, o DMH é um fraco indutor da UDP-glucoronil transferase e, assim, é improvável que in vivo tenha efeito em fármacos que são eliminados principalmente por conjugação através de UDP-glucoronil tranferases (p.ex. ácido valpróico, lamotrigina). Mesmo considerando o fraco potencial de indução da oxcarbazepina e do DMH, poderá ser necessária uma dose maior dos fármacos usados concomitantemente que são metabolizados via CYP3A4 ou por conjugação (UDPGT). Em caso de interrupção da terapia com Oxcarbazepina, poderá ser necessária uma redução da dose da medicação concomitante. Estudos de indução realizados com hepatócitos humanos confirmaram a oxcarbazepina e o DMH como fracos indutores das isoenzimas da sub-familia 2B e 3A4CYP. O potencial de indução da oxcarbazepina/ DMH nas outras isoenzimas CYP não é conhecido.

Brivaracetam + Lamotrigina

Observações: Os estudos de interação formais foram realizados apenas em adultos.
Interações: Medicamentos antiepiléticos: As interações potenciais entre o brivaracetam (50 mg/dia a 200 mg/dia) e outros medicamentos antiepiléticos foram investigadas numa análise de grupo para as concentrações plasmáticas do medicamento de todos os ensaios de fase 2-3 numa análise farmacocinética da população dos ensaios de fase 2-3 controlados por placebo, e em estudos de interação farmacológica (para os seguintes antiepiléticos: carbamazepina, lamotrigina, fenitoína e topiramato). Lamotrigina: Influência dos medicamentos antiepiléticos sobre as concentrações plasmáticas do brivaracetam: Nenhuma. Influência do brivaracetam nas concentrações plasmáticas dos medicamentos antiepiléticos: Nenhuma.

Pregabalina + Lamotrigina

Observações: Como a pregabalina é predominantemente excretada na urina na forma inalterada, sofre uma metabolização negligenciável no ser humano (< 2% da dose recuperada na urina na forma de metabolitos), não inibe o metabolismo dos fármacos in vitro e não se fixa às proteínas plasmáticas, é improvável que produza ou esteja sujeita a interações farmacocinéticas. Não foram conduzidos estudos específicos de interação farmacodinâmica em voluntários idosos. Os estudos de interação foram apenas realizados em adultos.
Interações: Por conseguinte, nos estudos in vivo não se observaram interações farmacocinéticas, clinicamente relevantes, entre a pregabalina e fenitoína, carbamazepina, ácido valproico, lamotrigina, gabapentina, lorazepam, oxicodona ou etanol.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Fenilefrina + Guaifenesina + Lamotrigina

Observações: n.d.
Interações: PARACETAMOL: O paracetamol pode diminuir a biodisponibilidade da lamotrigina, com eventual redução do seu efeito, devido a uma possível indução do seu metabolismo no fígado.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Valpromida + Lamotrigina

Observações: Porque o principal metabolito da valpromida é o valproato, produzem-se as mesmas interações que com o valproato.
Interações: Valpromida reduz o metabolismo da lamotrigina e Incrementa a meia-vida de cerca de duas lamotrigina vezes. Esta interacção pode conduzir a incremento de toxicidade da lamotrigina em particular erupção cutânea grave. Portanto, recomenda-se a monitorização clínica e ajuste de dose (redução a dose de lamotrigina), quando apropriado.

Lamotrigina + Citocromo P450

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: As UDP-glucuroniltransferases foram identificadas como as enzimas responsáveis pelo metabolismo da lamotrigina. Não há evidência de que a lamotrigina cause indução ou inibição clinicamente significativa das enzimas oxidativos hepáticos metabolizadores de fármaco, pelo que é pouco provável que ocorram interações entre a lamotrigina e fármacos metabolizados pelas enzimas do citocromo P450. A lamotrigina poderá induzir o seu próprio metabolismo, mas o efeito de consequências clínicas significativas é moderado e improvável.

Lamotrigina + Valproato semisódico (ácido valpróico)

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que inibem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Valproato. Interações envolvendo fármacos antiepiléticos: O valproato, que inibe a glucuronidação da lamotrigina, reduz o metabolismo da lamotrigina e aumenta a sua semivida média da lamotrigina aproximadamente para o dobro. Em doentes tratados com terapêutica de associação com valproato, deverá ser utilizado o regime terapêutico apropriado. Interações envolvendo outros medicamentos: Têm sido notificadas convulsões em doentes tratados concomitantemente com orlistato e medicamentos antiepiléticos como por exemplo, valproato, lamotrigina, pelo que uma relação causal como uma interação não pode ser excluída. O orlistato pode diminuir a absorção de medicamentos antiepiléticos, levando à perda de controlo em crises. Portanto, esses doentes devem ser monitorados para possíveis mudanças na frequência e/ou gravidade das convulsões.

Lamotrigina + Fenitoína

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Fenitoína; Carbamazepina; Fenobarbital; Primidona; Rifampicina; Lopinavir/ritonavir; Associação de etinilestradiol/ levonorgestrel** Atazanavir/ritonavir. ** Não foram estudados outros contracetivos orais nem fármacos usados na TSH, no entanto estes poderão também afetar os parâmetros farmacocinéticos da lamotrigina. Interações envolvendo fármacos antiepiléticos: Alguns fármacos AE (tais como fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e primidona) indutores das enzimas metabolizadoras hepáticas induzem a glucuronidação da lamotrignia e aumentam o metabolismo da lamotrigina. Em doentes tratados com terapêutica de associação com fenitoína, carbamazepina, fenobarbital ou primidona, deverá ser utilizado o regime terapêutico apropriado. Após a introdução da lamotrigina, em doentes em tratamento com carbamazepina, foram notificados efeitos no sistema nervoso central, incluindo tonturas, ataxia, diplopia, visão turva e náuseas. Estes efeitos resolvem, geralmente, com redução da dose de carbamazepina. Foi observado um efeito semelhante durante um estudo com lamotrigina e oxcarbazepina, em voluntários adultos saudáveis, no entanto, não foi estudada a redução da dose. Existem dados da literatura publicada sobre diminuição dos níveis de lamotrigina, quando a lamotrigina foi administrada em associação à oxcarbazepina. No entanto, num estudo com voluntários adultos saudáveis, utilizando doses de 200 mg de lamotrigina e 1200 mg de oxcarbazepina, verificou-se que a oxcarbazepina não alterou o metabolismo da lamotrigina e a lamotrigina também não alterou o metabolismo da oxcarbazepina. Assim, nos doentes tratados com terapêutica de associação com oxcarbazepina, deverá ser utilizado o regime terapêutico para a lamotrigina em terapêutica de associação sem valproato e sem indutores da glucuronidação da lamotrigina.

Lamotrigina + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Fenitoína; Carbamazepina; Fenobarbital; Primidona; Rifampicina; Lopinavir/ritonavir; Associação de etinilestradiol/ levonorgestrel** Atazanavir/ritonavir. ** Não foram estudados outros contracetivos orais nem fármacos usados na TSH, no entanto estes poderão também afetar os parâmetros farmacocinéticos da lamotrigina. Interações envolvendo fármacos antiepiléticos: Alguns fármacos AE (tais como fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e primidona) indutores das enzimas metabolizadoras hepáticas induzem a glucuronidação da lamotrignia e aumentam o metabolismo da lamotrigina. Em doentes tratados com terapêutica de associação com fenitoína, carbamazepina, fenobarbital ou primidona, deverá ser utilizado o regime terapêutico apropriado. Após a introdução da lamotrigina, em doentes em tratamento com carbamazepina, foram notificados efeitos no sistema nervoso central, incluindo tonturas, ataxia, diplopia, visão turva e náuseas. Estes efeitos resolvem, geralmente, com redução da dose de carbamazepina. Foi observado um efeito semelhante durante um estudo com lamotrigina e oxcarbazepina, em voluntários adultos saudáveis, no entanto, não foi estudada a redução da dose. Existem dados da literatura publicada sobre diminuição dos níveis de lamotrigina, quando a lamotrigina foi administrada em associação à oxcarbazepina. No entanto, num estudo com voluntários adultos saudáveis, utilizando doses de 200 mg de lamotrigina e 1200 mg de oxcarbazepina, verificou-se que a oxcarbazepina não alterou o metabolismo da lamotrigina e a lamotrigina também não alterou o metabolismo da oxcarbazepina. Assim, nos doentes tratados com terapêutica de associação com oxcarbazepina, deverá ser utilizado o regime terapêutico para a lamotrigina em terapêutica de associação sem valproato e sem indutores da glucuronidação da lamotrigina.

Lamotrigina + Fenobarbital

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Fenitoína; Carbamazepina; Fenobarbital; Primidona; Rifampicina; Lopinavir/ritonavir; Associação de etinilestradiol/ levonorgestrel** Atazanavir/ritonavir. ** Não foram estudados outros contracetivos orais nem fármacos usados na TSH, no entanto estes poderão também afetar os parâmetros farmacocinéticos da lamotrigina. Interações envolvendo fármacos antiepiléticos: Alguns fármacos AE (tais como fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e primidona) indutores das enzimas metabolizadoras hepáticas induzem a glucuronidação da lamotrignia e aumentam o metabolismo da lamotrigina. Em doentes tratados com terapêutica de associação com fenitoína, carbamazepina, fenobarbital ou primidona, deverá ser utilizado o regime terapêutico apropriado. Após a introdução da lamotrigina, em doentes em tratamento com carbamazepina, foram notificados efeitos no sistema nervoso central, incluindo tonturas, ataxia, diplopia, visão turva e náuseas. Estes efeitos resolvem, geralmente, com redução da dose de carbamazepina. Foi observado um efeito semelhante durante um estudo com lamotrigina e oxcarbazepina, em voluntários adultos saudáveis, no entanto, não foi estudada a redução da dose. Existem dados da literatura publicada sobre diminuição dos níveis de lamotrigina, quando a lamotrigina foi administrada em associação à oxcarbazepina. No entanto, num estudo com voluntários adultos saudáveis, utilizando doses de 200 mg de lamotrigina e 1200 mg de oxcarbazepina, verificou-se que a oxcarbazepina não alterou o metabolismo da lamotrigina e a lamotrigina também não alterou o metabolismo da oxcarbazepina. Assim, nos doentes tratados com terapêutica de associação com oxcarbazepina, deverá ser utilizado o regime terapêutico para a lamotrigina em terapêutica de associação sem valproato e sem indutores da glucuronidação da lamotrigina.

Lamotrigina + Primidona

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Fenitoína; Carbamazepina; Fenobarbital; Primidona; Rifampicina; Lopinavir/ritonavir; Associação de etinilestradiol/ levonorgestrel** Atazanavir/ritonavir. ** Não foram estudados outros contracetivos orais nem fármacos usados na TSH, no entanto estes poderão também afetar os parâmetros farmacocinéticos da lamotrigina. Interações envolvendo fármacos antiepiléticos: Alguns fármacos AE (tais como fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e primidona) indutores das enzimas metabolizadoras hepáticas induzem a glucuronidação da lamotrignia e aumentam o metabolismo da lamotrigina. Em doentes tratados com terapêutica de associação com fenitoína, carbamazepina, fenobarbital ou primidona, deverá ser utilizado o regime terapêutico apropriado. Após a introdução da lamotrigina, em doentes em tratamento com carbamazepina, foram notificados efeitos no sistema nervoso central, incluindo tonturas, ataxia, diplopia, visão turva e náuseas. Estes efeitos resolvem, geralmente, com redução da dose de carbamazepina. Foi observado um efeito semelhante durante um estudo com lamotrigina e oxcarbazepina, em voluntários adultos saudáveis, no entanto, não foi estudada a redução da dose. Existem dados da literatura publicada sobre diminuição dos níveis de lamotrigina, quando a lamotrigina foi administrada em associação à oxcarbazepina. No entanto, num estudo com voluntários adultos saudáveis, utilizando doses de 200 mg de lamotrigina e 1200 mg de oxcarbazepina, verificou-se que a oxcarbazepina não alterou o metabolismo da lamotrigina e a lamotrigina também não alterou o metabolismo da oxcarbazepina. Assim, nos doentes tratados com terapêutica de associação com oxcarbazepina, deverá ser utilizado o regime terapêutico para a lamotrigina em terapêutica de associação sem valproato e sem indutores da glucuronidação da lamotrigina.

Lamotrigina + Rifampicina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Fenitoína; Carbamazepina; Fenobarbital; Primidona; Rifampicina; Lopinavir/ritonavir; Associação de etinilestradiol/ levonorgestrel** Atazanavir/ritonavir. ** Não foram estudados outros contracetivos orais nem fármacos usados na TSH, no entanto estes poderão também afetar os parâmetros farmacocinéticos da lamotrigina. Interações envolvendo outros medicamentos: Num estudo com 10 homens voluntários, a rifampicina aumentou a depuração da lamotrigina, diminuindo a semivida da lamotrigina devido à indução das enzimas hepáticas responsáveis pela glucuronidação. Nos doentes em terapêutica concomitante com rifampicina, deverá ser utilizado o regime terapêutico apropriado.

Lamotrigina + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Fenitoína; Carbamazepina; Fenobarbital; Primidona; Rifampicina; Lopinavir/ritonavir; Associação de etinilestradiol/ levonorgestrel** Atazanavir/ritonavir. ** Não foram estudados outros contracetivos orais nem fármacos usados na TSH, no entanto estes poderão também afetar os parâmetros farmacocinéticos da lamotrigina. Interações envolvendo outros medicamentos: Num estudo com voluntários saudáveis, a associação lopinavir/ritonavir reduziu em metade as concentrações plasmáticas da lamotrigina, provavelmente por indução da glucuronidação. Em doentes a receber terapêutica de combinação com lopinavir/ritonavir, deverá ser utilizado o regime terapêutico apropriado.

Lamotrigina + Etinilestradiol + Levonorgestrel

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Fenitoína; Carbamazepina; Fenobarbital; Primidona; Rifampicina; Lopinavir/ritonavir; Associação de etinilestradiol/ levonorgestrel** Atazanavir/ritonavir. ** Não foram estudados outros contracetivos orais nem fármacos usados na TSH, no entanto estes poderão também afetar os parâmetros farmacocinéticos da lamotrigina.

Lamotrigina + Atazanavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Fenitoína; Carbamazepina; Fenobarbital; Primidona; Rifampicina; Lopinavir/ritonavir; Associação de etinilestradiol/ levonorgestrel** Atazanavir/ritonavir. ** Não foram estudados outros contracetivos orais nem fármacos usados na TSH, no entanto estes poderão também afetar os parâmetros farmacocinéticos da lamotrigina. Interações envolvendo outros medicamentos: Num estudo com voluntários adultos saudáveis, a associação atazanavir/ritonavir (300 mg/ 100 mg) administrada durante 9 dias reduziu em média 32% e 6%, a AUC e a Cmax plasmáticas de lamotrigina (dose simples de 100 mg). Em doentes com terapêutica concomitante com atazanavir/ritonavir, deve ser utilizado o regime terapêutico apropriado.

Lamotrigina + Ritonavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Fenitoína; Carbamazepina; Fenobarbital; Primidona; Rifampicina; Lopinavir/ritonavir; Associação de etinilestradiol/ levonorgestrel** Atazanavir/ritonavir. ** Não foram estudados outros contracetivos orais nem fármacos usados na TSH, no entanto estes poderão também afetar os parâmetros farmacocinéticos da lamotrigina. Interações envolvendo outros medicamentos: Num estudo com voluntários adultos saudáveis, a associação atazanavir/ritonavir (300 mg/ 100 mg) administrada durante 9 dias reduziu em média 32% e 6%, a AUC e a Cmax plasmáticas de lamotrigina (dose simples de 100 mg). Em doentes com terapêutica concomitante com atazanavir/ritonavir, deve ser utilizado o regime terapêutico apropriado.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Oxcarbazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que não inibem ou induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Oxcarbazepina; Felbamato; Gabapentina; Levetiracetam; Pregabalina; Topiramato; Zonisamida; Lítio; Bupropiom; Olanzapina. Interações envolvendo fármacos antiepiléticos: Alguns fármacos AE (tais como fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e primidona) indutores das enzimas metabolizadoras hepáticas induzem a glucuronidação da lamotrignia e aumentam o metabolismo da lamotrigina. Em doentes tratados com terapêutica de associação com fenitoína, carbamazepina, fenobarbital ou primidona, deverá ser utilizado o regime terapêutico apropriado. Após a introdução da lamotrigina, em doentes em tratamento com carbamazepina, foram notificados efeitos no sistema nervoso central, incluindo tonturas, ataxia, diplopia, visão turva e náuseas. Estes efeitos resolvem, geralmente, com redução da dose de carbamazepina. Foi observado um efeito semelhante durante um estudo com lamotrigina e oxcarbazepina, em voluntários adultos saudáveis, no entanto, não foi estudada a redução da dose. Existem dados da literatura publicada sobre diminuição dos níveis de lamotrigina, quando a lamotrigina foi administrada em associação à oxcarbazepina. No entanto, num estudo com voluntários adultos saudáveis, utilizando doses de 200 mg de lamotrigina e 1200 mg de oxcarbazepina, verificou-se que a oxcarbazepina não alterou o metabolismo da lamotrigina e a lamotrigina também não alterou o metabolismo da oxcarbazepina. Assim, nos doentes tratados com terapêutica de associação com oxcarbazepina, deverá ser utilizado o regime terapêutico para a lamotrigina em terapêutica de associação sem valproato e sem indutores da glucuronidação da lamotrigina.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Felbamato

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que não inibem ou induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Oxcarbazepina; Felbamato; Gabapentina; Levetiracetam; Pregabalina; Topiramato; Zonisamida; Lítio; Bupropiom; Olanzapina. Interações envolvendo fármacos antiepiléticos: Num estudo com voluntários saudáveis, a administração concomitante de felbamato (1200 mg duas vezes por dia) com lamotrigina (100 mg duas vezes por dia durante 10 dias) não mostrou efeitos clinicamente significativos na farmacocinética da lamotrigina.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Gabapentina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que não inibem ou induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Oxcarbazepina; Felbamato; Gabapentina; Levetiracetam; Pregabalina; Topiramato; Zonisamida; Lítio; Bupropiom; Olanzapina. Interações envolvendo fármacos antiepiléticos: Com base numa análise retrospetiva dos níveis plasmáticos, em doentes tratados com lamotrigina tanto com ou sem gabapentina, a gabapentina não parece alterar a depuração aparente da lamotrigina.

Ciproterona + Etinilestradiol + Lamotrigina

Observações: Interações medicamentosas entre combinações estrogénio-progestagénio como o Ciproterona / Etinilestradiol e outros medicamentos podem originar uma hemorragia de disrupção e/ou falha contracetiva.
Interações: As combinações estrogénio-progestagénicas, como o Ciproterona / Etinilestradiol, podem afetar o metabolismo de outras substâncias. Deste modo, as concentrações no plasma e nos tecidos podem tanto ser aumentadas (por ex. ciclosporina) como diminuídas (por ex. lamotrigina). Nota: A informação sobre prescrição de medicação concomitante deve ser avaliada para identificar possíveis interações.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Levetiracetam

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que não inibem ou induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Oxcarbazepina; Felbamato; Gabapentina; Levetiracetam; Pregabalina; Topiramato; Zonisamida; Lítio; Bupropiom; Olanzapina. Interações envolvendo fármacos antiepiléticos: As interações potenciais entre o levetiracetam e a lamotrigina foram avaliadas pela avaliação das concentrações séricas dos dois agentes durante ensaios clínicos controlados. Estes dados indicam que a lamotrigina não influencia a farmacocinética do levetiracetam e que o levetiracetam não influencia a farmacocinética da lamotrigina.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Pregabalina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que não inibem ou induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Oxcarbazepina; Felbamato; Gabapentina; Levetiracetam; Pregabalina; Topiramato; Zonisamida; Lítio; Bupropiom; Olanzapina.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Topiramato

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que não inibem ou induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Oxcarbazepina; Felbamato; Gabapentina; Levetiracetam; Pregabalina; Topiramato; Zonisamida; Lítio; Bupropiom; Olanzapina. Interações envolvendo fármacos antiepiléticos: O topiramato não originou alterações nas concentrações plasmáticas da lamotrigina. A administração da lamotrigina resultou num aumento de 15% nas concentrações do topiramato.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Zonisamida

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que não inibem ou induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Oxcarbazepina; Felbamato; Gabapentina; Levetiracetam; Pregabalina; Topiramato; Zonisamida; Lítio; Bupropiom; Olanzapina. Interações envolvendo fármacos antiepiléticos: Num estudo com doentes com epilepsia, a administração concomitante de zonisamida (200 mg e 400 mg/dia) com lamotrigina (150 a 500 mg/dia) durante 35 dias, não teve efeitos significativos na farmacocinética da lamotrigina.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Lítio

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que não inibem ou induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Oxcarbazepina; Felbamato; Gabapentina; Levetiracetam; Pregabalina; Topiramato; Zonisamida; Lítio; Bupropiom; Olanzapina. Interações envolvendo outros agentes psicoativos: A farmacocinética do lítio, após administração de 2 g de gluconato de lítio anidro, duas vezes por dia, durante 6 dias, a 20 voluntários saudáveis, não foi alterada pela administração concomitante de 100 mg/dia de lamotrigina.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Bupropiom (Bupropiona)

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que não inibem ou induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Oxcarbazepina; Felbamato; Gabapentina; Levetiracetam; Pregabalina; Topiramato; Zonisamida; Lítio; Bupropiom; Olanzapina. Interações envolvendo outros agentes psicoativos: Em 12 voluntários, a administração de doses orais múltiplas de bupropiom não apresentou efeitos estatisticamente significativos na farmacocinética da lamotrigina em dose única, tendo-se verificado apenas um ligeiro aumento na AUC do glucuronido da lamotrigina. Ensaios de inibição in vitro, demonstraram que a formação do metabolito primário da lamotrigina, 2- N-glucuronido, foi afetada minimamente pela incubação concomitante com amitriptilina, bupropiom, clonazepam, haloperidol, ou lorazepam.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Primidona + Lamotrigina

Observações: Tanto a primidona como o seu principal metabolito, o fenobarbital, induzem a actividade enzimática hepática, principalmente o sistema enzimático CYP4503A4. Isto pode provocar alterações na farmacocinética de fármacos administrados simultaneamente.
Interações: Os fármacos cujo metabolismo possa ser aumentado e levar a uma diminuição da concentração plasmática e/ou diminuição do tempo de semi-vida, devido a uma terapêutica concomitante são: Androgéneos, beta-antagonistas, carbamazepina, ciclosporina, clonazepam, cloranfenicol, corticosteróides/glucocorticóides, ciclofosfamida, dicumarinas, digitoxina, doxiciclina, etosuxamida, etoposido, felbamato, granissetrom, lamotrigina, losartan, metadona, metronidazol, mianserina, Montelucaste, nelfinavir, nimodipina, contracetivos orais, oxcarbazepina, fentoína, quinidina, rocurónio, valproato de sódio, tiagabina, teofilinas, topiramato, antidepressores tricíclicos, vecurónio, varfarina e zonisamida.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Olanzapina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que não inibem ou induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Oxcarbazepina; Felbamato; Gabapentina; Levetiracetam; Pregabalina; Topiramato; Zonisamida; Lítio; Bupropiom; Olanzapina. Interações envolvendo outros agentes psicoativos: Num estudo em voluntários adultos saudáveis, 15 mg de olanzapina reduziram em média 24% e 20% a AUC e Cmáx da lamotrigina respetivamente. Não se prevê que um efeito desta magnitude possa ser clinicamente relevante. Doses de 200 mg de lamotrigina não afetaram a farmacocinética da olanzapina.

Lamotrigina + Antiepilépticos (AEs)

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações envolvendo fármacos antiepiléticos: Embora tenham sido relatadas alterações nas concentrações plasmáticas de outros fármacos AE, não houve evidência de que a lamotrigina afetasse a concentração plasmática de AE concomitantes em estudos controlados. A evidência de estudos in vitro mostrou que a lamotrigina não desloca outros fármacos AE dos seus sítios de ligação proteica.

Lamotrigina + Risperidona

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações envolvendo outros agentes psicoativos: Doses orais múltiplas de lamotrigina 400 mg por dia, não tiveram efeitos clinicamente significativos na farmacocinética de dose única de 2 mg da risperidona em 14 adultos voluntários saudáveis. Após a administração concomitante de 2 mg de risperidona com lamotrigina, 12 dos 14 voluntários notificaram sonolência, comparado com 1 em 20 quando a risperidona foi administrada isoladamente, e nenhum quando a lamotrigina foi administrada isoladamente. Interações envolvendo outros agentes psicoativos: Estas experiências também sugerem que é improvável que o metabolismo da lamotrigina seja afetado pela clozapina, fluoxetina, fenelzina, risperidona, sertralina ou trazodona. Adicionalmente, um estudo sobre o metabolismo do bufuralol em microssomas hepáticos humanos sugere que a lamotrigina não reduz a depuração de medicamentos eliminados predominantemente pelo CYP2D6.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Amitriptilina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações envolvendo outros agentes psicoativos: Ensaios de inibição in vitro, demonstraram que a formação do metabolito primário da lamotrigina, 2- N-glucuronido, foi afetada minimamente pela incubação concomitante com amitriptilina, bupropiom, clonazepam, haloperidol, ou lorazepam.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Clonazepam

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações envolvendo outros agentes psicoativos: Ensaios de inibição in vitro, demonstraram que a formação do metabolito primário da lamotrigina, 2- N-glucuronido, foi afetada minimamente pela incubação concomitante com amitriptilina, bupropiom, clonazepam, haloperidol, ou lorazepam.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Haloperidol

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações envolvendo outros agentes psicoativos: Ensaios de inibição in vitro, demonstraram que a formação do metabolito primário da lamotrigina, 2- N-glucuronido, foi afetada minimamente pela incubação concomitante com amitriptilina, bupropiom, clonazepam, haloperidol, ou lorazepam.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Lorazepam

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações envolvendo outros agentes psicoativos: Ensaios de inibição in vitro, demonstraram que a formação do metabolito primário da lamotrigina, 2- N-glucuronido, foi afetada minimamente pela incubação concomitante com amitriptilina, bupropiom, clonazepam, haloperidol, ou lorazepam.

Lamotrigina + Clozapina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações envolvendo outros agentes psicoativos: Estas experiências também sugerem que é improvável que o metabolismo da lamotrigina seja afetado pela clozapina, fluoxetina, fenelzina, risperidona, sertralina ou trazodona. Adicionalmente, um estudo sobre o metabolismo do bufuralol em microssomas hepáticos humanos sugere que a lamotrigina não reduz a depuração de medicamentos eliminados predominantemente pelo CYP2D6.

Lamotrigina + Fluoxetina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações envolvendo outros agentes psicoativos: Estas experiências também sugerem que é improvável que o metabolismo da lamotrigina seja afetado pela clozapina, fluoxetina, fenelzina, risperidona, sertralina ou trazodona. Adicionalmente, um estudo sobre o metabolismo do bufuralol em microssomas hepáticos humanos sugere que a lamotrigina não reduz a depuração de medicamentos eliminados predominantemente pelo CYP2D6.

Lamotrigina + Fenelzina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações envolvendo outros agentes psicoativos: Estas experiências também sugerem que é improvável que o metabolismo da lamotrigina seja afetado pela clozapina, fluoxetina, fenelzina, risperidona, sertralina ou trazodona. Adicionalmente, um estudo sobre o metabolismo do bufuralol em microssomas hepáticos humanos sugere que a lamotrigina não reduz a depuração de medicamentos eliminados predominantemente pelo CYP2D6.

Lamotrigina + Sertralina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações envolvendo outros agentes psicoativos: Estas experiências também sugerem que é improvável que o metabolismo da lamotrigina seja afetado pela clozapina, fluoxetina, fenelzina, risperidona, sertralina ou trazodona. Adicionalmente, um estudo sobre o metabolismo do bufuralol em microssomas hepáticos humanos sugere que a lamotrigina não reduz a depuração de medicamentos eliminados predominantemente pelo CYP2D6.

Lamotrigina + Trazodona

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações envolvendo outros agentes psicoativos: Estas experiências também sugerem que é improvável que o metabolismo da lamotrigina seja afetado pela clozapina, fluoxetina, fenelzina, risperidona, sertralina ou trazodona. Adicionalmente, um estudo sobre o metabolismo do bufuralol em microssomas hepáticos humanos sugere que a lamotrigina não reduz a depuração de medicamentos eliminados predominantemente pelo CYP2D6.

Lamotrigina + Contracetivos hormonais

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações envolvendo contracetivos hormonais: Efeitos de contracetivos hormonais na farmacocinética da lamotrigina: As concentrações sistémicas da lamotrigina são aproximadamente metade durante a coadministração de contracetivos orais. Isto pode resultar num controlo apoplético reduzido após a adição um contracetivo oral, ou efeitos adversos após a retirada dum contracetivo oral. Pode ser necessário ajuste da dose de lamotrigina. Num estudos com 16 mulheres voluntárias, uma pílula contracetiva combinada oral contendo 30 mcg de etinilestradiol e 150 mcg de levonorgestrel provocou um aumento de, aproximadamente, 2 vezes na depuração da lamotrigina, resultando numa redução média de 52% e 39% na AUC e Cmáx da lamotrigina, respetivamente. As concentrações séricas da lamotrigina aumentaram gradualmente no decurso da semana de interrupção de toma da pílula contracetiva, e as concentrações de pré-dose no final da semana de interrupção foram, aproximadamente, 2 vezes mais elevadas do que durante a terapêutica concomitante. Não deverão ser necessários ajustamentos às linhas orientadoras sobre escalonamento de doses recomendadas para a lamotrigina somente com base na utilização de contracetivos hormonais, mas a dose de manutenção da lamotrigina necessitará de ser aumentada ou diminuída na maioria dos casos quando se iniciar ou terminar a utilização de contracetivos hormonais. Os efeitos de outros contracetivos hormonais ou de fármacos usados na terapêutica de substituição hormonal; não foram avaliados, no entanto podem ser similares. Efeitos da lamotrigina na farmacocinética dos contracetivos hormonais: Num estudo com 16 mulheres voluntárias, a coadministração de 300 mg de lamotrigina não teve qualquer efeito na farmacocinética do componente etinilestradiol da pílula contracetiva combinada oral. Foi observado um ligeiro aumento da depuração do levonorgestrel originando uma redução média de 19% na AUC e de 12% na Cmáx. A quantificação dos níveis séricos de FSH, LH e estradiol durante o estudo indicou alguma perda de supressão de atividade hormonal ovárica em algumas mulheres, no entanto a quantificação dos níveis séricos da progesterona indicou não existir evidência hormonal de ovulação em qualquer uma das 16 mulheres. Desconhece-se o impacto do ligeiro aumento de depuração do levonorgestrel e das alterações nos níveis séricos de FSH e LH na ovulação. Foram notificadas hemorragias vaginais em algumas voluntárias. Não foram estudados os efeitos de outras doses de lamotrigina para além de 300 mg/dia, nem foram realizados estudos utilizando outras formulações hormonais femininas. Não há evidência de que a lamotrigina cause indução ou inibição clinicamente significativas das enzimas oxidativos hepáticos metabolizadores de fármacos. A lamotrigina poderá induzir o seu próprio metabolismo, mas o efeito de consequências clínicas significativas é moderado e improvável. Embora tenham sido relatadas em alguns doentes, alterações nas concentrações plasmáticas de outros fármacos antiepiléticos, não houve evidência de que a lamotrigina afetasse a concentração plasmática de antiepiléticos concomitantes, em estudos controlados. Estudos in vitro mostraram que a lamotrigina não desloca outros fármacos antiepiléticos dos seus sítios de ligação proteica.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Etinilestradiol + Etonogestrel + Lamotrigina

Observações: N.D.
Interações: Foram também notificadas falhas contracetivas com antibióticos, tais como penicilinas e tetraciclinas. O mecanismo de ação deste efeito não foi ainda esclarecido. Num estudo de interação farmacocinética, a administração oral de amoxicilina (875 mg, duas vezes por dia) ou doxiciclina (200 mg no dia 1, seguido de 100 mg por dia) durante 10 dias durante a utilização concomitante com Etinilestradiol + Etonogestrel, não afetou significativamente a farmacocinética do etonogestrel e do etinilestradiol. As mulheres em tratamento com antibióticos (exceto amoxicilina e doxiciclina) deverão usar um método de barreira até 7 dias após a descontinuação. Se a administração concomitante de outro fármaco se prolongar para além das 3 semanas do ciclo de utilização do anel, o próximo anel deverá ser inserido imediatamente, sem o habitual intervalo sem anel. Com base em dados farmacocinéticos, é pouco provável que os antimicóticos e espermicidas administrados por via vaginal afetem a eficácia contracetiva e a segurança deste medicamento. Durante o uso concomitante de óvulos antimicóticos, a possibilidade de abertura do anel poderá ser ligeiramente maior. Os contracetivos hormonais podem interferir com o metabolismo de outros fármacos, por este motivo, as concentrações plasmáticas e tecidulares destes podem estar aumentadas (por exemplo, ciclosporina) ou diminuídas (por exemplo, lamotrigina). A informação sobre a prescrição da medicação concomitante deve ser consultada de forma a identificar potenciais interações.

Lamotrigina + Orlistato

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações envolvendo outros medicamentos: Têm sido notificadas convulsões em doentes tratados concomitantemente com orlistato e medicamentos antiepiléticos como por exemplo, valproato, lamotrigina, pelo que uma relação causal como uma interação não pode ser excluída. O orlistato pode diminuir a absorção de medicamentos antiepiléticos, levando à perda de controlo em crises. Portanto, esses doentes devem ser monitorados para possíveis mudanças na frequência e/ou gravidade das convulsões.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Lamotrigina

Observações: N.D.
Interações: O valproato pode reduzir o metabolismo do lamotrigina e aumentar o seu tempo de semi-vida, podendo ser necessário um ajuste da posologia (diminuição da dose de lamotrigina). Há sugestões, que carecem de ser provadas, que o risco de rash pode ser aumentado pela co-administração de lamotrigina com o ácido valpróico.
 Sem significado Clínico

Rufinamida + Lamotrigina

Observações: N.D.
Interações: Outros medicamentos antiepiléticos: As concentrações de rufinamida não são sujeitas a alterações clinicamente relevantes quando coadministrada com medicamentos antiepiléticos que se sabe serem indutores de enzimas. O início da administração de valproato a doentes em terapêutica com Rufinamida pode levar a um aumento significativo nas concentrações plasmáticas de rufinamida. Os aumentos mais pronunciados foram observados em doentes com baixo peso corpor al (<30 kg). Desta forma, deve ser considerada uma redução na dose de Rufinamida em doentes com menos de 30 kg que iniciem a terapêutica com valproato. A adição ou descontinuação destes medicamentos ou o ajuste da sua dose durante a terapêutica com rufinamida pode requerer um ajuste na posologia de rufinamida. Não foram observadas alterações significativas na concentração de rufinamida após coadministração com lamotrigina, topiramato ou benzodiazepinas. As interações farmacocinéticas entre a rufinamida e outros medicamentos antiepiléticos foram avaliadas em doentes com epilepsia utilizando mode lação farmacocinética populacional. A rufinamida não aparenta ter qualquer efeito clinicamente relevante nas concentrações de estado estacionário da carbamazepina, lamotrigina, fenobarbital, topiramato, fenitoina ou valproato.
 Sem significado Clínico

Glecaprevir + Pibrentasvir + Lamotrigina

Observações: N.D.
Interações: Foram realizados estudos adicionais de interação medicamentosa com os seguintes medicamentos que não revelaram interações clinicamente significativas com Glecaprevir / Pibrentasvir: Abacavir, amlodipina, buprenorfina, cafeína, dextrometorfano, dolutegravir, emtricitabina, felodipina, lamivudina, lamotrigina, metadona, midazolam, naloxona, noretindrona ou outros contracetivos contendo apenas progestagénios, rilpivirina, tenofovir alafenamida e tolbutamida.

Etinilestradiol + Gestodeno + Lamotrigina

Observações: N.D.
Interações: Os Contracetivos orais podem interferir com o metabolismo de outros fármacos. De acordo com isto, as concentrações plasmáticas e tecidulares pode ser afectadas (por ex., ciclosporina, lamotrigina).
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Não deverá parar o tratamento para a epilepsia enquanto está grávida.

No entanto, existe um risco aumentado de defeitos congénitos em bebés cujas mães tomaram Lamotrigina durante a gravidez.

Estes defeitos incluem fenda palatina ou lábio leporino.

O seu médico poderá aconselhar que tome uma dose extra de ácido fólico, se estiver a planear engravidar ou se estiver grávida.

A gravidez poderá alterar a eficiência de Lamotrigina, pelo que o seu médico poderá recolher amostras de sangue para verificar os níveis de Lamotrigina e ajustar a sua dose.

A lamotrigina passa para o leite materno e pode afetar o seu bebé.

O seu médico irá discutir consigo os riscos e benefícios de amamentar enquanto toma Lamotrigina e irá observar o seu bebé regularmente se decidir amamentar.

A Lamotrigina poderá causar tonturas e visão dupla, não conduza ou utilize máquinas se for afetado
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017