Icodextrina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
Icodextrina é uma solução de diálise peritoneal, isosmótica contendo polímeros de glucose.

É usada principalmente para diálise peritoneal ambulatorial contínua (DPAC) de pacientes diabéticos e diálise peritoneal automatizada (APD) para pacientes com doença renal em estágio final.

É injectado como uma solução na cavidade peritoneal.

O fármaco é absorvido através do transporte convectivo através de vias linfáticas peritoneais.
Usos comuns
Para usar em adultos com insuficiência renal permanente que necessita de diálise peritoneal.
Tipo
pequena molécula
História
Sem informação.
Indicações
Está recomendado uma vez por dia para a substituição de uma única troca de glucose, como parte do programa de diálise peritoneal contínua ambulatória (DPCA) ou diálise peritoneal automática (DPA) para o tratamento da insuficiência renal crónica, particularmente em doentes que tenham perdido ultrafiltração com soluções de glucose, uma vez que esta solução pode prolongar o período de tempo da terapêutica de DPCA nestes doentes.
Classificação CFT
12.03.01     Soluções isotónicas
Mecanismo De Ação
A Icodextrina é um polímero de glucose solúvel em água derivado de amido ligado por alfa (1-4) e (1-6) alfa glicosídicas com um peso molecular médio entre 13.000 e 19.000 daltons.

Funciona como um agente osmótico coloide para alcançar a ultrafiltração durante o tempo de permanência da diálise peritoneal.

Por outras palavras, ele ajuda a limpar os resíduos para fora do corpo quando os rins não funcionam corretamente.

Icodextrina age na cavidade peritoneal, exercendo pressão osmótica através pequenos poros intercelulares, resultando em ultrafiltração transcapilar por permanência.

Isto é devido ao facto de que o polímero é minimamente absorvido por meio da membrana peritoneal.

A Icodextrina atinge uma remoção superior de fluido, em comparação com dialise ​​à base de glicose.
Posologia Orientativa
Um saco por dia durante o repouso mais prolongado, ou seja:

Durante a noite, em Diálise Peritoneal Contínua Ambulatória (DPCA)
Durante o dia, em Diálise Peritoneal Automática (DPA).

Demora entre 10 e 20 minutos a administrar a solução.

O tempo de repouso com este medicamento é de 6 a 12 horas em DPCA e de 14 a 16 horas em DPA.
Administração
Sem informação.
Contraindicações
Não utilize:

- se é alérgico à icodextrina
- se é intolerante à maltose ou isomaltose (açúcar proveniente do amido)
- se tem doença de armazenamento de glicogénio
- se já teve acidose láctica grave (demasiado ácido no sangue)
- se tem um problema incorrigível cirurgicamente que afeta a parede ou cavidade abdominal ou um problema incorrigível que aumenta o risco de infeções abdominais
- se tem perda da função peritoneal documentada devido a cicatrização peritoneal grave

Não é recomendado o uso em crianças (idade inferior a 18 anos).
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Se apresentar algum dos seguintes efeitos secundários, informe o seu médico ou o centro de diálise peritoneal, imediatamente:

- Hipertensão (tensão arterial superior à normal)
- Pernas ou tornozelos inchados, papos nos olhos, respiração ofegante ou dor no peito (hipervolemia)
- Hipersensibilidade (reação alérgica) que pode incluir inchaço da face, garganta ou da zona ocular (angioedema)
- Dor abdominal
- Arrepios (calafrios/sintomas gripais).

Estes podem ser sinais de efeitos secundários graves.

Pode necessitar de cuidados médicos urgentes.

Efeitos secundários frequentes (ente 1% e 10%) observados em doentes a usar Icodextrina:

- Rubor e descamação da pele, erupção cutânea, comichão (prurido)
- Sensação de atordoamento ou tonturas, sede (desidratação)
- Diminuição do volume sanguíneo (hipovolemia)
- Testes laboratoriais anormais
- Fraqueza, dor de cabeça, fadiga
- Tornozelos ou pernas inchados
- Pressão arterial baixa (hipotensão)
- Zumbidos

Outros efeitos secundários relacionados com o procedimento de diálise peritoneal ou comuns a todas as soluções de diálise peritoneal:

- Solução drenada do peritoneu turva, dores de estômago
- Hemorragia peritoneal, pus, inchaço, dor ou infeção no local de saída do cateter, bloqueio do cateter, lesão, interação com o cateter
- Baixa concentração de açúcar no sangue (hipoglicemia)
- Choque ou coma causados por baixa concentração de açúcar no sangue
- Elevada concentração de açúcar no sangue (hiperglicemia)
- Náuseas, vómitos, perda de apetite, boca seca, obstipação, diarreia, flatulência (gases), afeção do estômago ou intestinos, como por exemplo bloqueio dos intestinos, úlcera gástrica, gastrite (estômago inflamado), indigestão
- Inchaço abdominal, hérnia da cavidade abdominal (isto causa um nódulo na virilha)
- Alteração das análises ao sangue
- Prova da função hepática anormal
- Aumento ou diminuição do peso
- Dor, febre, indisposição
- Doença cardíaca, batimento cardíaco mais rápido, respiração ofegante ou dor no peito
- Anemia (diminuição dos glóbulos vermelhos, o que pode tornar a pele pálida e causar fraqueza ou falta de ar); aumento ou diminuição do número de glóbulos brancos; diminuição das plaquetas que aumenta o risco de hemorragia ou contusão
- Dormência, formigueiro, sensação de ardor
- Hipercinesia (movimentos aumentados e incapacidade de permanecer quieto)
- Visão turva
- Perda de paladar
- Fluido nos pulmões (edema pulmonar), respiração ofegante, dificuldade em respirar ou síbilo, tosse, soluços
- Dor renal
- Anomalia das unhas
- Anomalias da pele tal como, urticária, psoríase, úlcera cutânea, eczema, pele seca, alteração da cor da pele, formação de bolhas na pele, dermatite alérgica ou de contacto, erupções cutâneas e comichão
- As erupções cutâneas podem dar comichão com manchas vermelhas com altos ou com erupções ou descamação da pele.

Podem ocorrer os três tipos de reações cutâneas graves seguintes:

- Necrólise epidérmica tóxica (NET).

Causador de:
- Erupção cutânea avermelhada em muitas partes do corpo descamação da camada exterior da pele
- Eritema multiforme.

Uma reação cutânea alérgica, que causa manchas, zonas inchadas vermelhas ou roxas ou zonas empoladas.

Pode ainda afetar a boca, os olhos e outras superfícies húmidas do corpo.

Vasculite.

Inflamação de alguns vasos sanguíneos.

Os sintomas clínicos dependem da parte do corpo envolvido mas podem ser caracterizados na pele como pontos vermelhos ou violetas, ou auréolas, ou sintomas similares a uma reação alérgica, incluindo erupção cutânea, dor nas articulações e febre.

- Cãibras musculares, dor nos ossos, nas articulações, nos músculos, nas costas e no pescoço
- Queda da tensão arterial quando de pé (hipotensão ortostática)
- Peritonite (peritoneu inflamado) incluindo a peritonite causada por infeção fúngica ou bacteriana
- Infeções incluindo síndrome gripal, furúnculo
- Pensamento anormal, ansiedade, nervosismo
Advertências
Gravidez
Gravidez:Não administrar durante a gravidez
Conducao
Conducao:Este tratamento pode causar fadiga, fraqueza, visão turva ou tonturas. Não conduza caso tenha algum destes sintomas.
Precauções Gerais
Tomar especial cuidado:

- se é idoso, devido ao potencial risco de desidratação.
- se é diabético e estiver a utilizar esta solução pela primeira vez. Pode ter de ajustar a sua dose de insulina.
- se tem necessidade de testar o nível de glucose no sangue (por exemplo, se for diabético).

O seu médico irá aconselhar quanto ao kit de teste a utilizar se já tem um risco elevado de acidose láctica grave (excesso de ácido no sangue).

Está sujeito a um elevado risco de acidose láctica se:
- tem insuficiência renal grave repentina
- tem doença metabólica hereditária
- está a tomar metformina (medicamento utilizado para tratar a diabetes)
- está a tomar medicamentos para o tratamento do VIH, em particular, medicamentos denominados de NRTIs
- se tem dores abdominais ou nota que o fluido drenado está turvo, enevoado ou contém partículas. Tal pode ser um sinal de peritonite (peritoneu inflamado) ou infeção.

Deve informar a sua equipa médica com urgência.

Anote o número do lote e entregue-o, juntamente com o saco do fluido drenado, à equipa médica.

A equipa decidirá se o tratamento deve ser interrompido ou se deve ser iniciado qualquer tratamento corretivo.

Por exemplo, caso tenha uma infeção, o seu médico pode fazer alguns testes para descobrir qual o antibiótico mais indicado para o seu caso.

Até que o seu médico descubra que tipo de infeção tem, pode prescrever-lhe um antibiótico que seja eficaz contra um vasto número de diferentes bactérias.

Este é chamado de antibiótico de largo espetro.

Durante a diálise peritoneal, o seu organismo pode perder proteínas, aminoácidos, vitaminas.

O seu médico saberá caso a restituição seja necessária.

- Se tem problemas que afetam a parede ou cavidade abdominal.

Por exemplo, se tem uma hérnia ou uma infeção crónica ou um estado inflamatório que afeta os intestinos.

- se tem colocado um enxerto aórtico
- se sofre de doença pulmonar grave, por exemplo, enfisema
- se tem dificuldades em respirar
- se tem distúrbios que impeçam uma nutrição normal
-se tem carência de potássio.

Deve ainda ter em conta que: uma perturbação denominada de peritonite esclerosante encapsulante (EPS) considera-se ser uma complicação rara da terapia de diálise peritoneal.

O doente – possivelmente em conjunto com o médico – deve estar consciente desta possível complicação.

Causas da EPS: inflamação do abdómen (barriga) o aparecimento de camadas de tecido fibroso que cobrem e ligam os órgãos, afetando os seus movimentos normais.

Raramente estes casos foram fatais.

O doente - possivelmente em conjunto com o médico - deve manter um registo do equilíbrio hídrico e do peso corporal.

O médico irá monitorizar os parâmetros sanguíneos a intervalos regulares.

O médico verificará, regularmente, os seus níveis de potássio.

Caso estes sejam muito baixos, o médico pode prescrever-lhe cloreto de potássio para compensar.

Por vezes o tratamento com este medicamento não é recomendado, por exemplo, se:
- Tem insuficiência renal aguda.
- Tem menos de 18 anos de idade
Cuidados com a Dieta
Não aplicável.
Terapêutica Interrompida
Não utilize uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não conservar abaixo de 4°C.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Icodextrina + Testes Laboratoriais/Diagnóstico

Observações: Não foram realizados estudos de interação com o Icodextrina.
Interações: As concentrações sanguíneas dos fármacos dialisáveis podem ser reduzidas através da diálise. Se necessário deverá ser instituída terapêutica corretiva. A medição da glicemia deverá ser feita através de um método específico para a glucose, de modo a evitar a interferência da maltose. Não podem ser utilizados métodos à base da glucose desidrogenase com pirroloquinolinaquinona (GDH-PQQ) ou da glucose oxiredutase. Adicionalmente, a utilização de alguns equipamentos ou tiras teste que utilizam metodologia glucose desidrogenase com flavina-adenina dinucleótido (GDH-FAD), resultou em leituras falsamente elevadas da glucose devido à presença de maltose.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Este tratamento pode causar fadiga, fraqueza, visão turva ou tonturas.

Não conduza nem utilize quaisquer ferramentas ou máquinas caso tenha algum destes sintomas.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017