Heparina

DCI com Advertência na Gravidez
O que é
A heparina é um anticoagulante natural extraído originalmente do fígado, produzida por basófilos e mastócitos, descoberta em 1916.

É um anticoagulante que atua na trombina, impedindo a transformação do fibrinogénio em fibrina.

Torna o sangue mais fluido e aumenta as concentrações de lipídios no sangue.

É muito utilizada em casos de síndrome coronariana aguda, trombose venosa profunda, embolia pulmonar, entre outros casos.

A heparina é mal absorvida pelo intestino, por isso é administrada por via intravenosa ou subcutânea (sob a pele).

Injeções intramusculares (no músculo) são evitadas por causa da formação de hematomas.

Devido ao seu efeito anticoagulante, a heparina cria um risco significativo de sangramento excessivo.

Outros efeitos adversos da heparina incluem trombocitopenia, queda do cabelo transitória, osteoporose e reações alérgicas.

Em tubos de ensaio, a heparina é usada para realização de gasometria, exames de hematologia, dosagens bioquímicas, radioimunoensaio e imonologia.
Usos comuns
Profilaxia e tratamento da trombose venosa e suas extensões, embolia pulmonar (PE), embolia arterial periférica e fibrilhação atrial com embolização, diagnóstico e tratamento das coagulopatias de consumo agudas e crónicas (coagulação intravascular disseminada - DIC), prevenção de trombose venosa profunda pós-operatória (TVP) e PE.

Também é usado para manter a permeabilidade do cateter e como anticoagulante em transfusões de sangue, circulação extracorpórea, a diálise, e amostras de laboratório.
Tipo
pequena molécula
História
A Heparina é um anticoagulante natural que impede a formação de coágulos de sangue.

A Heparina em si não divide coágulos existentes, mas aumenta os mecanismos naturais do corpo envolvidos em coágulos de dissolução.

A Heparina é um dos medicamentos mais antigos atualmentes em uso.


Sua descoberta em 1916 é anterior à criação da Food and Drug Administration dos Estados Unidos, embora não entrem em testes clínicos até 1935.

A Heparina foi descoberta primeiro pelo Jay McLean e William Henry Howell.

McLean era uma estudante de Medicina do segundo ano na Universidade Johns Hopkins que ajudava a Howell na investigação de preparações do pro-coagulante.

McLean isolou um anticoagulante solúvel na gordura no tecido do fígado canino em 1916.

Em 1918, Howell chamou a heparina do anticoagulante, com base na palavra Grega para o fígado, “hepar.” Os resultados de McLean influenciaram provavelmente o trabalho de Howell e da sua equipa, que conduziu eventualmente à descoberta do polisacárido.

Nos anos 30 diversos pesquisadores começaram explorar a heparina e em 1935 Erik Jorpes do Karolinska Institutet publicou seu relatório da estrutura da molécula.

Isto tornou possível que o primeiro produto da heparina fosse produzido e comercializado para uso intravenoso pela empresa Sueco Vitrum AB em 1936.


Os Laboratórios de Investigação Médica de Connaught aperfeiçoaram então a produção de heparina para uma versão segura, não tóxica que poderia ser administrada na solução salina.

Em Maio de 1935, as primeiras experiências humanas da heparina foram feitas e a heparina de Connaught foi confirmada como sendo um anticoagulante seguro, de fácil acesso, e eficaz.
Indicações
A heparina não fracionada é indicada para a profilaxia e tratamento de trombose venosa e a sua extensão, a prevenção de trombose venosa profunda pós-operatória e embolismo pulmonar e a prevenção de coagulação no sangue arterial e cirurgia cardíaca.

Em cardiologia, é usada para evitar embolias em pacientes com fibrilhação atrial e como uma terapia adjunta antitrombina em pacientes com angina instável e/ou enfarte do miocardio sem onda Q (ou seja, síndrome coronária aguda sem elevação do ST) que estão a fazer inibidores dos recetores da glicoproteína plaquetária (IIb/IIIa).

Além disso, é usado para prevenir a coagulação durante os procedimentos cirúrgicos e de diálise, manter a desobstrução dos dispositivos de injeção intravenosa e prevenir a coagulação in vitro de transfusões de sangue e em amostras de sangue retiradas para análises laboratoriais.
Classificação CFT
n.d.     n.d.
Mecanismo De Ação
Sob circunstâncias normais, a antitrombina III (ATIII) inactiva trombina (factor IIa) e o factor Xa.

Este processo ocorre a uma taxa lenta.

A heparina administrada liga-se reversivelmente à ATIII e conduz à inactivação quase instantânea de factores Xa e Ha O complexo heparina-AT III também pode inactivar factores IX, XI, XII e plasmina.

O mecanismo de acção da heparina é dependente da ATIII. Actua principalmente acelerando a taxa de neutralização de certos factores de coagulação activados pela antitrombina, mas também outros mecanismos podem estar envolvidos.

O efeito antitrombótico da heparina está bem correlacionada com a inibição do factor Xa.

A heparina não é um trombolítico ou fibrinolítico.

A heparina impede a progressão de coágulos existentes através da inibição da coagulação adicional.

A lise de coágulos existentes depende de trombolíticos endógenos.
Posologia Orientativa
Adultos subcutânea
5.000 unidades IV, como dose inicial seguido de 8.000 a 10.000 unidades a cada 8 h ou 15.000 a 20.000 unidades a cada 12 h.

Intermitente IV
10.000 unidades como dose inicial seguido de 5.000 a 10.000 unidades a cada 4 a 6 h.

Infusão IV
5.000 unidades IV, como dose inicial seguido de 20.000 a 40.000 unidades/dia.

Crianças
Infusão IV de 50 unidades/kg como dose inicial seguido de 100 unidades/kg a cada 4 h ou 20.000 unidades/m2 por 24 h.

Transfusão de sangue
Adicionar 400 a 600 unidades por 100 ml de sangue total.

Permeabilidade do cateter

Adultos
6 unidades/h (3 mL/h de formulação de 2 unidades/mL) foi considerada satisfatória.

As amostras de laboratório
Adicionar 70 a 150 unidades por 10 a 20 ml de sangue total.

Profilaxia
Subcutâneas 5.000 unidades 2 h antes da cirurgia e cada 8 a 12 horas depois até 7 dias ou até que o paciente seja totalmente ambulatorial.

Cirurgia de coração e vasos sanguíneos

Adultos
Pelo menos 150 unidades/kg como dose inicial.

Frequentemente, 300 unidades/kg é dada para os procedimentos que duram menos de 60 min.

Para procedimentos com duração superior a 60 minutos, são dadas 400 unidades/kg.
Administração
Via parentérica.

Na aplicação SC, alternar os sítios de aplicação.
Contraindicações
- trombocitopenia grave, hemorragia não controlada (exceto por causa da DIC);

- pacientes nos quais os testes de coagulação sanguínea adequada não pode ser executada;

- hipersensibilidade à heparina

Efeitos Indesejáveis/Adversos
Muito frequentes:
Alterações hematológicas e distúrbios de coagulação:
- Manifestações hemorrágicas em vários locais, mais frequentes em doentes com outros factores de risco.

Frequentes:
Alterações hematológicas e distúrbios de coagulação:
- Trombocitopénia por vezes trombogénica.

Alterações hepato-biliares:
- Aumento das transaminases, geralmente transitório.

Pouco frequentes:
Alterações cutâneas e subcutâneas:
- Reacções de hipersensibilidade localizada ou generalizada, incluindo angioedema, eritema, rash, urticária e prurido.

Raras:
Alterações hematológicas e outros distúrbios de coagulação:
- Eosinofilia, reversível com a suspensão do tratamento
Alterações cutâneas e subcutâneas:
- Necrose cutânea ocorrendo normalmente no local da injecção.

Estes fenómenos são precedidos pelo aparecimento de púrpura, infiltrados, ou nódulos eritematosos dolorosos, com ou sem sinais sistémicos.

Neste caso o tratamento deve ser suspenso de imediato.

Alterações do metabolismo e nutrição:
- Osteoporose depois de vários meses de tratamento com doses elevadas.

Muito raras:
Alterações hematológicas e outros distúrbios de coagulação:
- Hematoma espinal, no contexto da anestesia peridural ou espinal e de punção espinal.

Alterações cutâneas e sub-cutâneas:
- Alopecia

Alterações do metabolismo e nutrição:
Hipoaldosteronismo com hipercaliémia e/ou acidose metabólica, particularmente em doentes de risco (insuficientes renais ou diabéticos).

Alterações reprodutivas:
- Priapismo
Advertências
Gravidez
Gravidez:Todos os trimestres: C - Não há estudos adequados em mulheres. Em experiências animais ocorreram alguns efeitos colaterais no feto, mas o benefício do produto pode justificar o risco potencial durante a gravidez.
Precauções Gerais
A presença de outros problemas médicos podem afectar a utilização de heparina.

Certifique-se de informar o médico se tiver quaisquer outros problemas médicos, especialmente:
- Endocardite bacteriana (infecção do coração) ou
- Problemas de sangramento (por exemplo, hemofilia) ou
- A hipertensão (pressão arterial alta), ou grave
- Doença hepática ou
- Grande cirurgia (por exemplo, olhos, cérebro, ou coluna) ou
- Sangramento menstrual (períodos), intenso ou incomum ou
- Raquianestesia ou
- Estômago ou úlcera intestinal-Use com cautela. O risco de hemorragia pode ser aumentado.
- Sangramento, ativo ou
- A trombocitopenia (baixo número de plaquetas no sangue) causada por heparina, ou história de
- Trombocitopenia (plaquetas baixas no sangue), grave não deve ser utilizado em pacientes com estas condições.
Cuidados com a Dieta
É recomendada a ingestão de suplementos de cálcio, as necessidades aumentam com o uso prolongado.

Muitas ervas com propriedades anticoagulantes (por exemplo, gengibre, alho, ginseng, chá verde, prímula) podem aumentar o risco de sangramento em pacientes em terapia anticoagulante como a heparina.
Terapêutica Interrompida
Se esquecer de uma dose de heparina, tome-a assim que possível.

No entanto, se estiver quase na hora da sua próxima dose, salte esta dose e volte ao esquema posológico regular.

Não duplique doses.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não congelar.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Gengibre + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Indicações/Ações terapêuticas: profilaxia de náuseas causada por movimento (cinetose) e pós-cirúrgicas. Padronização/marcador: Gingeróis (6-gingerol, 8-gingerol, 10-gingerol, 6-shogaol, capsaicina) [dose diária: crianças acima de 6 anos: 4-16 mg de gingeróis; adulto: 16-32 mg de gingeróis].

Interações medicamentosas: Há evidências de que o gengibre estimula a produção de ácido clorídrico estomacal e, como consequência, em teoria, poderá comprometer a ação de medicamentos contendo sucralfato, ranitidina ou lansoprazol; contrariamente, ao que foi verificado em animais, ou seja, proteção estomacal. Teoricamente o gengibre poderá aumentar o risco de sangramento quando administrado conjuntamente ao ácido acetilsalicílico, varfarina, heparina, clopidogrel, ibuprofeno ou naproxeno ou outros medicamentos que apresentem esta ação; em doses elevadas poderá desencadear sonolência, além de que poderá interferir com medicamentos que alteram a contração cardíaca incluindo os beta-bloqueadores, digoxina e outros medicamentos para o coração. Existe a possibilidade de diminuição dos níveis de açúcar no sangue e, portanto, poderá interferir com medicamentos administrados por via oral para diabéticos ou com a insulina. Estudos sugerem que fitoquímicos presentes em dietas como capsaína, curcumina, [6]-gengerol e resveratrol apresentam efeito inibitório na P-glicoproteína potencializando interações alimentos-medicamentos.

Lípidos + Heparina

Observações: N.D.
Interações: A heparina administrada em doses clínicas causa uma libertação transitória de lipoproteína lipase para a circulação. Isto pode resultar inicialmente numa lipólise aumentada no plasma, seguida de uma diminuição transitória na depuração de triglicéridos.

Azilsartan medoxomil + Clorotalidona + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Precaução necessária com a utilização concomitante: Suplementos de potássio, substitutos do sal contendo potássio e outras substâncias que podem aumentar os níveis de potássio: Com base na experiência do uso de outros medicamentos que afetam o SRAA, a utilização de Azilsartan medoxomil / Clortalidona com suplementos de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros medicamentos que podem aumentar os níveis de potássio (por ex. heparina) pode originar aumentos do potássio sérico em doentes hipertensos.

Pegaspargase + Heparina

Observações: A diminuição nas proteínas séricas causada por Pegaspargase pode aumentar a toxicidade de outros medicamentos ligados a proteínas. Além disso, ao inibir a síntese da proteína e a divisão celular, Pegaspargase pode perturbar o mecanismo de ação de outras substâncias que requerem a divisão celular para produzir efeitos, como o metotrexato. Pegaspargase pode interferir com a desintoxicação enzimática de outros medicamentos, sobretudo no fígado.
Interações: A utilização de Pegaspargase pode levar a uma flutuação dos fatores de coagulação. Por sua vez, tal pode promover a tendência para hemorragias e/ou trombose. Por esse motivo, é necessário prudência ao administrar concomitantemente anticoagulantes, como cumarina, heparina, dipiridamol, ácido acetilsalicílico ou anti-inflamatórios não esteroides.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Aminoácidos + Electrólitos + Glucose + Lípidos + Heparina

Observações: Não existem dados clínicos que demonstrem que qualquer uma das interações tenha relevância clínica comprovada.
Interações: A heparina administrada em doses clínicas provoca uma libertação temporária de lipase lipoproteica na circulação. Isto pode resultar inicialmente em lipólise plasmática aumentada, seguida de uma diminuição transitória na clearance dos triglicéridos.

Fondaparinux sódico + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Terapêutica de seguimento com outro fármaco anticoagulante: Se o tratamento de seguimento for iniciado com heparina ou HBPM (heparinas de baixo peso-molecular), a primeira injeção deve, de uma forma geral, ser administrada um dia após a última injeção de fondaparinux.

Inotersen + Heparina

Observações:
Interações: Deve ter-se precaução com a utilização de medicamentos antitrombóticos, antiplaquetários e medicamentos que podem reduzir a contagem das plaquetas, como por exemplo, ácido acetilsalicílico, clopidogrel, varfarina, heparina, heparinas de baixo peso molecular, inibidores do Fator Xa, como rivaroxabano e apixabano, e inibidores da trombina, como o dabigatrano.

Ácido acetilsalicílico + Ácido ascórbico + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Requer precaução: Aumento do risco de hemorragias através da inibição da função plaquetária, lesão da mucosa gastroduodenal e deslocação dos anticoagulantes orais dos seus locais de ligação às proteínas plasmáticas.

Telmisartan + Hidroclorotiazida + Heparina

Observações: n.d.
Interações: Medicamentos que podem aumentar os níveis de potássio ou induzir hipercaliemia (como, por exemplo, IECAs, diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos do sal contendo potássio, ciclosporina ou outros medicamentos como a heparina de sódio): Se estes medicamentos forem prescritos com a associação telmisartan / hidroclorotiazida, recomenda-se a monitorização dos níveis plasmáticos de potássio. Com base na experiência obtida com outros medicamentos que bloqueiam o sistema renina-angiotensina, o uso concomitante dos medicamentos acima mencionados pode conduzir a um aumento do potássio sérico pelo que, não é recomendado.

Aliscireno + Heparina

Observações: O aliscireno não inibe as isoenzimas CYP450 (CYP1A2, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1 e 3A). O aliscireno não induz a CYP3A4. Assim não se espera que o aliscireno afete a exposição sistémica de substâncias que inibam, induzam ou sejam metabolizadas por estas enzimas. O aliscireno é pouco metabolizado pelas enzimas do citocromo P450. Assim, não são de esperar interações devidas a inibição ou indução das isoenzimas do citocromo CYP450.
Interações: O uso concomitante de outros agentes que afetam o SRAA, de AINE ou de agentes que aumentam os níveis de potássio sérico (p. ex.: diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos do sal contendo potássio, heparina) podem levar a aumentos da caliemia. Aconselha-se prudência, caso a comedicação com um agente que afete o nível de potássio sérico seja considerada necessária.

Pravastatina + Ácido acetilsalicílico + Heparina

Observações: Não há evidência de interações farmacocinéticas clinicamente significativas na co-administração da pravastatina com o ácido acetilsalicílico.
Interações: Heparina em dose curativa ou em idosos: quando o ácido acetilsalicílico é coadministrado com heparina em dose curativa ou em idosos, existe um risco de hemorragia aumentado. A monitorização cuidadosa do INR, aPTT e/ou do tempo de hemorragia deve ser efectuado no caso de administração concomitante de ambos os fármacos.

Cefazolina + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Anticoagulantes: Cefalosporinas podem muito raramente causar doenças do sangue. Durante a utilização concomitante com anticoagulantes (por ex. varfarina ou heparina) em doses elevadas, os parâmetros de coagulação devem ser monitorizados. Têm sido relatados em pacientes recebendo antibióticos, um largo número de casos que mostra um aumento da atividade de anticoagulantes orais, Contextos infeciosos e inflamatórios, idade e o estado geral do doente, aparecem como fatores de risco. Nestas circunstâncias é difícil de estimar a parte da responsabilidade entre a doença infeciosa e o seu tratamento na ocorrência de distúrbios de rácio normalizado internacional. No entanto, algumas classes de antibióticos estão mais envolvidos, nomeadamente fluoroquinolonas, macrólitos, ciclinas, cotrimoxazol e algumas cefalosporinas.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Eprosartan + Heparina

Observações: Foi demonstrado in vitro que o eprosartan não inibe as isoenzimas CYP1A, 2A6, 2C9/8, 2C19, 2D6, 2E e 3A do citocromo P450 humano.
Interações: Considerando que nos estudos clínicos controlados por placebo foram observadas concentrações elevadas de potássio sérico de modo significativo e, com base na experiência de utilização de outros fármacos que afetam o sistema renina-angiotensina aldosterona, o uso concomitante com diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos do sal contendo potássio e outros fármacos que possam aumentar os níveis de potássio sérico (p. ex. heparina) pode originar um aumento do potássio sérico.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Iloprost + Heparina

Observações: Embora não tenham sido realizados ensaios clínicos, os estudos in vitro para investigar o potencial inibitório do iloprost na atividade enzimática do citocromo P450 revelaram que não é de esperar uma inibição relevante no metabolismo de fármacos por esta via enzimática pelo iloprost.
Interações: Dado que o iloprost inibe a agregação plaquetária, a sua utilização em simultâneo com anticoagulantes (tais como heparina, anticoagulantes derivados da cumarina) ou outros inibidores da agregação plaquetária (tais como ácido acetilsalicílico, fármacos anti-inflamatórios não esteroides, inibidores da fosfodiesterase e nitrovasodilatadores, ex. molsidomina), podem aumentar o risco de hemorragia. Se ocorrerem hemorragias, a administração de iloprost deve ser interrompida.

Ácido acetilsalicílico + Ácido ascórbico + Cafeína + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Associações desaconselhadas: Heparina por via parenteral e a associação de anticoagulantes orais, como a varfarina, com doses fracas de salicilatos: Pode ocorrer o aumento dos efeitos dos anticoagulantes com aumento do risco de hemorragia, por inibição da função plaquetária e agressão da mucosa gastroduodenal. Utilizar outra substância em substituição dos salicilatos com efeito antálgico e antipirético, como por exemplo o paracetamol. Se necessário, controlar o tempo de coagulação.

Mepivacaína + Adrenalina + Heparina

Observações: N.D.
Interações: A administração de heparina, antinflamatórios não esteróides ou substitutos do plasma (dextrano), pode incrementar a tendência hemorrágica após a injecção de anestésicos locais.

Azilsartan medoxomilo + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Precaução necessária com a utilização concomitante: A utilização concomitante de diuréticos poupadores do potássio, suplementos do potássio, substitutos de sal contendo potássio ou outros medicamentos (por exemplo, heparina) pode aumentar os níveis séricos do potássio. A monitorização do potássio sérico deve ser efectuada conforme necessário.

Eprosartan + Hidroclorotiazida + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Interações potenciais relacionadas com o EPROSARTAN: Administração concomitante não recomendada: Medicamentos que afetam os níveis de potássio: De acordo com a experiência com outros medicamentos que afetam o sistema renina- angiotensina, a utilização concomitante de diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros medicamentos que possam aumentar os níveis de potássio sérico (tais como heparina ou inibidores ECA) pode conduzir a aumentos do potássio sérico. É recomendada a monitorização dos níveis de potássio sérico quando são prescritos medicamentos que afetam os níveis de potássio sérico em combinação com o Eprosartan / Hidroclorotiazida. Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio do sistema renina- angiotensina-aldosterona (SRAA) através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado a uma maior frequência de acontecimentos adversos, tais como hipotensão, hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) em comparação com o uso de um único fármaco com ação no SRAA.

Aliscireno + Amlodipina + Heparina

Observações: Não foram realizados estudos de interação de Aliscireno + Amlodipina com outros medicamentos. Apresenta-se a informação conhecida sobre interações com outros medicamentos para as substâncias ativas individualmente. A administração conjunta de aliscireno e amlodipina não provoca alterações significativas na exposição farmacocinética no estado estacionário (AUC) e na concentração máxima (Cmax) de ambos os componentes em voluntários saudáveis.
Interações: O uso concomitante de outros agentes que afectam o SRAA, de AINE ou de agentes que aumentam os níveis de potássio sérico (p. ex.: diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos do sal contendo potássio, heparina) podem levar a aumentos da caliemia. Aconselha-se prudência, caso a comedicação com um agente que afete o nível de potássio sérico seja considerada necessária.
 Sem significado Clínico

Amlodipina + Candesartan + Heparina

Observações: N.D.
Interações: A utilização concomitante de diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros medicamentos (por ex., heparina) pode aumentar os níveis de potássio. A monitorização do potássio deve ser realizada quando apropriado. As substâncias ativas investigadas nos estudos de farmacocinética clínica incluem a hidroclorotiazida, varfarina, digoxina, contracetivos orais (i.e., etinilestradiol/levonorgestrel), glibenclamida, nifedipina e enalapril. Não foram identificadas interações farmacocinéticas clinicamente significativas com estes medicamentos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Estreptoquinase + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Tratamento simultâneo ou prévio com anticoagulantes (fármacos que inibem a coagulação, ex. heparina) ou substâncias que atuam sobre a função ou formação plaquetária (p.ex., inibidores da agregação plaquetária, dextranos) pode aumentar o perigo de hemorragia. Antes de iniciar uma lise sistémica prolongada de tromboses venosas profundas e de oclusões arteriais com estreptoquinase deve esperar-se que desapareçam os efeitos das substâncias que atuam sobre a formação ou função das plaquetas.

Sacubitril + Valsartan + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Interações que requerem precauções: Potássio: O uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio (triamtereno, amilorida), antagonistas mineralocorticoides (p. ex. espironolactona, eplerenona), suplementos de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros fármacos (tais como heparina) podem levar a aumentos do potássio sérico, e ao aumento da creatinina sérica. É recomendada a monitorização do potássio sérico se Sacubitril / Valsartan for coadministrado com estes fármacos.

Amlodipina + Olmesartan medoxomilo + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Interações potenciais relacionadas com o componente olmesartan medoxomilo: Uso concomitante não recomendado: Fármacos que afetam os níveis de potássio: A utilização concomitante de diuréticos poupadores de potássio, de suplementos de potássio, de substitutos do sal que contenham potássio ou de outros fármacos que possam aumentar os níveis do potássio sérico (por exemplo, heparina, inibidores da ECA) pode causar aumento do potássio sérico. Se, concomitantemente com Amlodipina / Olmesartan medoxomilo, forem prescritos medicamentos que afetam os níveis de potássio, recomenda-se uma monitorização dos níveis séricos de potássio.

Glisentida (glipentida) + Heparina

Observações: N.D.
Interações: A heparina pode causar hipoglicemia em pacientes tratados com sulfonilureias, provavelmente devido a deslocamento de sulfonilureia a partir dos seus locais de ligação de proteína. Recomenda-se para análise de glicose no sangue e, se necessário, ajustar a dosagem.

Carbasalato cálcico + Heparina

Observações: N.D.
Interações: A utilização de vários inibidores da agregação plaquetária, ex: ácido acetilsalicílico, AINE, ticlopidina, clopidogrel, tirofiban, eptifibatida, aumenta o risco de hemorragia, tal como a sua combinação com heparina e seus derivados (hirudina, fondaparinux), anticoagulantes orais e trombolíticos. Os parâmetros clínicos e biológicos da hemostase devem ser regularmente monitorizados. Combinações que exigem precauções de utilização: Heparina utilizada em dose curativa ou nos idosos: Quando se administra AAS concomitantemente com heparina em doses curativas ou em idosos, há um aumento do risco de hemorragia. Deve ser efectuada uma monitorização apertada do INR, aPTT e /ou tempo de hemorragia no caso de administração concomitante de Carbasalato cálcico e heparina.

Ticagrelor + Heparina

Observações: Ticagrelor é principalmente um substrato do CYP3A4 e um inibidor ligeiro do CYP3A4. O ticagrelor é igualmente um substrato da glicoproteína-P ( P-gp) e um inibidor fraco da P-gp e pode aumentar a exposição de substratos P-gp.
Interações: Estudos de interação farmacológica clínica demonstraram que a administração conjunta de ticagrelor com heparina, enoxaparina e AAS ou desmopressina não tiveram qualquer efeito na farmacocinética de ticagrelor ou do metabolito ativo ou na agregação plaquetária induzida por ADP comparativa mente a ticagrelor isoladamente. Se clinicamente indicado, medicamentos que alteram a hemostase devem ser utilizados com precaução em associação com ticagrelor. Outra terapêutica concomitante: No estudo PLATO, Ticagrelor foi frequentemente administrado com AAS, inibidores da bomba de protões, estatinas, bloqueadores beta, inibidores da enzima de conversão da angiotensina e bloqueadores dos recetores da angiotensina quando necessário para situações clínicas concomitantes a longo prazo e também heparina, heparina de baixo peso molecular e inibidores GpIIb/IIIa intravenosos de curta duração. Não foi observada qualquer evidência clinicamente significativa de interações adversas com estes medicamentos. A administração conjunta de ticagrelor com heparina, enoxaparina ou desmopressina não teve efeito no tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa), tempo de coagulação ativada (TCA) ou testes de fator Xa. Contudo, devido às potenciais interações farmacodinâmicas, recomenda-se precaução com a administração concomitante de Ticagrelor com medicamentos conhecidos por alterarem a hemostase. Devido a notificações de hemorragias cutâneas anormais com inibidores seletivos da recaptação da serotonina ( ISRSs) (p.ex. paroxetina, sertralina e citalopram), recomenda-se precaução quando se administram ISRSs com ticagrelor pois podem aumentar o risco de hemorragia.

Clonixina + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Clonixina pode interagir com outros medicamentos, pelo que não se recomenda a sua utilização com: Anticoagulantes e antiagregantes orais (heparina e heparina de baixo peso molecular (HBPM), ticlopidina e clopidogrel) – aumento do risco de hemorragia.

Aliscireno + Amlodipina + Hidroclorotiazida + Heparina

Observações: A análise farmacocinética populacional de doentes com hipertensão não revelou quaisquer alterações clinicamente relevantes durante a exposição no estado de equilíbrio (AUC) e Cmax de aliscireno, amlodipina e hidroclorotiazida comparativamente com as terapêuticas duplas correspondentes.
Interações: Medicamentos que afetam os níveis de potássio sérico: O efeito de depleção de potássio da hidroclorotiazida é atenuado pelo efeito poupador de potássio do aliscireno. No entanto, seria de esperar que este efeito da hidroclorotiazida sobre o potássio sérico fosse potenciado por outros medicamentos associados a perdas de potássio e hipocaliemia (p. ex. outros diuréticos caliuréticos, corticosteroides, laxantes, hormona adrenocorticotrófica (ACTH), anfotericina, carbenoxolona, penicilina G, derivados de ácido salicílico). Por outro lado, o uso concomitante de outros agentes que afetam o SRAA, de AINE ou de agentes que aumentam os níveis de potássio sérico (p. ex.: diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos do sal contendo potássio, heparina) podem levar a aumentos da caliemia. Aconselha-se prudência, caso a comedicação com um agente que afete o nível de potássio sérico seja considerada necessária. O uso concomitante de aliscireno com ARA ou IECA é contraindicado em doentes com diabetes mellitus ou compromisso renal (TFG <60 ml/min/1,73 m2) e não é recomendado noutros doentes. Precaução necessária com uso concomitante: Medicamentos que afetam os níveis de potássio sérico: O uso concomitante de outros agentes que afetam o SRAA, de AINE ou de agentes que aumentam os níveis de potássio sérico (p. ex.: de diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos do sal contendo potássio, heparina) podem levar a aumentos da caliemia. Aconselha-se prudência, caso a comedicação com um agente que afete o nível de potássio sérico seja considerada necessária. O uso concomitante de aliscireno com ARA ou IECA é contraindicado em doentes com diabetes mellitus ou compromisso renal (TFG <60 ml/min/1,73 m2) e não é recomendado noutros doentes.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Candesartan + Heparina

Observações: N.D.
Interações: A utilização concomitante com diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros medicamentos (por exemplo., heparina) pode aumentar os níveis de potássio. A monitorização do potássio deve ser realizada quando apropriado.

Dabigatrano etexilato + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários: Não existe experiência, ou a experiência existente é limitada, relativamente aos seguintes tratamentos que podem aumentar o risco de hemorragia quando usados concomitantemente com Dabigatrano etexilato: Anticoagulantes tais como heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e derivados da heparina (fondaparinux, desirudina), medicamentos trombolíticos, e antagonistas da vitamina K, rivaroxabano ou outros anticoagulantes orais, e medicamentos agregantes plaquetários tais como antagonistas dos recetores GPIIb/IIIa, ticlopidina, prasugrel, ticagrelor, dextrano e sulfimpirazona. A HNF pode ser administrada em doses necessárias para manter um cateter central ou venoso funcionante.

Losartan + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Tal como outros medicamentos que bloqueiam a angiotensina II ou os seu efeitos, a utilização concomitante de outros medicamentos que retêm o potássio (por ex. diuréticos poupadores de potássio: amilorida, triamtereno, espironolactona) ou que podem aumentar os níveis de potássio (por ex. heparina), suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio, podem conduzir a aumentos do potássio sérico. A co-medicação não é aconselhável.

Ácido acetilsalisílico + Atorvastatina + Ramipril + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Precauções de utilização: Sais de potássio, heparina, diuréticos poupadores de potássio e outras substâncias ativas que aumentam o potássio plasmático (incluindo antagonistas da angiotensina II, trimetoprim, tacrolímus): como pode ocorrer hipercaliemia, é necessária a monitorização frequente do potássio sérico.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Benazepril + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Heparina: Risco aumentado de hipercaliemia.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Sulodexida + Heparina

Observações: N.D.
Interações: A Sulodexida pode aumentar o efeito anticoagulante da heparina ou de anticoagulantes orais, se administrado concomitantemente.

Tirofibano + Heparina

Observações: Estudos interativos só foram realizados em adultos.
Interações: A utilização de vários inibidores da agregação plaquetária aumenta o risco de hemorragia, assim como a sua associação com a heparina, a varfarina, e os trombolíticos. Os parâmetros clínicos e biológicos de hemostase devem ser monitorizados regularmente. A administração concomitante de Tirofibano e heparina não fracionada provoca um prolongamento muito superior do tempo de hemorragia em comparação com o verificado com a heparina não fracionada administrada isoladamente. Com a utilização concomitante de Tirofibano heparina não fracionada, AAS e clopidogrel houve uma incidência de hemorragia comparável à verificada com a administração de somente heparina não fracionada, AAS e clopidogrel.

Amlodipina + Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Interações potenciais relacionadas com OLMESARTAN MEDOXOMILO: Uso concomitante não recomendado: Medicamentos que alteram os níveis de potássio: A utilização concomitante de diuréticos poupadores de potássio, de suplementos de potássio, de substitutos do sal que contenham potássio ou de outros medicamentos que possam aumentar os níveis séricos de potássio (por exemplo, heparina, inibidores da ECA) pode causar aumento do potássio sérico. Se forem prescritos concomitantemente com Amlodipina / Olmesartan medoxomilo / Hidroclorotiazida medicamentos que afetam o potássio, recomenda-se uma monitorização do potássio sérico.

Clopidogrel + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Heparina: Num estudo clínico conduzido em indivíduos sãos, o clopidogrel não determinou a alteração da dose de heparina, nem alterou o efeito da heparina sobre a coagulação. A co-administração de heparina não produziu qualquer efeito sobre a inibição da agregação plaquetária induzida pelo clopidogrel. É possível que exista uma interacção farmacodinâmica entre o clopidogrel e a heparina, conduzindo a um risco aumentado de hemorragia. Deste modo, a associação destes dois fármacos deve ser efectuada com precaução.

Losartan + Amlodipina + Heparina

Observações: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com o Losartan / Amlodipina e outros medicamentos. Não foram realizados estudos de interação medicamentosa na população pediátrica.
Interações: Interações relacionadas com o losartan Tal como outros medicamentos que bloqueiam a angiotensina II ou os seus efeitos, a utilização concomitante de outros medicamentos que retêm o potássio (por ex. diuréticos poupadores de potássio: amilorida, triamtereno e espironolactona), ou que podem aumentar os níveis de potássio (por ex. heparina), suplementos de potássio ou substitutos de sal contendo potássio, podem conduzir a aumentos do potássio sérico. A coadministração não é aconselhável.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Benazepril + Hidroclorotiazida + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Potássio, diuréticos poupadores de potássio (como espironolactona, amilorida, triamtereno), bem como outros medicamentos que tenham tendência para aumentar a concentração sérica de potássio (por exemplo a heparina): Exacerbação do aumento da concentração sérica de potássio pelo componente inibidor da ECA.

Selexipag + Heparina

Observações: Selexipag é hidrolisado no seu metabolito ativo pela carboxilesterase hepática 1 (CES1). Selexipag e o seu metabolito ativo sofrem ambos metabolismo oxidativo, mediado pelo CYP2C8 e CYP3A4. A glucoronidação do metabolito ativo é catalisada através da UGT1A3 e UGT2B7. Selexipag e o seu metabolito ativo são substratos do OATP1B1 e OATP1B3. Selexipag é um substrato fraco da bomba de efluxo P-gp. O metabolito ativo é um substrato fraco da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP). Terapêuticas específicas para a HAP: Na Fase 3 do ensaio controlado por placebo em doentes com HAP, a utilização do selexipag em associação com um ARE e um inibidor da PDE-5 resultou numa exposição 30% inferior ao metabolito ativo. Efeito do selexipag em outros medicamentos: Selexipag e o seu metabolito ativo não inibem as enzimas do citocromo P450 em concentrações clinicamente relevantes. Selexipag e o seu metabolito ativo não inibem as proteínas transportadoras. Não é esperado que selexipag e o seu metabolito ativo induzam as enzimas do citocromo P450 no fígado e rim em concentrações clinicamente relevantes. Dados in vitro indicam que selexipag pode ser um indutor de ambos CYP3A4 e CYP2C9 no intestino.
Interações: Selexipag é um inibidor da agregação plaquetária in vitro. No estudo controlado por placebo de Fase 3 em doentes com HAP, não foi detetado um aumento do risco de hemorragia com selexipag comparativamente com o placebo, incluindo quando o selexipag foi administrado com anticoagulantes (tais como heparina, anticoagulantes cumarínicos) ou inibidores da agregação plaquetária.

Felodipina + Ramipril + Heparina

Observações: A felodipina é um substrato do CYP3A4. Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado a uma maior frequência de acontecimentos adversos, tais como hipotensão, hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) em comparação com o uso de um único fármaco com ação no SRAA.
Interações: Heparina: É possível um aumento de concentração do potássio sérico.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Salicilatos + Heparina

Observações: Interferem com a excreção renal de fármacos que sofrem secreção tubular activa; A excreção renal de salicilatos é dependente do pH urinário quando são usadas grandes doses de salicilatos; O ácido acetilsalicílico (mas não os outros salicilatos) interfere com a função plaquetar; Grandes doses de salicilatos têm actividade hipoglicémica intrínseca.
Interações: Heparina: maior tendência hemorrágica com o ácido acetilsalicílico, mas não com os outros salicilatos - Heparina

Ramipril + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Precauções de utilização: Sais de potássio, heparina, diuréticos poupadores de potássio e outras substâncias ativas que aumentam o potássio plasmático (incluindo antagonistas da Angiotensina II, trimetoprim, tacrolimus, ciclosporina): Pode ocorrer hipercaliemia, consequentemente é necessário efetuar uma monitorização cuidadosa dos níveis de potássio séricos.
 Potencialmente Fatal

Cloreto de potássio + Cloreto de sódio + Glucose + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a presença de potássio: A administração concomitante da solução com um dos seguintes medicamentos pode originar uma hipercalémia fatal, particularmente em doentes com insuficiência renal (adição de efeitos de hipercalémia): - Diuréticos poupadores de potássio (só ou em combinação) (amilorida, triamtereno, espironolactona, eplerenona) - Inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA) (tais como captopril, enalapril, lisinopril) - Bloqueadores dos recetores da Angiotensina II (Candesartan, telmisartan, eprosartan, irbesartan, losartan, valsartan) - Medicamentos com potássio tais como sais potássicos de penicilina - Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) (diclofenac, indometacina, piroxicam, ácido mefenâmico, celecoxib) - Heparina (inibidor da síntese de aldosterona) - Pentamidina, trimetoprim (bloqueadores dos canais de sódio) - Ciclosporina, tacrolimus (inibidores da calcineurina) - Bloqueadores β-adrenérgicos (propranolol, nadolol, atenolol) - Succinilcolina (suxametonium) (relaxante muscular)

Clopidogrel + Ácido acetilsalicílico + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Heparina: Num estudo clínico realizado em indivíduos sudáveis, o clopidogrel não implicou a alteração da dose de heparina, nem alterou o efeito da heparina sobre a coagulação. A coadministração de heparina não produziu qualquer efeito sobre a inibição da agregação plaquetária induzida pelo clopidogrel. É possível que exista uma interação farmacodinâmica entre a combinação de clopidogrel e ácido acetilsalicílico e a heparina, conduzindo a um risco aumentado do potencial de síndromes hemorrágicas. Deste modo, a associação destes dois medicamentos deve ser efetuada com precaução.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Alteplase + Heparina

Observações: A utilização concomitante de antagonistas da GPIIb/IIIa aumenta o risco de hemorragia.
Interações: O risco de hemorragia é aumentado se forem administrados derivados cumarínicos, anticoagulantes orais, antiagregantes plaquetários, heparina não fraccionada ou heparina de baixo peso molecular ou outros agentes inibidores da coagulação (antes, durante ou nas primeiras 24 horas após o tratamento com Alteplase).
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Anticoagulantes orais + Heparina

Observações: Intensamente ligados às proteínas plasmáticas. O metabolismo pode ser induzido. Susceptível à inibição do metabolismo pelo CYP2C9. A resposta anticoagulante pode ser alterada por fármacos que afectam a síntese ou o catabolismo de factores da coagulação.
Interações: Rivaroxabano: Podem reduzir o metabolismo do rivaroxabano e aumentar o risco de hemorragia: (Baixa dose de heparina) - Heparina

Vorapaxar + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de vorapaxar noutros medicamentos: Em doentes tratados com Vorapaxar a utilização concomitante com heparina (incluindo HBPM) poderá estar associada a um risco aumentado de hemorragia e recomenda-se precaução.

Tenecteplase + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que afetam a coagulação, ou os que alteram a função plaquetária (como, por exemplo, ticlopidina, clopidogrel, heparina de baixo peso molecular), podem aumentar o risco de hemorragia, durante e após a terapêutica com tenecteplase. A utilização concomitante de antagonistas da GPIIb/IIIa aumenta o risco de hemorragia.

Ramipril + Amlodipina + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Associadas ao ramipril Precauções de utilização Sais de potássio, heparina, diuréticos poupadores de potássio e outras substâncias ativas que aumentam o potássio plasmático (incluindo antagonistas da Angiotensina II, trimetoprim, tacrolimus, ciclosporina): Pode ocorrer hipercaliemia, sendo, por conseguinte, necessário efetuar uma monitorização cuidadosa dos níveis de potássio séricos.

Aliscireno + Hidroclorotiazida + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos que afectam os níveis de potássio sérico: O efeito de depleção de potássio da hidroclorotiazida é atenuado pelo efeito poupador de potássio do aliscireno. No entanto, seria de esperar que este efeito da hidroclorotiazida sobre o potássio sérico fosse potenciado por outros medicamentos associados a perdas de potássio e hipocaliemia (ex. outros diuréticos caliuréticos, corticosteróides, laxantes, hormona adrenocorticotrófica (ACTH), anfotericina, carbenoxolona, penicilina G, derivados de ácido salicílico). Por outro lado, o uso concomitante de outros agentes que afectam o SRAA, de AINE ou de agentes que aumentam os níveis de potássio sérico (p. ex.: diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos do sal contendo potássio, heparina) podem levar a aumentos da caliemia. Aconselha-se prudência, caso a co-medicação com um agente que afecte o nível de potássio sérico seja considerada necessária. O uso concomitante de aliscireno com ARA ou IECA é contra-indicado em doentes com diabetes mellitus ou compromisso renal (TFG <60 ml/min/1,73 m2) e não é recomendado noutros doentes.

Cetorolac + Heparina

Observações: O cetorolac tem uma elevada ligação às proteínas plasmáticas humanas (média de 99,2%) e a ligação não depende da concentração. Não existe evidência em estudos humanos ou animais que cetorolac induza ou iniba as enzimas hepáticas capazes de o metabolizar a ele ou a outros fármacos. Como tal, não se espera que Cetorolac altere a farmacocinética de outros fármacos devido a mecanismos de indução ou inibição enzimática.
Interações: Os medicamentos seguintes não devem ser coadministrados com Cetorolac: Cetorolac está contraindicado em combinação com anticoagulantes, tais como a varfarina, visto que a coadministração de AINE e anticoagulantes pode causar um efeito anticoagulante aumentado. Embora os estudos clínicos não indiquem uma interação significativa entre cetorolac e a varfarina ou heparina, a utilização concomitante de cetorolac e terapia que afeta a hemostase, incluindo doses terapêuticas de anticoagulantes (varfarina), baixas doses profiláticas de heparina (2500-5000 unidades, de 12 em 12 horas) e dextranos, pode estar associada a um maior risco hemorrágico.

Prasugrel + Heparina

Observações: n.d.
Interações: Prasugrel pode também ser administrado concomitantemente com AAS, heparina, digoxina e medicamentos que aumentam o pH gástrico, incluindo inibidores da bomba de protões e bloqueadores H2. Embora não tenha sido avaliado em estudos específicos de interação, no estudo clínico de fase 3, Prasugrel foi coadministrado com heparina de baixo peso molecular, bivalirudina e inibidores da GP IIb/IIIa (não há informação disponível sobre o tipo de inibidores GP IIb/IIIa utilizados) sem evidência de interações adversas de relevância clínica. Efeitos de outros medicamentos sobre Prasugrel: Heparina: Uma dose única em bólus intravenoso de heparina não fracionada (100 U/kg) não alterou de modo significativo o efeito de inibição daagregação plaquetária induzido pelo prasugrel. De igual modo, o prasugrel não alterou de modo significativo o efeito da heparina sobre parâmetros da coagulação. Assim, ambos os medicamentos podem ser administrados concomitantemente. Pode existir um risco aumentado de hemorragia quando Prasugrel é coadministrado com heparina.

Cangrelor + Heparina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Efeitos farmacodinâmicos: O cangrelor demonstra inibir a ativação e agregação de plaquetas como indicado por agregometria (transmissão e impedância luminosa), ensaios no ponto de cuidados como o teste VerifyNow P2Y12™, o ensaio VASP-P e citometria de fluxo. Após a administração de um bolus de 30 microgramas/kg seguido de uma perfusão de 4 microgramas/kg/min (a dose para ICP), observou-se inibição plaquetária ao fim de dois minutos. O efeito farmacocinético/farmacodinâmico (PK/PD) do cangrelor mantém-se constante durante todo o período da perfusão. Independentemente da dose, após cessação da perfusão, os níveis sanguíneos de cangrelor diminuem rapidamente e a função plaquetária normaliza no período de uma hora.
Interações: Ácido acetilsalicílico (AAS), heparina, nitroglicerina: Não se observou interação farmacocinética ou farmacodinâmica com o cangrelor num estudo de interação com aspirina, heparina ou nitroglicerina.

Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida + Heparina

Observações: n.d.
Interações: Interações potenciais relacionadas com OLMESARTAN MEDOXOMILO: Uso concomitante não recomendado: Medicamentos que afetam os níveis de potássio: Com base na experiência com a utilização de outros medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina, a utilização concomitante de diuréticos poupadores de potássio, de suplementos de potássio, de substitutos do sal que contenham potássio ou de outros fármacos que possam aumentar os níveis do potássio sérico (por exemplo, heparina, inibidores da ECA) pode causar aumento do potássio sérico. Se forem prescritos concomitantemente com Olmesartan / Hidroclorotiazida medicamentos que afetam os níveis de potássio, recomenda-se uma monitorização dos níveis plasmáticos de potássio.

Amlodipina + Telmisartan + Heparina

Observações: Os efeitos hipotensores da amlodipina são aditivos a efeitos de outros medicamentos com propriedades hipotensoras
Interações: Tal como outros produtos medicinais que atuam no sistema renina-angiotensina-aldosterona, o telmisartan pode provocar hipercaliemia. O risco pode aumentar no caso de tratamento em combinação com outros produtos medicinais que também podem provocar hipercaliemia (substitutos do sal contendo potássio, diuréticos poupadores de potássio, inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II, produtos medicinais anti-inflamatórios não esteroides (AINEs, incluindo inibidores seletivos da COX-2), heparina, imunossupressores (ciclosporina ou tacrolimus), e trimetoprim). A ocorrência de hipercaliemia depende de fatores de risco associados. O risco é mais elevado no caso das combinações de tratamento acima indicadas. O risco é particularmente elevado em combinação com diuréticos poupadores de potássio, e quando combinados com substitutos do sal contendo potássio. Por exemplo, a combinação com inibidores da ECA ou AINEs, apresenta um risco menor caso as precauções de utilização sejam estritamente seguidas.

Ácido acetilsalicílico + Paracetamol + Cafeína + Heparina

Observações: Não existem interações de segurança relevantes entre o ácido acetilsalicílico e o paracetamol.
Interações: Ácido acetilsalicílico e Heparina: Existe um risco aumentado de hemorragia. Deve proceder-se à monitorização clínica e laboratorial do tempo de hemorragia. O uso concomitante não é, por isso, recomendado.

Caplacizumab + Heparina

Observações: n.d.
Interações: Não foram realizados estudos de interação que avaliem o uso de caplacizumab com anticoagulantes orais (por ex., antagonistas da vitamina K, anticoagulantes orais diretos [ACOD], tais como, inibidores da trombina ou inibidores de fator Xa) ou dose elevada de heparina.

Idarucizumab + Heparina

Observações: Não foram realizados estudos de interação com Idarucizumab e outros medicamentos. Com base nas propriedades farmacocinéticas e na elevada especificidade da ligação ao dabigatrano, consideram-se improváveis as interações clinicamente relevantes com outros medicamentos.
Interações: A investigação pré-clínica com idarucizumab não demonstrou quaisquer interações com: Outros anticoagulantes (p. ex. inibidores da trombina para além do dabigatrano, inibidores do fator Xa, incluindo heparina de baixo peso molecular, antagonistas da vitamina K, heparina). Dessa forma, o idarucizumab não reverterá os efeitos de outros anticoagulantes.

Ramipril + Hidroclorotiazida + Heparina

Observações: n.d.
Interações: Precauções de utilização: Sais de potássio, heparina, diuréticos poupadores de potássio e outras substâncias activas que aumentam o potássio plasmático (incluindo antagonistas da Angiotensina II, trimetoprim, tacrolimus, ciclosporina): Pode ocorrer hipercaliemia; consequentemente é necessário efectuar uma monitorização cuidada dos níveis de potássio séricos.

Telmisartan + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Digoxina: Quando o telmisartan foi coadministrado com digoxina, foram observados aumentos médios no pico de concentração plasmática (49%) e na concentração mínima (20%) de digoxina. Ao iniciar, ajustar e suspender o telmisartan, devem ser monitorizados os níveis de digoxina de modo a manter os níveis dentro da janela terapêutica. Tal como com outros medicamentos que atuam no sistema renina-angiotensina-aldosterona, o telmisartan pode induzir hipercaliemia. O risco pode aumentar em caso de associação com outros fármacos que possam também induzir hipercaliemia (substitutos do sal contendo potássio, diuréticos poupadores de potássio, inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs), antagonistas do recetor da angiotensina II, fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs, incluindo os inibidores seletivos da COX-2), heparina, imunossupressores (ciclosporina ou tacrolimus) e trimetropim). A ocorrência de hipercaliemia vai depender dos fatores de risco associados. O risco encontra-se aumentado no caso das associações terapêuticas acima mencionadas. O risco é particularmente elevado na associação com diuréticos poupadores de potássio e quando associado com substitutos do sal contendo potássio. Uma associação com inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs) ou fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), por exemplo, acarreta um risco menor, desde que as precauções de uso sejam rigorosamente seguidas.
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.

Deve evitar o ácido acetilsalícilico e medicamentos que contenham o ácido acetilsalícilico.

Deve evitar injeções IM.

Deve evitar atividades que carregam risco de lesões.

Deve usar escova de dentes macia e barbeador elétrico.

Deve dizer imediatamente ao médico se ocorrerem hematomas ou hemorragias (por exemplo, sangramento nas gengivas, hemorragias nasais ou sangue nas fezes).

Deve informar o médico ou o dentista do uso deste medicamento, antes do tratamento ou cirurgia.

Existe a possibilidade de perda de cabelo.
Esse efeito pode ocorrer vários meses após o início da terapia com heparina.
Depois da interrupção do tratamento o crescimento do cabelo volta ao normal.

Informar as mulheres que a menstruação pode ser um pouco maior e prolongada.

Normalmente, este efeito não é uma contra-indicação para a terapia se o sangramento não for excessivo e não houver nenhuma condição patológica subjacente.

Fumar e beber álcool pode alterar a resposta à heparina, por isso, estes não são aconselhados.

A interrupção abrupta do tratamento com a heparina pode precipitar o aumento da coagulação.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017