Glucose (dextrose)

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento
O que é
A glicose, glucose ou dextrose, é um monossacarídeo (açúcar simples) e é um dos carboidratos mais importantes na biologia.

O nome Glicose veio do grego (γλυκύς), que significa "doce", mais o sufixo -ose, indicativo de açúcar.

As células usam-na como fonte de energia e intermediário metabólico.
Tem função de regulador de energia, participa das vias metabólicas, além de ser precursora de outras importantes moléculas.

A glicose é um dos principais produtos da fotossíntese e inicia a respiração celular em seres procariontes e eucariontes.

É um cristal sólido de sabor adocicado, de formula molecular C6H12O6, encontrado na natureza na forma livre ou combinada.

Juntamente com a frutose e a galactose, é o carboidrato fundamental de carboidratos maiores, como sacarose e maltose.

Amido e celulose são polímeros de glucose.
Usos comuns
No aporte calórico glucídico com baixo aporte hídrico,
Na prevenção da desidratação intra e extra celular,
Na reidratação quando há perda de água superior à perda de cloreto de sódio e outros elementos responsáveis pela regulação da osmolaridade,
Na profilaxia e tratamento da cetose na desnutrição, diarreia ou vómitos,
Como veículo para a suplementação terapêutica durante o período pré, intra e imediatamente pós-operatório.
Tipo
Molécula pequena
História
No ano de 1747, Andreas Sigismund Marggraf foi o primeiro a isolar a glicose.
Indicações
No aporte calórico glucídico com baixo aporte hídrico,
Na prevenção da desidratação intra e extra celular,
Na reidratação quando há perda de água superior à perda de cloreto de sódio e outros elementos responsáveis pela regulação da osmolaridade,
Na profilaxia e tratamento da cetose na desnutrição, diarreia ou vómitos,
Como veículo para a suplementação terapêutica durante o período pré, intra e imediatamente pós-operatório.
Classificação CFT

12.02.07 : Glucose

11.02.01.02 : Glúcidos

Mecanismo De Ação
No metabolismo, a glicose é uma das principais fontes de energia e fornece 4 calorias de energia por grama.
A glicose hidratada (como no soro glicosado) fornece 3,4 calorias por grama.
A sua degradação química durante o processo de respiração celular dá origem a energia química (armazenada em moléculas de ATP - 36 ou 38 moleculas (depende da celula) de ATP por moléculas de glicose), gás carbónico e água.

Por ter 6 átomos de carbono é classificada como uma hexose, uma subcategoria dos monossacarídeos.
A D-Glicose é um dos 16 estereoisômeros da aldohexose, também conhecida como dextrose acontece abundantemente na natureza, diferente de seu isomero L-Glicose.
Posologia Orientativa
O seu médico irá decidir qual a dose de que necessita e quando é que a mesma lhe será administrada.
Isto irá depender da sua idade, peso, condições clínicas, bem como do objetivo do tratamento e de outros tratamentos simultâneos.
Administração
Solução injetável para perfusão, ou seja, é uma solução que será administrada numa das suas veias.

Este medicamento não deve ser administrado por via subcutânea ou intramuscular.
Contraindicações
A Glucose não está contraindicada em casos de hiperhidratação, na maior parte dos processos neurocirúrgicos, nos casos de hemorragia/hipertensão intracraneana ou intraespinal, nos casos de diabetes mellitus não controlados (diabetes descompensada e diabetes insípida) e insuficiência suprarrenal (coma addisoniano).

No caso de perfusão prolongada, há um risco de hiperglicémia e hiperlactémia causando uma hiperosmolaridade e uma poliúria iso-osmótica responsável pela desidratação de predominância intracelular. Um aporte simultâneo de insulina é muitas vezes necessário. A hipocaliémia, se existir, tem de ser corrigida antes de realizar a perfusão contínua.

Deve-se ter especial cuidado nos casos de hemodiluição, septicémia e trauma, uma vez que há intolerância à glucose.

A Glucose não deve ser administrado simultaneamente com sangue conservado em ACD, pois pode provocar pseudoaglutinação dos eritrócitos.

A Glucose está contraindicado em casos de doentes que apresentem igualmente:
Coma hiperosmolar,
Insuficiência renal grave (com oligúria/anúria),
Insuficiência cardíaca descompensada,
Edema geral (incluindo edema cerebral e pulmonar) e cirrose ascítica,
Outra intolerância à glucose conhecida (tal como situações de stress metabólico).

As contraindicações relacionadas com qualquer outro medicamento adicionado à solução de glucose devem ser consideradas.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
A perfusão será interrompida e receberá tratamento de acordo com os sintomas:
Inchaço da face, língua ou da boca;
Comichão (prurido) e manchas vermelhas na pele;
Dificuldades em respirar.

No local onde lhe está ser administrado Glucose pode sentir:
Dor no local de administração;
Vermelhidão;
Inchaço.

Os seguintes efeitos secundários têm ocorrido com a administração de Glucose:

Alterações nos níveis de químicos no sangue (perturbações dos eletrólitos), incluindo:
Um nível reduzido de potássio no sangue (hipocaliemia);
Um nível reduzido de magnésio no sangue (hipomagnesemia);
Um nível reduzido de fosfato no sangue (hipofosfatemia);
Um nível elevado de açúcar no sangue (hiperglicemia);
Acumulação exagerada de líquidos no seu organismo (hemodiluição e hipervolemia);
Açúcar na urina (glicosúria);
Transpiração excessiva;
Arrepios;
Febre (reação febril);
Infeção no local da injeção;
Tromboses venosas (manifestada por dor súbita).

Se um medicamento foi adicionado à Glucose, esse medicamento poderá também provocar sintomas.
Advertências

Sem informação.

Precauções Gerais
As perfusões de grande volume devem ser efetuadas com monitorização específica em doentes com hiperhidratação, insuficiência cardíaca, pulmonar ou renal.

Como a tolerância à glucose pode estar diminuída em doentes com diabetes, insuficiência renal ou doença aguda crítica, os parâmetros clínicos e biológicos, em particular os eletrólitos no plasma, incluindo magnesemia ou fosfatemia e glicemia, devem ser cuidadosamente monitorizados. Se ocorrer hiperglicemia, deve ajustar-se a velocidade de perfusão ou administrar-se insulina.

Em caso de administração prolongada ou dose de glucose elevada, devem tomar-se os cuidados para evitar hipocaliemia, monitorizando os níveis de potássio no plasma e administrando um suplemento de potássio, se necessário.

A perfusão de soluções que contêm glucose está contraindicada nas primeiras 24 horas após um traumatismo craniano, e a concentração de glucose no sangue deve ser cuidadosamente monitorizada durante episódios de hipertensão intracraniana.

A administração de soluções que contêm glucose pode levar a hiperglicemia. Assim, a utilização de solução com glucose após um AVC isquémico agudo não é recomendada, uma vez que a hiperglicemia foi relacionada com o aumento dos danos cerebrais isquémicos e dificuldade da recuperação.

A solução de glucose não deve ser administrada através do mesmo equipamento utilizado para sangue total, uma vez que poderá ocorrer hemólise e aglutinação de glóbulos.

Não utilize recipientes de plástico, ligados em série. Esta utilização pode resultar em embolismo gasoso devido ao ar residual ser extraído do primeiro recipiente antes da administração do fluido do segundo recipiente estar completo.

É necessária uma monitorização clínica especial no início de qualquer perfusão intravenosa.

As soluções para perfusão intravenosa de glucose são normalmente soluções isotónicas. No entanto, no organismo, os fluidos que contêm glucose podem tornar- se extremamente hipotónicos devido à rápida metabolização da glucose.
Dependendo da tonicidade da solução, do volume e da velocidade de perfusão, bem como do estado clínico subjacente do doente e da sua capacidade para metabolizar a glucose, a administração intravenosa da glucose pode causar desequilíbrios de eletrólitos e, mais importante, hiponatremia hipo- ou hiperosmótica.

Hiponatremia:
Os doentes com libertação de vasopressina não-osmótica (p. ex., em doenças agudas, dor, stress pós-operatório, infeções, queimaduras e doenças do SNC), doentes com doenças cardíacas, hepáticas e renais e doentes expostos a agonistas da vasopressina apresentam um risco particular de hiponatremia aguda após perfusão de fluidos hipotónicos.
A hiponatremia aguda pode levar a encefalopatia hiponatrémica aguda (edema cerebral), caracterizada por dores de cabeça, náuseas, convulsões, letargia e vómitos. Os doentes com edema cerebral apresentam um risco particular de lesões cerebrais graves, irreversíveis e potencialmente fatais.

Crianças, mulheres em idade fértil e doentes com resposta cerebral reduzida (p. ex., meningite, hemorragia intracraniana e contusão cerebral) apresentam um risco particular de edema cerebral grave e potencialmente fatal causado por hiponatremia aguda.
Cuidados com a Dieta
Não interfere com alimentos e bebidas.
Terapêutica Interrompida
Se você esquecer de uma dose de glicose, contate o seu médico imediatamente.
Cuidados no Armazenamento
Não conservar acima de 25ºC.

Os medicamentos devem manter-se fora do alcance e da vista das crianças.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Se necessário, este medicamento pode ser utilizado durante a gravidez e o aleitamento.
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020