Ganciclovir

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução Uso Hospitalar DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
O ganciclovir sódico, uma droga antiviral, ativa contra o citomegalovírus.

O nome químico do ganciclovir é 9-(1,3-dihidroxi-2-propoximetil) guanina.

O ganciclovir tem sido referido, também, como DHPG.
Usos comuns
Queratite herpética.

Indicado na prevenção e tratamento de infecções por citomegalovírus (CMV) em pacientes imunodeprimidos e para a prevenção da doença por CMV em pacientes receptores de transplante.
Tipo
pequena molécula
História
Sem informação.
Indicações
Gel oftálmico: Queratite herpética.

Solução para perfusão: é indicado na prevenção e tratamento de infecções por citomegalovírus (CMV) em pacientes imunodeprimidos e para a prevenção da doença por CMV em pacientes receptores de transplante.
Classificação CFT
01.03.02     Outros antivíricos 15.01.03     Antivíricos
Mecanismo De Ação
O ganciclovir é um nucleosídeo sintético análogo da 2’-desoxiguanosina, a qual inibe a replicação dos herpes vírus, tanto in vitro como in vivo.

Os vírus humanos sensíveis ao ganciclovir incluem os citomegalovírus humano (CMVH), os vírus herpes simples 1 e 2 (HSV-1, HSV-2), o herpes vírus humano tipo 6, 7 e 8 (HHV-6, HHV-7, HHV-8), o vírus de Epstein-Barr (EBV), o vírus da Varicela Zoster (VZV) e o vírus da hepatite B.

Os estudos clínicos têm se limitado à avaliação da eficácia na infecção por citomegalovírus.

Nas células infectadas pelo CMV, o ganciclovir é inicialmente fosforilado a ganciclovir monofosfato pela quinase proteica viral UL97.

Depois de ocorrer a fosforilação, diversas quinases celulares produzem o ganciclovir trifosfato, o qual é lentamente metabolizado no interior da célula.

Isto ocorre nas células infectadas pelo HSV e pelo CMVH com meia vida de 18 e entre 6-24 horas, respectivamente, após a entrada do ganciclovir na célula.

Como a fosforilação é amplamente dependente da quinase viral, a fosforilação do ganciclovir ocorre preferencialmente em células infectadas pelo vírus.

A atividade virustática do ganciclovir é devido à inibição da síntese do DNA viral por dois mecanismos: (1) inibição competitiva da incorporação da desoxiguanosina trifosfato (DGTP) ao DNA pela DNA polimerase e (2) a incorporação do trifosfato de ganciclovir ao DNA viral causa um subsequente término ou alongamento muito limitado do DNA viral.

O antiviral com concentração inibitória média (IC50) característica contra o CMV in vitro tem o tamanho de 0,14mcM (0,04 mcg/mL) a 14 mcM (3,5 mcg/mL).
Posologia Orientativa
1 gota 5 vezes por dia até completa reepitelização da córnea, depois 1 gota 3 vezes por dia durante 7 dias.

A duração do tratamento não excede, normalmente, 21 dias.


Ganciclovir injetável
Dose padrão para tratamento de retinite por CMV
Terapia de indução: 5 mg/kg administrada por infusão intravenosa durante 1 hora, a cada 12 horas por 14 - 21 dias em pacientes com função renal normal.
Tratamento de manutenção: 5 mg/kg administrado por infusão intravenosa durante 1 hora, 1 vez ao dia 7 dias/semana ou 6 mg/kg 1 vez ao dia por 5 dias/semana.

Dose padrão para prevenção em receptores de transplante
Tratamento de indução: 5 mg/kg, dado por infusão intravenosa durante uma hora, a cada 12 horas por 7 - 14 dias em pacientes com função renal normal.
Tratamento de manutenção: 5 mg/kg, administrado por infusão intravenosa durante uma hora, uma vez por dia 7 dias/semana ou 6 mg/kg uma vez ao dia em 5 dias/semana.
Administração
Via intravenosa e oftálmica



Gel oftálimico: Instilação ocular no saco conjuntival inferior do olho afetado.
Contraindicações
Gel oftálmico:
Hipersensibilidade ao ganciclovir ou aciclovir.

Solução para perfusão:
está contraindicado a pacientes com hipersensibilidade ao ganciclovir, valganciclovir.
Devido à semelhança entre a estrutura química do Ganciclovir, aciclovir e valaciclovir, uma reação de sensibilidade cruzada entre estas drogas é possível.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Gel oftálmico:
Afeções oculares - Muito frequentes (≥1/10): Sensações transitórias de ardor ou picada.

- Frequentes (≥1/100, <1/10): Queratite ponteada superficial.



Solução para perfusão:

Ganciclovir pode causar diminuição na contagem dos glóbulos brancos, uma condição conhecida como neutropenia.

Isto torna o organismo mais propenso a infecções e menos capacitado para lidar com elas de forma satisfatória.

Isto é importante caso você tenha tido disfunção da medula óssea, seja decorrente de exposição à radiação, ou após ingestão de drogas que causam danos à medula óssea, ou como reação a outros medicamentos.

Você deve perguntar ao seu médico quais são os sinais que possam indicar que esse tipo de problema esteja acontecendo com você.

Os sinais iniciais mais comuns incluem infecções da gengiva, garganta e das vias aéreas superiores.

Ganciclovir pode também suprimir a produção de plaquetas, que são fatores importantes para a coagulação.

Uma diminuição das plaquetas aumentará o risco da ocorrência de hematomas e sangramentos.

Caso ocorra, você deve procurar seu médico imediatamente.

Algumas pessoas podem apresentar anemia, ou seja, diminuição do número de hemácias, que pode causar uma sensação de perda de força e falta de ar após esforço.

Foram encontrados tumores em animais de laboratório que receberam ganciclovir, embora até o momento não haja informação de estudos em humanos.

A droga possui também efeitos no sistema reprodutor.

Quando usado em homens, pode diminuir o número de espermatozoides no sêmen, que pode vir a ser total e irreversível.

Nas mulheres, não apenas pode causar infertilidade, como o uso durante a gravidez pode causar malformações do feto.

Os efeitos adversos descritos a seguir foram relatados ocasionalmente com o uso de Ganciclovir: diarreia, vômitos, perda de apetite, perda de energia, febre, calafrios, dor de garganta e sintomas de gripe, dores abdominais, dor de cabeça, alterações nos testes sanguíneos laboratoriais, confusão mental.

Efeitos adversos menos frequentes: dor, infecção, celulite, distensão abdominal, dor no peito, dor mamária, mal estar, foto sensibilidade, flatulência, eructação, úlceras orais, constipação, dificuldade para engolir, incontinência fecal, hemorragias, dificuldade para respirar, formigamento dos dedos, rash, prurido, perda de cabelo, sudorese, acne, bolhas, perda do sono, vertigem, sonhos e pensamentos anormais, ansiedade, euforia, alterações na marcha, confusão, hiperatividade, convulsões, tremores, agitação, esquecimento, alterações visuais, dor nos olhos ou ouvidos, perda da visão, zumbido nos ouvidos, conjuntivite, descolamento da retina, diminuição da audição, alteração de paladar, infecção das vias urinárias, aumento da frequência urinária, enxaqueca, alteração da pressão arterial, alteração dos batimentos cardíacos, fraqueza e dores musculares.

Se você apresentar sintomas tais como febre, tremores, fortes dores, dificuldade em respirar ou outros efeitos indesejáveis, deve contatar seu médico imediatamente.
Advertências
Gravidez
Gravidez:A potencial toxicidade fetal e os efeitos tóxicos conhecidos nos animais levam a recomendar o uso na gravidez apenas nas doenças muito graves, em doentes imunodeprimidos com infecções graves por citomegalovírus; risco teratogénico. Assegurar contracepção eficaz durante o tratamento e até 90 dias depois em ambos os sexos. Evidência fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco. Trimestre: 1º, 2º e 3º
Aleitamento
Aleitamento:Evitar; não há informação útil.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Evitar.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Reduzir dose; consultar literatura específica.
Conducao
Conducao:Se ocorrem quaisquer perturbações visuais após a aplicação, os doentes devem evitar conduzir veículos.
Precauções Gerais
Gel oftálmico:
Este medicamento não está indicado no tratamento de infeções da retina por citomegalovírus (CMV).

Não foi demonstrada eficácia em outros tipos de queratoconjuntivites virais.

Não foram realizados estudos clínicos específicos em indivíduos com compromisso do sistema imunitário.

O cloreto de benzalcónio pode causar irritação ocular.

Evitar o contacto com lentes de contacto moles.

Remover as lentes de contacto antes da aplicação e esperar pelo menos 15 minutos antes de as recolocar.

Passível de descolorar lentes de contacto moles.




Solução para perfusão:
Em estudos em animais, o Ganciclovir mostrou-se mutagênico, teratogênico e carcinogênico.

Ganciclovir deve ser considerado, portanto, um potencial teratogênico e carcinogênico em humanos com potencial de causar defeitos de nascimento e câncer.

É provável que o Ganciclovir cause inibição, temporária ou permanente, da espermatogenese.

- Leucopenia grave, neutropenia, anemia, trombocitopenia, pancitopenia, mielossupressão, anemia aplástica foram observadas em pacientes tratados com Ganciclovir
A terapia com Ganciclovir não deve ser iniciada se a contagem absoluta de neutrófilos for inferior a 500 células/mcL ou a contagem de plaquetas for inferior a 25.000 células/mcL ou hemoglobina menor que 8 g/dL.

É recomendado que as células sanguíneas e as plaquetas sejam monitoradas durante a terapia com Ganciclovir.

Em pacientes com leucopenia grave, neutropenia, anemia e/ou trombocitopenia, é recomendado que o tratamento com fatores de crescimento hematopoiético e/ou interrupção da dose seja considerado.

- Em pacientes com alteração da função renal, ajustes na dose baseados no clearance de creatinina são necessários.

- Convulsões, sedação, tonturas, ataxia e/ou confusão podem ocorrer em pacientes recebendo Ganciclovir.

Se ocorrerem, tais efeitos poderão alterar tarefas que necessitem de concentração incluindo habilidade para dirigir automóveis e operar máquinas.

Convulsões têm sido relatadas em pacientes tomando imipenem-cilastatina e ganciclovir.

O Ganciclovir não deve ser utilizado concomitantemente com imipenem-cilastatina, a menos que os potenciais benefícios superem os riscos (vide item Interações medicamentosas).

- Zidovudina e Ganciclovir têm cada um, o potencial de causar neutropenia e anemia.

Alguns pacientes podem não tolerar a terapia concomitante com dose plena.

- A concentração plasmática de didanosina pode aumentar durante o tratamento concomitante com o Ganciclovirportanto, os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados quanto à toxicidade da didanosina.

- O uso concomitante de outras drogas sabidamente mielossupressoras ou associadas com lesão renal e Ganciclovir pode resultar em toxicidade adicional.
Cuidados com a Dieta
Não interfere com alimentos e bebidas.
Terapêutica Interrompida
Não utilize uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de aplicar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.


Gel oftálmico:
Conservar a temperatura inferior a 25ºC.
A bisnaga não deve ser utilizada mais de 4 semanas após a sua abertura.


Solução para perfusão:
O pó liofilizado deve ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15º e 30ºC).
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Herpes vírus simples tipos 1 e 2, herpes vírus 6, vírus da varicela-zóster. É um potente inibidor do CMV

Elvitegravir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir + Ganciclovir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Utilização concomitante não recomendada: A utilização de Elvitegravir / Cobicistate / Emtricitabina / Tenofovir deve ser evitada concomitantemente ou pouco tempo após a utilização de medicamentos nefrotóxicos. Alguns exemplos destes medicamentos incluem, mas não se limitam a, aminoglicósidos, anfotericina B, foscarneto, ganciclovir, pentamidina, vancomicina, cidofovir ou interleucina-2 (também chamada aldesleucina).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tacrolímus + Ganciclovir

Observações: n.d.
Interações: Outras interações que originaram efeitos clínicos prejudiciais: O uso concomitante de tacrolímus com medicamentos com efeitos nefrotóxicos ou neurotóxicos conhecidos poderá aumentar os níveis de toxicidade (por exemplo, os aminoglicosidos, os inibidores da girase, a vancomicina, o sulfametoxazol / trimetoprim, os AINEs, o ganciclovir ou o aciclovir).

Zidovudina + Ganciclovir

Observações: N.D.
Interações: O risco de reacções adversas com zidovudina pode também aumentar na terapêutica concomitante, especialmente terapêutica aguda, com fármacos potencialmente nefrotóxicos ou mielodepressores (p.ex. pentamidina sistémica, dapsona, pirimetamina, cotrimoxazol, anfotericina, flucitosina, ganciclovir, interferão, vincristina, vinblastina e doxorrubicina). Caso seja necessária terapêutica concomitante com qualquer destes fármacos, recomenda-se cuidadosa monitorização da função renal e dos parâmetros hematológicos e, se necessário, redução da dose de um ou mais destes fármacos.

Tafamidis + Ganciclovir

Observações: N.D.
Interações: Num ensaio clínico em voluntários saudáveis, tafamidis não induziu ou inibiu a enzima CYP3A4 do citocromo P450. Os dados in vitro também indicaram que o tafamidis não inibe significativamente as enzimas CYP1A2, CYP3A4, CYP3A5, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e CYP2D6 do citocromo P450. Estudos in vitro com tafamidis sugerem que é improvável que o mesmo cause interações medicamentosas em concentrações clinicamente relevantes com substratos da UDP - glucuronosiltransferase (UGT ), transportadores da P - gp ou transportadores de polipeptídeos de transporte de aniões orgânicos ( OATP1B1 e 1 B3). No entanto, tafamidis in vitro inibe o transportador de efluxo BCRP (proteína resistente ao cancro da mama) com um a IC50=1, 16 μM e pode causar interações fármaco - fármaco em concentrações clinicamente relevantes com substratos deste transportador (p.ex. metotrexato, rosuvastatina e imatinib). Da mesma forma, tafamidis inibe os transportadores de captação OAT1 e OAT3 (transportadores de aniões orgânicos) com um a IC50=2, 9 μM e IC50=2, 36 μM, respetivamente, e pode causar interações fármaco - fármaco em concentrações clinicamente relevantes com substratos destes transportadores ( p.ex., medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, bumetanida, furosemida, lamivudina, metotrexato, oseltamivir, tenofovir, ganciclovir, adefovir, cidofovir, zidovudina, zalcitabina ). Não foram realizados estudos de interação para avaliar o efeito de outros medicamentos no tafamidis.

Ganciclovir + Outros medicamentos

Observações: N.D.
Interações: No caso de estar a ser utilizado mais de um tratamento oftalmológico tópico, os medicamentos devem ser instilados com um intervalo de pelo menos 15 minutos. O Ganciclovir deve ser instilado por último.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Micofenolato de mofetil + Ganciclovir

Observações: N.D.
Interações: Ganciclovir: Com base nos resultados dos ensaios de administração em dose única de doses recomendadas de micofenolato de mofetil oral e de ganciclovir iv, e com base nos efeitos conhecidos da insuficiência renal na farmacocinética de Micofenolato de Mofetil e do ganciclovir, prevê-se que a administração concomitante destes fármacos (que competem para os mecanismos de secreção tubular renal) resulte no aumento da concentração do GAMF e do ganciclovir. Não se prevê alteração substancial na farmacocinética do AMF e não é necessário ajuste da dose do Micofenolato de Mofetil. Em doentes com insuficiência renal nos quais Micofenolato de Mofetil e o ganciclovir, ou os seus pró-fármacos (por exemplo valganciclovir) são co-administrados, deverão ser respeitadas as recomendações posológicas para o ganciclovir e os doentes deverão ser cuidadosamente controlados.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ospemifeno + Ganciclovir

Observações: N.D.
Interações: Efeitos do ospemifeno sobre outros medicamentos: O ospemifeno e o seu metabolito principal, 4-hidroxiospemifeno, inibiram o transportador catiónico orgânico (OCT) in vitro em concentrações clinicamente relevantes. Por isso, o ospemifeno pode aumentar as concentrações dos medicamentos que são substratos do OCT1 (p.ex., metformina, aciclovir, ganciclovir e oxaliplatina).

Ácido micofenólico + Ganciclovir

Observações: N.D.
Interações: Aciclovir e ganciclovir: O potencial para mielossupressão nos doentes em tratamento com Ácido micofenólico e aciclovir ou ganciclovir não foi estudado. Podem-se esperar níveis elevados de glucoronido do ácido micofenólico (GAMF) e aciclovir/ganciclovir quando o aciclovir/ganciclovir e Ácido micofenólico são administrados concomitantemente, possivelmente em resultado da competição pela via de excreção tubular. Não é provável que as alterações na farmacocinética do GAMF tenham significado clínico em doentes com função renal adequada. Em caso de insuficiência renal existe potencial para aumentos das concentrações plasmáticas de GAMF e aciclovir/ganciclovir; devem ser seguidas as recomendações posológicas para o aciclovir/ganciclovir e os doentes devem ser cuidadosamente observados.

Netilmicina + Ganciclovir

Observações: N.D.
Interações: Tal como para outros aminoglicosídeos, deve evitar-se o uso sistémico ou tópico concomitante e/ou sequencial de outros fármacos potencialmente neurotóxicos e/ou nefrotóxicos. A utilização concomitante de Netilmicina com outros fármacos potencialmente nefrotóxicos aumenta o risco de nefrotoxicidade. Estes fármacos incluem aminoglicosídeos, vancomicina, polimixina B, colistina, organoplatinas, metotrexato em doses elevadas, “ifosfamida pentamidina”, foscarnet, alguns agentes antivíricos (aciclovir, ganciclovir, adefovir, ciclovir, terovir), anfotericina B, imunossupressores, tais como a ciclosporina ou tacrolimus, e meios de contraste com iodo. Se a utilização de tal associação for necessária, a função renal deve ser rigorosamente monitorizada com testes laboratoriais apropriados.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Imipenem + Cilastatina + Ganciclovir

Observações: N.D.
Interações: Foram notificadas convulsões generalizadas em doentes mdicados com ganciclovir e imipenem + cilastatina IV. Estes fármacos não devem ser utilizados concomitantemente, a menos que o potencial benefício compense os riscos. O pró-fármaco valganciclovir também pode provocar convulsões quando associado ao imipenem + cilastatina.

Emtricitabina + Rilpivirina + Tenofovir + Ganciclovir

Observações: Não foram efetuados estudos de interação medicamentosa com Emtricitabina / Rilpivirina / Tenofovir. As interações que foram identificadas com estes agentes individualmente podem ocorrer com esta associação. Os estudos de interação com estes agentes só foram realizados em adultos. A rilpivirina é metabolizada principalmente pelo citocromo P450 (CYP)3A. Medicamentos que induzem ou inibem a CYP3A podem portanto afetar a depuração de rilpivirina.
Interações: Utilização concomitante não recomendada: Medicamentos eliminados por via renal: Uma vez que a emtricitabina e o tenofovir são excretados principalmente pelos rins, a coadministração deste medicamento com medicamentos que reduzem a função renal ou competem pela secreção tubular ativa (ex. cidofovir) poderá aumentar as concentrações séricas da emtricitabina e do tenofovir e/ou dos medicamentos administrados concomitantemente. A utilização de Emtricitabina / Rilpivirina / Tenofovir deve ser evitada com a utilização concomitante ou recente de um medicamento nefrotóxico. Alguns exemplos destes medicamentos incluem, mas não se limitam a, aminoglicosidos, anfotericina B, foscarneto, ganciclovir, pentamidina, vancomicina, cidofovir ou interleucina-2 (também chama da aldesleucina).

Emtricitabina + Tenofovir + Ganciclovir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. A farmacocinética no estado estacionário da emtricitabina e tenofovir não foi afetada quando a emtricitabina e o tenofovir disoproxil fumarato foram administrados em associação comparativamente a cada medicamento administrado isoladamente. Os estudos de interação farmacocinética in vitro e clínica demonstraram que o potencial para interações mediadas pelo CYP450, envolvendo a emtricitabina e o tenofovir disoproxil fumarato com outros medicamentos, é baixo.
Interações: Utilização concomitante não recomendada: A utilização de Emtricitabina / Tenofovir deve ser evitada concomitantemente ou pouco tempo após a utilização de medicamentos nefrotóxicos. Alguns exemplos destes medicamentos incluem, mas não se limitam a, aminoglicosídeos, anfotericina B, foscarneto, ganciclovir, pentamidina, vancomicina, cidofovir ou interleucina - 2.

Foscarneto sódico + Ganciclovir

Observações: N.D.
Interações: Não existe interacção farmacocinética com a zidovudina (AZT), ganciclovir, didanosina (ddI) ou zalcitabina (ddC).

Efavirenz + Emtricitabina + Tenofovir + Ganciclovir

Observações: As interações que foram identificadas com Efavirenz, Emtricitabina e Tenofovir individualmente podem ocorrer com esta associação. Os estudos de interação com estes medicamentos só foram realizados em adultos.
Interações: Medicamentos eliminados por via renal: Uma vez que a emtricitabina e o tenofovir são principalmente eliminados pelos rins, a coadministração de Efavirenz / Emtricitabina / Tenofovir com medicamentos que reduzem a função renal ou que competem pela secreção tubular ativa (p.ex., cidofovir) pode aumentar as concentrações séricas de emtricitabina, tenofovir e/ou dos medicamentos administrados concomitantemente. Deve evitar-se a utilização deste medicamento concomitantemente ou pouco tempo após a utilização de medicamentos nefrotóxicos. Alguns exemplos incluem, mas não estão limitados a, aminoglicosídeos, anfotericina B, foscarneto, ganciclovir, pentamidina, vancomicina, cidofovir ou interleucina-2.

Estavudina + Ganciclovir

Observações: Como a estavudina é eliminada por secreção activa nos túbulos renais, são possíveis interações com outros medicamentos com secreção activa. Não foi investigada a influência da estavudina na cinética de fosforilação dos análogos dos nucleosidos, com excepção da zidovudina. A estavudina não inibe as isoformas principais do citocromo P450 CYP1A2, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6 e CYP3A4; consequentemente, não é provável que ocorram interações farmacológicas clinicamente relevantes com medicamentos metabolizados por estas vias. Uma vez que a estavudina não se liga às proteínas, não se espera que afecte a farmacocinética de medicamentos que se ligam às proteínas. Não existem estudos formais de interacção com outros medicamentos. Os estudos de interacção só foram realizados em adultos.
Interações: Estudos in vitro indicam que a activação da estavudina é inibida pela Doxorrubicina e ribavirina, mas não por outros medicamentos usados no tratamento da infecção pelo VIH que são igualmente fosforilados (e.g. didanosina, zalcitabina, ganciclovir e foscarnet), pelo que a co-administração de estavudina quer com doxorrubicina ou com ribavirina deverá ser efectuada com precaução.

Tenofovir + Ganciclovir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Administração concomitante não recomendada: Medicamentos eliminados por via renal: Uma vez que o tenofovir é excretado principalmente pelos rins, a coadministração de tenofovir disoproxil com medicamentos que reduzem a função renal ou competem pela secreção tubular ativa via proteínas de transporte hOAT 1, hOAT 3 ou MRP 4 (ex. cidofovir) poderá aumentar as concentrações séricas do tenofovir e/ou dos medicamentos administrados concomitantemente. A utilização de tenofovir disoproxil deve ser evitada concomitantemente ou pouco tempo após a utilização de um medicamento nefrotóxico. Alguns exemplos destes medicamentos incluem, mas não se limitam a aminoglicósidos, anfotericina B, foscarneto, ganciclovir, pentamidina, vancomicina, cidofovir ou interleucina-2. Tendo em conta que o tacrolímus pode afetar a função renal, recomenda-se uma monitorização cuidadosa quando este é administrado com tenofovir disoproxil.

Lamivudina + Zidovudina + Ganciclovir

Observações: Os ensaios clínicos demonstraram que não existem interações clinicamente significativas entre a lamivudina e a zidovudina. A zidovudina é principalmente metabolizada pelas enzimas UGT; a administração concomitante de indutores ou inibidores das enzimas UGT pode alterar a exposição à zidovudina. A lamivudina é depurada ao nível renal. A secreção renal ativa da lamivudina na urina é mediada através de transportadores catiónicos orgânicos (OCTs); a administração concomitante de lamivudina com inibidores OCT ou fármacos nefrotóxicos pode aumentar a exposição à lamivudina. A lamivudina e a zidovudina não são significativamente metabolizadas pelas enzimas do citocromo P450 (tais como CYP 3A4, CYP 2C9 ou CYP 2D6) nem inibem ou induzem este sistema enzimático. Assim, o potencial para interações com antirretrovirais inibidores da protease, não nucleosídeos e outros medicamentos metabolizados pelas principais enzimas P450 é baixo. Foram realizados estudos de interação apenas em adultos.
Interações: O tratamento concomitante, especialmente terapêutica aguda, com medicamentos potencialmente nefrotóxicos ou mielosupressores (e.x. pentamidina sistémica, dapsona, pirimetamina, cotrimoxazol, anfotericina, flucitosina, ganciclovir, interferão, vincristina, vinblastina e doxorrubicina) também pode aumentar o risco de reações adversas à zidovudina. Se for necessária terapêutica concomitante com lamivudina / zidovudina e qualquer um destes medicamentos então deve ser tida atenção adicional em monitorizar a função renal e os parâmetros hematológicos e, se necessário, a dose de um ou mais dos agentes deve ser reduzida.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Didanosina + Ganciclovir

Observações: N.D.
Interações: A administração da didanosina duas horas antes ou em simultâneo com o ganciclovir foi associada a um aumento médio de 111% da AUC da didanosina no estado estacionário. Foi observada uma ligeira diminuição (21%) da AUC do ganciclovir no estado estacionário quando a didanosina foi administrada 2 horas antes do ganciclovir, mas não quando os dois medicamentos foram administrados em simultâneo. Não houve alterações na depuração renal para qualquer dos fármacos. Desconhece-se se estas alterações estão associadas a alterações na segurança da didanosina ou na eficácia do ganciclovir. Não há evidência de que a didanosina potencie os efeitos mielossupressores do ganciclovir ou da zidovudina. Não foram estabelecidas as doses adequadas de didanosina, quando utilizada em associação com o ganciclovir ou valganciclovir. Os doentes a tomar didanosina em associação com ganciclovir ou valganciclovir devem ser cuidadosamente monitorizados quanto a toxicidade associada a didanosina.

Doravirina + Lamivudina + Tenofovir + Ganciclovir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre a doravirina, lamivudina e tenofovir disoproxil Tenofovir disoproxil Como o tenofovir é eliminado principalmente pelos rins através de uma combinação de filtração glomerular e secreção tubular ativa, a administração concomitante de doravirina/lamivudina/tenofovir disoproxil com medicamentos que reduzem a função renal ou que competem por secreção tubular ativa através de OAT1, OAT3 ou MRP4 pode aumentar as concentrações séricas de tenofovir. Devido ao componente tenofovir disoproxil da doravirina/lamivudina/tenofovir disoproxil, a utilização do medicamento deve ser evitada com a utilização concomitante ou recente de medicamentos nefrotóxicos. Alguns exemplos incluem, mas não estão limitados a, aciclovir, cidofovir, ganciclovir, valaciclovir, valganciclovir, aminoglicosidos (por exemplo, gentamicina) e AINEs de dose elevada ou múltiplos.

Abacavir + Lamivudina + Ganciclovir

Observações: N.D.
Interações: O ganciclovir e o foscarneto sódico não deverão ser coadministrados sem que se consulte informação actualizada.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Abacavir + Lamivudina + Zidovudina + Ganciclovir

Observações: N.D.
Interações: O ganciclovir e o foscarneto sódico não deverão ser coadministrados sem que se consulte informação actualizada e zidovudina. A administração concomitante de anfotericina B, dapsona, flucitosina, pentamidina e ganciclovir aumenta o risco de mielossupressão.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Não se recomenda a administração durante a gravidez ou o aleitamento, exceto em caso de inexistência de um tratamento alternativo.

As mulheres com potencial para engravidar devem utilizar métodos contracetivos eficazes.

Se ocorrem quaisquer perturbações visuais após a aplicação, os doentes devem evitar conduzir veículos ou utilizar máquinas.

Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017