Filgrastim

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Condução Uso Hospitalar DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica) DCI/Medicamento sujeito a Monitorização Adicional
O que é
O filgrastim é uma proteína produzida por biotecnologia na bactéria chamada Escherichia coli.

Pertence a um grupo de proteínas chamadas citoquinas e é muito idêntica a uma proteína natural (fator de estimulação de colónias de granulócitos [G–CSF] produzida pelo nosso próprio corpo.

O filgrastim estimula a medula óssea (o tecido onde são produzidas novas células sanguíneas) para produzir maior número de células sanguíneas, principalmente alguns tipos de glóbulos brancos.

Os glóbulos brancos são muito importantes, principalmente no combate a infeções.



Usos comuns
Filgrastim Injeção é usado para tratar a neutropenia (baixa de glóbulos brancos), que é causada por medicamentos de cancro.

É uma forma sintética (feita pelo homem) de uma substância que é produzida naturalmente em seu corpo chamado de fator estimulador de colônias.

Filgrastim ajuda da medula óssea para produzir novas células brancas do sangue.

Quando certos medicamentos de cancro são usadas para combater as células cancerosas, eles também afetam os glóbulos brancos que combatem infeções.

Filgrastim é usado para prevenir ou reduzir o risco de infecção enquanto estiver a ser tratado com medicamentos de cancro.

Filgrastim também é utilizada para ajudar a medula óssea se recuperar depois de um transplante de medula óssea, e de um processo chamado de recolha de células progenitoras do sangue periférico de pacientes de cancro.

Filgrastim só está disponível com prescrição médica.
Tipo
biotecnologia
História
Sem informação.
Indicações
Filgrastim é indicado na redução da duração da neutropenia e da incidência da neutropenia febril em doentes tratados com quimioterapia citotóxica estabelecida para doença maligna (com exceção da leucemia mielóide crónica e das síndromes mielodisplásicas), bem como na redução da duração da neutropenia em doentes sob terapêutica mieloablativa seguida de transplante de medula óssea que se considerem estar sob um risco acrescido de desenvolver neutropenia grave prolongada.

A segurança e a eficácia de filgrastim são semelhantes nos adultos e nas crianças a receber quimioterapia citotóxica.


Filgrastim é indicado para a mobilização de células progenitoras do sangue periférico (CPSP).


Em doentes, crianças ou adultos, com neutropenia congénita grave, cíclica, ou idiopática, com contagem absoluta de neutrófilos (CAN) ≤0,5 x 109/l e antecedentes de infeções graves ou recorrentes, a administração prolongada de Filgrastim é indicada para aumentar as contagens de neutrófilos e para reduzir a incidência e a duração de sintomas relacionados com infeções.


Filgrastim é indicado para o tratamento da neutropenia persistente (CAN inferior ou igual a 1,0 x 109/l) em doentes com infeção por VIH avançada, com o objetivo de reduzir os riscos de infeções bacterianas, quando outras opções de tratamento da neutropenia são inapropriadas.



Classificação CFT
04.02     Factores estimulantes da hematopoiese
Mecanismo De Ação
O G-CSF humano é uma glicoproteína que regula a produção e a libertação de neutrófilos funcionais da medula óssea.

Filgrastim provoca, num espaço de 24 horas, um forte aumento do número de neutrófilos no sangue periférico, com aumentos mínimos dos monócitos.

Em alguns doentes com NCG, o filgrastim pode também induzir um pequeno aumento do número de eosinófilos e basófilos circulantes relativamente aos valores de base; alguns destes doentes podem ter já eosinofilia ou basofília antes do tratamento.

O aumento das contagens de neutrófilos é dependente da dose, nas doses recomendadas.

Os neutrófilos produzidos em resposta ao filgrastim apresentam função normal ou aumentada, como demonstrado em ensaios sobre as funções fagocítica e quimiotática.

Após a suspensão do tratamento com filgrastim, o número de neutrófilos circulantes diminui em 50 % no espaço de 1 a 2 dias e para valores normais no espaço de 1 a 7 dias.


A utilização de filgrastim em doentes sujeitos a quimioterapia citotóxica conduz a reduções significativas na incidência, gravidade e duração da neutropenia e da neutropenia febril.

O tratamento com filgrastim reduz significativamente a duração da neutropenia febril, a utilização de antibióticos e o tempo de hospitalização após quimioterapia de indução para o tratamento da leucemia mielóide aguda ou terapêutica mieloablativa seguida de transplante de medula óssea.

A incidência de febre e infeções documentadas não foi reduzida em qualquer um destes quadros clínicos.

A duração da febre não diminuiu nos doentes sob terapêutica mieloablativa seguida de transplante de medula óssea.


A utilização de filgrastim, quer isoladamente quer após quimioterapia citotóxica, mobiliza as células progenitoras hematopoiéticas para o sangue periférico.

Estas CPSPs autólogas podem ser colhidas e perfundidas após terapêutica citostática de dose elevada, quer em substituição, quer como complemento do transplante de medula óssea.

A perfusão de CPSPs acelera a recuperação hematopoiética reduzindo a duração do risco de complicações hemorrágicas e a necessidade de transfusões de plaquetas.


Os recetores de CPSPs alogénicas mobilizadas com filgrastim têm uma recuperação hematológica significativamente mais rápida, levando a uma diminuição significativa do tempo de recuperação não apoiada de plaquetas quando comparado com o transplante alogénico de medula óssea.



Posologia Orientativa
Quimioterapia citotóxica estabelecida:
A dose recomendada de filgrastim é de 0,5 MUI (5 μg)/kg/dia.
A primeira dose de filgrastim não deve ser administrada nas 24 horas seguintes à quimioterapia citotóxica.

Em doentes tratados com terapêutica mieloablativa seguida de transplante de medula óssea:
A dose inicial recomendada de filgrastim é de 1,0 MUI (10 μg)/kg/dia administrados por perfusão intravenosa durante 30 minutos ou 24 horas, ou 1,0 MUI (10 μg)/kg/dia administrados por perfusão subcutânea contínua de 24 horas.

Para a mobilização de CPSP em doentes submetidos a terapêutica mielossupressora ou mieloablativa seguida de transplante autólogo de células progenitoras do sangue periférico:
A dose recomendada de filgrastim para a mobilização de CPSP quando utilizado isoladamente é de 1,0 MIU (10 μg)/kg/dia, em perfusão subcutânea contínua durante 24 horas, ou de uma injeção subcutânea diária durante 5 a 7 dias consecutivos.

A dose recomendada de filgrastim para a mobilização de CPSP, após quimioterapia mielossupressora é de 0,5 MIU (5 μg)/kg/dia, administrada por injeção subcutânea diária, desde o primeiro dia após a conclusão da quimioterapia até que seja ultrapassado o limiar neutrofílico esperado e a contagem de neutrófilos tenha regressado aos intervalos normais.


Para a mobilização de CPSP em dadores saudáveis antes do transplante alogénico de células progenitoras do sangue periférico:
Para a mobilização de CPSP em dadores saudáveis, filgrastim deve ser administrado a 1,0 MIU (10 μg)/kg/dia, por via subcutânea, consecutivamente durante 4 a 5 dias.
A leucaférese deve ser iniciada no dia 5 e continuada até ao dia 6, se necessário, para a recolha de 4 x 106 células CD34+/kg de peso corporal do recetor.


Em doentes com neutropenia crónica grave (NCG):
Neutropenia congénita:
A dose inicial recomendada é de 1,2 MUI (12 μg)/kg/dia, por via subcutânea, em dose única ou em doses múltiplas.

Neutropenia idiopática ou cíclica:
A dose inicial recomendada é de 0,5 MUI (5 μg) /kg/dia, por via subcutânea, em dose única ou em doses múltiplas.


Em doentes com infeção por VIH:
Para reverter a neutropenia:
A dose inicial recomendada de filgrastim é de 0,1 MUI (1 μg)/kg/dia, administrada diariamente por injeção subcutânea, com titulação da dose até um máximo de 0,4 MUI (4μg)/kg/dia, até que seja alcançada e mantida uma contagem normal de neutrófilos (CAN > 2,0 x 109/l.).




Administração
A terapêutica com filgrastim só deve ser administrada em colaboração com um centro oncológico que tenha experiência no tratamento com fator estimulante de colónias de granulócitos (G–CSF) e em hematologia e que tenha os meios de diagnóstico necessários.

Os procedimentos de mobilização e de aférese devem ser executados em colaboração com um centro de oncologia/hematologia com experiência aceitável neste campo e onde a monitorização das células progenitoras hematopoiéticas possa ser feita corretamente

Filgrastim pode ser administrado por injeção subcutânea diária, ou como perfusão intravenosa diária diluído em solução de glicose de 50 mg/ml (5 %) para perfusão administrada durante 30 minutos.

Na maioria dos casos é preferida a via subcutânea.

Contraindicações
Hipersensibilidade ao Filgrastim.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Efeitos secundários importantes
- Foram notificadas reações alérgicas tais como erupções na pele, zonas elevadas com comichão e reações alérgicas graves com fraqueza, descida da tensão arterial, dificuldade em respirar e inchaço da face.

Se achar que está a ter este tipo de reação, pare de fazer a sua injeção de Filgrastim e procure ajuda médica imediata.

- Foi relatado um aumento do tamanho do baço e casos de rutura do baço.

Alguns casos de rutura do baço foram fatais.

É importante contactar com o seu médico imediatamente se sentir dor na parte superior esquerda do seu abdómen ou uma dor no ombro esquerdo já que isto poderá estar relacionado com um problema no seu baço.

- Tosse, febre e dificuldades em respirar podem ser sinais de efeitos secundários pulmonares graves, tais como pneumonia e síndrome de dificuldade respiratória aguda, as quais podem ser fatais.

Se tiver febre ou qualquer um destes sintomas, contacte o seu médico imediatamente.

- É importante contactar o seu médico imediatamente se tiver qualquer um ou uma combinação dos seguintes efeitos secundários:
edema ou inchaço, que pode estar associado a diminuição da frequência urinária, dificuldade em respirar, aumento do volume abdominal e sensação de enfartamento, e uma sensação geral de cansaço.

Estes sintomas geralmente desenvolvem- se de uma forma rápida.

Estes podem ser sintomas de uma doença pouco frequente (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas) chamada de "Síndrome de Extravasamento Capilar Sistémico", que faz com que o sangue saia dos pequenos vasos sanguíneos para o seu corpo e que precisa de cuidados médicos urgentes.

- Se tiver Anemia das Células Falciformes, informe o seu médico antes de começar a tomar este medicamento.

Alguns doentes com Anemia das Células Falciformes a quem foi administrado filgrastim apresentaram crises falciformes.


- Muito frequentemente (pode afetar mais de 1 em cada 10 pessoas) o filgrastim pode originar dor óssea e muscular em algumas pessoas.

Pergunte ao seu médico qual o medicamento que pode tomar para o ajudar a suportar estas dores.

Poderá sentir os seguintes efeitos secundários adicionais:
Em doentes com cancro
Muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em cada 10 pessoas):
- níveis elevados de algumas enzimas do fígado ou do sangue, níveis elevados de ácido úrico no sangue;
- sensação de enjoo, vómitos;
- dor no peito.

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas):
- dores de cabeça;
- tosse, dores de garganta;
- prisão de ventre, perda de apetite, diarreia, mucosite que é uma inflamação dolorosa e ulceração das membranas mucosas que revestem o trato digestivo;
- queda de cabelo e pêlos, erupção na pele;
- fadiga, fraqueza generalizada.

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas):
- dor não especificada.

Raros (podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas):
- afeções dos vasos, que podem causar dor, vermelhidão e inchaço nos membros.

Muito raros (podem afetar até 1 em cada 10.000 pessoas):
- feridas dolorosas, elevadas, cor de ameixa nos membros e algumas vezes na face e pescoço, com febre (síndrome de Sweet); inflamação dos vasos sanguíneos, muitas vezes com erupção na pele;
- agravamento de condições reumáticas;
- dor ou dificuldade em urinar.

Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis):
- rejeição de medula óssea transplantada;
- tensão arterial baixa transitória;
- dor e inchaço das articulações, semelhante a gota.

Em dadores normais de células estaminais
Muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em cada 10 pessoas):
- aumento dos glóbulos brancos, diminuição das plaquetas no sangue que aumenta o risco de hemorragia ou formação de nódoas negras;
- dores de cabeça;
Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas):
- níveis elevados de algumas enzimas do sangue;
Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas):
- níveis elevados de algumas enzimas do fígado; níveis elevados de ácido úrico no sangue;
- agravamento de condições reumáticas.

Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis):
- tosse; febre e dificuldade em respirar ou tossir sangue.

Em doentes com neutropenia crónica grave
Muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em cada 10 pessoas):
- diminuição dos glóbulos vermelhos do sangue (anemia) que pode causar fraqueza ou falta de ar;
- níveis elevados da glucose no sangue, níveis elevados de algumas enzimas do sangue, níveis elevados de ácido úrico no sangue;
- hemorragia do nariz.

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas):
- diminuição das plaquetas no sangue que aumenta o risco de hemorragia ou formação de nódoas negras;
- dores de cabeça;
- diarreia;
- aumento de volume do fígado;
- queda de cabelo e pêlos; inflamação dos vasos sanguíneos muitas vezes com erupção na pele;
dor no local de injeção, erupção na pele;
- perda de cálcio dos ossos, dor nas articulações.

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas):
- sangue na urina; proteínas na urina.


Advertências
Gravidez
Gravidez:Toxicidade em estudos animais. O produtor recomenda que se use apenas se o benefício potencial for superior aos riscos. Evidência fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco.
Aleitamento
Aleitamento:Evitar; não há informação útil.
Conducao
Conducao:Se o doente sentir cansaço, é recomendada precaução quando conduzir.
Precauções Gerais
Fale com o médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de utilizar este medicamento
- se tem tosse, febre e dificuldade em respirar.


Pode ser uma consequência de uma perturbação pulmonar.


- se tem anemia das células falciformes (uma doença hereditária caracterizada por glóbulos
vermelhos em forma de foice).


- se apresentar dor abdominal no quadrante superior esquerdo ou dor na extremidade do ombro.


Pode ser uma consequência de uma perturbação do baço.


- se tem distúrbios específicos do sangue (por ex., síndrome de Kostman, síndrome mielodisplásico, diferentes tipos de leucemias).


- se tem osteoporose.

O seu médico pode verificar a sua densidade óssea regularmente.


- se sofre de qualquer outra doença, especialmente se pensa que tem uma infeção.


Se for submetido a uma imagiologia óssea, fale com o seu médico ou enfermeiro e informe-os de que está a fazer tratamento com este medicamento.


Terá de realizar várias análises sanguíneas durante o tratamento com Filgrastim para realizar a contagem do número de neutrófilos e de outros glóbulos brancos no seu sangue.

Isto será uma indicação para o médico sobre a eficácia do tratamento e também sobre a necessidade de continuar o tratamento.



Cuidados com a Dieta
Não aplicável.
Terapêutica Interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar uma injeção que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.


Conservar no frigorífico (2ºC – 8ºC).



Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Filgrastim + Fluorouracilo

Observações: N.D.
Interações: Existem dados preliminares, obtidos num grupo pequeno de doentes tratados concomitantemente com filgrastim e 5-fluorouracilo, que indicam que a gravidade da neutropenia pode ser exacerbada.

Filgrastim + Lítio

Observações: N.D.
Interações: Como o lítio promove a libertação de neutrófilos, é provável que possa potenciar o efeito do filgrastim. Apesar desta interação não ter sido formalmente investigada, não existe qualquer evidência de que tal interação possa ser prejudicial.

Filgrastim + Quimioterapia

Observações: N.D.
Interações: Não foram ainda estabelecidas a segurança e a eficácia de filgrastim quando administrado no mesmo dia que a quimioterapia citotóxica mielossupressora. Considerando a sensibilidade das células mieloides em divisão rápida à quimioterapia citotóxica mielossupressora, a utilização de filgrastim não é recomendada no período entre as 24 horas anteriores e as 24 horas posteriores à quimioterapia.

Filgrastim + Citocinas (ou Citoquinas)

Observações: N.D.
Interações: As possíveis interações com outros fatores de crescimento hematopoiéticos e com citocinas não foram ainda investigadas em ensaios clínicos.

Filgrastim + Fatores de crescimento hematopoiético (FCH)

Observações: N.D.
Interações: As possíveis interações com outros fatores de crescimento hematopoiéticos e com citocinas não foram ainda investigadas em ensaios clínicos.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Filgrastim não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que tal seja claramente necessário.

Tem que ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapêutica com filgrastim tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.

Se o doente sentir cansaço, é recomendada precaução quando conduzir ou utilizar máquinas.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017