Felodipina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
Felodipina é um bloqueador dos canais de cálcio de 1,4-di de ação prolongada (CCB).

Actua principalmente nas células musculares lisas vasculares, estabilizando os canais de cálcio do tipo L dependentes da voltagem na sua conformação inactiva.

Através da inibição do influxo de cálcio nas células musculares lisas, miócitos felodipina impede a contração dependente de cálcio e vasoconstrição.

Felodipina é o CCB mais potente em uso e é único na medida em que exibe uma actividade fluorescente.

Em adição à ligação de canais de cálcio tipo L, felodipina se liga a um número de proteínas de ligação ao cálcio, exibe antagonismo competitivo do receptor mineralocorticoide, inibe a actividade de fosfodiesterase de nucleótido cíclico-dependente de calmodulina, e influxo de cálcio através de blocos de voltagem-T de tipo de canais de cálcio.

Felodipina é utilizado para tratar a hipertensão arterial ligeira a moderada essencial.
Usos comuns
A Felodipina é utilizada para o tratamento da pressão arterial elevada (hipertensão).
Tipo
pequena molécula
História
Sem informação.
Indicações
Hipertensão essencial.
Classificação CFT
03.04.03     Bloqueadores da entrada do cálcio
Mecanismo De Ação
A felodipina é um antagonista do cálcio, da classe das dihidropiridinas bloqueadoras dos canais de cálcio.

Os antagonistas do cálcio interferem com os canais de cálcio dependentes de voltagem do tipo L (lentos) das membranas plasmáticas das células musculares lisas e reduzem o influxo de iões de cálcio.

Isto resulta em vasodilatação.


A felodipina tem maior seletividade para a musculatura vascular lisa do que para o músculo do miocárdio.


A felodipina dilata seletivamente as arteríolas sem qualquer efeito sobre os vasos venosos.


A felodipina provoca uma redução da pressão sanguínea, relacionada com a dose, através da vasodilatação e, consequentemente, a redução da resistência vascular periférica.


Reduz quer a pressão sistólica quer a diastólica.

O efeito hemodinâmico da felodipina é acompanhado de taquicardia reflexa (mediada pelos baroreceptores).


Em doses terapêuticas, a felodipina não tem efeito direto sobre a contractilidade nem sobre a condução cardíaca.


A felodipina reduz a resistência vascular renal.

A velocidade de filtração glomerular permanece inalterada.


A felodipina tem um fraco efeito natriurético/diurético e não provoca retenção de fluidos.


A felodipina pode ser utilizada em monoterapia mas também, em concomitância com bloqueadores beta, diuréticos e inibidores da enzima da conversão da angiotensina.


A experiência em ensaios clínicos da utilização de felodipina em doentes pediátricos hipertensos é limitada.

Num estudo de 3 semanas de grupos paralelos, aleatorizado, em dupla ocultação, em crianças com idades dos 6-16 anos, com hipertensão primária, o efeito anti-hipertensivo de uma administração diária de felodipina 2,5 mg (n=33), 5 mg (n=33) e 10 mg (n=31) foi comparado com placebo (n=35).

O estudo não conseguiu demonstrar a eficácia de felodipina para baixar a pressão arterial em crianças com idades dos 6-16 anos.


Os efeitos a longo prazo da felodipina no crescimento, puberdade e desenvolvimento geral não foram estudados.

A eficácia a longo prazo da terapêutica anti-hipertensiva instituída na infância para reduzir a morbilidade e mortalidade cardiovasculares na idade adulta também não foi estabelecida.
Posologia Orientativa
A dose inicial recomendada é de 5 mg de felodipina uma vez por dia.

Se necessário a dose pode ser aumentada para 10 mg de felodipina uma vez por dia ou pode associar-se outro antihipertensor.

Os aumentos da dose devem ser feitos com intervalos de, pelo menos, 2 semanas.


A dose normal de manutenção é de 5-10 mg diários.


A dose máxima diária é de 10 mg de felodipina.


Idosos
A dose inicial recomendada deve ser de 2,5 mg.

Posteriores aumentos da dose devem ser instituídos com a máxima precaução.
Administração
Os comprimidos devem ser tomados de manhã com a ajuda de líquido suficiente (p. ex. com um copo de água; NÃO tomar com sumo de toranja!).


Os comprimidos devem ser deglutidos inteiros, sem mastigar nem fracionar.


Os comprimidos podem ser administrados em jejum ou com uma refeição ligeira, contudo, deve ser evitada uma refeição rica em gorduras
Contraindicações
Hipersensibilidade à felodipina (ou outras di-hidropiridinas).

Choque cardiogénico

Estenose aórtica ou mitral grave

Cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

Angina de peito instável

Enfarte agudo do miocárdio (em 4-8 semanas após enfarte do miocárdio)

Insuficiência cardíaca descompensada

Afeção hepática grave

Gravidez
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Se qualquer um dos seguintes efeitos secundários ocorrer, páre de tomar Felodipina, e informe imediatamente o seu médico ou vá para o serviço de urgência hospitalar mais próximo:
inchaço das mãos, pés, tornozelos, face, lábios, boca ou garganta, o que pode causar dificuldade em respirar
febre
comichão, vermelhidão ou descamação da pele
aparecimento de pápulas grandes na pele
aumento da sensibilidade à luz solar

Efeitos secundários muito frequentes (afetam mais de 1 em 10 pessoas):
Estes efeitos secundários ocorrem frequentemente no início do tratamento, quando a dose é aumentada ou quando é administrada uma dose elevada.
De um modo geral diminuem com a continuação do tratamento.
rubor
dor de cabeça
zumbidos (som ou zumbido nos ouvidos)

Efeitos secundários frequentes (afetam até 1 em cada 10 pessoas):
inchaço no tornozelo
angina de peito. Se você já tem crises de angina, estas podem tornar-se mais graves,
ocorrerem com maior frequência, e terem uma maior duração.

Efeitos secundários pouco frequentes (que afetam menos de 1 em 100 pessoas):
tonturas, pressão arterial baixa, desmaio, palpitações (quando você sente seu batimento
cardíaco), taquicardia, falta de ar
agitação, fadiga e formigueiros, tremores, dores musculares, dor nas articulações queixas gastrointestinais (por exemplo, enjoos, vómitos, diarreia, obstipação) ganho de peso, sudorese excessiva, aumento da frequência urinária.
gengivas inchadas ou inflamadas

Efeitos secundários raros (que afetam menos de 1 em 1000 pessoas):
inflamação dos vasos sanguíneos

Efeitos secundários muito raros (que afetam menos de 1 em 10.000 pessoas):
Doenças do fígado (aumento dos níveis das enzimas)
distúrbios da ereção, aumento das mamas nos homens
ataque cardíaco
períodos menstruais intensos
Advertências
Gravidez
Gravidez:Pode inibir o parto; o risco para o feto deve ser ponderado contra o risco de hipertensão materna não controlada. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento:Evitar; presente no leite.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Reduzir a dose.
Conducao
Conducao:Deve ser evitada a condução.
Precauções Gerais
A felodipina deve ser utilizada com precaução em doentes com:
Perturbações da condução, insuficiência cardíaca compensada, taquicardia e estenose das válvulas aórtica ou mitral.


Afeção hepática ligeira a moderada, uma vez que pode existir um aumento do efeito antihipertensivo; O ajuste da dose deve ser considerado.


Compromisso renal grave (VFG< 30ml/min);
Bloqueio auriculoventricular em segundo ou terceiro grau.


Caso o tratamento com felodipina seja interrompido de forma abrupta, poderá ocorrer, em casos individuais, uma crise hipertensiva.


A felodipina pode provocar hipotensão significativa (efeito vasodilatador) com taquicardia consecutiva, conduzindo a uma isquémia do miocárdio em doentes sensíveis, pelo que doentes predispostos podem sofrer um enfarte do miocárdio.


As dihidropiridinas podem causar hipotensão aguda.

Em alguns casos existe o risco de hipoperfusão acompanhada por taquicardia reflexa (angor paradoxal).


A felodipina é metabolizada pelos enzimas CYP3A4.

Deste modo, a associação com medicamentos que são potentes inibidores ou indutores CYP3A4 deve ser evitada.

Pela mesma razão, a ingestão concomitante de sumo de toranja deve ser evitada.
Cuidados com a Dieta
Não beba sumo de toranja, enquanto estiver a tomar este medicamento.

Isto pode aumentar o efeito de Felodipina.


Não tome este medicamento com alimentos muito gordos.

Isso pode alterar o efeito de Felodipina.
Terapêutica Interrompida
Tome imediatamente a sua dose normal, a menos que esteja próximo da hora de tomar a próxima dose e continue, no dia seguinte, de acordo com o prescrito pelo seu médico.


Não tome uma dose a dobrar para compensar um comprimido que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.


Não conservar os comprimidos acima de 25 °C.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Hortelã-pimenta ou Menta + Felodipina

Observações: Óleo de hortelã-pimenta pode influenciar o metabolismo de certos fármacos (incluindo a felodipina e sinvastatina), e aumenta as reacções adversas. A absorção de cafeína pode ser retardada por mentol.
Interações: Indicações/Ações terapêuticas: Carminativo, expectorante e cólicas intestinais. Padronização/Marcador: mentol 30%-55% e mentona 14%-32% (dose diária: 0,2 a 0,8 g de óleo).

Interações medicamentosas: Estudos recentes em modelos animais relatam que a absorção de ferro pelas proteínas sangüíneas foi inibida quando chás de hortelã-pimenta foram administrados, o que pode exige precaução na administração desta droga em pacientes anêmicos ou crianças. Outros estudos relatam que quando administrada por via oral poderá aumentar os níveis sanguíneos de drogas como a felodipino, e sinvastatina.

Em animais, o óleo aumentou os níveis de ciclosporina no sangue, embora, os efeitos em humanos não sejam claros. Baseado, também, em experimentos em animais, o óleo de hortelã usado na pele com 5-fluoruracil, poderá intensificar a velocidade de absorção deste último.

Estudos em laboratório demonstram que o óleo de hortelã interfere no sistema enzimático hepático citocromo P450 e, como conseqüência, os níveis de outras drogas administradas, concomitantemente, poderão se elevar no sangue promovendo intensificação dos efeitos ou potencializando reações adversas sérias. Algumas drogas como camomila, alcaçuz, equinácea, hipérico, entre outras, se utilizadas conjuntamente à hortelã, poderão ser afetadas.

Fluconazol + Felodipina

Observações: O fluconazol é um potente inibidor do citocromo P450 (CYP) isoenzima 2C9 e um inibidor moderado do CYP3A4. O fluconazol é também um inibidor da isoenzima CYP2C19. Adicionalmente às interações observadas/documentadas abaixo indicadas, existe um risco de aumento da concentração plasmática de outros compostos metabolizados pelo CYP2C9 e CYP3A4 coadministrados com fluconazol. Deste modo, deve-se ter precaução quando se utilizam estas associações e os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados. O efeito inibidor da enzima pelo fluconazol persiste 4-5 dias após a descontinuação do tratamento com fluconazol devido à sua longa semivida.
Interações: A utilização concomitante dos seguintes fámacos leva a precauções e ajustes de dose: O efeito de fluconazol noutros fármacos: Bloqueadores dos canais de cálcio: Alguns antagonistas dos canais de cálcio (nifedipina, isradipina, amlodipina, verapamilo e felodipina) são metabolizados pelo CYP3A4. O fluconazol tem o potencial para aumentar a exposição sistémica dos antagonistas dos canais do cálcio. Recomenda-se uma monitorização frequente dos acontecimentos adversos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bisoprolol + Perindopril + Felodipina

Observações: Num estudo de interação conduzido em voluntários sãos, não foram observadas interações entre o bisoprolol e o perindopril.
Interações: Relacionada com o BISOPROLOL: Antagonistas do cálcio dihidropiridinicos tais como felodipina e amlodipina: A utilização concomitante pode aumentar o risco de hipotensão, e não pode ser excluído o aumento do risco de uma maior deterioração da função ventricular em doentes com insuficiência cardíaca.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Nebivolol + Felodipina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacodinâmicas: As interações seguintes são as geralmente aplicáveis aos antagonistas beta-adrenérgicos. Associações a ser consideradas: Antagonistas do cálcio do tipo di-hidropiridina (Amlodipina, felodipina, lacidipina, nifedipina, nicardipina, nimodipina, nitrendipina): O uso concomitante pode aumentar o risco de hipotensão, e não pode ser excluido um aumento do risco de uma posterior deterioração da bomba ventricular em doentes com insuficiência cardíaca.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Antidepressores (Tricíclicos)

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: O efeito anti-hipertensor da felodipina pode ser aumentado por outros antihipertensores e antidepressivos tricíclicos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Antihipertensores

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: O efeito anti-hipertensor da felodipina pode ser aumentado por outros antihipertensores e antidepressivos tricíclicos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Cimetidina

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: A administração concomitante de felodipina com fármacos inibidores da isoenzima 3A4 do citocromo P450 hepático (p. ex., cimetidina, antifúngicos azol (itraconazol ou cetoconazol), antibióticos macrólidos (eritromicina, claritromicina e telitromicina) ou inibidores das proteases do VIH) conduzem ao aumento dos níveis plasmáticos de felodipina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Antifúngicos (Azol)

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: A administração concomitante de felodipina com fármacos inibidores da isoenzima 3A4 do citocromo P450 hepático (p. ex., cimetidina, antifúngicos azol (itraconazol ou cetoconazol), antibióticos macrólidos (eritromicina, claritromicina e telitromicina) ou inibidores das proteases do VIH) conduzem ao aumento dos níveis plasmáticos de felodipina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Itraconazol

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: A administração concomitante de felodipina com fármacos inibidores da isoenzima 3A4 do citocromo P450 hepático (p. ex., cimetidina, antifúngicos azol (itraconazol ou cetoconazol), antibióticos macrólidos (eritromicina, claritromicina e telitromicina) ou inibidores das proteases do VIH) conduzem ao aumento dos níveis plasmáticos de felodipina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Cetoconazol

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: A administração concomitante de felodipina com fármacos inibidores da isoenzima 3A4 do citocromo P450 hepático (p. ex., cimetidina, antifúngicos azol (itraconazol ou cetoconazol), antibióticos macrólidos (eritromicina, claritromicina e telitromicina) ou inibidores das proteases do VIH) conduzem ao aumento dos níveis plasmáticos de felodipina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Macrólidos

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: A administração concomitante de felodipina com fármacos inibidores da isoenzima 3A4 do citocromo P450 hepático (p. ex., cimetidina, antifúngicos azol (itraconazol ou cetoconazol), antibióticos macrólidos (eritromicina, claritromicina e telitromicina) ou inibidores das proteases do VIH) conduzem ao aumento dos níveis plasmáticos de felodipina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Eritromicina

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: A administração concomitante de felodipina com fármacos inibidores da isoenzima 3A4 do citocromo P450 hepático (p. ex., cimetidina, antifúngicos azol (itraconazol ou cetoconazol), antibióticos macrólidos (eritromicina, claritromicina e telitromicina) ou inibidores das proteases do VIH) conduzem ao aumento dos níveis plasmáticos de felodipina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Claritromicina

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: A administração concomitante de felodipina com fármacos inibidores da isoenzima 3A4 do citocromo P450 hepático (p. ex., cimetidina, antifúngicos azol (itraconazol ou cetoconazol), antibióticos macrólidos (eritromicina, claritromicina e telitromicina) ou inibidores das proteases do VIH) conduzem ao aumento dos níveis plasmáticos de felodipina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Telitromicina

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: A administração concomitante de felodipina com fármacos inibidores da isoenzima 3A4 do citocromo P450 hepático (p. ex., cimetidina, antifúngicos azol (itraconazol ou cetoconazol), antibióticos macrólidos (eritromicina, claritromicina e telitromicina) ou inibidores das proteases do VIH) conduzem ao aumento dos níveis plasmáticos de felodipina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Inibidores da Protease (IP)

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: A administração concomitante de felodipina com fármacos inibidores da isoenzima 3A4 do citocromo P450 hepático (p. ex., cimetidina, antifúngicos azol (itraconazol ou cetoconazol), antibióticos macrólidos (eritromicina, claritromicina e telitromicina) ou inibidores das proteases do VIH) conduzem ao aumento dos níveis plasmáticos de felodipina.

Felodipina + Sumo de toranja

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: O sumo de toranja aumenta os níveis plasmáticos e a biodisponibilidade devido, possivelmente, à interação com os flavonoides existentes no sumo da fruta. Deste modo, o sumo de toranja não deve ser tomado juntamente com a felodipina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Hipericão

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: O tratamento concomitante com fármacos como a carbamazepina, fenitoína, barbituratos (p.ex. fenobarbital) e rifampicina reduz os níveis plasmáticos de felodipina por indução enzimática hepática (sistema citocromo P450). Um efeito semelhante é esperado com a erva de S. João. Assim, o aumento da dose de felodipina pode ser necessário.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Fenobarbital

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: O tratamento concomitante com fármacos como a carbamazepina, fenitoína, barbituratos (p.ex. fenobarbital) e rifampicina reduz os níveis plasmáticos de felodipina por indução enzimática hepática (sistema citocromo P450).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Rifampicina

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: O tratamento concomitante com fármacos como a carbamazepina, fenitoína, barbituratos (p.ex. fenobarbital) e rifampicina reduz os níveis plasmáticos de felodipina por indução enzimática hepática (sistema citocromo P450).

Efavirenz + Felodipina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: MEDICAMENTOS CARDIOVASCULARES: Bloqueadores dos Canais de Cálcio: Verapamil, Felodipina, Nifedipina e Nicardipina: Interação não estudada. Quando o efavirenz é coadministrado com bloqueadores dos canais de cálcio que são substratos da enzima CYP3A4, existe um potencial de redução nas concentrações plasmáticas do bloqueador dos canais de cálcio. Os ajustes posológicos dos bloqueadores dos canais de cálcio devem basear-se na resposta clínica (consultar o Resumo das Características do Medicamento dos bloqueadores dos canais de cálcio).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Hidroclorotiazida

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: A hidroclorotiazida pode aumentar o efeito anti-hipertensor da felodipina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Ciclosporina

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: A felodipina pode induzir um aumento na Cmáx da ciclosporina. Adicionalmente, a ciclosporina pode inibir o metabolismo da felodipina, podendo criar um potencial risco de toxicidade pela felodipina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Nebivolol + Hidroclorotiazida + Felodipina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacodinâmicas: NEBIVOLOL: As seguintes interações são as geralmente aplicáveis aos antagonistas beta-adrenérgicos. Associações a serem tidas em consideração: Antagonistas do cálcio do tipo dihidropiridina (amlodipina, felodipina, lacidipina, nifedipina, nicardipina, nimodipina, nitrendipina): O uso concomitante pode aumentar o risco de hipotensão, e não pode ser excluído um aumento do risco de uma posterior deterioração da bomba ventricular em doentes com insuficiência cardíaca.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Digoxina

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: Os níveis séricos de digoxina aumentam durante a administração concomitante com felodipina. Deste modo, uma redução da dosagem de digoxina deve ser considerada quando os dois medicamentos são administrados concomitantemente.

Darunavir + Cobicistate + Felodipina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interação com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interações: BLOQUEADORES DOS CANAIS DE CÁLCIO: Amlodipina, Diltiazem, Felodipina, Nicardipina, Nifedipina, Verapamil: Tendo por base considerações teóricas, é expectável que Darunavir / Cobicistate aumente as concentrações plasmáticas destes bloqueadores dos canais de cálcio. (inibição do CYP3A e/ou do CYP2D6) Recomenda-se monitorização clínica dos efeitos terapêuticos e efeitos adversos quando estes medicamentos são administrados concomitantemente com Darunavir / Cobicistate.

Telaprevir + Felodipina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: BLOQUEADORES DO CANAL DE CÁLCIO: Diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, nisoldipina, verapamilo: Deve existir precaução e recomenda-se a monitorização clínica dos doentes.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Digoxina + Felodipina

Observações: N.D.
Interações: Verapamil, felodipina e tiapamil aumentam as concentrações séricas da digoxina.

Indinavir + Felodipina

Observações: n.d.
Interações: INDINAVIR NÃO POTENCIADO BLOQUEADORES DOS CANAIS DE CÁLCIO: Dihidropiridina: por ex., felodipina, nifedipina, nicardipina: Os bloqueadores dos canais de cálcio são metabolizados pelo CYP3A4, que é inibido pelo indinavir. É necessária precaução e recomenda-se a monitorização clínica dos doentes.

Bisoprolol + Felodipina

Observações: N.D.
Interações: Associações a utilizar com precaução: Aplica-se a todas as indicações: Antagonistas do cálcio do tipo di-hidropiridina, como a felodipina e a amlodipina: A utilização concomitante pode aumentar o risco de hipotensão e não se pode excluir, em doentes com insuficiência cardíaca, um aumento do risco de deterioração adicional da função de bombeamento ventricular.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Oxcarbazepina + Felodipina

Observações: N.D.
Interações: Antagonistas do cálcio: Após a co-administração repetida de oxcarbazepina, os valores de AUC da felodipina baixaram em 28%.

Enzalutamida + Felodipina

Observações: N.D.
Interações: Potencial da enzalutamida para afetar a exposição a outros medicamentos: Indução enzimática: A enzalutamida é um potente inibidor enzimático levando ao aumento da síntese de muitas enzimas e transportadores; portanto é esperada a interação com muitos medicamentos comuns que são substratos destas enzimas ou transportadores. A redução das concentrações plasmáticas podem ser substanciais, e levar a perda ou reduzir o efeito clínico. Existe também um risco aumentado da formação de metabolitos ativos. As enzimas que podem ser induzidas são o CYP3A no fígado e intestino, o CYP2C9, o CYP2C19, o CYP1A2 e auridina 5’ difosfato-glucuronosiltransferases (conjugação das enzimas UGTs-glucuronida). A proteína de transporte de P-gp pode também ser induzida, e provavelmente outros transportadores, como por exemplo, a proteína de resistência múltipla 2 (MRP2), proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e do polipéptido transportador aniónico orgânico 1B1, (OATP1B1). Estudos in vivo demonstraram que a enzalutamida é um indutor potente do CYP3A4 e um indutor moderado do CYP2C9 e do CYP2C19. A coadministração da enzalutamida (160 mg uma vez por dia) com doses únicas orais de substratos sensíveis ao CYP em doentes com cancro da próstata, resultou numa diminuição de 86% da AUC do midazolam (substrato do CYP3A4), numa diminuição de 56% na AUC da S-varfarina (substrato do CYP2C9) e numa diminuição de 70% na AUC do omeprazol (substrato do CYP2C19). A UGT1A1 pode também ter sido induzida. São esperadas interações com alguns medicamentos que são eliminados através do metabolismo ou por transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico é de grande importância para o doente, e se os ajustes de dose não são facilmente realizados com base na monitorização de eficácia ou da concentração plasmática, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. O risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é suspeito ser maior em doentes tratados concomitantemente com indutores de enzima. Grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não se limitam a: Analgésicos (ex. fentanilo, tramadol) Antibióticos (ex. claritromicina, doxiciclina) Agentes antineoplásicos (ex. cabazitaxel) Anticoagulantes (ex. acenocumarol, varfarina) Antiepiléticos (ex. carbamazepina, clonazepam, fenitoína, primidona, ácido valpróico) Antipsicóticos (ex. haloperidol) Bloqueadores beta (ex. bisoprolol, propranolol) Bloqueadores da entrada do cálcio (ex. diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) Cardiotónicos digitálicos (ex. digoxina) Corticosteroides (ex. dexametasona, prednisolona) Antirretrovirais VIH (ex. indinavir, ritonavir) Hipnóticos (ex. diazepam, midazolam, zolpidem) Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (ex. atorvastatina, sinvastatina)

Dabrafenib + Felodipina

Observações: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de dabrafenib noutros medicamentos: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Num estudo clínico de interação medicamentosa, a Cmax e AUC do midazolam oral (um substrato do CYP3A4) diminuiu 61% e 74% respetivamente com a coadministração de doses repetidas de dabrafenib utilizando uma formulação com uma biodisponibilidade mais baixa do que a formulação de dabrafenib. A administração de 150 mg de dabrafenib duas vezes por dia e varfarina resultou numa diminuição da AUC de S-e R-varfarina em 37% e 33% em comparação com a administração de varfarina em monoterapia. A Cmax de S-e R-varfarina aumentou 18% e 19%. São esperadas interações com muitos medicamentos eliminados através do metabolismo ou transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico for de grande importância para o doente, e os ajustes posológicos não forem facilmente realizáveis com base na monitorização da eficácia ou concentrações plasmáticas, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. Suspeita-se que o risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é superior nos doentes tratados concomitantemente com indutores enzimáticos. Espera-se que o número de medicamentos afetados seja grande; embora a magnitude da interação possa variar. Os grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não estão limitados a: - Analgésicos (por ex. fentanilo, metadona) - Antibióticos (por ex., claritromicina, doxiciclina) - Agentes anticancerígenos (por ex., cabazitaxel) - Anticoagulantes (por ex. acenocumarol, varfarina) - Antiepiléticos (por ex., carbamazepina, fenitoína, primidona, ácido valpróico) - Antipsicóticos (por ex., haloperidol) - Bloqueadores dos canais de cálcio (por ex., diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) - Glicosidos cardíacos (por ex., digoxina) - Corticosteroides (por ex., dexametasona, metilprednisolona) - Antivíricos para o VIH (por ex., amprenavir, atazanavir, darunavir, delavirdina, efavirenz, fosamprenavir, indinavir, lopinavir, nelfinavir, saquinavir, tipranavir) - Contracetivos hormonais - Hipnóticos (por ex., diazepam, midazolam, zolpidem) - Imunossupressores (por ex., ciclosporina, tacrolimus, sirolímus) - Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (por ex., atorvastatina, sinvastatina) É provável que o início da indução ocorra após 3 dias de administração repetida com dabrafenib. Aquando da descontinuação de dabrafenib, o equilibro da indução é gradual, as concentrações dos CYP3A4, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP2C19, UDP-glucuronosil transferases (UGT) e substratos transportadores podem aumentar e os doentes devem ser monitorizados para toxicidade e a posologia destes agentes pode necessitar de ser ajustada. In vitro, o dabrafenib é um inibidor do mecanismo do CYP3A4. Como tal, a inibição transitória do CYP3A4 pode ser vista durante os primeiros dias do tratamento.
 Sem significado Clínico

Glecaprevir + Pibrentasvir + Felodipina

Observações: N.D.
Interações: Potencial de Glecaprevir / Pibrentasvir para afetar outros medicamentos Glecaprevir e pibrentasvir são inibidores da glicoproteína-P (gp-P), da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e polipeptídeo transportador do anião orgânico (OATP) 1B1/3. A coadministração com Glecaprevir / Pibrentasvir pode aumentar as concentrações plasmáticas de medicamentos que são substratos da gp-P (por exemplo, dabigatrano etexilato, digoxina), BCRP (por exemplo, rosuvastatina), ou OATP1B1/3 (por exemplo, atorvastatina, lovastatina, pravastatina, rosuvastatina, sinvastatina). Outros substratos P-gp, BCRP, ou OATP1B1/3, pode ser necessário ajuste de dose. Glecaprevir e pibrentasvir são inibidores fracos in vivo do citocromo P450 (CYP) 3A e uridina glucuronosiltransferase (UGT) 1A1. Não são esperados aumentos clinicamente significativos quando Glecaprevir / Pibrentasvir é coadministrado com substratos sensíveis do CYP3A (midazolam, felodipina) ou UGT1A1 (raltegravir). Quer glecaprevir quer pibrentasvir inibem in vitro a bomba de exportação de sais biliares (BSEP). Não é expectável inibição significativa do CYP1A2, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6, UGT1A6, UGT1A9, UGT1A4, UGT2B7, OCT1, OCT2, OAT1, OAT3, MATE1 ou MATE2K. Foram realizados estudos adicionais de interação medicamentosa com os seguintes medicamentos que não revelaram interações clinicamente significativas com Glecaprevir / Pibrentasvir: Abacavir, amlodipina, buprenorfina, cafeína, dextrometorfano, dolutegravir, emtricitabina, felodipina, lamivudina, lamotrigina, metadona, midazolam, naloxona, noretindrona ou outros contracetivos contendo apenas progestagénios, rilpivirina, tenofovir alafenamida e tolbutamida.

Amprenavir + Felodipina

Observações: Foram realizados estudos de interacção com amprenavir como único inibidor da protease.
Interações: Poderá interagir com Amprenavir, quando administrados concomitantemente. Não se conhece, nem foi investigado, o significado clínico destas possíveis interações. Portanto, os doentes devem ser monitorizados relativamente a reacções tóxicas associadas a estes medicamentos, quando os mesmos forem administrados em associação com Amprenavir. O amprenavir poderá aumentar as concentrações séricas dos bloqueadores dos canais de cálcio tais como diltiazem, felodipina, isradipina, nicardipina, nifedipina, nimodipina, nisoldipina e verapamil, resultando possivelmente num aumento da actividade e toxicidade destes fármacos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Macrólidos + Felodipina

Observações: Podem interferir com a absorção de outros fármacos, inibir as enzimas metabolizadoras com aumento da toxicidade de alguns fármacos e, com menos frequência, reduzir a concentração plasmática de outros, por aceleração do metabolismo. Os macrólidos envolvidos com mais frequência são a eritromicina (em particular por via parentérica) e a claritromicina. A eritromicina em aplicação tópica não origina interacções.
Interações: Por inibição enzimática, com aumento da concentração plasmática e da toxicidade respectiva interferem com: Bloqueadores da entrada do cálcio (felodipina, lercanidipina, verapamilo). - Felodipina

Telitromicina + Felodipina

Observações: Os estudos de interação foram apenas realizados em adultos.
Interações: Efeito do Telitromicina nos outros medicamentos: Bloqueadores dos canais de cálcio que são metabolizados pelo CYP3A4: A administração concomitante de inibidores fortes do CYP3A4 (tais como telitromicina) e bloqueadores dos canais de cálcio que são metabolizados pelo CYP3A4 (e.g. verapamil, nifedipina, felodipina) podem resultar em hipotensão, bradicardia ou perda de consciência, e devem por isso ser evitados. No caso de ser necessário a sua combinação a dose dos bloqueadores dos canais de cálcio devem ser reduzida e deverá ser instituída uma monitorização estreita de segurança e eficácia nos doentes.

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Felodipina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interação com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interações: BLOQUEADORES DOS CANAIS DE CÁLCIO Amlodipina Diltiazem Felodipina Nicardipina Nifedipina Verapamilo Tendo por base considerações teóricas, é expectável que DRV/COB aumente as concentrações plasmáticas destes bloqueadores dos canais de cálcio. (inibição do CYP3A) Recomenda-se monitorização clínica dos efeitos terapêuticos e efeitos adversos quando estes medicamentos são administrados concomitantemente com este medicamento.

Saquinavir + Felodipina

Observações: A maioria dos estudos de interação medicamentosa com saquinavir foi desenvolvida com saquinavir não potenciado ou com saquinavir cápsulas moles não potenciado. Um número reduzido de estudos foi desenvolvido com saquinavir potenciado com ritonavir ou com saquinavir cápsulas moles potenciado com ritonavir. Os dados obtidos a partir dos estudos de interação medicamentosa realizados com saquinavir não potenciado podem não ser representativos dos efeitos observados com a terapêutica de saquinavir/ritonavir. Adicionalmente, os resultados observados com saquinavir cápsulas moles podem não ser preditivos relativamente à magnitude destas interações com saquinavir/ritonavir.
Interações: Bloqueadores dos canais de cálcio: Felodipina, nifedipina, nicardipina, diltiazem, nimodipina, verapamil, amlodipina, nisoldipina, isradipina (saquinavir/ritonavir) As concentrações destes medicamentos podem ser aumentadas quando coadministrados com saquinavir/ritonavir. Aconselha-se precaução e a monitorização clínica dos doentes.

Darunavir + Felodipina

Observações: O perfil de interação do darunavir pode variar dependendo se é utilizado o ritonavir ou o cobicistate como fármacos potenciadores. As recomendações dadas para a utilização concomitante de darunavir e outros medicamentos podem por isso variar dependendo se darunavir é potenciado com ritonavir ou com cobicistate, e é também necessária precaução durante o primeiro tempo de tratamento, se se substituir o fármaco potenciador de ritonavir para cobicistate.
Interações: BLOQUEADORES DOS CANAIS DE CÁLCIO: Amlodipina, Diltiazem, Felodipina, Nicardipina, Nifedipina, Verapamil: Não foi estudado. É expectável que Darunavir potenciado aumente as concentrações plasmáticas destes bloqueadores dos canais de cálcio. (inibição do CYP3A e/ou CYP2D6). Recomenda-se monitorização dos efeitos terapêuticos e reações adversas quando estes medicamentos são administrados concomitantemente com Darunavir potenciado.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

A felodipina está contraindicada durante toda a gravidez.

Como precaução, a amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento.

A Felodipina pode causar tonturas ou cansaço.

Estes efeitos adversos têm maior probabilidade de ocorrer após um aumento de dose ou após a ingestão concomitante de álcool.

Caso estas situações ocorram, deve ser evitada a condução e a utilização de máquinas, ou a realização de atividades que requeiram um estado de alerta.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017