Felbamato

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução Uso Hospitalar DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
O Felbamato é um fármaco anticonvulsivo utilizado no tratamento da epilepsia.

É usado para tratar crises parciais (com e sem generalização) em adultos, e crises parciais e generalizadas associadas à síndrome de Lennox-Gastaut em crianças.

Tem um efeito inibidor fraco em sítios de ligação de recetores de GABA.
Usos comuns
O Felbamato é usado isoladamente ou em associação com outros medicamentos para controlar crises parciais (convulsões) no tratamento da epilepsia, após outras terapias terem falhado ou não serem adequadas para o Paciente.

Também é usado em crianças para controlar crises parciais e generalizadas causadas por síndrome de Lennox-Gastaut.

O Felbamato pertence a uma classe de medicamentos chamados anticonvulsivantes, que atua no cérebro para prevenir convulsões.

O Felbamato não cura a epilepsia e só irá atuar no controle das convulsões durante o período em que estiver a tomá-lo.

O Felbamato está disponível apenas sob prescrição médica.
Tipo
pequena molécula
História
Sem informação.
Indicações
Como terapêutica adjuvante na síndrome de Lennox-Gastaut em indivíduos com idade superior a 4 anos, resistentes ou intolerantes a outros antiepiléticos.
Classificação CFT
02.06     Antiepiléticos e anticonvulsivantes
Mecanismo De Ação
O mecanismo pelo qual o Felbamato exerce a sua atividade anti-convulsiva é desconhecido, mas em sistemas de ensaio em animais destinados a detetar a atividade anticonvulsiva, o Felbamato tem propriedades em comum com outros anticonvulsivantes comercializados.

Estudos de ligação ao recetor in vitro sugerem que o Felbamato pode ser um antagonista no local glicina insensível a estricnina reconhecimento do N-metil-D-aspartato (NMDA) complexo recetor-ionóforo.

Antagonismo no local de ligação do recetor glicina NMDA pode bloquear os efeitos dos aminoácidos excitatórios e suprimir a atividade convulsiva.

Estudos em animais indicam que o Felbamato pode aumentar o limiar para convulsão e diminuir a propagação das crises.

Também é indicado que o Felbamato possui fracos efeitos inibitórios sobre a ligação do recetor de GABA, o recetor de ligação das benzodiazepinas.
Posologia Orientativa
Posologia em doentes adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 14 anos:
Iniciar o tratamento utilizando uma posologia de 600 mg a 1200 mg/dia, dividida em 2 ou 3 tomas.

Posologia pediátrica: crianças entre os 4 e os 11 anos de idade e adolescentes entre os 12 e os 14 anos de idade:
Iniciar o tratamento utilizando uma posologia de 7,5 mg/kg/dia a 15 mg/kg/dia, dividida em 2 ou 3 tomas.
Administração
Deve ser utilizado apenas sob supervisão de um neurologista ou pediatra com experiência no tratamento da epilepsia.

Uma vez estabelecida a posologia, certifique-se de que toma o medicamento sempre à mesma hora, todos os dias.

Se usar a suspensão oral, agite bem o frasco antes de medir cada dose.

A dose habitual dos comprimidos é tomada em duas (de 12 em 12 horas) ou três (de 8 em 8 horas) tomas diárias, com água.

Alguns indivíduos necessitam de quatro (de 6 em 6 horas, aproximadamente) tomas por dia.
Contraindicações
O Felbamato está contraindicado em:
– história de discrasias sanguíneas ou disfunção hepática
– hipersensibilidade ao felbamato.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Efeitos secundários frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 100)
Diminuição do peso, falta de apetite, insónia, sonolência, instabilidade ao caminhar, tonturas, dores de cabeça, alterações da visão tais como visão dupla ou visão anormal, náuseas, vómitos, mal estar do estômago, dores abdominais, cansaço.

Efeitos secundários pouco frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 1000)
Diminuição de fosfatos no sangue (hipofosfatemia), perturbações na fala, depressão, falta de atividade física e psíquica, ansiedade, erupção na pele (urticária), marcha (andar) anormal.

Efeitos secundários raros (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 10.000)
Alterações dos valores normais das células do sangue incluindo trombocitopenia (diminuição das plaquetas), leucopenia (diminuição dos glóbulos brancos), neutropenia (diminuição dos glóbulos brancos) e anemia (diminuição dos glóbulos vermelhos).

Podem ocorrer associações destes efeitos, incluindo uma diminuição conjunta dos três tipos de células e uma insuficiência da medula óssea em produzir os três tipos de células.

Aumento da frequência de crises (convulsões), choque anafilático (reação alérgica grave em todo o corpo), outras reações alérgicas graves incluindo: bolhas na boca, no nariz, nos olhos e noutras membranas mucosas (síndrome de Stevens-Johnson, erupção bolhosa), necrólise epidérmica tóxica (bolhas e descamação da camada superior da pele), dores dos músculos ou das articulações, febre.

Efeitos secundários muito raros (afetam menos de 1 utilizador em cada 10.000)
Prisão de ventre, problemas do fígado que podem ser graves e podem incluir insuficiência fatal do fígado, presença de cristais na urina.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Pouca informação sobre os efeitos do fármaco na gravidez humana; o produtor recomenda evitar. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento:Evitar; presente no leite.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Reduzir dose inicial em 50% para Cl cr < 50 ml/min; instituir dose de manutenção criteriosamente; monitorizar resposta terapêutica.
Conducao
Conducao:Altera a capacidade de condução.
Precauções Gerais
Se tiver tido qualquer reação não habitual, tal como urticária, sibilos (respiração ofegante) ou quaisquer outras dificuldades respiratórias, aos comprimidos ou a algum dos seus componentes.

Se desenvolver erupção na pele; febre; inchaço dos olhos, nariz ou garganta; urticária; procure imediatamente assistência médica.

Assegure-se que está bem hidratado e beba muitos líquidos enquanto toma o medicamento, para prevenir a excreção de cristais na urina e para garantir que é eliminado do seu organismo.

Um pequeno número de pessoas que iniciaram tratamento com antiepilépticos como o Felbamato teve pensamentos de autoagressão ou suicídio.

Se a qualquer momento tiver estes pensamentos deve contactar imediatamente o seu Médico.
Cuidados com a Dieta
Não é afetado pelos alimentos e pode ser tomado às refeições.
Terapêutica Interrompida
Se interromper a medicação, tome a dose esquecida logo que possível, desde que não seja quase coincidente com a dose seguinte.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
É importante que retome o seu esquema posológico habitual logo que possível.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.
Não conservar acima de 25ºC.
Manter o blister/frasco dentro da embalagem exterior.
Manter o frasco bem fechado para proteger da humidade.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Hipericão + Felbamato

Observações: Além disto, os pacientes devem estar informados que interacções com outros medicamentos não podem ser excluídas e devem ser tidas em consideração durante a toma de Hipericão.
Interações: Hipericão é contra-indicado (interacções farmacocinéticas) em associação com: - Certos imunossupressores tais como a ciclosporina e o tacrolimo (risco de rejeição de transplantes), - Os anticoagulantes orais, varfarina e o acenocoumarol (risco de trombose), - Os antiretrovirais inibidores da protease como o indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir, e os inibidores não-nucleósidos da transcriptase reversa como o efavirenz e nevirapina (risco de redução da concentração plasmática com diminuição possível da resposta virológica), - Os anticancerosos, irinotecan e mesilato de imatinib (risco de falha terapêutica), - Os seguintes anticonvulsivantes (exceto a gabapentina e a vigabatrina): carbamazepina, etosuximida, felbamate, fosfenitoína, lamotrigina, fenobarbital, fenitoína, primidona, tiagabina, topiramato, ácido valpróico, valpromida (risco de diminuição do efeito terapêutico).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Etinilestradiol + Levonorgestrel + Felbamato

Observações: Interações medicamentosas entre Contracetivos orais e outros medicamentos podem originar uma hemorragia de disrupção e/ou falha contraceptiva.
Interações: Metabolismo hepático: Podem ocorrer interações com substâncias que induzem as enzimas microssomais o que pode resultar numa depuração aumentada de hormonas sexuais (por ex. fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina, e possivelmente também oxcarbazepina, topiramato, felbamato, Griseofulvina e produtos contendo Erva de São João ou hipericão). Também a protease VIH (por ex. ritonavir) e inibidores não-nucleósidos da transcriptase reversa (por ex. nevirapina), e combinações dos dois, têm sido reportados como afectando potencialmente o metabolismo hepático.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Etinilestradiol + Norelgestromina + Felbamato

Observações: As interações entre contracetivos orais e outros medicamentos podem conduzir a hemorragias intra cíclicas e/ou falência do contracetivo.
Interações: Metabolismo hepático: Podem ocorrer interações medicamentosas com medicamentos que induzem a atividade das enzimas hepáticas, o que pode resultar num aumento da depuração das hormonas sexuais (por exemplo: fenobarbital, primidona, rifampicina, rifabutina, bosentano, (fos)aprepitant, alguns anti-epileticos (por exemplo: carbamazepina, a cetato de eslicarbazepina, felbamato, oxcarbazepina, fenitoína, rufinamida, topiramato) e alguns medicamentos para a infeção pelo VIH ( nelfinavir, ritonavir, nevirapina, efavirenz e possivelmente também, griseofulvina e preparações à base de plantas contendo hipericão (Hypericum perforatum). A indução enzimática máxima é, geralmente, observada em 10 dias, mas pode ser mantida durante pelo menos 4 semanas após cessação da terapia. As mulheres em tratamento de curto prazo com qualquer das classes terapêuticas ou substâncias ativas individuais supracitadas que induzem as enzimas hepáticas (exceto a rifampicina), devem utilizar, temporariamente, um método de barreira para além de Etinilestradiol + Norelgestromina, durante o período da administração concomitante e durante 7 dias após a sua descontinuação. No caso das mulheres em terapêutica prolongada com qualquer uma das classes terapêuticas supracitadas, é recomendada a utilização de outro método de contraceção não hormonal fiável. As mulheres em tratamento com antibióticos (exceto a rifampicina) devem utilizar o método de barreira até 7 dias após a descontinuação. Se a administração concomitante de medicamentos se prolongar para além do final do período de utilização correspondente a uma semana, deve aplicar-se o próximo sistema transdérmico, sem o habitual intervalo livre de sistema transdérmico.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dienogest + Etinilestradiol + Felbamato

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. As interações do etinilestradiol e o dienogest, com outros medicamentos podem aumentar ou diminuir ou ambas, as concentrações séricas das hormonas esteroides. A redução das concentrações séricas de etinilestradiol/dienogest pode levar a um aumento das hemorragias intercorrentes e dos distúrbios menstruais e reduzir a eficácia do contracetivo do Dienogest / Etinilestradiol; o aumento de etinilestradiol/dienogest nos níveis séricos pode levar a um aumento de incidência e aumento da expressão de efeitos secundários.
Interações: Os seguintes medicamentos podem diminuir as concentrações séricas das hormonas esteroides contidas no Dienogest / Etinilestradiol: - todos os agentes que aumentam o risco de motilidade gastrointestinal, tais como a metoclopramida, - Medicamentos indutores, as enzimas microssomais hepáticas, tais como a rifampicina, rifabutina, barbitúricos, anticonvulsivantes (como barbexaclona, carbamazepina, oxcarbazepina, fenitoína, primidona, topiramato e felbamato), griseofulvina, modafinil, Erva de São João (Hypericum perforatum). Foi notificado que tanto os inibidores da protease do VIH (por exemplo, ritonavir) como os inibidores não-nucleósidos da transcriptase reversa (por exemplo, nevirapina), bem como a combinação de ambos, podem influenciar o metabolismo hepático. - Certos antibióticos (por exemplo, ampicilina, tetraciclina) em algumas mulheres, possivelmente através de uma redução da circulação entero-hepática dos estrogénios. Deve ser utilizado um método não hormonal contracetivo adicional quando existir terapia concomitante com estes medicamentos e a toma de Dienogest / Etinilestradiol, durante o tratamento e nos primeiros 7 dias. As mulheres a fazerem um tratamento a curto prazo (até uma semana) com um medicamento dos grupos acima referidos, ou com qualquer uma das substâncias ativas para além da rifampicina devem utilizar temporariamente um método de barreira juntamente com as COCs, ou seja, durante o período de tempo de administração concomitante, bem como durante 14 dias após a descontinuação do mesmo. As mulheres tratadas com rifampicina devem utilizar para além do COC um método de barreira adicional durante o período de tempo de administração da rifampicina, assim como durante 28 dias após a sua descontinuação. Em mulheres com tratamento crónico com fármacos indutores das enzimas hepáticas, recomenda-se a utilização de outro método contracetivo não hormonal fiável. Se existir utilização concomitante de medicamentos com essas substâncias durante o último comprimido da embalagem deve iniciar-se imediatamente o novo blister após o último comprimido do primeiro blister sem fazer o habitual intervalo sem toma de comprimidos. Se for necessário um tratamento a longo prazo com estes medicamentos, deve-se utilizar de preferência métodos contracetivos não hormonais.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Norgestrel + Valerato de estradiol + Felbamato

Observações: A contracepção hormonal deve ser interrompida quando a THS é iniciada e a doente deve ser aconselhada a tomar medidas contraceptivas não-hormonais, se necessário.
Interações: Interações medicamentosas: Tratamento prolongado com fármacos indutores das enzimas hepáticas (por ex. diversos anticonvulsivantes e antimicrobianos) pode aumentar a depuração das hormonas sexuais e pode reduzir a eficácia clínica. Estas propriedades indutoras das enzimas hepáticas têm sido atribuídas às hidantoínas, barbituratos, primidona, carbamazepina e rifampicina, sendo também suspeitas para a oxcarbazepina, topiramato, felbamato e griseofulvina. A indução enzimática máxima geralmente não se verifica antes das 2-3 semanas, mas poderá permanecer durante, pelo menos, 4 semanas após a interrupção da terapêutica farmacológica.

Etinilestradiol + Norgestimato + Felbamato

Observações: Aconselha-se que os médicos consultem a rotulagem dos medicamentos utilizados concomitantemente, para obter mais informações acerca das interações com contracetivos hormonais e da possível necessidade de ajustar as dosagens.
Interações: Indutores das enzimas hepáticas: Produtos ou medicamentos à base de plantas que induzem as enzimas, especialmente o CYP3A4, podem diminuir as concentrações plasmáticas das hormonas contracetivas e podem diminuir a sua eficácia e/ ou aumentar a hemorragia intercorrente. Exemplos incluem: barbitúricos bosentano carbamazepina felbamato hidantoínas primidona griseofulvina alguns inibidores da protease VIH (por ex., ritonavir) modafinil alguns inibidores não nucleósidos da transcriptase reversa (por ex., nevirapina) oxcarbazepina fenitoína rifampicina e rifabutina hipericão topiramato Mulheres a utilizar medicamentos indutores das enzimas hepáticas devem utilizar temporariamente um método contracetivo de barreira para além de Etinilestradiol / Norgestimato durante o tempo da administração do medicamento concomitante e durante 28 dias após a sua descontinuação.

Felbamato + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: O felbamato altera as concentrações plasmáticas de carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e ácido valpróico e/ou seus metabolitos. Para reduzir a probabilidade de ocorrência de possíveis reacções adversas devido a interações medicamentosas, as posologias de carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e de ácido valpróico devem ser reduzidas conforme necessário, com base na observação clínica e nas concentrações plasmáticas no estado estacionário, se aplicável. Efeitos do felbamato sobre outros fármacos antiepiléticos: Carbamazepina: O felbamato reduz a concentração plasmática no estado estacionário da carbamazepina em cerca de 25%, aumentando, simultaneamente, os níveis de epóxidos da carbamazepina em cerca de 50%. Efeitos de outros fármacos antiepiléticos sobre o felbamato: Carbamazepina/Fenitoína/Fenobarbital: Quando se administra concomitantemente carbamazepina ou fenitoína com felbamato, a redução das concentrações plasmáticas no estado estacionário de felbamato pode ser da ordem dos 20%.

Felbamato + Fenitoína

Observações: N.D.
Interações: O felbamato altera as concentrações plasmáticas de carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e ácido valpróico e/ou seus metabolitos. Para reduzir a probabilidade de ocorrência de possíveis reacções adversas devido a interações medicamentosas, as posologias de carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e de ácido valpróico devem ser reduzidas conforme necessário, com base na observação clínica e nas concentrações plasmáticas no estado estacionário, se aplicável. Efeitos do felbamato sobre outros fármacos antiepiléticos: Fenitoína: O felbamato inibe a depuração da fenitoína de uma forma dose-dependente. A concentração plasmática de fenitoína pode aumentar entre 20% e 60%. Efeitos de outros fármacos antiepiléticos sobre o felbamato: Carbamazepina/Fenitoína/Fenobarbital: Quando se administra concomitantemente carbamazepina ou fenitoína com felbamato, a redução das concentrações plasmáticas no estado estacionário de felbamato pode ser da ordem dos 20%.

Felbamato + Fenobarbital

Observações: N.D.
Interações: O felbamato altera as concentrações plasmáticas de carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e ácido valpróico e/ou seus metabolitos. Para reduzir a probabilidade de ocorrência de possíveis reacções adversas devido a interações medicamentosas, as posologias de carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e de ácido valpróico devem ser reduzidas conforme necessário, com base na observação clínica e nas concentrações plasmáticas no estado estacionário, se aplicável. Efeitos do felbamato sobre outros fármacos antiepiléticos: Fenobarbital: O felbamato, administrado em doses de 1.200 mg duas vezes por dia, aumenta a AUC do fenobarbital em aproximadamente 25%. Efeitos de outros fármacos antiepiléticos sobre o felbamato: Carbamazepina/Fenitoína/Fenobarbital: Quando se administra concomitantemente carbamazepina ou fenitoína com felbamato, a redução das concentrações plasmáticas no estado estacionário de felbamato pode ser da ordem dos 20%. A administração concomitante de fenobarbital causa uma redução de cerca de 35% na concentração no estado estacionário mínima de felbamato.

Felbamato + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: O felbamato altera as concentrações plasmáticas de carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e ácido valpróico e/ou seus metabolitos. Para reduzir a probabilidade de ocorrência de possíveis reacções adversas devido a interações medicamentosas, as posologias de carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e de ácido valpróico devem ser reduzidas conforme necessário, com base na observação clínica e nas concentrações plasmáticas no estado estacionário, se aplicável. Efeitos do felbamato sobre outros fármacos antiepiléticos: Ácido valpróico: O felbamato, administrado em doses de 600 mg ou 1.200 mg duas vezes por dia, aumenta a concentração plasmática no estado estacionário do valproato, de uma forma dose-dependente e linear. Com a dose mais baixa de felbamato, a AUC média e a concentração mínima de valproato elevaram-se 28% e 18%, respectivamente; estes valores aumentaram proporcionalmente com a dose mais elevada de felbamato. Efeitos de outros fármacos antiepiléticos sobre o felbamato: Ácido valpróico: O ácido valpróico exerce, aparentemente, um efeito mínimo sobre a depuração de felbamato; contudo, num dos estudos realizados, as concentrações mais baixas de felbamato registaram valores cerca de 50% superiores aos obtidos com Felbamato em monoterapia.

Felbamato + Clonazepam

Observações: N.D.
Interações: Clonazepam, oxcarbazepina, vigabatrina e lamotrigina: Embora o felbamato, administrado em doses de 1.200 mg a intervalos de 12 horas, tenha provocado alterações estatisticamente significativas na farmococinética do clonazepam, lamotrigina e vigabatrina, estas alterações foram mínimas e sem relevância clínica. Não se observaram alterações na farmacocinética do metabolito activo monohidroxilado da oxcarbazepina. Uma vez que não é possível excluir a interacção farmacodinâmica de felbamato com qualquer destes fármacos, o ajustamento posológico deve ser sempre fundamentado na resposta clínica e na tolerabilidade.

Felbamato + Oxcarbazepina

Observações: N.D.
Interações: Clonazepam, oxcarbazepina, vigabatrina e lamotrigina: Embora o felbamato, administrado em doses de 1.200 mg a intervalos de 12 horas, tenha provocado alterações estatisticamente significativas na farmococinética do clonazepam, lamotrigina e vigabatrina, estas alterações foram mínimas e sem relevância clínica. Não se observaram alterações na farmacocinética do metabolito activo monohidroxilado da oxcarbazepina. Uma vez que não é possível excluir a interacção farmacodinâmica de felbamato com qualquer destes fármacos, o ajustamento posológico deve ser sempre fundamentado na resposta clínica e na tolerabilidade.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Desogestrel + Felbamato

Observações: As interações entre os contracetivos hormonais e outros medicamentos podem conduzir a hemorragias intracíclicas e/ou falência contracetiva. Os contracetivos hormonais podem interferir com o metabolismo de outros medicamentos. Por este motivo, as concentrações plasmáticas e tecidulares destes podem estar aumentadas ou diminuídas. Nota: A informação sobre a prescrição da medicação concomitante deve ser consultada de forma a identificar potenciais interações.
Interações: Podem ocorrer interações com medicamentos indutores das enzimas microssomais, o que poderá resultar na depuração aumentada das hormonas sexuais (tais como: hidantoínas (por exemplo, fenitoína), barbitúricos (por exemplo, fenobarbital), primidona, carbamazepina, rifampicina e, possivelmente também com oxcarbazepina, topiramato, rifabutina, felbamato, ritonavir, nelfinavir, griseofulvina e produtos contendo hipericão (Hipericum perforatum)). A indução máxima enzimática não é detetada durante 2 a 3 semanas, mas pode manter-se, pelo menos, durante 4 semanas após a interrupção do tratamento. As mulheres que estejam a ser tratadas com qualquer um destes medicamentos devem, temporariamente, utilizar um método contracetivo de barreira adicional em conjunto com Desogestrel. Se o medicamento utilizado for indutor das enzimas microssomais hepáticas, o método de barreira deve ser usado durante o tempo de uso concomitante do medicamento e até 28 dias após a sua descontinuação. Para mulheres que façam terapêutica de longo prazo com medicamentos indutores das enzimas hepáticas, deve ser considerado um método contracetivo não hormonal.

Felbamato + Vigabatrina

Observações: N.D.
Interações: Clonazepam, oxcarbazepina, vigabatrina e lamotrigina: Embora o felbamato, administrado em doses de 1.200 mg a intervalos de 12 horas, tenha provocado alterações estatisticamente significativas na farmococinética do clonazepam, lamotrigina e vigabatrina, estas alterações foram mínimas e sem relevância clínica. Não se observaram alterações na farmacocinética do metabolito activo monohidroxilado da oxcarbazepina. Uma vez que não é possível excluir a interacção farmacodinâmica de felbamato com qualquer destes fármacos, o ajustamento posológico deve ser sempre fundamentado na resposta clínica e na tolerabilidade.

Felbamato + Lamotrigina

Observações: N.D.
Interações: Clonazepam, oxcarbazepina, vigabatrina e lamotrigina: Embora o felbamato, administrado em doses de 1.200 mg a intervalos de 12 horas, tenha provocado alterações estatisticamente significativas na farmococinética do clonazepam, lamotrigina e vigabatrina, estas alterações foram mínimas e sem relevância clínica. Não se observaram alterações na farmacocinética do metabolito activo monohidroxilado da oxcarbazepina. Uma vez que não é possível excluir a interacção farmacodinâmica de felbamato com qualquer destes fármacos, o ajustamento posológico deve ser sempre fundamentado na resposta clínica e na tolerabilidade.

Felbamato + Contracetivos orais

Observações: N.D.
Interações: Contracetivos orais: O felbamato reduz a AUC do gestodeno em 42% e a AUC do etinilestradiol em 13% em mulheres tratadas com um contracetivo oral combinado de baixa dosagem. A eficácia e tolerância dos contracetivos orais podem ser alteradas. Não foram estudadas outras associações.

Felbamato + Citocromo P450

Observações: N.D.
Interações: Efeito do felbamato sobre o citocromo P450: O felbamato possui uma ligeira acção activadora e inibidora do citocromo P450 no Homem. Não é, consequentemente, possível excluir a possibilidade de ocorrência de interações com fármacos metabolizados por este sistema de enzimas hepáticas. Foi demonstrado que o felbamato é um substrato das CYP3A4 e CYP2E1, mas a inibição destas vias menores não tem consequências farmacocinéticas previsíveis.

Felbamato + Etinilestradiol + Gestodeno

Observações: N.D.
Interações: Contracetivos orais: O felbamato reduz a AUC do gestodeno em 42% e a AUC do etinilestradiol em 13% em mulheres tratadas com um contracetivo oral combinado de baixa dosagem. A eficácia e tolerância dos contracetivos orais podem ser alteradas. Não foram estudadas outras associações.

Desogestrel + Etinilestradiol + Felbamato

Observações: N.D.
Interações: As interações medicamentosas que resultam num aumento da depuração das hormonas sexuais podem originar hemorragias de disrupção e falhas na eficácia contracetiva. Esta situação foi identificada com as hidantoínas, os barbitúricos, a primidona, a carbamazepina e a rifampicina; também se suspeita que possa ocorrer com a oxcarbazepina, o topiramato, o felbamato, a griseofulvina, e a nevirapina. O mecanismo desta interação parece basear-se nas propriedades de indução das enzimas hepáticas destes medicamentos. Geralmente observa-se uma indução máxima das enzimas apenas 2-3 semanas após o início do tratamento, mas que pode persistir durante pelo menos 4 semanas após o final do tratamento. As mulheres sujeitas a um tratamento de curto prazo (até uma semana) com qualquer um dos grupos de medicamentos acima mencionados ou com os medicamentos individuais, devem utilizar temporariamente um método contracetivo de barreira juntamente com os COC, ou seja, durante o período de tempo em que o medicamento e os COC são utilizados em simultâneo, bem como durante os primeiros 7 dias após a suspensão do medicamento

Drospirenona + Etinilestradiol + Felbamato

Observações: Os principais metabolitos de drospirenona no plasma humano são criados sem envolvimento do sistema citocromo P450. Desta forma, é pouco provável que os inibidores deste sistema enzimático influenciem o metabolismo da drospirenona.
Interações: As interações entre os contracetivos orais e outros medicamentos podem conduzir a hemorragia de disrupção e/ou insucesso do contracetivo. Foram comunicadas as seguintes interações na literatura. Esta situação foi estabelecida com hidantoínas, barbitúricos, primidona, carbamazepina e rifampicina; suspeita-se também da oxcarbazepina, topiramato, felbamato, ritonavir, griseofulvina e do hipericão ou Erva de S. João (Hypericum perforatum). O mecanismo desta interacção parece basear-se nas propriedades indutoras de enzimas hepáticas destas substâncias activas. A indução enzimática máxima não é, normalmente, observada durante 2-3 semanas, mas pode, depois, ser mantida durante pelo menos 4 semanas após a cessação da terapêutica com o medicamento. As mulheres em tratamento de curto prazo (até uma semana) com qualquer uma das classes de medicamentos ou substâncias activas individuais acima mencionadas devem utilizar, temporariamente, um método de barreira para além dos COC, ou seja, durante o período de administração concomitante dos medicamentos e durante 7 dias após a sua descontinuação.

Etonogestrel + Felbamato

Observações: N.D.
Interações: Influência de outros medicamentos sobre Etonogestrel: As interações entre contracetivos hormonais e outros medicamentos poderão originar hemorragia menstrual e /ou falência contracetiva. As seguintes interações têm sido referidas na literatura (principalmente com contracetivos combinados, mas também ocasionalmente com contracetivos apenas com progestagénio). Metabolismo hepático: Podem ocorrer interações com medicamentos indutores das enzimas hepáticas, especificamente enzimas do citocromo P450, as quais podem resultar na depuração aumentada de hormonas sexuais (por exemplo, fenitoína, fenobarbital, primidona, bosentano, carbamazepina, rifampicina) e medicação para o tratamento do VIH (por exemplo, ritonavir, nelfinavir, nevirapina, efavirenz) e, possivelmente, também a oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina e produtos medicinais à base de erva de S. João (Hypericum perforatum). Tratamento: As mulheres a fazer tratamento com qualquer um dos medicamentos acima mencionados, devem usar um método contracetivo não hormonal em adição ao Etonogestrel. Com medicamentos indutores das enzimas hepáticas, o método contracetivo não hormonal deve ser utilizado durante o tempo da administração concomitante e nos 28 dias após a sua suspensão. Em caso de tratamento a longo prazo com medicamentos indutores das enzimas hepáticas, é recomendada a remoção do implante e a utilização de um método contracetivo que não seja afetado por esta interação medicamentosa.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Perampanel + Felbamato

Observações: Perampanel não é considerado um indutor ou inibidor potente das enzimas do citocromo P450 ou da UGT. O perampanel é administrado até obtenção do efeito clínico independentemente de outros antiepiléticos. Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Num estudo farmacocinético populacional dos doentes adolescentes dos estudos clínicos de Fase 3, não se observaram diferenças dignas de nota entre esta população e a população global.
Interações: Demonstrou-se que o felbamato diminui as concentrações de alguns medicamentos e que também pode diminuir as concentrações do perampanel.

Oxcarbazepina + Felbamato

Observações: N.D.
Interações: Fármacos antiepiléticos: Nos estudos clínicos foram avaliadas as potenciais interações entre oxcarbazepina e outros fármacos antiepiléticos (AEs). O efeito destas interações nas AUCs e Cmin médias está resumido a seguir. Influência da oxcarbazepina na concentração do fármaco AE: Carbamazepina: 0-22% de diminuição (30% de aumento de carbamazepina-epóxido) Clobazan: Não estudada. Felbamato: Não estudada. Fenobarbitona: 14-15% de aumento. Fenitoína: 0-40% de aumento. Ácido valpróico: Sem influência. Influência do fármaco AE na concentração do DMH: Carbamazepina: 40% de diminuição. Clobazan: Sem influência. Felbamato: Sem influência. Fenobarbitona: 30-31% de diminuição. Fenitoína: 29-35% de diminuição. Ácido valpróico: 0-18% de diminuição.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciproterona + Etinilestradiol + Felbamato

Observações: Interações medicamentosas entre combinações estrogénio-progestagénio como o Ciproterona / Etinilestradiol e outros medicamentos podem originar uma hemorragia de disrupção e/ou falha contracetiva.
Interações: Podem ocorrer interações com substâncias que induzem as enzimas microssomais o que pode resultar numa depuração aumentada de hormonas sexuais (por ex. fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina, e possivelmente também oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofluvina e produtos contendo Erva de São João ou hipericão).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Valpromida + Felbamato

Observações: Porque o principal metabolito da valpromida é o valproato, produzem-se as mesmas interações que com o valproato.
Interações: O ácido valpróico pode diminuir até 16% a depuração média de felbamato. Também fica afetado o metabolismo e a ligação plasmática das outras substâncias como a da codeína.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Felbamato

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que não inibem ou induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Oxcarbazepina; Felbamato; Gabapentina; Levetiracetam; Pregabalina; Topiramato; Zonisamida; Lítio; Bupropiom; Olanzapina. Interações envolvendo fármacos antiepiléticos: Num estudo com voluntários saudáveis, a administração concomitante de felbamato (1200 mg duas vezes por dia) com lamotrigina (100 mg duas vezes por dia durante 10 dias) não mostrou efeitos clinicamente significativos na farmacocinética da lamotrigina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Primidona + Felbamato

Observações: Tanto a primidona como o seu principal metabolito, o fenobarbital, induzem a actividade enzimática hepática, principalmente o sistema enzimático CYP4503A4. Isto pode provocar alterações na farmacocinética de fármacos administrados simultaneamente.
Interações: Os fármacos cujo metabolismo possa ser aumentado e levar a uma diminuição da concentração plasmática e/ou diminuição do tempo de semi-vida, devido a uma terapêutica concomitante são: Androgéneos, beta-antagonistas, carbamazepina, ciclosporina, clonazepam, cloranfenicol, corticosteróides/glucocorticóides, ciclofosfamida, dicumarinas, digitoxina, doxiciclina, etosuxamida, etoposido, felbamato, granissetrom, lamotrigina, losartan, metadona, metronidazol, mianserina, Montelucaste, nelfinavir, nimodipina, contracetivos orais, oxcarbazepina, fentoína, quinidina, rocurónio, valproato de sódio, tiagabina, teofilinas, topiramato, antidepressores tricíclicos, vecurónio, varfarina e zonisamida. Os seguintes fármacos inibem o sitema enzimático CYP 450 3A4 e podem originar um aumento das concentrações plasmáticas da primidona e do seu metabolito fenobarbital, quando administrados concomitantemente: - Cloranfenicol, - Felbamato, - Nelfinavir, - Metrodinazol, - Valproato de sódio.

Etinilestradiol + Etonogestrel + Felbamato

Observações: N.D.
Interações: Interações com outros medicamentos As interações entre contracetivos hormonais e outros medicamentos podem originar hemorragias intracíclicas e/ou falência contracetiva. Foram descritas na literatura as seguintes interações: Metabolismo hepático: Podem ocorrer interações com medicamentos indutores das enzimas microssomais, o que pode resultar numa depuração aumentada das hormonas sexuais (por exemplo, fenitoína, fenobarbital, primidona, carbamazepina, rifampicina e, possivelmente, também a oxcarbazepina, topiramato, felbamato, ritonavir, griseofulvina e produtos contendo hipericão [Hypericum perforatum]). As mulheres que estejam a fazer tratamento com qualquer um destes fármacos deverão usar, temporariamente, um método de barreira. Durante o tempo de uso concomitante com fármacos indutores das enzimas microssomais hepáticas e 28 dias após a sua suspensão, deverá ser usado um método de barreira.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciproterona + Valerato de estradiol + Felbamato

Observações: A contracepção hormonal deve ser interrompida quando a THS é iniciada e a doente deve ser aconselhada a tomar medidas contraceptivas não-hormonais, se necessário.
Interações: Interações medicamentosas: Tratamento prolongado com fármacos indutores das enzimas hepáticas (por ex. diversos anticonvulsivantes e antimicrobianos) pode aumentar a depuração das hormonas sexuais e pode reduzir a eficácia clínica. Estas propriedades indutoras das enzimas hepáticas têm sido atribuídas às hidantoínas, barbituratos, primidona, carbamazepina e rifampicina, sendo também suspeitas para a oxcarbazepina, topiramato, felbamato e griseofulvina. A indução enzimática máxima geralmente não se verifica antes das 2-3 semanas, mas poderá permanecer durante, pelo menos, 4 semanas após a interrupção da terapêutica farmacológica.

Etinilestradiol + Gestodeno + Felbamato

Observações: N.D.
Interações: As interações medicamentosas que resultam num aumento da depuração das hormonas sexuais podem provocar hemorragias de privação e insucesso contracetivo. Isto foi estabelecido com as hidantoínas, os barbitúricos, a primidona, a carbamazepina e a rifampicina; também se suspeita da oxcarbazepina, do topiramato, da griseofulvina, do felbamato e do ritonavir. O mecanismo responsável por esta interacção parece ter por base as propriedades indutoras das enzimas hepáticas destes medicamentos. Geralmente só se observa indução máxima das enzimas 2-3 semanas após o início do tratamento, mas pode persistir durante pelo menos 4 semanas após o fim do tratamento. O mecanismo desta acção ainda não foi elucidado. As mulheres a fazerem um tratamento a curto prazo com qualquer um dos grupos acima mencionados ou com medicamentos individuais, devem utilizar temporariamente um método de barreira juntamente com as pílulas contraceptivas, ou seja, durante o período de tempo em que tanto o medicamento em causa como as pílulas contraceptivas são tomadas, bem como durante 7 dias após a descontinuação do mesmo. Se a toma concomitante de outro medicamento se prolongar para além do número de comprimidos na embalagem de pílulas contraceptivas, a mulher deve iniciar a embalagem seguinte sem fazer o período habitual sem comprimidos. As utentes a longo prazo destes medicamentos que induzem as enzimas hepáticas devem ser aconselhadas a utilizarem outras medidas contraceptivas.

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Felbamato

Observações: N.D.
Interações: Por outro lado, a associação com felbamato e valproato pode aumentar as concentrações séricas do valproato. A dose de valproato deve ser monitorizada.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dienogest + Felbamato

Observações: Com base em estudos de inibição in vitro, é pouco provável uma interacção clinicamente relevante do dienogest com o metabolismo mediado pelas enzimas do citocromo P450 de outros medicamentos. Nota: A informação de prescrição da medicação concomitante deverá ser consultada para identificar potenciais interações.
Interações: Podem ocorrer interações com fármacos (por ex., fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina e, possivelmente, também a oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina, nevirapina e produtos contendo hipericão (Hypericum perforatum)) que induzem enzimas microssómicas (por ex., enzimas do citocromo P450), o que pode resultar numa depuração aumentada de hormonas sexuais. Geralmente, a indução enzimática máxima não é observada durante 2 a 3 semanas, no entanto, poderá depois manter-se durante pelo menos 4 semanas após ter terminado a terapêutica.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Não deve ser utilizado durante a gravidez. Não deve ser administrado a mães que estão a amamentar.

Pode interferir com a eficácia dos contraceptivos orais (pílula).

Os doentes podem sentir tonturas ou sonolência, devendo ser advertidos de que se devem abster de realizar actividades potencialmente perigosas.

Beba muita água enquanto estiver a tomar este medicamento, para evitar o aparecimento de cristais na urina.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017