Durvalumab

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento
O que é
Durvalumab é um medicamento contra o cancro.
Funciona no sistema imunológico interferindo no crescimento e disseminação das células cancerosas no corpo.

Durvalumab é utilizado para tratar o cancro da bexiga ou do trato urinário.

Durvalumab é geralmente administrado quando o cancro não pode ser removido com cirurgia e não respondeu à quimioterapia com outros medicamentos.
Usos comuns
Durvalumab em monoterapia é indicado para o tratamento do cancro do pulmão de células não-pequenas (CPCNP) irressecável, localmente avançado em adultos cujos tumores expressam PD-L1 em ≥ 1% das células do tumor e cuja doença não progrediu após quimiorradioterapia baseada em platina.
Tipo
Biotecnologia.
História
Sem informação.
Indicações
É usado para tratar o cancro da bexiga ou do trato urinário.

É usado para tratar o cancro do pulmão.
Classificação CFT

16.03 : IMUNOMODULADORES

Mecanismo De Ação
A expressão do ligando-1 da proteína de morte celular programada (PD-L1) é uma resposta imune adaptativa que ajuda os tumores a evitar a deteção e a eliminação pelo sistema imunitário. O PD-L1 pode ser induzido por sinais inflamatórios (p.ex. IFN-gamma) e pode ser expresso em células tumorais e em células imunitárias associadas ao tumor no microambiente tumoral. O PD-L1 bloqueia o funcionamento das células-T e a ativação através da interação com PD-1 e CD80 (B7.1). Ao ligar-se aos seus recetores, o PD-L1 reduz a atividade citotóxica da célula-T, a proliferação e a produção de citocina.

O durvalumab é um anticorpo monoclonal da imunoglobulina G1 kappa (IgG1κ), totalmente humano, que bloqueia seletivamente a interação do PD-L1 com PD-1 e CD80 (B7.1). O durvalumab não induz anticorpos dependentes de citotoxicidade mediada por células (ADCC). O bloqueio seletivo das interações PD-L1/PD-1 e PD-L1/CD80 aumenta a resposta imunitária antitumoral e aumenta a ativação das células-T.
Posologia Orientativa
A dose recomendada de Durvalumab é 10 mg/kg administrado por perfusão intravenosa durante 60 minutos a cada 2 semanas, até progressão da doença ou toxicidade inaceitável ou um máximo de 12 meses.
Administração
O tratamento tem de ser iniciado e supervisionado por um médico com experiência no tratamento de cancro.

Durvalumab destina-se a utilização intravenosa. A solução tem de ser administrada por perfusão intravenosa durante 60 minutos.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao Durvalumab.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Quando recebe Durvalumab, pode ter alguns efeitos secundários graves.

Fale com o médico imediatamente se tiver algum dos seguintes efeitos secundários, que foram comunicados em ensaios clínicos com durvalumab:

Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas)
• infeções das vias respiratórias superiores
• infeções pulmonares graves (pneumonia)
• atividade reduzida da glândula tiroide que pode provocar cansaço ou aumento de peso
• tosse
• inflamação dos pulmões (pneumonite)
• diarreia
• dor de estômago
• erupção na pele ou comichão
• febre

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)
• infeções dos tecidos moles dos dentes e da boca
• gripe
• atividade excessiva da glândula tiroide que pode causar aumento da frequência cardíaca ou perda de peso
• voz rouca (disfonia)
• inflamação da mucosa ou intestino (colite)
• alterações nas análises ao fígado (aspartataminotransferase aumentada; alaninaminotransferase aumentada)
• suores noturnos
• dor muscular (mialgia)
• alterações nas análises da função renal (creatinina no sangue aumentada)
• dor ao urinar
• inchaço das pernas (edema periférico)
• reação à perfusão do medicamento que pode causar febre ou afrontamentos

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas)
• diminuição de secreção de hormonas produzidas pelas glândulas suprarrenais que pode provocar cansaço
• uma condição que origina níveis elevados de açúcar no sangue (diabetes mellitus tipo 1)
• inflamação do fígado que pode causar náuseas ou perda de apetite
• inflamação dos músculos
• inflamação dos rins (nefrite) que pode diminuir a quantidade da sua urina

Raros (podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas)
• atividade reduzida da função da hipófise (hipofunção hipofisária incluindo diabetes insípida) que pode provocar cansaço, e um aumento na quantidade da sua urina
• inflamação do coração

Contate imediatamente o seu médico se tiver algum dos efeitos secundários listados acima.
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:As mulheres com potencial para engravidar devem utilizar métodos contracetivos eficazes durante o tratamento com durvalumab e durante pelo menos 3 meses após a última dose de durvalumab. Durvalumab pode causar danos fetais quando administrado a uma mulher grávida e não é recomendado durante a gravidez e em mulheres com potencial para engravidar que não utilizem métodos contracetivos eficazes durante o tratamento e durante pelo menos 3 meses após a última dose.
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:Tem de ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação ou interrupção da terapêutica com durvalumab, tendo em consideração o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher
Precauções Gerais
Pneumonite ou doença pulmonar intersticial imunomediada, definida como requerendo a utilização de corticosteroides sistémicos e sem qualquer outra etiologia evidente, ocorreu em doentes a receber Durvalumab.

A pneumonite por radiação é frequentemente observada em doentes a receber radioterapia pulmonar e a apresentação clínica da pneumonite e pneumonite por radiação é muito semelhante. No Estudo PACIFIC, em doentes que completaram tratamento com pelo menos 2 ciclos de quimiorradiação concomitante no período de 1 a 42 dias que antecedeu o início do ensaio, pneumonite ou pneumonite por radiação ocorreram em 161 (33,9%) doentes no grupo de tratamento Durvalumab e 58 (24,8%) no grupo placebo, incluindo Grau 3 (3,4% vs. 3,0%) e Grau 5 (1,1% vs. 1,7%).

Os doentes devem ser monitorizados para sinais e sintomas de pneumonite ou pneumonite por radiação.

Hepatite imunomediada, definida como requerendo a utilização de corticosteroides sistémicos e sem outra etiologia evidente, ocorreu em doentes a receber Durvalumab. Os doentes devem ser monitorizados para alterações das análises hepáticas no início e periodicamente durante o tratamento com Durvalumab, e conforme indicado com base na avaliação clínica. .

Colite ou diarreia imunomediada, definida como requerendo a utilização de corticosteroides sistémicos e sem outra etiologia evidente, ocorreu em doentes a receber Durvalumab.

Hipotiroidismo e hipertiroidismo (incluindo tiroidite) imunomediados ocorreram em doentes a receber Durvalumab, e o hipotiroidismo pode seguir-se ao hipertiroidismo. Os doentes devem ser monitorizados para alterações das análises da função tiroideia no início e periodicamente durante o tratamento e conforme indicado com base na avaliação clínica.

Insuficiência suprarrenal imunomediada ocorreu em doentes a receber Durvalumab. Os doentes devem ser monitorizados para sinais e sintomas de insuficiência suprarrenal.

Diabetes mellitus tipo 1 imunomediada ocorreu em doentes a receber Durvalumab. Os doentes devem ser monitorizados para sinais e sintomas clínicos de diabetes mellitus tipo 1.

Hipofisite ou hipofunção hipofisária imunomediadas ocorreram em doentes a receber Durvalumab. Os doentes devem ser monitorizados para sinais e sintomas clínicos de hipofisite ou hipofunção hipofisária.

Nefrite imunomediada, definida como requerendo a utilização de corticosteroides sistémicos e sem outra etiologia evidente, ocorreu em doentes a receber Durvalumab.

Erupção cutânea ou dermatite imunomediada, definida como requerendo a utilização de corticosteroides sistémicos e sem outra etiologia evidente, ocorreu em doentes a receber Durvalumab. Acontecimentos de Síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica foram notificados em doentes tratados com inibidores PD-1.

Considerando o mecanismo de ação de Durvalumab, outras potenciais reações adversas imunomediadas podem ocorrer. As seguintes reações adversas imunomediadas foram notificadas em menos de 1% dos doentes tratados com Durvalumab em monoterapia em ensaios clínicos (n = 1889): miocardite, miosite, polimiosite.
Acontecimentos de pancreatite foram notificados em doentes no programa de estudo clínico.

Os doentes devem ser monitorizados para sinais e sintomas de reações relacionadas com a perfusão. Foram notificadas reações graves relacionadas com a perfusão em doentes a receber Durvalumab..

Os doentes com as seguintes condições foram excluídos do Estudo PACIFIC: uma avaliação inicial de desempenho ECOG (Eastern Cooperative Oncology Group) com pontuação ≥ 2; doença autoimune ativa ou previamente documentada nos 2 anos anteriores ao início do estudo; uma história de imunodeficiência; uma história de reações adversas imunomediadas graves; condições médicas que obrigaram a imunossupressão sistémica, com exceção de doses fisiológicas de corticosteroides sistémicos (≤ 10 mg/dia de prednisona ou equivalente); tuberculose ativa ou hepatite B ou C ou infeção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) ou doentes a receber uma vacina viva atenuada nos 30 dias anteriores ou posteriores ao início do Durvalumab. Na ausência de dados, durvalumab deve ser utilizado com precaução nestas populações após uma avaliação cuidadosa do potencial benefício/risco numa base individual.
Cuidados com a Dieta
Não aplicável.
Terapêutica Interrompida
contate o médico para obter instruções se não tiver feito uma marcação para a injeção de durvalumab.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar no frigorífico (2°C a 8°C). Não congelar.
Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Não recomendado/Evitar

Durvalumab + Corticosteroides

Observações: Não foram realizados estudos formais de interação medicamentosa farmacocinética (PK) com durvalumab. Dado que as principais vias de eliminação de durvalumab são o catabolismo proteico através do sistema reticuloendotelial ou o arranjo mediado pelo alvo terapêutico, não são esperadas interações medicamentosas metabólicas.
Interações: Não se recomenda a utilização de corticosteroides sistémicos ou imunossupressores antes de iniciar durvalumab, exceto doses fisiológicas de corticosteroides sistémicos (≤ 10 mg/dia de prednisona ou equivalente), devido ao seu potencial para interferir com a atividade farmacodinâmica e eficácia de durvalumab. No entanto, os corticosteroides sistémicos ou outros imunossupressores podem ser utilizados após o início de durvalumab para tratar reações adversas relacionadas com a imunidade. - Corticosteroides
Não recomendado/Evitar

Durvalumab + Imunossupressores

Observações: Não foram realizados estudos formais de interação medicamentosa farmacocinética (PK) com durvalumab. Dado que as principais vias de eliminação de durvalumab são o catabolismo proteico através do sistema reticuloendotelial ou o arranjo mediado pelo alvo terapêutico, não são esperadas interações medicamentosas metabólicas.
Interações: Não se recomenda a utilização de corticosteroides sistémicos ou imunossupressores antes de iniciar durvalumab, exceto doses fisiológicas de corticosteroides sistémicos (≤ 10 mg/dia de prednisona ou equivalente), devido ao seu potencial para interferir com a atividade farmacodinâmica e eficácia de durvalumab. No entanto, os corticosteroides sistémicos ou outros imunossupressores podem ser utilizados após o início de durvalumab para tratar reações adversas relacionadas com a imunidade. - Imunossupressores
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações do Durvalumab
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.

As mulheres com potencial para engravidar devem utilizar métodos contracetivos eficazes durante o tratamento com durvalumab e durante pelo menos 3 meses após a última dose de durvalumab.

Durvalumab pode causar danos fetais quando administrado a uma mulher grávida e não é recomendado durante a gravidez e em mulheres com potencial para engravidar que não utilizem métodos contracetivos eficazes durante o tratamento e durante pelo menos 3 meses após a última dose.

Tem de ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação ou interrupção da terapêutica com durvalumab, tendo em consideração o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020