Diltiazem

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução
O que é
Diltiazem é um derivado da benzotiazepina com ação vasodilatadora, devido ao seu antagonismo das ações do ião cálcio nas funções de membrana.
Também é teratogénico.
Usos comuns
Oral:
Cloridrato de Diltiazem pertence a um grupo de medicamentos designado de "bloqueadores dos canais de cálcio".

Diltiazem é utilizado para:
– Hipertensão arterial
– Angina (dor no peito).

Diltiazem funciona por tornar os seus vasos sanguíneos mais dilatados. Isto ajuda a baixar a tensão arterial.

Também facilita o bombeamento do sangue efectuado a partir do coração para todo o seu corpo. Isto ajuda a evitar a dor no peito causada pela angina.

Pasta cutânea:
Diltiazem está indicado para o tratamento da fissura anal crónica.

Diltiazem promove a cicatrização da ferida que se desenvolve na pele do ânus e reduz os sintomas dolorosos por ela provocados. A ferida que aparece na pele ao longo do canal anal chama-se fissura anal.

A fissura anal causa dor e ocasionalmente sangramento do ânus, particularmente após o movimento do esfíncter.

O Diltiazem atua por relaxamento da musculatura que envolve o ânus (esfíncter anal), reduzindo a pressão e aumentando a circulação sanguínea da zona promovendo assim a cicatrização.
Tipo
Molécula pequena.
História
O diltiazem foi aprovado para uso médico nos Estados Unidos em 1982.
Indicações
Oral:
Angina de Prinzmetal;
Angina crónica estável;
Hipertensão arterial.

Pasta cutânea:
A pasta cutânea Diltiazem está indicada no tratamento de fissuras anais crónicas.
Classificação CFT

3.4.3 : Bloqueadores da entrada do cálcio

6.7 : ANTI-HEMORROIDÁRIOS

Mecanismo De Acção
O Diltiazem, tal como os outros bloqueadores dos canais de cálcio, tem como principal ação fisiológica a inibição do fluxo transmembranário dos iões de cálcio extracelular, ao nível das membranas das células do miocárdio e do músculo liso dos vasos, sem alterar as concentrações do cálcio sérico.

O cálcio tem um papel importante na conjugação dos processos de excitação/contracção no coração e no músculo liso dos vasos bem como na despolarização que determina a condução eléctrica específica das células cardíacas.

Inibindo o fluxo de cálcio, o Diltiazem inibe o processo de contractilidade cardíaca e do músculo liso dos vasos, dilatando as principais artérias coronárias e sistémicas e vai ainda diminuir a contractilidade cardíaca.

A dilatação das artérias sistémicas origina uma diminuição da resistência periférica total, com baixa da pressão sanguínea e diminuição do "afterload". Com doses altas (superiores a 200 mg), há um aumento do índex cardíaco.

A diminuição da resistência vascular periférica não acarreta, habitualmente, descida ortostática da pressão arterial ou taquicardia.
No entanto, foram já referidos, de forma esporádica, casos de hipotensão ortostática, aquando de mudanças rápidas de posição.

Há dados que apontam para uma possível redução da massa ventricular esquerda e espessura da parede desta cavidade associadas à hipertensão, durante o uso de Diltiazem.

A redução do "afterload" em repouso e durante o exercício e a consequente diminuição da necessidade de consumo de oxigénio pelo miocárdio, são tidas como a explicacção do efeito do Diltiazem na angina crónica estável.

Na angina vasoespástica (variante de Prinzmetal), o Diltiazem provoca uma inibição do espasmo espontâneo (ou induzido pelo esforço) das artérias coronárias, resultando disto um aumento da libertação de oxigénio.

Em contraste com a nifedipina (e mais próximo dos efeitos do verapamil), o Diltiazem tem uma importante ação inibidora do sistema de condução cardíaca.
Actua principalmente no nó auriculoventricular (AV), diminuindo a velocidade de condução e aumentando o seu período refratário; tem ainda alguma ação no nó sinusal; no entanto praticamente não tem efeito na condução ao nível do sistema de His-Purkinje, intra-auricular ou intraventricular.
Posologia Orientativa
Oral:
Angina
A dose inicial deve ser de 120 a 180 mg, uma a duas vezes ao dia, adaptando-se a dose à resposta terapêutica.

O tempo necessário para atingir o equilíbrio é de 7 a 14 dias.
Hipertensão arterial
No adulto, a dose inicial habitual situa-se entre 60 e 120 mg, duas vezes ao dia, devendo a dose ser adaptada a cada situação.

Pasta cutânea:
Colocar uma pequena quantidade de Diltiazem, correspondente aproximadamente 2,5cm na ponta do dedo indicador.

A aplicação da pasta deve ser feita efetuando uma suave massagem descrevendo círculos com a ponta do indicador na margem anal e imediatamente para dentro (aproximadamente 1cm) do ânus, na junção da pele peri-anal e do canal anal propriamente dito.

Utilizar a pasta duas vezes por dia (manhã e noite) ou conforme indicado pelo médico.
Administração
Diltiazem Oral:
Tome este medicamento pela boca.
Não parta, não esmague ou não mastigue as cápsulas.
Engula as cápsulas ou os comprimidos inteiras com um copo de água.
Tome este medicamento antes ou durante as refeições.

Diltiazem Pasta cutânea:
Antes de iniciar a aplicação de Diltiazem, deverá lavar as mãos e colocar uma luva na mão com que irá aplicar a pasta.
Após a aplicação da pasta, lavar as mãos e descartar a luva usada.
Contra-Indicações
O Diltiazem está contraindicado:
Na hipersensibilidade conhecida ao Diltiazem;
Síndrome do nó sinusal, excepto na presença de pacemaker ventricular funcional;
Bloqueio aurículo-ventricular de 2º ou 3º grau, excepto na presença de pacemaker ventricular funcional;
Bradicardia acentuada (inferior a 40 bpm);
Falência ventricular esquerda com congestão pulmonar;
Na administração concomitante de infusão de dantroleno;
Durante a gravidez ou em mulheres que possam vir a engravidar durante o tratamento;
Durante o aleitamento;
Hipotensão grave (pressão sistólica inferior a 90 mm Hg) ou shock cardiogénico;
Insuficiência cardíaca descompensada;
Síndrome de Wolff Parkinson White;
Doentes com enfarte em que a fração de ejecção está abaixo dos 0,40.

Além disso, nos doentes em que é conhecida a existência de um bypass acessório (Wolf-Parkinson-White ou síndrome PR curto), e que desenvolvem fibrilhação atrial ou flutter atrial, não deve ser administrado Diltiazem por via intravenosa.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Doenças gastrointestinais:
Náusea (até 3% dos doentes), anorexia, vómitos, diarreia, dor abdominal, ileus paralítico, dispepsia, disgeusia, alterações dos dentes, sede, secura de boca, ganho de peso e obstipação (em menos de 2% dos doentes). Foi também reportada hiperplasia gengival.

Cardiopatias:
Os seguintes efeitos foram reportados com uma frequência de 1% ou menos:
hipotensão ou hipotensão postural, angina, arritmia, bradicardia, flutter arterial, dor precordial, taquicardia, palidez, flebite, assistolia assintomática, pausa sinusal, disfunção do nó sinusal, insuficiência cardíaca congestiva, agravamento de insuficiência cardíaca, bloqueio AV do 1º, 2º ou 3º grau, bloqueio de ramo, alterações do ECG, complexos prematuros ventriculares, taquicardia ventricular, fibrilhação ventricular, síncope e palpitações.

Doenças no sistema nervoso:
Cefaleias, sonolência, insónias, tonturas e astenia (ocorrem de 1 a 5% dos doentes).
Contudo, se a indicação for hipertensão, esta frequência é aumentada para: cefaleias (8 – 12%), tonturas (6-7%) e astenia (3-5%). Outros efeitos descritos com uma frequência inferior a 1%, são: amnésia, depressão, marcha anormal, sudação, parestesia, alteração da personalidade, mal estar, febre, tinnitus, tremor, vertigens, hipertonia, nervosismo e alucinações.

Afeções hepatobiliares:
No período inicial do tratamento foram observados casos raros de elevação dos valores das enzimas hepáticas, tal como lesão hepato-celular. Quando a alteração é ligeira a moderada é habitualmente transitória e regride mesmo continuando a terapêutica oral com Diltiazem.

Afeções dos tecidos cutâneoas e subcutâneas:
As erupções cutâneas, possivelmente devido a hipersensibilidade, são normalmente ligeiras a transitórias, desenvolvendo-se nalguns casos eritema multiforme, dermatite descamativa e dermatite pustular exantematosa generalizada aguda. Podem também ocorrer reações de fotossensibilidade, rubor, petéquias, urticária, hipertrofia cutânea (nevus) e prurido.

Outros efeitos:
Ambliopia, dispneia, epistáxis, rinite, faringite, sinusite, bronquite, irritação ocular, hiperglicémia, congestão nasal, aumento da tosse, dor osteoarticular, alterações respiratórias, nictúria, poliúria, cistite, lítiase renal.
Foram ainda verificadas ocasionalmente as seguintes situações: dismenorreia, vaginite, doença da próstata, gota, dor óssea, dor cervical, visão turva, mialgias, artrose, bursite, disfunção sexual, leucopénia, anemia hemolítica, tempo de hemorragia aumentado, púrpura, retinopatia, trombocitopénia e linfoadenopatia.
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Diltiazem não é recomendado durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:O diltiazem é excretado no leite materno pelo que não pode ser administrado a mulheres a amamentar.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Reduzir a dose.
Insuf. Renal
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Iniciar terapêutica com doses mais baixas.
Condução
Condução
Condução:Considera-se que a capacidade de conduzir e utilizar máquinas pode ser alterada tendo em conta as reacções adversas reportadas, ou seja, tonturas (frequentes), mal-estar (frequentes). No entanto, não foram realizados estudos.
Precauções Gerais
Recomenda-se vigilância especial em doentes com insuficiência da função ventricular esquerda, com bradicardia (pelo risco de exacerbação) ou bloqueio atrioventricular de 1º grau detectado no electrocardiograma (pelo risco de exacerbação ou de bloqueio total).

Antes de anestesia geral, o anestesista deve ser informado da existência de um tratamento com Diltiazem em curso. A depressão da contractilidade cardíaca, condutividade e automaticidade, assim como a dilatação vascular associada a anestésicos podem ser potenciadas pelos bloqueadores de canais de cálcio.

Pode ocorrer um aumento das concentrações plasmáticas de Diltiazem nos idosos e em doentes com insuficiência renal ou hepática. As contraindicações e precauções devem ser cuidadosamente monitorizadas e vigiadas, em particular a frequência cardíaca, desde do início do tratamento.

Os agentes bloqueadores dos canais de cálcio, como o Diltiazem, podem estar associados a alterações de humor, incluindo depressão.

Como outros antagonistas dos canais de cálcio, o Diltiazem tem um efeito inibidor sobre a motilidade intestinal. Por isso, deve ser usado com precaução em doentes com risco de desenvolver obstrução intestinal.

Podem ser encontrados nas fezes resíduos das formulações de libertação prolongada do medicamento, no entanto, esta constatacção não tem relevância clínica.

Recomenda-se também vigilância especial em casos de:
Insuficiência cardíaca congestiva;
Diabetes, o que pode implicar ajustes no controlo destes doentes;

O Diltiazem é considerado um medicamento de risco em doentes com porfíria em fase aguda.

Embora alguns autores (baseados em estudos de curta duração) defendam que o Diltiazem oral pareça ser pelo menos tão eficaz como os bloqueadores β (ex.. propranolol) e/ou nitratos, o seu uso na angina crónica estável deve ser reservado aos doentes que não tolerem doses adequadas ou sejam refratários às terapêuticas alternativas com bloqueadores β e/ou nitratos orais.

Fale com o seu Médico ou Farmacêutico antes de tomar Diltiazem, se:
– tem algum problema de coração, para além da angina
– vai ser anestesiado (por exemplo, devido a cirurgia)
– está em risco de alterações de humor, incluindo depressão
– está em risco de problemas intestinais.
– tem problemas no fígado
– tem problemas nos rins.
Cuidados com a Dieta
O doente deve ingerir as cápsulas com um pouco de líquido, sem mastigar, de preferência antes das refeições.
O Diltiazem pode ver a sua absorção aumentada caso seja administrado em simultâneo com refeições ricas em gorduras.
Resposta à overdose
Procurar atendimento médico de emergência, ou ligue para o Centro de Intoxicações.

Os efeitos clínicos de sobredosagem aguda pode envolver hipotensão pronunciada, possivelmente levando a um colapso, bradicardia sinusal, com ou sem dissociação isorrítmica, e distúrbios da condução atrioventricular.

É limitada a experiência com casos de sobredosagem em humanos. Igualmente se desconhece o valor da dose letal aguda no homem.

Os sinais e sintomas esperados traduzir-se-ão nas reações adversas mais comuns e incluem de forma dominante: bradicardia, hipotensão, bloqueio e insuficiência cardíaca.

O tratamento destes doentes deve ser feito em unidades de cuidados intensivos coronários dada a necessidade frequente de suporte à hipotensão e alterações de condução cardíaca que podem ocorrer.

A maioria dos doentes com sobredosagem entra em hipotensão dentro das primeiras 8 horas que se seguem à ingestão do fármaco.

Quando surge bradicardia e bloqueio AV do 1º ao 3º grau, pode esperar-se uma evolução para paragem cardíaca. Pode também esperar-se o aparecimento de hiperglicémia como complicação.

Além das medidas gerais de suporte, o tratamento é sintomático, resolvendo as complicações que vão surgindo.

Deve fazer-se lavagem gástrica e administração de carvão ativado, especialmente se o doente chega à unidade pouco tempo após a ingestão do fármaco, com o intuito de diminuir tanto quanto possível a absorção do fármaco.

Após a sobredosagem, a semivida de eliminação do Diltiazem está calculada em cerca de 5,5 a 10,2 horas. O tratamento, num ambiente hospitalar, irá incluir lavagem gástrica e / ou diurese osmótica. Distúrbios de condução podem ser geridos por estimulação cardíaca temporária.

Proposta de tratamentos correctivos: atropina, vasopressores, agentes inotrópicos, glucagon e infusão de gluconato de cálcio.
Terapêutica Interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Caso se tenha esquecido de tomar a sua dose, tome o seu comprimido ou cápsula assim que se lembrar e continue a sua medicação como habitual.
No entanto, se estiver quase na hora de tomar a dose seguinte, não tome a dose que se esqueceu de tomar. Não tome uma dose a dobrar.
Cuidados no Armazenamento
Não conservar acima de 30ºC.
Para a embalagem fechada, não conservar acima de 30°C.
Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.
Após abertura da bisnaga, utilize no prazo de 28 dias e não conservar acima de 25ºC.

Mantenha todos os medicamentos fora do alcance de crianças e animais de estimação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao médico, enfermeiro ou farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Espectro de susceptibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ansiolíticos Diltiazem

Observações: Aumento do efeito sedativo por inibição do CYP3A4. Efeito aditivo com depressores do SNC. Inibição enzimática.
Interacções: Inibição do metabolismo das benzodiazepinas: Diltiazem. - Diltiazem
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Antiarrítmicos Diltiazem

Observações: Aumentam a depressão do miocárdio quando são administrados com outros AA. Aumentam o risco de arritmias ventriculares quando são dados com AA que prolongam o intervalo QT
Interacções: Amiodarona: Maior risco de bradicardia com: - Diltiazem - Diltiazem
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Inibidores da HMG-CoA redutase Diltiazem

Observações: Lovastatina, sinvastatina e, em menor extensão, atorvastatina, são susceptíveis aos inibidores do CYP3A4. Risco aumentado de miopatia aditiva com outros fármacos que podem causar miopatia.
Interacções: Fármacos que diminuem o metabolismo das estatinas: - Diltiazem - Diltiazem
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Bloqueadores da entrada do cálcio Diltiazem

Observações: Verapamilo, diltiazem e talvez a nicardipina (mas não a nifedipina) inibem as enzimas hepáticas metabolizadoras de fármacos. O metabolismo do diltiazem, nifedipina, verapamilo e provavelmente outros bloqueadores da entrada de cálcio estão sujeitos a indução e inibição.
Interacções: Carbamazepina: o metabolismo da carbamazepina é diminuído pelo diltiazem e verapamilo; possível aumento no metabolismo dos bloqueadores da entrada de cálcio - Diltiazem - Diltiazem
Usar com precaução

Tertatolol Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Associações que requerem precauções de utilização (diltiazem): Perturbações do automatismo (bradicardia excessiva, paragem do nódulo sinusal), perturbações da condução sino-auricular, atrioventricular e insuficiência cardíaca (efeitos sinérgicos). - Diltiazem
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metoprolol Diltiazem

Observações: Metoprolol é um substrato do CYP2D6. Os fármacos que inibem esta enzima podem aumentar a concentração plasmática de metoprolol.
Interacções: No caso de a utilização concomitante de antagonistas de cálcio do tipo verapamil ou diltiazem, um aumento na inotrópico e cronotrópico pode ocorrer. - Diltiazem
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fesoterodina Diltiazem

Observações: Dados in vitro demonstram que o metabolito activo da fesoterodina não inibe o CYP 1A2, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1, ou 3A4, ou induz o CYP 1A2, 2B6, 2C9, 2C19 ou 3A4 em concentrações plasmáticas clinicamente relevantes. Assim, é pouco provável que a fesoterodina altere a depuração dos medicamentos que são metabolizados por estas enzimas. Não são recomendados ajustes de dose na presença de inibidores moderados do CYP3A4 (p.ex.sumo de toranja).
Interacções: Após o bloqueio do CYP3A4 pela coadministração de 200mg de fluconazol, um inibidor moderado do CYP3A4, duas vezes por dia durante 2 dias, a Cmax e a AUC do metabólito activo da fesoteroduina aumentaram aproximadamente 19% e 27%, respetivamente. Não são recomendados ajustes de dose na presença de inibidores moderados do CYP3A4 (p.ex., eritromicina, fluconazol, diltiazem, verapamilo e sumo de toranja). - Diltiazem
Usar com precaução

Bilastina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: A administração concomitante de 20 mg de bilastina uma vez por dia e de 60 mg de diltiazem uma vez por dia aumentou a Cmax da bilastina em 50%. Este efeito pode ser explicado pela interação com os transportadores de efluxo intestinais e não parece afectar o perfil de segurança da bilastina. - Diltiazem
Não recomendado/Evitar

Carteolol Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Perturbações do automatismo (bradicardia excessiva, paragem sinusal), perturbações da condução auriculoventricular e sinoauricular e insuficiência cardíaca. Esta associação apenas deve ser utilizada sob monitorização clínica e por ECG estreita, em especial nos idosos ou no início do tratamento. - Diltiazem
Usar com precaução

Ginkgo biloba Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: O Ginkgo biloba interage com o diltiazem. - Diltiazem
Usar com precaução

Diltiazem Digitálicos

Observações: n.d.
Interacções: Alguns estudos demonstraram um aumento das concentrações plasmáticas da digoxina (em 20- 50%) quando administrada concomitantemente com o diltiazem, possivelmente por uma diminuição da depuração plasmática da digoxina. Contudo, outros estudos não observaram alterações significativas nas concentrações da digoxina. Os níveis plasmáticos da digoxina devem ser cuidadosamente monitorizados, aquando da administração simultânea com diltiazem, especialmente em idosos, doentes com função renal diminuída ou doentes com concentrações séricas de digoxina próximas do limite superior do intervalo terapêutico, podendo, se necessário, reduzir-se a dose de digoxina. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados quanto à possibilidade de diminuição da frequência cardíaca e/ou bloqueio auriculoventricular (AV). - Digitálicos
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Naloxegol Diltiazem

Observações: Os estudos de interacção foram apenas efetuados em adultos.
Interacções: Num estudo cruzado, aberto, não aleatorizado, de sequência fixa, de 3 períodos, de 3 tratamentos, para avaliar o efeito de doses múltiplas de diltiazem na farmacocinética (PK) de naloxegol em dose única, a administração concomitante de diltiazem e naloxegol resultou num aumento de 3,4 vezes (90% IC: 3,2-3,7) na AUC de naloxegol e num aumento de 2,9 vezes na Cmáx do naloxegol (90% IC: 2,6-3,1), comparativamente ao naloxegol administrado isoladamente. Assim, recomenda-se o ajuste da dose de naloxegol quando administrado concomitantemente com diltiazem ou outros inibidores moderados do CYP3A4. A dose inicial para doentes a tomar inibidores moderados do CYP3A4 é 12,5 mg uma vez por dia e a dose pode ser aumentada para 25 mg se a dose de 12,5 mg for bem tolerada pelo doente. Não é necessário ajuste da dose em doentes a tomar inibidores fracos do CYP3A4. - Diltiazem
Consultar informação actualizada

Dutasterida Diltiazem

Observações: In vitro, a dutasterida não é metabolizada pelas isoenzimas do citocromo humano P450: CYP1A2, CYP2A6, CYP2E1, CYP2C8, CY P2C9, CYP2C19, CYP2B6 e CYP2D6.
Interacções: Uso concomitante com inibidores do CYP3A4 e/ou da glicoproteína-P: A dutasterida é eliminada principalmente por via metabólica. Estudos in vitro indicam que este metabolismo é catalisado pelo CYP3A4 e CYP3A5. Não foram realizados estudos de interação com inibidores potentes do CYP3A4. No entanto, num estudo farmacocinético realizado numa população, as concentrações séricas de dutasterida foram, em média, 1,6 a 1,8 vezes superiores, respetivamente, num pequeno número de doentes tratados concomitantemente com verapamilo ou diltiazem (inibidores moderados do CYP3A4 e inibidores da glicoproteína-P) do que noutros doentes. A associação a longo prazo da dutasterida com fármacos que são inibidores potentes da enzima CYP3A4 (por exemplo, ritonavir, indinavir, nefazodona, itraconazol, cetoconazol administrados por via oral) pode aumentar as concentrações séricas da dutasterida. Não é provável uma maior inibição da 5-alfa redutase com uma exposição elevada à dutasterida. No entanto, pode ser considerada uma diminuição da frequência posológica da dutasterida, se forem observados efeitos secundários. Deve realçar-se que, em caso de inibição enzimática, o já longo tempo de semivida pode ser ainda mais prolongado, e podem ser necessários mais de 6 meses de terapêutica concomitante até se atingir um novo estado de equilíbrio. - Diltiazem
Contraindicado

Ivabradina Diltiazem

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interacções: Inibidores moderados do CYP3A4: Estudos específicos de interação em voluntários saudáveis e doentes mostraram que a combinação de ivabradina com os agentes que reduzem a frequência cardíaca diltiazem ou verapamilo resultou num aumento da exposição da ivabradina (aumento de 2 a 3 vezes na AUC) e numa redução adicional da frequência cardíaca de 5 bpm. A utilização concomitante da ivabradina com estes medicamentos é contraindicada. - Diltiazem
Sem efeito descrito

Pravastatina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: A ausência de uma interação farmacocinética significativa com a pravastatina foi demonstrada especificamente para vários medicamentos, especialmente aqueles que são substratos/inibidores do CYP3A4, como por exemplo, diltiazem, verapamilo, itraconazol, cetoconazol, inibidores das proteases, sumo de toranja e inibidores do CYP2C9 (por exemplo, fluconazol). - Diltiazem
Sem efeito descrito

Pravastatina + Ácido acetilsalicílico Diltiazem

Observações: Não há evidência de interações farmacocinéticas clinicamente significativas na co-administração da pravastatina com o ácido acetilsalicílico.
Interacções: A pravastatina não é metabolizada numa extensão clinicamente significativa pelo sistema do citocromo P450. É por este facto que os medicamentos que são metabolizados pelo sistema do citocromo P450, ou que são inibidores do sistema do citocromo P450, podem ser incluídos num regime posológico estável de pravastatina sem causar alterações significativas nos níveis plasmáticos da pravastatina, como tem sido observado com outras estatinas. A ausência de uma interação farmacocinética significativa com a pravastatina tem sido especificamente demonstrada para vários medicamentos, em particular aqueles que são substratos/inibidores da CYP3A4, e.g. diltiazem, verapamilo, itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease, sumo de toranja e inibidores da CYP2C9 (e.g. fluconazol). - Diltiazem
Sem efeito descrito

Saxagliptina + Dapagliflozina Diltiazem

Observações: Saxagliptina: O metabolismo da saxagliptina é mediado principalmente pelo citocromo P450 3A4/5 (CYP3A4/5). Dapagliflozina: O metabolismo da dapagliflozina é feito principalmente através de conjugação do glucuronido mediado pela UDP glucuroniltransferase 1A9 (UGT1A9).
Interacções: A administração concomitante de saxagliptina com o diltiazem, um inibidor moderado do CYP3A4/5, aumentou a Cmax e a AUC de saxagliptina cerca de 63% e 2,1-vezes, respetivamente, e os valores correspondentes para o metabólito activo diminuíram cerca de 44% e 34%, respetivamente. Estes efeitos farmacocinéticos não são clinicamente significativos e não requerem ajuste de dose. A saxagliptina não alterou significativamente a farmacocinética da metformina, glibenclamida (um substrato do CYP2C9), pioglitazona [um substrato do CYP2C8 (major) e CYP3A4 (minor)], digoxina (um substrato da P-gp), sinvastatina (um substrato do CYP3A4), dos componentes ativos de um contraceptivo oral combinado (etinilestradiol e norgestimato), diltiazem ou cetoconazol. - Diltiazem
Usar com precaução

Ranolazina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: O diltiazem (180 a 360 mg uma vez ao dia), um inibidor do CYP3A4 moderadamente potente, causa um aumento dependente da dose das concentrações médias em estado estacionário da ranolazina de 1,5 a 2,4 vezes. Recomenda-se o ajustamento cuidadoso da dosagem de Ranolazina em doentes tratados com diltiazem e outros inibidores do CYP3A4 de potência moderada (p.ex. eritromicina, fluconazol). Pode ser necessário reduzir a posologia de Ranolazina. - Diltiazem
Usar com precaução

Triazolam Diltiazem

Observações: Podem ocorrer interações farmacocinéticas quando o triazolam é administrado com fármacos que interferem com o seu metabolismo. Compostos inibidores de determinadas enzimas hepáticas (particularmente o citocromo P4503A4) podem aumentar a concentração de triazolam e provocar um aumento da sua atividade. Dados de estudos clínicos com triazolam, estudos in vitro com triazolam e estudos clínicos com fármacos metabolizados de modo semelhante ao triazolam fornecem provas de vários graus de interacção e várias interações possíveis entre o triazolam e outros fármacos.
Interacções: Recomenda-se precaução quando o triazolam é coadministrado com a isoniazida, fluvoxamina, sertralina, paroxetina, diltiazem e verapamilo. - Diltiazem
Usar com precaução

Sinvastatina + Fenofibrato Diltiazem

Observações: Não foram realizados estudos de interacção com Fenofibrato / Sinvastatina. Interações relevantes para monoterapias. A sinvastatina é um substrato do citocromo P4503A4. O fenofibrato e a sinvastatina não são inibidores nem indutores do CYP3A4. Deste modo, não se espera que Fenofibrato / Sinvastatina afete as concentrações plasmáticas de substâncias metabolizadas pelo CYP3A4. O fenofibrato e a sinvastatina não são inibidores do CYP2D6, do CYP2E1 nem do CYP1A2. O fenofibrato é um inibidor ligeiro a moderado do CYP2C9 e um inibidor fraco do CYP2C19 e do CYP2A6. Devem monitorizar-se atentamente os doentes a quem são administrados concomitantemente Fenofibrato / Sinvastatina e fármacos metabolizados pelo CYP2C19, pelo CYP2A6 ou, sobretudo, pelo CYP2C9 com um índice terapêutico estreito e, se necessário, recomenda-se um ajuste da dose destes fármacos.
Interacções: Deve ter-se cuidado ao combinar Fenofibrato / Sinvastatina com alguns outros inibidores menos potentes do CYP3A4: fluconazol, verapamil ou diltiazem. O risco de miopatia e de rabdomiólise aumenta com a utilização concomitante de amiodarona, amlodipina, diltiazem ou verapamil com 40 mg de sinvastatina por dia. A administração concomitante de diltiazem e sinvastatina originou um aumento de 2,7 vezes na exposição ao ácido de sinvastatina, presumivelmente devido à inibição do CYP 3A4. Deste modo, a dose de Fenofibrato / Sinvastatina não deve exceder os 145 mg/20 mg por dia no caso de doentes que tomem amiodarona, amlodipina, diltiazem ou verapamil. - Diltiazem
Usar com precaução

Dabrafenib Diltiazem

Observações: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interacções: Efeitos de dabrafenib noutros medicamentos: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afectar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabólitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Num estudo clínico de interação medicamentosa, a Cmax e AUC do midazolam oral (um substrato do CYP3A4) diminuiu 61% e 74% respetivamente com a coadministração de doses repetidas de dabrafenib utilizando uma formulação com uma biodisponibilidade mais baixa do que a formulação de dabrafenib. A administração de 150 mg de dabrafenib duas vezes por dia e varfarina resultou numa diminuição da AUC de S-e R-varfarina em 37% e 33% em comparação com a administração de varfarina em monoterapia. A Cmax de S-e R-varfarina aumentou 18% e 19%. São esperadas interações com muitos medicamentos eliminados através do metabolismo ou transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico for de grande importância para o doente, e os ajustes posológicos não forem facilmente realizáveis com base na monitorização da eficácia ou concentrações plasmáticas, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. Suspeita-se que o risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é superior nos doentes tratados concomitantemente com indutores enzimáticos. Espera-se que o número de medicamentos afetados seja grande; embora a magnitude da interação possa variar. Os grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não estão limitados a: - Analgésicos (por ex. fentanilo, metadona) - Antibióticos (por ex., claritromicina, doxiciclina) - Agentes anticancerígenos (por ex., cabazitaxel) - Anticoagulantes (por ex. acenocumarol, varfarina) - Antiepiléticos (por ex., carbamazepina, fenitoína, primidona, ácido valpróico) - Antipsicóticos (por ex., haloperidol) - Bloqueadores dos canais de cálcio (por ex., diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) - Glicosidos cardíacos (por ex., digoxina) - Corticosteroides (por ex., dexametasona, metilprednisolona) - Antivíricos para o VIH (por ex., amprenavir, atazanavir, darunavir, delavirdina, efavirenz, fosamprenavir, indinavir, lopinavir, nelfinavir, saquinavir, tipranavir) - Contracetivos hormonais - Hipnóticos (por ex., diazepam, midazolam, zolpidem) - Imunossupressores (por ex., ciclosporina, tacrolimus, sirolímus) - Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (por ex., atorvastatina, sinvastatina) É provável que o início da indução ocorra após 3 dias de administração repetida com dabrafenib. Aquando da descontinuação de dabrafenib, o equilibro da indução é gradual, as concentrações dos CYP3A4, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP2C19, UDP-glucuronosil transferases (UGT) e substratos transportadores podem aumentar e os doentes devem ser monitorizados para toxicidade e a posologia destes agentes pode necessitar de ser ajustada. In vitro, o dabrafenib é um inibidor do mecanismo do CYP3A4. Como tal, a inibição transitória do CYP3A4 pode ser vista durante os primeiros dias do tratamento. - Diltiazem
Não recomendado/Evitar

Dextrometorfano + Quinidina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: A quinidina é metabolizada pela CYP3A4. É de esperar que a administração concomitante de medicamentos que inibem a CYP3A4 aumente os níveis plasmáticos da quinidina, o que pode aumentar o risco relativamente ao prolongamento do intervalo QTc. Durante o tratamento com o este medicamento, os inibidores fortes e moderados da CYP3A4 devem ser evitados. Estes incluem, entre outros, atazanavir, claritromicina, indinavir, itraconazol, cetoconazol, nefazodona, nelfinavir, ritonavir, saquinavir, telitromicina, amprenavir, aprepitante, diltiazem, eritromicina, fluconazol, fosamprenavir, sumo de toranja e verapamilo. Caso se considere necessário o tratamento concomitante com inibidores fortes ou moderados da CYP3A4, recomenda-se que seja realizada uma avaliação eletrocardiográfica (ECG) do intervalo QT antes da administração do Dextrometorfano + Quinidina e, subsequentemente, num(em) ponto(s) temporal(is) adequado(s). - Diltiazem
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amlodipina + Candesartan Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: O uso concomitante de amlodipina com inibidores fortes ou moderados da CYP3A4 (inibidores da protease, antifúngicos azóis, macrólidos como a eritromicina ou a claritromicina, verapamil ou diltiazem) podem originar a um aumento significativo na exposição à amlodipina. A tradução clínica destas variações farmacocinéticas pode ser mais pronunciada nos idosos. Como tal, pode ser necessária monitorização clínica e ajustes de dose. - Diltiazem
Usar com precaução

Ácido acetilsalisílico + Atorvastatina + Ramipril Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Os inibidores moderados da CYP3A4 (p. ex., eritromicina, diltiazem, verapamil e fluconazol) podem aumentar as concentrações plasmáticas de atorvastatina. Por conseguinte, recomenda-se a monitorização clínica apropriada do doente quando utilizada concomitantemente com inibidores moderados da CYP3A4. Recomenda-se a monitorização clínica apropriada após o início ou após ajustes posológicos do inibidor. Diltiazem 240 mg OD, 28 dias Atorvastatina 40 mg SD Após o início ou após ajustes posológicos de diltiazem, recomenda-se a monitorização clínica apropriada destes doentes. - Diltiazem
Usar com precaução

Ticagrelor Diltiazem

Observações: Ticagrelor é principalmente um substrato do CYP3A4 e um inibidor ligeiro do CYP3A4. O ticagrelor é igualmente um substrato da glicoproteína-P ( P-gp) e um inibidor fraco da P-gp e pode aumentar a exposição de substratos P-gp.
Interacções: Inibidores moderados do CYP3A4: A administração concomitante de diltiazem com ticagrelor aumentou a Cmax de ticagrelor em 69% e a AUC em cerca de 2,7 vezes e diminuiu a Cmax do metabólito activo em 38% e a AUC manteve-se inalterada. Não se observou efeito de ticagrelor nos níveis plasmáticos de diltiazem. É esperado que outros inibidores moderados do CYP3A4 (p.ex. amprenavir, aprepitant, eritromicina e fluconazol) tenham um efeito similar e possam também ser administrados conjuntamente com Ticagrelor. Medicamentos conhecidos por induzir bradicardia: Devido à observação de pausas ventriculares sobretudo assintomáticas e bradicardia, recomenda-se precaução quando se administra concomitantemente Ticagrelor com medicamentos conhecidos por induzir bradicardia. Contudo, nenhuma evidência de reações adversas clinicamente significativas foi observada no estudo PLATO após administração concomitante com um ou mais medicamentos conhecidos por induzir bradicardia (p.ex. 96% bloqueadores beta, 33% bloqueadores dos canais de cálcio, diltiazem e verapamilo, e 4% digoxina). - Diltiazem
Usar com precaução

Suvorexanto Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Se suvorexanto for usado com medicamentos que inibam moderadamente a CYP3A enzima do fígado, como verapamil, eritromicina, diltiazem, ou dronedarona, recomenda-se que a dose de suvorexanto seja ajustado. - Diltiazem
Não recomendado/Evitar

Venetoclax Diltiazem

Observações: Venetoclax é metabolizado predominantemente pelo CYP3A.
Interacções: Agentes que podem aumentar as concentrações plasmáticas de venetoclax: Inibidores do CYP3A: No início e durante a fase de titulação da dose, deve ser evitada a utilização concomitante de venetoclax com inibidores moderados do CYP3A (p. ex. eritromicina, ciprofloxacina, diltiazem, fluconazol, verapamilo). Devem considerar-se tratamentos alternativos. Caso um inibidor moderado do CYP3A tenha que ser utilizado, as doses inicial e de titulação de venetoclax devem ser reduzidas em pelo menos 50%. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados em relação a sinais e sintomas de SLT. Nos doentes que completaram a fase de titulação da dose e estão a receber uma dose diária estável de venetoclax, a dose de venetoclax deve ser reduzida em 50% quando utilizada concomitantemente com inibidores moderados do CYP3A e em 75% quando utilizada concomitantemente com inibidores fortes do CYP3A. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados em relação a sinais de toxicidade e a dose poderá ter de ser ainda mais ajustada. A dose de venetoclax utilizada antes do início do inibidor do CYP3A deve ser retomada 2 a 3 dias após a descontinuação do inibidor. - Diltiazem
Contraindicado

Carvedilol + Ivabradina Diltiazem

Observações: Não se observaram interações entre o carvedilol e a ivabradina num estudo de interações efetuado em voluntários saudáveis. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interacções: Utilização concomitante contraindicada do Carvedilol / Ivabradina: Inibidores moderados do CYP3A4 (diltiazem, verapamilo). Ivabradina - Utilização concomitante contraindicada: interação farmacocinética e farmacodinâmica: estudos específicos de interação em voluntários saudáveis e doentes mostraram que a combinação de ivabradina com os agentes que reduzem a frequência cardíaca diltiazem ou verapamilo resultou num aumento da exposição à ivabradina (aumento de 2 a 3 vezes na AUC) e numa redução adicional da frequência cardíaca de 5 bpm. Carvedilol - Utilização concomitante com precauções: Foram observados casos isolados de perturbações da condução (raramente com implicação hemodinâmica) quando o carvedilol foi administrado com diltiazem ou verapamilo. À semelhança de outros bloqueadores-beta, caso se pretenda coadministrar carvedilol com bloqueadores dos canais do cálcio do tipo verapamilo ou diltiazem, recomenda-se a monitorização do ECG e da pressão arterial, uma vez que esta coadministração pode aumentar o risco de perturbações da condução AV. Utilização concomitante não recomendada de Carvedilol / Ivabradina Fármacos anti-arrítmicos intravenosos (além do verapamilo, diltiazem): Carvedilol - Utilização concomitante não recomendada: Existe risco de insuficiência cardíaca em caso de coadministração intravenosa de fármacos anti-arrítmicos de classe Ia ou Ic e carvedilol. A utilização concomitante de bloqueadores-beta com este tipo de fármacos deve ser cuidadosamente monitorizada. - Diltiazem
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tolazamida Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Os bloqueadores dos canais de cálcio (por exemplo, diltiazem), corticosteroides (por exemplo, prednisona), descongestionantes (por exemplo, pseudoefedrina), diazóxido, diuréticos (por exemplo, furosemida, hidroclorotiazida), estrogénios, contracetivos hormonais (por exemplo, comprimidos anticoncepcionais), isoniazida, niacina, Fenotiazinas (por exemplo, prometazina), fenitoína, rifamicinas (por exemplo, rifampicina), simpaticomiméticos (por exemplo, albuterol, epinefrina, terbutalina) ou suplementos de tireóide (por exemplo, levotiroxina), porque podem diminuir a eficácia da tolazamida, resultando em níveis elevados de açúcar no sangue. - Diltiazem
Usar com precaução

Lidocaína + Cloro-hexidina Diltiazem

Observações: Não foram efetuados estudos de interacção.
Interacções: Devido a possíveis efeitos aditivos a nível cardíaco, a lidocaína deve ser utilizada com precaução em doentes que tomam concomitantemente anti-arrítmicos, tais como mexiletina, tocainida, beta-bloqueadores (ex: propranolol) ou antagonistas dos canais de cálcio (ex: diltiazem e verapamilo). O propanolol, o diltiazem e o verapamilo provocam um aumento significativo do tempo de semivida de eliminação da lidocaína devido à diminuição da clearance. - Diltiazem
Usar com precaução

Atorvastatina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: No início do tratamento ou após ajuste posológico de diltiazem, recomenda-se uma adequada monitorização clínica dos doentes. - Diltiazem
Usar com precaução

Ruxolitinib Diltiazem

Observações: Os estudos de interacção só foram realizados em adultos. Ruxolitinib é eliminado através de metabolismo catalisado por CYP3A4 e CYP2C9. Assim, os medicamentos que inibem estas enzimas podem dar origem a um aumento da exposição a ruxolitinib.
Interacções: Inibidores fracos a moderados da CYP3A4 (tais como, mas não limitados a, ciprofloxacina, eritromicina, amprenavir, atazanavir, diltiazem, cimetidina). Em indivíduos saudáveis a administração concomitante de ruxolitinib (dose única 10 mg) com eritromicina 500 mg duas vezes por dia, durante quatro dias, resultou em Cmax e AUC de ruxolitinib superiores em 8% e 27%, respetivamente, face a ruxolitinib isoladamente. Não se recomenda ajuste posológico quando ruxolitinib é coadministrado com inibidores fracos a moderados da CYP3A4 (p. ex.eritromicina). Contudo, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados para identificação de citopenias aquando do início da terapêutica com um inibidor moderado da CYP3A4. - Diltiazem
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ramipril + Amlodipina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Associadas à amlodipina Efeitos de outros medicamentos sobre a amlodipina Inibidores do CYP3A4: A utilização concomitante de amlodipina com inibidores moderados ou fortes do CYP3A4 (inibidores da protease, antifúngicos azóis, macrólidos como a eritromicina, verapamil ou diltiazem), podem levar a um aumento significante da exposição à amlodipina. O significado clínico destas alterações farmacocinéticas pode ser mais pronunciado em idosos. A monitorização clínica e o ajuste de dose podem ser necessários. - Diltiazem
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciclosporina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: O diltiazem (em doses de 90 mg/dia) pode aumentar a concentração sanguínea de ciclosporina até 50%. - Diltiazem
Contraindicado

Sertindol Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: CYP3A: Foram verificados pequenos aumentos (<25%) nas concentrações plasmáticas de sertindol quando coadministrados com antibióticos da classe dos macrólidos (por ex. eritromicina, um inibidor CYP3A) e antagonistas dos canais de cálcio (diltiazem, verapamil). Contudo, as consequências poderiam ser maiores nos metabolizadores fracos CYP2D6 (dado que a eliminação de sertindol pelas CYP2D6 e CYP3A seria afetada). Por conseguinte, uma vez que não é possível identificar por rotina os doentes metabolizadores fracos CYP2D6, é contraindicada a administração concomitante de inibidores de CYP3A e sertindol, pois pode conduzir a um aumento significativo dos níveis de sertindol. O metabolismo de sertindol pode ser aumentado de forma significativa por agentes conhecidos por induzirem as isoenzimas CYP, especialmente a rifampicina, carbamazepina, fenitoína, e fenobarbital as quais podem diminuir as concentrações plasmáticas de sertindol por um factor de 2 a 3. A reduzida eficácia antipsicótica em doentes a receber estes fármacos ou outros agentes indutores, pode requerer um ajustamento na dose de sertindol para o limite superior de intervalo posológico. - Diltiazem
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Losartan + Amlodipina Diltiazem

Observações: Não foram realizados estudos de interacção medicamentosa com o Losartan / Amlodipina e outros medicamentos. Não foram realizados estudos de interacção medicamentosa na população pediátrica.
Interacções: interações relacionadas com a amlodipina Efeitos de outros medicamentos na Amlodipina: Inibidores do CYP3A4: A utilização concomitante de amlodipina com inibidores de CYP3A4 fortes ou moderados (inibidores da protéase, antifúngicos azólicos, macrolídeos, como eritromicina, claritromicina, verapamilo ou diltiazem) pode dar origem a um aumento significativo na exposição à amlodipina, resultando num aumento do risco de hipotensão. A tradução clínica destas alterações farmacocinéticas pode ser mais pronunciada nos idosos. Poderão assim ser necessárias monitorização clínica e ajuste posológico. - Diltiazem
Usar com precaução

Tolvaptano Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Efeito de outros medicamentos na farmacocinética de tolvaptano: Inibidores do CYP3A: O uso concomitante de medicamentos que são inibidores moderados (por exemplo, amprenavir, aprepitante, atazanavir, ciprofloxacina, crizotinib, darunavir/ritonavir, diltiazem, eritromicina, fluconazol, fosamprenavir, imatinib, verapamil) ou fortes (por exemplo, itraconazol, cetoconazol, ritonavir, claritromicina) do CYP3A aumenta a exposição a tolvaptano. A coadministração de tolvaptano e cetoconazol resultou num aumento de 440% da área sob a curva da concentração-tempo (AUC) e num aumento de 248% da concentração plasmática máxima observada (C max ) para o tolvaptano. A coadministração de tolvaptano com sumo de toranja, um inibidor moderado a forte do CYP3A, produziu uma duplicação das concentrações máximas de tolvaptano (Cmax ). A redução da dose de tolvaptano é recomendada para os doentes enquanto estiverem a tomar inibidores moderados ou fortes do CYP3A. Os doentes a tomar inibidores moderados ou fortes do CYP3A têm de ser controlados com prudência, em particular se os inibidores forem tomados com frequência superior a uma vez por dia. - Diltiazem
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Saxagliptina Diltiazem

Observações: Os dados clínicos a seguir descritos sugerem que é baixo o risco de interações clinicamente significativas com medicamentos coadministrados.
Interacções: O metabolismo da saxagliptina é mediado principalmente pelo citocromo P450 3A4/5 (CYP3A4/5). A administração concomitante de saxagliptina com o inibidor moderado do CYP3A4/5 diltiazem, aumentou a Cmax e a AUC da saxagliptina cerca de 63% e 2,1 vezes, respetivamente, e os valores correspondentes para o metabólito activo diminuíram cerca de 44% e 34%, respetivamente. Em estudos in vitro, a saxagliptina e o seu principal metabólito não inibiram o CYP1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1, ou 3A4, nem induziram o CYP1A2, 2B6, 2C9, ou 3A4. Em estudos realizados em indivíduos saudáveis, a farmacocinética da saxagliptina e do seu principal metabólito não foram significativamente alteradas pela metformina, glibenclamida, pioglitazona, digoxina, sinvastatina, omeprazol, antiácidos ou famotidina. Adicionalmente, a saxagliptina não alterou significativamente a farmacocinética da metformina, glibenclamida, pioglitazona, digoxina, sinvastatina, dos componentes ativos de um contraceptivo oral combinado (etinilestradiol e norgestimato), do diltiazem ou cetoconazol. - Diltiazem
Sem significado Clínico

Silodosina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Quando a silodosina foi administrada em concomitância com um inibidor da CYP3A4 de potência moderada como o diltiazem, observou-se um aumento da AUC de aproximadamente 30%, mas a Cmax e a semivida não foram afetadas. Esta alteração não é clinicamente relevante, não sendo necessários ajustes posológicos. - Diltiazem
Usar com precaução

Solifenacina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Efeito de outros medicamentos na farmacocinética da solifenacina: A solifenacina é metabolizada pelo CYP3A4. Uma vez que a solifenacina é metabolizada pelo CYP3A4, são possíveis interações farmacocinéticas com outros substratos com maior afinidade (por exemplo, verapamilo, diltiazem) e indutores do CYP3A4 (por exemplo, rifampicina, fenitoína, carbamazepina). - Diltiazem
Sem efeito descrito

Pravastatina + Fenofibrato Diltiazem

Observações: Não foram realizados estudos formais de interação para Pravastatina/Fenofibrato; contudo, a utilização concomitante das substâncias activas em doentes em estudos clínicos não resultou em quaisquer interações inesperadas.
Interacções: interações relevantes para a pravastatina: Medicamentos metabolizados pelo citocromo P450: A pravastatina não é metabolizada de forma clinicamente significativa pelo sistema do citocromo P450. É por este facto que os medicamentos que são metabolizados pelo sistema do citocromo P450 ou que são inibidores desse sistema podem ser incluídos num regime posológico estável de pravastatina sem causar alterações significativas dos níveis plasmáticos da pravastatina, como tem sido observado com outras estatinas. A ausência de uma interação farmacocinética significativa com a pravastatina foi especificamente demonstrada relativamente a vários medicamentos, em particular aqueles que são substratos/inibidores do CYP3A4, por exemplo, diltiazem, verapamil, itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease, sumo de toranja e inibidores do CYP2C9 (por exemplo, fluconazol). - Diltiazem
Usar com precaução

Bisoprolol + Perindopril Diltiazem

Observações: Num estudo de interacção conduzido em voluntários sãos, não foram observadas interações entre o bisoprolol e o perindopril.
Interacções: Utilização concomitante não recomendada: Relacionada com o BISOPROLOL: Antagonistas do cálcio tipo verapamilo e em menor grau tipo diltiazem: Influência negativa na contratilidade e na condução auriculo-ventricular. A administração intravenosa de verapamilo em doentes em tratamento com beta-bloqueadores pode levar a uma hipotensão profunda e a um bloqueio auriculo-ventricular. - Diltiazem
Usar com precaução

Cobimetinib Diltiazem

Observações: Os estudos de interacção só foram realizados em adultos. Efeitos do cobimetinib nos sistemas transportadores de fármacos: Estudos in vitro demonstraram que o cobimetinib não é um substrato dos transportadores de captação hepáticos OATP1B1, OATP1B3 e OCT1, sendo, contudo, um inibidor fraco destes transportadores. A relevância clínica festes resultados não foi investigada.
Interacções: Efeitos de outros medicamentos em cobimetinib: Inibidores moderados do CYP3A: Deve ter-se precaução caso o cobimetinib seja coadministrado com inibidores moderados do CYP3A4. Os inibidores moderados do CYP3A4 incluem, mas não se limitam a, amiodarona, eritromicina, fluconazol, miconazol, diltiazem, verapamilo, delavirdina, amprenavir, fosamprenavir, imatinib. Quando o cobimetinib é coadministrado com um inibidor moderado do CYP3A, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados quanto à segurança. - Diltiazem
Usar com precaução

Atorvastatina + Perindopril + Amlodipina Diltiazem

Observações: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com Atorvastatina / Perindopril / Amlodipina e outros medicamentos, embora alguns estudos tenham sido realizados com atorvastatina, perindopril e amlodipina separadamente.
Interacções: Utilização concomitante que requer CUIDADOS ESPECIAIS: ATORVASTATINA: Inibidores moderados do CYP3A4: Os inibidores moderados do CYP3A4 (por exemplo, eritromicina, diltiazem, verapamilo e fluconazol) podem aumentar a concentração plasmática de atorvastatina. Foi observado um aumento do risco de miopatia com a utilização de eritromicina em combinação com estatinas. Não foram efetuados estudos de interação para avaliar os efeitos da amiodarona ou do verapamilo na atorvastatina. Tanto a amiodarona como o verapamilo são conhecidos por inibirem a atividade do CYP3A4 e a administração concomitante com atorvastatina pode resultar num aumento da exposição à atorvastatina. Assim sendo, deve ser considerada uma dose máxima mais baixa de atorvastatina e recomenda-se a monitorização clínica do doente quando utilizada concomitantemente com inibidores moderados do CYP3A4. Recomenda-se uma adequada monitorização clínica após iniciar o tratamento ou após o ajuste de dose do inibidor. Utilização concomitante que requer CUIDADOS ESPECIAIS: AMLODIPINA: Inibidores do CYP3A4: A utilização concomitante de amlodipina com inibidores potentes ou moderados do CYP3A4 (inibidores das proteases, antifúngicos azóis, macrólidos como a eritromicina ou a claritromicina, verapamil ou diltiazem) pode conduzir a um aumento significativo da exposição à amlodipina. A tradução clínica destas variações farmacocinéticas pode ser mais pronunciada nos idosos. Poderão assim, ser necessários monitorização clínica e ajuste da dose de Atorvastatina / Perindopril / Amlodipina. - Diltiazem
Usar com precaução

Darunavir + Cobicistate Diltiazem

Observações: Não foram realizados estudos de interacção farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interacção com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interacções: BLOQUEADORES DOS CANAIS DE CÁLCIO: Amlodipina, Diltiazem, Felodipina, Nicardipina, Nifedipina, Verapamil: Tendo por base considerações teóricas, é expectável que Darunavir / Cobicistate aumente as concentrações plasmáticas destes bloqueadores dos canais de cálcio. (inibição do CYP3A e/ou do CYP2D6) Recomenda-se monitorização clínica dos efeitos terapêuticos e efeitos adversos quando estes medicamentos são administrados concomitantemente com Darunavir / Cobicistate. - Diltiazem
Usar com precaução

Ombitasvir + Paritaprevir + Ritonavir Diltiazem

Observações: Os estudos de interacção medicamentosa só foram realizados em adultos. Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir foi administrado em doses múltiplas em todos os estudos de interacção medicamentosa, com exceção dos estudos de interacção medicamentosa com carbamazepina, gemfibrozil e cetoconazol.
Interacções: interações farmacocinéticas: Potencial de outros medicamentos para afectar a farmacocinética de ombitasvir, paritaprevir, e dasabuvir: Os medicamentos que inibem o CYP3A4 e proteínas de transporte: O paritaprevir é eliminado através do metabolismo mediado pelo CYP3A4 e excreção biliar (substrato dos transportadores hepáticos OATP1B1, gp-P e BCRP). Recomenda-se precaução se Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir for coadministrado com medicamentos que são ambos inibidores moderados do CYP3A4 e inibidores de transportadores múltiplos (gp-P, BCRP e/ou OATP1B1/OATP1B3). Estes medicamentos podem apresentar aumentos clinicamente relevantes na exposição ao paritaprevir (por exemplo, ritonavir com atazanavir, eritromicina, diltiazem ou verapamilo). interações entre Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir e outros medicamentos BLOQUEADORES DOS CANAIS DE CÁLCIO: Diltiazem, Verapamilo: Mecanismo: inibição de CYP3A4/gp-P. Administrado com: Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir. Não estudado. Aconselha-se precaução devido ao aumento esperado nas exposições ao paritaprevir. Recomenda-se redução da dose e monitorização clínica dos bloqueadores dos canais de cálcio quando são coadministrados com Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com e sem dasabuvir. - Diltiazem
Contraindicado

Eliglustato Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Inibidores da CYP3A: Em metabolizadores intermédios (MI) e extensivos (ME): Após doses repetidas de 84 mg de eliglustato duas vezes por dia em doentes não-MF, a administração concomitante de doses repetidas de 400 mg de cetoconazol, um inibidor potente da CYP3A, uma vez por dia, resultou num aumento da Cmax e da AUC0-12 do eliglustato, de 3,8 e 4,3 vezes, respetivamente; Serão de esperar efeitos semelhantes com outros inibidores potentes da CYP3A (p.ex., claritromicina, cetoconazol, itraconazol, cobicistat, indinavir, lopinavir, ritonavir, saquinavir, telaprevir, tipranavir, posaconazol, voriconazol, telitromicina, conivaptan, boceprevir). Em MI e ME, deve proceder-se com cuidado relativamente aos inibidores potentes da CYP3A. Para uma dosagem de 84 mg duas vezes por dia com eliglustato em doentes não-MFs, é de prever que a utilização concomitante de inibidores moderados da CYP3A (p.ex., eritromicina, ciprofloxacina, fluconazol, diltiazem, verapamilo, aprepitant, atazanavir, darunavir, fosamprenavir, imatinib, cimetidina) iria aumentar aproximadamente até 3 vezes a exposição ao eliglustato. Em MIs e MEs, deve proceder-se com cuidado relativamente aos inibidores moderados da CYP3A. Para uma dosagem de 84 mg uma vez por dia com eliglustato em MF, é de prever que a utilização concomitante de inibidores moderados da CYP3A (p.ex., eritromicina, ciprofloxacina, fluconazol, diltiazem, verapamilo, aprepitant, atazanavir, darunavir, fosamprenavir, imatinib, cimetidina) iria aumentar a Cmax e a AUC0-24 do eliglustato em 2,4 e 3,0 vezes, respetivamente. É contraindicada a utilização de inibidores moderados da CYP3A em MF. - Diltiazem
Não recomendado/Evitar

Propranolol Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Associações não recomendadas: Bloqueadores dos canais de cálcio (verapamil, diltiazem ou bepridil): Os bloqueadores dos canais de cálcio e os bloqueadores beta-adrenérgicos têm efeitos aditivos sobre a condução auriculoventricular e a função do nódulo sinusal, podendo causar bradicardia e hipotensão. A associação com propranolol deve ser evitada, especialmente em doentes com descompensação cardíaca. - Diltiazem
Usar com precaução

Atorvastatina + Ezetimiba Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Efeitos de outros medicamentos: ATORVASTATINA: Inibidores do CYP3A4: Foi demonstrado que os inibidores potentes do CYP3A4 conduzem a um aumento acentuado das concentrações de atorvastatina. Deve ser evitada, se possível, a administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 (p. ex., ciclosporina, telitromicina, claritromicina, delavirdina, estiripentol, cetoconazol, voriconazol, itraconazol, posaconazol e inibidores da protease do VIH incluindo ritonavir, lopinavir, atazanavir, indinavir, darunavir, etc). Nos casos em que a administração concomitante destes medicamentos com este medicamento não pode ser evitada, dever-se-á considerar uma dose inicial e máxima mais baixa deste medicamento e é recomendada uma monitorização clínica adequada destes doentes. Inibidores moderados do CYP3A4 (p. ex., eritromicina, diltiazem, verapamil e fluconazol) podem aumentar as concentrações plasmáticas de atorvastatina. Foi observado um aumento do risco de miopatia com a utilização de eritromicina em associação com estatinas. Não foram efetuados estudos de interação para avaliar os efeitos de amiodarona ou verapamil na atorvastatina. Tanto a amiodarona como o verapamil são conhecidos por inibirem a atividade do CYP3A4 e a administração concomitante com este medicamento pode resultar num aumento da exposição à atorvastatina. Assim sendo, deve ser considerada uma dose máxima mais baixa deste medicamento e recomenda-se a monitorização clínica adequada do doente quando é utilizado concomitantemente com inibidores moderados do CYP3A4. Recomenda-se uma adequada monitorização clínica após iniciar ou após o ajuste de dose do inibidor. - Diltiazem
Não recomendado/Evitar

Ibrutinib Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Inibidores moderados do CYP3A4: Simulações que utilizam condições de jejum sugerem que inibidores moderados do CYP3A4, tais como o diltiazem, a eritromicina e o voriconazol, podem aumentar a AUC de ibrutinib num fator de 5-9. Os inibidores moderados do CYP3A4 (ex. voriconazol, eritromicina, amprenavir, aprepitant, atazanavir, ciprofloxacina, crizotinib, darunavir/ritonavir, diltiazem, fluconazol, fosamprenavir, imatinib, verapamilo, amiodarona, dronedarona) devem ser evitados. Se for necessário utilizar um inibidor moderado do CYP3A4, a dose de Ibrutinib deve ser reduzida para 140 mg (uma cápsula) ao longo da duração do tratamento com o inibidor. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados quanto a toxicidade e as orientações para modificação da dose devem ser seguidas, conforme necessário. - Diltiazem
Contraindicado

Lurasidona Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: interações farmacocinéticas: Outros potenciais medicamentos que podem afectar a lurasidona: Tanto a lurasidona como o seu metabólito activo ID-14283 contribuem para o efeito farmacodinâmico nos recetores dopaminérgicos e serotoninérgicos. A lurasidona e seu metabólitoativo ID-14283 são principalmente metabolizados pelo CYP3A4. Inibidores do CYP3A4: A lurasidona é contraindicada em concomitância com inibidores fortes do CYP3A4 (por exemplo, boceprevir, claritromicina, cobicistate, indinavir, itraconazol, cetoconazol, nefazodona, nelfinavir, posaconazol, ritonavir, saquinavir, telaprevir, telitromicina, voriconazol). A administração concomitante de lurasidona com o inibidor forte do CYP3A4 cetoconazol resultou num aumento de 9 e 6 vezes na exposição da lurasidona e do seu metabólito activo ID-14283, respetivamente. A administração concomitante de lurasidona com medicamentos que inibem moderadamente o CYP3A4 (por exemplo, diltiazem, eritromicina, fluconazol, verapamil) pode aumentar a exposição à lurasidona. Estima-se que os inibidores moderados do CYP3A4 resultam num aumento de 2-5 vezes na exposição dos substratos do CYP3A4. A administração concomitante de lurasidona com diltiazem (formulação de libertação lenta), um inibidor moderado do CYP3A4, resultou num aumento de 2,2 e 2,4 vezes na exposição da lurasidona e do ID-14283, respetivamente. A utilização de uma formulação de libertação imediata do diltiazem pode resultar num maior aumento da exposição à lurasidona. - Diltiazem
Usar com precaução

Perindopril + Indapamida + Amlodipina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Uso concomitante que requer cuidados especiais: AMLODIPINA: Inibidores CYP3A4: O uso concomitante da amlodipina com inibidores fortes ou moderados do CYP3A4 (inibidores da protease, antifúngicos azóis, macrólidos como a eritromicina ou a claritromicina, verapamil ou diltiazem) podem conduzir a um aumento significativo da exposição à amlodipina. A tradução clínica destas variações farmacocinéticas pode ser mais pronunciada nos idosos. Monitorização clínica e ajuste de dose poderão assim, ser necessários. - Diltiazem
Sem significado Clínico

Metformina + Saxagliptina Diltiazem

Observações: A administração concomitante de doses múltiplas de saxagliptina (2,5 mg duas vezes por dia) e metformina (1.000 mg duas vezes por dia) não alterou significativamente o perfil farmacocinético da saxagliptina nem da metformina em doentes com diabetes tipo 2. Não foram realizados estudos formais de interacção com Metformina/Saxagliptina.
Interacções: SAXAGLIPTINA: Os dados clínicos a seguir descritos sugerem que é baixo o risco de interações clinicamente significativas com outros medicamentos administrados concomitantemente. O metabolismo da saxagliptina é mediado principalmente pelo citocromo P450 3A4/5 (CYP3A4/5). Em estudos in vitro, a saxagliptina e o seu principal metabólito não inibiram o CYP1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1, ou 3A4, nem induziram o CYP1A2, 2B6, 2C9, ou 3A4. Em estudos realizados em indivíduos saudáveis, a farmacocinética da saxagliptina e do seu principal metabólito não foram significativamente alteradas pela metformina, glibenclamida, pioglitazona, digoxina, sinvastatina, omeprazol, antiácidos ou famotidina. Adicionalmente, a saxagliptina não alterou significativamente a farmacocinética da metformina, glibenclamida, pioglitazona, digoxina, sinvastatina, os componentes ativos dos Contracetivos orais combinados (etinilestradiol e norgestimato), diltiazem ou cetoconazol. A administração concomitante de saxagliptina com o diltiazem, um inibidor moderado do CYP3A4/5, aumentou a Cmax e a AUC da saxagliptina em cerca de 63% e 2,1 vezes, respetivamente, e os valores correspondentes para o metabólito activo diminuíram em cerca de 44% e 34%, respetivamente. A administração concomitante de saxagliptina com o cetoconazol, um inibidor potente do CYP3A4/5, aumentou a Cmax e a AUC da saxagliptina em cerca de 62% e 2,5 vezes, respetivamente, e os valores correspondentes para o metabólito activo diminuíram em cerca de 95% e 88%, respetivamente. - Diltiazem
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Indapamida + Amlodipina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Ligadas à AMLODIPINA: Inibidores CYP3A4: A utilização concomitante de amlodipina com inibidores fortes ou moderados do CYP3A4 (inibidores das proteases, antifúngicos azóis, macrólidos como a eritromicina ou a claritromicina, verapamil e diltiazem) podem conduzir a um aumento significativo da exposição à amlodipina. A tradução clínica destas variações farmacocinéticas pode ser mais pronunciada nos idosos. Monitorização clínica e ajuste de dose poderão assim, ser necessários. - Diltiazem
Usar com precaução

Enzalutamida Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Potencial da enzalutamida para afectar a exposição a outros medicamentos: Indução enzimática: A enzalutamida é um potente inibidor enzimático levando ao aumento da síntese de muitas enzimas e transportadores; portanto é esperada a interação com muitos medicamentos comuns que são substratos destas enzimas ou transportadores. A redução das concentrações plasmáticas podem ser substanciais, e levar a perda ou reduzir o efeito clínico. Existe também um risco aumentado da formação de metabólitos ativos. As enzimas que podem ser induzidas são o CYP3A no fígado e intestino, o CYP2C9, o CYP2C19, o CYP1A2 e auridina 5’ difosfato-glucuronosiltransferases (conjugação das enzimas UGTs-glucuronida). A proteína de transporte de P-gp pode também ser induzida, e provavelmente outros transportadores, como por exemplo, a proteína de resistência múltipla 2 (MRP2), proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e do polipéptido transportador aniónico orgânico 1B1, (OATP1B1). Estudos in vivo demonstraram que a enzalutamida é um indutor potente do CYP3A4 e um indutor moderado do CYP2C9 e do CYP2C19. A coadministração da enzalutamida (160 mg uma vez por dia) com doses únicas orais de substratos sensíveis ao CYP em doentes com cancro da próstata, resultou numa diminuição de 86% da AUC do midazolam (substrato do CYP3A4), numa diminuição de 56% na AUC da S-varfarina (substrato do CYP2C9) e numa diminuição de 70% na AUC do omeprazol (substrato do CYP2C19). A UGT1A1 pode também ter sido induzida. São esperadas interações com alguns medicamentos que são eliminados através do metabolismo ou por transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico é de grande importância para o doente, e se os ajustes de dose não são facilmente realizados com base na monitorização de eficácia ou da concentração plasmática, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. O risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é suspeito ser maior em doentes tratados concomitantemente com indutores de enzima. Grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não se limitam a: Analgésicos (ex. fentanilo, tramadol) Antibióticos (ex. claritromicina, doxiciclina) Agentes antineoplásicos (ex. cabazitaxel) Anticoagulantes (ex. acenocumarol, varfarina) Antiepiléticos (ex. carbamazepina, clonazepam, fenitoína, primidona, ácido valpróico) Antipsicóticos (ex. haloperidol) Bloqueadores beta (ex. bisoprolol, propranolol) Bloqueadores da entrada do cálcio (ex. diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) Cardiotónicos digitálicos (ex. digoxina) Corticosteroides (ex. dexametasona, prednisolona) anti-retrovirais VIH (ex. indinavir, ritonavir) Hipnóticos (ex. diazepam, midazolam, zolpidem) Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (ex. atorvastatina, sinvastatina) - Diltiazem
Não recomendado/Evitar

Avanafil Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Efeitos de outras substâncias no avanafil: O avanafil é um substrato da CYP3A4 e é predominantemente metabolizado por esta enzima. Alguns estudos demonstraram que os medicamentos que inibem a CYP3A4 podem aumentar a exposição ao avanafil. Inibidores da CYP3A4: O cetoconazol (400mg por dia), um inibidor seletivo e altamente potente da CYP3A4, aumentou a Cmax e a exposição (AUC) do avanafil 50 mg em dose única em 3 vezes e 14 vezes, respetivamente, e prolongou a semivida do avanafil para cerca de 9horas. O ritonavir (600 mg duas vezes por dia), um inibidor altamente potente da CYP3A4, que também inibe a CYP2C9, aumentou a Cmax e a AUC do avanafil 50 mg em dose única em cerca de 2 vezes e 13 vezes, e prolongou a semivida do avanafil para cerca de 9horas. Será de esperar que outros inibidores fortes da CYP3A4 (por exemplo, itraconazol, voriconazol, claritromicina, nefazodona, saquinavir, nelfinavir, indinavir, atazanavir e telitromicina) tenham efeitos semelhantes. Consequentemente, a administração concomitante do avanafil com inibidores potentes da CYP3A4 é contraindicada. A eritromicina (500 mg duas vezes por dia), um inibidor moderado da CYP3A4, aumentou a Cmax e a AUC do avanafil 200 mg em dose única em cerca de 2 vezes e 3 vezes, respetivamente, e prolongou a semivida do avanafil para cerca de 8 horas. Será de esperar que outros inibidores moderados da CYP3A4 (por exemplo, amprenavir, aprepitante, diltiazem, fluconazol, fosamprenavir e verapamilo) tenham efeitos semelhantes. Consequentemente, nos doentes a tomar simultaneamente inibidores moderados da CYP3A4, a dose máxima recomendada do avanafil é de 100 mg, uma vez a cada 48 horas, no máximo. Apesar de não terem sido estudadas interações específicas, outros inibidores da CYP3A4, incluindo sumo de toranja, aumentarão provavelmente a exposição ao avanafil. Os doentes devem ser informados de que é necessário evitar a ingestão de sumo de toranja nas 24 horas que antecedem a toma do avanafil. - Diltiazem
Usar com precaução

Droperidol Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: As substâncias inibidoras da atividade das isoenzimas do citocromo P450 (CYP) CYP1A2, CYP3A4 ou ambas, podem diminuir a taxa de metabolização do droperidol e prolongar a sua ação farmacológica. Por conseguinte, é aconselhada precaução se o droperidol for administrado concomitantemente com inibidores do CYP1A2 (como por exemplo, ciprofloxacina, ticlopidina), inibidores do CYP3A4 (por exemplo, diltiazem, eritromicina, fluconazol, indinavir, itraconazol, quetoconazol, nefazodona, nelfinavir, ritonavir, saquinavir, verapamil) ou de ambos (como por exemplo, cimetidina, mibefradil). - Diltiazem
Não recomendado/Evitar

Fingolimod Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Substâncias indutoras de bradicardia: O fingolimod foi estudado em combinação com o atenolol e o diltiazem. Quando o fingolimod foi administrado com atenolol num estudo de interação em voluntários saudáveis, ocorreu uma redução adicional de 15% da frequência cardíaca no início de tratamento com fingolimod, um efeito que não ocorre com o diltiazem. O tratamento com fingolimod não deve ser iniciado em doentes tratados com beta-bloqueadores, ou outras substâncias que podem diminuir a frequência cardíaca, tais como anti-arrítmicos de classe Ia e III, bloqueadores dos canais de cálcio (tais como ivabradina, verapamilo ou diltiazem), digoxina, agentes anticolinesterásicos ou pilocarpina devido aos potenciais efeitos aditivos na frequência cardíaca. Se o tratamento com fingolimod for considerado em tais doentes, deverá ser solicitado aconselhamento de um cardiologista acerca da substituição para medicamentos que não diminuam a frequência cardíaca ou monitorização mais apropriada para o início do tratamento. É recomendado, pelo menos, monitorização durante a noite caso o tratamento com medicamentos que diminuem a frequência cardíaca não possa ser suspenso. - Diltiazem
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Sotalol Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: A administração simultânea de cloridrato de sotalol e de bloqueadores da entrada do cálcio do tipo verapamilo e diltiazem, pode provocar uma pronunciada descida da pressão arterial, assim como bradicardia e uma intensificação da alteração de condução auriculoventricular em resultado de um efeito aditivo sobre o nódulo sinusal e nódulo AV. - Diltiazem
Usar com precaução

Timolol Diltiazem

Observações: Não foram realizados estudos específicos de interacção com o timolol.
Interacções: Como o maleato de timolol é absorvido sistemicamente podem ocorrer as seguintes interações (as mesmas observadas com os beta-bloqueantes sistémicos): A natureza de qualquer efeito adverso cardiovascular varia dependendo do tipo de bloqueador dos canais de cálcio utilizado. Os derivados da dihidropirina, tais como a nifedipina, podem causar hipotensão, enquanto o verapamilo ou o diltiazem tendem a causar perturbações da condução AV ou falência cardíaca esquerda quando utilizados com beta-bloqueantes. - Diltiazem
Usar com precaução

Tretinoína (ou Ácido retinóico) Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Uma vez que a tretinoína é metabolizada pelo sistema P450 hepático, existe a possibilidade de alteração dos parâmetros farmacocinéticos nos doentes a receber concomitantemente medicamentos indutores ou inibidores deste sistema. Os medicamentos que habitualmente induzem as enzimas P450 hepáticas são rifampicina, glucocorticoides, fenobarbital e pentobarbital. Os medicamentos que habitualmente inibem as enzimas P450 hepáticas são cetoconazol, cimetidina, eritromicina, verapamil, diltiazem e ciclosporina. Não existem dados que sugiram que a utilização concomitante destes medicamentos aumente ou diminua quer a eficácia quer a toxicidade da tretinoína. - Diltiazem
Usar com precaução

Digoxina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: O diltiazem pode aumentar ou não ter qualquer efeito sobre os níveis séricos de digoxina. - Diltiazem
Usar com precaução

Diltiazem Bloqueadores adrenérgicos beta

Observações: n.d.
Interacções: Pode haver adição dos efeitos negativos na contractilidade do miocárdio, frequência cardíaca e condução AV. Embora nos doentes com angina crónica estável o uso concomitante destes fármacos seja normalmente bem tolerado, pode estar aumentado o risco de bradicardia, anomalias na condução cardíaca (bloqueio AV) e insuficiência cardíaca congestiva. O diltiazem aumenta em 50% a biodisponibilidade oral do propranolol. Adicionalmente, o diltiazem aumentou as concentrações plasmáticas médias, as semividas de eliminação, a área sob a curva (AUC) e as concentrações plasmáticas máximas do propranolol e do metoprolol. A farmacocinética do atenolol não foi afetada com a administração concomitante com o diltiazem. - Bloqueadores adrenérgicos beta
Sem efeito descrito

Diltiazem Nitratos

Observações: n.d.
Interacções: Os nitratos de ação curta ou prolongada podem ser administrados concomitantemente com o diltiazem, embora não tenham sido realizados estudos adequados para avaliar a utilização concomitante de nitroglicerina sublingual e de nitratos. - Nitratos
Usar com precaução

Diltiazem Anestésicos

Observações: n.d.
Interacções: A associação de anestésicos com antagonistas do cálcio pode produzir hipotensão aditiva e depressão da função cardíaca, pelo que se recomenda precaução na administração concomitante deste medicamento com o diltiazem. - Anestésicos
Usar com precaução

Diltiazem Antagonistas dos Recetores H2 da Histamina (Bloqueadores H2)

Observações: n.d.
Interacções: A administração concomitante de diltiazem e cimetidina pode aumentar as concentrações plasmáticas de diltiazem. A ranitidina não produziu efeito significativo nos parâmetros farmacocinéticos do diltiazem. - Antagonistas dos Recetores H2 da Histamina (Bloqueadores H2)
Usar com precaução

Diltiazem Citocromo P450

Observações: n.d.
Interacções: Medicamentos com biotransformação pelo citocromo P450 (CYP): O diltiazem é metabolizado principalmente pelo CYP 3A4 pelo que pode inibir o metabolismo de certas substâncias (ex.: carbamazepina, ciclosporina, teofilina, certas benzodiazepinas, como o midazolam e triazolam, e lovastatina e outras estatinas) e aumentar as concentrações plasmáticas e consequentemente a toxicidade destes medicamentos. As dosagens dos fármacos metabolizados pelo CYP 3A4 podem necessitar de ajustes posológicos quando a terapêutica com diltiazem é iniciada ou descontinuada. - Citocromo P450
Usar com precaução

Diltiazem Rifampicina

Observações: n.d.
Interacções: A rifampicina pode reduzir a biodisponibilidade e aumentar a depuração do diltiazem, após administração oral (por indução do CYP 3A4.) - Rifampicina
Usar com precaução

Diltiazem Atazanavir

Observações: n.d.
Interacções: O atazanavir pode aumentar as concentrações plasmáticas e a AUC do diltiazem e aumentar o prolongamento do intervalo PR quando administrados simultaneamente. - Atazanavir
Não recomendado/Evitar

Diltiazem Dantroleno

Observações: n.d.
Interacções: Desaconselha-se a associação com antagonistas dos canais de cálcio devido ao risco de fibrilhação ventricular. - Dantroleno
Usar com precaução

Diltiazem Bloqueadores adrenérgicos alfa

Observações: n.d.
Interacções: A administração simultânea com bloqueadores alfa pode aumentar o efeito hipotensor e deve ser cuidadosamente acompanhada. - Bloqueadores adrenérgicos alfa
Usar com precaução

Diltiazem Lomitapida

Observações: n.d.
Interacções: O diltiazem (um inibidor moderado do CYP3A4) pode aumentar as concentrações plasmáticas da lomitapida através da inibição do CYP3A4, levando a um aumento do risco da elevação das enzimas hepáticas. - Lomitapida
Sem significado Clínico

Efavirenz Diltiazem

Observações: Os estudos de interacção só foram realizados em adultos.
Interacções: MEDICAMENTOS CARDIOVASCULARES: Bloqueadores dos Canais de Cálcio: Diltiazem/Efavirenz: (240 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). O aumento dos parâmetros farmacocinéticos do efavirenz não é considerado clinicamente significativo. Os ajustes posológicos do diltiazem devem basear-se na resposta clínica (consultar o Resumo das Características do Medicamento do diltiazem). Não é necessário qualquer ajuste posológico para o efavirenz. - Diltiazem
Usar com precaução

Efavirenz + Emtricitabina + Tenofovir Diltiazem

Observações: As interações que foram identificadas com Efavirenz, Emtricitabina e Tenofovir individualmente podem ocorrer com esta associação. Os estudos de interação com estes medicamentos só foram realizados em adultos.
Interacções: MEDICAMENTOS CARDIOVASCULARES: Bloqueadores dos Canais do Cálcio: Diltiazem/Efavirenz: (240 mg q.d./600 mg q.d.). O aumento dos parâmetros farmacocinéticos do efavirenz não é considerado clinicamente significativo. Os ajustes da dose do diltiazem quando coadministrado com Efavirenz / Emtricitabina / Tenofovir devem basear-se na resposta clínica (consultar o Resumo das Características do Medicamento do medicamento diltiazem). Diltiazem/Emtricitabina: interação não estudada. Diltiazem/Tenofovir disoproxil fumarato: interação não estudada. Os ajustes da dose do diltiazem quando coadministrado com Efavirenz / Emtricitabina / Tenofovir devem basear-se na resposta clínica (consultar o Resumo das Características do Medicamento do medicamento diltiazem). - Diltiazem
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Eplerenona Diltiazem

Observações: Estudos in vitro indicam que a eplerenona não é um inibidor das isoenzimas CYP1A2, CYP2C19, CYP2C9, CYP2D6 ou CYP3A4. A eplerenona não é um substrato nem um inibidor da glicoproteína-P.
Interacções: interações farmacocinéticas: Inibidores da CYP3A4: Inibidores ligeiros a moderados da CYP3A4: A coadministração com eritromicina, saquinavir, amiodarona, diltiazem, verapamil e fluconazol conduziu a interações farmacocinéticas significativas, com aumentos da AUC na ordem de 98% a 187%. Portanto, a dose de eplerenona não deve exceder os 25 mg quando são administrados inibidores ligeiros a moderados da CYP3A4 com a eplerenona. - Diltiazem
Contraindicado

Esmolol Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Os antagonistas dos canais de cálcio, como por exemplo o verapamilo e, em menor escala, o diltiazem, influenciam negativamente a contractilidade e a condução AV. Esta associação não deve ser administrada a doentes com anomalias de condução e Esmolol não deve ser administrado durante as 48 horas de descontinuação de verapamilo. Os antagonistas dos canais de cálcio, como por exemplo, os derivados de di-hidropridina (por exemplo, nifedipina) podem aumentar o risco de hipotensão. Em doentes com insuficiência cardíaca e que estejam a ser tratados com antagonista dos canais de cálcio, o tratamento com agentes beta-bloqueadores pode causar insuficiência cardíaca. É recomendada a titulação cuidada do Esmolol e a monitorização hemodinâmica adequada. - Diltiazem
Usar com precaução

Everolímus Diltiazem

Observações: O everolímus é um substrato da CYP3A4, e também é um substrato e inibidor modera do da gp-P. Por esta razão, a absorção e eliminação subsequente do everolímus pode ser influenciada por produtos que afetem a CYP3A4 e/ou a gp - P. In vitro, o everolímus é um inibidor competitivo da CYP3A4 e um inibidor misto da CYP2D6.
Interacções: Inibidores moderados da CYP3A4/gp-P: Fluconazol, Diltiazem, Dronedarona, Amprenavir, fosamprenavir: Não estudada. É esperado um aumento na exposição. Seja prudente quando a coadministração de inibidores moderados da CYP3A4 ou da gp - P não puder ser evitada. Se for necessário coadministrar um inibidor moderado da CYP3A4 ou da gp - P, pode ser considerada uma redução de dose para 5 mg por dia ou 2, 5 mg por dia. No entanto, não existem dados clínicos com este ajuste de dose. Devido à variabilidade entre sujeitos os ajustes de dose recomendados podem não ser ó timos para todos os indivíduo s, pelo que é recomendada a monitorização atenta dos efeitos secundários. Se o inibidor moderado for interrompido, considerar um período de lavagem de pelo menos 2 a 3 dias (tempo de eliminação médio para os inibidores moderados usados mais frequentemente) antes de retomar a dose de na dose utilizada antes do início da coadministração. - Diltiazem
Usar com precaução

Fosaprepitant Diltiazem

Observações: Quando administrado por via intravenosa o fosaprepitant é rapidamente convertido em aprepitant. As interações medicamentosas decorrentes da administração de intravenosa de fosaprepitant são passíveis de ocorrer com substâncias ativas que interagem com o aprepitant administrado por via oral. A informação seguinte resultou de dados obtidos com o aprepitant por via oral e de estudos realizados com fosaprepitant por via intravenosa coadministrados com dexametasona, midazolam ou diltiazem. O fosaprepitant 150 mg, em dose única, é um inibidor fraco do CYP3A4. O fosaprepitant não parece interagir com a glicoproteína-P transportadora, tal como demonstrado pela ausência de interação entre o aprepitant por via oral com a digoxina. Antevê-se que, quando comparado com a administração de aprepitant oral, o fosaprepitant provoque indução menor ou não superior do CYP2C9, do CYP3A4 e da glucuronidação. Não há dados sobre os efeitos no CYP2C8 e CYP2C19.
Interacções: Efeito do aprepitant na farmacocinética de outras substâncias activas: Diltiazem: Não foram realizados estudos de interação com fosaprepitant 150 mg e diltiazem, no entanto deve ser considerando o seguinte estudo de 100 mg de fosaprepitant, quando administramos Fosaprepitant 150mg com diltiazem. Em doentes com hipertensão ligeira a moderada, uma perfusão de 100 mg de fosaprepitant durante 15 minutos com 120 mg de diltiazem 3 vezes por dia, resultou num aumento da AUC do diltiazem de 1,4 vezes e numa pequena diminuição, clinicamente significativa, da pressão arterial, mas não resultou numa alteração clinicamente significativa da frequência cardíaca ou do intervalo PR. Efeito de outros medicamentos na farmacocinética do aprepitant, decorrentes da administração de fosaprepitant 150 mg: Diltiazem: Não foram realizados estudos de interação de diltiazem e fosaprepitant 150 mg, no entanto, deve ser tido em consideração o seguinte estudo com 100 mg de fosaprepitant na administração de Fosaprepitant 150 mg com diltiazem. A perfusão de 100 mg de fosaprepitant durante 15 minutos com 120 mg de diltiazem 3 vezes ao dia, resultou num aumento da AUC do aprepitant de 1,5 vezes. Este efeito não foi considerado clinicamente importante. - Diltiazem
Usar com precaução

Guanfacina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Inibidores das CYP3A4 e CYP3A5: Devem tomar-se precauções quando Guanfacina é administrado a doentes que estão a tomar cetoconazol e outros inibidores moderados e potentes das CYP3A4/5, sendo proposta uma diminuição da dose de Guanfacina no intervalo de doses recomendado. A coadministração de Guanfacina com inibidores moderados e potentes das CYP3A4/5 eleva as concentrações plasmáticas de guanfacina e aumenta o risco de reações adversas como hipotensão, bradicardia e sedação. Verificou-se um aumento considerável da taxa e extensão da exposição da guanfacina quando administrada com cetoconazol; as concentrações plasmáticas máximas (Cmax) e a exposição (AUC) da guanfacina aumentaram respetivamente 2 e 3 vezes. Outros inibidores das CYP3A4/5 podem ter um efeito comparável; ver a seguir para uma lista de exemplos de inibidores moderados e potentes das CYP3A4/5, embora esta lista não seja definitiva. Inibidores moderados das CYP3A4/5: Aprepitant, Atazanavir, Ciprofloxacina, Crizotinib, Diltiazem, Eritromicina, Fluconazol, Fosamprenavir, Imatinib, Verapamil, Sumo de toranja. Inibidores potentes das CYP3A4/5: Boceprevir, Cloranfenicol, Claritromicina, Indinavir, Itraconazol, Cetoconazol, Posaconazol, Ritonavir, Saquinavir, Telaprevir, Telitromicina. - Diltiazem
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Indinavir Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: INDINAVIR POTENCIADO COM RITONAVIR. BLOQUEADORES DOS CANAIS DE CÁCIO: Diltiazem 120 mg QD (Indinavir/ritonavir 800/100 BID) Amlodipina 5 mg QD (Indinavir/ritonavir 800/100 BID) Deve ser considerada modificação da dose dos bloqueadores dos canais de cálcio quando administrados concomitantemente com indinavir/ritonavir, uma vez que pode provocar um aumento da resposta. - Diltiazem
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Lisinopril + Amlodipina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: interações relacionadas com a AMLODIPINA: Efeitos de outros medicamentos sobre a amlodipina: Inibidores da CYP3A4: A utilização concomitante de amlodipina com inibidores potentes ou moderados da CYP3A4 (inibidores das proteases, antifúngicos azóis, macrólidos como a eritromicina ou a claritromicina, verapamilo e diltiazem) podem dar origem a um aumento significativo da exposição à amlodipina. A tradução clínica destas variações farmacocinéticas pode ser mais pronunciada nos idosos. A monitorização clínica e o ajuste posológico poderão, portanto, ser necessários. - Diltiazem
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Midazolam Diltiazem

Observações: O midazolam é metabolizado pelo CYP3A4.
Interacções: Diltiazem: Uma dose única de diltiazem aumentou as concentrações plasmáticas de midazolam intravenoso cerca de 25% e prolongou a semivida cerca de 43%. Verapamil/diltiazem aumentaram as concentrações plasmáticas de midazolam oral 3 e 4 vezes, respetivamente. Aumentaram a semivida terminal do midazolam 41% e 49% respetivamente. - Diltiazem
Não recomendado/Evitar

Nebivolol Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: interações farmacodinâmicas: As interações seguintes são as geralmente aplicáveis aos antagonistas beta-adrenérgicos. Associações não recomendadas: Antagonistas dos canais de cálcio tipo verapamil/diltiazem: Influência negativa na contractilidade e condução aurículo-ventricular. A administração intravenosa de verapamil em doentes tratados com beta-bloqueadores pode levar a uma hipotensão profunda e bloqueio aurículo-ventricular. - Diltiazem
Não recomendado/Evitar

Nebivolol + Hidroclorotiazida Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: interações farmacodinâmicas: NEBIVOLOL: As seguintes interações são as geralmente aplicáveis aos antagonistas beta-adrenérgicos. Associações não recomendadas: Antagonistas dos canais de cálcio tipo verapamilo/diltiazem: Influência negativa na contractilidade e condução auriculoventricular. A administração intravenosa de verapamilo em doentes tratados com β-bloqueadores pode levar a uma hipotensão profunda e bloqueio auriculoventricular. - Diltiazem
Usar com precaução

Nifedipina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Inibidores do CYP3A4: Com a administração concomitante de conhecidos inibidores do sistema do citocromo P450 3A4, as concentrações plasmáticas da nifedipina podem aumentar fortemente. A administração concomitante de inibidores moderados do CYP3A4 (fluconazol, eritromicina, diltiazem, verapamil, aprepitant) deve ser feita com precaução. Diltiazem: O diltiazem aumenta as concentrações plasmáticas de nifedipina em aproximadamente 50%. - Diltiazem
Usar com precaução

Pasireotido Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: interações farmacodinâmicas previstas: Medicamentos bradicárdicos: A monitorização clínica da frequência cardíaca, especialmente no início do tratamento, é recomendada em doentes tratados concomitantemente com pasireotido e medicamentos bradicárdicos, tais como beta bloqueantes (por exemplo, metoprolol, carteolol, propranolol, sotalol), inibidores da acetilcolinesterase (por exemplo, rivastigmina, fisostigmina ), determinados bloqueadores dos canais de cálcio (por exemplo verapamilo, diltiazem, bepridilo), determinados anti-arrítmicos. - Diltiazem
Usar com precaução

Posaconazol Diltiazem

Observações: Os estudos de interacção só foram realizados em adultos.
Interacções: Efeitos de posaconazol sobre outros medicamentos: Bloqueadores dos canais de cálcio metabolizados através do CYP3A4 (por exemplo diltiazem, verapamilo, nifedipina, nisoldipina): Recomenda-se proceder à monitorização frequente de reações adversas e de toxicidade relacionada com os bloqueadores dos canais de cálcio, durante a administração concomitante com posaconazol. Poderá ser necessário proceder ao ajuste posológico dos bloqueadores dos canais de cálcio. - Diltiazem
Sem efeito descrito

Prasugrel Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Efeitos de outros medicamentos sobre Prasugrel: Inibidores do CYP3A: O cetoconazol (400 mg por dia), um potente inibidor seletivo do CYP3A4 e CYP3A5, não afetou o efeito inibitório do prasugrel sobre a agregação plaquetária nem a AUC e o Tmax do metabólito activo de prasugrel, mas diminuiu a Cmax em cerca de 34% a 46%. Assim, não se espera que os inibidores do CYP3A tais como os antifúngicos azólicos, inibidores da protease do VIH, claritromicina, telitromicina, verapamilo, diltiazem, indinavir, ciprofloxacina e sumo de toranja, tenham um efeito significativo na farmacocinética do metabólito ativo. - Diltiazem
Usar com precaução

Sinvastatina + Ezetimiba Diltiazem

Observações: Os estudos de interacção só foram realizados em adultos.
Interacções: interações farmacocinéticas: interações Medicamentosas Associadas com o Risco Aumentado de Miopatia/Rabdomiólise: Amiodarona, Amlodipina, Verapamilo, Diltiazem, Niacina (≥1 g/dia): Não exceder 20 mg + 10 mg de Sinvastatina / Ezetimiba por dia. SINVASTATINA: Deve ter-se precaução quando se associa Sinvastatina / Ezetimiba com alguns inibidores menos potentes do CYP3A4: Fluconazol, verapamil ou diltiazem. Bloqueadores dos canais de cálcio: Diltiazem: O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de diltiazem com 80 mg de sinvastatina. Num estudo de farmacocinética, a administração concomitante de diltiazem com sinvastatina causou um aumento 2,7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina, possivelmente devido à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de Sinvastatina / Ezetimiba não deve exceder 20 mg + 10 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente diltiazem. - Diltiazem
Usar com precaução

Ritonavir Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Efeitos do Ritonavir nos Medicamentos Não anti-retrovirais coadministrados: Antagonistas dos Canais de Cálcio: Amlodipina, diltiazem, nifedipina: Ritonavir administrado como potenciador farmacocinético ou como medicamento antirretroviral inibe a CYP3A4, pelo que se prevê que aumente as concentrações plasmáticas dos antagonistas dos canais de cálcio. Recomenda-se monitorização cuidadosa dos efeitos terapêuticos e efeitos adversos quando estes medicamentos são administrados concomitantemente com ritonavir. - Diltiazem
Usar com precaução

Sirolímus Diltiazem

Observações: Os estudos de interacção só foram realizados em adultos.
Interacções: Diltiazem (inibidor da CYP3A4): A administração oral simultânea de solução oral de Sirolímus 10 mg e de 120 mg de diltiazem afetou significativamente a biodisponibilidade do sirolímus. A Cmax, tmax e AUC do sirolímus aumentaram respetivamente 1,4 vezes, 1,3 vezes e 1,6 vezes. O sirolímus não afetou a farmacocinética do diltiazem nem dos seus metabólitos desacetildiltiazem e desmetildiltiazem. No caso de administração concomitante de diltiazem, deve fazer-se a monitorização dos níveis sanguíneos do sirolímus e pode ser necessário ajuste posológico. - Diltiazem
Não recomendado/Evitar

Sulpirida Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Associações não recomendadas: Associação com os seguintes medicamentos que podem prolongar o intervalo QT ou induzir "torsades de pointes": Medicamentos indutores de bradicardia tais como beta-bloqueantes, bloqueadores dos canais de cálcio que induzem bradicardia tais como diltiazem e verapamil, clonidina, guanfacina; digitálicos. - Diltiazem
Usar com precaução

Temsirolímus Diltiazem

Observações: Os estudos de interacção só foram realizados em adultos.
Interacções: Agentes inibidores do metabolismo CYP3A: A administração concomitante de temsirolímus 5 mg com cetoconazol, um potente inibidor do CYP3A4, não teve efeito significativo na Cmax do temsirolímus ou AUC; no entanto, a AUC do sirolímus aumentou 3,1 vezes, e a AUC som a (temsirolímus + sirolímus) aumentou 2,3 vezes comparativamente ao temsirolímus em monoterapia. O efeito nas concentrações de sirolímus não ligado não foi determinado, mas espera-se que seja maior do que o efeito nas concentrações no sangue total devido a uma saturação da ligação aos glóbulos vermelhos. O efeito pode também ser mais pronunciado numa dose de 25 mg. Assim, as substâncias que sejam inibidores potentes da atividade do CYP3A4 (p.ex., nelfinavir, ritonavir, itraconazol, cetoconazol, voriconazol, nefazodona) aumentam as concentrações sanguíneas de sirolímus. Deve evitar-se o tratamento concomitante de temsirolímus com agentes que tenham forte potencial inibidor do CYP3A4. O tratamento concomitante com inibidores moderados do CYP3A4 (p.ex., diltiazem, verapamil, claritromicina, eritromicina, aprepitante, amiodarona) deve apenas ser administrado com precaução nos doentes a receber 25 mg e deve evitar-se nos doentes a receber doses de temsirolímus mais elevadas do que 25 mg. - Diltiazem
Usar com precaução

Saquinavir Diltiazem

Observações: A maioria dos estudos de interacção medicamentosa com saquinavir foi desenvolvida com saquinavir não potenciado ou com saquinavir cápsulas moles não potenciado. Um número reduzido de estudos foi desenvolvido com saquinavir potenciado com ritonavir ou com saquinavir cápsulas moles potenciado com ritonavir. Os dados obtidos a partir dos estudos de interacção medicamentosa realizados com saquinavir não potenciado podem não ser representativos dos efeitos observados com a terapêutica de saquinavir/ritonavir. Adicionalmente, os resultados observados com saquinavir cápsulas moles podem não ser preditivos relativamente à magnitude destas interações com saquinavir/ritonavir.
Interacções: Bloqueadores dos canais de cálcio: Felodipina, nifedipina, nicardipina, diltiazem, nimodipina, verapamil, amlodipina, nisoldipina, isradipina (saquinavir/ritonavir) As concentrações destes medicamentos podem ser aumentadas quando coadministrados com saquinavir/ritonavir. Aconselha-se precaução e a monitorização clínica dos doentes. - Diltiazem
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tacrolímus Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Inibidores do metabolismo: Foi demonstrado clinicamente que as seguintes substâncias aumentam os níveis sanguíneos de tacrolímus: Foram observadas interações fortes com os antifúngicos cetoconazol, fluconazol, itraconazol e voriconazol, com o antibiótico macrólido eritromicina ou inibidores da protease VIH (por exemplo, ritonavir). O uso concomitante destas substâncias pode requerer a diminuição das doses de tacrolímus em praticamente todos os doentes. interações mais fracas foram observadas com clotrimazol, claritromicina, josamicina, nifedipina, nicardipina, diltiazem, verapamilo, danazol, etinilestradiol, omeprazol e nefazodona. - Diltiazem
Usar com precaução

Telaprevir Diltiazem

Observações: Os estudos de interacção só foram realizados em adultos.
Interacções: BLOQUEADORES DO CANAL DE CÁLCIO: Diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, nisoldipina, verapamilo: Deve existir precaução e recomenda-se a monitorização clínica dos doentes. - Diltiazem
Contraindicado

Cariprazina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Potencial de outros medicamentos para afectar a cariprazina: O metabolismo da cariprazina e dos seus principais metabólitos ativos, a desmetil cariprazina (DCAR) e a didesmetil cariprazina (DDCAR), é maioritariamente mediado pela CYP3A4 com um contributo menor da CYP2D6. Inibidores da CYP3A4: O cetoconazol, um forte inibidor da CYP3A4, provocou um aumento duas vezes superior na exposição plasmática à cariprazina total (soma da cariprazina e dos seus metabólitos ativos) durante uma coadministração de curta duração (4 dias), considerando-se tanto as frações não ligadas ou não ligadas+ligadas. Devido à longa semivida das frações ativas da cariprazina, pode esperar-se um aumento adicional da exposição plasmática à cariprazina total durante uma coadministração mais longa. Assim, a coadministração de cariprazina com inibidores fortes ou moderados da CYP3A4 (p. ex., boceprevir, claritromicina, cobicistate, indinavir, itraconazol, cetoconazol, nefazodona, nelfinavir, posaconazol, ritonavir, saquinavir, telaprevir, telitromicina, voriconazol, diltiazem, eritromicina, fluconazol, verapamilo) é contraindicada. O consumo de sumo de toranja deve ser evitado. - Diltiazem
Usar com precaução

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida Diltiazem

Observações: Não foram realizados estudos de interacção farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interacção com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interacções: BLOQUEADORES DOS CANAIS DE CÁLCIO Amlodipina Diltiazem Felodipina Nicardipina Nifedipina Verapamilo Tendo por base considerações teóricas, é expectável que DRV/COB aumente as concentrações plasmáticas destes bloqueadores dos canais de cálcio. (inibição do CYP3A) Recomenda-se monitorização clínica dos efeitos terapêuticos e efeitos adversos quando estes medicamentos são administrados concomitantemente com este medicamento. - Diltiazem
Não recomendado/Evitar

Encorafenib Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Efeitos de outros medicamentos no encorafenib Encorafenib é essencialmente metabolizado pelo CYP3A4. Inibidores do CYP3A4 A administração concomitante de inibidores moderados (diltiazem) e fortes (posaconazol) do CYP3A4 com doses únicas de encorafenib em voluntários saudáveis resultou num aumento de 2 e 3 vezes da área sob a curva de concentração-tempo (AUC), respetivamente, e num aumento de 44,6% e 68,3% da concentração máxima de encorafenib (Cmax), respetivamente. As estimativas baseadas em modelos indicam que o efeito do posaconazol após administrações repetidas poderá ser semelhante em termos da AUC (aumento de 3 vezes) e ligeiramente superior em relação à Cmax (aumento de 2,7 vezes). As estimativas baseadas em modelos para o cetoconazol sugerem um aumento de cerca de 5 vezes para a AUC de encorafenib e de 3 a 4 vezes para a Cmax de encorafenib. Consequentemente, a administração concomitante de encorafenib com inibidores fortes do CYP3A4 deve ser evitada. Os exemplos de inibidores fortes do CYP3A4 incluem, entre outros, o ritonavir, itraconazol, claritromicina, telitromicina, posaconazol e sumo de toranja. Se for inevitável a administração concomitante de um inibidor potente do CYP3A, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados em relação à segurança. Efeitos de outros medicamentos no encorafenib Encorafenib é essencialmente metabolizado pelo CYP3A4. Os inibidores moderados do CYP3A4 devem ser administrados concomitantemente com precaução. Os exemplos de inibidores moderados do CYP3A4 incluem, entre outros, amiodarona, eritromicina, fluconazol, diltiazem, amprenavir e imatinib. Quando encorafenib é administrado concomitantemente com um inibidor moderado do CYP3A, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados em relação à segurança. - Diltiazem
Sem efeito descrito

Doravirina + Lamivudina + Tenofovir Diltiazem

Observações: Os estudos de interacção só foram realizados em adultos.
Interacções: Bloqueadores dos Canais de Cálcio Diltiazem, verapamil: Não é necessário ajuste posológico. - Diltiazem
Usar com precaução

Brigatinib Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Agentes que podem aumentar a concentração plasmática de brigatinib Inibidores do CYP3A Estudos in vitro demonstraram que brigatinib é um substrato do CYP3A4/5. Os inibidores moderados do CYP3A (por exemplo, diltiazem e verapamil) podem aumentar AUC de brigatinib em aproximadamente 40%, com base nas simulações de um modelo farmacocinético de base fisiológica. Não é necessário qualquer ajuste da dose de Brigatinib quando em combinação com inibidores moderados do CYP3A. Os doentes devem ser monitorizados cuidadosamente quando o Brigatinib é coadministrado com inibidores moderados do CYP3A. - Diltiazem
Usar com precaução

Rifampicina + Trimetoprim Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: interação com a enzima citocromo P-450: levando em consideração que a rifampicina possui propriedades indutoras de certas enzimas do citocromo P-450, a administração concomitante de Rifampicina / Trimetoprim com outros medicamentos que são metabolizados por essas enzimas do citocromo P-450 pode acelerar o metabolismo e reduzir a atividade desses medicamentos. Portanto, deve ser usado com cautela quando Rifampicina / Trimetoprim é prescrito com medicamentos metabolizados pelo citocromo P-450. Para manter níveis terapêuticos adequados no sangue, a dosagem do medicamento metabolizado por essas enzimas pode exigir um ajuste da dose, tanto no início quanto no final do tratamento concomitante com Rifampicina / Trimetoprim. Exemplos de drogas metabolizadas pelas enzimas do citocromo P-450 são: anticonvulsivantes (por exemplo, fenitoína), anti-arrítmicos (por exemplo, disopiramida, mexiletina, quinidina, propafenona, tocainida), estrógenos (por exemplo, tamoxifeno, toremifeno), antipsicóticos (por por exemplo, haloperidol), anticoagulantes orais (por exemplo, varfarina), antifúngicos (por exemplo, fluconazol, itraconazol, cetoconazol), medicamentos anti-retrovirais (por exemplo, zidovudina, saquinavir, indinavir, efavirenz), barbitúricos, bloqueadores beta-adrenérgicos, benzodiazepínicos por exemplo, diazepam), medicamentos relacionados à benzodiazepina (por exemplo, zopiclona, zolpidem), bloqueadores dos canais de cálcio (por exemplo, diltiazem, nifedipina, verapamil), cloranfenicol, claritromicina, corticosteroides, glicosídeos cardíacos, clofibrato, contracetivos hormonais, dapsona, doxiciclina, estrogénios, fluoroquinolonas, gestrinona, agentes hipoglicémicos orais (sulfonilureias), agentes imunossupressores (por exemplo, ciclosporina, tacrolimus), irinotecano, levotiroxina, losartan, analgésicos narcóticos, metadona, praziquantel, progestinas, quinina, riluzol, recetor antagonista seletivo de 5-HT3 (por exemplo, ondansetrona) estatinas metabolizadas pelo CYP 3A4, telitromicina, teofilina, tiazolidonas (por exemplo, rosiglitazona), antidepressivos tricíclicos (por exemplo, amitriptilina, nortriptilina). - Diltiazem
Não recomendado/Evitar

Siponimod Diltiazem

Observações: Siponimod é metabolizado primariamente pelo citocromo P450 2C9 (CYP2C9) (79,3%) e em menor extensão pelo citocromo P450 3A4 (CYP3A4) (18,5%). A CYP2C9 é uma enzima polimórfica e prevê-se que o efeito das interações fármaco-fármaco (DDI) na presença de fármacos perpetradores da CYP3A ou CYP2C9 é dependente do genótipo CYP2C9.
Interacções: Medicamentos anti-arrítmicos, medicamentos que prolongam o intervalo QT, medicamentos que podem diminuir a frequência cardíaca Durante o início do tratamento siponimod não deve ser utilizado concomitantemente em doentes a receber medicamentos anti-arrítmicos de classe Ia (por exemplo quinidina, procainamida) ou classe III (por exemplo amiodarona, sotalol), medicamentos que prolongam o intervalo QT com conhecidas propriedades arritmogénicas, bloqueadores do canal de cálcio que diminuem a frequência cardíaca (tais como verapamilo ou diltiazem) ou outras substâncias que podem diminuir a frequência cardíaca (por exemplo ivabradina ou digoxina) por causa dos potenciais efeitos aditivos na frequência cardíaca. Não existem dados disponíveis sobre a utilização concomitante destas substâncias com siponimod. A utilização concomitante destas substâncias durante o início do tratamento pode estar associada a bradicardia grave e bloqueio cardíaco. Devido ao potencial efeito aditivo na frequência cardíaca, regra geral o tratamento com siponimod não deve ser iniciado em doentes que são concorrentemente tratados com estas substâncias. Se for considerado o tratamento com siponimod, deve procurar-se o aconselhamento de um cardiologista relativamente à mudança para medicamentos que não diminuem a frequência cardíaca ou monitorização adequada durante o início do tratamento. - Diltiazem
Não recomendado/Evitar

Bromazepam + Sulpirida Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Associações não recomendadas Medicamentos que induzem bradicardia como betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio (diltiazem, verapamil), clonidina, guanfacina e digitálicos. - Diltiazem
Usar com precaução

Fosnetupitant + Palonossetrom Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: interações farmacodinâmicas Aconselha-se precaução no caso de utilização concomitante de fosnetupitant/palonossetrom com medicamentos conhecidos por induzirem hipocaliemia, tais como a ampicilina, albuterol, terbutalina, furosemida, tiazidas ou bradicardia, tais como os bloqueadores beta, verapamilo, diltiazem, digitálicos, medicamentos anti-arrítmicos. - Diltiazem
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Irbesartan + Amlodipina Diltiazem

Observações: Tendo por base um estudo farmacocinético onde o irbesartan e a amlodipina foram administrados isoladamente ou em combinação, não existe nenhuma interacção farmacocinética entre o irbesartan e a amlodipina. Não foram realizados estudos de interacção medicamentosa com Irbesartan / Amlodipina e outros medicamentos.
Interacções: Efeitos de outros medicamentos na amlodipina Inibidores da CYP3A4 O uso concomitante de amlodipina com inibidores fortes ou moderados da CYP3A4 (inibidores da protease, antifúngicos do tipo azol, macrólidos como a eritromicina ou a claritromicina, verapamilo ou diltiazem) pode dar origem a um aumento significativo da exposição à amlodipina, resultando num risco aumentado de hipotensão. A tradução clínica destas variações farmacocinéticas poderá ser mais pronunciada nos idosos. A monitorização clínica e o ajuste da dose poderão, portanto, ser necessários. - Diltiazem
Sem significado Clínico

Duvelisib Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Efeito de outros medicamentos na farmacocinética do duvelisib Inibidores potentes e moderados do CYP3A A coadministração de um inibidor potente do CYP3A cetoconazol (a 200 mg duas vezes por dia (BID) durante 5 dias), com uma dose oral única de 10 mg de duvelisib em adultos saudáveis (n = 16) aumentou a Cmax do duvelisib em 1,7 vezes e a AUC em 4 vezes. Devido à autoinibição do CYP3A4 dependente do tempo, a susceptibilidade do duvelisib a inibidores moderados e potentes do CYP3A4 diminui em condições de estado estacionário. Com base em modelação e simulação farmacocinética com base fisiológica (PBPK), estima-se que o aumento na exposição ao duvelisib seja aproximadamente 1,6 vezes no estado estacionário em doentes oncológicos quando utilizado concomitantemente com inibidores potentes do CYP3A4, tais como o cetoconazol e o itraconazol. A dose de duvelisib deve ser reduzida para 15 mg duas vezes por dia quando coadministrado com um inibidor potente do CYP3A4 (por ex., cetoconazol, indinavir, nelfinavir, ritonavir, saquinavir, claritromicina, telitromicina, itraconazol, nefazodona, cobicistate, voriconazol e posaconazol, e sumo de toranja). A modelação e simulação PBPK estimou não haver efeito clinicamente significativo nas exposições ao duvelisib de inibidores moderados do CYP3A4 utilizados concomitantemente. A redução da dose de duvelisib não é necessária quando coadministrado com inibidores moderados do CYP3A4 (por ex., aprepitant, ciprofloxacina, conivaptano, crizotinib, ciclosporina, diltiazem, dronedarona, eritromicina, fluconazol, fluvoxamina, imatinib, tofisopam, verapamilo). - Diltiazem
Usar com precaução

Fedratinib Diltiazem

Observações: Fedratinib é metabolizado através de múltiplos CYP in vitro com a contribuição predominante do CYP3A4 e com uma contribuição menor do CYP2C19, e mono-oxigenases contendo flavina (flavin-containing monoxygenases, FMOs).
Interacções: Efeito de outros medicamentos em fedratinib Inibidores fortes e moderados do CYP3A4 A coadministração de cetoconazol (inibidor forte do CYP3A4: 200 mg duas vezes por dia) com uma dose única de fedratinib (300 mg) aumentou a área sob a curva do tempo de concentração no plasma a partir de tempo zero ao infinito (AUCinf) em aproximadamente 3 vezes. Tendo em conta as simulações farmacocinéticas de base fisiológica (PBPK), prevê-se que a coadministração de inibidores moderados do CYP3A4, eritromicina (500 mg três vezes por dia) ou diltiazem (120 mg duas vezes por dia) com 400 mg de fedratinib uma vez por dia aumente a AUC de fedratinib no estado estacionário em 1,2 e 1,1 vezes, respetivamente. Não podem ser excluídas reações adversas associadas à coadministração prolongada de um inibidor moderado do CYP3A4. - Diltiazem
Usar com precaução

Filgotinib Diltiazem

Observações: O filgotinib não é um inibidor ou indutor clinicamente relevante da maioria das enzimas ou transportadores habitualmente envolvidos em interacções tais como as enzimas do citocromo P450 (CYP) e as UDP-glucuronosiltransferases (UGT).
Interacções: Efeito de outros medicamentos sobre o filgotinib O filgotinib é metabolizado, principalmente, pela carboxilesterase 2 (CES2), a qual pode ser inibida in vitro por medicamentos tais como fenofibrato, carvedilol, diltiazem ou sinvastatina. A relevância clínica desta interação é desconhecida. - Diltiazem
Sem significado Clínico

Dapagliflozina + Saxagliptina + Metformina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: A administração concomitante de saxagliptina com o diltiazem, um inibidor moderado do CYP3A4/5, aumentou a Cmax e a AUC de saxagliptina em cerca de 63% e 2,1-vezes, respetivamente, e os valores correspondentes para o metabólito activo diminuíram cerca de 44% e 34%, respetivamente. Estes efeitos farmacocinéticos não são clinicamente significativos e não requerem ajuste de dose. Em estudos realizados em indivíduos saudáveis, nem a farmacocinética de saxagliptina nem do seu metabólito principal foram significativamente alterados pela dapagliflozina, metformina, glibenclamida, pioglitazona, digoxina, diltiazem, sinvastatina, omeprazol, antiácidos ou famotidina. A saxagliptina não alterou significativamente a farmacocinética de dapagliflozina, metformina, glibenclamida (um substrato do CYP2C9), pioglitazona (um substrato [major] do CYP2C8 e [minor] do CYP3A4), digoxina (um substrato da P-gp), sinvastatina (um substrato do CYP3A4), dos componentes activos de um contraceptivo oral combinado (etinilestradiol e norgestimato), diltiazem ou cetoconazol. - Diltiazem
Usar com precaução

Fostamatinib Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Efeitos de outros medicamentos no fostamatinib Outros medicamentos com forte potencial de inibição do CYP3A4 quando coadministrados com fostamatinib: boceprevir, cobicistate, conivaptan, danoprevir e ritonavir, elvitegravir e ritonavir, sumo de toranja, indinavir e ritonavir, itraconazol, cetoconazol, lopinavir e ritonavir, paritaprevir e ritonavir e (ombitasvir e/ou dasabuvir), posaconazol, ritonavir, saquinavir e ritonavir, telaprevir, tipranavir e ritonavir, troleandomicina, voriconazol, claritromicina, diltiazem, idelalisib, nefazodona, nelfinavir. - Diltiazem
Contraindicado

Lefamulina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Efeitos de outros medicamentos na lefamulina Utilização com inibidores fortes do CYP3A/gp-P Os medicamentos que são inibidores fortes do CYP3A e da gp-P (por exemplo, claritromicina, diltiazem, itraconazol, cetoconazol, nefazodona, posaconazol, regimes contendo ritonavir, voriconazol) podem alterar a absorção de lefamulina e, por conseguinte, aumentar as concentrações plasmáticas de lefamulina. A administração concomitante desses medicamentos ou de sumo de toranja com lefamulina é contraindicada. - Diltiazem
Usar com precaução

Delta-9-tetrahidrocanabinol (THC) + Canabidiol (CBD), flor de Cannabis sativa Diltiazem

Observações: Ainda não há evidências suficientes sobre a interação com outros medicamentos e efeitos consequentes.
Interacções: Uma interação farmacocinética pode ocorrer com medicamentos metabolizados pelo citocromo P450, especialmente com medicamentos substratos, indutores ou inibidores das isoenzimas 2A9 e 3A4, tais como macrólidos (como claritromicina e eritromicina), antimicóticos (como itraconazol, fluconazol, cetoconazol e miconazol), amiodarona, primidona, isoniazida, carbamazepina, fenitoina, inibidores da proteinase do VIH (como Ritonavir), antagonistas dos canais de cálcio (como diltiazem e verapamil), fenobarbital, primidona, rifabutina, troglitazona ou hipericão. - Diltiazem
Usar com precaução

Rosuvastatina + Amlodipina + Perindopril Diltiazem

Observações: A extensão das interacções na população pediátrica não é conhecida.
Interacções: Relacionados com amlodipina Efeitos de outros medicamentos sobre a amlodipina Inibidores CYP3A4: A utilização concomitante de amlodipina com inibidores fortes ou moderados do CYP3A4 (inibidores das proteases, antifúngicos azóis, macrólidos como a eritromicina ou a claritromicina, verapamilo e diltiazem) podem conduzir a um aumento significativo da exposição a amlodipina, resultando num risco aumentado de hipotensão. A tradução clínica destas variações farmacocinéticas pode ser mais pronunciada nos idosos. Monitorização clínica e ajuste de dose poderão assim, ser necessários. - Diltiazem
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Iobenguano (131I) Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Foi observado um decréscimo da captação nos regimes terapêuticos envolvendo a administração de: Fármacos anti-hipertensores tais como reserpina, labetalol, bloqueadores dos canais de cálcio (diltiazem, nifedipina, verapamil). - Diltiazem
Não recomendado/Evitar

Labetalol Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Utilização concomitante não recomendada: Os antagonistas do cálcio, como o verapamil e, em menor grau, o diltiazem têm uma influência negativa na contratilidade e condução atrioventricular. - Diltiazem
Usar com precaução

Zanubrutinib Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Inibidores moderados do CYP3A As simulações de farmacocinética baseadas fisiologicamente indicam que a coadministração de doses múltiplas de um inibidor moderado de CYP3A pode aumentar a Cmax e AUC de zanubrutinib em aproximadamente 2 vezes. Se tiver de ser utilizado um inibidor moderado do CYP3A (p. ex., eritromicina, ciprofloxacina, diltiazem, dronedarona, fluconazol, verapamilo, aprepitant, imatinib, sumo de toranja, laranjas-amargas), reduzir a dose de Zanubrutinib para 160 mg (duas cápsulas) durante a utilização do inibidor. Monitorizar os doentes de perto quanto a toxicidade e seguir as orientações de modificação da dose, conforme necessário. - Diltiazem
Usar com precaução

Acebrofilina Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: O uso concomitante de Acebrofilina com diltiazem pode retardar a eliminação da acebrofilina, aumentando o risco de intoxicação pela mesma. A intoxicação pode se desenvolver naqueles pacientes cujos níveis séricos já são altos, a menos que a dosagem seja reduzida. - Diltiazem
Não recomendado/Evitar

Ivosidenib Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Efeito de outros medicamentos sobre ivosidenib: Inibidores moderados ou potentes do CYP3A4: Em indivíduos saudáveis, a administração de uma dose única de 250 mg de ivosidenib e 200 mg de itraconazol, uma vez por dia, durante 18 dias, aumentou a AUC de ivosidenib em 169% (IC 90%: 145, 195), sem alteração na Cmax. A administração concomitante com inibidores moderados ou potentes do CYP3A4 aumenta as concentrações plasmáticas de ivosidenib. Esta coadministração pode aumentar o risco de prolongamento do intervalo QTc e devem considerar-se alternativas adequadas, que não sejam inibidores moderados ou potentes do CYP3A4, sempre que possível, durante o tratamento com ivosidenib. Os doentes devem ser tratados com precaução e rigorosamente monitorizados quanto ao prolongamento do intervalo QTc se a utilização de uma alternativa adequada não for possível. Se o uso de inibidores moderados ou potentes do CYP3A4 não puder ser evitado, a dose recomendada de ivosidenib deve ser reduzida para 250 mg, uma vez por dia. • Inibidores moderados do CYP3A4 incluem: aprepitant, ciclosporina, diltiazem, eritromicina, fluconazol, toranja e sumo de toranja, isavuconazol, verapamilo. - Diltiazem
Usar com precaução

Landiolol Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Medicamentos anti-arrítmicos: A administração de landiolol deve ser titulada com cuidado quando utilizada concomitantemente com verapamilo, diltiazem, agentes anti-arrítmicos de classe I, ou amiodarona ou preparados digitálicos, uma vez que a coadministração pode resultar em supressão excessiva da função cardíaca e/ou anomalias na condução auriculoventricular. O landiolol não deve ser utilizado concomitantemente com verapamilo ou diltiazem em doentes com anomalias na condução auriculoventricular. - Diltiazem
Usar com precaução

Alprazolam Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Recomenda-se precaução quando o alprazolam é coadministrado com diltiazem. - Diltiazem
Usar com precaução

Atazanavir Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: Não foi observado efeito significativo nas concentrações de atazanavir. Houve um aumento no intervalo PR máximo comparado com atazanavir em monoterapia. Não foi estudada a coadministração de diltiazem e atazanavir/ritonavir. O mecanismo da interação de diltiazem/atazanavir é a inibição CYP3A4. É recomendada uma redução da dose inicial de diltiazem em 50%, com titulação subsequente conforme necessário, e monitorização do ECG. - Diltiazem
Usar com precaução

Buspirona Diltiazem

Observações: n.d.
Interacções: A administração concomitante de cloridrato de buspirona (10 mg em dose única) e diltiazem (60 mg três vezes por dia) em voluntários saudáveis aumentou as concentrações plasmáticas de buspirona (Cmáx aumentada em 5,3 vezes e AUC em 4 vezes), provavelmente pela inibição do CYP3A4 por metabólito de primeira passagem. É possível que os efeitos da buspirona sejam potenciados e a sua toxicidade aumentada quando esta é administrada com diltiazem. Ajustes posológicos posteriores de qualquer um dos medicamentos, deverão basear-se na resposta clínica. - Diltiazem
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interacções do Diltiazem
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.

Diltiazem não é recomendado durante a gravidez, bem como em mulheres em idade fértil que não utilizam métodos contracetivos eficazes.

O diltiazem é excretado no leite materno pelo que não pode ser administrado a mulheres a amamentar; deverá pois ser considerada a descontinuação do aleitamento ou a interrupção do tratamento. Se o uso do Diltiazem for considerado clinicamente essencial, um método alternativo de alimentação infantil deve ser instituído.

Considera-se que a capacidade de conduzir e utilizar máquinas pode ser alterada tendo em conta as reações adversas reportadas, ou seja, tonturas (frequentes), mal-estar (frequentes). No entanto, não foram realizados estudos.
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 24 de Março de 2026