Dexametasona

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento
O que é
A Dexametasona é um anti-inflamatório 9-flúor-glucocorticoide.
Usos comuns
A Dexametasona é usada para tratar diversas situações, tais como doenças alérgicas, doenças da pele, colite ulcerativa, artrite, lúpus, psoríase, ou distúrbios respiratórios.
Tipo
Molécula pequena.
História
Sem informação.
Indicações
A Dexametasona está indicada como anti-inflamatório em caso de uveíte, esclerite e na redução da inflamação após cirurgias oculares.
Classificação CFT

15.02.01 : Corticosteroides

13.05 : Corticosteroides de aplicação tópica

08.02.02 : Glucocorticoides

14.02 : Produtos para aplicação no ouvido

Mecanismo De Ação
A Dexametasona é um agonista de glucocorticoides.

A Dexametasona não ligada, atravessa as membranas celulares e liga-se com elevada afinidade aos recetores glicocorticoides citoplasmáticos específicos.

Este complexo liga-se a elementos de ADN (elementos de resposta glucocorticoide), o que resulta numa alteração de transcrição e, portanto, na síntese de proteínas, a fim de conseguir a inibição da infiltração de leucócitos no local da inflamação, a interferência na função de mediadores de resposta inflamatória, a supressão de respostas imunes humorais e redução do edema ou tecido cicatricial.

Pensa-se que as acções anti-inflamatórios da Dexametasona envolvem a fosfolipase A2 e as proteínas inibidoras, lipocortinas, que controlam a biossíntese de potentes mediadores da inflamação como as prostaglandinas e leucotrienos.
Posologia Orientativa
Instilar 4 a 6 vezes/dia; em situações mais graves instilar com intervalos de 30 a 60 minutos, até controlo da situação, reduzindo depois a frequência.
Administração
A Dexametasona é para administração por via oral (VO); a forma acetato deve ser administrada por via IM, intrarticular ou intralesional; já a forma fosfato é para uso EV, IM, intrarticular ou intralesional. No uso VO, deve ser administrada com alimentos para evitar sintomas do tracto gastroentestinal (TGI).
Contraindicações
Infeções da córnea ou da conjuntiva (agravamento ou aparecimento de infeções secundárias), cataratas, em diabéticos (aumento da predisposição para o aparecimento de hipertensão ocular e de cataratas).
Efeitos Indesejáveis/Adversos
As típicas dos corticosteroides (glaucoma cortisónico, inibição da regeneração tecidual e aumento da probabilidade de infeções).
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Pode influenciar a síntese de colesterol e de lipoproteínas no feto. Ver Corticosteróides (intranasais e inalados) e Corticosteróides (sistémicos). Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:Ver Corticosteróides.
Precauções Gerais
Se vai tomar Dexametasona durante muito tempo, é muito importante que o médico agende visitas regulares para poder controlar quaisquer efeitos indesejáveis ​​que possam ser causados ​​pela Dexametasona. Podem ser necessários exames de sangue ou urina, para verificar a existência de efeitos indesejáveis.

O uso de Dexametasona enquanto estiver grávida pode prejudicar o feto. Utilize uma forma eficaz de controle de natalidade para não ficar grávida. Se acha que engravidou durante o uso da Dexametasona, informe o médico imediatamente.

Se estiver a usar Dexametasona durante muito tempo, informe o médico sobre qualquer esforço extra ou ansiedade em sua vida, incluindo outros problemas de saúde e stress emocional. A sua dose de Dexametasona pode ter de ser alterada para um curto período de tempo, enquanto se mantiver com excesso de stress.

A toma excessiva de Dexametasona ou durante muito tempo pode aumentar o risco de vir a ter problemas nas glândulas suprarrenais. Fale com o médico imediatamente se tiver mais de um desses sintomas, enquanto estiver a usar Dexametasona: visão turva, tonturas ou desmaios, um batimento cardíaco rápido ou irregular; aumento da sede ou micção, irritabilidade, cansaço ou fraqueza incomum.

Enquanto estiver a ser tratado com Dexametasona, não faça quaisquer imunizações (vacinas), sem a aprovação do médico. A Dexametasona pode reduzir a resistência do seu corpo e a vacina pode não funcionar tão bem, ou pode desenvolver a infeção que a vacina se destina a evitar. Além disso, não deve aproximar-se de outras pessoas que vivam em sua casa que recebam vacinas de vírus vivos, porque há probabilidade de que elas transmitam o vírus para si. Alguns exemplos de vacinas vivas incluem sarampo, papeira, influenza (vacina da gripe nasal), poliovírus (forma oral), rotavírus e rubéola.Não fique perto delas nem na mesma sala, durante muito tempo. Se tiver dúvidas sobre isso, fale com o médico.

Fale com o médico imediatamente se tiver a visão turva, dificuldade de leitura, ou qualquer outra alteração na visão ocorrer durante ou após o tratamento. o médico pode querer que seja visto por um oftalmologista para observar os seus olhos.

A Dexametasona pode causar enfraquecimento dos ossos (osteoporose) ou crescimento lento em crianças se usado por um longo período de tempo. Informe o médico se tem alguma dor óssea ou se tem risco aumentado para a osteoporose. Se o seu filho está a usar Dexametasona, informe o Médico se acha que o seu filho não está crescendo adequadamente.

A Dexametasona pode causar alterações de humor ou comportamento em alguns Pacientes. Informe o médico imediatamente se tem depressão, alterações de humor, uma falsa ou incomum sensação de bem-estar, problemas para dormir, ou alterações de personalidade, enquanto toma a Dexametasona.

Certifique-se de que qualquer Médico ou Dentista que o trata sabe que está a usar Dexametasona.

A Dexametasona pode afetar os resultados de certos testes cutâneos.

Não tome outros medicamentos que não tenham sido discutidas antes com o médico, incluindo medicamentos de prescrição ou sem receita (OTC), medicamentos e ervas ou suplementos vitamínicos.
Cuidados com a Dieta
Evite o álcool. Evite tomar com sumo de toranja.
Tome com alimentos para reduzir a irritação.
Terapêutica Interrompida
Fale com o seu Médico para obter instruções se esquecer a toma de uma dose de Dexametasona.
Cuidados no Armazenamento
Guarde o medicamento num recipiente fechado à temperatura ambiente, longe do calor, humidade e luz direta.

Evite congelamento.

Manter fora do alcance das crianças.

Não guarde medicamentos fora de prazo ou que já não são necessários.

Pergunte ao seu Profissional de Saúde como deve dispôr de qualquer medicamento que já não use.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Ácido asiático + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: A interação com algumas drogas antiinflamatórias, como a dexametasona e fenilbutazona apresentaram ação antagonista ao asiaticosídeo na cicatrização de feridas. - Dexametasona
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Albendazol + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: Tem sido relatado, que a cimetidina, praziquantel e a dexametasona podem aumentar os níveis plasmáticos do metabolito do albendazol. - Dexametasona
Sem efeito descrito

Pomalidomida + Dexametasona

Observações: Não se prevê que a pomalidomida cause interações medicamentosas farmacocinéticas clinicamente relevantes devido à inibição ou indução da isoenzima P450 ou inibição de transportadores quando coadministrada com substratos destas enzimas ou transportadores.
Interações: A coadministração de doses múltiplas de até 4mg de pomalidomida com 20 mg a 40 mg de dexametasona (um indutor fraco a moderado de várias enzimas do CYP incluindo a CYP3A) a doentes com mieloma múltiplo não teve qualquer efeito sobre a farmacocinética da pomalidomida em comparação com a administração isolada de pomalidomida. O efeito da dexametasona sobre a varfarina é desconhecido. Aconselha-se a monitorização atenta da concentração da varfarina durante o tratamento. - Dexametasona
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Mifepristona + Dexametasona

Observações: Não foram realizados estudos de interacção. Com base no metabolismo deste fármaco por CYP3A4, é possível o sumo de toranja iniba o seu metabolismo (aumentando os níveis séricos da mifepristona).
Interações: A rifampicina, a dexametasona, a erva de S. João e determinados anticonvulsivantes (fenitoína, fenobarbital, carbamazepina) podem induzir o metabolismo da mifepristona (diminuindo os níveis séricos da mifepristona). - Dexametasona
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Dexametasona + Antiglaucomatosos

Observações: N.D.
Interações: Agentes antiglaucomatosos – o uso crónico ou intensivo de corticoides oftálmicos poderá aumentar a pressão intraocular e diminuir a eficácia dos agentes antiglaucomatosos. - Antiglaucomatosos
Sem efeito descrito

Palonossetrom + Dexametasona

Observações: Palonossetrom é metabolizado principalmente pela isoenzima CYP2D6, com uma contribuição menor das isoenzimas CYP3A4 e CYP1A2. Com base em estudos in vitro, palonossetrom não demonstrou inibir nem induzir as isoenzimas do citocromo P450 em concentrações clinicamente relevantes.
Interações: Numa análise farmacocinética populacional, demonstrou-se não haver qualquer efeito significativo na depuração de palonossetrom quando este era coadministrado com indutores (dexametasona e rifampicina) da CYP2D6. - Dexametasona
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Parecoxib + Dexametasona

Observações: O parecoxib é rapidamente hidrolisado no metabolito activo, valdecoxib. Os doentes sob terapêutica com anticoagulantes orais deverão ser monitorizados cuidadosamente em relação ao tempo de protrombina INR, em especial nos primeiros dias de tratamento com parecoxib ou quando a dose de parecoxib é alterada. No ser humano, estudos demonstraram que o metabolismo do valdecoxib é predominantemente mediado pela via das isoenzimas CYP3A4 e 2C9. O efeito da indução enzimática não foi estudado. Não foram realizados estudos formais de interações com Anestésicos inalados.
Interações: O metabolismo do valdecoxib pode aumentar quando administrado concomitantemente com indutores enzimáticos, como a rifampicina, fenitoína, carbamazepina ou dexametasona. - Dexametasona
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Caspofungina + Dexametasona

Observações: Estudos in vitro mostram que a caspofungina não é um inibidor de qualquer das enzimas do sistema do citocromo P450 (CYP). Em estudos clínicos, a caspofungina não induziu o metabolismo de outras substâncias pelo CYP3A4. A caspofungina não é um substrato para a glicoproteína - P e é um substrato pobre para as enzimas do citocromo P450. No entanto, em estudos farmacológicos e clínicos, foi demonstrado que a caspofungina interage com outros medicamentos. Todos os estudos de interação em adultos supracitados foram conduzidos com doses diárias de 50 ou 70 mg de caspofungina. A interação de doses mais elevadas de caspofungina com outros medicamentos não foi formalmente estudada.
Interações: Os dados limitados sobre os estudos farmacocinéticos na população indicam que a utilização concomitante de caspofungina com os indutores efavirenz, nevirapina, rifampicina, dexametasona, fenitoína ou carbamazepina, podem resultar numa diminuição da AUC da caspofungina. Quando se coadministram indutores das enzimas metabólicas em doentes adultos, deve considerar-se um aumento da dose diária de caspofungina para 70 mg, a seguir à dose de carga de 70 mg. Em doentes pediátricos, os resultados da análise de regressão dos dados farmacocinéticos sugerem que a coadministração de dexametasona com caspofungina pode resultar em reduções clinicamente significativas das concentrações de vale da caspofungina. Este resultado pode indicar que as reduções com indutores apresentadas pelos doentes pediátricos serão semelhantes às dos adultos. Quando a caspofungina é coadministrada a doentes pediátricos (12 meses a 17 anos de idade) com indutores da depuração de fármacos como a rifampicina, efavirenz, nevirapina, fenitoína, dexametasona ou carbamazepina, deve ser considerada uma dose diária de 70 mg/m2 de caspofungina (não excedendo uma dose real diária de 70 mg). - Dexametasona
Sem efeito descrito

Vidarabina + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: Também pode ser associada com dexametasona e prednisolona. - Dexametasona
Sem efeito descrito

Bortezomib + Dexametasona

Observações: Os estudos in vitro indicam que o bortezomib é um inibidor fraco das isoenzimas 1A2, 2C9, 2C19, 2D6 e 3A4 do citocromo P450 (CYP). Com base na contribuição limitada (7%) do CYP2D6 para o metabolismo do bortezomib, não é esperado que o fenotipo de metabolizador lento CYP2D6 afete a eliminação total do bortezomib.
Interações: No mesmo estudo de interação medicamentosa foi avaliado o efeito da dexametasona, um indutor fraco do CYP3A4, na farmacocinética do bortezomib (administrado por injeção intravenosa), em que, com base em dados de 7 doentes, o efeito na farmacocinética de bortezomib não foi significativo. - Dexametasona
Sem efeito descrito

Docetaxel + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: A dexametasona não afectou a ligação às proteínas do docetaxel. - Dexametasona
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ivacaftor + Dexametasona

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. O ivacaftor é um substrato da CYP3A4 e da CYP3A5. É um inibidor fraco das CYP3A e da P-gp e um inibidor potencial da CYP2C9. O ivacaftor é um substrato sensível das CYP3A.
Interações: A utilização concomitante de indutores fracos a moderados da CYP3A (por exemplo, dexametasona, doses elevadas de prednisona) pode diminuir a exposição ao ivacaftor e, consequentemente, reduzir a eficácia de ivacaftor. - Dexametasona
Usar com precaução

Saxagliptina + Dapagliflozina + Dexametasona

Observações: Saxagliptina: O metabolismo da saxagliptina é mediado principalmente pelo citocromo P450 3A4/5 (CYP3A4/5). Dapagliflozina: O metabolismo da dapagliflozina é feito principalmente através de conjugação do glucuronido mediado pela UDP glucuroniltransferase 1A9 (UGT1A9).
Interações: A administração concomitante de saxagliptina e indutores do CYP3A4/5, que não a rifampicina (tais como a carbamazepina, dexametasona, fenobarbital e fenitoína) não foi estudada e pode resultar numa concentração plasmática reduzida de saxagliptina e numa concentração aumentada do seu metabolito principal. O controlo glicémico deverá ser cuidadosamente avaliado quando a saxagliptina é utilizada concomitantemente com um indutor potente do CYP3A4/5. - Dexametasona
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Imatinib + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: Substâncias ativas que podem diminuir as concentrações plasmáticas de imatinib: As substâncias que são indutoras da atividade da CYP3A4 (por ex. dexametasona, fenitoína, carbamazepina, rifampicina, fenobarbital, fosfenitoína, primidona ou Hypericum perfuratum, também conhecido como hipericão) podem reduzir significativamente a exposição a imatinib, aumentando potencialmente o risco de falência terapêutica. - Dexametasona
Usar com precaução

Dabrafenib + Dexametasona

Observações: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de dabrafenib noutros medicamentos: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Num estudo clínico de interação medicamentosa, a Cmax e AUC do midazolam oral (um substrato do CYP3A4) diminuiu 61% e 74% respetivamente com a coadministração de doses repetidas de dabrafenib utilizando uma formulação com uma biodisponibilidade mais baixa do que a formulação de dabrafenib. A administração de 150 mg de dabrafenib duas vezes por dia e varfarina resultou numa diminuição da AUC de S-e R-varfarina em 37% e 33% em comparação com a administração de varfarina em monoterapia. A Cmax de S-e R-varfarina aumentou 18% e 19%. São esperadas interações com muitos medicamentos eliminados através do metabolismo ou transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico for de grande importância para o doente, e os ajustes posológicos não forem facilmente realizáveis com base na monitorização da eficácia ou concentrações plasmáticas, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. Suspeita-se que o risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é superior nos doentes tratados concomitantemente com indutores enzimáticos. Espera-se que o número de medicamentos afetados seja grande; embora a magnitude da interação possa variar. Os grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não estão limitados a: - Analgésicos (por ex. fentanilo, metadona) - Antibióticos (por ex., claritromicina, doxiciclina) - Agentes anticancerígenos (por ex., cabazitaxel) - Anticoagulantes (por ex. acenocumarol, varfarina) - Antiepiléticos (por ex., carbamazepina, fenitoína, primidona, ácido valpróico) - Antipsicóticos (por ex., haloperidol) - Bloqueadores dos canais de cálcio (por ex., diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) - Glicosidos cardíacos (por ex., digoxina) - Corticosteroides (por ex., dexametasona, metilprednisolona) - Antivíricos para o VIH (por ex., amprenavir, atazanavir, darunavir, delavirdina, efavirenz, fosamprenavir, indinavir, lopinavir, nelfinavir, saquinavir, tipranavir) - Contracetivos hormonais - Hipnóticos (por ex., diazepam, midazolam, zolpidem) - Imunossupressores (por ex., ciclosporina, tacrolimus, sirolímus) - Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (por ex., atorvastatina, sinvastatina) É provável que o início da indução ocorra após 3 dias de administração repetida com dabrafenib. Aquando da descontinuação de dabrafenib, o equilibro da indução é gradual, as concentrações dos CYP3A4, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP2C19, UDP-glucuronosil transferases (UGT) e substratos transportadores podem aumentar e os doentes devem ser monitorizados para toxicidade e a posologia destes agentes pode necessitar de ser ajustada. In vitro, o dabrafenib é um inibidor do mecanismo do CYP3A4. Como tal, a inibição transitória do CYP3A4 pode ser vista durante os primeiros dias do tratamento. - Dexametasona
Sem efeito descrito

Lenalidomida + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: A co-administração de doses únicas ou múltiplas de dexametasona (40 mg/dia) não teve qualquer efeito clinicamente relevante na farmacocinética de doses múltiplas da lenalidomida (25 mg/dia). - Dexametasona
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dexametasona + Anticolinérgicos

Observações: N.D.
Interações: Anticolinérgicos, em particular a atropina e compostos afins – o risco de hipertensão intraocular poderá aumentar com a aplicação prolongada de corticoides oftálmicos; este aumento poderá ocorrer com maior probabilidade durante o uso simultâneo de agentes cicloplégicos/midriáticos em doentes predispostos a glaucoma agudo de ângulo fechado. - Anticolinérgicos
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dexametasona + Atropina

Observações: N.D.
Interações: Anticolinérgicos, em particular a atropina e compostos afins – o risco de hipertensão intraocular poderá aumentar com a aplicação prolongada de corticoides oftálmicos; este aumento poderá ocorrer com maior probabilidade durante o uso simultâneo de agentes cicloplégicos/midriáticos em doentes predispostos a glaucoma agudo de ângulo fechado. - Atropina
Sem significado Clínico

Dexametasona + Hipoglicemiantes

Observações: N.D.
Interações: A absorção sistémica é mínima e não é de esperar a ocorrência de interações medicamentosas. No entanto, deve considerar-se que os efeitos dos agentes hipoglicemiantes (incluindo insulina), antihipertensores e diuréticos são antagonizados pelos glucocorticoides. - Hipoglicemiantes
Sem significado Clínico

Dexametasona + Insulinas

Observações: N.D.
Interações: A absorção sistémica é mínima e não é de esperar a ocorrência de interações medicamentosas. No entanto, deve considerar-se que os efeitos dos agentes hipoglicemiantes (incluindo insulina), antihipertensores e diuréticos são antagonizados pelos glucocorticoides. - Insulinas
Sem significado Clínico

Dexametasona + Antihipertensores

Observações: N.D.
Interações: A absorção sistémica é mínima e não é de esperar a ocorrência de interações medicamentosas. No entanto, deve considerar-se que os efeitos dos agentes hipoglicemiantes (incluindo insulina), antihipertensores e diuréticos são antagonizados pelos glucocorticoides. - Antihipertensores
Sem significado Clínico

Dexametasona + Diuréticos

Observações: N.D.
Interações: A absorção sistémica é mínima e não é de esperar a ocorrência de interações medicamentosas. No entanto, deve considerar-se que os efeitos dos agentes hipoglicemiantes (incluindo insulina), antihipertensores e diuréticos são antagonizados pelos glucocorticoides. - Diuréticos
Não recomendado/Evitar

Aldesleucina + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de glucocorticoides pode diminuir a atividade deste medicamento, pelo que deve ser evitada. No entanto, doentes que desenvolvam sinais ou sintomas que ponham a vida em risco, podem ser tratados com dexametasona até que a toxicidade diminua para um nível aceitável. - Dexametasona
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Nalmefeno + Dexametasona

Observações: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa in vivo.
Interações: A administração concomitante com um indutor da UGT (por exemplo, dexametasona, fenobarbital, rifampicina, omeprazol) pode potencialmente originar concentrações plasmáticas subterapêuticas de nalmefeno. - Dexametasona
Sem efeito descrito

Temozolomida + Dexametasona

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Com base numa análise farmacocinética da população nos ensaios de fase II, a depuração de TMZ não foi alterada pela administração concomitante de dexametasona, procloroperazina, fenitoína, carbamazepina, ondansetrom, antagonistas dos recetores H2 ou fenobarbital. - Dexametasona
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Sibutramina + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: A rifampicina, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e a dexametasona são indutores da enzima CYP3A4 e podem acelerar o metabolismo da sibutramina, embora este facto não tenha sido objecto de estudos experimentais. - Dexametasona
Sem significado Clínico

Aprepitant + Dexametasona

Observações: O aprepitant é um substrato e um inibidor, dependente da dose e um indutor do CYP3A4. O aprepitant é também um indutor do CYP2C9. Durante o tratamento, o aprepitant na dose única de 40 mg recomendada para a náusea e vómito no pós-operatório resulta numa inibição fraca do CYP3A4. Após o tratamento, o Aprepitant causa uma indução ligeira transitória do CYP2C9, CYP3A4 e da glucuronidação. O aprepitant também foi estudado em doses superiores. Durante o tratamento da náusea e vómito induzidos pela quimioterapia (NVIQ), o aprepitant no esquema terapêutico de 3 dias de 125 mg/80 mg é um inibidor moderado do CYP3A4. O aprepitant não parece interagir com a glicoproteína-P transportadora, tal como demonstrado pela ausência de interação entre o aprepitant por via oral com a digoxina.
Interações: Corticosteroides: Dexametasona: Uma dose única de 40mg de aprepitant, quando coadministrada com uma dose única de 20 mg de dexametasona por via oral, aumentou a AUC da dexametasona em cerca de 1,45 vezes. Não é recomendado qualquer ajuste posológico. - Dexametasona
Usar com precaução

Axitinib + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: Dados in vitro indicam que o axitinib é metabolizado principalmente pelo CYP3A4/5 e, em menor grau, pelo CYP1A2, CYP2C19 e pela uridina difosfato glucuronosiltransferase (UGT) 1A1. Indutores do CYP3A4/5: A administração de rifampicina, um indutor potente do CYP3A4/5, numa dose de 600 mg uma vez por dia durante 9 dias, reduziu a AUC média em 79% e a Cmax em 71% de uma dose única de 5 mg de axitinib em voluntários saudáveis. A coadministração de axitinib com indutores potentes do CYP3A4/5 (por exemplo, rifampicina, dexametasona, fenitoína, carbamazepina, rifabutina, rifapentina, fenobarbital e Hypericum perforatum [erva de São João]) pode diminuir as concentrações plasmáticas do axitinib. Recomenda-se a seleção de medicamentos concomitantes sem ou com um potencial indutor do CYP3A4/5 mínimo. Se for necessária a coadministração de um indutor potente do CYP3A4/5, recomenda-se um ajuste posológico do axitinib. - Dexametasona
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bexaroteno + Dexametasona

Observações: Não se efectuaram quaisquer estudos formais para avaliar as interações medicamentosas com bexaroteno.
Interações: Além disso, a co-administração com indutores de CYP3A4, como rifampicina, fenitoína, dexametasona ou fenobarbital, pode, teoricamente, causar uma redução das concentrações plasmáticas de bexaroteno. - Dexametasona
Usar com precaução

Bosutinib + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: Deve ter-se precaução no caso de uma administração de bosutinib com medicamentos que sejam substratos da glicoproteína-P (gp-P). Um estudo in vitro sugere que o bosutinib pode aumentar as concentrações plasmáticas de medicamentos que sejam substratos da gp-P, tais como digoxina, colchicina, tacrolimus e quinidina; agentes quimioterapêuticos, tais como etoposido, doxorrubicina e vinblastina; agentes imunossupressores; glucocorticoides como a dexametasona; agentes de terapêutica antiretroviral do HIV-tipo 1 como, por exemplo, inibidores da protease e inibidores não nucleósidos da transcriptase reversa. - Dexametasona
Sem significado Clínico

Rolapitant + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: Dexametasona Rolapitant não revelou efeitos significativos sobre a farmacocinética de dexametasona quando foi administrada dexametasona por via oral nos Dias 1 a 3 após uma dose única de 180 mg de rolapitant ter sido coadministrada no Dia 1. - Dexametasona
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Saxagliptina + Dexametasona

Observações: Os dados clínicos a seguir descritos sugerem que é baixo o risco de interações clinicamente significativas com medicamentos coadministrados.
Interações: O metabolismo da saxagliptina é mediado principalmente pelo citocromo P450 3A4/5 (CYP3A4/5). A administração concomitante de saxagliptina e indutores do CYP3A4/5, que não seja a rifampicina (tais como carbamazepina, dexametasona, fenobarbital e fenitoína) não foi estudada e pode resultar numa concentração plasmática reduzida da saxagliptina e numa concentração aumentada do seu metabolito principal. O controlo glicémico deverá ser cuidadosamente avaliado quando a saxagliptina é utilizada concomitantemente com um indutor potente do CYP3A4/5. - Dexametasona
Não recomendado/Evitar

Sunitinib + Dexametasona

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Medicamentos que podem diminuir as concentrações plasmáticas de sunitinib: A administração concomitante de uma dose única de sunitinib com o indutor do CYP3A4, rifampicina, em voluntários saudáveis resultou na redução de, respetivamente, 23% e 46% nos valores de Cmáx e AUC0- da combinação [sunitinib+metabolito principal]. A administração de sunitinib com indutores potentes do CYP3A4 (ex., dexametasona, fenitoína, carbamazepina, rifampicina, fenobarbital ou preparações à base de plantas contendo hipericão/Hypericum perforatum) poderá diminuir as concentrações de sunitinib. Como tal, a administração concomitante com indutores do CYP3A4 deverá ser evitada ou deverá ser considerada a seleção de medicação concomitante alternativa sem ou com potencial mínimo de indução do CYP3A4. Se tal não for possível, poderá ser necessário aumentar a dose de Sunitinib em incrementos de 12,5 mg (até 87,5 mg por diapara GIST e MRCC ou 62,5 mg por dia para pNET), com base na monitorização cuidadosa da tolerabilidade. - Dexametasona
Usar com precaução

Temazepam + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: O teste da supressão da dexametasona pode ser alterado se o temazepam for administrado antes do exame. - Dexametasona
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Netupitant + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: Espera-se que os níveis de plasma sanguíneo do netupitant aumentem quando combinados com inibidores da enzima hepática CYP3A4 e baixem quando combinados com indutores desta enzima. O netupitant é um inibidor da CYP3A4, também pode aumentar os níveis plasmáticos de fármacos que são metabolizados pelo CYP3A4. Este efeito foi observado com a dexametasona, fármacos anticancerígenos, docetaxel e o etoposido, e numa extensão menor (não clinicamente significativa) com levonorgestrel, eritromicina e midazolam. - Dexametasona
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Panobinostate + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: Agentes que com probabilidade de diminuirem as concentrações de panobinostate: A fração de panobinostate metabolizada pela CYP3A4 é aproximadamente 40%. Em estudos clínicos no mieloma múltiplo, a exposição a panobinostate diminui em aproximadamente 20% devido ao uso concomitante de dexametasona, que é um indutor dependente da dose, ligeiro a moderado da CYP3A4. Espera-se que indutores potentes tenham efeitos maiores e possam reduzir a eficácia de panobinostate, assim deve ser evitado o uso concomitante de indutores potentes da CYP3A4 incluindo, mas não limitado a, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, rifabutina, rifampicina e hipericão (Hypericum perforatum). - Dexametasona
Usar com precaução

Darunavir + Dexametasona

Observações: O perfil de interação do darunavir pode variar dependendo se é utilizado o ritonavir ou o cobicistate como fármacos potenciadores. As recomendações dadas para a utilização concomitante de darunavir e outros medicamentos podem por isso variar dependendo se darunavir é potenciado com ritonavir ou com cobicistate, e é também necessária precaução durante o primeiro tempo de tratamento, se se substituir o fármaco potenciador de ritonavir para cobicistate.
Interações: CORTICOSTEROIDES: Dexametasona (sistémica): Não foi estudado. A dexametasona pode reduzir a exposição ao darunavir. (indutor do CYP3A). A dexametasona deve ser utilizada com precaução quando administrada em associação com Darunavir potenciado. - Dexametasona
Usar com precaução

Darunavir + Cobicistate + Dexametasona

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interação com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interações: CORTICOSTEROIDES: Dexametasona (sistémica): Tendo por base considerações teóricas, é expectável que a dexametasona (sistémica) diminua as concentrações plasmáticas de darunavir e/ou cobicistate. (indução do CYP3A) A utilização de dexametasona sistémica deve ser realizada com precaução quando associada com Darunavir / Cobicistate. - Dexametasona
Sem significado Clínico

Metformina + Saxagliptina + Dexametasona

Observações: A administração concomitante de doses múltiplas de saxagliptina (2,5 mg duas vezes por dia) e metformina (1.000 mg duas vezes por dia) não alterou significativamente o perfil farmacocinético da saxagliptina nem da metformina em doentes com diabetes tipo 2. Não foram realizados estudos formais de interação com Metformina/Saxagliptina.
Interações: SAXAGLIPTINA: Os dados clínicos a seguir descritos sugerem que é baixo o risco de interações clinicamente significativas com outros medicamentos administrados concomitantemente. O metabolismo da saxagliptina é mediado principalmente pelo citocromo P450 3A4/5 (CYP3A4/5). Em estudos in vitro, a saxagliptina e o seu principal metabolito não inibiram o CYP1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1, ou 3A4, nem induziram o CYP1A2, 2B6, 2C9, ou 3A4. A administração concomitante de saxagliptina com a rifampicina, um indutor potente do CYP3A4/5, reduziu a Cmax e a AUC da saxagliptina em cerca de 53% e 76%, respetivamente. A exposição ao metabolito ativo e a inibição da atividade plasmática da DPP4 num intervalo de dose não foram afetadas pela rifampicina. A administração concomitante de saxagliptina e indutores da CYP3A4/5, que não seja a rifampicina (tais como carbamazepina, dexametasona, fenobarbital e fenitoína) não foi estudada e pode resultar numa concentração plasmática reduzida da saxagliptina e numa concentração aumentada do seu metabolito principal. O controlo glicémico deverá ser cuidadosamente avaliado quando a saxagliptina é utilizada concomitantemente com um indutor potente do CYP3A4. - Dexametasona
Usar com precaução

Netupitant + Palonossetrom + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: Dexametasona: A coadministração de uma dose única de 300 mg de netupitant com um regime de dexametasona (20 mg no Dia 1, seguidos de 8 mg duas vezes por dia desde o Dia 2 ao Dia 4) aumentou significativamente a exposição à dexametasona de forma dependente do tempo e da dose. A AUC0-24 (Dia 1), a AUC24-36 (Dia 2), e a AUC84-108 e a AUC84-∞ (Dia 4) da dexametasona aumentaram 2,4 vezes com a coadministração de 300 mg de netupitant. O perfil farmacocinético do netupitant permaneceu inalterado quando administrado em associação com a dexametasona. Como tal, a dose de dexametasona oral deve ser reduzida aproximadamente 50% quando coadministrada com o Netupitant / Palonossetrom. - Dexametasona
Usar com precaução

Enzalutamida + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: Potencial da enzalutamida para afetar a exposição a outros medicamentos: Indução enzimática: A enzalutamida é um potente inibidor enzimático levando ao aumento da síntese de muitas enzimas e transportadores; portanto é esperada a interação com muitos medicamentos comuns que são substratos destas enzimas ou transportadores. A redução das concentrações plasmáticas podem ser substanciais, e levar a perda ou reduzir o efeito clínico. Existe também um risco aumentado da formação de metabolitos ativos. As enzimas que podem ser induzidas são o CYP3A no fígado e intestino, o CYP2C9, o CYP2C19, o CYP1A2 e auridina 5’ difosfato-glucuronosiltransferases (conjugação das enzimas UGTs-glucuronida). A proteína de transporte de P-gp pode também ser induzida, e provavelmente outros transportadores, como por exemplo, a proteína de resistência múltipla 2 (MRP2), proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e do polipéptido transportador aniónico orgânico 1B1, (OATP1B1). Estudos in vivo demonstraram que a enzalutamida é um indutor potente do CYP3A4 e um indutor moderado do CYP2C9 e do CYP2C19. A coadministração da enzalutamida (160 mg uma vez por dia) com doses únicas orais de substratos sensíveis ao CYP em doentes com cancro da próstata, resultou numa diminuição de 86% da AUC do midazolam (substrato do CYP3A4), numa diminuição de 56% na AUC da S-varfarina (substrato do CYP2C9) e numa diminuição de 70% na AUC do omeprazol (substrato do CYP2C19). A UGT1A1 pode também ter sido induzida. São esperadas interações com alguns medicamentos que são eliminados através do metabolismo ou por transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico é de grande importância para o doente, e se os ajustes de dose não são facilmente realizados com base na monitorização de eficácia ou da concentração plasmática, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. O risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é suspeito ser maior em doentes tratados concomitantemente com indutores de enzima. Grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não se limitam a: Analgésicos (ex. fentanilo, tramadol) Antibióticos (ex. claritromicina, doxiciclina) Agentes antineoplásicos (ex. cabazitaxel) Anticoagulantes (ex. acenocumarol, varfarina) Antiepiléticos (ex. carbamazepina, clonazepam, fenitoína, primidona, ácido valpróico) Antipsicóticos (ex. haloperidol) Bloqueadores beta (ex. bisoprolol, propranolol) Bloqueadores da entrada do cálcio (ex. diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) Cardiotónicos digitálicos (ex. digoxina) Corticosteroides (ex. dexametasona, prednisolona) Antirretrovirais VIH (ex. indinavir, ritonavir) Hipnóticos (ex. diazepam, midazolam, zolpidem) Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (ex. atorvastatina, sinvastatina) - Dexametasona
Não recomendado/Evitar

Dasatinib + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: Substâncias ativas que podem diminuir as concentrações plasmáticas de dasatinib: Quando dasatinib foi administrado após 8 tomas diárias, à noite, de 600 mg de rifampicina, um potente indutor da CYP3A4, a AUC do dasatinib diminuíu cerca de 82%. Outros medicamentos que induzem a atividade da CYP3A4 (ex. dexametasona, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital ou preparações à base de plantas contendo Hypericum perforatum, também conhecido por Hipericão) podem aumentar também o metabolismo e diminuir as concentrações plasmáticas do dasatinib. Consequentemente, não é recomendado o uso concomitante de indutores potentes da CYP3A4 com dasatinib. Nos doentes a quem a rifampicina ou outros indutores da CYP3A4 estejam indicados devem ser utilizados medicamentos alternativos com menor potencial de indução enzimática. - Dexametasona
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Itraconazol + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: Efeito do itraconazol no metabolismo de outros medicamentos: Itraconazol pode inibir o metabolismo dos medicamentos metabolizados pela família do citocromo 3A, o que pode conduzir a um aumento e/ou prolongamento dos seus efeitos, incluindo os seus efeitos secundários. Ao fazer medicação concomitante, a informação correspondente deve ser consultada para obter informações sobre a via metabólica. Após a interrupção do tratamento, as concentrações plasmáticas de itraconazol diminuem gradualmente, dependendo da dose e duração do tratamento. Isto deve ser tido em consideração quando o efeito inibitório de itraconazol em medicamentos coadministrados é considerado. Exemplos conhecidos são: O itraconazol reduz em 68% a clearance da dexametasona administrada por via intravenosa, ao inibir o CYP3A4. - Dexametasona
Usar com precaução

Everolímus + Dexametasona

Observações: O everolímus é um substrato da CYP3A4, e também é um substrato e inibidor modera do da gp-P. Por esta razão, a absorção e eliminação subsequente do everolímus pode ser influenciada por produtos que afetem a CYP3A4 e/ou a gp - P. In vitro, o everolímus é um inibidor competitivo da CYP3A4 e um inibidor misto da CYP2D6.
Interações: Indutores potentes e moderados da CYP3A4: Dexametasona, Carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, Efavirenz, nevirapina: Não estudada. É esperada uma diminuição na exposição. Evite o uso concomitante de indutores potentes da CYP3A4. Se for necessário co-administrar um indutor potente da CYP3A4, deve considerar-se um aumento da dose de de 10 mg por dia até 20 mg por dia utilizando incrementos de 5 mg ou menos efetuados no 4.º e no 8.º dia após o início do indutor. Esta dose de Everolímus é calculada para ajustar a AUC ao intervalo observado sem indutores. No entanto, não existem dados clínicos com este ajuste de dose. Caso o indutor seja descontinuado, considerar um período de lavagem de pelo menos 3 a 5 dias (tempo razoável para eliminação significativa da indução da enzima) antes de restabelecer a dose de conforme prescrita antes do início da coadministração. - Dexametasona
Usar com precaução

Fosaprepitant + Dexametasona

Observações: Quando administrado por via intravenosa o fosaprepitant é rapidamente convertido em aprepitant. As interações medicamentosas decorrentes da administração de intravenosa de fosaprepitant são passíveis de ocorrer com substâncias ativas que interagem com o aprepitant administrado por via oral. A informação seguinte resultou de dados obtidos com o aprepitant por via oral e de estudos realizados com fosaprepitant por via intravenosa coadministrados com dexametasona, midazolam ou diltiazem. O fosaprepitant 150 mg, em dose única, é um inibidor fraco do CYP3A4. O fosaprepitant não parece interagir com a glicoproteína-P transportadora, tal como demonstrado pela ausência de interação entre o aprepitant por via oral com a digoxina. Antevê-se que, quando comparado com a administração de aprepitant oral, o fosaprepitant provoque indução menor ou não superior do CYP2C9, do CYP3A4 e da glucuronidação. Não há dados sobre os efeitos no CYP2C8 e CYP2C19.
Interações: Efeito do aprepitant na farmacocinética de outras substâncias ativas: Corticosteroides: Dexametasona: A dose de dexametasona por via oral nos Dias 1 e 2, deverá ser reduzida em aproximadamente 50% quando coadministrada com fosaprepitant 150 mg no Dia 1 para atingir exposições de dexametasona semelhantes às obtidas com administração se fosaprepitant 150 mg. Quando se administrou fosaprepitant 150 mg em dose intravenosa única no dia 1, verificou-se um aumento da AUC0-24h da dexametasona, um substrato do CYP3A4, de cerca de 100% no Dia 1, 86% no Dia 2 e 18% no Dia 3, quando a dexametasona foi coadministrada em dose única de 8 mg por via oral nos Dia 1, 2 e 3. - Dexametasona
Usar com precaução

Indinavir + Dexametasona

Observações: n.d.
Interações: INDINAVIR NÃO POTENCIADO ESTEROIDES: Dexametasona: Interação não estudada. É recomendada monitorização cuidadosa da terapêutica e dos efeitos adversos, quando a dexametasona é administrada concomitantemente com indinavir. INDINAVIR POTENCIADO COM RITONAVIR. ESTEROIDES: Dexametasona: Interação com indinavir/ritonavir não estudada. É recomendada uma monitorização cuidadosa da terapêutica e dos efeitos adversos quando a dexametasona é administrada concomitantemente com indinavir/ritonavir. - Dexametasona
Usar com precaução

Metadona + Dexametasona

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacocinéticas: Indutores da enzima CYP3A4: A metadona é um substrato do CYP3A4. Por indução do CYP3A4, a depuração plasmática da metadona vai aumentar e os níveis plasmáticos vão diminuir. Os indutores dessa enzima (barbitúricos, carbamazepina, fenitoína, nevirapina, rifampicina, efavirenz, amprenavir, espironolactona, dexametasona, Hypericum perforatum (erva de São João), podem induzir o metabolismo hepático. Por exemplo, depois de três semanas de tratamento com 600 mg de efavirenz por dia, a média da concentração máxima no plasma e a ASC diminuíram em 48% e 57%, respetivamente, em doentes tratados com metadona (35-100 mg por dia). As consequências da indução enzimática são mais acentuadas se o indutor for administrado após o tratamento com a metadona já ter começado. Foram notificados sintomas de abstinência após estas interações e, portanto, pode ser necessário aumentar a dose de metadona. Se o tratamento com um indutor de CYP3A4 for interrompido, a dose de metadona deve ser reduzida. - Dexametasona
Não recomendado/Evitar

Rilpivirina + Dexametasona

Observações: A rilpivirina é um inibidor in vitro do transportador MATE-2K com um IC50 < 2,7 nM. As implicações clínicas deste achado são atualmente desconhecidas.
Interações: INTERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES POSOLÓGICAS COM OUTROS MEDICAMENTOS GLUCOCORTICOIDES: Dexametasona (sistémica, exceto utilização em dose única): Não foi estudado. (indução das enzimas CYP3A) São esperadas reduções nas concentrações plasmáticas de rilpivirina dependentes da dose. Rilpivirina não deve ser utilizado em associação com a dexametasona sistémica (exceto em dose única), uma vez que a administração concomitante pode resultar na perda do efeito terapêutico de Rilpivirina. Devem ser consideradas alternativas, especialmente para a utilização a longo-prazo. - Dexametasona
Usar com precaução

Ritonavir + Dexametasona

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do Ritonavir nos Medicamentos Não Antirretrovirais Coadministrados: Esteroides: Dexametasona: Ritonavir administrado como potenciador farmacocinético ou como medicamento antirretroviral inibe a CYP3A, pelo que se prevê aumento nas concentrações plasmáticas da dexametasona. Recomenda-se monitorização cuidadosa dos efeitos terapêuticos e efeitos adversos quando a dexametasona é administrada concomitantemente com ritonavir. - Dexametasona
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Sorafenib + Dexametasona

Observações: n.d.
Interações: Outros indutores da atividade do CYP3A4 e/ou glucoronidação (ex.: hipericão também conhecido co mo erva S. João, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e dexametasona) podem também aumentar o metabolismo do sorafenib e assim diminuir as concentrações de sorafenib. - Dexametasona
Usar com precaução

Saquinavir + Dexametasona

Observações: A maioria dos estudos de interação medicamentosa com saquinavir foi desenvolvida com saquinavir não potenciado ou com saquinavir cápsulas moles não potenciado. Um número reduzido de estudos foi desenvolvido com saquinavir potenciado com ritonavir ou com saquinavir cápsulas moles potenciado com ritonavir. Os dados obtidos a partir dos estudos de interação medicamentosa realizados com saquinavir não potenciado podem não ser representativos dos efeitos observados com a terapêutica de saquinavir/ritonavir. Adicionalmente, os resultados observados com saquinavir cápsulas moles podem não ser preditivos relativamente à magnitude destas interações com saquinavir/ritonavir.
Interações: Corticosteroides: Dexametasona (saquinavir/ritonavir) A interação com saquinavir/ ritonavir não foi estudada. A dexametasona induz o CYP3A4 e pode diminuir as concentrações do saquinavir. Utilizar com precaução. Recomenda-se a monitorização da concentração plasmática de saquinavir. - Dexametasona
Usar com precaução

Telaprevir + Dexametasona

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: CORTICOSTERÓIDES: Sistémicos: Dexametasona: A utilização concomitante pode resultar numa perda do efeito terapêutico de telaprevir. Assim, esta combinação deve ser usada com precaução ou devem considerar-se alternativas. - Dexametasona
Usar com precaução

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Dexametasona

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interação com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interações: CORTICOSTEROIDES Dexametasona (sistémica) Tendo por base considerações teóricas, é expectável que a dexametasona (sistémica) diminua as concentrações plasmáticas de darunavir e/ou cobicistate. (indução do CYP3A) A utilização de dexametasona sistémica deve ser realizada com precaução quando associada com este medicamento. - Dexametasona
Contraindicado

Dolutegravir + Rilpivirina + Dexametasona

Observações: n.d.
Interações: Corticosteroides Dexametasona/Dolutegravir: A administração concomitante pode causar reduções significativas nas concentrações plasmáticas de rilpivirina. Tal pode resultar na perda do efeito terapêutico de Dolutegravir + Rilpivirina. A administração concomitante de Dolutegravir + Rilpivirina com dexametasona sistémica é contraindicada (exceto como tratamento de dose única). Devem ser consideradas alternativas, especialmente para a utilização a longo prazo. Dexametasona/Rilpivirina (sistémica, exceto como tratamento de dose única): A administração concomitante pode causar reduções significativas nas concentrações plasmáticas de rilpivirina. Tal pode resultar na perda do efeito terapêutico de Dolutegravir + Rilpivirina. A administração concomitante de Dolutegravir + Rilpivirina com dexametasona sistémica é contraindicada (exceto como tratamento de dose única). Devem ser consideradas alternativas, especialmente para a utilização a longo prazo. - Dexametasona
Usar com precaução

Alginato de sódio + Bicarbonato de sódio + Dexametasona

Observações: Os antiácidos interagem com outros medicamentos tomados por via oral.
Interações: Precauções de uso com outras combinações Houve uma diminuição na absorção digestiva dos medicamentos administrados simultaneamente. Para medidas de precaução, não é recomendável tomar medicamentos antiácidos ao mesmo tempo que outros medicamentos. Afaste a dose deste medicamento durante 2 horas com: - TB antibacteriana (etambutol, isoniazida) - Antibacterianos - Tetraciclinas - Antibacterianos - lincosanidas - Anti-histamínicos H2 (oralmente) - Atenolol, metoprolol, propranolol (oralmente) - Cloroquina - Diflunisal - Digoxina - Difosfonatos - Fluoreto de sódio - Glicocorticóides (descritos para prednisolona e dexametasona) - Indometacina - Kayexalate - Cetoconazol - Lansoprazol - Neurolépticos fenotiazínicos - Penicilamina - Ferro (sais) Afaste a dose deste medicamento ao longo de 4 horas com: - Antibacterianos - Fluoroquinolonas (oralmente) Combinações para estar ciente de: - Salicilatos: Aumento da excreção renal por aspirina pela alcalinização da urina. - Dexametasona
Usar com precaução

Udenafila + Dexametasona

Observações: n.d.
Interações: Outros medicamentos podem diminuir o tempo de ação de Udenafila, por exemplo, dexametasona, rifampicina e anticonvulsivantes (carbamazepina, fenitoína e fenobarbital), entre outros. Tais medicamentos induzem o sistema CYP450 e a udenafila é eliminada mais rapidamente do organismo. - Dexametasona
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Etinilestradiol + Levonorgestrel + Fumarato ferroso + Dexametasona

Observações: n.d.
Interações: As interações entre etinilestradiol e outros fármacos podem levar a concentrações diminuídas ou aumentadas de etinilestradiol, respectivamente. As concentrações séricas reduzidas de etinilestradiol podem causar um aumento da incidência de hemorragia invasiva e irregularidades menstruais e possivelmente reduzir a eficácia do contraceptivo oral. Exemplos de substâncias que podem diminuir as concentrações séricas de etinilestradiol incluem rifampicina, fenitoína, primidona, rifabutina, dexametasona, griseofulvina, topiramato, alguns inibidores de protease, modafinil, ritonavir e barbitúricos. - Dexametasona
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fosnetupitant + Palonossetrom + Dexametasona

Observações: n.d.
Interações: Dexametasona A coadministração de uma dose única oral de 300 mg de netupitant ou uma dose única intravenosa de 235 mg de fosnetupitant com um regime de dexametasona (20 mg no Dia 1, seguidos de 8 mg duas vezes por dia desde o Dia 2 ao Dia 4) aumentou significativamente a exposição à dexametasona de forma dependente do tempo e da dose. A AUC84-∞ (Dia 4) da dexametasona aumentou 2,4 vezes com a coadministração de 300 mg de netupitant ou de 235 mg de fosnetupitant. O perfil farmacocinético do netupitant permaneceu inalterado quando administrado em associação com a dexametasona. Como tal, a dose de dexametasona oral deve ser reduzida aproximadamente 50% quando coadministrada com a associação de fosnetupitant e cloridrato de palonossetrom. - Dexametasona
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações da Dexametasona
Tome Dexametasona exatamente como indicado pelo seu Médico.

Não tome a mais nem com mais frequência, ou durante mais tempo do que o seu Médico receitou. Ao fazê-lo pode aumentar a possibilidade de efeitos indesejáveis.

Meça o líquido oral com uma colher-medida, seringa oral marcada, ou taça médica.

A colher caseira média de chá não serve para medir a quantidade exata de líquido.

A solução de Dexametasona é um líquido concentrado. Meça o líquido concentrado com o conta-gotas oral especial que vem com o pacote.

O líquido deve ser adicionado à água, sumo, refrigerante ou uma bebida refrigerante semelhante, compota de maçã ou pudim.

Mexa bem a mistura e ingira-a imediatamente. Não guarde a mistura para uso futuro.

Se usar a Dexametasona por um longo tempo, não pare de repente sem falar primeiro com o seu Médico. Pode ser necessário diminuir a dose lentamente antes de parar completamente.
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020