Cloroquina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Renal
O que é
A cloroquina é um agente antiparasitário usado na prevenção e tratamento da malária, no tratamento da amebíase extraintestinal.

Está também indicado no tratamento da artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistémico.



Usos comuns
A cloroquina é utilizado para tratar e prevenir a malária.

Cloroquina é também usado para tratar infeções causadas por amebas.
Tipo
Molécula pequena.
História
A cloroquina foi descoberto em 1934 por Hans Andersag e seus colegas nos laboratórios da Bayer, chamando-o de "Resochin".

A cloroquina foi ignorada por uma década, porque foi considerada muito tóxica para o uso humano.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo dos estados Unidos patricionou ensaios clínicos para o desenvolvimento de medicamentos contra a malária, mostrando de forma inequívoca que a cloroquina tem um valor terapêutico significativo como droga antimalárica.

Foi introduzida no uso clínico em 1947 para o tratamento profilático da malária.
Indicações
Profilaxia e tratamento para os quatro tipos de malária patogénicos para o Homem, excetuando as estirpes resistentes à cloroquina.


Amebíase extraintestinal nos casos em que se comprovaram ineficazes ou em que não podem ser utilizados produtos à base de nitroimidazol.


Poliartrite crónica (artrite reumatoide) incluindo artrite reumatoide juvenil.


Lúpus eritematoso sistémico.



Classificação CFT

01.04.02 : Antimaláricos

Mecanismo De Ação
A ação antimalárica da cloroquina é atribuída, nomeadamente, à sua ligação às porfirinas, induzindo a destruição ou inibição das formas assexuadas de plasmódios não-resistentes a nível dos eritrócitos e à interferência com o desenvolvimento das formas sexuadas (gametócitos) de P. ovale, P. vivax, P.malariae e formas imaturas de P. falciparum.

Em combinação com derivados da emetina, a cloroquina é também eficaz contra a amebíase extraintestinal.


A cloroquina é uma substância que, quando administrada durante um período prolongado, pode modificar o curso da artrite reumatoide de uma forma que possibilita a indução de remissão.

A substância não evidencia atividade anti-inflamatória na maioria dos modelos animais de inflamação.

A sua ação antirreumática poderá dever-se a um efeito imunossupressor.

Encontra-se confirmada a sua eficácia no lúpus eritematoso sistémico.



Posologia Orientativa
VIA INJETÁVEL:

Tratamento da malária:
A dose total recomendada é de cerca de 25 mg de cloroquina base por Kg de peso corporal.

Administração intravenosa:
Dose de carga de 10 mg/kg de peso corporal por infusão IV em solução de cloreto de sódio durante 5 horas.
Nas 24 horas seguintes à primeira infusão, administrar mais 3 infusões durante 8 horas de 5 mg/kg.

Mudar para terapêutica oral logo que possível.

Via Intramuscular
Adulto:
1 injeção de 300 mg dia, durante 5 dias.

Crianças com mais de 5 anos:
5 mg/kg por dia durante 5 dias.

A via intravenosa não deve ser usada em crianças.
A forma injectável não deve ser administrada a crianças com menos de 5 anos.


VIA ORAL:

Profilaxia da malária:

Dose no adulto: 310 mg base (500 mg sal) por via oral, uma vez por semana.


Dose pediátrica: 5 mg/Kg base ( 8,1 mg/Kg sal) por via oral, uma vez por semana, até ao máximo da dose adulta de 310 mg base.


De acordo com as recomendações da OMS a dose total cumulativa de 1 g base/kg peso corporal ou 50-100 g de dose total (base) tem sido associada a danos na retina.
Portanto, a dose total cumulativa não deverá exceder 50 g base de cloroquina.

As crianças recebem doses orais correspondentes ao seu peso corporal: como dose inicial - 2 x 5 mg de cloroquina-base por kg de peso corporal uma semana antes da viagem ou em dois dias consecutivos no início da viagem; como dose de manutenção 5 mg de cloroquina-base por kg de peso corporal uma vez por semana.


Terapêutica da malária:

A dose total para tratamento da malária causada por plasmódios sensíveis à cloroquina é de 25-30 mg de cloroquina-base por kg de peso corporal.
Esta dose deverá ser administrada oralmente, distribuída durante um período de 3 - 4 dias: inicialmente 10 mg de cloroquina-base/kg, 6 horas mais tarde 5 mg de cloroquina-base/kg e outros 5 mg de cloroquina-base/kg como dose diária nos 2-3 dias subsequentes.

No caso de infeções por P.
vivax ou P.
ovale deverá ser instituída terapêutica com primaquina.


Poliartrite crónica (artrite reumatoide), lúpus eritematoso sistémico:
Adultos: Devido ao risco de desenvolvimento de uma retinopatia durante a utilização prolongada, a dose diária não deverá exceder 2,5 mg de cloroquina-base/kg.

Crianças: A dose diária é também de 2,5 mg de cloroquina-base por kg.


Amebíase extraintestinal:

Em adultos a dose padrão de cloroquina, para o tratamento da amebíase extraintestinal, deverá apenas ser administrada em combinação com outras substâncias ativas, é de 620 mg de cloroquina-base/dia, durante 2 dias, seguida de 310 mg de base/dia durante 14-28 dias.


As crianças serão correspondentemente administrados 10 mg de cloroquina-base/kg, como dose diária, durante 2 dias, seguidos por 5 mg de base/kg como dose diária, durante 14-28 dias.


Administração
Via oral e Intramuscular e intravenosa

Os comprimidos devem ser engolidos, sem mastigar, com um pouco de líquido, de preferência após uma refeição.



Contraindicações
Hipersensibilidade à Cloroquina.

Retinopatia ou perturbações do campo visual.


Patologias do sistema hematopoietico.

Deficiência da glucose-6 fosfato desidrogenase (favismo, sintomas: anemia hemolitica).


Miastenia grave.


Mulheres grávidas e a amamentar (exceções: terapêutica da malária e profilaxia a curto prazo)

Efeitos Indesejáveis/Adversos
Frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em 100): dores no ventre, falta de apetite, diarreia, enjoos, vómitos, perda de peso, perturbações da visão, nomeadamente incapacidade para identificar as cores.



Pouco frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em 1.000): dores de cabeça, descida da tensão arterial, confusão, tonturas, diminuição da tonicidade dos músculos, insónia, nervosismo, formigueiros, sonolência, perturbações da acomodação visual (isto é da capacidade de os olhos se adaptarem à visão de objetos próximos ou distanciados).



Raros (afetam 1 a 10 utilizadores em 10.000): reação de sensibilidade à luz, agravamento ou causa de doenças do fígado, influência a nível do sangue que pode provocar doenças conhecidas como agranulocitose, pancitopenia e trombocitopenia que só o seu médico saberá identificar.

Agravamento de uma doença denominada porfiria.

Pode causar perturbações musculares caracterizadas por fraqueza muscular e fadiga acentuada (miastenia, miopatia), convulsões, psicose, doença dos nervos (neuropatia).

Pode também provocar agravamento de psoríase (uma doença da pele), erupções da pele, perda de cabelo, comichão, perda da cor ou embranquecimento do cabelo, escurecimento da pele exposta à luz, perda de cor da mucosa da boca.

Surdez, zumbidos, perturbações visuais (localizadas na retina), diminuição do campo visual.

Este medicamento pode também causar outras alterações que serão evidentes em análises ao sangue ou à urina.



Muito raros (afetam menos de 1 utilizador em 10.0000): Síndrome de hipersensibilidade que se manifesta por: febre, erupção bolhosa, dor abdominal, diarreia, tosse, eosinofilia e síndrome intersticial.


Alterações no eletrocardiograma; no caso de tratamento prolongado, em especial com doses elevadas pode desenvolver-se, em casos isolados uma doença do coração conhecida como cardiomiopatia.


Reação de hipersensibilidade localizada nos pulmões que se manifesta por tosse e dificuldade em respirar.


Aumento da metaemoglobina no sangue (metaemoglobinemia adquirida).


Alterações da pele (Síndrome de Stevens- Johnson e Necrólise epidérmica tóxica).


Acumulação de fosfolípidos a nível intracelular (Fosfolipidose reversível).



Desconhecido (não pode ser calculado a partir de dados disponíveis): Alergia e reações anafiláticas, incluindo urticária e angioedema, diminuição do nível de glucose no sangue.


Pode também causar outras alterações que serão evidentes em análises ao sangue
ou à urina.



Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Evitar; aceitável só para profilaxia e se a viagem é inadiável; Ver Antimaláricos. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:Presente no leite em quantidades muito pequenas. Inadequada para protecção contra a malária; evitar o aleitamento quando usada nas doenças reumatismais.
Insuf. Renal
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Reduzir dose na IR ligeira a moderada, excepto em profilaxia; evitar na IR grave.
Precauções Gerais
A cloroquina deve ser administrada com precaução em doentes com insuficiência hepática.


Nos doentes com insuficiência renal com taxa de depuração da creatinina inferior a 10 ml/min deve administrar-se 50% da dose habitual.


A cloroquina pode precipitar sintomas constitucionais graves e um aumento das porfirinas eliminadas pela urina.

Esta reação ocorre particularmente em doentes com grande consumo de álcool.

A Cloroquina deve ser administrada com precaução em doentes com porfíria.


Visando a deteção de possíveis efeitos adversos a nível ocular, recomenda-se a realização de exame oftalmológico antes do início de uma terapêutica prolongada e sua repetição a intervalos de 3 meses durante o período de tratamento.

Aos primeiros sinais de retinopatia (perda da capacidade de identificação da cor vermelha) o tratamento deverá ser interrompido.


Recomenda-se controlo regular dos parâmetros hematológicos durante terapêutica prolongada, uma vez que pode ocorrer, raramente, depressão da medula óssea.


Os doentes epiléticos submetidos a tratamento com cloroquina deverão efetuar exames médicos regulares.


A utilização de Cloroquina em doentes com artrite psoriática pode precipitar exacerbação aguda grave das lesões cutâneas.


Doentes com deficiência latente ou real da atividade da glucose-6 fosfato desidrogenase podem ser suscetíveis a reações hemolíticas quando tratados com cloroquina, pelo que a Cloroquina deve ser usada com precaução.


Nos doentes com Miastenia gravis a administração de cloroquina pode agravar o quadro.

As mulheres doentes que estão a tomar cloroquina para a profilaxia a longo prazo da malária deverão assegurar uma adequada utilização de métodos de contraceção durante este período e deverão evitar a gravidez durante os três primeiros meses após terminar tratamento de profilaxia.


Cloroquina não deve ser administrada a crianças para a profilaxia a longo prazo da malária.


A cloroquina tem demonstrado provocar hipoglicemia grave incluindo perda de consciência e que pode ser fatal em doentes tratados com e sem medicamentos antidiabéticos.

Os doentes medicados com cloroquina devem ser avisados sobre o risco de hipoglicemia e os sinais e sintomas associados.

Os doentes que, durante o tratamento com cloroquina, apresentem sintomas clínicos sugestivos de hipoglicemia devem ser monitorizados quanto aos níveis de glucose no sangue e o tratamento deve ser reavaliado de forma adequada.



Cuidados com a Dieta
Tomar os comprimidos após uma refeição.
Terapêutica Interrompida
Se se esqueceu de tomar uma ou mais doses, não deve aumentar a dose para compensar a dose esquecida.

Deverá aguardar até ao momento da próxima toma e continuar normalmente o tratamento.



Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.


Os comprimidos devem ser conservados na embalagem original.

Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Ativa contra as formas eritrocíticas do Plasmodium vivax, Plasmodium ovale, Plasmodium malariae e algumas cepas do Plasmodium falciparum. Útil também na amebiose hepática (Entamoeba histolytica).
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Antiarrítmicos + Cloroquina

Observações: Aumentam a depressão do miocárdio quando são administrados com outros AA. Aumentam o risco de arritmias ventriculares quando são dados com AA que prolongam o intervalo QT
Interações: Amiodarona: aumento do risco de arritmias ventriculares em uso concomitante com: - Cloroquina - Cloroquina
Contraindicado

Agalsidase alfa + Cloroquina

Observações: Como a α-galactosidase é ela própria uma enzima, seria um candidato pouco provável às interações medicamentosas mediadas pelo citocromo P450
Interações: Agalsidase alfa não deve ser coadministrado com cloroquina, amiodarona, benoquina ou gentamicina uma vez que estas substâncias têm o potencial para inibir a atividade intracelular da α-galactosidase. - Cloroquina
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Agalsidase beta + Cloroquina

Observações: Não foram realizados estudos de interação nem quaisquer estudos de metabolismo in vitro. Com base no seu metabolismo é pouco provável que agalsidase beta seja um candidato a interações medicamentosas mediadas pelo citocromo P450.
Interações: Agalsidase beta não deve ser administrada com cloroquina, amiodarona, benoquin ou gentamicina devido ao risco teórico de inibição da atividade da α-galactosidase intracelular. - Cloroquina
Usar com precaução

Liotironina + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: Fármacos indutores enzimáticos, como cloroquina, rifampicina, carbamazepina, fenitoína ou barbitúricos, podem acelerar o metabolismo das hormonas da tiróide podendo ser necessário aumentar a sua dosagem. - Cloroquina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloroquina + Halofantrina

Observações: N.D.
Interações: Halofantrina e amiodarona aumenta o risco de indução de arritmias ventriculares. - Halofantrina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloroquina + Mefloquina

Observações: N.D.
Interações: Mefloquina aumenta o risco de convulsões - Mefloquina
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloroquina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Cimetidina reduz o metabolismo da cloroquina, resultando numa aumento das concentrações plasmáticas - Cimetidina
Consultar informação actualizada

Cloroquina + Antimaláricos (antipalúdicos)

Observações: N.D.
Interações: Outros antimaláricos podem conduzir a efeitos antagonistas in vitro contra o Plasmodium falciparum. - Antimaláricos (antipalúdicos)
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Mefloquina + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea de Mefloquina com outras substâncias relacionadas (como por exemplo quinina, quinidina e cloroquina) pode causar alterações electrocardiográficas e aumentar o risco de convulsões. - Cloroquina
Não recomendado/Evitar

Carbonato de lantânio + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: O carbonato de lantânio hidratado pode induzir um aumento do pH gástrico. Recomenda-se não administrar compostos que estabelecem comprovadamente interações com antiácidos, nas 2 horas próximas da administração de Carbonato de lantânio (como, por exemplo cloroquina, hidroxicloroquina e cetoconazol). - Cloroquina
Contraindicado

Laronidase + Cloroquina

Observações: Não foram realizados estudos de interação. Com base no seu metabolismo, a laronidase é um candidato improvável a interações mediadas pelo citocromo P450.
Interações: Laronida senão deve ser administrado simultaneamente com cloroquina ou procaína, devido a um risco potencial de interferência com a captação intracelular de laronidase. - Cloroquina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloroquina + Amiodarona

Observações: N.D.
Interações: Halofantrina e amiodarona aumenta o risco de indução de arritmias ventriculares. - Amiodarona
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloroquina + Ampicilina

Observações: N.D.
Interações: Em sujeitos saudáveis a biodisponibilidade da ampicilina é substancialmente reduzida com a co-administração de cloroquina. - Ampicilina
Usar com precaução

Neostigmina + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: Fármacos que têm o potencial de agravar a Miastenia Gravis (quinino, cloroquina, hidroxicloroquina, quinidina, procainamida, propafenona, lítio e beta-bloqueantes), podem reduzir a eficácia da neostigmina. Nestes casos, pode haver necessidade de aumentar a dose de neostigmina. - Cloroquina
Usar com precaução

Alginato de sódio + Bicarbonato de sódio + Carbonato de cálcio + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: Devido à presença de carbonato de cálcio que actua como um antiácido, deve ser efectuado um intervalo de 2 horas entre a toma deste medicamento e a administração de outros medicamentos, especialmente anti-histamínicos H2, tetraciclinas, digoxina, fluoroquinolona, sal de ferro, cetoconazol, neurolépticos, tiroxina, penicilamina, bloqueadores beta (atenolol, metoprolol, propranolol), glucocorticóides, cloroquina e bifosfonatos. - Cloroquina
Usar com precaução

Hidróxido de alumínio + Hidróxido de magnésio + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: Os antiácidos contendo alumínio podem impedir a absorção adequada de outros medicamentos: antagonistas H-2, atenolol, bifosfonatos, cloroquina, cetoconazol, ciclinas, diflunisal, digoxina, etambutol, fluoroquinolonas, fluoreto de sódio, glucocorticóides, indometacina, isoniazida, lincosamidas, metoprolol, neurolépticos, fenotiazinas, penicilamina, propranolol, sais de ferro. Recomenda-se alternar a administração destes medicamentos e do Hidróxido de alumínio/Hidróxido de magnésio com pelo menos 2 horas de intervalo (4 horas para as fluoroquinolonas) a fim de minimizar a ocorrência de interações indesejáveis. Os sais de citrato e o ácido ascórbico poderão aumentar a absorção de alumínio. - Cloroquina
Usar com precaução

Hidróxido de alumínio + Hidróxido de magnésio + Simeticone + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: Os antiácidos contendo alumínio podem impedir a absorção adequada de outros medicamentos tais como antagonistas H2, atenolol, cefedinir, cefpodoxima, bifosfonatos, cloroquina, cetoconazol, ciclinas, diflunisal, digoxina, etambutol, fluoroquinolonas, fluoreto de sódio, glucocorticoides, indometacina, isoniazida, polistireno sulfonato de sódio (kayexalate), levotiroxina, lincosamidas, metoprolol, neurolépticos, fenotiazinas, penicilamina, propranolol, rosuvastatina, sais de ferro. Recomenda-se alternar a administração destes medicamentos e do antiácido com pelo menos 2 horas de intervalo (4 horas para as fluoroquinolonas) a fim de minimizar a ocorrência de interações indesejáveis. - Cloroquina
Não recomendado/Evitar

Lactato de magnésio + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: A toma simultânea de cloroquina e de trissilicato de magnésio pode reduzir a absorção do antipalúdico, pelo que se recomenda que não se administre antiácidos com magnésio durante o tratamento da malária com cloroquina. - Cloroquina
Usar com precaução

Artesunato + Mefloquina + Cloroquina

Observações: À data não são conhecidas nefastas interações medicamentosas com o artesunato.
Interações: A administração concomitante de mefloquina e substâncias relacionadas (ex.: quinina, quinidina e cloroquina) pode produzir anormalidades electrocardiográficas e aumentar o risco de convulsões. - Cloroquina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Lidocaína + Prilocaína + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: A prilocaína em doses elevadas pode causar um aumento no nível de meta-hemoglobina, especialmente em combinação com fármacos indutores da meta-hemoglobinémia (por exemplo sulfonamidas, acetominofeno/paracetamol, benzocaína, cloroquina, primaquina, quinidina, dapsona, nitrofurasona, nitroglicerina, fenitoína e fenobarbital). Em neonatais com idades compreendidas entre 0-12 meses apenas se deve considerar a interacção com as sulfonamidas, não sendo provável o tratamento com outro dos fármacos mencionados. - Cloroquina
Sem efeito descrito

Diclofenac + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: Em pequenos grupos de doentes, a administração concomitante de azatioprina, aminopirina, queratinato de ouro, cloroquina, D-penicilamina, prednisolona, doxiciclina, sulfassalazina, cefadroxil ou digitoxina, não afetam a Cmax ou a AUC do diclofenac. - Cloroquina
Usar com precaução

Atomoxetina + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: Existe a possibilidade de um risco aumentado do prolongamento do intervalo QT, quando se administra atomoxetina com outros fármacos que prolongam o intervalo QT (tais como neurolépticos, antiarrítmicos da classe IA e III, moxifloxacina, eritromicina, mefloquina, metadona, antidepressivos tricíclicos, lítio ou cisaprida), fármacos que provocam um desequilíbrio eletrolítico (tais como os diuréticos tiazídicos) e fármacos que inibem o CYP2D6. A ocorrência de convulsões é um potencial risco com atomoxetina. Aconselha-se precaução no uso concomitante de fármacos conhecidos por diminuírem o limiar convulsivante (tais como antidepressivos tricíclicos ou SSRIs, neurolépticos, fenotiazinas ou butirofenona, mefloquina, cloroquina, bupropriona ou tramadol). Além disso, aconselha-se precaução quando se interromper o tratamento concomitante com benzodiazepinas devido ao potencial para convulsões por suspensão. - Cloroquina
Usar com precaução

Besilato de atracúrio + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: Raramente, certos fármacos podem agravar ou expor a miastenia gravis latente ou mesmo induzir um síndrome miasténico. O aumento da sensibilidade ao Besilato de Atracúrio pode ser uma consequência deste desenvolvimento. Estes fármacos incluem vários antibióticos, beta-bloqueadores (propranolol, oxprenolol), fármacos antiarrítmicos (procaínamida, quinidina), fármacos antirreumáticos (cloroquina, D-penicilamina), trimetafano, clorpromazina, esteróides, fenitoína e lítio. - Cloroquina
Usar com precaução

Besilato de cisatracúrio + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: Raramente, alguns fármacos poderão agravar ou expor miastenia grave latente ou mesmo induzir a síndrome miasténica; uma sensibilidade aumentada a bloqueadores neuromusculares não despolarizantes seria uma consequência de tal desenvolvimento. Estes fármacos incluem vários antibióticos, bloqueadores beta (propranolol, oxprenolol), antiarrítmicos (procainamida, quinidina), fármacos antirreumatismais (cloroquina, D- penicilamina), trimetafano, clorpromazina, esteroides, fenitoína e lítio. - Cloroquina
Usar com precaução

Bosutinib + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos antiarrítmicos e outras substâncias que podem prolongar o QT: Bosutinib deve ser utilizado com precaução em doentes que têm ou podem desenvolver prolongamento de QT, incluindo aqueles que tomam medicamentos antiarrítmicos como, por exemplo, amiodarona, disopiramida, procainamida, quinidina e sotalol ou outros medicamentos que possam provocar o prolongamento de QT, tais como cloroquina, halofantrina, claritromicina, domperidona, haloperidol, metadona e moxifloxacina. - Cloroquina
Usar com precaução

Oxigénio + Cloroquina

Observações: Não foram descritas quaisquer interações com o Oxigénio. Descrevem-se a seguir as interações com oxigénio 100% v/v. Desconhece-se se estas poderão também estar associadas ao oxigénio 22% v/v.
Interações: Medicamentos com interacção adversa conhecida: Adriamicina, menadiona, promazina, clorpromazina, tioridazina e cloroquina. Em tecidos com elevada concentração de oxigénio, em particular, os pulmões, estes efeitos podem ser mais pronunciados. - Cloroquina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloreto de suxametónio + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: Certos fármacos podem aumentar ou prolongar os efeitos neuromusculares do suxametónio por mecanismos não relacionados com a actividade das colinesterases plasmáticas, nomeadamente sais de magnésio, lítio, quinina, cloroquina, aminoglicosídeos, clindamicina, fármacos antiarrítmicos. - Cloroquina
Usar com precaução

Cloreto de mivacúrio + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: Determinados fármacos podem raramente agravar ou revelar situações de miastenia gravis latente, ou mesmo induzir um síndrome miasténico com aumento da sensibilidade ao Cloreto de mivacúrio. Estes fármacos incluem antibióticos vários, bloqueadores beta (propranolol, oxprenolol), fármacos antiarrítmicos (procainamida, quinidina), fármacos antirreumáticos (cloroquina, D- penicilamina), trimetofano, clorpromazina, esteroides, fenitoína e lítio. - Cloroquina
Não recomendado/Evitar

Panobinostate + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas esperadas: Prolongamento do intervalo QT: Com base nos dados clínicos e pré-clínicos, panobinostate tem o potencial de prolongar o intervalo QT. O uso concomitante de medicamentos antiarrítmicos (incluindo, mas não limitado a, amiodarona, disopiramida, procainamida, quinidina e sotalol) e outras substâncias conhecidas por prolongarem o intervalo QT (incluindo, mas não limitado a, cloroquina, halofantrina, claritromicina, metadona, moxifloxacina, bepridilo e pimozida) não é recomendado. - Cloroquina
Usar com precaução

Ceritinib + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Em estudos clínicos, observou-se prolongamento do intervalo QT com ceritinib. Assim, ceritinib deve ser utilizado com precaução em doentes que têm ou podem desenvolver prolongamento do intervalo QT, incluindo os doentes que tomam medicamentos antiarrítmicos tais como antiarrítmicos de classe I (p. ex. quinidina, procainamida, disopiramida) ou antiarrítmicos de classe III ( p.ex. amiodarona, sotalol, dofetilida, ibutilida) ou outros medicamentos que possam provocar prolongamento do intervalo QT tais como astemizol, domperidona, droperidol, cloroquina, halofantrina, claritromicina, haloperidol, metadona, cisaprida e moxifloxacina. Recomenda-se a monitorização do intervalo QT em caso de associações destes medicamentos. - Cloroquina
Contraindicado

Droperidol + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: Utilização concomitante contraindicada: Os medicamentos que se sabe causarem Torsades de Pointes através do prolongamento do intervalo QT não deverão ser administrados concomitantemente com o droperidol. Os exemplos incluem: - Antiarrítmicos de Classe IA, como por exemplo, quinidina, disopiramida, procainamida - Antiarrítmicos de Classe III, como por exemplo, amiodarona, sotalol - antibióticos do grupo dos macrólidos, como por exemplo, eritromicina, claritromicina - antibióticos do grupo das fluoroquinolonas, como por exemplo, esparfloxacina - antihistamínicos, como por exemplo, astemizol, terfenadina - certos antipsicóticos, como por exemplo, clorpromazina, haloperidol, pimozida, tioridazina - agentes antimaláricos, como por exemplo, cloroquina, halofantrina - cisaprida, domperidona, metadona, pentamidina. - Cloroquina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Prednisona + Cloroquina

Observações: N.D.
Interações: Cloroquina, hidroxicloroquina, mefloquina: existe um risco acrescido de ocorrência de miopatias e de cardiomiopatias. - Cloroquina
Usar com precaução

Nilotinib + Cloroquina

Observações: O nilotinib é principalmente metabolizado no fígado e é também substrato para a bomba de efluxo multifármacos, glicoproteína-P (gp-P). Assim, a absorção e subsequente eliminação do nilotinib absorvido sistemicamente podem ser influenciadas por substâncias que afetem a CYP3A4 e/ou a gp-P.
Interações: Substâncias que podem ter a sua concentração sistémica alterada pelo nilotinib: Medicamentos antiarrítmicos e outras substâncias que possam prolongar o intervalo QT: O nilotinib deve ser usado com precaução em doentes que tenham ou possam desenvolver prolongamento do intervalo QT, incluindo doentes a tomar medicamentos antiarrítmicos, tais como amiodarona, disopiramida, procainamida, quinidina e sotalol ou outros medicamentos que possam levar a um prolongamento do intervalo QT, tais como cloroquina, halofantrina, claritromicina, haloperidol, metadona e moxifloxacina. - Cloroquina
Usar com precaução

Pasireotido + Cloroquina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacodinâmicas previstas: Medicamentos que prolongam o intervalo QT: O pasireotido deve ser utilizado com precaução em doentes que estão a tomar concomitantemente medicamentos que prolongam o intervalo QT, tais como antiarrítmicos de classe Ia (por exemplo, quinidina, procainamida, disopiramida), antiarrítmicos de classe III (por exemplo amiodarona, dronedarona, sotalol, dofetilida, ibutilida), determinados antibacterianos ( eritromicina endovenosa, injeção de pentamidina, claritromicina, moxifloxacina), determinados antipsicóticos (por exemplo cloropromazina, tioridazina, flufenazina, pimozida, haloperidol, tiaprida, amissulprida, sertindol, metadona ), determinados antihistamínicos (por exemplo, terfenadina, astemizol, mizolastina), antimaláricos (por exemplo, cloroquina, halofantrina, lumefantrina) determinados antifúngicos (cetoconazol, exceto no champô). - Cloroquina
Usar com precaução

Prednisona + Tetraciclina + Cloroquina

Observações: n.d.
Interações: Interações da PREDNISONA: Cloroquina, hidroxicloroquina, mefloquina: Existe um risco acrescido de ocorrência de miopatias e de cardiomiopatias. - Cloroquina
Não recomendado/Evitar

Ribociclib + Cloroquina

Observações: n.d.
Interações: Interações previstas Medicamentos antiarrítmicos e outros medicamentos que podem prolongar o intervalo QT: A coadministração de Ribociclib com medicamentos com potencial conhecido para prolongar o intervalo QT tais como medicamentos antiarrítmicos (incluindo, mas não limitado a, amiodarona, disopiramida, procainamida, quinidina e sotalol), e outros medicamentos que são conhecidos por prolongar o intervalo QT (incluindo, mas não limitado a, cloroquina, halofantrina, claritromicina, haloperidol, metadona, moxifloxacina, bepridil, pimozid e ondansetron via intravenosa) deve ser evitada. - Cloroquina
Usar com precaução

Alginato de sódio + Bicarbonato de sódio + Cloroquina

Observações: Os antiácidos interagem com outros medicamentos tomados por via oral.
Interações: Precauções de uso com outras combinações Houve uma diminuição na absorção digestiva dos medicamentos administrados simultaneamente. Para medidas de precaução, não é recomendável tomar medicamentos antiácidos ao mesmo tempo que outros medicamentos. Afaste a dose deste medicamento durante 2 horas com: - TB antibacteriana (etambutol, isoniazida) - Antibacterianos - Tetraciclinas - Antibacterianos - lincosanidas - Anti-histamínicos H2 (oralmente) - Atenolol, metoprolol, propranolol (oralmente) - Cloroquina - Diflunisal - Digoxina - Difosfonatos - Fluoreto de sódio - Glicocorticóides (descritos para prednisolona e dexametasona) - Indometacina - Kayexalate - Cetoconazol - Lansoprazol - Neurolépticos fenotiazínicos - Penicilamina - Ferro (sais) Afaste a dose deste medicamento ao longo de 4 horas com: - Antibacterianos - Fluoroquinolonas (oralmente) Combinações para estar ciente de: - Salicilatos: Aumento da excreção renal por aspirina pela alcalinização da urina. - Cloroquina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carisoprodol + Fenilbutazona + Paracetamol + Cloroquina

Observações: n.d.
Interações: Fenilbutazona pode aumentar a atividade de - Insulina; - Cloroquina. - Cloroquina
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Alumínio glicinato + Metamizol + Cloroquina

Observações: n.d.
Interações: Devido ao alumínio: Reduz a absorção de: ac. tiludrónico, alopurinol, AINEs, atorvastatina, betabloqueadores, captopril, carbenoxolona, digoxina, digitoxina, clorpromazina, epoetina, cetoconazol, levotiroxina, prednisona, etambutol, gabapentina, isoniazida, metronidazol, penicilamina, ciprofloxacina, norfloxacina, ranitidina, sais de Fe, tetraciclinas, cloroquina, ciclinas, diflunisal, bifosfonatos, fluoreto de Na, glicocorticoides, kayexalato, lincosamidas, fenotiazinas e neuroléticos. Administração separada 2-3 h (fluorquinolonas 4 h). - Cloroquina
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações da Cloroquina
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.

O medicamento apenas deverá ser utilizado na gravidez se absolutamente necessário.

Um efetivo método contracetivo deverá ser usado durante o período de tratamento e ainda durante, pelo menos, 3 meses após fim do tratamento.

Relativamente à profilaxia da malária com cloroquina aconselha-se um método efetivo de contraceção durante a terapêutica profilática e nos 3 meses subsequentes.

Durante o aleitamento e nas situações em que é inevitável a administração de cloroquina à mãe, deverá interromper-se o aleitamento até estar concluído o tratamento com cloroquina.

Os lactentes que necessitem de quimioprofilaxia devem ser tratados com a dosagem apropriada de um antimalárico uma vez que a quantidade de cloroquina excretada no leite materno é insuficiente para conferir proteção ao bébé contra a malária.

Os efeitos secundários a nível do sistema nervoso central (cefaleias, tonturas, sonolência, estados confusionais) poderá ser afetada a capacidade de condução de veículos e a utilização de máquinas, resultante de perturbações de acomodação e de teicopsia. Tal aplica-se em particular no início do tratamento e durante o tratamento, em presença de consumo simultâneo de álcool ou utilização de sedativos.


Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020