Clomipramina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica) DCI/Medicamento Psicofármaco
O que é
Clomipramina pertence ao grupo de medicamentos conhecidos como antidepressivos tricíclicos, utilizados no tratamento da depressão e das perturbações emocionais.


Outras perturbações do foro psicológico que podem ser tratadas com Clomipramina incluem as perturbações obsessivas-compulsivas, estados de pânico e fobias, estados dolorosos crónicos e enurese na criança (perda de urina à noite).



Usos comuns
A clomipramina é usada para tratar os sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), como pensamentos ou sentimentos recorrentes e ações repetitivas.
Tipo
pequena molécula
História
A clomipramina foi desenvolvida na década de 1960 pelo fabricante suíço de drogas Geigy (agora conhecido como Novartis) e está em uso clínico em todo o mundo desde então.
Indicações
Adultos
Tratamento dos estados depressivos de etiologias e sintomatologias diversas,
nomeadamente:

- Formas endógenas, reactivas, neuróticas, orgânicas, mascaradas e involutivas de depressão, depressão associada a esquizofrenia e perturbações da personalidade, síndromes depressivas devido a pré-senilidade ou senilidade, a condições dolorosas crónicas e a patologias somáticas crónicas, alterações emocionais depressivas de natureza reactiva, neurótica ou psicopática.

- Síndromes obsessivo-compulsivas.

- Fobias e crises de pânico.

- Catalepsia associada a narcolépsia.

- Condições dolorosas crónicas.

Crianças e adolescentes
- Síndromes obsessivo-compulsivas

- Enurese nocturna (unicamente em doentes com idade superior a 5 anos e após exclusão de possíveis causas orgânicas).

Quando se inicia o tratamento da enurese nocturna em crianças e adolescentes com clomipramina, deve ser feita uma análise cuidada dos benefícios versus os riscos.

Devem ser consideradas as potenciais terapêuticas alternativas.



Classificação CFT
02.09.03     Antidepressores
Mecanismo De Ação
Crê-se que a actividade terapêutica de Clomipramina se baseia na sua capacidade de inibir a reabsorção neuronal da noradrenalina (NA) e serotonina (5-HT) libertadas na fenda sináptica, sendo a inibição da reabsorção da 5-HT a actividade mais importante.


Clomipramina apresenta ainda um largo espectro de acção farmacológica, que inclui propriedades alfa1-adrenolíticas, anticolinérgicas, anti-histamínicas e anti-serotoninérgicas (bloqueio do receptor da 5-HT).



Posologia Orientativa
Em caso de depressão, perturbações emocionais, estados obsessivos-compulsivos e fobias, a dosagem normal é, geralmente, entre 75 mg e 150 mg.

Nas crises de pânico e de agorafobia, o tratamento é geralmente iniciado com 10 mg/dia e, após alguns dias, a dosagem é lentamente aumentada para até 100 mg.

Nas patologias dolorosas crónicas, a dosagem diária é, geralmente, de 10 mg a 150 mg.

Na enurese da criança (com idade igual ou superior a 5 anos), a dosagem diária é, regra geral, de 20 a 75 mg, dependendo da idade da criança.



Administração
Os comprimidos de libertação prolongada devem ser engolidos inteiros, com uma quantidade razoável de líquido.



Contraindicações
Hipersensibilidade à Clomipramina, ou sensibilidade cruzada aos antidepressivos tricíclicos do grupo das dibenzazepinas.

- Clomipramina não deve ser administrado em combinação com, ou no período de 14 dias antes ou após tratamento com um inibidor da MAO.

O tratamento concomitante com inibidores selectivos, reversíveis, da MAO-A, tais como a moclobemida, está igualmente contra-indicado.

- Enfarte do miocárdio recente.

- Síndrome congénita do intervalo QT prolongado.



Efeitos Indesejáveis/Adversos
Sistema nervoso central
Efeitos psíquicos
Muito comuns: sonolência, fadiga, agitação, aumento do apetite
Comuns: confusão, desorientação, alucinações (em particular nos doentes idosos e nos doentes com doença de Parkinson), estados de ansiedade, agitação, perturbações do sono, mania, hipomania, agressividade, perturbações da memória, despersonalização, agravamento de depressão, dificuldade de concentração, insónias, pesadelos, bocejo.


Pouco comuns: activação dos sintomas psicóticos.


Foram notificados casos de ideação/comportamento suicida durante o tratamento com este medicamento ou imediatamente após a sua descontinuação.

A frequência não é conhecida.


Efeitos neurológicos
Muito comuns: tonturas, tremores, cefaleias, mioclonias.


Comuns: delírio, perturbações da fala, parestesias, fraqueza muscular, hipertonia muscular.


Pouco comuns: convulsões, ataxia.


Muito raros: alterações do ECG, hiperpirexia, síndrome neuroléptica maligna.


Efeitos anticolinérgicos
Muito comuns: xerostomia, hipersudorése, obstipação, perturbações da acomodação visual, visão desfocada, perturbações da micção.


Comuns: afrontamentos, midríase.


Muito raros: glaucoma, retenção urinária.


Sistema cardiovascular
Comuns: taquicardia sinusal, palpitações, hipotensão postural, alterações irrelevantes do ECG (por exemplo, alterações da ST e T) em doentes com perfil cardíaco normal.


Pouco comuns: arritmias, aumento da pressão arterial.


Muito raros: perturbações da condução (por exemplo, alargamento do complexo QRS, prolongamento do intervalo QT.

Alterações do PQ, bloqueio de ramo, Torsades de Pointes, particularmente em doentes com hipocaliemia).


Tracto gastrointestinal
Muito comuns: náuseas.


Comuns: vómitos, perturbações abdominais, diarreia, anorexia.


Fígado
Comuns: elevação das transaminases.


Muito raros: hepatite com ou sem icterícia.


Pele
Comuns: reacções alérgicas cutâneas (exantema cutâneo, urticária), fotossensibilidade, prurido.


Muito raros: edema (local ou generalizado), queda de cabelo.


Sistema endócrino e metabolismo
Muito comuns: ganhos ponderais, perturbações da líbido e da potência sexual.


Comuns: galactorreia, aumento do volume mamário.


Muito raros: SIADH (síndrome da secreção inadequada da hormona antidiurética).


Hipersensibilidade
Muito raros: alveolite alérgica (pneumonite) com ou sem eosinofilia, reacções anafilácticas/anafilactóides sistémicas, incluindo hipotensão.


Sangue
Muito raros: leucopenia, agranulocitose, trombocitopenia, eosinofilia, púrpura.


Órgãos dos sentidos
Comuns: perturbações do paladar, acufenos.


Efeitos de classe
Dados epidemiológicos, sobretudo de estudos conduzidos em doentes com idade igual ou acima de 50 anos, evidenciam um risco aumentado de fracturas ósseas em doentes a tomar inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS) e antidepressivos tricíclicos.

O mecanismo subjacente a este risco é ainda desconhecido.


Sintomas relativos à interrupção do tratamento
Os sintomas que se seguem ocorrem comummente após a suspensão súbita do tratamento ou redução súbita da dose: náuseas, vómitos, dores abdominais, diarreia, insónias, cefaleias, nervosismo e ansiedade.


Advertências
Gravidez
Gravidez:Letargia neonatal, hipotonia, cianose, hipotermia; Ver Antidepressores tricíclicos. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados. Trimestre: 3º
Aleitamento
Aleitamento:Ver Antidepressores (tricíclicos e afins).
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Ver Antidepressores.
Conducao
Conducao:Altera a capacidade de condução.
Precauções Gerais
Suicídio/ideação suicida/agravamento da situação clínica
A depressão está associada ao aumento do risco de ideação suicida, auto-agressividade e suicídio (pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio).


O risco prevalece até que ocorra remissão significativa dos sintomas.

Como durante as primeiras semanas ou mais de tratamento pode não se verificar qualquer melhoria, os doentes deverão ter uma vigilância mais rigorosa até que essa melhoria ocorra.

De acordo com a prática clínica, em geral o risco de suicídio pode aumentar nas fases iniciais da recuperação.


Outros distúrbios psiquiátricos para os quais o Clomipramina é prescrito podem estar associados ao aumento do risco de ideação/comportamentos relacionados com o suicídio.

Adicionalmente, estas situações podem ser co-mórbidas com os distúrbios depressivos major.

Consequentemente, no tratamento de doentes com outros distúrbios psiquiátricos deverão ser tomadas as mesmas precauções que aquando da terapêutica de doentes com distúrbios depressivos major.


Os doentes com história de pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio, que apresentem um grau significativo destes sintomas antes do início do tratamento, apresentam também um maior risco de ideação suicida ou de tentativa de suicídio, devendo por este motivo ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento.

Uma meta-análise de estudos clínicos controlados com placebo em adultos com distúrbios psiquiátricos demonstrou um aumento do risco de comportamentos relacionados com o suicídio em doentes com menos de 25 anos a tomar antidepressivos comparativamente aos doentes a tomar placebo.

A terapêutica medicamentosa deverá ser acompanhada de uma monotorização rigorosa em particular nos doentes de maior risco, especialmente na fase inicial do tratamento ou na sequência de alterações posológicas.


Os doentes e os prestadores de cuidados de saúde, devem ser alertados para a necessidade de monitorização relativamente a qualquer agravamento da sua situação clínica, pensamentos/comportamento relacionados com o suicídio e para procurar assistência médica imediatamente caso estes ocorram.


Choque anafiláctico
Foram referidos casos isolados de choque anafiláctico.

Devem ser tomadas as devidas precauções na administração de Clomipramina por via endovenosa.


Risco de suicídio
O risco de suicídio é inerente a depressões variadas e pode persistir até ocorrer remissão significativa.

Os doentes com perturbações depressivas, tanto adultos como crianças, podem sofrer um agravamento da depressão e/ ou de comportamentos suicida ou de outros sintomas do foro psiquiátrico que estejam a ser tratados com medicação antidepressiva.

Em estudos de curta duração em crianças, adolescentes e jovens adultos com menos de 25 anos com perturbações depressivas e outras perturbações do foro psiquiátrico, os antidepressivos aumentaram o risco da ocorrência de comportamentos suicidas.


Todos os doentes tratados com Clomipramina para qualquer das indicações devem ser vigiados de perto para o agravamento clínico, comportamento suicida, e outros sintomas do foro psiquiátrico, especialmente durante a fase inicial do tratamento ou na altura da alteração da posologia.


Nestes doentes deve-se considerar uma alteração do regime terapêutico, incluindo a possibilidade de interromper o tratamento, em especial se estas alterações forem graves, se existir on set súbito ou se o doente não apresentava estes sintomas anteriormente.


As famílias e os prestadores de cuidados de saúde tanto de crianças como dos doentes adultos tratados com antidepressivos tanto para indicações psiquiátricas como não-psiquiátricas, devem ser alertados para a necessidade de monitorizar os doentes para o aparecimento de qualquer outro sintoma do foro psiquiátrico, bem como para o aparecimento de comportamentos suicidas e relatar imediatamente esses sintomas aos prestadores de cuidados de saúde.


A associação deste medicamento com mortes por sobredosagem é reputadamente inferior à observada com outros antidepressivos tricíclicos.


Outros efeitos psiquiátricos
Muitos doentes com crises de pânico apresentam sintomas de ansiedade mais acentuados no início do tratamento com Clomipramina.

Este aumento inicial paradoxal da ansiedade é mais pronunciado durante os primeiros dias do tratamento, desaparecendo geralmente ao fim de duas semanas.


Tem-se observado, ocasionalmente, activação da psicose nos doentes com esquizofrenia tratados com antidepressivos tricíclicos.


Têm sido igualmente referidos episódios hipomaníacos ou maníacos durante a fase depressiva de doentes com perturbações afectivas cíclicas tratados com antidepressivos tricíclicos.

Nestes casos, poderá ser necessário reduzir a dosagem deste medicamento, ou suspender o tratamento, administrando um agente antipsicótico.

Após a resolução de tais episódios, a terapêutica com este medicamento pode ser retomada, se necessário.


Nos doentes idosos ou com predisposição, os antidepressivos tricíclicos podem induzir psicoses farmacogénicas (delírios), em especial durante a noite.

Estes desaparecem alguns dias após a suspensão do fármaco.


Perturbações cardíacas e vasculares
Clomipramina deve ser administrado com especial precaução em doentes com perturbações cardiovasculares, em especial nos doentes com insuficiência cardiovascular, perturbações da condução (por exemplo, bloqueio aurículo-ventricular de graus I e III), ou arritmias.

Recomenda-se a monitorização da função cardíaca e do ECG nestes doentes, bem como nos doentes idosos.


Pode existir um risco de prolongamento do intervalo QTc e Torsades de Pointes, particularmente em doses supra-terapêuticas ou concentrações plasmáticas supra-terapêuticas de clomipramina, tal como ocorre no caso de co-medicação com inibidores selectivos da recaptação de serotonina (ISRS's) ou inibidores da recaptação de serotonina ou noradrenérgica (IRSNa’s).

Como tal, deve ser evitada a administração concomitante de medicamentos que possam causar acumulação de clomipramina.

De igual modo, a administração concomitante de medicamentos que podem prolongar o intervalo QTc deve ser evitada.

Está estabelecido que a hipocaliemia é um factor de risco de prolongamento do intervalo QTc e de Torsades de Pointes.

Como tal, a hipocaliemia deve ser tratada antes de se iniciar o tratamento e o Clomipramina deve ser usado com precaução quando combinado com ISRS's, IRSNa’s ou diuréticos.


Síndrome serotoninérgica
Devido ao risco de toxicidade serotonérgica, é aconselhável a adesão às doses recomendadas e aumentar a dose com precaução se for co-administrado outro agente serotonérgico.

A Síndrome da Serotonina, com sintomas tais como hiperpirexia, mioclónus, agitação, convulsões, delírio e coma, pode ocorrer possivelmente quando a clomipramina é administrada com co-medicação serotonérgica tais como ISRS’s, IRSNa’s, antidepressivos tricíclicos ou lítio.

Para a fluoxetina, é aconselhado um período de washout de duas a três semanas antes e após o tratamento com fluoxetina.


Convulsões
Sabe-se que os antidepressivos tricíclicos provocam uma redução do limiar convulsivo, pelo que Clomipramina deve, consequentemente, ser utilizado com extrema precaução nos doentes com epilepsia e outros factores predisponentes, por exemplo, lesões cerebrais de etiologia diversa, uso concomitante de neurolépticos, síndrome de abstinência do álcool ou de fármacos com propriedades anticonvulsivantes (por exemplo, benzodiazepinas).

A ocorrência de crises convulsivas é, aparentemente, dose-dependente, pelo que a dose diária total de Clomipramina recomendada não deverá ser ultrapassada.


Tal como, com outros antidepressivos tricíclicos desta classe, a administração deste medicamento com terapêutica electroconvulsiva só deve ser efectuada sob supervisão cuidadosa.


Efeitos anticolinérgicos
Em virtude das suas propriedades anticolinérgicas, Clomipramina deve ser utilizado com precaução nos doentes com história de aumento da pressão intra-ocular, glaucoma de ângulo fechado ou retenção urinária (por exemplo, patologias da próstata).


A redução da secreção lacrimal e a acumulação de secreções mucóides devido às propriedades anticolinérgicas dos antidepressivos tricíclicos pode provocar lesões no epitélio da córnea dos doentes que usam lentes de contacto.


Tratamento específico
Antes de iniciar o tratamento com Clomipramina, recomenda-se proceder à medição da pressão arterial, uma vez que os doentes com hipotensão postural ou labilidade circulatória poderão sofrer uma redução da pressão arterial.


Recomenda-se precaução nos doentes com hipertiroidismo ou nos doentes tratados com preparados de tiróide, dada a possibilidade de toxicidade cardíaca.


Nos doentes com patologia hepática, recomenda-se proceder à monitorização dos níveis de enzimas hepáticos.


Recomenda-se precaução no tratamento de doentes com obstipação crónica.

Os antidepressivos tricíclicos podem provocar íleus paralítico, em especial nos doentes idosos ou acamados.


Tem sido referido um aumento das cáries dentárias durante o tratamento prolongado com antidepressivos tricíclicos.

Recomenda-se, consequentemente, proceder a exames dentários regulares durante o tratamento prolongado.


Não estão disponíveis dados de segurança a longo prazo, nas crianças e nos adolescentes, no respeitante ao crescimento, à maturação e ao desenvolvimento cognitivo e comportamental.


Contagens dos glóbulos brancos
Embora só tenham sido referidos, com Clomipramina, casos isolados de alterações das contagens de glóbulos brancos, recomenda-se proceder à monitorização dos hemogramas e dos sintomas como febre e odinofagia, em especial durante os primeiros meses do tratamento e durante o tratamento prolongado.


Anestesia
Antes de proceder a anestesia geral ou local, o anestesista deverá ser informado de que o doente se encontra em tratamento com Clomipramina.


Interrupção do tratamento
A suspensão súbita do tratamento deve ser evitada devido a possíveis reacções adversas.

Se for tomada a decisão de interromper o tratamento, a medicação deve ser reduzida, tão rapidamente quanto possível, mas tendo em atenção que a interrupção súbita pode estar associada a certos sintomas.

Cuidados com a Dieta
O consumo de álcool pode aumentar a sonolência.


Não interfere com alimentos e bebidas.
Terapêutica Interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.


Em caso de esquecimento de uma dose de Clomipramina, tome a dose omissa logo que possível e retome o seu esquema posológico normal.

Se for quase altura de tomar a dose seguinte, não tome a dose omissa e mantenha o seu esquema posológico normal.


Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.



Comprimidos revestidos e comprimidos de libertação prolongada:
Conservar a temperatura inferior a 25ºC.


Conservar na embalagem original para proteger da humidade.


Solução injectável:
Conservar a temperatura inferior a 25ºC.


Conservar na embalagem original para proteger da humidade e da luz.


Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Guanetidina

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Bloqueadores adrenérgicos neurais: Clomipramina pode diminuir ou abolir os efeitos anti-hipertensivos da guanetidina, betanidina, reserpina, clonidina ou alfa-metildopa. Os doentes requerendo co-medicação para a hipertensão devem ser, consequentemente, submetidos a tratamento com um tipo diferente de agentes antihipertensores (por exemplo, vasodilatadores ou bloqueadores beta).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Betanidina

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Bloqueadores adrenérgicos neurais: Clomipramina pode diminuir ou abolir os efeitos anti-hipertensivos da guanetidina, betanidina, reserpina, clonidina ou alfa-metildopa. Os doentes requerendo co-medicação para a hipertensão devem ser, consequentemente, submetidos a tratamento com um tipo diferente de agentes antihipertensores (por exemplo, vasodilatadores ou bloqueadores beta).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Reserpina

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Bloqueadores adrenérgicos neurais: Clomipramina pode diminuir ou abolir os efeitos anti-hipertensivos da guanetidina, betanidina, reserpina, clonidina ou alfa-metildopa. Os doentes requerendo co-medicação para a hipertensão devem ser, consequentemente, submetidos a tratamento com um tipo diferente de agentes antihipertensores (por exemplo, vasodilatadores ou bloqueadores beta).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Clonidina

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Bloqueadores adrenérgicos neurais: Clomipramina pode diminuir ou abolir os efeitos anti-hipertensivos da guanetidina, betanidina, reserpina, clonidina ou alfa-metildopa. Os doentes requerendo co-medicação para a hipertensão devem ser, consequentemente, submetidos a tratamento com um tipo diferente de agentes antihipertensores (por exemplo, vasodilatadores ou bloqueadores beta).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Metildopa

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Bloqueadores adrenérgicos neurais: Clomipramina pode diminuir ou abolir os efeitos anti-hipertensivos da guanetidina, betanidina, reserpina, clonidina ou alfa-metildopa. Os doentes requerendo co-medicação para a hipertensão devem ser, consequentemente, submetidos a tratamento com um tipo diferente de agentes antihipertensores (por exemplo, vasodilatadores ou bloqueadores beta).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Anticolinérgicos

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Agentes anticolinérgicos: Os antidepressivos tricíclicos podem potenciar os efeitos destes fármacos (por exemplo, fenotiazina, agentes anti-parkinsónicos, anti-histamínicos, atropina, biperideno) sobre o olho, sistema nervoso central, intestinos e bexiga.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Fenotiazidas (fenotiazinas)

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Agentes anticolinérgicos: Os antidepressivos tricíclicos podem potenciar os efeitos destes fármacos (por exemplo, fenotiazina, agentes anti-parkinsónicos, anti-histamínicos, atropina, biperideno) sobre o olho, sistema nervoso central, intestinos e bexiga. Interações farmacocinéticas: A co-medicação com neurolépticos (por exemplo, fenotiazinas) pode resultar em níveis plasmáticos aumentados dos antidepressivos tricíclicos, um limiar de convulsões diminuído e convulsões.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Antiparkinsónicos

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Agentes anticolinérgicos: Os antidepressivos tricíclicos podem potenciar os efeitos destes fármacos (por exemplo, fenotiazina, agentes anti-parkinsónicos, anti-histamínicos, atropina, biperideno) sobre o olho, sistema nervoso central, intestinos e bexiga.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Antihistamínicos

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Agentes anticolinérgicos: Os antidepressivos tricíclicos podem potenciar os efeitos destes fármacos (por exemplo, fenotiazina, agentes anti-parkinsónicos, anti-histamínicos, atropina, biperideno) sobre o olho, sistema nervoso central, intestinos e bexiga.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Atropina

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Agentes anticolinérgicos: Os antidepressivos tricíclicos podem potenciar os efeitos destes fármacos (por exemplo, fenotiazina, agentes anti-parkinsónicos, anti-histamínicos, atropina, biperideno) sobre o olho, sistema nervoso central, intestinos e bexiga.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Biperideno

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Agentes anticolinérgicos: Os antidepressivos tricíclicos podem potenciar os efeitos destes fármacos (por exemplo, fenotiazina, agentes anti-parkinsónicos, anti-histamínicos, atropina, biperideno) sobre o olho, sistema nervoso central, intestinos e bexiga.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Depressores do SNC

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Depressores do SNC: Os antidepressivos tricíclicos podem potenciar os efeitos do álcool e de outras substâncias depressoras do sistema nervoso central (por exemplo, barbitúricos, benzodiazepinas, ou anestésicos gerais).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Álcool

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Depressores do SNC: Os antidepressivos tricíclicos podem potenciar os efeitos do álcool e de outras substâncias depressoras do sistema nervoso central (por exemplo, barbitúricos, benzodiazepinas, ou anestésicos gerais).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Barbitúricos

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Depressores do SNC: Os antidepressivos tricíclicos podem potenciar os efeitos do álcool e de outras substâncias depressoras do sistema nervoso central (por exemplo, barbitúricos, benzodiazepinas, ou anestésicos gerais). Interações farmacocinéticas: A administração concomitante de medicamentos que se sabe induzirem enzimas do citocromo P450, particularmente CYP3A4, CYP2C19 e/ou CYP1A2 pode acelerar o metabolismo e diminuir a eficácia da Clomipramina. Os indutores de CYP3A e CYP2C, tais como a rifampicina ou anticonvulsivantes (por exemplo, barbituratos, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína) podem diminuir as concentrações de clomipramina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Benzodiazepinas

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Depressores do SNC: Os antidepressivos tricíclicos podem potenciar os efeitos do álcool e de outras substâncias depressoras do sistema nervoso central (por exemplo, barbitúricos, benzodiazepinas, ou anestésicos gerais).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Anestésicos gerais

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Depressores do SNC: Os antidepressivos tricíclicos podem potenciar os efeitos do álcool e de outras substâncias depressoras do sistema nervoso central (por exemplo, barbitúricos, benzodiazepinas, ou anestésicos gerais).

Clomipramina + Diuréticos

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Diuréticos: A co-medicação de Clomipramina com diuréticos pode levar a hipocaliemia, a qual por sua vez aumenta o risco de prolongamento do intervalo QTc e Torsades de Pointes. Como tal a hipocaliemia deve ser tratada antes da administração de Clomipramina.

Clomipramina + Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO)

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Inibidores da MAO: Não administrar Clomipramina durante, pelo menos, duas semanas após a interrupção do tratamento com inibidores da MAO (há o risco de sintomas graves, nomeadamente de crises hipertensivas, e aqueles consistentes com a Síndrome da Serotonina, por exemplo hiperpirexia, mioclonias, crises convulsivas, delírio e coma). Esta situação é igualmente aplicável quando se administra um inibidor da MAO após tratamento prévio com Clomipramina. Em ambas as instâncias, Clomipramina ou o inibidor da MAO deverão ser inicialmente administrados em doses reduzidas, aumentadas gradualmente, procedendo- se à monitorização dos seus efeitos. Há indícios sugestivos de que Clomipramina pode ser administrado ao fim de um período mínimo de 24 horas após a administração de um inibidor da MAO-A reversível como, por exemplo, o moclobemida, embora o período de duas semanas de washout deva ser cumprido caso o inibidor da MAO-A seja administrado após o uso de Clomipramina. Interações farmacocinéticas: Os inibidores da MAO, que também são inibidores potentes de CYP2D6 in vivo, tais como a moclobemida, estão contraindicados para co-administração com a clomipramina.

Clomipramina + Inibidores Selectivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) (SSRIs)

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Inibidores selectivos da reabsorção da serotonina (SSRI): A co-medicação com ISRS’s pode conduzir a efeitos aditivos sobre o sistema serotoninérgico (ver agentes serotoninérgicos). Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Agentes serotoninérgicos: A Síndrome da Serotonina pode ocorrer possivelmente quando a clomipramina é administrada com co-medicação serotonérgica tais como inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS’s), inibidores da recaptação de serotonina e noradrenérgica (IRSNa’s), antidepressivos tricíclicos ou lítio. Para a fluoxetina, é aconselhado um período de washout de duas a três semanas antes e após o tratamento com fluoxetina. Interações farmacocinéticas: Os ISRS’s que são inibidores de CYP2D6, tais como a fluoxetina, paroxetina ou sertralina e de outros incluindo o CYP1A2 e CYP2C19 (por exemplo, fluvoxamina) também podem aumentar as concentrações plasmáticas de clomipramina, com os efeitos adversos correspondentes. Os níveis séricos de clomipramina no estado estacionário aumentaram em 4 vezes com a co-administração de fluvoxamina (a N-desmetilclomipramina aumentou 2 vezes).

Clomipramina + Inibidores da recaptação da serotonina e da noradrenalina (IRSN)

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Agentes serotoninérgicos: A Síndrome da Serotonina pode ocorrer possivelmente quando a clomipramina é administrada com co-medicação serotonérgica tais como inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS’s), inibidores da recaptação de serotonina e noradrenérgica (IRSNa’s), antidepressivos tricíclicos ou lítio. Para a fluoxetina, é aconselhado um período de washout de duas a três semanas antes e após o tratamento com fluoxetina.

Clomipramina + Antidepressores (Tricíclicos)

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Agentes serotoninérgicos: A Síndrome da Serotonina pode ocorrer possivelmente quando a clomipramina é administrada com co-medicação serotonérgica tais como inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS’s), inibidores da recaptação de serotonina e noradrenérgica (IRSNa’s), antidepressivos tricíclicos ou lítio. Para a fluoxetina, é aconselhado um período de washout de duas a três semanas antes e após o tratamento com fluoxetina.

Clomipramina + Lítio

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Agentes serotoninérgicos: A Síndrome da Serotonina pode ocorrer possivelmente quando a clomipramina é administrada com co-medicação serotonérgica tais como inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS’s), inibidores da recaptação de serotonina e noradrenérgica (IRSNa’s), antidepressivos tricíclicos ou lítio. Para a fluoxetina, é aconselhado um período de washout de duas a três semanas antes e após o tratamento com fluoxetina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Simpaticomiméticos

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Fármacos simpaticomiméticos: Clomipramina pode potenciar os efeitos cardiovasculares da adrenalina, noradrenalina, isoprenalina, efedrina e fenilefedrina (por exemplo, anestésicos locais).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Adrenalina

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Fármacos simpaticomiméticos: Clomipramina pode potenciar os efeitos cardiovasculares da adrenalina, noradrenalina, isoprenalina, efedrina e fenilefedrina (por exemplo, anestésicos locais).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Noradrenalina

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Fármacos simpaticomiméticos: Clomipramina pode potenciar os efeitos cardiovasculares da adrenalina, noradrenalina, isoprenalina, efedrina e fenilefedrina (por exemplo, anestésicos locais).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Isoprenalina

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Fármacos simpaticomiméticos: Clomipramina pode potenciar os efeitos cardiovasculares da adrenalina, noradrenalina, isoprenalina, efedrina e fenilefedrina (por exemplo, anestésicos locais).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Efedrina

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Fármacos simpaticomiméticos: Clomipramina pode potenciar os efeitos cardiovasculares da adrenalina, noradrenalina, isoprenalina, efedrina e fenilefedrina (por exemplo, anestésicos locais).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Anestésicos locais

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Fármacos simpaticomiméticos: Clomipramina pode potenciar os efeitos cardiovasculares da adrenalina, noradrenalina, isoprenalina, efedrina e fenilefedrina (por exemplo, anestésicos locais).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Fenilefrina

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a farmacodinâmica: Fármacos simpaticomiméticos: Clomipramina pode potenciar os efeitos cardiovasculares da adrenalina, noradrenalina, isoprenalina, efedrina e fenilefedrina (por exemplo, anestésicos locais).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Inibidores do CYP2D6

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Clomipramina é predominantemente eliminado através de metabolismo. A via primária de metabolismo é a desmetilação para formar o metabolito activo, N-desmetilclomipramina, seguida de hidroxilação e posterior conjugação tanto da N-desmetilclomipramina como do medicamento original. Vários citocromos P450 estão envolvidos na desmetilação, principalmente CYP3A4, CYP2C19 e o CYP1A2. A eliminação de ambos os componentes activos é feita por hidroxilação e esta é catalisada pelo CYP2D6. A administração concomitante de inibidores do CYP2D6 pode levar a um aumento na concentração de ambos os componentes activos, até 3 vezes em doentes com um fenótipo metabolizador extensivo da debrisoquina/esparteina, convertendo-os num fenótipo metabolizador fraco. Espera-se que a administração concomitante de inibidores de CYP1A2, CYP2C19 e CYP3A4 aumente as concentrações de clomipramina e diminua as de N-desmetilclomipramina, não afectando necessariamente a farmacologia global. A clomipramina também é um inibidor in vitro (Ki = 2,2 microM) e in vivo da actividade de CYP2D6 (oxidação da esparteína) e, como tal, pode causar concentrações aumentadas de compostos co-administrados que são primariamente depurados pelo CYP2D6 em metabolizadores extensivos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Inibidores do CYP1A2

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Clomipramina é predominantemente eliminado através de metabolismo. A via primária de metabolismo é a desmetilação para formar o metabolito activo, N-desmetilclomipramina, seguida de hidroxilação e posterior conjugação tanto da N-desmetilclomipramina como do medicamento original. Vários citocromos P450 estão envolvidos na desmetilação, principalmente CYP3A4, CYP2C19 e o CYP1A2. A eliminação de ambos os componentes activos é feita por hidroxilação e esta é catalisada pelo CYP2D6. A administração concomitante de inibidores do CYP2D6 pode levar a um aumento na concentração de ambos os componentes activos, até 3 vezes em doentes com um fenótipo metabolizador extensivo da debrisoquina/esparteina, convertendo-os num fenótipo metabolizador fraco. Espera-se que a administração concomitante de inibidores de CYP1A2, CYP2C19 e CYP3A4 aumente as concentrações de clomipramina e diminua as de N-desmetilclomipramina, não afectando necessariamente a farmacologia global.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Inibidores do CYP2C19

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Clomipramina é predominantemente eliminado através de metabolismo. A via primária de metabolismo é a desmetilação para formar o metabolito activo, N-desmetilclomipramina, seguida de hidroxilação e posterior conjugação tanto da N-desmetilclomipramina como do medicamento original. Vários citocromos P450 estão envolvidos na desmetilação, principalmente CYP3A4, CYP2C19 e o CYP1A2. A eliminação de ambos os componentes activos é feita por hidroxilação e esta é catalisada pelo CYP2D6. A administração concomitante de inibidores do CYP2D6 pode levar a um aumento na concentração de ambos os componentes activos, até 3 vezes em doentes com um fenótipo metabolizador extensivo da debrisoquina/esparteina, convertendo-os num fenótipo metabolizador fraco. Espera-se que a administração concomitante de inibidores de CYP1A2, CYP2C19 e CYP3A4 aumente as concentrações de clomipramina e diminua as de N-desmetilclomipramina, não afectando necessariamente a farmacologia global.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Inibidores do CYP3A4

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Clomipramina é predominantemente eliminado através de metabolismo. A via primária de metabolismo é a desmetilação para formar o metabolito activo, N-desmetilclomipramina, seguida de hidroxilação e posterior conjugação tanto da N-desmetilclomipramina como do medicamento original. Vários citocromos P450 estão envolvidos na desmetilação, principalmente CYP3A4, CYP2C19 e o CYP1A2. A eliminação de ambos os componentes activos é feita por hidroxilação e esta é catalisada pelo CYP2D6. A administração concomitante de inibidores do CYP2D6 pode levar a um aumento na concentração de ambos os componentes activos, até 3 vezes em doentes com um fenótipo metabolizador extensivo da debrisoquina/esparteina, convertendo-os num fenótipo metabolizador fraco. Espera-se que a administração concomitante de inibidores de CYP1A2, CYP2C19 e CYP3A4 aumente as concentrações de clomipramina e diminua as de N-desmetilclomipramina, não afectando necessariamente a farmacologia global.

Cloreto de metiltionina + Clomipramina

Observações: Não foram realizados estudos de interacção.
Interações: O cloreto de metiltionina deve ser evitado em doentes que estejam a receber medicamentos que melhorem a transmissão serotonérgica, incluindo 12 (inibidores selectivos da recaptação da serotonina), bupropiona, buspirona, clomipramina, mirtazapina e venlafaxina. Se a administração intravenosa de cloreto de metiltionina não puder ser evitada em doentes tratados com medicamentos serotonérgicos, deve escolher-se a dose mais baixa possível e o doente deve ser observado de perto, para detecção de efeitos a nível do SNC, até 4 horas após a administração.

Clomipramina + Moclobemida

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Os inibidores da MAO, que também são inibidores potentes de CYP2D6 in vivo, tais como a moclobemida, estão contraindicados para co-administração com a clomipramina.

Clomipramina + Antiarrítmicos

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Os antiarrítmicos (tais como a quinidina e a propafenona) que são inibidores potentes de CYP2D6, não devem ser usados em combinação com antidepressivos tricíclicos.

Clomipramina + Quinidina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Os antiarrítmicos (tais como a quinidina e a propafenona) que são inibidores potentes de CYP2D6, não devem ser usados em combinação com antidepressivos tricíclicos.

Clomipramina + Propafenona

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Os antiarrítmicos (tais como a quinidina e a propafenona) que são inibidores potentes de CYP2D6, não devem ser usados em combinação com antidepressivos tricíclicos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Fluoxetina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Os ISRS’s que são inibidores de CYP2D6, tais como a fluoxetina, paroxetina ou sertralina e de outros incluindo o CYP1A2 e CYP2C19 (por exemplo, fluvoxamina) também podem aumentar as concentrações plasmáticas de clomipramina, com os efeitos adversos correspondentes. Os níveis séricos de clomipramina no estado estacionário aumentaram em 4 vezes com a co-administração de fluvoxamina (a N-desmetilclomipramina aumentou 2 vezes).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Os ISRS’s que são inibidores de CYP2D6, tais como a fluoxetina, paroxetina ou sertralina e de outros incluindo o CYP1A2 e CYP2C19 (por exemplo, fluvoxamina) também podem aumentar as concentrações plasmáticas de clomipramina, com os efeitos adversos correspondentes. Os níveis séricos de clomipramina no estado estacionário aumentaram em 4 vezes com a co-administração de fluvoxamina (a N-desmetilclomipramina aumentou 2 vezes).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Sertralina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Os ISRS’s que são inibidores de CYP2D6, tais como a fluoxetina, paroxetina ou sertralina e de outros incluindo o CYP1A2 e CYP2C19 (por exemplo, fluvoxamina) também podem aumentar as concentrações plasmáticas de clomipramina, com os efeitos adversos correspondentes. Os níveis séricos de clomipramina no estado estacionário aumentaram em 4 vezes com a co-administração de fluvoxamina (a N-desmetilclomipramina aumentou 2 vezes).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Os ISRS’s que são inibidores de CYP2D6, tais como a fluoxetina, paroxetina ou sertralina e de outros incluindo o CYP1A2 e CYP2C19 (por exemplo, fluvoxamina) também podem aumentar as concentrações plasmáticas de clomipramina, com os efeitos adversos correspondentes. Os níveis séricos de clomipramina no estado estacionário aumentaram em 4 vezes com a co-administração de fluvoxamina (a N-desmetilclomipramina aumentou 2 vezes).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Neurolépticos

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A co-medicação com neurolépticos (por exemplo, fenotiazinas) pode resultar em níveis plasmáticos aumentados dos antidepressivos tricíclicos, um limiar de convulsões diminuído e convulsões.

Clomipramina + Tioridazina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A combinação com tioridazina pode produzir arritmias cardíacas graves.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Terbinafina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A co-administração de Clomipramina com terbinafina, um inibidor potente do citocromo CYP2D6, pode resultar num acréscimo da exposição ou acumulação da clomipramina e o seu metabolito N-demetilado. Consequentemente ajustes na dose de Clomipramina podem ser necessários quando este é co-administrado com terbinafina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Antagonistas dos Receptores H2 da Histamina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A co-administração com o antagonista dos receptores de histamina (H2), cimetidina (um inibidor de várias enzimas do P450, incluindo CYP2D6 e CYP3A4), pode aumentar as concentrações plasmáticas dos antidepressivos tricíclicos cuja dose deve, como tal, ser reduzida.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A co-administração com o antagonista dos receptores de histamina (H2), cimetidina (um inibidor de várias enzimas do P450, incluindo CYP2D6 e CYP3A4), pode aumentar as concentrações plasmáticas dos antidepressivos tricíclicos cuja dose deve, como tal, ser reduzida.

Clomipramina + Contracetivos orais

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Não foi documentada uma interacção entre a utilização crónica de contracetivos orais (15 ou 30 mg diários de etinilestradiol) e Clomipramina (25 mg). Não se conhece que os estrogénios sejam inibidores do CYP2D6, a principal enzima envolvida na depuração da clomipramina e, como tal, não se espera uma interacção. Embora, em alguns casos com doses elevadas de estrogénios (50 mg por dia) e o antidepressivo tricíclico imipramina, tenham sido notados efeitos indesejáveis e resposta terapêutica aumentados, não é clara a relevância destes casos para a clomipramina e regimes de doses mais baixas de estrogénios. É recomendada a monitorização da resposta terapêutica dos antidepressivos tricíclicos em regimes de doses elevadas de estrogénios (50 mg por dia) e podem ser necessários ajustes da dose.

Clomipramina + Etinilestradiol

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Não foi documentada uma interacção entre a utilização crónica de contracetivos orais (15 ou 30 mg diários de etinilestradiol) e Clomipramina (25 mg). Não se conhece que os estrogénios sejam inibidores do CYP2D6, a principal enzima envolvida na depuração da clomipramina e, como tal, não se espera uma interacção. Embora, em alguns casos com doses elevadas de estrogénios (50 mg por dia) e o antidepressivo tricíclico imipramina, tenham sido notados efeitos indesejáveis e resposta terapêutica aumentados, não é clara a relevância destes casos para a clomipramina e regimes de doses mais baixas de estrogénios. É recomendada a monitorização da resposta terapêutica dos antidepressivos tricíclicos em regimes de doses elevadas de estrogénios (50 mg por dia) e podem ser necessários ajustes da dose.

Clomipramina + Estrogénios

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Não foi documentada uma interacção entre a utilização crónica de contracetivos orais (15 ou 30 mg diários de etinilestradiol) e Clomipramina (25 mg). Não se conhece que os estrogénios sejam inibidores do CYP2D6, a principal enzima envolvida na depuração da clomipramina e, como tal, não se espera uma interacção. Embora, em alguns casos com doses elevadas de estrogénios (50 mg por dia) e o antidepressivo tricíclico imipramina, tenham sido notados efeitos indesejáveis e resposta terapêutica aumentados, não é clara a relevância destes casos para a clomipramina e regimes de doses mais baixas de estrogénios. É recomendada a monitorização da resposta terapêutica dos antidepressivos tricíclicos em regimes de doses elevadas de estrogénios (50 mg por dia) e podem ser necessários ajustes da dose.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Metilfenidato

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: O metilfenidato também pode aumentar as concentrações dos antidepressivos tricíclicos inibindo potencialmente o seu metabolismo e poderá ser necessária uma redução da dose do antidepressivo tricíclico.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Anticoagulantes orais (Derivados da Cumarina)

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Alguns antidepressivos tricíclicos podem potenciar o efeito anticoagulante dos medicamentos cumarínicos, tais como a varfarina, e isto pode acontecer através da inibição do seu metabolismo (CYP2C19). Não existe evidência da capacidade da clomipramina para inibir o metabolismo dos anticoagulantes, tais como varfarina, no entanto, para esta classe de medicamentos, recomenda-se a monitorização cuidadosa da protrombina plasmática.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Varfarina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Alguns antidepressivos tricíclicos podem potenciar o efeito anticoagulante dos medicamentos cumarínicos, tais como a varfarina, e isto pode acontecer através da inibição do seu metabolismo (CYP2C19). Não existe evidência da capacidade da clomipramina para inibir o metabolismo dos anticoagulantes, tais como varfarina, no entanto, para esta classe de medicamentos, recomenda-se a monitorização cuidadosa da protrombina plasmática.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Citocromo P450

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A administração concomitante de medicamentos que se sabe induzirem enzimas do citocromo P450, particularmente CYP3A4, CYP2C19 e/ou CYP1A2 pode acelerar o metabolismo e diminuir a eficácia da Clomipramina. Os indutores de CYP3A e CYP2C, tais como a rifampicina ou anticonvulsivantes (por exemplo, barbituratos, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína) podem diminuir as concentrações de clomipramina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Rifampicina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A administração concomitante de medicamentos que se sabe induzirem enzimas do citocromo P450, particularmente CYP3A4, CYP2C19 e/ou CYP1A2 pode acelerar o metabolismo e diminuir a eficácia da Clomipramina. Os indutores de CYP3A e CYP2C, tais como a rifampicina ou anticonvulsivantes (por exemplo, barbituratos, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína) podem diminuir as concentrações de clomipramina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Anticonvulsivantes

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A administração concomitante de medicamentos que se sabe induzirem enzimas do citocromo P450, particularmente CYP3A4, CYP2C19 e/ou CYP1A2 pode acelerar o metabolismo e diminuir a eficácia da Clomipramina. Os indutores de CYP3A e CYP2C, tais como a rifampicina ou anticonvulsivantes (por exemplo, barbituratos, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína) podem diminuir as concentrações de clomipramina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A administração concomitante de medicamentos que se sabe induzirem enzimas do citocromo P450, particularmente CYP3A4, CYP2C19 e/ou CYP1A2 pode acelerar o metabolismo e diminuir a eficácia da Clomipramina. Os indutores de CYP3A e CYP2C, tais como a rifampicina ou anticonvulsivantes (por exemplo, barbituratos, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína) podem diminuir as concentrações de clomipramina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Fenobarbital

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A administração concomitante de medicamentos que se sabe induzirem enzimas do citocromo P450, particularmente CYP3A4, CYP2C19 e/ou CYP1A2 pode acelerar o metabolismo e diminuir a eficácia da Clomipramina. Os indutores de CYP3A e CYP2C, tais como a rifampicina ou anticonvulsivantes (por exemplo, barbituratos, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína) podem diminuir as concentrações de clomipramina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Fenitoína

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A administração concomitante de medicamentos que se sabe induzirem enzimas do citocromo P450, particularmente CYP3A4, CYP2C19 e/ou CYP1A2 pode acelerar o metabolismo e diminuir a eficácia da Clomipramina. Os indutores de CYP3A e CYP2C, tais como a rifampicina ou anticonvulsivantes (por exemplo, barbituratos, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína) podem diminuir as concentrações de clomipramina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Indutores do CYP1A2

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Indutores conhecidos de CYP1A2 (por exemplo, nicotina/componentes do fumo do tabaco) diminuem as concentrações plasmáticas dos medicamentos tricíclicos. Em fumadores de cigarros, as concentrações plasmáticas da clomipramina no estado estacionário diminuíram em 2 vezes comparados com não fumadores (sem alteração da N-desmetilclomipramina).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Nicotina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Indutores conhecidos de CYP1A2 (por exemplo, nicotina/componentes do fumo do tabaco) diminuem as concentrações plasmáticas dos medicamentos tricíclicos. Em fumadores de cigarros, as concentrações plasmáticas da clomipramina no estado estacionário diminuíram em 2 vezes comparados com não fumadores (sem alteração da N-desmetilclomipramina).

Escitalopram + Clomipramina

Observações: N.D.
Interações: Efeito do escitalopram na farmacocinética de outros medicamentos: Escitalopram é um inibidor da enzima CYP2D6. Recomenda-se precaução durante a administração concomitante de escitalopram com medicamentos que são metabolizados principalmente por esta enzima e que têm um índice terapêutico estreito, p.ex., flecaínida, propafenona e metoprolol (quando utilizados na insuficiência cardíaca) ou com alguns medicamentos com acção sobre o SNC que são metabolizados principalmente pela CYP2D6, p.ex., antidepressores como a desipramina, clomipramina e nortriptilina ou antipsicóticos como a risperidona, tioridazina e haloperidol. Poderão ser necessários ajustes posológicos. A administração concomitante com desipramina ou metoprolol resultou em ambos os casos na duplicação dos níveis plasmáticos destes dois substratos da CYP2D6. Estudos in vitro demonstraram que o escitalopram pode também causar uma inibição fraca da CYP2C19. Recomenda-se precaução com a utilização concomitante de medicamentos que são metabolizados pela CYP2C19.

Paroxetina + Clomipramina

Observações: n.d.
Interações: Potência inibitória da paroxetina sobre o CYP2D6: Tal como com outros antidepressivos, incluindo outros ISRS, a paroxetina inibe a enzima CYP2D6 do citocromo P450 hepático. A inibição da CYP2D6 pode provocar o aumento das concentrações plasmáticas de fármacos metabolizados por esta enzima administrados concomitantemente. Estes incluem alguns antidepressivos tricíclicos (por exemplo: clomipramina, nortriptilina e desipramina), neurolépticos do grupo da fenotiazina (por exemplo: perfenazina e tioridazina), risperidona, alguns antiarrítmicos Tipo 1c (por exemplo: propafenona e flecainida) e metoprolol. Não se recomenda a utilização de paroxetina em combinação com metoprolol quando usado na insuficiência cardíaca, devido à estreita margem terapêutica do metoprolol nesta indicação.

Furazolidona + Clomipramina

Observações: N.D.
Interações: Não se recomenda a utilização de furazolidona com qualquer um dos seguintes medicamentos. - Amitriptilina - Apraclonidina - Atomoxetina - Benzefetamina - Brimonidina - Bupropiona - Carbamazepina - Carbidopa - Carbinoxamina - Citalopram - Clomipramina - Ciclobenzaprina - Cipro-heptadina - Desipramina - Desvenlafaxina - Dexmetilfenidato - Dextroanfetamina - Anfepramona (Dietilpropiona) - Doxilamina - Entacapona - Escitalopram - Femoxetina - Fluoxetina - Fluvoxamina - Guanedrel - Guanetidina - Hidroxitriptofano - Imipramina - Isocarboxazida - Levodopa - Levacetilmetadol - Levomilnacipran - Maprotilina - Mazindol - Metadona - Metanfetamina - Metildopa - Metilfenidato - Milnaciprano - Mirtazapina - Nefazodona - Nefopam - Nortriptilina - Opipramol - Paroxetina - Fendimetrazina - Fenmetrazina - Fentermina - Fenilalanina - Pseudoefedrina - Reserpina - Safinamida - Selegilina - Sertralina - Sibutramina - Sumatriptano - Tapentadol - Tetrabenazina - Tranilcipromina - Trazodona - Trimipramina - Triptofano - Venlafaxina - Vilazodona - Vortioxetina - Zimeldina
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Riluzol + Clomipramina

Observações: Não se realizaram estudos clínicos para avaliar as interações de riluzol com outros medicamentos.
Interações: Estudos in vitro com preparados de microssomas hepáticos humanos sugerem que o CYP1A2 é o isoenzima principal envolvido no metabolismo oxidativo inicial do riluzol. Inibidores do Citocromo CYP1A2 (p.ex. cafeína, diclofenac, diazepam, nicergolina, clomipramina, imipramina, fluvoxamina, fenacetina, teofilina, amitriptilina, e quinolonas) podem em princípio diminuir a taxa de eliminação do riluzol.

Moclobemida + Clomipramina

Observações: N.D.
Interações: Em doentes aos quais é administrada moclobemida, a utilização adicional de fármacos que aumentam a serotonina especialmente em terapêuticas combinadas, tais como outros antidepressivos, deve ser feita com precaução, particularmente clomipramina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Armodafinil + Clomipramina

Observações: N.D.
Interações: Anticoagulantes (por exemplo, varfarina), benzodiazepínicos (por exemplo, diazepam), clomipramina, hidantoínas (por exemplo, fenitoína), omeprazol ou propranolol porque o risco de seus efeitos secundários pode ser aumentado pelo armodafinil

Esomeprazol + Clomipramina

Observações: Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos.
Interações: Efeitos de esomeprazol sobre a farmacocinética de outros medicamentos Medicamentos metabolizados pelo CYP2C19 O esomeprazol inibe o CYP2C19, a principal enzima metabolizadora do esomeprazol. Assim, quando o esomeprazol é associado a medicamentos metabolizados pelo CYP2C19, como o diazepam, citalopram, imipramina, clomipramina, fenitoína, etc., poderá verificar-se um aumento das concentrações plasmáticas destes medicamentos e ser necessária uma redução da dose. Não foram efetuados estudos de interação in vivo com a dose mais elevada do regime intravenoso (80 mg+8 mg/h). O efeito do esomeprazol nos medicamentos metabolizados pelo CYP2C19 pode estar mais pronunciada durante este regime, e os doentes devem ser rigorosamente monitorizados no que respeita a efeitos adversos, durante o período de tratamento intravenoso de 3 dias.

Cinacalcet + Clomipramina

Observações: Cinacalcet é metabolizado em parte pela enzima CYP3A4. Dados in vitro indicam que o cinacalcet é em parte metabolizado pela CYP1A2. Cinacalcet é um potente inibidor da CYP2D6.
Interações: Podem ser necessários ajustes de doses de medicações concomitantes quando Cinacalcet é administrado com medicamentos com janela terapêutica estreita, ajustados individualmente, que são predominantemente metabolisados pela CYP2D6 (ex. flecainida, propafenona, metoprolol, desipramina, nortriptilina, clomipramina).

Duloxetina + Clomipramina

Observações: N.D.
Interações: Agentes serotoninérgicos: Em casos raros foi notificado a síndrome da serotonina em doentes a tomar ISRS/ISRN concomitantemente com agentes serotoninérgicos. Recomenda-se precaução ao utilizar concomitantemente Duloxetina com agentes serotoninérgicos tais como os ISRS, ISRN antidepressivos tricíclicos tais como a clomipramina ou a amitriptilina, IMAO, tais como a moclobemida ou linezolida, hipericão (Hypericum perforatum), ou triptanos, tramadol, petidina e triptofano.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido acetilsalicílico + Esomeprazol + Clomipramina

Observações: A supressão do ácido gástrico durante o tratamento com esomeprazol e outros IBPs poderá reduzir ou aumentar a absorção de medicamentos com uma absorção gástrica pH-dependente. O esomeprazol inibe o CYP2C19, a principal enzima metabolizadora do esomeprazol. O omeprazol tal como o esomeprazol atuam como inibidores do CYP2C19. O esomeprazol é metabolizado pelo CYP2C19 e CYP3A4.
Interações: Quando o esomeprazol é associado com medicamentos metabolizados pelo CYP2C19, como o diazepam, citalopram, imipramina, clomipramina, fenitoína etc., pode verificar-se um aumento das concentrações plasmáticas destes medicamentos, e uma redução da dose poderá ser necessária. Esta redução deve ser considerada, especialmente quando se prescreve esomeprazol numa terapêutica on demand. A administração concomitante de 30 mg de esomeprazol reduziu em 45% a depuração de diazepam, substrato do CYP2C19. A administração concomitante de 40 mg de esomeprazol induziu um aumento de 13% do valor dos níveis plasmáticos de fenitoína em doentes epiléticos. Recomenda-se a monitorização das concentrações plasmáticas de fenitoína ao instituir ou suspender o tratamento com esomeprazol.

Cetoprofeno + Omeprazol + Clomipramina

Observações: N.D.
Interações: Ligadas ao componente OMEPRAZOL: Combinações que podem ser administradas com precaução: Medicamentos metabolizados pelo citocromo P450: O Omeprazol é metabolizdo no fígado através do citocromo P450 (principalmente CYP 2C19, S-mefenitoína hidroxilase) e inibe enzimas da sub família CYP2C (CYP 2C19 e CYP 2C9) e pode retardar a eliminação de outras substâncias activas metabolizadas por estes enzimas. Isto foi observado para a fenitoína, varfarina e benzodiazepinas como o diazepam, triazolam e flurazepam. Recomenda-se a monitorização periódica dos doentes tratados com varfarina ou fenitoína, podendo ser necessário a redução da dose. Outras substâncias activas que podem ser afectadas são hexabarbital, citalopram, imipramina e clomipramina. O Omeprazol pode inibir o metabolismo hepático do disulfiram sendo possível a ocorrência de alguns casos de rigidez muscular.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Antidepressores (tricíclicos) + Clomipramina

Observações: Inibição da recaptação de aminas nos neurónios adrenérgicos pós-ganglionares. Efeitos antimuscarínicos aditivos com fármacos antimuscarínicos. Indução do metabolismo. Susceptíveis à inibição do metabolismo pelo CYP2D6 e outras enzimas CYP450.
Interações: Inibidores da monoaminoxidase: alguns casos de excitação, hiperpirexia, mania e convulsões, em especial com a clomipramina e a imipramina - Clomipramina

Fluvoxamina + Clomipramina

Observações: n.d.
Interações: CYP1A2: Tem-se referido um aumento dos níveis plasmáticos previamente estabilizados dos antidepressivos tricíclicos (por ex..: clomipramina, imipramina e amitriptilina) e neurolépticos (por ex.: clozapina e olanzapina) amplamente metabolizados através do citocromo P450 1 A 2, quando usados em conjunto com a fluvoxamina. Uma redução da dose desses fármacos deve ser considerada se se iniciar tratamento com fluvoxamina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Inibidores da bomba de protões (IBP) + Clomipramina

Observações: A redução da acidez gástrica pode alterar a absorção de fármacos para os quais a acidez gástrica afecta a biodisponibilidade; Todos são metabolizados pelo cit. P450, incluindo o CYP2C19 e o CYP3A4; São raras as interacções clinicamente significativas.
Interações: Potenciam os efeitos por inibição do metabolismo: - Clomipramina

Pitolisant + Clomipramina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Antidepressivos: Os antidepressivos tri ou tetracíclicos (por exemplo, imipramina, clomipramina, mirtazapina) podem afetar a eficácia do pitolisant porque apresentam atividade antagonista para os recetores H1 da histamina e possivelmente cancelam o efeito da histamina endógena libertada no cérebro pelo tratamento.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Clomipramina deve ser evitado durante a gravidez, excepto em caso de os benefícios previstos justificarem os potenciais riscos para o feto.

Os recém-nascidos cujas mães tenham sido submetidas a tratamento com antidepressivos tricíclicos até ao termo apresentaram sintomas de abstinência do fármaco, nomeadamente dispneia, letargia, cólicas, irritabilidade, hipotensão ou hipertensão e tremores/espasmos/convulsões, durante as primeiras horas ou dias.

Para evitar tais sintomas, dever-se-á proceder, se possível, ao desmame gradual de Clomipramina, pelo menos 7 semanas antes da data prevista para o termo da gravidez.

Aleitamento: O tratamento com Clomipramina deve ser gradualmente retirado, ou deve-se proceder ao desmame da criança, caso a doente se encontre a amamentar.

Os doentes tratados com Clomipramina devem ser advertidos de que pode ocorrer visão desfocada, sonolência e outros sintomas do SNC, pelo que, nesse caso, deverão abster-se de conduzir, usar máquinas ou executar qualquer acção que possa requerer atenção.

Os doentes devem ser igualmente advertidos de que o álcool ou outros fármacos podem potenciar estes efeitos

Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017