Clindamicina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
Clindamicina é um antibiótico semi-sintético lincosamida que tem substituído lincomicina devido a um perfil de efeitos colaterais melhorado.

Clindamicina inibe a síntese proteica bacteriana através da ligação a bacterianas 50S subunidades ribossomais.

Pode ser bacteriostáticos ou bactericidas, dependendo do organismo e a concentração do fármaco.
Usos comuns
Tratamento de infeções graves causadas por bactérias específicas.
Tipo
pequena molécula
História
A síntese de clindamicina foi anunciado pela primeira vez por BJ Magerlein, RD Birkenmeyer e F Kagan na quinta Conferência de Interscience sobre Agentes Antimicrobianos e Quimioterapia (ICAAC), em 1966.
Está no mercado desde 1968.
Indicações
Clindamicina está indicado no tratamento de doentes com infecções graves causadas por bactérias suceptíveis a clindamicina, tais como:

infecções causadas por bactérias Gram-positivo em doentes alérgicos à penicilina e como um tratamento alternativo quando os antibióticos beta-lactâmicos não são adequados;
infecções causadas por bactérias anaeróbicas.



As infecções incluem:

Infecções das vias respiratórias superiores incluindo amigdalite, faringite, sinusite e otite média.


Infecções das vias respiratórias inferiores incluindo pneumonia, empiema e abcesso pulmonar.


Infecções da pele e tecidos moles, incluindo celulite, erisipela, abcesso e ferida infectada.


Infecções ósseas ou articulares incluindo osteomielite e artrite séptica.


Infecções ginecológicas incluindo endometrite, abcesso tubo-ovárico, salpingite e doença inflamatória pélvica .


Infecções intra-abdominais incluindo peritonite e abcesso abdominal.


Infecções dentárias, como abcesso peridentário e periodontite.


Devem ser tomadas em consideração as orientações oficiais sobre o uso apropriado de agentes antibacterianos.
Classificação CFT
01.01.11     Outros antibacterianos e associações 07.01.02     Anti-infecciosos e antisséticos ginecológicos 13.01.02     Antibacterianos 13.04.02.01     De aplicação tópica
Mecanismo De Ação
A clindamicina liga-se à subunidade 50 S do ribossoma bacteriano e inibe as primeiras fases da síntese das proteínas.

Na clindamicina, o grupo -OH da lincomicina é substituído por um grupo -Cl.
Posologia Orientativa
VIA INJETÁVEL:
A posologia e modo de administração devem ser determinados com base na gravidade da infecção, sensibilidade dos organismos causadores e estado do paciente. A terapêutica pode ser iniciada antes de os resultados dos testes de sensibilidade serem conhecidos.

Adultos e crianças com idade superior a 12 anos:
Injecção intramuscular: 300 mg x 3 ao dia
Perfusão intravenosa: 600 mg x 3 ao dia

A injecção intramuscular está indicada quando, por algum motivo, a perfusão intravenosa não é possível.

Para as infecções graves, as doses podem ser aumentadas e administradas 2 a 4 vezes por dia.

Não se recomendam injecções intramusculares únicas superiores a 600 mg.

A dose diária máxima administrada como injecção intramuscular é de 2400 mg (600 mg x 4).

Não se recomenda a administração de mais de 1200 mg numa única perfusão intravenosa e a perfusão não deve exceder uma hora.

A dose diária máxima administrada como perfusão intravenosa é de 4800 mg (1200 mg x 4).

Nos casos de infecções por Streptococcus pyogenes (um estreptococo beta-hemolítico), o tratamento com clindamicina deve ser mantido durante pelo menos 10 dias de modo a diminuir a probabilidade de ocorrência subsequente de febre reumática ou glomerulonefrite.

Crianças (das 4 semanas aos 12 anos de idade):
Em função do local e do grau de gravidade da infecção, 20 a 40 mg de clindamicina por kg de peso corporal por dia em 3 a 4 doses únicas.
Cada dose deve ser administrada como uma perfusão intravenosa.
A injecção intramuscular só deve ser utilizada quando a perfusão intravenosa não é, por algum motivo, possível.
Neste caso, a dose não deve exceder 25 mg/kg por dia.


VIA CUTÂNEA:
Aplicar 1 a 2 vezes por dia, uma camada fina de Clindamicina sobre a área afectada.


VIA ORAL:
Adultos e adolescentes: consoante a gravidade da infecção, 150 a 450 mg de 6 em 6 horas.
Crianças com idade igual ou superior a seis anos: consoante a gravidade da infecção, 2 a 6,3 mg/Kg de 6 em 6 horas ou 2,7 a 8,3 mg/Kg de 8 em 8 horas.

Tratamento da malária não complicada causada por Plasmodium falciparum
20mg/kg de 8 em 8 horas (em associação com quinino).

Tratamento da babesiose
600 mg de 8 em 8 horas (em associação com quinino)

Tratamento da pneumonia por Pneumocystis jirovecii
300 mg a 450 mg de 6 em 6 horas (em associação com primaquina)

Tratamento da toxoplasmose do sistema nervoso central
450 mg a 600 mg de 6 em 6 horas (em associação com pirimetamina e ácido folínico)

Profilaxia

Profilaxia da endocardite
Adultos e adolescentes: 600 mg, 1 hora antes de um procedimento

Crianças com idade igual ou superior a seis anos: 15 mg/kg, 1 hora antes de um procedimento.
Profilaxia secundária da toxoplasmose do sistema nervoso central 450 mg a 600 mg de 6 em 6 horas (em associação com pirimetamina e ácido folínico)


VIA VAGINAL:
A dose recomendada consiste numa aplicação vaginal, de preferência ao deitar e durante 7 dias consecutivos, de cerca de 5 gramas de creme (= 1 aplicador cheio), o que corresponde a 100 mg de clindamicina.
Para ajudar a resolver a infeção, é importante que utilize o medicamento durante o período de tratamento recomendado, mesmo que os sintomas desapareçam ao fim de alguns dias.
Administração
Clindamicina é administrado por meio de uma injecção intramuscular (i.m.) ou uma perfusão intravenosa (i.v.).

Via oral: Deglutir com um pouco de água.

Via cutânea: Para administração cutânea.
Tenha cuidado para evitar aplicar na zona dos olhos, e no interior do nariz ou da boca. Se aplicar acidentalmente nestas áreas, lave imediatamente com uma grande quantidade de água.


Via vaginal:
O aplicador de plástico é concebido de modo a possibilitar uma administração adequada do creme.

Deitada de costas, segure o aplicador firmemente e introduza-o na vagina, tanto quanto possível, sem causar dor.

Empurrar cuidadosamente o êmbolo até ao ponto de paragem.

Retirar lentamente o aplicador da vagina e inutilizá-lo
Contraindicações
Clindamicina está contra-indicado em pacientes previamente considerados
hipersensíveis à clindamicina ou à lincomicina (existe paralelismo).

Clindamicina não deve ser administrado a bebés prematuros ou recém-nascidos.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Doenças do sangue e sistema linfático:
Pouco frequentes: Efeitos reversíveis no hemograma, que poderão ser de origem alérgica ou tóxica, expressos sob a forma de trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas no sangue), leucopenia (diminuição dos glóbulos brancos no sangue), eosinofilia (aumento da concentração de eosinófilos no sangue) , neutropenia (diminuição do número de glóbulos brancos neutrófilos) e agranulocitose (diminuição grave do nível de glóbulos brancos, caracterizada por febres altas repentinas, dores de garganta e úlceras na boca).

Doenças do sistema imunitário
Raros: reacções anafilácticas (reacções alérgicas graves)

Doenças do sistema nervoso
Pouco frequentes: Actividade bloqueadora neuromuscular
Desconhecidos: Alterações do paladar e olfacto, cefaleias (dor de cabeça), sonolência, vertigens/tonturas

Doenças gastrointestinais
Frequentes: dores abdominais, diarreias persistentes, náuseas (enjoos), vómitos, irritação aparelho digestivo
Raros: esofagite (inflamação do esófago).

Doenças hepatobiliares
Raros: icterícia (coloração amarela mais ou menos intensa da pele) e provas de função hepática anormais (níveis das enzimas produzidas pelo fígado)

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Pouco frequentes: prurido, erupções cutâneas, urticária.
Raros: podem ocorrer casos de dermatite esfoliativa (inflamação da pele) e erupções vesículo-bolhosas

Afecções músculosqueléticas e do tecido conjuntivo
Raros: poliartrites (inflamação das articulações)

Doenças dos órgãos genitais e da mama
Frequentes: vaginite (inflamação da vagina)
Advertências
Gravidez
Gravidez:Desconhece-se se é perigosa. Ausência de risco fetal, demonstrada em experimentação animal ou em estudos humanos.
Aleitamento
Aleitamento:Diarreia no lactente.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Reduzir a dose.
Conducao
Conducao:Alguns efeitos indesejáveis podem afectar o poder de concentração e tempo de reacção afectando a capacidade de conduzir.
Precauções Gerais
Clindamicina deve ser utilizado com precaução em pacientes com antecedentes de distúrbios gastrointestinais, sobretudo colite, em pacientes com insuficiência hepática e renal, em pacientes com distúrbios da transmissão neuromuscular (como miastenia gravis e doença de Parkinson) e em pacientes com uma doença atópica.


É necessário realizar hemogramas e monitorizar as enzimas hepáticas durante a terapêutica a longo prazo.


No tratamento de infecções abdominais e ginecológicas, a clindamicina deve ser utilizada em associação com antibióticos eficazes contra as bactérias Gram-negativo.


A aplicação a longo prazo e repetida de clindamicina pode levar a uma superinfecção e/ou colonização com agentes patogénicos ou leveduras resistentes na pele e nas membranas mucosas.


Alergia: Em determinadas circunstâncias, a terapêutica com clindamicina pode constituir uma forma alternativa de tratamento nos pacientes com alergia à penicilina (hipersensibilidade à penicilina).

Não existe qualquer relato de alergia cruzada entre a clindamicina e a penicilina e, com base nas diferenças estruturais entre as substâncias, ela não é de esperar.

Contudo, foram relatados casos individuais de anafilaxia (hipersensibilidade) à clindamicina em pessoas com uma alergia já existente à penicilina.


Isto deve ser tomado em linha de conta no decurso de um tratamento com clindamicina em pacientes com alergia à penicilina.


Além disso, reacções alérgicas agudas graves como, por exemplo, choque anafiláctico ocorrem muito raramente.

Em alguns casos, esta reacção surge após a primeira aplicação.


Nesta eventualidade, o tratamento com clindamicina deve ser suspenso de imediato e devem ser implementadas medidas de emergência padrão adequadas.


Colite: A terapêutica com clindamicina foi associada à colite grave, que pode ser fatal.


Foram também relatados alguns casos graves e persistentes de diarreia durante o tratamento com a clindamicina ou depois deste.

Por vezes, foi detectada a presença de sangue e muco nas fezes em ligação com a diarreia e a colite aguda resultou, por vezes, da ocorrência de diarreia.


Devem ser tomadas precauções aquando da prescrição de clindamicina a um paciente com tendência para doenças gastrointestinais, especialmente colite.

São de evitar os fármacos que causam bloqueio intestinal.


A causa mais frequentemente avançada é um sobrecrescimento da toxina produtora de Clostridium difficile em resultado da afectação da flora intestinal pela clindamicina.


No caso da ocorrência de diarreia intensa durante a terapêutica, a administração de clindamicina deve ser suspendida de imediato e devem aplicar-se as medidas apropriadas de diagnóstico e terapêuticas

CREME VAGINAL:
Este medicamento foi-lhe receitado para o tratamento da sua situação clínica específica. A utilização de um medicamento inadequado ou de forma indevida pode provocar complicações. Por isso, nunca o deve utilizar para o tratamento de outras doenças ou de outras pessoas sem consultar previamente o seu médico.

No caso de aparecimento, durante ou após a utilização do creme vaginal de clindamicina, de uma infeção vaginal provocada por fungos, deverá comunicar a situação ao seu médico.

A administração de antibióticos, incluindo a clindamicina, está associada ao aparecimento de diarreia e, algumas vezes, de colite. No caso de sentir dor abdominal ou tiver diarreia, durante a utilização deste medicamento, deve comunicar ao seu médico.

Não se aconselha manter relações sexuais nem a utilização de outros produtos vaginais (tais como tampões e duches) durante o tratamento com o creme vaginal de clindamicina.

O creme vaginal de clindamicina contém componentes que podem enfraquecer produtos contendo látex ou borracha, como preservativos ou diafragmas. Assim, não é recomendável o uso destes produtos durante o tratamento com o creme vaginal de clindamicina.
Cuidados com a Dieta
Não interfere com alimentos e bebidas.
Terapêutica Interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar/aplicar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

Conservar em local fresco e seco.

Não refrigerar ou congelar.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Ativa contra cocos Gram-positivos, exceto contra Staphylococcus resistentes à oxacilina e Enterococcus sp. Ativa contra a maioria dos anaeróbios (Gram-positivos ou negativos), incluindo Peptococcus sp., Peptostreptococcus sp., Propionibacterium sp., Clostridium perfringens e fusobactérias. A resistência do Bacteroides fragilis tem aumentado. Clostridium difficile e Clostridium ramosum são resistentes. Também inibe Toxoplasma gondii, Plasmodium falciparum, Plasmodium microti, Babesia sp., Actinomyces israeli, Pneumocystis carinii e Nocardia asteroides.

Adapaleno + Clindamicina

Observações: O Adapaleno creme possui um potencial de irritação local ligeiro e, por este motivo, é possível que o uso simultâneo de agentes de descamação, produtos de limpeza abrasivos, agentes secantes, adstringentes ou rodutos irritantes (agentes aromáticos e alcoólicos) possa causar efeitos aditivos de irritação.
Interações: Os tratamentos tópicos antiacne, como por exemplo as soluções de eritromicina (até 4%) ou fosfato de clindamicina (1% como base) ou géis aquosos de peróxido de benzoílo até 10%, podem ser aplicados de manhã, sendo o adapaleno creme aplicado à noite, dado que não há degradação mútua ou irritação cumulativa.

Neostigmina + Clindamicina

Observações: N.D.
Interações: Fármacos capazes de induzir bloqueio neuromuscular (aminoglicosidos, clindamicina, colistina, ciclopropano e anestésicos halogenados inalados) podem antagonizar os efeitos da neostigmina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brometo de rocurónio + Clindamicina

Observações: Não foram realizados estudos de interação formais. As interações mencionadas anteriormente para os doentes adultos e as suas advertências e precauções especiais de utilização devem ser igualmente tidas em conta no caso de doentes pediátricos.
Interações: Aumento de Efeito: Antibióticos: Aminoglicosídeos, lincosamidas (p.ex: lincomicina e clindamicina) e antibióticos polipeptídicos, acilaminopenicilinas, tetraciclinas e doses elevadas de metronidazol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloreto de mivacúrio + Clindamicina

Observações: N.D.
Interações: Tal como todos os outros bloqueadores neuromusculares não-despolarizantes, a extensão e/ou duração de um bloqueio neuromuscular não-despolarizante pode ser aumentada e as necessidades de perfusão podem ser reduzidas por interação com: Antibióticos: incluindo aminoglicosidos, polimixinas, espectinomicina, tetraciclinas, lincomicina e clindamicina
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Besilato de atracúrio + Clindamicina

Observações: N.D.
Interações: Do mesmo modo que outros agentes de bloqueio neuromuscular não despolarizantes, a magnitude e/ou duração do bloqueio neuromuscular despolarizante do Besilato de Atracúrio pode aumentar como resultado da interacção com: Antibióticos, incluindo aminoglicosidos, polimixinas, espectinomicina, tetraciclina, lincomicina e clindamicina.

Aztreonam + Clindamicina

Observações: N.D.
Interações: Os estudos farmacocinéticos de dose única não mostraram qualquer interação significativa entre o aztreonam e gentamicina, nafcilina sódica, cefradina, clindamicina ou metronidazol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Besilato de cisatracúrio + Clindamicina

Observações: N.D.
Interações: Efeito aumentado: Por anestésicos, tais como enflurano, isoflurano, halotano e cetamina, por outros bloqueadores neuromusculares não despolarizantes ou por outros medicamentos como antibióticos (incluindo aminoglicosidos, polimixinas, espectinomicina, tetraciclinas, lincomicina e clindamicina), por antiarrítmicos (incluindo propranolol, bloqueadores do canal do cálcio, lignocaína, procainamida e quinidina), por diuréticos (incluindo furosemida e possivelmente tiazidas, manitol e acetazolamida), por sais de magnésio e lítio e por bloqueadores ganglionares (trimetafano, hexametónio).

Telavancina + Clindamicina

Observações: N.D.
Interações: Com base nas suas propriedades farmacocinéticas, não é esperada interação com outros beta-lactâmicos, clindamicina, metronidazol ou fluoroquinolonas.

Eritromicina + Isotretinoína + Clindamicina

Observações: Não foram realizados estudos formais de interação fármaco-fármaco com Eritromicina/Isotretinoína. Não existem dados clínicos disponíveis. Se for necessária terapêutica de combinação, os produtos devem ser aplicados a horas do dia diferentes (por exemplo, um de manhã e o outro à noite).
Interações: In vitro, a clindamicina e a eritromicina mostraram ser antagonistas.

Clindamicina + Eritromicina

Observações: N.D.
Interações: Foi demonstrado haver antagonismo in vitro entre a clindamicina e a eritromicina; considerando a possibilidade de este facto apresentar significado clínico, não se devem administrar os dois fármacos concomitantemente.

Clindamicina + Bloqueadores neuromusculares

Observações: N.D.
Interações: A clindamicina apresenta propriedades bloqueantes neuromusculares reforçando a acção de outros bloqueadores neuromusculares. Deverá por esta razão, ser utilizada com precaução em doentes medicados com os fármacos em questão.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloreto de suxametónio + Clindamicina

Observações: N.D.
Interações: Certos fármacos podem aumentar ou prolongar os efeitos neuromusculares do suxametónio por mecanismos não relacionados com a actividade das colinesterases plasmáticas, nomeadamente sais de magnésio, lítio, quinina, cloroquina, aminoglicosídeos, clindamicina, fármacos antiarrítmicos.

Clindamicina + Antagonistas da vitamina K

Observações: N.D.
Interações: Antagonistas da vitamina k: Aumento dos valores de referência dos testes de coagulação (TP/INR) e/ou hemorragia têm sido relatados em doentes tratados com clindamicina em combinação com um antagonista da vitamina K (ex. varfarina, acenocumarol, fluindiona). Por conseguinte, a monitorização frequente dos testes de coagulação (TP/INR) deverá ser efetuada em doentes tratados com antagonistas da vitamina K.

Clindamicina + Varfarina

Observações: N.D.
Interações: Antagonistas da vitamina k: Aumento dos valores de referência dos testes de coagulação (TP/INR) e/ou hemorragia têm sido relatados em doentes tratados com clindamicina em combinação com um antagonista da vitamina K (ex. varfarina, acenocumarol, fluindiona). Por conseguinte, a monitorização frequente dos testes de coagulação (TP/INR) deverá ser efetuada em doentes tratados com antagonistas da vitamina K.

Clindamicina + Acenocumarol

Observações: N.D.
Interações: Antagonistas da vitamina k: Aumento dos valores de referência dos testes de coagulação (TP/INR) e/ou hemorragia têm sido relatados em doentes tratados com clindamicina em combinação com um antagonista da vitamina K (ex. varfarina, acenocumarol, fluindiona). Por conseguinte, a monitorização frequente dos testes de coagulação (TP/INR) deverá ser efetuada em doentes tratados com antagonistas da vitamina K.

Clindamicina + Fluindiona

Observações: N.D.
Interações: Antagonistas da vitamina k: Aumento dos valores de referência dos testes de coagulação (TP/INR) e/ou hemorragia têm sido relatados em doentes tratados com clindamicina em combinação com um antagonista da vitamina K (ex. varfarina, acenocumarol, fluindiona). Por conseguinte, a monitorização frequente dos testes de coagulação (TP/INR) deverá ser efetuada em doentes tratados com antagonistas da vitamina K.

Lincomicina + Clindamicina

Observações: N.D.
Interações: Tem sido demonstrada a existência de resistência cruzada entre clindamicina e lincomicina.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Ao tomar clindamicina com varfarina ou outros medicamentos anticoagulantes similares, pode ser mais propenso a ter uma hemorragia.

A utilização de Clindamicina pode ser considerada durante a gravidez, se necessário.

Tem que ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a
descontinuação/abstenção da terapêutica com Clindamicina tendo em conta o
benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.

Alguns efeitos indesejáveis podem afectar o poder de concentração e tempo de reacção afectando a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.



Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017