Cetamina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento
O que é
Cetamina é um derivado da ciclohexanona utilizado para a indução da anestesia.

O seu mecanismo de ação não é bem compreendido, mas a Cetamina pode bloquear os recetores de NMDA (recetores, N-metil-D-aspartato) e pode interagir com os recetores sigma.
Usos comuns
Induz a anestesia (falta de sensibilidade ou sensações) antes de certos procedimentos cirúrgicos ou que necessitam de relaxamento músculo esquelético. Também pode ser utilizada para outras condições, consoante determinado pelo Médico.

Cetamina (ou) Ketamina é um anestésico. Atua no cérebro para inibir as sensações dolorosas.
Tipo
Molécula pequena.
História
A Cetamina foi originalmente desenvolvida em 1962 como um derivado da fenciclidina (PCP), que foi sintetizado em 1926, um feito possível graças à descoberta de uma nova reação orgânica de Grignard pelo cientista Harold Maddox da Parke-Davis.

Inicialmente conhecida como CI - 581, a Cetamina foi sintetizada pela primeira vez pelo cientista Calvin Stevens da Parke-Davis. O estudos farmacológicos em seres humanos foram iniciados em 1964.

Estas investigações demonstraram que a menor duração de ação da Cetamina e menor perfil psicotomimético lhe deu vantagem sobre o PCP como um anestésico "dissociativo".

Após a aprovação pela FDA em 1970, a anestesia Cetamina foi dada primeiramente aos soldados americanos durante a Guerra do Vietname.

A utilização não médica da Cetamina foi documentada no início de 1970 na literatura clandestina (ver The Fabulous Furry Freak Brothers).

A incidência de uso não médico da Cetamina foi crecendo até ao final do século, especialmente no contexto de raves e outras festas.

No entanto, a sua emergência como droga de recreio difere de outras drogas (por exemplo, MDMA), devido às suas propriedades anestésicas (por exemplo, fala arrastada, imobilização) em doses mais elevadas e, além disso, os relatos de Cetamina sendo vendida como "ecstasy" são comuns.

O uso da Cetamina como parte de uma " experiência pós-dsicotecas ", também foi documentada. A ascensão da Cetamina na cultura das discotecas foi mais rápida em Hong Kong até ao final da década de 1990.
Indicações
– A Cetamina está indicada como anestésico em procedimentos de diagnóstico e cirurgia que não requerem relaxamento do músculo-esquelético.

– A Cetamina é mais adequada para procedimentos curtos mas, com a administração de doses adicionais, também pode ser utilizada em procedimentos mais prolongados.

– A Cetamina está indicada na indução de anestesia antes da administração de outros agentes anestésicos gerais.

– A Cetamina está indicada em obstetrícia, nos partos vaginais ou abdominais (cesarianas); como um agente indutor na ausência de pressões arteriais elevadas.

– A Cetamina também está indicada como suplemento de agentes de baixa potência, como o óxido nítrico.

As áreas específicas de utilização abrangem, mas não se limitam a:
– Desbridamento, enxertos de pele em doentes queimados.
– Procedimentos de diagnóstico neurológico, como mielogramas e punções lombares.
– Procedimentos de diagnóstico e cirurgia dos olhos, ouvidos, nariz e boca.
– Sigmoidoscopia e pequena cirurgia retal.
– Procedimentos de cateterização cardíaca.
– Procedimentos ortopédicos.
Classificação CFT

02.01 : Anestésicos gerais

Mecanismo De Ação
A Cetamina induz sedação, imobilização, amnésia e analgesia acentuada.

O estado anestésico induzido por Cetamina tem sido designado por anestesia dissociativa porque parece interromper seletivamente as vias de condução cerebrais antes de produzir bloqueio sensorial somestésico.

É provável que o fármaco deprima seletivamente o sistema tálamo-neocortical antes de deprimir de forma significativa os centros e vias de condução cerebrais mais antigos (sistema de ativação reticular e sistema límbico).

Diversas teorias foram propostas para explicar os efeitos da cetamina, incluindo a ligação aos recetores de N-metil-D-aspartato (NMDA) no sistema nervoso central, interações com recetores opioides a nível central e espinhal, e interação com norepinefrina, serotonina e recetores colinérgicos muscarínicos.

A atividade nos recetores NMDA pode ser a razão para os efeitos analgésico e psiquiátrico (psicose) da cetamina.

A cetamina tem atividade simpaticomimética que resulta em taquicardia, hipertensão, aumento do consumo miocárdico e cerebral de oxigénio, aumento do fluxo sanguíneo cerebral e aumento da pressão intracraniana e da pressão intraocular.

A cetamina também é um potente broncodilatador.

Os efeitos clínicos observados durante a administração de cetamina incluem aumento da pressão sanguínea, aumento do tónus muscular (que se pode assemelhar a catatonia), abertura dos olhos (habitualmente acompanhado de nistagmo) e aumento do consumo de oxigénio pelo miocárdio.
Posologia Orientativa
Como acontece com outros anestésicos gerais, a resposta individual à Cetamina varia um pouco em função da dose, via de administração e idade do doente.

Não é, portanto, possível recomendar doses fixas.

O fármaco deve ser titulado às necessidades individuais.
Administração
Para infusão ou injeção endovenosa e injeção intramuscular.

A Cetamina só deve ser utilizada por médicos com experiência na administração de anestésicos gerais, manutenção das vias aéreas e controlo da respiração, ou sob a sua supervisão direta.
Contraindicações
Hipersensibilidade à substância ativa.

A Cetamina está contraindicada nos casos em que uma elevação significativa da pressão sanguínea representa um risco sério.
Cetamina não deve ser utilizada em doentes com eclampsia ou pré-eclampsia, doença coronária grave, enfarte do miocárdio, acidente cerebrovascular ou trauma cerebral.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Frequentes:
Afetam 1 a 10 utilizadores em 100.
– Alucinações, sonhos anómalos, pesadelos, confusão, agitação, alteração do comportamento, aparecimento de movimentos reflexos dos olhos, aumento da tensão no olho, movimentos tónico-clónicos, visão dupla, hipertensão (aumento da tensão arterial), taquicardia (aumento da frequência cardíaca), aumento da frequência respiratória, náuseas, vómitos, inflamação na pele e/ou erupção cutânea morbiliforme transitória.

Pouco frequentes:
Afetam 1 a 10 utilizadores em 1.000
– Anorexia, ansiedade, diminuição do ritmo cardíaco (bradicardia), arritmia, aumento da pressão sanguínea e de pulso, hipotensão, depressão respiratória, laringoespasmos, dor no local de injeção, exantema (erupção vermelha da pele) no local de injeção.

Raros:
Afetam 1 a 10 utilizadores em 10.000.
– Anafilaxia, delírio de emergência, flashback, desconforto psíquico, insónia, desorientação, depressão respiratória, apneia após a administração intravenosa rápida de doses elevadas de Cetamina e ocorrência de outras formas de obstrução das vias aéreas durante a anestesia, secreção excessiva salivar, cistite (inflamação da bexiga) e cistite hemorrágica.

Frequência desconhecida:
A frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis.
– Aumento da pressão ocular.
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Todos os trimestres: B - Não há estudos adequados em mulheres. Em experiência em animais não foram encontrados riscos, mas foram encontrados efeitos colaterais que não foram confirmado nas mulheres, especialmente durante o último trimestre de gravidez.
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:Como a segurança durante a amamentação não foi estabelecida, o uso de Cetamina não é recomendado.
Precauções Gerais
Nos doentes com hipertensão ou descompensação cardíaca confirmada, a função cardíaca deve ser continuamente monitorizada durante o procedimento.

Durante o período de recuperação podem ocorrer estados confusionais pós-operatórios
Gerais. A Cetamina só deve ser utilizada por médicos com experiência na administração de anestésicos gerais, manutenção das vias aéreas e controlo da respiração, ou sob a sua supervisão direta.

Deve haver equipamento de ressuscitação pronto a ser utilizado.

A dose intravenosa deve ser administrada durante 60 segundos.
Uma administração mais rápida pode produzir depressão respiratória ou apneia e resposta pressora aumentada.
Como os reflexos faríngeos e laríngeos mantêm-se geralmente ativos, a Cetamina não deve ser utilizada isoladamente nos procedimentos de diagnóstico ou cirurgia da faringe, laringe ou árvore brônquica.

Se a Cetamina for administrada isoladamente, deve evitar-se a estimulação mecânica da faringe na medida do possível.
Em ambos os casos, pode ser necessário administrar relaxantes musculares e monitorizar a respiração do doente.
Nos procedimentos cirúrgicos que envolvem vias de condução da dor visceral, a ação de Cetamina deve ser complementada pela ação de um agente que deprima a dor visceral
Quando se administra Cetamina em regime ambulatório, o doente só deve receber alta depois de completamente recuperado da anestesia, devendo sair acompanhado por um adulto responsável.

Durante o período de recuperação pós-operatório, o doente poderá sentir confusão mental.
A Cetamina deve ser usada com precaução nos seguintes casos:
– em doentes com alcoolismo grave ou intoxicação alcoólica aguda.
– em doentes com cirrose, ou outro tipo de disfunção hepática, pode ocorrer uma duração de ação mais prolongada, pois a cetamina é metabolizada no fígado e a depuração hepática é determinante para o término dos seus efeitos.

Deve ser considerada a redução da dose nestes doentes
– em doentes com pressão do líquido cefalorraquidiano pré-anestésica elevada, uma vez que foram notificados casos de aumento da pressão do líquido cefalorraquidiano (LCR) após a administração de cetamina.
– em doentes com pressão intraocular aumentada (glaucoma), uma vez que a pressão pode aumentar significativamente após a primeira dose.
– em doentes com perturbações psiquiátricas (por exemplo, esquizofrenia ou psicose aguda).
– em doentes com porfiria aguda intermitente.
– em doentes que sofram de convulsões.
– em doentes com hipertiroidismo ou em tratamento com terapêutica de substituição das hormonas da tiroide (risco aumentado de hipertensão e taquicardia).
– em doentes com infeção pulmonar ou do trato respiratório superior (a cetamina ativa reflexos faríngeos, podendo causar laringoespasmo).
– em doentes com lesões da massa intracraniana, traumatismo craniano, lesões do globo ocular ou hidrocefalia.
Reação de emergência Note-se que ocorreram reações de emergência em cerca de 12% dos doentes.

As manifestações psicológicas variam quanto à sua gravidade entre estados oníricos agradáveis, imagens vívidas, alucinações, pesadelos, e delírio de emergência (muitas vezes consistindo em sensações dissociativas ou de flutuação).

Em alguns casos, estes estados foram acompanhados por confusão, excitação e comportamento irracional, que alguns doentes recordam como experiência desagradável.

A sua duração é, normalmente, de algumas horas: contudo, num número restrito de casos, registaram-se no pós-operatório recorrências durante 24 horas.

Não se conhecem efeitos psicológicos residuais em resultado do uso de Cetamina.
A incidência dos fenómenos de emergência é mais baixa nos doentes jovens (menos de 15 anos de idade) e nos idosos (mais de 65 anos).
Esses fenómenos também são menos frequentes quando se administra o fármaco por via intramuscular.

A incidência de manifestações psicológicas durante o período de emergência, nomeadamente observações de tipo onírico e delírio de emergência, pode ser reduzida pela administração de doses mais baixas de Cetamina em conjunção com diazepam endovenoso durante a indução e manutenção da anestesia.

A incidência destas reações também pode diminuir se a estimulação verbal e táctil do doente for minimizada durante o período de recuperação.
Estas observações não excluem a monitorização dos sinais vitais.

Para pôr termo a uma reação de emergência grave, pode ser necessário administrar uma pequena dose hipnótica de um barbitúrico de ação curta ou ultracurta.
Cardiovascular Recomenda-se precaução na administração de Cetamina nos casos de hipovolemia, desidratação, ou doença cardíaca, em especialdoença coronária (i.e., insuficiência cardíaca congestiva, isquemia do miocárdio e enfarte do miocárdio), uma vez que pode causar aumento significativo do consumo miocárdico de oxigénio
Recomenda-se também precaução na administração de Cetamina em doentes com hipertensão ligeira a moderada e com taquiarritmias.

A função cardíaca deve ser continuamente monitorizada em doentes com hipertensão ou descompensação cardíaca.
A pressão sanguínea começa a aumentar pouco depois da injeção, atinge o nível máximo em minutos e regressa aos valores pré-anestésicos 15 minutos depois da injeção.

O aumento médio do pico de pressão arterial nos ensaios clínicos variou de 20 a 25 por cento dos valores pré-anestésicos.
Dependendo do estado do doente, esta elevação da pressão arterial pode ser considerada um efeito benéfico ou, nos outros, uma reação adversa.

Utilização prolongada Foram notificados casos de cistite, incluindo cistite hemorrágica, em doentes a utilizar Cetamina durante um longo período de tempo
(Esta reação adversa desenvolve-se em doentes a receber tratamento prolongado durante 1 mês até vários anos).

Abuso e dependência de fármacos As notificações de casos de abuso de cetamina sugerem que a cetamina produz uma variedade de sintomas incluindo, mas não limitados a, fenómeno de flashback, alucinações, disforia, ansiedade, insónia, ou desorientação.
Também foram notificados casos de cistite, incluindo cistite hemorrágica
A dependência e tolerância à cetamina pode agravar-se em doentes com antecedentes de abuso ou dependência de fármacos.

Portanto, Cetamina deve ser prescrita e administrada com precaução.
Cetamina 200 mg/20 ml contém 7,52 mg (0.32 mmol) de sódio por ml.
Esta informação deve ser tida em consideração em doentes com ingestão controlada de sódio.
Cuidados com a Dieta
É normal não comer ou beber pelo menos seis horas antes de uma cirurgia programada, portanto a Cetamina geralmente é administrada quando o estômago está vazio.

Se tal não acontecer, como em caso de emergência, a Cetamina pode ainda assim ser utilizada em segurança.
Terapêutica Interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Conservar a temperatura entre 15ºC e 25ºC. Conservar na embalagem de origem para proteger da luz. Não congelar.
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Sem efeito descrito

Etomidato + Cetamina

Observações: N.D.
Interações: Efeito do Etomidato em outros medicamentos: A administração de etomidato em associação com cetamina não parece ter qualquer efeito significativo nas concentrações plasmáticas ou nos parâmetros farmacocinéticos da cetamina ou do seu principal metabolito, norcetamina. - Cetamina
Potencialmente Grave

Bupivacaína + Cetamina

Observações: A Bupivacaína deverá ser utilizada com precaução em doentes que estão a receber outros anestésicos locais ou agentes estruturalmente relacionados com anestésicos locais do tipo amida, como, por exemplo, determinados Antiarrítmicos, como, a lidocaína, e a mexiletina, dado que os efeitos tóxicos sistémicos são aditivos. Não foram realizados estudos de interacção específicos com a bupivacaína e os fármacos Antiarrítmicos de classe III (como, por exemplo, a amiodarona) mas recomenda-se precaução. Foram reportados casos de hipotensão grave quando a clonidina foi misturada com anestésicos locais tais como a bupivacaína, em bloqueios. Combinações com cetamina podem causar neurotoxicidade.
Interações: Combinações com cetamina podem causar neurotoxicidade. - Cetamina
Usar com precaução

Cetamina + Barbitúricos

Observações: N.D.
Interações: No caso de utilização concomitante de barbitúricos e/ou agonistas opiáceos, a recuperação pode ser mais prolongada. - Barbitúricos
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tiopental sódico + Cetamina

Observações: N.D.
Interações: Cetamina: O uso simultâneo da cetamina com os anestésicos barbitúricos, especialmente em doses elevadas ou quando a administração é rápida, pode aumentar o risco de hipotensão e/ou depressão respiratória. - Cetamina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Besilato de atracúrio + Cetamina

Observações: N.D.
Interações: Do mesmo modo que outros agentes de bloqueio neuromuscular não despolarizantes, a magnitude e/ou duração do bloqueio neuromuscular despolarizante do Besilato de Atracúrio pode aumentar como resultado da interacção com: Cetamina. - Cetamina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Besilato de cisatracúrio + Cetamina

Observações: N.D.
Interações: Efeito aumentado: Por anestésicos, tais como enflurano, isoflurano, halotano e cetamina, por outros bloqueadores neuromusculares não despolarizantes ou por outros medicamentos como antibióticos (incluindo aminoglicosidos, polimixinas, espectinomicina, tetraciclinas, lincomicina e clindamicina), por antiarrítmicos (incluindo propranolol, bloqueadores do canal do cálcio, lignocaína, procainamida e quinidina), por diuréticos (incluindo furosemida e possivelmente tiazidas, manitol e acetazolamida), por sais de magnésio e lítio e por bloqueadores ganglionares (trimetafano, hexametónio). - Cetamina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brometo de rocurónio + Cetamina

Observações: Não foram realizados estudos de interação formais. As interações mencionadas anteriormente para os doentes adultos e as suas advertências e precauções especiais de utilização devem ser igualmente tidas em conta no caso de doentes pediátricos.
Interações: Aumento de Efeito: Doses elevadas de: Tiopental, metohexital, cetamina, fentanilo, gama-hidroxibutirato, etomidato e propofol. Após intubação com suxametónio. A administração concomitante e a longo prazo de corticosteroides e rocurónio na UCI pode resultar num prolongamento do bloqueio neuromuscular, ou miopatia. - Cetamina
Usar com precaução

Cetamina + Opiáceos

Observações: N.D.
Interações: No caso de utilização concomitante de barbitúricos e/ou agonistas opiáceos, a recuperação pode ser mais prolongada. - Opiáceos
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cetamina + Bloqueadores neuromusculares

Observações: N.D.
Interações: A cetamina pode potenciar os efeitos dos bloqueadores neuromusculares atracúrio e tubocurarina, incluindo depressão respiratória com apneia. - Bloqueadores neuromusculares
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cetamina + Besilato de atracúrio

Observações: N.D.
Interações: A cetamina pode potenciar os efeitos dos bloqueadores neuromusculares atracúrio e tubocurarina, incluindo depressão respiratória com apneia. - Besilato de atracúrio
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cetamina + Tubocurarina

Observações: N.D.
Interações: A cetamina pode potenciar os efeitos dos bloqueadores neuromusculares atracúrio e tubocurarina, incluindo depressão respiratória com apneia. - Tubocurarina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cetamina + Anestésicos halogenados

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de anestésicos halogenados e cetamina pode prolongar o tempo de semivida de eliminação da cetamina e demorar a recuperação da anestesia. O uso comum de cetamina (especialmente quando administrada rapidamente ou em doses elevadas) e anestésicos halogenados pode aumentar o risco de desenvolver bradicardia, hipotensão, ou redução do débito cardíaco. - Anestésicos halogenados
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cetamina + Depressores do SNC

Observações: N.D.
Interações: O uso da cetamina com outros depressores do sistema nervoso central (por exemplo, etanol, Fenotiazidas, agentes bloqueadores H1, ou relaxantes do musculo esquelético) pode potenciar a depressão do sistema nervoso central e/ou aumentar o risco de desenvolvimento de depressão respiratória. - Depressores do SNC
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cetamina + Etanol

Observações: N.D.
Interações: O uso da cetamina com outros depressores do sistema nervoso central (por exemplo, etanol, Fenotiazidas, agentes bloqueadores H1, ou relaxantes do musculo esquelético) pode potenciar a depressão do sistema nervoso central e/ou aumentar o risco de desenvolvimento de depressão respiratória. - Etanol
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cetamina + Fenotiazidas (fenotiazinas)

Observações: N.D.
Interações: O uso da cetamina com outros depressores do sistema nervoso central (por exemplo, etanol, Fenotiazidas, agentes bloqueadores H1, ou relaxantes do musculo esquelético) pode potenciar a depressão do sistema nervoso central e/ou aumentar o risco de desenvolvimento de depressão respiratória. - Fenotiazidas (fenotiazinas)
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cetamina + Antagonistas dos Receptores H1 da Histamina

Observações: N.D.
Interações: O uso da cetamina com outros depressores do sistema nervoso central (por exemplo, etanol, Fenotiazidas, agentes bloqueadores H1, ou relaxantes do musculo esquelético) pode potenciar a depressão do sistema nervoso central e/ou aumentar o risco de desenvolvimento de depressão respiratória. - Antagonistas dos Receptores H1 da Histamina
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cetamina + Ansiolíticos

Observações: N.D.
Interações: Podem ser necessárias doses mais baixas de cetamina quando administrada com outros ansiolíticos, sedativos ou hipnóticos. - Ansiolíticos
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cetamina + Sedativos

Observações: N.D.
Interações: Podem ser necessárias doses mais baixas de cetamina quando administrada com outros ansiolíticos, sedativos ou hipnóticos. - Sedativos
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cetamina + Hipnóticos

Observações: N.D.
Interações: Podem ser necessárias doses mais baixas de cetamina quando administrada com outros ansiolíticos, sedativos ou hipnóticos. - Hipnóticos
Usar com precaução

Cetamina + Tiopental sódico

Observações: N.D.
Interações: A cetamina antagoniza o efeito hipnótico do tiopental. - Tiopental sódico
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cetamina + Hormonas da tiróide

Observações: N.D.
Interações: Doentes em tratamento com hormonas tiroideias têm um risco aumentado de desenvolver hipertensão e taquicardia quando lhes é administrada cetamina. - Hormonas da tiróide
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cetamina + Antihipertensores

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de agentes antihipertensores e cetamina aumenta o risco de hipotensão. - Antihipertensores
Usar com precaução

Cetamina + Teofilina

Observações: N.D.
Interações: Quando a cetamina e a teofilina são administradas simultaneamente, verifica-se uma significativa diminuição do limiar das convulsões. Foram notificadas convulsões de tipo e extensão inesperadas com a administração concomitante destes fármacos. Reação de delírio de emergência. - Teofilina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloreto de mivacúrio + Cetamina

Observações: N.D.
Interações: Tal como todos os outros bloqueadores neuromusculares não-despolarizantes, a extensão e/ou duração de um bloqueio neuromuscular não-despolarizante pode ser aumentada e as necessidades de perfusão podem ser reduzidas por interação com: Cetamina - Cetamina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Midazolam + Cetamina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Interações Fármaco-Fármaco (IFF): A administração concomitante de midazolam com outros sedativos/hipnóticos e depressores do SNC, incluindo o álcool, pode provavelmente causar sedação acentuada e depressão respiratória. São exemplos os derivados opiáceos (sejam eles utilizados como analgésicos, antitússicos ou tratamentos de substituição), antipsicóticos, outras benzodiazepinas usadas como ansiolíticos ou hipnóticos, barbitúricos, propofol, cetamina, etomidato; antidepressivos sedativos, antihistamínicos-H1 e antihipertensores de ação central. - Cetamina
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações da Cetamina
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Com exceção à administração durante a cirurgia para parto abdominal ou vaginal, não se efetuaram estudos clínicos controlados durante a gravidez.

A Cetamina atravessa a placenta. Como a segurança durante a gravidez e amamentação não foi estabelecida, o uso de Cetamina não é recomendado.

Quando se administra Cetamina em regime ambulatório, o doente só deve receber alta depois de completamente recuperado da anestesia, devendo sair acompanhado por um adulto responsável.

Não conduza ou utilize máquinas, nem participe em atividades perigosas no período mínimo de 24 horas após a anestesia.
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020