Cetamina
O que é
Cetamina é um derivado da ciclohexanona utilizado para a indução da anestesia.
A cetamina é um medicamento usado principalmente para iniciar e manter a anestesia. Ele induz anestesia dissociativa, um estado semelhante a transe que proporciona alívio da dor, sedação e amnésia.
As características distintivas da anestesia com cetamina são respiração preservada e reflexos das vias aéreas, função cardíaca estimulada com aumento da pressão arterial e broncodilatação moderada.
Em doses menores e subanestésicas, a cetamina é um agente promissor para a dor e a depressão resistente ao tratamento. No entanto, a ação antidepressiva de uma única administração de cetamina diminui com o tempo, e os efeitos do uso repetido não foram suficientemente estudados.
A cetamina é um medicamento usado principalmente para iniciar e manter a anestesia. Ele induz anestesia dissociativa, um estado semelhante a transe que proporciona alívio da dor, sedação e amnésia.
As características distintivas da anestesia com cetamina são respiração preservada e reflexos das vias aéreas, função cardíaca estimulada com aumento da pressão arterial e broncodilatação moderada.
Em doses menores e subanestésicas, a cetamina é um agente promissor para a dor e a depressão resistente ao tratamento. No entanto, a ação antidepressiva de uma única administração de cetamina diminui com o tempo, e os efeitos do uso repetido não foram suficientemente estudados.
Usos comuns
Induz a anestesia (falta de sensibilidade ou sensações) antes de certos procedimentos cirúrgicos ou que necessitam de relaxamento músculo esquelético.
Cetamina (ou) Ketamina é um anestésico. atua no cérebro para inibir as sensações dolorosas.
Cetamina (ou) Ketamina é um anestésico. atua no cérebro para inibir as sensações dolorosas.
Tipo
Molécula pequena.
História
A cetamina foi descoberta em 1956 e aprovada para uso nos Estados Unidos em 1970.
Foi amplamente usada para anestesia cirúrgica na Guerra do Vietnã devido à sua segurança. A cetamina também é usada como droga recreativa por seus efeitos alucinógenos e dissociativos.
A cetamina está na lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial de Saúde.
Foi amplamente usada para anestesia cirúrgica na Guerra do Vietnã devido à sua segurança. A cetamina também é usada como droga recreativa por seus efeitos alucinógenos e dissociativos.
A cetamina está na lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial de Saúde.
Indicações
– A Cetamina está indicada como anestésico em procedimentos de diagnóstico e cirurgia que não requerem relaxamento do músculo-esquelético.
– A Cetamina é mais adequada para procedimentos curtos mas, com a administração de doses adicionais, também pode ser utilizada em procedimentos mais prolongados.
– A Cetamina está indicada na indução de anestesia antes da administração de outros agentes anestésicos gerais.
– A Cetamina está indicada em obstetrícia, nos partos vaginais ou abdominais (cesarianas); como um agente indutor na ausência de pressões arteriais elevadas.
– A Cetamina também está indicada como suplemento de agentes de baixa potência, como o óxido nítrico.
As áreas específicas de utilização abrangem, mas não se limitam a:
– Desbridamento, enxertos de pele em doentes queimados.
– Procedimentos de diagnóstico neurológico, como mielogramas e punções lombares.
– Procedimentos de diagnóstico e cirurgia dos olhos, ouvidos, nariz e boca.
– Sigmoidoscopia e pequena cirurgia retal.
– Procedimentos de cateterização cardíaca.
– Procedimentos ortopédicos.
– A Cetamina é mais adequada para procedimentos curtos mas, com a administração de doses adicionais, também pode ser utilizada em procedimentos mais prolongados.
– A Cetamina está indicada na indução de anestesia antes da administração de outros agentes anestésicos gerais.
– A Cetamina está indicada em obstetrícia, nos partos vaginais ou abdominais (cesarianas); como um agente indutor na ausência de pressões arteriais elevadas.
– A Cetamina também está indicada como suplemento de agentes de baixa potência, como o óxido nítrico.
As áreas específicas de utilização abrangem, mas não se limitam a:
– Desbridamento, enxertos de pele em doentes queimados.
– Procedimentos de diagnóstico neurológico, como mielogramas e punções lombares.
– Procedimentos de diagnóstico e cirurgia dos olhos, ouvidos, nariz e boca.
– Sigmoidoscopia e pequena cirurgia retal.
– Procedimentos de cateterização cardíaca.
– Procedimentos ortopédicos.
Classificação CFT
2.1 : ANESTÉSICOS GERAIS
Mecanismo De Acção
A Cetamina induz sedação, imobilização, amnésia e analgesia acentuada.
O estado anestésico induzido por Cetamina tem sido designado por anestesia dissociativa porque parece interromper seletivamente as vias de condução cerebrais antes de produzir bloqueio sensorial somestésico.
É provável que o fármaco deprima seletivamente o sistema tálamo-neocortical antes de deprimir de forma significativa os centros e vias de condução cerebrais mais antigos (sistema de ativação reticular e sistema límbico).
Diversas teorias foram propostas para explicar os efeitos da cetamina, incluindo a ligação aos recetores de N-metil-D-aspartato (NMDA) no sistema nervoso central, interações com recetores opióides a nível central e espinhal, e interação com norepinefrina, serotonina e recetores colinérgicos muscarínicos.
A atividade nos recetores NMDA pode ser a razão para os efeitos analgésico e psiquiátrico (psicose) da cetamina.
A cetamina tem atividade simpaticomimética que resulta em taquicardia, hipertensão, aumento do consumo miocárdico e cerebral de oxigénio, aumento do fluxo sanguíneo cerebral e aumento da pressão intracraniana e da pressão intra-ocular.
A cetamina também é um potente broncodilatador.
Os efeitos clínicos observados durante a administração de cetamina incluem aumento da pressão sanguínea, aumento do tónus muscular (que se pode assemelhar a catatonia), abertura dos olhos (habitualmente acompanhado de nistagmo) e aumento do consumo de oxigénio pelo miocárdio.
O estado anestésico induzido por Cetamina tem sido designado por anestesia dissociativa porque parece interromper seletivamente as vias de condução cerebrais antes de produzir bloqueio sensorial somestésico.
É provável que o fármaco deprima seletivamente o sistema tálamo-neocortical antes de deprimir de forma significativa os centros e vias de condução cerebrais mais antigos (sistema de ativação reticular e sistema límbico).
Diversas teorias foram propostas para explicar os efeitos da cetamina, incluindo a ligação aos recetores de N-metil-D-aspartato (NMDA) no sistema nervoso central, interações com recetores opióides a nível central e espinhal, e interação com norepinefrina, serotonina e recetores colinérgicos muscarínicos.
A atividade nos recetores NMDA pode ser a razão para os efeitos analgésico e psiquiátrico (psicose) da cetamina.
A cetamina tem atividade simpaticomimética que resulta em taquicardia, hipertensão, aumento do consumo miocárdico e cerebral de oxigénio, aumento do fluxo sanguíneo cerebral e aumento da pressão intracraniana e da pressão intra-ocular.
A cetamina também é um potente broncodilatador.
Os efeitos clínicos observados durante a administração de cetamina incluem aumento da pressão sanguínea, aumento do tónus muscular (que se pode assemelhar a catatonia), abertura dos olhos (habitualmente acompanhado de nistagmo) e aumento do consumo de oxigénio pelo miocárdio.
Posologia Orientativa
Como acontece com outros anestésicos gerais, a resposta individual à Cetamina varia um pouco em função da dose, via de administração e idade do doente.
Não é, portanto, possível recomendar doses fixas.
O fármaco deve ser titulado às necessidades individuais.
Não é, portanto, possível recomendar doses fixas.
O fármaco deve ser titulado às necessidades individuais.
Administração
Para infusão ou injeção endovenosa e injeção intramuscular.
A Cetamina só deve ser utilizada por médicos com experiência na administração de anestésicos gerais, manutenção das vias aéreas e controlo da respiração, ou sob a sua supervisão directa.
A Cetamina só deve ser utilizada por médicos com experiência na administração de anestésicos gerais, manutenção das vias aéreas e controlo da respiração, ou sob a sua supervisão directa.
Contra-Indicações
Hipersensibilidade à substância ativa.
A Cetamina está contraindicada nos casos em que uma elevação significativa da pressão sanguínea representa um risco sério.
Cetamina não deve ser utilizada em doentes com eclampsia ou pré-eclampsia, doença coronária grave, enfarte do miocárdio, acidente cerebrovascular ou trauma cerebral.
A Cetamina está contraindicada nos casos em que uma elevação significativa da pressão sanguínea representa um risco sério.
Cetamina não deve ser utilizada em doentes com eclampsia ou pré-eclampsia, doença coronária grave, enfarte do miocárdio, acidente cerebrovascular ou trauma cerebral.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Frequentes:
Afectam 1 a 10 utilizadores em 100.
– Alucinações, sonhos anómalos, pesadelos, confusão, agitação, alteração do comportamento, aparecimento de movimentos reflexos dos olhos, aumento da tensão no olho, movimentos tónico-clónicos, visão dupla, hipertensão (aumento da tensão arterial), taquicardia (aumento da frequência cardíaca), aumento da frequência respiratória, náuseas, vómitos, inflamação na pele e/ou erupção cutânea morbiliforme transitória.
Pouco frequentes:
Afectam 1 a 10 utilizadores em 1.000
– Anorexia, ansiedade, diminuição do ritmo cardíaco (bradicardia), arritmia, aumento da pressão sanguínea e de pulso, hipotensão, depressão respiratória, laringoespasmos, dor no local de injeção, exantema (erupção vermelha da pele) no local de injeção.
Raros:
Afectam 1 a 10 utilizadores em 10.000.
– Anafilaxia, delírio de emergência, flashback, desconforto psíquico, insónia, desorientação, depressão respiratória, apneia após a administração intravenosa rápida de doses elevadas de Cetamina e ocorrência de outras formas de obstrução das vias aéreas durante a anestesia, secreção excessiva salivar, cistite (inflamação da bexiga) e cistite hemorrágica.
Frequência desconhecida:
A frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis.
– Aumento da pressão ocular.
Afectam 1 a 10 utilizadores em 100.
– Alucinações, sonhos anómalos, pesadelos, confusão, agitação, alteração do comportamento, aparecimento de movimentos reflexos dos olhos, aumento da tensão no olho, movimentos tónico-clónicos, visão dupla, hipertensão (aumento da tensão arterial), taquicardia (aumento da frequência cardíaca), aumento da frequência respiratória, náuseas, vómitos, inflamação na pele e/ou erupção cutânea morbiliforme transitória.
Pouco frequentes:
Afectam 1 a 10 utilizadores em 1.000
– Anorexia, ansiedade, diminuição do ritmo cardíaco (bradicardia), arritmia, aumento da pressão sanguínea e de pulso, hipotensão, depressão respiratória, laringoespasmos, dor no local de injeção, exantema (erupção vermelha da pele) no local de injeção.
Raros:
Afectam 1 a 10 utilizadores em 10.000.
– Anafilaxia, delírio de emergência, flashback, desconforto psíquico, insónia, desorientação, depressão respiratória, apneia após a administração intravenosa rápida de doses elevadas de Cetamina e ocorrência de outras formas de obstrução das vias aéreas durante a anestesia, secreção excessiva salivar, cistite (inflamação da bexiga) e cistite hemorrágica.
Frequência desconhecida:
A frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis.
– Aumento da pressão ocular.
Advertências

Gravidez:Como a segurança durante a gravidez não foi estabelecida, o uso de Cetamina não é recomendado.

Aleitamento:Como a segurança durante a amamentação não foi estabelecida, o uso de Cetamina não é recomendado.

Condução:Não conduza ou utilize máquinas, nem participe em actividades perigosas no período mínimo de 24 horas após a anestesia.
Precauções Gerais
Nos doentes com hipertensão ou descompensação cardíaca confirmada, a função cardíaca deve ser continuamente monitorizada durante o procedimento.
Durante o período de recuperação podem ocorrer estados confusionais pós-operatórios.
A Cetamina só deve ser utilizada por médicos com experiência na administração de anestésicos gerais, manutenção das vias aéreas e controlo da respiração, ou sob a sua supervisão directa.
Deve haver equipamento de ressuscitação pronto a ser utilizado.
A dose intravenosa deve ser administrada durante 60 segundos.
Uma administração mais rápida pode produzir depressão respiratória ou apneia e resposta pressora aumentada.
Como os reflexos faríngeos e laríngeos mantêm-se geralmente activos, a Cetamina não deve ser utilizada isoladamente nos procedimentos de diagnóstico ou cirurgia da faringe, laringe ou árvore brônquica.
Se a Cetamina for administrada isoladamente, deve evitar-se a estimulação mecânica da faringe na medida do possível.
Em ambos os casos, pode ser necessário administrar relaxantes musculares e monitorizar a respiração do doente.
Nos procedimentos cirúrgicos que envolvem vias de condução da dor visceral, a ação de Cetamina deve ser complementada pela ação de um agente que deprima a dor visceral
Quando se administra Cetamina em regime ambulatório, o doente só deve receber alta depois de completamente recuperado da anestesia, devendo sair acompanhado por um adulto responsável.
Durante o período de recuperação pós-operatório, o doente poderá sentir confusão mental.
A Cetamina deve ser usada com precaução nos seguintes casos:
– em doentes com alcoolismo grave ou intoxicação alcoólica aguda.
– em doentes com cirrose, ou outro tipo de disfunção hepática, pode ocorrer uma duração de ação mais prolongada, pois a cetamina é metabolizada no fígado e a depuração hepática é determinante para o término dos seus efeitos.
Deve ser considerada a redução da dose nestes doentes
– em doentes com pressão do líquido cefalorraquidiano pré-anestésica elevada, uma vez que foram notificados casos de aumento da pressão do líquido cefalorraquidiano (LCR) após a administração de cetamina.
– em doentes com pressão intra-ocular aumentada (glaucoma), uma vez que a pressão pode aumentar significativamente após a primeira dose.
– em doentes com perturbações psiquiátricas (por exemplo, esquizofrenia ou psicose aguda).
– em doentes com porfiria aguda intermitente.
– em doentes que sofram de convulsões.
– em doentes com hipertiroidismo ou em tratamento com terapêutica de substituição das hormonas da tiróide (risco aumentado de hipertensão e taquicardia).
– em doentes com infeção pulmonar ou do tracto respiratório superior (a cetamina ativa reflexos faríngeos, podendo causar laringoespasmo).
– em doentes com lesões da massa intracraniana, traumatismo craniano, lesões do globo ocular ou hidrocefalia.
Reacção de emergência
Note-se que ocorreram reações de emergência em cerca de 12% dos doentes.
As manifestações psicológicas variam quanto à sua gravidade entre estados oníricos agradáveis, imagens vívidas, alucinações, pesadelos, e delírio de emergência (muitas vezes consistindo em sensações dissociativas ou de flutuação).
Em alguns casos, estes estados foram acompanhados por confusão, excitação e comportamento irracional, que alguns doentes recordam como experiência desagradável.
A sua duração é, normalmente, de algumas horas: contudo, num número restrito de casos, registaram-se no pós-operatório recorrências durante 24 horas.
Não se conhecem efeitos psicológicos residuais em resultado do uso de Cetamina.
A incidência dos fenómenos de emergência é mais baixa nos doentes jovens (menos de 15 anos de idade) e nos idosos (mais de 65 anos).
Esses fenómenos também são menos frequentes quando se administra o fármaco por via intramuscular.
A incidência de manifestações psicológicas durante o período de emergência, nomeadamente observações de tipo onírico e delírio de emergência, pode ser reduzida pela administração de doses mais baixas de Cetamina em conjunção com diazepam endovenoso durante a indução e manutenção da anestesia.
A incidência destas reações também pode diminuir se a estimulação verbal e táctil do doente for minimizada durante o período de recuperação.
Estas observações não excluem a monitorização dos sinais vitais.
Para pôr termo a uma reação de emergência grave, pode ser necessário administrar uma pequena dose hipnótica de um barbitúrico de ação curta ou ultracurta.
Cardiovascular
Recomenda-se precaução na administração de Cetamina nos casos de hipovolemia, desidratação, ou doença cardíaca, em especialdoença coronária (i.e., insuficiência cardíaca congestiva, isquemia do miocárdio e enfarte do miocárdio), uma vez que pode causar aumento significativo do consumo miocárdico de oxigénio.
Recomenda-se também precaução na administração de Cetamina em doentes com hipertensão ligeira a moderada e com taquiarritmias.
A função cardíaca deve ser continuamente monitorizada em doentes com hipertensão ou descompensação cardíaca.
A pressão sanguínea começa a aumentar pouco depois da injeção, atinge o nível máximo em minutos e regressa aos valores pré-anestésicos 15 minutos depois da injeção.
O aumento médio do pico de pressão arterial nos ensaios clínicos variou de 20 a 25 por cento dos valores pré-anestésicos.
Dependendo do estado do doente, esta elevação da pressão arterial pode ser considerada um efeito benéfico ou, nos outros, uma reação adversa.
Utilização prolongada
Foram notificados casos de cistite, incluindo cistite hemorrágica, em doentes a utilizar Cetamina durante um longo período de tempo (Esta reação adversa desenvolve-se em doentes a receber tratamento prolongado durante 1 mês até vários anos).
Abuso e dependência de fármacos
As notificações de casos de abuso de cetamina sugerem que a cetamina produz uma variedade de sintomas incluindo, mas não limitados a, fenómeno de flashback, alucinações, disforia, ansiedade, insónia, ou desorientação.
Também foram notificados casos de cistite, incluindo cistite hemorrágica
A dependência e tolerância à cetamina pode agravar-se em doentes com antecedentes de abuso ou dependência de fármacos.
Portanto, Cetamina deve ser prescrita e administrada com precaução.
Durante o período de recuperação podem ocorrer estados confusionais pós-operatórios.
A Cetamina só deve ser utilizada por médicos com experiência na administração de anestésicos gerais, manutenção das vias aéreas e controlo da respiração, ou sob a sua supervisão directa.
Deve haver equipamento de ressuscitação pronto a ser utilizado.
A dose intravenosa deve ser administrada durante 60 segundos.
Uma administração mais rápida pode produzir depressão respiratória ou apneia e resposta pressora aumentada.
Como os reflexos faríngeos e laríngeos mantêm-se geralmente activos, a Cetamina não deve ser utilizada isoladamente nos procedimentos de diagnóstico ou cirurgia da faringe, laringe ou árvore brônquica.
Se a Cetamina for administrada isoladamente, deve evitar-se a estimulação mecânica da faringe na medida do possível.
Em ambos os casos, pode ser necessário administrar relaxantes musculares e monitorizar a respiração do doente.
Nos procedimentos cirúrgicos que envolvem vias de condução da dor visceral, a ação de Cetamina deve ser complementada pela ação de um agente que deprima a dor visceral
Quando se administra Cetamina em regime ambulatório, o doente só deve receber alta depois de completamente recuperado da anestesia, devendo sair acompanhado por um adulto responsável.
Durante o período de recuperação pós-operatório, o doente poderá sentir confusão mental.
A Cetamina deve ser usada com precaução nos seguintes casos:
– em doentes com alcoolismo grave ou intoxicação alcoólica aguda.
– em doentes com cirrose, ou outro tipo de disfunção hepática, pode ocorrer uma duração de ação mais prolongada, pois a cetamina é metabolizada no fígado e a depuração hepática é determinante para o término dos seus efeitos.
Deve ser considerada a redução da dose nestes doentes
– em doentes com pressão do líquido cefalorraquidiano pré-anestésica elevada, uma vez que foram notificados casos de aumento da pressão do líquido cefalorraquidiano (LCR) após a administração de cetamina.
– em doentes com pressão intra-ocular aumentada (glaucoma), uma vez que a pressão pode aumentar significativamente após a primeira dose.
– em doentes com perturbações psiquiátricas (por exemplo, esquizofrenia ou psicose aguda).
– em doentes com porfiria aguda intermitente.
– em doentes que sofram de convulsões.
– em doentes com hipertiroidismo ou em tratamento com terapêutica de substituição das hormonas da tiróide (risco aumentado de hipertensão e taquicardia).
– em doentes com infeção pulmonar ou do tracto respiratório superior (a cetamina ativa reflexos faríngeos, podendo causar laringoespasmo).
– em doentes com lesões da massa intracraniana, traumatismo craniano, lesões do globo ocular ou hidrocefalia.
Reacção de emergência
Note-se que ocorreram reações de emergência em cerca de 12% dos doentes.
As manifestações psicológicas variam quanto à sua gravidade entre estados oníricos agradáveis, imagens vívidas, alucinações, pesadelos, e delírio de emergência (muitas vezes consistindo em sensações dissociativas ou de flutuação).
Em alguns casos, estes estados foram acompanhados por confusão, excitação e comportamento irracional, que alguns doentes recordam como experiência desagradável.
A sua duração é, normalmente, de algumas horas: contudo, num número restrito de casos, registaram-se no pós-operatório recorrências durante 24 horas.
Não se conhecem efeitos psicológicos residuais em resultado do uso de Cetamina.
A incidência dos fenómenos de emergência é mais baixa nos doentes jovens (menos de 15 anos de idade) e nos idosos (mais de 65 anos).
Esses fenómenos também são menos frequentes quando se administra o fármaco por via intramuscular.
A incidência de manifestações psicológicas durante o período de emergência, nomeadamente observações de tipo onírico e delírio de emergência, pode ser reduzida pela administração de doses mais baixas de Cetamina em conjunção com diazepam endovenoso durante a indução e manutenção da anestesia.
A incidência destas reações também pode diminuir se a estimulação verbal e táctil do doente for minimizada durante o período de recuperação.
Estas observações não excluem a monitorização dos sinais vitais.
Para pôr termo a uma reação de emergência grave, pode ser necessário administrar uma pequena dose hipnótica de um barbitúrico de ação curta ou ultracurta.
Cardiovascular
Recomenda-se precaução na administração de Cetamina nos casos de hipovolemia, desidratação, ou doença cardíaca, em especialdoença coronária (i.e., insuficiência cardíaca congestiva, isquemia do miocárdio e enfarte do miocárdio), uma vez que pode causar aumento significativo do consumo miocárdico de oxigénio.
Recomenda-se também precaução na administração de Cetamina em doentes com hipertensão ligeira a moderada e com taquiarritmias.
A função cardíaca deve ser continuamente monitorizada em doentes com hipertensão ou descompensação cardíaca.
A pressão sanguínea começa a aumentar pouco depois da injeção, atinge o nível máximo em minutos e regressa aos valores pré-anestésicos 15 minutos depois da injeção.
O aumento médio do pico de pressão arterial nos ensaios clínicos variou de 20 a 25 por cento dos valores pré-anestésicos.
Dependendo do estado do doente, esta elevação da pressão arterial pode ser considerada um efeito benéfico ou, nos outros, uma reação adversa.
Utilização prolongada
Foram notificados casos de cistite, incluindo cistite hemorrágica, em doentes a utilizar Cetamina durante um longo período de tempo (Esta reação adversa desenvolve-se em doentes a receber tratamento prolongado durante 1 mês até vários anos).
Abuso e dependência de fármacos
As notificações de casos de abuso de cetamina sugerem que a cetamina produz uma variedade de sintomas incluindo, mas não limitados a, fenómeno de flashback, alucinações, disforia, ansiedade, insónia, ou desorientação.
Também foram notificados casos de cistite, incluindo cistite hemorrágica
A dependência e tolerância à cetamina pode agravar-se em doentes com antecedentes de abuso ou dependência de fármacos.
Portanto, Cetamina deve ser prescrita e administrada com precaução.
Cuidados com a Dieta
É normal não comer ou beber pelo menos seis horas antes de uma cirurgia programada, portanto a Cetamina geralmente é administrada quando o estômago está vazio.
Se tal não acontecer, como em caso de emergência, a Cetamina pode ainda assim ser utilizada em segurança.
Se tal não acontecer, como em caso de emergência, a Cetamina pode ainda assim ser utilizada em segurança.
Resposta à overdose
Procurar atendimento médico de emergência, ou ligue para o Centro de Intoxicações.
Com uma sobredose ou com uma administração demasiado rápida, pode ocorrer depressão respiratória.
Neste caso, deve recorrer-se a ventilação assistida.
O suporte mecânico da respiração mantém uma saturacção do oxigénio no sangue e eliminação do dióxido de carbono adequadas, sendo preferível à administração de analépticos.
Com uma sobredose ou com uma administração demasiado rápida, pode ocorrer depressão respiratória.
Neste caso, deve recorrer-se a ventilação assistida.
O suporte mecânico da respiração mantém uma saturacção do oxigénio no sangue e eliminação do dióxido de carbono adequadas, sendo preferível à administração de analépticos.
Terapêutica Interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Conservar a temperatura entre 15ºC e 25ºC. Conservar na embalagem de origem para proteger da luz. Não congelar.
Este medicamento é armazenado em meio hospitalar.
Este medicamento é armazenado em meio hospitalar.
Espectro de susceptibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Etomidato Cetamina
Observações: n.d.Interacções: Efeito do Etomidato em outros medicamentos: A administração de etomidato em associação com cetamina não parece ter qualquer efeito significativo nas concentrações plasmáticas ou nos parâmetros farmacocinéticos da cetamina ou do seu principal metabólito, norcetamina. - Cetamina

Cetamina Barbitúricos
Observações: n.d.Interacções: No caso de utilização concomitante de barbitúricos, a recuperação pode ser mais prolongada. - Barbitúricos

Tiopental sódico Cetamina
Observações: n.d.Interacções: Cetamina: O uso simultâneo da cetamina com os anestésicos barbitúricos, especialmente em doses elevadas ou quando a administração é rápida, pode aumentar o risco de hipotensão e/ou depressão respiratória. - Cetamina

Besilato de atracúrio Cetamina
Observações: n.d.Interacções: Do mesmo modo que outros agentes de bloqueio neuromuscular não despolarizantes, a magnitude e/ou duração do bloqueio neuromuscular despolarizante do besilato de atracúrio pode aumentar como resultado da interação com cetamina. - Cetamina

Cetamina Opiáceos
Observações: n.d.Interacções: No caso de utilização concomitante de agonistas opiáceos, a recuperação pode ser mais prolongada. - Opiáceos

Cetamina Bloqueadores neuromusculares
Observações: n.d.Interacções: A cetamina pode potenciar os efeitos dos bloqueadores neuromusculares atracúrio e tubocurarina, incluindo depressão respiratória com apneia. - Bloqueadores neuromusculares

Cetamina Anestésicos halogenados
Observações: n.d.Interacções: O uso concomitante de anestésicos halogenados e cetamina pode prolongar o tempo de semivida de eliminação da cetamina e demorar a recuperação da anestesia. O uso comum de cetamina (especialmente quando administrada rapidamente ou em doses elevadas) e anestésicos halogenados pode aumentar o risco de desenvolver bradicardia, hipotensão, ou redução do débito cardíaco. - Anestésicos halogenados

Cetamina Depressores do SNC
Observações: n.d.Interacções: O uso da cetamina com outros depressores do sistema nervoso central (por exemplo, etanol, Fenotiazidas, agentes bloqueadores H1, ou relaxantes do musculo esquelético) pode potenciar a depressão do sistema nervoso central e/ou aumentar o risco de desenvolvimento de depressão respiratória. - Depressores do SNC

Cetamina Ansiolíticos
Observações: n.d.Interacções: Podem ser necessárias doses mais baixas de cetamina quando administrada com outros ansiolíticos. - Ansiolíticos

Cetamina Sedativos
Observações: n.d.Interacções: Podem ser necessárias doses mais baixas de cetamina quando administrada com sedativos. - Sedativos

Cetamina Hipnóticos
Observações: n.d.Interacções: Podem ser necessárias doses mais baixas de cetamina quando administrada com hipnóticos. - Hipnóticos

Cetamina Tiopental sódico
Observações: n.d.Interacções: A cetamina antagoniza o efeito hipnótico do tiopental. - Tiopental sódico

Cetamina Hormonas da tiroide
Observações: n.d.Interacções: Doentes em tratamento com hormonas tiroideias têm um risco aumentado de desenvolver hipertensão e taquicardia quando lhes é administrada cetamina. - Hormonas da tiroide

Cetamina Anti-hipertensores
Observações: n.d.Interacções: O uso concomitante de agentes anti-hipertensores e cetamina aumenta o risco de hipotensão. - Anti-hipertensores

Cetamina Teofilina
Observações: n.d.Interacções: Quando a cetamina e a teofilina são administradas simultaneamente, verifica-se uma significativa diminuição do limiar das convulsões. Foram notificadas convulsões de tipo e extensão inesperadas com a administração concomitante destes fármacos. Reação de delírio de emergência. - Teofilina

Cloreto de mivacúrio Cetamina
Observações: n.d.Interacções: Tal como todos os outros bloqueadores neuromusculares não-despolarizantes, a extensão e/ou duração de um bloqueio neuromuscular não-despolarizante pode ser aumentada e as necessidades de perfusão podem ser reduzidas por cetamina. - Cetamina

Diazepam Cetamina
Observações: n.d.Interacções: O pré-tratamento com diazepam altera a farmacodinâmica e a farmacocinética do anestésico cetamina. A N-desmetilação da cetamina foi inibida, levando a uma semivida prolongada e a um tempo prolongado de sono induzido pela cetamina. Na presença de diazepam, é necessária uma concentração reduzida de cetamina para obter uma anestesia adequada. - Cetamina

Informe o Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.
Com excepção à administração durante a cirurgia para parto abdominal ou vaginal, não se efectuaram estudos clínicos controlados durante a gravidez.
A Cetamina atravessa a placenta. Como a segurança durante a gravidez e amamentação não foi estabelecida, o uso de Cetamina não é recomendado.
Quando se administra Cetamina em regime ambulatório, o doente só deve receber alta depois de completamente recuperado da anestesia, devendo sair acompanhado por um adulto responsável.
Não conduza ou utilize máquinas, nem participe em atividades perigosas no período mínimo de 24 horas após a anestesia.
Com excepção à administração durante a cirurgia para parto abdominal ou vaginal, não se efectuaram estudos clínicos controlados durante a gravidez.
A Cetamina atravessa a placenta. Como a segurança durante a gravidez e amamentação não foi estabelecida, o uso de Cetamina não é recomendado.
Quando se administra Cetamina em regime ambulatório, o doente só deve receber alta depois de completamente recuperado da anestesia, devendo sair acompanhado por um adulto responsável.
Não conduza ou utilize máquinas, nem participe em atividades perigosas no período mínimo de 24 horas após a anestesia.
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 24 de Março de 2026