Carbamazepina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
A Carbamazepina é um dos principais fármacos utilizados no tratamento da epilepsia.

Quimicamente é semelhante à imipramina e demais antidepressivos tricícliclos. Possui grupamento carbamil na posição 5 e é derivada de iminostilbeno.

O seu mecanismo de ação não está completamente entendido, mas algumas das suas acções se assemelham aos de fenitoína; embora haja pouca semelhança química entre os dois compostos, a sua estrutura tridimensional é semelhante.
Usos comuns
Epilepsia:
– Crises epilépticas parciais com sintomatologia complexa ou simples.
– Crises epilépticas primária e secundariamente generalizadas com componente clónico-tónica.

Formas epilépticas mistas.
– Mania e tratamento profiláctico da doença maníaco-depressiva.
– Neuralgia essencial do trigémio.
– Neuralgia essencial glossofaríngea.
– Síndroma de privação alcoólica.
Tipo
pequena molécula
História
A Carbamazepina foi descoberta pelo químico Walter Schindler em JR Geigy AG (agora parte da Novartis), em Basileia, na Suíça, em 1953. Em seguida, em 1960, Schindler sintetizou a droga antes de suas propriedades antiepiléticas terem sido descobertas.

A Carbamazepina foi comercializada pela primeira vez como um fármaco para tratamento da neuralgia do trigémeo (anteriormente conhecida como tique doloroso), em 1962.

Tem sido usada como anticonvulsivante e antiepilético no Reino Unido desde 1965, e está aprovada nos EUA desde 1974.

Em 1971, os médicos Takezaki e Hanaoka usaram primeira vez a Carbamazepina para controlar a mania em pacientes refratários a antipsicóticos (o lítio não estava disponível no Japão na época).

O Dr. Okuma, investigando de forma independente, fez a mesma coisa com o sucesso. Como também tinham sido epileptologistas, tinham já alguma familiaridade com os efeitos antiagressão desta droga.

A Carbamazepina seria estudada para o transtorno bipolar ao longo dos anos 1970.
Indicações
– Crises epiléticas parciais com sintomatologia complexa ou simples.
– Crises epiléticas primária e secundariamente generalizadas com componente clónico-tónica.
– Formas epiléticas mistas.
– Mania e Tratamento Profilático da Doença Maníaco-depressiva.
– Neuralgia do Trigémio.
– Neuralgia Essencial Glossofaríngea.
– Síndroma de Privação Alcoólica.
Classificação CFT
02.06     Antiepiléticos e anticonvulsivantes
Mecanismo De Ação
A Carbamazepina é um agente anticonvulsivante que suprime os ataques de epilepsia psicomotora, automatismo ou epilepsia parcial com sintomatologia complexa (epilepsia temporal), embora também actue no grande mal ou crises tónico-clónicas generalizadas e nas crises focais motoras ou epilepsia jacksoniana e praticamente não actua no pequeno mal ou ausências.

A Carbamazepina exerce um efeito psicotropo que facilita a readaptação social do paciente. Nos diversos ensaios clínicos realizados com centenas de doentes, foi demonstrada a sua actividade e eficácia, comparativamente com outros fármacos como o fenobarbital, difenilhidantoína, valproato de sódio e primidona.

A Carbamazepina é eficaz em regime monoterápico ou combinado com neuroléticos, antidepressivos e lítio, para tratamento da mania e prevenção da doença maníaco-depressiva. Na depressão endógena, mostra-se mais favorável quando o doente apresenta transtornos afectivos bipolares e registos de ECG irregulares. Os doentes com alterações afectivas que respondem insuficientemente à profilaxia com lítio são resistentes à farmacoterapia; no entanto, nestes casos foi, também, demonstrada a sua eficácia.

A Carbamazepina é considerada fármaco de eleição em doentes que sofrem neuralgia do trigémeo, conclusão a que se chegou de acordo com os resultados dos ensaios clínicos pois, impede o aparecimento de paroxismos dolorosos na maioria dos casos. Quando a Carbamazepina não se mostrar eficaz nesta patologia, provavelmente será necessário intervir cirurgicamente.

A Carbamazepina é activa frente às convulsões e hiperexcitabilidade que se apresentam no sindroma de privação alcoólica e reduz o risco de ataques. Estas propriedades foram evidenciadas em animais. Assim, frente ao grande mal ou a epilepsia maior, suprime a fase tónica do electroshock máximo (ESM) no ratinho.

A DE50 por via intraperitoneal é 8,8 mg/kg e a DT50 no rotarod, 72 mg/Kg; o índice protector resultante (DT50/DE50) de 8,1, valor ligeiramente mais alto que o da fenitoína, testemunha a boa maneabilidade do fármaco.

Em raros “kindled”, a Carbamazepina, em doses de 30 mg/Kg por via intraperitoneal, reduz a gravidade e a duração das crises parciais complexas; o seu efeito anticonvulsivo pode, também, ser exercido por alterações diferenciais dos níveis de monoamina em regiões do cérebro, tais como o córtex e o cerebelo do rato.
Posologia Orientativa
Epilepsia
Adultos: Inicialmente 200 mg, 1-2 vezes ao dia.
Aumentar até à dose óptima, habitualmente 400 mg duas a três vezes ao dia.

Crianças: 10-20 mg/kg de peso ao dia.
Admninistrar os comprimidos de 200 mg.
– Até 1 ano: 100 a 200 mg diários.
– 1 - 5 anos: 200-400 mg diários.
– 6 - 10 anos: 400-600 mg diários.
– 11 - 15 anos: 600-1.000 mg diários, distribuídos em várias tomas.

Mania e Profilaxia da Doença Maníaco-Depressiva
A dose oscila entre 400 e 1.600 mg/dia, sendo a usual de 400-600 mg/dia, repartida em duas ou três tomas.

Neuralgia do Trigémio
Inicialmente, 200-400 mg/dia, aumentando paulatinamente até atingir a analgesia (em geral 200 mg três a quatro vezes ao dia); posteriormente, efectuar uma redução gradual até à dose mínima eficaz. Em pacientes de idade avançada ou hipersensíveis, é conveniente iniciar o tratamento com 100 mg, duas vezes ao dia.

Desabituação Alcoólica
Em geral, 200 mg três vezes ao dia, podendo aumentar-se a dose, nos primeiros dias, para 400 mg três vezes ao dia, segundo a gravidade dos sintomas.
Administração
Os comprimidos de Carbamazepina devem ser administrados durante ou após as refeições, com um pouco de líquido.
Contraindicações
Nunca deve ser usada em pacientes com:
História prévia de depressão da medula óssea (depressão da função hematopoiética).

Tratamento prévio a inibidores da monoaminoxidase, a não ser que tenham decorrido pelo menos 14 dias após a interrupção dos mesmos.

Hipersensibilidade ao fármaco ou sensibilidade conhecida a outros antidepressivos tricíclicos, como a aminotriptilina, imipramina, nortriptilina, etc.

Qualquer anormalidade da condução auriculoventricular.

Porfírias.

Recomenda-se uma cautelosa dosificação em pacientes com lesões hepáticas, renais, cardiovasculares, idosos e glaucoma.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
A Carbamazepina, fármaco que se prescreve fundamentalmente dentro do campo da psiquiatria e neurologia, causa uma incidência de reações adversas que varia entre 35-50%. Embora a maior parte sejam moderadas, estão relacionadas com a dose, são transitórias e, geralmente, desaparecem sem necessidade de se interromper o tratamento.

Entre as reações adversas que podem ameaçar a vida, encontra-se a anemia aplásica, embora não esteja definida uma relação causa-efeito. Com pouca frequência ocorrem casos de hepatite fatal, dermatite exfoliativa grave e sindroma de Stevens-Johnson.

Entre as reações adversas graves e irreversíveis, destacam-se as erupções eritematosas da pele, cuja incidência está compreendida entre 3% e 10% dos pacientes que recebem pela primeira vez o fármaco; podem ser acompanhadas de prurido e afectam principalmente as mãos.

Ocasionalmente, podem estender-se e associar-se com outras manifestações alérgicas, tais como febre, linfoadenopatia, alterações da função hepática e icterícia colestática e hepatocelular.

Outras reações adversas observadas: leucopenia, lúpus eritematoso, oligúria com pressão sanguínea elevada, hematúria, proteinúria e insuficiência renal (que pode relacionar-se com o efeito antidiurético do fármaco), bradicardia e insuficiência cardíaca, hiponatrémia (devido a um aumento da hormona antidiurética circulante, influenciada pela idade e pela relação dose/nível do fármaco).

Entre as reações adversas sintomáticas, as mais comuns são: enjoos, náuseas, vómitos e astenia. Estes sintomas, relacionados com a dose, desaparecem quando a mesma é reduzida.

Foi descrito um transtorno de hipersensibilidade multisistémica caracterizada por erupção, febre, linfoadenopatia e hepatite.

Finalmente, as restantes reações adversas observadas, agrupadas por sistemas, são as seguintes:
Sistema hematopoiético: Pancitopenia, depressão da medula óssea, leucocitose, eosinofilia, porfíria intermitente aguda. Observaram-se discrasias sanguíneas fatais, devendo fazer-se monitorização do paciente relativamente à anemia aplásica, agranulocitose e trombocitopenia.

Pele: Erupções pruríticas, urticária, necrólise epidérmica tóxica (sindroma de Lyell), reações de fotossensibilidade, alterações na pigmentação da pele, eritema multiforme e nodoso, púrpura, agravamento do lúpus eritematoso disseminado.

Alopecia e diaforese.
Hirsutismo.

Sistema cardiovascular: Insuficiência cardíaca congestiva, edema, agravamento da hipertensão, hipotensão, síncope e colapso, agravamento da doença arterial coronária, arritmias e bloqueio aurículoventricular, tromboflebite primária, recorrência de tromboflebite. Algumas destas complicações foram fatais.

Sistema respiratório: Hipersensibilidade pulmonar caracterizada por febre, dispneia, pneumonite e pneumonia.

Sistema geniturinário: Frequência urinária, retenção urinária aguda, azoemia, impotência.

Albuminúria, glucosúria, azoto ureico elevado.

Sistema nervoso: Vertigens, sonolência, alterações da coordenação, confusão, agitação, dor de cabeça, fadiga, visão turva, alucinações visuais, acomodação e diplopia transitória nos idosos, alterações oculomotoras, nistagmo, alterações da expressão, movimentos involuntários anormais, neurite periférica, parestesias, depressão com agitação, dificuldade em falar, tinnitus, hipercrasia.

Sistema digestivo: Dor abdominal, diarreia, obstipação, anorexia, secura da boca e da faringe, incluindo glossite e estomatite.

Olhos: Derrames, opacidades da lente cortical, conjuntivites.

Metabolismo: Febre e calafrios.

Outros: Aumento do colesterol, HDL e triglicéridos. Meningite asséptica. Tumefação dos gânglios linfáticos.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Malformações congénitas major, respostas evocadas anormais no cérebro auditivo, estrabismo, astigmatismo, anisometropia; influência negativa no peso corporal, na altura e no perímetro craneano, atraso mental (síndrome da carbamazepina; íleo paralítico). Ver Antiepilépticos. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados. Trimestre: 1º e 3º
Aleitamento
Aleitamento:Evitar; presente no leite em quantidades muito pequenas para ser perigoso; possível erupção grave.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Metabolismo comprometido na IH avançada.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Usar com precaução.
Conducao
Conducao:Altera a capacidade de condução.
Precauções Gerais
A Carbamazepina pode causar anemia aplásica e agranulocitose com um risco 11 vezes superior ao da população em geral, embora o risco da população não tratada seja baixo (aproximadamente 4,7 pacientes por milhão de população e ano, no caso da agranulocitose, e 2 pacientes por milhão e ano para a anemia aplásica).

Na maior parte dos casos (81%) a agranulocitose ocorre durante os três primeiros meses da terapia e são poucos os que aparecem após 5 anos de tratamento.

A diminuição transitória ou persistente do número de plaquetas ou leucócitos não pode associar-se comummente com o uso de Carbamazepina.

Se a leucopenia é assintomática, não progressiva ou flutuante, não é necessário suspender a medicação e só será interrompida quando o tratamento é progressivo, acompanhado de manifestações clínicas (por ex., febre ou dor de garganta), ou evolui para situações mais sérias como a anemia aplásica e a agranulocitose.

Devido à baixíssima incidência de anemia aplásica e agranulocitose, é improvável o aparecimento de alterações hematológicas menores durante a monitorização dos pacientes com Carbamazepina.

Antes de iniciar o tratamento com a Carbamazepina, é fundamental examinar o quadro hemático e a função hepática.

Depois, deverão realizar-se análises hemáticas, primeiro semanalmente durante o primeiro mês e depois mensalmente, em especial nos pacientes que recebam doses muito altas e, por fim, vigiar a função hepática.

Se o paciente apresentar reações cutâneas alérgicas, deterioração hepática, contagem baixa de leucócitos ou plaquetas, deverá realizar-se uma estreita monitorização e se existir qualquer manifestação de depressão da medula óssea, interromper o tratamento.

Quando o tratamento é bruscamente interrompido, a transição para outros medicamentos deve fazer-se com diazepam.

A Carbamazepina pode supor um risco nos pacientes com história de reação hematológica adversa a qualquer fármaco.

Devido à sua moderada atividade anticolinérgica, vigiar regularmente os pacientes que apresentem um aumento da pressão intraocular.

A Carbamazepina pode aumentar a tolerância ao álcool, pelo que não se recomenda o consumo de bebidas alcoólicas.

Devido à relação do fármaco com outros compostos tricíclicos, ter em conta a possibilidade de ativação de uma psicose latente e, em pacientes idosos, de confusão e agitação.

Administrar com precaução e sob vigilância médica, a pacientes com doença cardiovascular grave, transtornos hepáticos ou renais, em idosos e quando se efetue uma mudança de tratamento de Carbamazepina a outros agentes antiepilépticos.

A Carbamazepina não está indicada em ausências (pequeno mal), por ser em geral ineficaz e porque lhe está atribuído que, excepcionalmente, pode exacerbar as crises de ausências atípicas.

Em crianças com idade inferior a 3 anos, recomenda-se não ultrapassar a dose de 200 mg/dia.

Produtos naturais ou extratos vegetais contendo Hypericum perforatum não devem ser utilizados concomitantemente com Carbamazepina, devido ao risco de diminuição das concentrações plasmáticas de Carbamazepina, e consequente diminuição dos seus efeitos terapêuticos.

Existe evidência de que a a presença do alelo HLA-B 1502 em indíduos de origem chinesa das etnias Han e Thai tratados com Carbamazepina está fortemente associada ao risco de reações cutâneas graves como a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ).

Sempre que possível, este indivíduos deverão realizar o teste para deteção deste alalelo antes de iniciarem o tratamento com Carbamazepina.

O tratamento com Carbamazepina não deve ser iniciado caso seja detetada a presença deste alelo, ecepto se não existir alternativa terapêutica.

Os doentes com resultado negativo para o alelo, têm um baixo risco de desenvolver o SSJ, embora ainda assim, esta reação possa ocorrer muito raramente.

Devido á falta de dados, ainda não é conhecido o risco para toda a população com ascendência do sudeste asiático. Na população caucasiana a presença do alelo HLA-B 1502 não se encontra associada ao SSJ.

Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados com medicamentos antiepilépticos, em várias indicações terapêuticas.

Uma meta-análise de ensaios aleatorizados de medicamentos epilépticos, contra placebo, mostrou também um pequeno aumento do risco de ideação e comportamento suicida.

Não é ainda conhecido o mecanismo que explica este risco e os dados disponíveis não excluem a possibilidade de um aumento do risco para a Carbamazepina.

Os doentes devem ser monitorizados quanto aos sinais de ideação e comportamento suicida, devendo ser considerada a necessidade de tratamento adequado.

Os doentes (e os prestadores de cuidados aos doentes) devem ser aconselhados a contatar o médico assim que surjam sinais de ideação e comportamento suicida.
Cuidados com a Dieta
Não consuma bebidas alcoólicas enquanto estiver a tomar Carbamazepina.

Não deve tomar sumo de toranja ou comer toranjas, uma vez que tal poderá aumentar o efeito de Carbamazepina.

Outros sumos, tais como o sumo de laranja ou o sumo de maçã, não têm este efeito.
Terapêutica Interrompida
Se esquecer de tomar uma dose, tome-a logo que possível.
Contudo, se está quase na altura da dose seguinte, não tome a dose esquecida; retome apenas o seu esquema posológico habitual.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Comprimidos: Não conservar acima de 25ºC. Proteger da humidade.
Suspensão oral: Não conservar acima de 30ºC. Proteger da luz.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Banana-da-terra ou banana-comprida + Carbamazepina

Observações: Os pacientes que tomam lítio ou carbamazepina devem evitar a co-administração de banana. Pacientes que tomam lítio ou carbamazepina devem consultar o seu médico antes de usar produtos à base de plantas.
Interações: N.D.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tacrolímus + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Indutores do metabolismo: As substâncias a seguir indicadas demonstraram diminuir clinicamente os níveis sanguíneos de tacrolímus: Fortes interações foram observadas com rifampicina, fenitoína ou hipericão (Hypericum perforatum) o que pode requerer o aumento das doses de tacrolímus em praticamente todos os doentes. Foram reportadas interações clínicas relevantes com o fenobarbital. As doses de manutenção com corticosteróides demonstraram poder reduzir os níveis sanguíneos de tacrolímus. Doses elevadas de prednisolona ou metilprednisolona, administradas para o tratamento da rejeição aguda, têm o potencial de aumentar ou diminuir os níveis sanguíneos de tacrolímus. A carbamazepina, metamizol e isoniazida têm potencial para diminuir as concentrações de tacrolímus.

Enalapril + Lercanidipina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: LERCANIDIPINA: Associações que necessitam de precaução para utilização: Indutores do CYP3A4: A coadministração de lercanidipina com indutores do CYP3A4, tais como anticonvulsivantes (p.ex.: fenitoína, carbamazepina) e rifampicina deve ser abordada com cuidado, dado que o efeito anti-hipertensor pode ser diminuído, devendo-se monitorizar a pressão arterial mais frequentemente do que o habitual.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Etinilestradiol + Levonorgestrel + Carbamazepina

Observações: Interações medicamentosas entre Contracetivos orais e outros medicamentos podem originar uma hemorragia de disrupção e/ou falha contraceptiva.
Interações: Metabolismo hepático: Podem ocorrer interações com substâncias que induzem as enzimas microssomais o que pode resultar numa depuração aumentada de hormonas sexuais (por ex. fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina, e possivelmente também oxcarbazepina, topiramato, felbamato, Griseofulvina e produtos contendo Erva de São João ou hipericão). Também a protease VIH (por ex. ritonavir) e inibidores não-nucleósidos da transcriptase reversa (por ex. nevirapina), e combinações dos dois, têm sido reportados como afectando potencialmente o metabolismo hepático.

Levomilnacipran + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Potencial para outras drogas afetadas Levomilnacipran: Não é necessário ajustar uma dose de Levomilnacipran quando co-administrado com um indutor ou substrato do CYP3A4. Estudos in vivo não mostraram resultados clinicamente significativos na exposição ao tratamento com co-administrados com o indutor de CYP3A4 carbamazepina ou o substrato CYP3A4 alprazolam. Potencial para Levomilnacipran afetar outras drogas: Não se recomenda o ajuste da dose de medicação concomitante quando o Levomilnacipran é administrado com um substrato de CYP3A4, CYP1A2, CYP2A6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6, CYP2E1, P-gp, OATP1B1, OATP1B3, OAT1, OAT3 ou OCT2. Estudos in vitro demonstraram que não são inibidores de CYP1A2, CYP2A6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6, CYP2E1, P-gp, OATP1B1, OATP1B3, OAT1, OAT3 ou OCT2. A utilização concomitante de Levomilnacipran com alprazolam ou carbamazepina, substratos de CYP3A4, não teve efeito significativo sobre as concentrações plasmáticas de alprazolam ou carbamazepina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tramadol + Dexcetoprofeno + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: O efeito de alívio da dor de tramadol pode ser reduzida, e o comprimento de tempo que actua pode ser reduzido, se também tomar medicamentos que contenham Carbamazepina (para ataques epilépticos).

Elvitegravir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Utilização concomitante contraindicada: A coadministração de Elvitegravir / Cobicistate / Emtricitabina / Tenofovir e de alguns medicamentos que induzem o CYP3A como, por exemplo, o hipericão (Hypericum perforatum), rifampicina, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína pode resultar na diminuição significativa das concentrações plasmáticas de cobicistate e elvitegravir, o que pode causar perda do efeito terapêutico e desenvolvimento de resistência.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Estradiol + Levonorgestrel + Carbamazepina

Observações: Nota: A informação de prescrição de quaisquer medicações concomitantes deve ser sempre consultada para identificar interações potenciais.
Interações: As interações medicamentosas que resultam num aumento da depuração das hormonas sexuais podem levar à ocorrência de hemorragias intracíclicas e ao insucesso contracetivo. Isto foi demostrado com as hidantoínas (por ex., fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina e rifampicina).

Rosiglitazona + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Não se poderá excluir o facto de outros indutores (p.ex: fenitoína, carbamazepina, fenobarbital, Erva de São João) poderem também afectar a exposição à rosiglitazona. Poderá ser necessário aumentar a dose de rosiglitazona. Deverá ser considerada a monitorização cuidadosa do controlo glicémico.

Tezacaftor + Ivacaftor + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Medicamentos que afetam a farmacocinética de tezacaftor e de ivacaftor Indutores da CYP3A O tezacaftor e o ivacaftor são substratos da CYP3A (o ivacaftor é um substrato sensível da CYP3A). A utilização concomitante de indutores da CYP3A poderá resultar em exposições reduzidas e, por conseguinte, numa redução da eficácia de Tezacaftor/Ivacaftor e do ivacaftor. A coadministração do ivacaftor com rifampicina, um indutor forte da CYP3A, diminuiu significativamente a exposição ao ivacaftor (área sob a curva [AUC]) em 89%. É também de esperar que as exposições do tezacaftor possam diminuir de forma significativa durante a coadministração com indutores fortes da CYP3A; por conseguinte, não se recomenda a coadministração com indutores fortes da CYP3A. Exemplos de indutores fortes da CYP3A incluem: • rifampicina, rifabutina, fenobarbital, carbamazepina, fenitoína e hipericão (Hypericum perforatum)
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Miocamicina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A diacetil-midecamicina pode aumentar as concentrações plasmáticas da carbamazepina e da ciclosporina. Como tal, é recomendável a monitorização dos níveis plasmáticos destes fármacos durante o tratamento concomitante com a diacetil-midecamicina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Sibutramina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A rifampicina, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e a dexametasona são indutores da enzima CYP3A4 e podem acelerar o metabolismo da sibutramina, embora este facto não tenha sido objecto de estudos experimentais.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tiotepa + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de indutores do citocromo P450 (como rifampicina, carbamazepina, fenobarbital) pode aumentar o metabolismo da tiotepa, levando a concentrações plasmáticas aumentadas do metabolito activo. Por conseguinte, durante a utilização concomitante de tiotepa e destes medicamentos, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados a nível clínico.

Apixabano + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Indutores da CYP3A4 e da P-gp: A coadministração do apixabano com rifampicina, um indutor potente da CYP3A4 e da P-gp, levou a uma diminuição de aproximadamente 54% e 42% na AUC e Cmax médias de apixabano, respetivamente. A utilização concomitante de apixabano com outros indutores potentes da CYP3A4 e da P-gp (por exemplo, fenítoina, carbamazepina, fenobarbital ou hipericão) podem também conduzir a uma redução das concentrações plasmáticas de apixabano. Não é necessário efetuar ajuste da dose do apixabano durante a terapêutica concomitante com estas substâncias, no entanto, indutores potentes da CYP3A4 e da P-gp deverão ser coadministrados com precaução.

Progesterona + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Há indicações de que o uso simultâneo prolongado (acima de 3 meses) de barbitúricos, bromocriptina, carbamazepina, hidantoína ou rifampicina com Progesterona, pode resultar em interações clinicamente relevantes, bem como na possível alteração laboratorial dos valores da função hepática e endócrina. Provavelmente, estes compostos podem diminuir a eficácia de Progesterona, isto é, podem diminuir a protecção do endométrio contra estimulação estrogénica prolongada.

Ácido acetilsalicílico + Paracetamol + Cafeína + Carbamazepina

Observações: Não existem interações de segurança relevantes entre o ácido acetilsalicílico e o paracetamol.
Interações: Paracetamol e Indutores enzimáticos ou substâncias potencialmente hepatotóxicas (exemplo, álcool, rifampicina, isoniazida, hipnóticos e antiepilépticos incluindo fenobarbital, fenitoína e carbamazepina): Aumento da toxicidade do paracetamol que pode conduzir a lesão hepática mesmo com doses não prejudiciais de paracetamol; assim, a função hepática deve ser monitorizada. O uso concomitante não é recomendado.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ifosfamida + Carbamazepina

Observações: A administração sequencial ou a coadministração planeada de outras substâncias ou tratamentos que possam aumentar a probabilidade ou a gravidade dos efeitos tóxicos (por meio de interações farmacodinâmicas ou farmacocinéticas) requer uma avaliação individual cuidadosa do benefício esperado e dos riscos. Os doentes que recebem tais combinações devem ser cuidadosamente monitorizados para sinais de toxicidade de forma a permitir a intervenção atempada. Doentes tratados com ifosfamida e agentes que reduzem a sua ativação devem ser monitorizados para uma potencial redução de eficácia terapêutica e da necessidade de ajuste de dose.
Interações: Indutores das enzimas microssomais extra-hepáticas e hepáticas humanas (por exemplo, enzimas do citocromo P450): O potencial de aumento da formação de metabolitos responsáveis pela citotoxicidade e outras toxicidades (dependendo das enzimas induzidas) deve ser considerado no caso de tratamento anterior ou concomitante com, por exemplo: Carbamazepina Corticosteroides Rifampicina Fenobarbital Fenitoína Erva de São João No caso de tratamento anterior ou concomitante com fenobarbital, fenitoina, benzodiazepinas, primidona, carbamazepina, rifampicina ou hidrato de cloral, existe um risco de induzir a isoenzima CYP microssomal ubíqua, particularmente presente no fígado.

Eplerenona + Carbamazepina

Observações: Estudos in vitro indicam que a eplerenona não é um inibidor das isoenzimas CYP1A2, CYP2C19, CYP2C9, CYP2D6 ou CYP3A4. A eplerenona não é um substrato nem um inibidor da glicoproteína-P.
Interações: Interações farmacocinéticas: Indutores da CYP3A4: A co-administração de hipericão ou Erva de São João (um potente indutor da CYP3A4) com a eplerenona provocou um decréscimo de 30% na AUC da eplerenona. Pode ocorrer um decréscimo mais acentuado na AUC da eplerenona com indutores mais potentes da CYP3A4, tais como a rifampicina. Devido ao risco de redução da eficácia da eplerenona, não é recomendada a utilização concomitante de indutores potentes da CYP3A4 (rifampicina, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e Erva de São João) com a eplerenona.

Vemurafenib + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de indutores potentes de gp-P, glucoronidação e/ou CYP3A4 (por exemplo rifampicina, rifabutina, carbamazepina, fenitoína ou erva de São João [Hypericum perforatum]) pode originar exposição subótima de vemurafenib e deve ser evitada.

Cabozantinib + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Efeito de outros medicamentos sobre cabozantinib: Inibidores e indutores CYP3A4: Deve portanto evitar-se a co-administração crónica de fortes indutores CYP3A4 (por exemplo, fenitoína, carbamazepina, rifampicina, fenobarbital ou preparações de plantas contendo erva de S. João [Hypericum perforatum]) com cabozantinib.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Danazol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Fármacos anticonvulsivantes: O Danatrol pode aumentar os níveis plasmáticos da carbamazepina, podendo afectar a resposta a este fármaco bem como à fenitoína. É provável uma interacção semelhante com o fenobarbital.

Tramadol + Paracetamol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A utilização concomitante não é recomendada com: Carbamazepina e outros indutores enzimáticos: Risco de redução da eficácia e duração do efeito devido a concentrações plasmáticas reduzidas do tramadol.

Panobinostate + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Agentes que com probabilidade de diminuirem as concentrações de panobinostate: A fração de panobinostate metabolizada pela CYP3A4 é aproximadamente 40%. Em estudos clínicos no mieloma múltiplo, a exposição a panobinostate diminui em aproximadamente 20% devido ao uso concomitante de dexametasona, que é um indutor dependente da dose, ligeiro a moderado da CYP3A4. Espera-se que indutores potentes tenham efeitos maiores e possam reduzir a eficácia de panobinostate, assim deve ser evitado o uso concomitante de indutores potentes da CYP3A4 incluindo, mas não limitado a, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, rifabutina, rifampicina e hipericão (Hypericum perforatum).

Clozapina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de fármacos que se sabe induzirem as enzimas do citocromo P450 pode diminuir os níveis plasmáticos de clozapina, conduzindo à redução de eficácia. Fármacos que se sabe induzirem a actividade das enzimas do citocromo P450 e com interações descritas com a clozapina incluem, por exemplo, carbamazepina (não usar concomitantemente com clozapina, devido ao seu potencial mielossupressor), fenitoína e rifampicina. Supressores da Medula Óssea (ex: carbamazepina, cloranfenicol, sulfonamidas (ex: cotrimoxazol), analgésicos derivados da pirazolona (ex: fenilbutazona), penicilamina, agentes citotóxicos e injecções antipsicóticos depot de longa-duração: Interagem para aumentar o risco e/ou gravidade da supressão da medula óssea. A clozapina não deve ser utilizada concomitantemente com outros agentes que tenham um potencial para suprimir a função da medula óssea bem conhecido.

Sofosbuvir + Velpatasvir + Voxilaprevir + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacocinéticas Medicamentos que podem diminuir a exposição plasmática de Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir: Medicamentos que são indutores fortes da P-gp ou indutores fortes do CYP2B6, CYP2C8 ou CYP3A4 (por ex., rifampicina, rifabutina, hipericão, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína) podem diminuir as concentrações plasmáticas de sofosbuvir, velpatasvir e/ou voxilaprevir, levando à redução do efeito terapêutico de Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir. A utilização destes medicamentos com Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir é contraindicada. Interações farmacocinéticas: Medicamentos que podem diminuir a exposição plasmática de Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir: Medicamentos que são indutores fortes da P-gp ou indutores fortes do CYP2B6, CYP2C8 ou CYP3A4 (por ex., rifampicina, rifabutina, hipericão, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína) podem diminuir as concentrações plasmáticas de sofosbuvir, velpatasvir e/ou voxilaprevir, levando à redução do efeito terapêutico de Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir. A utilização destes medicamentos com Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir é contraindicada. Interações entre Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir e outros medicamentos: ANTICONVULSIVANTES Carbamazepina (Indução da P-gp e CYPs) Interação não estudada. Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir é contraindicado com carbamazepina

Ritonavir + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do Ritonavir nos Medicamentos Não Antirretrovirais Coadministrados: Anticonvulsivantes: Carbamazepina: Ritonavir administrado como potenciador farmacocinético ou como medicamento antirretroviral inibe a CYP3A4, pelo que se prevê que aumente as concentrações plasmáticas da carbamazepina. Recomenda-se monitorização cuidadosa quando a carbamazepina é administrada concomitantemente com ritonavir.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Estradiol + Nomegestrol + Carbamazepina

Observações: Clinicamente, um metabolismo aumentado de estrogénios e progestagénios pode conduzir a uma diminuição do efeito e alterações no perfil da hemorragia uterina.
Interações: O metabolismo dos estrogénios e dos progestagénios pode ser aumentado pela utilização concomitante de substâncias conhecidas por induzirem a metabolização enzimática de fármacos, especificamente as enzimas do citocromo P450, tais como os anticonvulsivantes (por exemplo fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos (por exemplo, rifampicina, rifabutina, nevirapina e efavirenz).

Fluconazol + Carbamazepina

Observações: O fluconazol é um potente inibidor do citocromo P450 (CYP) isoenzima 2C9 e um inibidor moderado do CYP3A4. O fluconazol é também um inibidor da isoenzima CYP2C19. Adicionalmente às interações observadas/documentadas abaixo indicadas, existe um risco de aumento da concentração plasmática de outros compostos metabolizados pelo CYP2C9 e CYP3A4 coadministrados com fluconazol. Deste modo, deve-se ter precaução quando se utilizam estas associações e os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados. O efeito inibidor da enzima pelo fluconazol persiste 4-5 dias após a descontinuação do tratamento com fluconazol devido à sua longa semivida.
Interações: A utilização concomitante dos seguintes fámacos leva a precauções e ajustes de dose: O efeito de fluconazol noutros fármacos: Carbamazepina: O fluconazol inibe o metabolismo da carbamazepina e foi observado um aumento de 30% da carbamazepina sérica. Existe o risco de desenvolvimento de toxicidade devida à carbamazepina. Pode ser necessário ajuste posológico da carbamazepina, dependendo das medições da concentração/efeito.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levonorgestrel + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo do levonorgestrel é aumentado pela utilização concomitante de enzimas hepáticas: anticonvulsivantes (fenobarbital, fenitoína, primidona, carbamazepina); rifabutina; rifampicina; griseofulvina, ritonavir, Hypericum perforatum (hipericão ou Erva de S. João). A eficácia de Levonorgestrel pode ser reduzida em caso de administração concomitante destas substâncias ativas.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fenobarbital + Carbamazepina

Observações: Para além das interações acima mencionadas, está descrito que muitos outros fármacos podem alterar a resposta aos barbitúricos ou ver a sua própria resposta alterada. Por isso deve haver precaução sempre que se adiciona ou retira um fármaco de um regime terapêutico que contém fenobarbital, tendo sempre em consideração a possibilidade de ser necessário efectuar ajustes de doses.
Interações: O uso concomitante de carbamazepina e barbitúricos pode resultar no aumento do metabolismo da carbamazepina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ansiolíticos + Carbamazepina

Observações: Aumento do efeito sedativo por inibição do CYP3A4. Efeito aditivo com depressores do SNC. Inibição enzimática.
Interações: Inibição do metabolismo com aumento do efeito/toxicidade - Carbamazepina
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dienogest + Etinilestradiol + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. As interações do etinilestradiol e o dienogest, com outros medicamentos podem aumentar ou diminuir ou ambas, as concentrações séricas das hormonas esteroides. A redução das concentrações séricas de etinilestradiol/dienogest pode levar a um aumento das hemorragias intercorrentes e dos distúrbios menstruais e reduzir a eficácia do contracetivo do Dienogest / Etinilestradiol; o aumento de etinilestradiol/dienogest nos níveis séricos pode levar a um aumento de incidência e aumento da expressão de efeitos secundários.
Interações: Os seguintes medicamentos podem diminuir as concentrações séricas das hormonas esteroides contidas no Dienogest / Etinilestradiol: - todos os agentes que aumentam o risco de motilidade gastrointestinal, tais como a metoclopramida, - Medicamentos indutores, as enzimas microssomais hepáticas, tais como a rifampicina, rifabutina, barbitúricos, anticonvulsivantes (como barbexaclona, carbamazepina, oxcarbazepina, fenitoína, primidona, topiramato e felbamato), griseofulvina, modafinil, Erva de São João (Hypericum perforatum). Foi notificado que tanto os inibidores da protease do VIH (por exemplo, ritonavir) como os inibidores não-nucleósidos da transcriptase reversa (por exemplo, nevirapina), bem como a combinação de ambos, podem influenciar o metabolismo hepático. - Certos antibióticos (por exemplo, ampicilina, tetraciclina) em algumas mulheres, possivelmente através de uma redução da circulação entero-hepática dos estrogénios. Deve ser utilizado um método não hormonal contracetivo adicional quando existir terapia concomitante com estes medicamentos e a toma de Dienogest / Etinilestradiol, durante o tratamento e nos primeiros 7 dias. As mulheres a fazerem um tratamento a curto prazo (até uma semana) com um medicamento dos grupos acima referidos, ou com qualquer uma das substâncias ativas para além da rifampicina devem utilizar temporariamente um método de barreira juntamente com as COCs, ou seja, durante o período de tempo de administração concomitante, bem como durante 14 dias após a descontinuação do mesmo. As mulheres tratadas com rifampicina devem utilizar para além do COC um método de barreira adicional durante o período de tempo de administração da rifampicina, assim como durante 28 dias após a sua descontinuação. Em mulheres com tratamento crónico com fármacos indutores das enzimas hepáticas, recomenda-se a utilização de outro método contracetivo não hormonal fiável. Se existir utilização concomitante de medicamentos com essas substâncias durante o último comprimido da embalagem deve iniciar-se imediatamente o novo blister após o último comprimido do primeiro blister sem fazer o habitual intervalo sem toma de comprimidos. Se for necessário um tratamento a longo prazo com estes medicamentos, deve-se utilizar de preferência métodos contracetivos não hormonais.
 Sem significado Clínico

Ertugliflozina + Sitagliptina + Carbamazepina

Observações: Não foram efetuados estudos de interação medicamentosa farmacocinética com Ertugliflozina + Sitagliptina; contudo, estes tipos de estudo foram efetuados com as substâncias ativas individuais de Ertugliflozina + Sitagliptina.
Interações: Ertugliflozina Interações farmacocinéticas Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética da ertugliflozina O metabolismo pela UGT1A9 e UGT2B7 é o principal mecanismo de depuração para a ertugliflozina. A administração de doses múltiplas de rifampicina (um indutor da UGT e do CYP) diminui a AUC e a Cmax da ertugliflozina em 39% e 15%, respetivamente. Esta diminuição na exposição não é considerada clinicamente relevante e, por conseguinte, não é recomendado qualquer ajuste posológico. Não é de esperar um efeito clinicamente relevante com outros indutores (p. ex., carbamazepina, fenitoína, fenobarbital).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Etinilestradiol + Norelgestromina + Carbamazepina

Observações: As interações entre contracetivos orais e outros medicamentos podem conduzir a hemorragias intra cíclicas e/ou falência do contracetivo.
Interações: Metabolismo hepático: Podem ocorrer interações medicamentosas com medicamentos que induzem a atividade das enzimas hepáticas, o que pode resultar num aumento da depuração das hormonas sexuais (por exemplo: fenobarbital, primidona, rifampicina, rifabutina, bosentano, (fos)aprepitant, alguns anti-epileticos (por exemplo: carbamazepina, a cetato de eslicarbazepina, felbamato, oxcarbazepina, fenitoína, rufinamida, topiramato) e alguns medicamentos para a infeção pelo VIH ( nelfinavir, ritonavir, nevirapina, efavirenz e possivelmente também, griseofulvina e preparações à base de plantas contendo hipericão (Hypericum perforatum). A indução enzimática máxima é, geralmente, observada em 10 dias, mas pode ser mantida durante pelo menos 4 semanas após cessação da terapia. As mulheres em tratamento de curto prazo com qualquer das classes terapêuticas ou substâncias ativas individuais supracitadas que induzem as enzimas hepáticas (exceto a rifampicina), devem utilizar, temporariamente, um método de barreira para além de Etinilestradiol + Norelgestromina, durante o período da administração concomitante e durante 7 dias após a sua descontinuação. No caso das mulheres em terapêutica prolongada com qualquer uma das classes terapêuticas supracitadas, é recomendada a utilização de outro método de contraceção não hormonal fiável. As mulheres em tratamento com antibióticos (exceto a rifampicina) devem utilizar o método de barreira até 7 dias após a descontinuação. Se a administração concomitante de medicamentos se prolongar para além do final do período de utilização correspondente a uma semana, deve aplicar-se o próximo sistema transdérmico, sem o habitual intervalo livre de sistema transdérmico.

Repaglinida + Carbamazepina

Observações: Não foram efetuados estudos de interação em crianças.
Interações: A rifampicina, um potente indutor de CYP3A4 e também de CYP2C8, age simultaneamente como indutor e como inibidor do metabolismo de repaglinida. Um tratamento inicial de sete dias com rifampicina (600 mg), seguido de uma administração concomitante de repaglinida (uma dose única de 4 mg) no sétimo dia de tratamento, resultou numa AUC 50% mais baixa (efeito combinado de uma indução e uma inibição). Quando a repaglinida foi administrada 24 horas após a última dose de rifampicina, observou-se uma redução de 80% da AUC de repaglinida (efeito de indução apenas). A utilização concomitante de rifampicina e repaglinida pode, assim, induzir a necessidade de ajustamento da dose de repaglinida, a qual deverá basear-se na monitorização cuidadosa das concentrações de glucose sanguínea no início do tratamento com rifampicina (inibição aguda), na dose seguinte (efeito misto de inibição e indução), na suspensão (só indução) e até aproximadamente duas semanas após a suspensão da rifampicina, quando já não se verifica o seu efeito indutor. Não pode ser excluída a hipótese de outros indutores, como por exemplo a fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e Erva de S. João, poderem ter um efeito semelhante. As seguintes substâncias podem reduzir o efeito hipoglicemiante de repaglinida: Contracetivos orais, rifampicina, barbitúricos, carbamazepina, tiazidas, corticosteroides, danazol, hormonas tiroideias e simpaticomiméticos. Quando estes medicamentos são administrados ou descontinuados num doente tratado com repaglinida, o doente deve ser vigiado relativamente a alterações da glicemia.

Edoxabano + Carbamazepina

Observações: O edoxabano é predominantemente absorvido no trato gastrointestinal (GI) superior. Desta forma, os medicamentos ou afeções que aumentam o esvaziamento gástrico e a motilidade intestinal têm o potencial de reduzir a dissolução e absorção do edoxabano.
Interações: Indutores da gp-P: A coadministração de edoxabano com o indutor da gp-P, rifampicina, originou uma redução na média da AUC do edoxabano e a uma semivida mais curta, com possíveis reduções dos seus efeitos farmacodinâmicos. A utilização concomitante de edoxabano com outros indutores da gp-P (por exemplo, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital ou hipericão) pode originar redução das concentrações plasmáticas de edoxabano. O edoxabano deve ser utilizado com precaução quando coadministrado com indutores da gp-P.

Amlodipina + Valsartan + Carbamazepina

Observações: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com Amlodipina / Valsartan e outros medicamentos.
Interações: Interações associadas à AMLODIPINA: Indutores do CYP3A4 (agentes anticonvulsivantes [ex. carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, fosfenitoína, primidona], rifampicina, Hypericum perforatum): Não existem dados disponíveis sobre o efeito dos indutores da CYP3A4 na amlodipina. O uso concomitante de indutores da CYP3A4 (por exemplo, rifampicina, Hypericum perforatum) pode originar concentrações plasmáticas mais baixas de amlodipina. A amlodipina deve ser utilizada com precaução quando administrada simultaneamente com indutores da CYP3A4.

Vortioxetina + Carbamazepina

Observações: A vortioxetina é extensamente metabolizada no fígado, principalmente por oxidação catalisada pelo CYP2D6, e numa menor extensão pelo CYP3A4/5 e CYP2C9.
Interações: Potencial de outros medicamentos para afetar a vortioxetina: Indutores do citocromo P450: Quando uma dose única de 20 mg de vortioxetina foi coadministrada em indivíduos saudáveis após 10 dias de tratamento com rifampicina 600 mg/dia (um indutor extenso das isoenzimas CYP), foi observado um decréscimo de 72% na AUC da vortioxetina. Dependendo da resposta individual do doente, pode considerar-se um ajuste da dose se um indutor extenso do citocromo P450 (por exemplo, rifampicina, carbamazepina, fenitoína) for adicionado ao tratamento com vortioxetina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Estradiol + Noretisterona + Carbamazepina

Observações: Clinicamente, um metabolismo aumentado de estrogénios e progestagénios pode originar um efeito diminuído e alterações no perfil de hemorragia uterina.
Interações: O metabolismo dos estrogénios e progestagénios pode aumentar através do uso concomitante de substâncias indutoras das enzimas metabolizadoras, especificamente as enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes (por exemplo: fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e antiinfecciosos (por exemplo: rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenze).

Pixantrona + Carbamazepina

Observações: Não foram notificadas interações medicamentosas nos participantes e não foram realizados estudos de interações medicamentosas em seres humanos. Estudos in vitro com as isoformas humanas mais habituais do citocromo P450 (incluindo CYP1A2, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6 e 3A4) mostraram uma possível inibição do tipo mista do CYP1A2 e CYP2C8 que pode ter relevância clínica. Não se observaram outras interações significativas clinicamente relevantes com os CYPP450.
Interações: Devem ser tomadas precauções quando a pixantrona é administrada continuamente de forma concomitante com indutores de transporte de efluxo, tais como rifampicina, carbamazepina e glucocorticoides, dado que a excreção da pixantrona pode aumentar, com uma diminuição consequente da exposição sistémica.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Clorofenamina + Paracetamol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A potencial hepatotoxicidade do paracetamol pode ser aumentada pela administração de doses elevadas ou de doses repetidas de determinadas substâncias, por indução das enzimas microssomais hepáticas. Estes agentes também podem provocar uma diminuição dos efeitos terapêuticos do paracetamol. Nestas substâncias incluem-se os barbitúricos, a carbamazepina, as hidantoínas, a isoniazida, a rifampicina e a sulfinpirazona.

Venetoclax + Carbamazepina

Observações: Venetoclax é metabolizado predominantemente pelo CYP3A.
Interações: Agentes que podem diminuir as concentrações plasmáticas de venetoclax: Indutores do CYP3A: A coadministração de rifampicina 600 mg uma vez por dia, um indutor forte do CYP3A, durante 13 dias em 10 indivíduos saudáveis, reduziu a Cmax em 42% e a AUC∞ em 71% de venetoclax. Deve ser evitada a utilização concomitante de Venetoclax com indutores fortes do CYP3A (p. ex. carbamazepina, fenitoína, rifampicina) ou indutores moderados do CYP3A (p. ex. bosentano, efavirenz, etravirina, modafinil, nafcilina). Devem considerar-se tratamentos alternativos com menor indução do CYP3A.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Aminofilina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Degradação acelerada da Aminofilina (Teofilina Etilenodiamina) e/ou biodisponibilidade reduzida e, por conseguinte, eficácia reduzida, pode ser encontrada em fumadores ou doentes a receber concomitantemente os seguintes medicamentos: barbitúricos, especialmente a fenobarbitona ou pentobarbitona, carbamazepina, fenitoína, rifampicina, primidona, ou sulfinpirazona. Estas condições possivelmente necessitam de um aumento da dose de Aminofilina (Teofilina Etilenodiamina).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Norgestrel + Valerato de estradiol + Carbamazepina

Observações: A contracepção hormonal deve ser interrompida quando a THS é iniciada e a doente deve ser aconselhada a tomar medidas contraceptivas não-hormonais, se necessário.
Interações: Interações medicamentosas: Tratamento prolongado com fármacos indutores das enzimas hepáticas (por ex. diversos anticonvulsivantes e antimicrobianos) pode aumentar a depuração das hormonas sexuais e pode reduzir a eficácia clínica. Estas propriedades indutoras das enzimas hepáticas têm sido atribuídas às hidantoínas, barbituratos, primidona, carbamazepina e rifampicina, sendo também suspeitas para a oxcarbazepina, topiramato, felbamato e griseofulvina. A indução enzimática máxima geralmente não se verifica antes das 2-3 semanas, mas poderá permanecer durante, pelo menos, 4 semanas após a interrupção da terapêutica farmacológica.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brometo de pancurónio + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Diminuição do efeito: Administração crónica de fenitoína ou carbamazepina. Efeito variável: A administração de outros agentes bloqueadores neuromusculares não despolarizantes em combinação com brometo de pancurónio pode atenuar ou potenciar o bloqueio neuromuscular, dependendo do modo de administração e do agente bloqueador neuromuscular utilizado. O suxametónio após a administração do brometo de pancurónio pode ampliar ou atenuar o efeito de bloqueio neuromuscular.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dextrometorfano + Quinidina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A quinidina é metabolizada pela CYP3A4. Os indutores potentes da CYP3A4 (por exemplo, rifampicina, fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, hipericão/Hypericum perforatum) poderão acelerar o metabolismo da quinidina, o que resulta em concentrações plasmáticas mais baixas e, por conseguinte, numa inibição diminuída da CYP2D6. Isto pode levar a concentrações plasmáticas mais baixas e potencialmente subterapêuticas do dextrometorfano e a uma eficácia diminuída deste medicamento.

Elbasvir + Grazoprevir + Carbamazepina

Observações: Grazoprevir é um substrato do OATP1B1/3 transportadores. Elbasvir e grazoprevir são substratos para CYP3A e P-gp, mas o papel da P-gp intestinal na absorção de elbasvir e grazoprevir parece ser mínima.
Interações: Drogas que são contra-indicados com Elbasvir/ grazoprevir: Fenitoína e Carbamazepina: Pode levar à perda de resposta virológica ao Elbasvir / grazoprevir devido a reduções significativas das concentrações elbasvir e plasma grazoprevir causadas por indução CYP3A forte.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Enalapril + Nitrendipina + Carbamazepina

Observações: O sumo de toranja inibe o metabolismo oxidativo da nitrendipina. A sua ingestão simultânea com sumo de toranja aumenta a concentração plasmática de nitrendipina, o que pode aumentar o efeito hipotensor do medicamento.
Interações: A nitrendipina é metabolizada pelo sistema citocromo P450 3A4, localizado na mucosa intestinal e no fígado. Os fármacos indutores deste sistema enzimático, tais como anticonvulsivantes (como, por exemplo, fenitoína, o fenobarbital ou a carbamazepina) e a rifampicina podem provocar uma redução significativa da biodisponibilidade da nitrendipina.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Teofilina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A depuração da teofilina poderá ser aumentada e/ou a sua biodisponibilidade e eficácia reduzidas em casos de administração concomitante com as substâncias seguintes: - Barbiturícos, por exemplo fenobarbital, pentobarbital e primidona, - Carbamazepina, - Fenitoína e fosfenitoína, - Rifampicina e rifapentina, - Sulfinpirazona, - Preparações contendo hipericão (medicamentos à base de Erva de São João) Nos fumadores, a depuração da teofilina poderá ser aumentada e/ou a sua biodisponibilidade e eficácia reduzidas. Em alguns casos, poderá ser necessário um aumento da dose de teofilina.

Triazolam + Carbamazepina

Observações: Podem ocorrer interações farmacocinéticas quando o triazolam é administrado com fármacos que interferem com o seu metabolismo. Compostos inibidores de determinadas enzimas hepáticas (particularmente o citocromo P4503A4) podem aumentar a concentração de triazolam e provocar um aumento da sua atividade. Dados de estudos clínicos com triazolam, estudos in vitro com triazolam e estudos clínicos com fármacos metabolizados de modo semelhante ao triazolam fornecem provas de vários graus de interação e várias interações possíveis entre o triazolam e outros fármacos.
Interações: A rifampicina e a carbamazepina provocam indução da CYP3A4. Desta forma, o efeito do triazolam pode ser diminuído significativamente durante a terapêutica com rifampicina ou carbamazepina. Os doentes devem alterar para hipnóticos alternativos que sejam eliminados principalmente como glucoronidos.

Ramipril + Hidroclorotiazida + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Precauções de utilização: Carbamazepina: Risco de hiponatremia devido ao efeito aditivo com a hidroclorotiazida.

Abemaciclib + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética do abemaciclib O abemaciclib é principalmente metabolizado pela CYP3A4. Indutores da CYP3A4 A coadministração de abemaciclib com o indutor forte da CYP3A4 rifampicina diminuiu a concentração plasmática de abemaciclib em 95% e a concentração plasmática de abemaciclib livre ajustada à potência mais dos seus metabolitos ativos em 77% com base na AUC0-∞. A utilização concomitante de indutores fortes da CYP3A4 (incluem, mas não se limitam: carbamazepina, fenitoína, rifampicina e hipericão) deve ser evitada, devido ao risco de eficácia reduzida do abemaciclib.

Tiagabina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Uso concomitante com fármacos que envolvem metabolismo CYP3A4/5: Os agentes antiepiléticos que induzem as enzimas hepáticas (CYP P450) tais como fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e primidona aceleram o metabolismo de tiagabina. A rifampicina (indutor CYP) acelera o metabolismo da tiagabina. Em caso de associação com um ou vários destes fármacos (agentes antiepiléticos, rifampicina), a dose de tiagabina pode ser ajustada: aumento da dose diária e/ou a uma maior frequência de administração, de forma a obter-se resposta clínica. Tiagabina não tem qualquer efeito clinicamente significativo nas concentrações plasmáticas de fenitoína, carbamazepina, fenobarbital, valproato, varfarina, digoxina, teofilina e das hormonas contidas nos contracetivos orais.
 Sem significado Clínico

Dapagliflozina + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na dapagliflozina: Não é esperado um efeito clinicamente relevante com outros indutores (p.ex. carbamazepina, fenitoína, fenobarbital).

Ruxolitinib + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Ruxolitinib é eliminado através de metabolismo catalisado por CYP3A4 e CYP2C9. Assim, os medicamentos que inibem estas enzimas podem dar origem a um aumento da exposição a ruxolitinib.
Interações: Indutores da CYP3A4 (tais como, mas não limitados a, avasimiba, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, rifabutina, rifampina (rifampicina), hipericão (Hypericum perforatum)). Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados e a dose ajustada com base na segurança e na eficácia. Em indivíduos saudáveis a quem foi administrado Ruxolitinib (dose única 50 mg) depois do indutor potente da CYP3A4 rifampicina (dose diária de 600 mg durante 10 dias), a AUC de ruxolitinib foi 70% mais baixa, face à administração de Ruxolitinib isoladamente. A exposição de metabolitos ativos de ruxolitinib foi inalterada. Em geral, a atividade farmacodinamica de ruxolitinib foi semelhante, sugerindo que a indução da CYP3A4 resultou num efeito farmacodinâmico mínimo. Contudo, isto pode estar relacionado com a dose alta de ruxolitinib que resultou num efeito farmacodinamico próximo Emax. É possível que no doente, seja necessário um aumento da dose de ruxolitinib quando o tratamento é iniciado com um indutor potente das enzimas.

Cariprazina + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Potencial de outros medicamentos para afetar a cariprazina: O metabolismo da cariprazina e dos seus principais metabolitos ativos, a desmetil cariprazina (DCAR) e a didesmetil cariprazina (DDCAR), é maioritariamente mediado pela CYP3A4 com um contributo menor da CYP2D6. Indutores da CYP3A4: A coadministração de cariprazina com indutores fortes e moderados da CYP3A4 pode resultar numa redução significativa na exposição à cariprazina total, pelo que a coadministração de cariprazina e indutores fortes ou moderados da CYP3A4 (p. ex. carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, rifampicina, hipericão (Hypericum perforatum), bosentano, efavirenz, etravirina, modafinil, nafcilina) é contraindicada.

Apremilaste + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Não é recomendado o uso de indutores do citocromo P450 por exemplo carbamazepina com este medicamento.

Fluoxetina + Carbamazepina

Observações: Estudos de interacção só foram efectuados em adultos.
Interações: Combinações que requerem precauções na utilização: Isoenzima CYP2D6: Dado que o metabolismo da fluoxetina (tal como o dos antidepressivos tricíclicos e outros antidepressivos selectivos da serotonina) envolve o sistema isoenzimático do citocromo hepático CYP2D6, a terapêutica concomitante com fármacos também metabolizados por este sistema enzimático pode conduzir a interações medicamentosas. A terapêutica concomitante com fármacos predominantemente metabolizados por esta isoenzima, e que possuem um índice terapêutico estreito (tal como a flecainida, encainida, carbamazepina e antidepressivos tricíclicos), deve ser iniciada com ou ajustada à dose mais baixa do intervalo terapêutico. O mesmo se aplica se o doente tiver tomado fluoxetina nas 5 semanas anteriores.

Gabapentina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Não se observaram interações entre a gabapentina e fenobarbital, fenitoína, ácido valpróico ou carbamazepina. A farmacocinética da gabapentina no estado estacionário é semelhante em indivíduos saudáveis e em doentes com epilepsia medicados com estes medicamentos antiepiléticos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Hidrocortisona + Carbamazepina

Observações: População pediátrica: Não foram realizados estudos de interação.
Interações: Medicamentos que induzem as enzimas hepáticas, como a rifampicina, rifabutina, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, primidona e aminoglutetimida, aumentam o metabolismo dos corticosteróides e os seus efeitos terapêuticos podem ser diminuídos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Lasofoxifeno + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A depuração de lasofoxifeno pode estar aumentada em doentes tratados cronicamente com indutores do CYP3A4 e uridina 5'-difosfato glucuronosiltransferases (UGTs) (por exemplo, fenitoína, carbamazepina, barbitúricos e hipericão), resultando em concentrações reduzidas no estado estacionário e que podem resultar numa eficácia reduzida.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tadalafil + Carbamazepina

Observações: Estudos de interação foram efetuados com 10 e/ou 20 mg de tadalafil, tal como abaixo indicado. No que respeita aqueles estudos de interação onde apenas foi utilizada a dose de 10 mg de tadalafil, não se podem ignorar completamente possíveis interações clínicas relevantes com doses mais altas.
Interações: Indutores do citocromo P450: Um indutor do CYP3A4, a rifampicina, reduziu a AUC do tadalafil em cerca de 88% relativamente aos valores da AUC para tadalafil isoladamente (10 mg). Pode-se antecipar que esta reduzida exposição diminua a eficácia do tadalafil; desconhece-se qual a magnitude desta diminuição de eficácia. Outros indutores do CYP3A4 tais como o fenobarbital, a fenitoína e a carbamazepina também podem diminuir as concentrações do tadalafil no plasma.

Crizotinib + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Agentes que podem diminuir as concentrações plasmáticas do crizotinib: A coadministração de uma dose única de 250 mg de crizotinib com rifampicina (600 mg QD), um indutor potente do CYP3A4, resultou em diminuições de 82% e 69% na AUC inf e Cmax do crizotinib, respetivamente, quando comparado com a administração de crizotinib isolado. A coadministração de crizotinib com indutores potentes do CYP3A pode diminuir as concentrações plasmáticas do crizotinib. O uso concomitante de indutores potentes do CYP3A, incluindo mas não limitado a carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, rifabutina, rifampicina e Erva de S. João, deve ser evitado. Para além disso, o efeito dos indutores do CYP3A na exposição do crizotinib em estado estacionário não foi estabelecido.

Fosinopril + Hidroclorotiazida + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Carbamazepina: a administração concomitante de carbamazepina e hidroclorotiazida tem sido associada ao risco de hiponatremia sintomática. Durante a administração concomitante, os eletrólitos devem ser monitorizados. Se possível, deve ser administrada outra classe de diuréticos.

Nilotinib + Carbamazepina

Observações: O nilotinib é principalmente metabolizado no fígado e é também substrato para a bomba de efluxo multifármacos, glicoproteína-P (gp-P). Assim, a absorção e subsequente eliminação do nilotinib absorvido sistemicamente podem ser influenciadas por substâncias que afetem a CYP3A4 e/ou a gp-P.
Interações: Substâncias que podem diminuir as concentrações séricas do nilotinib: A rifampicina, um indutor potente do CYP3A4, diminui a Cmax de nilotinib em 64% e reduz a AUC de nilotinib em 80%. A rifampicina e o nilotinib não devem ser utilizados concomitantemente. A administração concomitante de outros fármacos que induzam a CYP3A4 (por ex.: fenitoína, rifampicina, carbamazepina, fenobarbital e hipericão) poderá, da mesma forma, reduzir a exposição ao nilotinib de uma forma clinicamente relevante. Em doentes nos quais estejam indicados indutores da CYP3A4 deverão ser selectionados agentes alternativos com menor potencial de indução enzimático.

Etinilestradiol + Norgestimato + Carbamazepina

Observações: Aconselha-se que os médicos consultem a rotulagem dos medicamentos utilizados concomitantemente, para obter mais informações acerca das interações com contracetivos hormonais e da possível necessidade de ajustar as dosagens.
Interações: Indutores das enzimas hepáticas: Produtos ou medicamentos à base de plantas que induzem as enzimas, especialmente o CYP3A4, podem diminuir as concentrações plasmáticas das hormonas contracetivas e podem diminuir a sua eficácia e/ ou aumentar a hemorragia intercorrente. Exemplos incluem: barbitúricos bosentano carbamazepina felbamato hidantoínas primidona griseofulvina alguns inibidores da protease VIH (por ex., ritonavir) modafinil alguns inibidores não nucleósidos da transcriptase reversa (por ex., nevirapina) oxcarbazepina fenitoína rifampicina e rifabutina hipericão topiramato Mulheres a utilizar medicamentos indutores das enzimas hepáticas devem utilizar temporariamente um método contracetivo de barreira para além de Etinilestradiol / Norgestimato durante o tempo da administração do medicamento concomitante e durante 28 dias após a sua descontinuação.
 Sem significado Clínico

Pantoprazol + Carbamazepina

Observações: O pantoprazol é metabolizado no fígado pelo sistema enzimático do citocromo P450. Não se pode excluir a interacção com outros fármacos ou compostos que são metabolizados utilizando o mesmo sistema enzimático.
Interações: Não se observaram interações clinicamente significativas em testes específicos com vários fármacos ou compostos, nomeadamente carbamazepina, cafeína, diazepam, diclofenac, digoxina, etanol, glibenclamida, metoprolol, naproxeno, nifedipina, fenitoína, piroxicam, teofilina e um contracetivo oral.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Vismodegib + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de medicamentos concomitantes no vismodegib: Os estudos in vitro indicam que o vismodegib é um substrato do transportador de efluxo da glicoproteína-P (gp-P) e das enzimas metabolizadoras de fármacos CYP2C9 e CYP3A4. A exposição de vismodegib pode ser menor quando o vismodegib é administrado com indutores CYP (rifampicina, carbamazepina, fenitoína ou erva de S. João).

Bedaquilina + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Indutores do CYP3A4: A exposição da bedaquilina pode ser reduzida durante a administração concomitante com indutores do CYP3A4. Num estudo de interação de dose única de bedaquilina e rifampicina uma vez por dia (potente indutor) em indivíduos saudáveis, a exposição (AUC) à bedaquilina foi reduzida em 52% [IC90% (-57;-46)]. Devido à possibilidade de redução do efeito terapêutico da bedaquilina resultante da diminuição da exposição sistémica, a administração concomitante de bedaquilina e indutores potentes ou moderados do CYP3A4 (ex. efavirenz, etravirina, rifamicinas incluindo rifampicina, rifapentina e rifabutina, carbamazepina, fenitoína, hipericão (Hypericum perforatum)) utilizados sistemicamente deve ser evitada.

Mirtazapina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A carbamazepina e a fenitoína, indutores do CYP3A4, aumentaram a depuração da mirtazapina para o dobro, resultando num decréscimo das concentrações plasmáticas de mirtazapina de 60 e 45%, respetivamente. Quando a carbamazepina ou qualquer outro indutor do metabolismo hepático (tal como a rifampicina) for adicionado à terapêutica com mirtazapina, pode ser necessário o aumento da dose de mirtazapina. Se o tratamento com quaisquer destes fármacos for interrompido, pode ser necessária a redução da dose de mirtazapina.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Saxagliptina + Carbamazepina

Observações: Os dados clínicos a seguir descritos sugerem que é baixo o risco de interações clinicamente significativas com medicamentos coadministrados.
Interações: O metabolismo da saxagliptina é mediado principalmente pelo citocromo P450 3A4/5 (CYP3A4/5). A administração concomitante de saxagliptina e indutores do CYP3A4/5, que não seja a rifampicina (tais como carbamazepina, dexametasona, fenobarbital e fenitoína) não foi estudada e pode resultar numa concentração plasmática reduzida da saxagliptina e numa concentração aumentada do seu metabolito principal. O controlo glicémico deverá ser cuidadosamente avaliado quando a saxagliptina é utilizada concomitantemente com um indutor potente do CYP3A4/5.

Tipranavir + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação apenas foram realizados em adultos.
Interações: ANTICONVULSIVANTES: Carbamazepina 200 mg BID A combinação de carbamazepina e Tipranavir, coadministrado com ritonavir em dose baixa, deve ser utilizada com precaução. Doses elevadas de carbamazepina (> 200 mg) podem resultar numa maior diminuição das concentrações plasmáticas de tipranavir.

Buprenorfina + Naloxona + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Indutores do CYP3A4: A utilização concomitante de indutores do CYP3A4 com buprenorfina pode diminuir as concentrações plasmáticas de buprenorfina, podendo resultar num tratamento subótimo da dependência de opiáceos com buprenorfina. Recomenda-se que os doentes tratados com buprenorfina/naloxona sejam cuidadosamente monitorizados em caso de administração concomitante com estes indutores (por ex., fenobarbital, carbamazepina, fenitoína, rifampicina). A dose de buprenorfina ou do indutor do CYP3A4 poderá ter de ser ajustada em conformidade.

Captopril + Hidroclorotiazida + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: HIDROCLOROTIAZIDA: Carbamazepina: A administração concomitante de carbamazepina e hidroclorotiazida tem sido associada com o risco de hiponatremia sintomática. Durante a administração concomitante os electrólitos devem ser monitorizados. Se possível, deve ser administrada outra classe de diuréticos.

Lumacaftor + Ivacaftor + Carbamazepina

Observações: O lumacaftor é um indutor potente das CYP3A e o ivacaftor é um inibidor fraco das CYP3A, quando administrados em monoterapia. Existe a possibilidade de outros medicamentos afetarem lumacaftor/ivacaftor quando administrados concomitantemente, assim como de lumacaftor/ivacaftor afetar outros medicamentos.
Interações: Carbamazepina, fenobarbital, fenitoína: A utilização concomitante de lumacaftor/ivacaftor com estes anticonvulsivantes não é recomendada. As exposições de ivacaftor e do anticonvulsante podem diminuir significativamente, o que pode reduzir a eficácia das duas substâncias ativas.

Tolvaptano + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Efeito de outros medicamentos na farmacocinética de tolvaptano: Indutores do CYP3A: O uso concomitante de medicamentos que sejam indutores potentes do CYP3A (por exemplo, rifampicina) diminui a exposição e eficácia de tolvaptano. A coadministração de tolvaptano com rifampicina reduz a Cmax e a AUC de tolvaptano em cerca de 85%. Por conseguinte, a administração concomitante de tolvaptano com indutores potentes do CYP3A (por exemplo, rifampicina, rifabutina, rifapentina, fenitoína, carbamazepina e hipericão) deve ser evitada.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloromadinona + Etinilestradiol + Carbamazepina

Observações: A interação do etinilestradiol, com outros medicamentos, pode aumentar ou reduzir as concentrações séricas de etinilestradiol. Em caso de necessidade de tratamento prolongado com essas subtâncias ativas, devem ser utilizados métodos contracetivos não hormonais. Concentrações séricas reduzidas de etinilestradiol podem aumentar as hemorragias intracíclicas e as perturbações dos ciclos, e reduzir a eficácia contracetiva de Cloromadinona / Etinilestradiol; concentrações séricas aumentadas de etinilestradiol podem aumentar a frequência e a gravidade dos efeitos indesejáveis.
Interações: Os seguintes medicamentos/substâncias ativas podem resuzir as concentrações séricas de etinilestradiol: Todas as substâncias que aumentem a motilidade gastrointestinal (por exemplo metoclopramida) ou reduzem a absorção (por exemplo carvão ativado) Substâncias que indutoras de enzimas microssomais hepáticas, tais como rifampicina, rifabutina, barbitúricos, antiepiléticos (por exemplo carbamazepina, fenitoína e topiramato), griseofulvina, barbexalona, primidona, modafinil, alguns inibidores da protease (por exemplo ritonavir) e erva de São João. Certos antibióticos (por exemplo ampicilina, tetraciclina) em algumas mulheres, provavelmente devido à diminuição da circulação entero-hepática por ação dos estrogénios. No tratamento concomitante destes medicamentos/substâncias ativas com Cloromadinona / Etinilestradiol devem ser utilizados métodos contracetivos adicionais durante o tratamento e após os primeiros 7 dias. Com substâncias ativas que reduzam os níveis séricos de etinilestradiol por indução das enzimas microssomais hepáticas devem ser utilizados métodos contracetivos adicionais durante 28 dias após a suspensão da medicação.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Parecoxib + Carbamazepina

Observações: O parecoxib é rapidamente hidrolisado no metabolito activo, valdecoxib. Os doentes sob terapêutica com anticoagulantes orais deverão ser monitorizados cuidadosamente em relação ao tempo de protrombina INR, em especial nos primeiros dias de tratamento com parecoxib ou quando a dose de parecoxib é alterada. No ser humano, estudos demonstraram que o metabolismo do valdecoxib é predominantemente mediado pela via das isoenzimas CYP3A4 e 2C9. O efeito da indução enzimática não foi estudado. Não foram realizados estudos formais de interações com Anestésicos inalados.
Interações: O metabolismo do valdecoxib pode aumentar quando administrado concomitantemente com indutores enzimáticos, como a rifampicina, fenitoína, carbamazepina ou dexametasona.
 Sem significado Clínico

Retigabina + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Com base nesses dados agrupados, a retigabina não causou efeitos clinicamente significativos no plasma nas concentrações dos seguintes antiepiléticos: Carbamazepina, clobazam, clonazepam, gabapentina, lamotrigina, levetiracetam, oxcarbazepina, fenobarbital, fenitoína, pregabalina, topiramato, valproato, zonisamida. Esta análise também mostrou que não existe efeito clinicamente significativo dos indutores (fenitoína, carbamazepina e fenobarbital) na depuração da retigabina. No entanto, dados em estado estacionário de um número limitado de doentes em estudos menores de fase II indicaram que: - a fenitoína pode reduzir a exposição sistémica da retigabina em 35% - a carbamazepina pode reduzir a exposição sistémica da retigabina em 33%
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Desmopressina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Substâncias conhecidas como libertadoras da hormona anti-diurética, como por exemplo, antidepressivos tricíclicos, inibidores selectivos da retoma da serotonina, a cloropromazina e a carbamazepina, podem originar um efeito anti-diurético aditivo e um risco acrescido da retenção de água e/ou hipronatremia.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Isoniazida + Pirazinamida + Rifampicina + Carbamazepina

Observações: A rifampicina possui propriedades indutoras enzimáticas, incluindo a indução da delta aminoácido levulínico sintetase. Têm sido registados casos isolados de exacerbação de porfíria com a administração de rifampicina.
Interações: A isoniazida pode diminuir a excreção da fenitoína e da carbamazepina, podendo também aumentar os seus efeitos. Devem ser feitos os ajustamentos necessários à dose anticonvulsivante.

Levetiracetam + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Dados provenientes de ensaios clínicos pré-comercialização conduzidos em adultos indicam que o Levetiracetam não influencia as concentrações séricas de medicamentos antiepiléticos existentes (fenitoína, carbamazepina, ácido valpróico, fenobarbital, lamotrigina, gabapentina e primidona) e que estes medicamentos antiepiléticos não influenciam a farmacocinética de Levetiracetam. Tal como em adultos, não há evidência de interações medicamentosas com significado clínico, em doentes pediátricos a receber doses de levetiracetam até 60 mg/ kg /dia. Uma avaliação retrospetiva das interações farmacocinéticas em crianças e adolescentes (4 aos 17 anos) com epilepsia confirmou que a terapia adjuvante com levetiracetam, administrado por via oral, não influenciou as concentrações séricas no estado de equilíbrio da carbamazepina e do valproato administrados concomitantemente. Contudo, os dados sugeriam uma depuração de levetiracetam 20% mais elevada em crianças a tomar medicamentos antiepiléticos indutores de enzimas. Não é necessário o ajustamento da dose.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Cimetidina

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos que reduzem o metabolismo da carbamazepina: - Cimetidina
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Claritromicina

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos que reduzem o metabolismo da carbamazepina: - Claritromicina
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Danazol

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos que reduzem o metabolismo da carbamazepina: - Danazol
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Quinina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A quinina inibe o metabolismo hepático da carbamazepina e do fenobarbital sendo estes eliminados com maior lentidão, o que pode levar a um aumento da sua toxicidade.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Eritromicina

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos que reduzem o metabolismo da carbamazepina: - Eritromicina
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Fluoxetina

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos que reduzem o metabolismo da carbamazepina: - Fluoxetina
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Fluvoxamina

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos que reduzem o metabolismo da carbamazepina: - Fluvoxamina

Valsartan + Hidroclorotiazida + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Interações relacionadas com HIDROCLOROTIAZIDA: Utilização concomitante com precaução: Carbamazepina: Pode ocorrer hiponatremia em doentes a receber hidroclorotiazida concomitantemente com carbamazepina. Consequentemente, estes doentes devem ser avisados da possibilidade de reacções hiponatrémicas, e devem ser adequadamente monitorizados.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Inibidores Selectivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) (SSRIs)

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos que reduzem o metabolismo da carbamazepina: Fluoxetina e fluvoxamina e outros ISRSs - Antidepressores inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS)
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A administração concomitante de medicamentos que se sabe induzirem enzimas do citocromo P450, particularmente CYP3A4, CYP2C19 e/ou CYP1A2 pode acelerar o metabolismo e diminuir a eficácia da Clomipramina. Os indutores de CYP3A e CYP2C, tais como a rifampicina ou anticonvulsivantes (por exemplo, barbituratos, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína) podem diminuir as concentrações de clomipramina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Isoniazida

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos que reduzem o metabolismo da carbamazepina: - Isoniazida
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Nefazodona

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos que reduzem o metabolismo da carbamazepina: - Nefazodona
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dextropropoxifeno + Paracetamol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Provoca aumento das taxas plasmáticas de carbamazepina, com risco de sobredosagem.

Ivacaftor + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. O ivacaftor é um substrato da CYP3A4 e da CYP3A5. É um inibidor fraco das CYP3A e da P-gp e um inibidor potencial da CYP2C9. O ivacaftor é um substrato sensível das CYP3A.
Interações: A coadministração com indutores potentes das CYP3A, como a rifampicina, rifabutina, fenobarbital, carbamazepina, fenitoína e hipericão (Hypericum perforatum) não é recomendada.

Ledipasvir + Sofosbuvir + Carbamazepina

Observações: Quaisquer interações que tenham sido identificadas com cada uma destas substâncias ativas individualmente podem ocorrer com a associação de Ledipasvir/Sofosbuvir.
Interações: Potencial de outros medicamentos para afetar Ledipasvir/sofosbuvir: O ledipasvir e o sofosbuvir são substratos do transportador de fármacos P-gp e da BCRP, enquanto o GS-331007 não é. Os medicamentos que são indutores potentes da P-gp (rifampicina, rifabutina, hipericão, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína) podem diminuir significativamente as concentrações plasmáticas de ledipasvir e de sofosbuvir, reduzindo o efeito terapêutico de ledipasvir/sofosbuvir e, portanto, são contraindicados com Ledipasvir/sofosbuvir. Interações entre Ledipasvir/sofosbuvir e outros medicamentos ANTICONVULSIVANTES Carbamazepina Fenobarbital Fenitoína Ledipasvir/sofosbuvir é contraindicado com carbamazepina, fenobarbital e fenitoína, indutores potentes da P-gp no intestino

Tibolona + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Não foram estudados os efeitos da inibição ou indução do metabolismo da tibolona. Tendo em conta o perfil complexo da substância, incluindo os diversos metabolitos com diferentes efeitos, não é possível prever o efeito da inibição ou indução do metabolismo da tibolona. Todavia, teoricamente, deverão ser tidas em consideração as seguintes potenciais interações: Os compostos de indução enzimática, tais como os barbitúricos, carbamazepina, hidantoínas e rifampicina, podem aumentar o metabolismo da tibolona e, desse modo, afetar o seu efeito terapêutico. As preparações à base de plantas que contêm hipericão (Hypericum Perforatum) podem induzir o metabolismo de estrogénios e Progestagénios. Em termos clínicos, um metabolismo reforçado de estrogénios e Progestagénios pode levar a um efeito reduzido e a alterações no perfil da hemorragia uterina.
 Sem significado Clínico

Ziprasidona + Carbamazepina

Observações: Não existem estudos realizados em crianças sobre a interação da ziprasidona com outros medicamentos.
Interações: Efeitos de outros fármacos sobre a ziprasidona: O cetoconazol (400 mg/dia), um inibidor da CYP3A4, aumentou as concentrações séricas da ziprasidona em menos de 40%. As concentrações séricas da S-metil-dihidroziprasidona e da ziprasidona sulfóxido, no Tmax esperado para a ziprasidona, aumentaram 55% e 8%, respetivamente. Não foi observado qualquer prolongamento adicional do intervalo QTc. Não é provável que as alterações na farmacocinética resultantes da coadministração de inibidores potentes da CYP3A4 tenham importância clínica, consequentemente não é necessário um ajuste de dose. A administração de carbamazepina, 200 mg duas vezes por dia, durante 21 dias, teve como resultado uma diminuição em, aproximadamente, 35% na exposição à ziprasidona. Não existem dados sobre a administração concomitante com valproato.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Canagliflozina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Efeitos de outros medicamentos na canagliflozina: O metabolismo da canagliflozina é principalmente efetuado via conjugação com glucuronido mediado pela enzima UDP glucuronil transferase 1A9 (UGT1A9) e 2B4 (UGT2B4). A canagliflozina é transportada pela glicoproteína-P (gp-P) e pela proteína de resistência ao cancro da mama (BCRP). Os indutores enzimáticos (tais como a erva de São João [Hypericum perforatum], rifampicina, barbitúricos, fenitoína, carbamazepina, ritonavir, efavirenz) podem dar origem a uma diminuição da exposição da canagliflozina. Após a administração concomitante de canagliflozina com rifampicina (um indutor de vários transportadores ativos e enzimas metabolizadoras de fármacos), foram observadas reduções de 51% e 28% na exposição sistémica (AUC) e na concentração máxima (Cmax) de canagliflozina. Estas diminuições na exposição à canagliflozina podem diminuir a eficácia. Se um indutor combinado destas enzimas UGTs e de proteínas de transporte for administrado concomitantemente com canagliflozina, é apropriado efetuar a monitorização do controlo da glicemia para avaliar a resposta à canagliflozina. Se um indutor destas enzimas UGT for administrado concomitantemente com canagliflozina, deve-se considerar o aumento da dose para 300 mg uma vez ao dia em doentes que toleram 100 mg de canagliflozina uma vez ao dia, que apresentam uma TFGe ≥ 60 ml/min/1,73 m2 ou CrCl≥ 60 ml/min e necessitam de um controlo adicional da glicemia. Em doentes a tomar 100 mg de canagliflozina com uma TFGe de 45 ml/min/1,73 m2 a <60 ml/min/1,73 m2 ou CrCl de 45 ml/min a <60 ml/min, que estão a receber terapêutica concomitante com um indutor da enzima UGT e que requerem controlo glicémico adicional, devem ser consideradas outras terapêuticas hipoglicemiantes. A colestiramina pode reduzir potencialmente a exposição à canagliflozina. A dose de canagliflozina deve ser administrada pelo menos 1 hora antes ou 4 -6 horas após a administração de sequestradores de ácidos biliares de forma a minimizar uma possível interferência com a absorção. Os estudos de interação sugerem que a farmacocinética da canagliflozina não é alterada pela metformina, hidroclorotiazida, contracetivos orais (etinilestradiol e levonorgestrel), ciclosporina, e/ou probenecida.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Propoxifeno

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos que reduzem o metabolismo da carbamazepina: - Propoxifeno
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dienogest + Valerato de estradiol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo dos estrogénios e dos progestagénios pode estar aumentado com a utilização concomitante de substâncias indutoras das enzimas metabolizadoras de fármacos, particularmente enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes (por ex. fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos (por ex. rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz).

Rilpivirina + Carbamazepina

Observações: A rilpivirina é um inibidor in vitro do transportador MATE-2K com um IC50 < 2,7 nM. As implicações clínicas deste achado são atualmente desconhecidas.
Interações: INTERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES POSOLÓGICAS COM OUTROS MEDICAMENTOS OUTROS AGENTES ANTICONVULSIVANTES: Carbamazepina, Oxcarbazepina, Fenobarbital, Fenitoína: Não foi estudado. São esperadas reduções significativas nas concentrações plasmáticas de rilpivirina. (indução das enzimas CYP3A) Rilpivirina não deve ser utilizado em associação com estes anticonvulsivantes, uma vez que a administração concomitante pode resultar na perda do efeito terapêutico de Rilpivirina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Corticosteroides

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos com metabolismo aumentado pela carbamazepina: - Corticosteroides

Felbamato + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: O felbamato altera as concentrações plasmáticas de carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e ácido valpróico e/ou seus metabolitos. Para reduzir a probabilidade de ocorrência de possíveis reacções adversas devido a interações medicamentosas, as posologias de carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e de ácido valpróico devem ser reduzidas conforme necessário, com base na observação clínica e nas concentrações plasmáticas no estado estacionário, se aplicável. Efeitos do felbamato sobre outros fármacos antiepiléticos: Carbamazepina: O felbamato reduz a concentração plasmática no estado estacionário da carbamazepina em cerca de 25%, aumentando, simultaneamente, os níveis de epóxidos da carbamazepina em cerca de 50%. Efeitos de outros fármacos antiepiléticos sobre o felbamato: Carbamazepina/Fenitoína/Fenobarbital: Quando se administra concomitantemente carbamazepina ou fenitoína com felbamato, a redução das concentrações plasmáticas no estado estacionário de felbamato pode ser da ordem dos 20%.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Ciclosporina

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos com metabolismo aumentado pela carbamazepina: - Ciclosporina
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Desogestrel + Carbamazepina

Observações: As interações entre os contracetivos hormonais e outros medicamentos podem conduzir a hemorragias intracíclicas e/ou falência contracetiva. Os contracetivos hormonais podem interferir com o metabolismo de outros medicamentos. Por este motivo, as concentrações plasmáticas e tecidulares destes podem estar aumentadas ou diminuídas. Nota: A informação sobre a prescrição da medicação concomitante deve ser consultada de forma a identificar potenciais interações.
Interações: Podem ocorrer interações com medicamentos indutores das enzimas microssomais, o que poderá resultar na depuração aumentada das hormonas sexuais (tais como: hidantoínas (por exemplo, fenitoína), barbitúricos (por exemplo, fenobarbital), primidona, carbamazepina, rifampicina e, possivelmente também com oxcarbazepina, topiramato, rifabutina, felbamato, ritonavir, nelfinavir, griseofulvina e produtos contendo hipericão (Hipericum perforatum)). A indução máxima enzimática não é detetada durante 2 a 3 semanas, mas pode manter-se, pelo menos, durante 4 semanas após a interrupção do tratamento. As mulheres que estejam a ser tratadas com qualquer um destes medicamentos devem, temporariamente, utilizar um método contracetivo de barreira adicional em conjunto com Desogestrel. Se o medicamento utilizado for indutor das enzimas microssomais hepáticas, o método de barreira deve ser usado durante o tempo de uso concomitante do medicamento e até 28 dias após a sua descontinuação. Para mulheres que façam terapêutica de longo prazo com medicamentos indutores das enzimas hepáticas, deve ser considerado um método contracetivo não hormonal.

Silodosina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A silodosina é extensamente metabolizada, principalmente através da CYP3A4, da álcool-desidrogenase e da UGT2B7. A silodosina também é um substrato da glicoproteína P. As substâncias que inibem (tais como cetoconazol, itraconazol, ritonavir ou ciclosporina) ou induzem (tais como rifampicina, barbitúricos, carbamazepina, fenitoína) estas enzimas e transportadores podem afetar as concentrações plasmáticas de silodosina e do seu metabolito ativo.

Aprepitant + Carbamazepina

Observações: O aprepitant é um substrato e um inibidor, dependente da dose e um indutor do CYP3A4. O aprepitant é também um indutor do CYP2C9. Durante o tratamento, o aprepitant na dose única de 40 mg recomendada para a náusea e vómito no pós-operatório resulta numa inibição fraca do CYP3A4. Após o tratamento, o Aprepitant causa uma indução ligeira transitória do CYP2C9, CYP3A4 e da glucuronidação. O aprepitant também foi estudado em doses superiores. Durante o tratamento da náusea e vómito induzidos pela quimioterapia (NVIQ), o aprepitant no esquema terapêutico de 3 dias de 125 mg/80 mg é um inibidor moderado do CYP3A4. O aprepitant não parece interagir com a glicoproteína-P transportadora, tal como demonstrado pela ausência de interação entre o aprepitant por via oral com a digoxina.
Interações: A administração concomitante de Aprepitant com substâncias ativas que induzam fortemente a atividade do CYP3A4 (ex. rifampicina, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital) deve ser evitada, uma vez que da associação resulta uma redução das concentrações plasmáticas do aprepitant, o que poderá diminuir a eficácia.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Doxiciclina

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos com metabolismo aumentado pela carbamazepina: - Doxiciclina

Dolutegravir + Rilpivirina + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Anticonvulsivantes Carbamazepina/Dolutegravir: Os indutores metabólicos podem reduzir significativamente as concentrações plasmáticas de dolutegravir/rilpivirina, resultando na perda do efeito terapêutico. A administração concomitante de Dolutegravir + Rilpivirina com estes indutores metabólicos é contraindicada. Carbamazepina/Rilpivirina: Os indutores metabólicos podem reduzir significativamente as concentrações plasmáticas de dolutegravir/rilpivirina, resultando na perda do efeito terapêutico. A administração concomitante de Dolutegravir + Rilpivirina com estes indutores metabólicos é contraindicada.

Empagliflozina + Linagliptina + Carbamazepina

Observações: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com Empagliflozina / Linagliptinae outros medicamentos; contudo, foram realizados estudos desta natureza com as substâncias ativas individuais. Com base nos resultados dos estudos farmacocinéticos, não é recomendado qualquer ajuste posológico de Empagliflozina / Linagliptinaquando coadministrado com medicamentos habitualmente prescritos, exceto os mencionados à frente.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre a linagliptina: A administração concomitante de rifampicina diminuiu a exposição a linagliptina em 40%, sugerindo que a eficácia da linagliptina pode diminuir quando administrada em associação com um indutor forte da glicoproteína P (gp-P) ou da isoenzima CYP3A4 do citocromo P450 (CYP), sobretudo quando estes são administrados a longo prazo. A administração concomitante com outros indutores potentes da gp-P e da CYP3A4, tais como carbamazepina, fenobarbital e fenitoína, não foi estudada.

Maprotilina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A maprotilina é primariamente metabolizada pela CYP2D6 e nalguma extensão pela CYP1A2. Não se verificou indução da CYP2D6 mas a administração concomitante de substâncias conhecidas por inibir a CYP1A2 pode aumentar a formação de desmetilmaprotilina. Não é expectável que o efeito farmacodinâmico global se reduza, uma vez que este metabolito é activo. No entanto, a indução de enzimas ainda por identificar na desactivação da maprotilina e desmetilmaprotilina (por exemplo, enzimas de fase II do citocromo P450) podem acelerar a depuração dos componentes activos e diminuir a eficácia de Maprotilina. Podem ser necessários ajustes de dose quando Maprotilina é administrado concomitantemente com substâncias que induzem o citocromo P450 hepático, particularmente aquelas que estão tipicamente envolvidas no metabolismo dos anti-depressivos tricíclicos, tais como a CYP3A4, CYP2C19 e/ou CYP1A2 (por exemplo, rifampicina, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Estrogénios

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos com metabolismo aumentado pela carbamazepina: - Estrogéneos

Cobicistate + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Utilização concomitante contraindicada: Os medicamentos que são extensivamente metabolizados pelo CYP3A e que apresentam um elevado metabolismo de primeira passagem parecem ser os mais suscetíveis a grandes aumentos da exposição quando coadministrados com cobicistate. A coadministração de Cobicistate com medicamentos que são indutores fortes do CYP3A (como, por exemplo, o hipericão (Hypericum perforatum), rifampicina, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína), pode resultar na diminuição das concentrações plasmáticas de cobicistate e, consequentemente, da potenciação de atazanavir ou darunavir, levando à perda do efeito terapêutico e ao possível desenvolvimento de resistência.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Imatinib + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Substâncias ativas que podem diminuir as concentrações plasmáticas de imatinib: As substâncias que são indutoras da atividade da CYP3A4 (por ex. dexametasona, fenitoína, carbamazepina, rifampicina, fenobarbital, fosfenitoína, primidona ou Hypericum perfuratum, também conhecido como hipericão) podem reduzir significativamente a exposição a imatinib, aumentando potencialmente o risco de falência terapêutica. O tratamento prévio com doses múltiplas de 600 mg de rifampicina, seguido da administração de uma dose única de 400 mg de imatinib, resultou numa diminuição na Cmax e na AUC (0-∞ ) de, pelo menos, 54% e 74% dos valores correspondentes obtidos na ausência de tratamento com rifampicina. Foram observados resultados semelhantes em doentes com gliomas malignos tratados com imatinib simultaneamente com fármacos antiepiléticos indutores enzimáticos (EIAED), tais como carbamazepina, oxcarbazepina e fenitoína. A AUC plasmática do imatinib diminuiu em 73% comparativamente com doentes não tratados com EIAED.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Haloperidol

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos com metabolismo aumentado pela carbamazepina: - Haloperidol
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Hipericão

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos com metabolismo aumentado pela carbamazepina: - Hipericão
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clonazepam + Carbamazepina

Observações: O clonazepam não induz os enzimas responsáveis pelo seu próprio metabolismo.
Interações: Os fármacos antiepiléticos, fenitoína, fenobarbital, carbamazepina e valproato podem aumentar a depuração do clonazepam, reduzindo assim as concentrações plasmáticas de clonazepam durante uma terapêutica combinada.

Abiraterona + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Num estudo de interação farmacocinética clínica de indivíduos saudáveis pré-tratados com um forte indutor do CYP3A4, a rifampicina, 600 mg por dia durante 6 dias, seguido de uma dose única de 1.000 mg de acetato de abiraterona, a AUC∞ média plasmática da abiraterona diminui em 55%. Durante o tratamento deve ser evitada a utilização de fortes indutores do CYP3A4 (p.ex., fenitoína,carbamazepina, rifampicina, rifabutina, rifapentina, fenobarbital, hipericão [Hypericum perforatum]), a menos que não exista alternativa terapêutica. Num outro estudo de interação farmacocinética clínica de indivíduos saudáveis, a co-administração de cetoconazol, um potente inibidor do CYP3A4, não teve efeito clinicamente significativo na farmacocinética de abiraterona.

Amlodipina + Valsartan + Hidroclorotiazida + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Requerida PRECAUÇÃO com a utilização concomitante: AMLODIPINA: Indutores do CYP3A4 (agentes anticonvulsivantes [ex. carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, fosfenitoína, primidona], rifampicina, Hypericum perforatum [Hipericão]): Não existem dados disponíveis sobre o efeito dos indutores da CYP3A4 na amlodipina. O uso concomitante de indutores da CYP3A4 (por exemplo, rifampicina, Hypericum perforatum) pode originar concentrações plasmáticas mais baixas de amlodipina. A amlodipina deve ser utilizada com precaução quando administrada simultaneamente com indutores da CYP3A4.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Rifampicina

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos com metabolismo aumentado pela carbamazepina: - Rifampicina
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea de paracetamol com outros fármacos, que aumentam a indução enzimática ao nível hepático, p.ex. determinados sedativos e anticonvulsivantes (incluindo fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e rifampicina, pode provocar ou agravar a lesão hepática. O mesmo se aplica à administração de paracetamol em situações de alcoolismo crónico. A associação de paracetamol e medicamentos antiepiléticos (incluindo a fenitoína, barbitúricos, carbamazepina) indutores das enzimas hepáticas pode aumentar a toxicidade hepática induzida pelo paracetamol devido ao aumento da conversão do fármaco a metabolitos hepatotóxicos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Sirolímus

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos com metabolismo aumentado pela carbamazepina: - Sirolímus
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brometo de rocurónio + Carbamazepina

Observações: Não foram realizados estudos de interação formais. As interações mencionadas anteriormente para os doentes adultos e as suas advertências e precauções especiais de utilização devem ser igualmente tidas em conta no caso de doentes pediátricos.
Interações: Diminuição de efeito: Administração crónica prévia de fenitoína ou carbamazepina.

Bupropiom (Bupropiona) + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Uma vez que o bupropiom é extensamente metabolizado, deve ter-se especial cuidado quando o bupropiom é administrado concomitantemente com indutores do metabolismo (por ex.: carbamazepina, fenitoína, ritonavir, efavirenz) ou inibidores do metabolismo (por ex.: valproato), dado que podem afetar a sua eficácia clínica e segurança. As consequências clínicas da exposição reduzida não são claras, mas podem incluir eficácia reduzida no tratamento da depressão major. Os doentes tratados com qualquer um destes medicamentos e bupropiom poderão necessitar de um aumento da dose de bupropiom, no entanto a dose máxima recomendada de bupropiom não deverá ser excedida.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Tacrolímus

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos com metabolismo aumentado pela carbamazepina: - Tacrolímus

Osimertinib + Carbamazepina

Observações: Estudos in vitro demonstraram que a Fase I do metabolismo de osimertinib ocorre predominantemente via CYP3A4 e CYP3A5. Com base em estudos in vitro, osimertinib é um inibidor competitivo dos transportadores BCRP.
Interações: Recomenda-se que seja evitada a utilização concomitante de indutores fortes do CYP3A (p.ex. Fenitoína, rifampicina, carbamazepina) com Osimertinib.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Teofilina

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos com metabolismo aumentado pela carbamazepina: - Teofilina
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Estriol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Na prática clínica, não foram registados casos de interação entre o Estriol e outros medicamentos. Embora os dados sejam limitados, podem ocorrer interações entre Estriol e outros medicamentos. Foram descritas as seguintes interações com o uso de contracetivos orais combinados, que podem ser também relevantes para o Estriol. O metabolismo dos estrogénios pode estar aumentado pelo uso concomitante de indutores das enzimas metabolizadoras de fármacos, especialmente das enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes, (por ex. hidantoínas, barbitúricos, carbamazepina), anti-infecciosos (por ex. griseofulvina, rifamicina, os antirretrovirais neviparina e efavirenz) e preparações herbais à base de ervas contendo a erva de S. João (Hypericum perforatum).

Metformina + Canagliflozina + Carbamazepina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica farmacocinética com este medicamento. Contudo, tais estudos foram realizados com as substâncias ativas individuais (canagliflozina e metformina). A administração concomitante de canagliflozina (300 mg uma vez por dia) e metformina (2000 mg uma vez por dia) não teve um efeito clínico relevante sobre a farmacocinética quer da canagliflozina, quer da metformina.
Interações: CANAGLIFLOZINA Efeitos de outros medicamentos na canagliflozina: O metabolismo da canagliflozina é principalmente efetuado via conjugação com glucuronido mediada pela enzima UDP glucuronil transferase 1A9 (UGT1A9) e 2B4 (UGT2B4). A canagliflozina é transportada pela glicoproteína-P (gp-P) e pela proteína de resistência ao cancro da mama (BCRP). Os indutores enzimáticos (tais como a erva de São João [Hypericum perforatum], rifampicina, barbitúricos, fenitoína, carbamazepina, ritonavir, efavirenz) podem dar origem a uma diminuição da exposição da canagliflozina.
 Sem significado Clínico

Azitromicina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Carbamazepina: Num estudo de interação farmacocinética em voluntários saudáveis, não foi observado um efeito significativo nos níveis plasmáticos de carbamazepina ou do seu metabolito ativo em doentes que receberam tratamento concomitante com a azitromicina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Anticoagulantes orais

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Ver também: - Anticoagulantes Orais
 Sem significado Clínico

Carbamazepina + Antidepressores (Tricíclicos)

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Ver também: - Antidepressores (tricíclicos e afins)
 Sem significado Clínico

Carbamazepina + Antifúngicos (Azol)

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Ver também: - Antifúngicos (Azol)
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Mianserina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: O tratamento concomitante com antiepiléticos que sejam indutores do CYP3A4 (como a fenitoína e carbamazepina), pode resultar na diminuição dos níveis plasmáticos de mianserina. Deve ser considerado o ajuste posológico quando é iniciado ou suspenso o tratamento com estes medicamentos.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Topiramato + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos do topiramato sobre outros medicamentos antiepiléticos: A associação de topiramato a outros antiepiléticos (fenitoína, carbamazepina, ácido valpróico, fenobarbital, primidona) não tem qualquer efeito sobre as suas concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio, excepto em certos doentes nos quais a associação de topiramato com a fenitoína pode produzir um aumento das concentrações plasmáticas de fenitoína. Este é possivelmente devido à inibição de uma isoforma polimórfica de uma enzima específica (CYP2C19). Em consequência, devem ser monitorizados os níveis de fenitoína em todos doentes medicados com fenitoína que apresentem sinais ou sintomas clínicos de toxicidade. Efeitos de outros medicamentos antiepiléticos no topiramato: A fenitoína e a carbamazepina diminuem a concentração plasmática de topiramato. A associação ou interrupção de fenitoína ou carbamazepina na terapêutica com topiramato pode exigir um ajuste da dose deste último. Este ajuste deve ser efectuado titulando a dose até se obter o efeito clínico.

Vitaminas do complexo B + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Vitaminas do complexo B pode interagir com outros medicamentos nomeadamente tetraciclinas, aminoglicosídeos, colchicina, isoniazida e carbamazepina.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Carbamazepina + Bloqueadores da entrada de cálcio (antagonistas de cálcio)

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Ver também: - Bloqueadores da entrada do cálcio

Darunavir + Cobicistate + Carbamazepina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interação com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interações: Medicamentos que afetam a exposição a darunavir/cobicistate: O darunavir e o cobicistate são metabolizados pelo CYP3A. É expectável que os medicamentos que induzem a atividade do CYP3A aumentem a depuração do darunavir e do cobicistate, o que resulta na diminuição das concentrações plasmáticas de darunavir e cobicistate (ex.: efavirenz, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, rifampicina, rifapentina, rifabutina, hipericão). ANTICONVULSIVANTES: Carbamazepina, Fenobarbital, Fenitoína: Tendo por base considerações teóricas, é expectável que estes anticonvulsivantes diminuam as concentrações plasmáticas de darunavir e/ou cobicistate. (indução do CYP3A). A administração concomitante de Darunavir / Cobicistate com estes anticonvulsivantes é contraindicada.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Drospirenona + Estradiol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo de estrogénios [e progestagénios] poderá ser aumentado pela utilização concomitante de substâncias conhecidas por induzir enzimas metabolizantes do fármaco, especificamente enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes (por exemplo fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos (por exemplo rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz).

Pomalidomida + Carbamazepina

Observações: Não se prevê que a pomalidomida cause interações medicamentosas farmacocinéticas clinicamente relevantes devido à inibição ou indução da isoenzima P450 ou inibição de transportadores quando coadministrada com substratos destas enzimas ou transportadores.
Interações: A pomalidomida é parcialmente metabolizada pelas CYP1A2 e CYP3A4/5. Também é um substrato da glicoproteína-P. A coadministração de pomalidomida com o cetoconazol, inibidor potente das CYP3A4/5 e da P-gp, ou com a carbamazepina, indutor potente das CYP3A4/5, não teve um efeito clinicamente relevante na exposição da pomalidomida.

Efavirenz + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICONVULSIVANTES: Carbamazepina/Efavirenz: (400 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Não podem ser feitas recomendações posológicas. Deve ser considerado um tratamento anticonvulsivante alternativo. Os níveis plasmáticos de carbamazepina devem ser monitorizados periodicamente.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levotiroxina sódica + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Medicamentos indutores de enzimas: Barbitúricos, rifampicina, carbamazepina e outros medicamentos com propriedades indutoras da enzima hepática podem aumentar a depuração hepática de levotiroxina.
 Sem significado Clínico

Citalopram + Carbamazepina

Observações: Interações farmacocinéticas: A biotransformação do citalopram para desmetilcitalopram é mediada pelas isoenzimas do sistema citocromo P450 CYP2C19 (aproximadamente 38%), CYP3A4 (aproximadamente 31%) e CYP2D6 (aproximadamente 31%). O facto do citalopram ser metabolizado por mais de um CYP significa que a inibição da sua biotransformação é menos provável, uma vez que a inibição de uma enzima pode ser compensada por outra. Consequentemente, a administração concomitante de citalopram com outros medicamentos na prática clínica tem uma probabilidade muito baixa de originar interações farmacocinéticas medicamentosas.
Interações: Influência do citalopram na farmacocinética de outros medicamentos: O citalopram e o desmetilcitalopram são inibidores negligenciáveis do CYP2C9, CYP2E1 e CYP3A4, e apenas inibidores fracos do CYP1A2, CYP2D6 e CYP2C19, em comparação com outros ISRSs estabelecidos como inibidores significativos. Assim, não foi observada nenhuma alteração ou apenas foram observadas alterações muito pequenas sem importância clínica quando o citalopram foi administrado com substratos do CYP1A2 (clozapina e teofilina), CYP2C9 (varfarina), CYP2C19 (imipramina e mefenitoina), CYP2D6 (esparteina, imipramina, amitriptilina, a risperidona) e CYP3A4 (varfarina, carbamazepina (e o seu metabólito epóxido da carbamazepina) e triazolam).

Solifenacina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Efeito de outros medicamentos na farmacocinética da solifenacina: A solifenacina é metabolizada pelo CYP3A4. Uma vez que a solifenacina é metabolizada pelo CYP3A4, são possíveis interações farmacocinéticas com outros substratos com maior afinidade (por exemplo, verapamilo, diltiazem) e indutores do CYP3A4 (por exemplo, rifampicina, fenitoína, carbamazepina).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Afatinib + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos dos indutores da gp-P no afatinib: O tratamento anterior com rifampicina (600 mg 1xdia, durante 7 dias), um potente indutor da gp-P, diminuiu a exposição plasmática ao afatinib em 34% (AUC0-∞) e 22% (Cmax), após a administração de uma dose única de 40 mg de afatinib. Fortes indutores da gp-P (incluindo, mas não limitados a, rifampicina, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital ou erva de São João (Hypericum perforatum)) podem diminuir a exposição ao afatinib.

Bictegravir + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Carbamazepina (titulada de 100 mg até 300 mg duas vezes por dia), Emtricitabina/tenofovir alafenamida (Indução de CYP3A, UGT1A1 e gp-P) Interação não estudada com o bictegravir. A coadministração de carbamazepina pode diminuir as concentrações plasmáticas do bictegravir. A coadministração não é recomendada.

Ticagrelor + Carbamazepina

Observações: Ticagrelor é principalmente um substrato do CYP3A4 e um inibidor ligeiro do CYP3A4. O ticagrelor é igualmente um substrato da glicoproteína-P ( P-gp) e um inibidor fraco da P-gp e pode aumentar a exposição de substratos P-gp.
Interações: Indutores do CYP3A: A administração concomitante de rifampicina com ticagrelor diminuiu a Cmaxe a AUC de ticagrelor em 73% e 86%, respetivamente. A Cmax do metabolito ativo manteve-se inalterada e a AUC foi diminuída em 46%, respetivame nte. É esperado que outros indutores do CYP3A (p.ex. fenitoína, carbamazepina e fenobarbital) diminuam também a exposição ao ticagrelor. A administração conjunta de ticagrelor com indutores potentes do CYP3A pode diminuir a exposição e eficácia de ticagrelor, como tal a utilização concomitante com Ticagrelor é desaconselhada.

Cetoconazol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Estão igualmente descritas interações com outros fármacos nomeadamente rifabutina, carbamazepina, fenitoína, ritonavir, inibidores das proteases, tacrolimus, sirolimus, digoxina, buspirona, alfentanil, sildenafil, metilprednisolona, dihidropiridinas e eventualmente o verapamil e alguns antineoplásicos.

Ibrutinib + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Agentes que podem diminuir as concentrações plasmáticas de ibrutinib: A administração concomitante de rifampicina, um indutor potente do CYP3A4, em 18 indivíduos saudáveis em condições de jejum, diminuiu a exposição (Cmax e AUC) de ibrutinib em 92 e 90%, respetivamente. A utilização concomitante de indutores moderados ou fortes do CYP3A4 (ex.: carbamazepina, rifampicina, fenitoína) deve ser evitada.

Desogestrel + Etinilestradiol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: As interações medicamentosas que resultam num aumento da depuração das hormonas sexuais podem originar hemorragias de disrupção e falhas na eficácia contracetiva. Esta situação foi identificada com as hidantoínas, os barbitúricos, a primidona, a carbamazepina e a rifampicina; também se suspeita que possa ocorrer com a oxcarbazepina, o topiramato, o felbamato, a griseofulvina, e a nevirapina. O mecanismo desta interação parece basear-se nas propriedades de indução das enzimas hepáticas destes medicamentos. Geralmente observa-se uma indução máxima das enzimas apenas 2-3 semanas após o início do tratamento, mas que pode persistir durante pelo menos 4 semanas após o final do tratamento. As mulheres sujeitas a um tratamento de curto prazo (até uma semana) com qualquer um dos grupos de medicamentos acima mencionados ou com os medicamentos individuais, devem utilizar temporariamente um método contracetivo de barreira juntamente com os COC, ou seja, durante o período de tempo em que o medicamento e os COC são utilizados em simultâneo, bem como durante os primeiros 7 dias após a suspensão do medicamento

Flupirtina + Carbamazepina

Observações: A utilização concomitante de flupirtina com outros fármacos conhecidos por causar lesões hepáticas induzidas por fármacos deve ser evitada.
Interações: Quando a Flupirtina é utilizada concomitantemente com outra medicação que seja também principalmente metabolizada no fígado, os valores das enzimas hepáticas devem ser monitorizados desde o início do tratamento e de uma forma regular. A associação de maleato de flupirtina com outros medicamentos contendo paracetamol e / ou carbamazepina deve ser evitada.

Dasabuvir + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Dasabuvir deve ser sempre administrado em conjunto com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir. Quando coadministrados, exercem efeitos recíprocos um sobre o outro. Por conseguinte, o perfil de interação dos compostos tem de ser considerado como uma associação.
Interações: Interações farmacocinéticas: Potencial de outros medicamentos para afetar a farmacocinética de dasabuvir: Indutores enzimáticos: A coadministração de dasabuvir com medicamentos que são indutores enzimáticos fortes ou moderados é expectável que diminua as concentrações plasmáticas de dasabuvir e reduza o seu efeito terapêutico. Dasabuvir é um substrato da gp-P e BCRP e o seu principal metabolito M1 é um substrato de OCT1 in vitro. A inibição de gp-P e BCRP não deve revelar aumentos clinicamente relevantes na exposição a dasabuvir. O metabolito do dasabuvir M1 foi quantificado em todos os estudos de interação medicamentosa. Alterações na exposição ao metabolito foram geralmente consistentes com a observada com dasabuvir exceto nos estudos com inibidor do CYP2C8, gemfibrozil, onde as exposições ao metabolito diminuíram até 95% e o indutor do CYP3A, carbamazepina, onde as exposições ao metabolito diminuíram apenas até 39%. Interações entre Dasabuvir com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir e outros medicamentos: ANTICONVULSIVANTES: Carbamazepina 200 mg uma vez por dia seguida de 200 mg duas vez por dia: Administrado com: Dasabuvir+ombitasvir/paritaprevir/ritonavir Mecanismo: indução do CYP3A4 pela carbamazepina. A utilização concomitante está contraindicada.

Paroxetina + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Enzimas metabolizantes de fármacos: O metabolismo e farmacocinética da paroxetina podem ser afectados pela indução ou inibição de enzimas metabolizantes de fármacos. Nos casos em que a paroxetina seja administrada concomitantemente com um inibidor conhecido das enzimas metabolizantes de fármacos, deve considerar-se a utilização de doses no limite inferior do intervalo de doses recomendado. Quando a paroxetina for administrada concomitantemente com indutores conhecidos das enzimas metabolizantes de fármacos (ex: carbamazepina, rifampicina, fenobarbital, fenitoína) não é considerado necessário ajuste inicial de dose. Qualquer ajuste de dose subsequente deve ser orientado pelo efeito clínico (tolerância e eficácia). Anticonvulsivantes: Carbamazepina, fenitoína, valproato de sódio. A administração concomitante não demonstrou qualquer efeito sobre o perfil farmacocinético/dinâmico em doentes epilépticos.

Fosamprenavir + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Fenobarbital e Carbamazepina: Utilizar com precaução.

Ospemifeno + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre o ospemifeno: A rifampicina, um potente indutor das enzimas CYP3A / CYP2C9, diminuíu a AUC do ospemifeno 58%. Assim, deve prever-se que a administração concomitante de Ospemifeno com indutores potentes das enzimas, como carbamazepina, fenitoína, hipericão e rifabutina, diminua a exposição ao ospemifeno, podendo diminuir o efeito clínico. A administração concomitante de Ospemifeno com inibidores potentes/moderados do CYP3A4 deve ser evitada em doentes que se sabe ou suspeite serem metabolizadoras fracas do CYP2C9, com base em genotipagem ou antecedentes/experiência prévia com outros substratos do CYP2C9.

Saxagliptina + Dapagliflozina + Carbamazepina

Observações: Saxagliptina: O metabolismo da saxagliptina é mediado principalmente pelo citocromo P450 3A4/5 (CYP3A4/5). Dapagliflozina: O metabolismo da dapagliflozina é feito principalmente através de conjugação do glucuronido mediado pela UDP glucuroniltransferase 1A9 (UGT1A9).
Interações: A administração concomitante de saxagliptina e indutores do CYP3A4/5, que não a rifampicina (tais como a carbamazepina, dexametasona, fenobarbital e fenitoína) não foi estudada e pode resultar numa concentração plasmática reduzida de saxagliptina e numa concentração aumentada do seu metabolito principal. O controlo glicémico deverá ser cuidadosamente avaliado quando a saxagliptina é utilizada concomitantemente com um indutor potente do CYP3A4/5.

Telaprevir + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Carbamazepina, fenitoína e fenobarbital: A administração concomitante com indutores pode causar diminuição da exposição a telaprevir com risco de reduzir a eficácia. Estão contraindicados inibidores potentes das enzimas CYP3A, tais como a carbamazepina, fenitoína e fenobarbital. ANTICONVULSIVANTES: Carbamazepina: A administração concomitantecom carbamazepina é contraindicada.

Aripiprazol + Carbamazepina

Observações: Deverá ter-se precaução se o aripiprazol for administrado concomitantemente com medicamentos que se sabe que causam intervalo QT prolongado ou desequilíbrio eletrolítico.
Interações: Após a administração concomitante de carbamazepina, um indutor potente da CYP3A4, as médias geométricas da Cmax e AUC para o aripiprazol foram 68% e 73% inferiores, respetivamente, em comparação com a administração do aripiprazol (30 mg) em monoterapia. Similarmente, para o dehidro-aripiprazol, as médias geométricas de Cmax e AUC após a coadministração de carbamazepina foram 69% e 71% inferiores, respetivamente, às obtidas após o tratamento com o aripiprazol em monoterapia. A dose de Aripiprazol deve ser duplicada na administração concomitante de Aripiprazol com carbamazepina. Pode-se esperar que outros indutores potentes da CYP3A4 (tais como rifampicina, rifabutina, fenitoína, fenobarbital, primidona, efavirenz, nevirapina e Hipericão) tenham efeitos semelhantes e, consequentemente, devem ser aplicados aumentos similares das doses. Após a interrupção dos indutores potentes da CYP3A4, a dose de Aripiprazol deve ser reduzida para a dose recomendada.

Cilostazol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Não foram avaliados os efeitos dos indutores da CYP3A4 e da CYP2C19 (como carbamazepina, fenitoína, rifampicina e Erva-de-São-João) na farmacocinética de cilostazol. Teoricamente, o efeito antiplaquetário pode alterar-se, pelo que deve ser feita uma monitorização cuidada quando cilostazol é coadministrado com indutores da CYP3A4 e da CYP2C19.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metilprednisolona + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos que induzem as enzimas hepáticas, como rifampicina, rifabutina, carbamazepina, fenobarbitona, fenitoína, primidona e aminoglutetimida aumentam o metabolismo dos corticosteroides pelo que os seus efeitos terapêuticos podem ser reduzidos. Desta forma, pode ser necessário aumentar a dose de metilprednisolona para atingir a resposta desejada.

Paclitaxel + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo do paclitaxel é catalisado, em parte, pelas isoenzimas CYP2C8 e CYP3A4 do citocromo P450. Estudos clínicos demonstraram que o metabolismo do paclitaxel mediado pela CYP2C8 em 6-hidroxipaclitaxel é a principal via metabólica no ser humano. A administração concomitante de cetoconazol, um inibidor potente conhecido da CYP3A4, não inibe a eliminação de paclitaxel em doentes; pelo que ambos os medicamentos podem ser administrados simultaneamente sem qualquer ajuste posológico. Dados adicionais sobre o potencial de interações medicamentosas entre o paclitaxel e outros substratos/inibidores da CYP3A4 são limitados. Portanto, devem tomar-se precauções quando se administra paclitaxel em concomitância com medicamentos conhecidos por inibirem (por exemplo, eritromicina, fluoxetina, gemfibrozil) ou induzirem (por exemplo, rifampicina, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, efavirenze, nevirapina) a CYP2C8 ou a CYP3A4.

Neratinib + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outras substâncias sobre o neratinib Indutores da CYP3A4/Pgp Após a administração concomitante com doses repetidas de 600 mg de rifampina, um potente indutor da CYP3A4/Pgp, as exposições ao neratinib diminuíram significativamente com valores médios de 24% e 13% dos valores de referência (neratinib administrado em monoterapia) para a Cmáx e a AUC, respetivamente. Deve evitar-se a utilização concomitante de neratinib com indutores potentes da CYP3A4/Pgp (por ex., fenitoína, carbamazepina, rifampina, fenobarbital ou com preparações à base de plantas contendo erva de S. João/Hypericum perforatum).

Paracetamol + Bromofeniramina + Cafeína + Ácido ascórbico + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: O uso simultâneo de medicamentos que provocam indução enzimática hepática, por exemplo: Certos hipnóticos e antiepiléticos (incluindo glutetimida, fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e rifampicina podem, com doses de paracetamol que normalmente não são prejudiciais, provocar lesão hepática. O mesmo se aplica com o abuso de álcool.

Vitaminas do complexo B + Ácido ascórbico + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Este medicamento pode ter interacção com outros medicamentos nomeadamente tetraciclinas, aminoglicosídeos, varfarina, antiácido com alumínio, colchicina, isoniazida, fenitoína, fenobarbital e carbamazepina.

Piracetam + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Uma dose de 20 g diários de piracetam durante 4 semanas não modificou os níveis séricos pico e vale de fármacos Antiepiléticos (carbamazepina, fenitoína, fenobarbitona, valproato) em doentes epilépticos que estavam a receber doses estáveis.

Agalsidase alfa + Carbamazepina

Observações: Como a α-galactosidase é ela própria uma enzima, seria um candidato pouco provável às interações medicamentosas mediadas pelo citocromo P450
Interações: Em estudos clínicos foram administrados ao mesmo tempo medicamentos para dores neuropáticas (como, por exemplo, carbamazepina, fenitoína e gabapentina) à maioria dos doentes sem que se tivesse registado qualquer evidência de interação.

Drospirenona + Etinilestradiol + Carbamazepina

Observações: Os principais metabolitos de drospirenona no plasma humano são criados sem envolvimento do sistema citocromo P450. Desta forma, é pouco provável que os inibidores deste sistema enzimático influenciem o metabolismo da drospirenona.
Interações: As interações entre os contracetivos orais e outros medicamentos podem conduzir a hemorragia de disrupção e/ou insucesso do contracetivo. Foram comunicadas as seguintes interações na literatura. Esta situação foi estabelecida com hidantoínas, barbitúricos, primidona, carbamazepina e rifampicina; suspeita-se também da oxcarbazepina, topiramato, felbamato, ritonavir, griseofulvina e do hipericão ou Erva de S. João (Hypericum perforatum). O mecanismo desta interacção parece basear-se nas propriedades indutoras de enzimas hepáticas destas substâncias activas. A indução enzimática máxima não é, normalmente, observada durante 2-3 semanas, mas pode, depois, ser mantida durante pelo menos 4 semanas após a cessação da terapêutica com o medicamento. As mulheres em tratamento de curto prazo (até uma semana) com qualquer uma das classes de medicamentos ou substâncias activas individuais acima mencionadas devem utilizar, temporariamente, um método de barreira para além dos COC, ou seja, durante o período de administração concomitante dos medicamentos e durante 7 dias após a sua descontinuação.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Estrogéneos + Carbamazepina

Observações: Metabolismo induzível; A circulação entero-hepática do estrogénio pode ser interrompida por alteração da flora intestinal (p.ex: por antibióticos)
Interações: Fármacos que aumentam o metabolismo dos estrogénios com possível redução da eficácia dos contraceptivos orais: Ver também: - Carbamazepina

Olanzapina + Carbamazepina

Observações: Só foram efectuados estudos de interacção em adultos. Interações potenciais que afectam a olanzapina: Dado que a olanzapina é metabolizada pela CYP1A2, as substâncias que podem induzir ou inibir dum modo específico esta isoenzima podem afectar a farmacocinética da olanzapina.
Interações: Indução da CYP1A2: O metabolismo da olanzapina pode ser induzido pelo tabaco e pela carbamazepina, o que pode levar a uma redução das concentrações de olanzapina. Apenas foi observado um aumento ligeiro a moderado da depuração da olanzapina. As consequências clínicas são provavelmente limitadas, mas recomenda-se uma monitorização clínica e poderá, se necessário, considerar-se um aumento da dose de olanzapina.

Felodipina + Ramipril + Carbamazepina

Observações: A felodipina é um substrato do CYP3A4. Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado a uma maior frequência de acontecimentos adversos, tais como hipotensão, hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) em comparação com o uso de um único fármaco com ação no SRAA.
Interações: A felodipina é um substrato do CYP3A4. Medicamentos que induzam ou inibam o CYP3A4 têm uma grande influência nas concentrações de felodipina no plasma. Medicamentos que aumentem o metabolismo da felodipina através da indução do citocromo P450 3A4 incluem a carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e rifampicina assim como hipericão (Hypericum perforatum). Durante a administração concomitante de felodipina com carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, a AUC diminuiu 93% e a Cmax 82%. É esperado um efeito semelhante com o hipericão. A associação com indutores do CYP3A4 deve ser evitada.

Etonogestrel + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Influência de outros medicamentos sobre Etonogestrel: As interações entre contracetivos hormonais e outros medicamentos poderão originar hemorragia menstrual e /ou falência contracetiva. As seguintes interações têm sido referidas na literatura (principalmente com contracetivos combinados, mas também ocasionalmente com contracetivos apenas com progestagénio). Metabolismo hepático: Podem ocorrer interações com medicamentos indutores das enzimas hepáticas, especificamente enzimas do citocromo P450, as quais podem resultar na depuração aumentada de hormonas sexuais (por exemplo, fenitoína, fenobarbital, primidona, bosentano, carbamazepina, rifampicina) e medicação para o tratamento do VIH (por exemplo, ritonavir, nelfinavir, nevirapina, efavirenz) e, possivelmente, também a oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina e produtos medicinais à base de erva de S. João (Hypericum perforatum). Tratamento: As mulheres a fazer tratamento com qualquer um dos medicamentos acima mencionados, devem usar um método contracetivo não hormonal em adição ao Etonogestrel. Com medicamentos indutores das enzimas hepáticas, o método contracetivo não hormonal deve ser utilizado durante o tempo da administração concomitante e nos 28 dias após a sua suspensão. Em caso de tratamento a longo prazo com medicamentos indutores das enzimas hepáticas, é recomendada a remoção do implante e a utilização de um método contracetivo que não seja afetado por esta interação medicamentosa.

Furazolidona + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Não se recomenda a utilização de furazolidona com qualquer um dos seguintes medicamentos. - Amitriptilina - Apraclonidina - Atomoxetina - Benzefetamina - Brimonidina - Bupropiona - Carbamazepina - Carbidopa - Carbinoxamina - Citalopram - Clomipramina - Ciclobenzaprina - Cipro-heptadina - Desipramina - Desvenlafaxina - Dexmetilfenidato - Dextroanfetamina - Anfepramona (Dietilpropiona) - Doxilamina - Entacapona - Escitalopram - Femoxetina - Fluoxetina - Fluvoxamina - Guanedrel - Guanetidina - Hidroxitriptofano - Imipramina - Isocarboxazida - Levodopa - Levacetilmetadol - Levomilnacipran - Maprotilina - Mazindol - Metadona - Metanfetamina - Metildopa - Metilfenidato - Milnaciprano - Mirtazapina - Nefazodona - Nefopam - Nortriptilina - Opipramol - Paroxetina - Fendimetrazina - Fenmetrazina - Fentermina - Fenilalanina - Pseudoefedrina - Reserpina - Safinamida - Selegilina - Sertralina - Sibutramina - Sumatriptano - Tapentadol - Tetrabenazina - Tranilcipromina - Trazodona - Trimipramina - Triptofano - Venlafaxina - Vilazodona - Vortioxetina - Zimeldina

Nilvadipina + Carbamazepina

Observações: Estudos in vitro mostram que Nilvadipina é metabolizado pelo citocromo P-450 3A4 (CYP3A4). Tal como acontece com outros bloqueadores do canal de cálcio do grupo das diidropiridininas, tem sido relatado um forte aumento das concentrações de nilvadipina no sangue quando nilvadipina é tomada com sumo de toranja ou quando é tomado com água. Uma vez que em casos raros Nilvadipina pode causar um aumento no nível de digoxina no plasma, recomenda-se a monitorização deste parâmetro.
Interações: É recomendado não usar em doentes tratados concomitantemente com anticonvulsivantes indutores de enzimas, tais como fenitoína, carbamazepina e fenobarbital administração concomitante de cimetidina, e, em menor escala, outras substâncias estruturalmente relacionadas, em um estudo de interacção específica, levaram em média a uma duplicação dos níveis plasmáticos de nilvadipina.

Gefitinib + Carbamazepina

Observações: O metabolismo de gefitinib faz-se via citocromo P450 isoenzima CYP3A4 (predominantemente) e via CYP2D6. Substâncias ativas que podem aumentar as concentrações plasmáticas de gefitinib Estudos in vitro demonstraram que gefitinib é um substrato da glicoproteína-p (gpP). Os dados disponíveis não sugerem qualquer consequência clínica em relação a este efeito in vitro. As substâncias que inibem o CYP3A4 podem diminuir a depuração de gefitinib.
Interações: As substâncias que são indutoras da atividade do CYP3A4 podem aumentar o metabolismo e diminuir as concentrações plasmáticas de gefitinib, e consequentemente, podem reduzir a eficácia de Gefitinib. Os medicamentos concomitantes indutores do CYP3A4 (por exemplo, fenitoína, carbamazepina, rifampicina, barbitúricos ou hipericão (Hypericum perforatum)) devem ser evitados.

Ponatinib + Carbamazepina

Observações: Ponatinib é metabolizado por CYP3A4. Substratos de transporte In vitro, o ponatinib é um inibidor de P-gp e BCRP. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Deve evitar-se a administração concomitante de indutores de CYP3A4 fortes, tais como a carbamazepina, o fenobarbital, a fenitoína, a rifabutina, a rifampicina e a Erva de S. João, com ponatinib, devendo procurar-se alternativas ao indutor de CYP3A4, a menos que o benefício supere o eventual risco de subexposição do ponatinib.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Trandolapril + Verapamilo + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Associações a ter em consideração Verapamilo pode aumentar as concentrações plasmáticas de carbamazepina, ciclosporina e teofilina, e portanto aumentar o risco de toxicidade destes fármacos.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Isoniazida + Rifampicina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: ISONIAZIDA: A isoniazida pode inibir o metabolismo da carbamazepina e da fenitoína.

Cobimetinib + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Efeitos do cobimetinib nos sistemas transportadores de fármacos: Estudos in vitro demonstraram que o cobimetinib não é um substrato dos transportadores de captação hepáticos OATP1B1, OATP1B3 e OCT1, sendo, contudo, um inibidor fraco destes transportadores. A relevância clínica festes resultados não foi investigada.
Interações: Efeitos de outros medicamentos em cobimetinib: Indutores CYP3A: A coadministração de cobimetinib com um indutor potente do CYP3A não foi avaliada num estudo clínico, contudo, é provável a redução da exposição ao cobimetinib. Portanto, o uso concomitante de indutores moderados e potentes do CYP3A (e.g. carbamazepina, rifampicina, fenitoína e hipericão) deve ser evitado. Devem ser consideradas alternativas terapêuticas com nenhuma, ou mínima, indução do CYP3A. Dado que é provável que as concentrações de cobimetinib sejam significativamente reduzidas quando coadministrado com indutores moderados ou potentes do CYP3A, a eficácia para o doente pode ser comprometida.

Fluindiona + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Associações que requerem precauções de utilização: Anticonvulsivantes: Enzima de indução (carbamazepina, fenitoina, fenobarbital, primidona): Diminuir (ou, raramente, aumentar a fenitoína) o efeito do anticoagulante oral, aumentando o seu metabolismo hepático induzindo anticonvulsivo. Monitorização mais frequente do INR. Ajustar a dosagem de anticoagulante oral durante o tratamento com o anticonvulsivante e 8 dias após a interrupção.

Ranolazina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Indutores do CYP3A4: A rifampicina (600 mg uma vez ao dia) diminui as concentrações da ranolazina no estado de equilíbrio em cerca de 95%. O início do tratamento com Ranolazina deve ser evitado durante a administração de indutores do CYP3A4 (p.ex., rifampicina, fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, hipericão).

Lacosamida + Carbamazepina

Observações: Os dados disponíveis sugerem que a lacosamida possui um potencial de interação baixo. Estudos in vitro indicam que os enzimas CYP1A2, 2B6 e 2C9 não são induzidos e que os CYP1A1, 1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2D6 e 2E1 não são inibidos pela lacosamida, nas concentrações plasmáticas observadas durante os ensaio s clínicos. Um estudo in vitro indicou que a lacosamida não é transportada por glicoproteína - P no intestino. Dados in vitro demonstram que o CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4 têm a capacidade de catalizar a formação do metabolito O - desmetil. A lacosamida tem um perfil de ligação às proteínas inferior a 15%, pelo que são consideradas pouco provaveis interações de competição pelo recetor proteico, com outros medicamentos.
Interações: A lacosamida deve ser usada com precaução em doentes tratados com medicamentos associados ao aumento do intervalo PR (ex: carbamazepina, lamotrigina, pregabalina) assim como em doentes tratados com antiarrítmicos de classe I. No entanto, em ensaios clínicos, a análise de sub-grupo não demonstrou uma magnitude aumentada no prolongamento do intervalo PR em doentes com administração concomitante de carbamazepina ou lamotrigina. Em estudos de interação, a lacosamida não influenciou significativamente as concentrações plasmáticas da carbamazepina nem do ácido valpróico. As concentrações plasmáticas da lacosamida não foram afetadas pela carbamazepina ou ácido valpróico. A análise farmacocinética populacional demonstrou que o tratamento concomitante com outros antiepiléticos indutores enzimáticos (carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, em várias doses) reduziu a exposição sistémica geral da lacosamida em 25%.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Armodafinil + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Carbamazepina, fenobarbital ou rifampicina porque podem diminuir a eficácia do armodafinil.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Bloqueadores da entrada de cálcio (antagonistas de cálcio) + Carbamazepina

Observações: Verapamilo, diltiazem e talvez a nicardipina (mas não a nifedipina) inibem as enzimas hepáticas metabolizadoras de fármacos. O metabolismo do diltiazem, nifedipina, verapamilo e provavelmente outros bloqueadores da entrada de cálcio estão sujeitos a indução e inibição.
Interações: Carbamazepina: o metabolismo da carbamazepina é diminuído pelo diltiazem e verapamilo; possível aumento no metabolismo dos bloqueadores da entrada de cálcio - Carbamazepina
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Verapamilo + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Possíveis interacções medicamentosas associadas com o verapamilo, devido a razões de farmacocinética: Anticonvulsivantes Carbamazepina - Aumento da AUC da carbamazepina ( 46%) nos doentes com epilepsia parcial refractária; Carbamazepina Aumento dos níveis de carbamazepina, o que pode causar os efeitos secundários característicos da carbamazepina tais como diplopia, cefaleias, ataxia ou vertigens; aumento da neurotoxicidade.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Cafeína + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de paracetamol e outros fármacos que aumentem a indução enzimática a nível hepático (determinados sedativos e antiepiléticos - como a fenitoína, os barbitúricos e a carbamazepina – e a rifampicina) pode provocar ou agravar a lesão hepática induzida pelo paracetamol, devido ao aumento da conversão do fármaco a metabolitos hepatotóxicos. O mesmo se aplica à administração de paracetamol em situações de alcoolismo crónico.

Modafinil + Carbamazepina

Observações: Modafinil pode aumentar o seu próprio metabolismo através da indução da atividade do CYP3A4/5 mas o efeito é modesto, sendo improvável que tenha consequências clínicas significativas.
Interações: Anticonvulsivantes: A administração concominante de indutores potentes da atividade do CYP, tais como a carbamazepina e o fenobarbital, pode reduzir os níveis plasmáticos de modafinil. Devido à possível inibição do CYP2C19 pelo modafinil e à supressão do CYP2C9, a depuração da fenitoína pode ser reduzida quando o modafinil é concomitantemente administrado. Os doentes devem ser monitorizados relativamente a sinais de toxicidade da fenitoína e a realização de medições repetidas dos níveis plasmáticos de fenitoína, após o início ou a suspensão do tratamento com modafinil, pode ser apropriada.

Rivaroxabano + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de rivaroxabano com outros indutores potentes do CYP3A4 (ex.: fenitoína, carbamazepina, fenobarbital ou hipericão (Hypericum perforatum)) pode originar também a redução das concentrações plasmáticas do rivaroxabano. Os indutores potentes do CYP3A4 devem ser coadministrados com precaução.

Bupropiom + Naltrexona + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Indutores, inibidores e substratos da CYP2B6: O bupropiom é metabolizado no seu principal metabolito ativo – hidroxibupropiom – pela isoenzima CYP2B6. Existe potencial para uma interação medicamentosa entre a associação naltrexona/bupropiom e fármacos que induzam ou sejam substratos da isoenzima CYP2B6. Como o bupropiom é extensivamente metabolizado, aconselha-se precaução quando a associação naltrexona/bupropiom é coadministrada com medicamentos conhecidos por induzir a CYP2B6 (por exemplo, carbamazepina, fenitoína, ritonavir, efavirenz), visto que estes podem afetar a eficácia clínica da associação naltrexona/bupropiom. Numa série de estudos realizados em voluntários saudáveis, a administração de ritonavir (100 mg duas vezes ao dia ou 600 mg duas vezes ao dia) ou de 100 mg de ritonavir mais 400 mg de lopinavir por dia reduziu a exposição do bupropiom e dos principais metabolitos de uma forma dependente da dose em 20 a 80%. Similarmente, a administração de 600 mg de efavirenz, uma vez ao dia, ao longo de um período de duas semanas, reduziu a exposição do bupropiom em aproximadamente 55% nos voluntários saudáveis.
 Sem significado Clínico

Metformina + dapagliflozina + Carbamazepina

Observações: A administração concomitante de doses múltiplas de dapagliflozina e metformina não alterou significativamente o perfil farmacocinético quer da dapagliflozina ou da metformina em indivíduos saudáveis. Não foram realizados estudos de interação para Metformina / dapagliflozina. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: DAPAGLIFLOZINA: Interações farmacocinéticas: O metabolismo da dapagliflozina é principalmente via conjugação do glicuronídeo mediado pela UDP-glicuronosiltransferase 1A9 (UGT1A9). Em estudos in vitro, a dapagliflozina não inibiu o citocromo P450 (CYP) 1A2, CYP2A6, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6, CYP3A4, nem induziu o CYP1A2, CYP2B6 ou CYP3A4. Assim, não é esperado que este medicamento altere a depuração metabólica de medicamentos administrados concomitantemente e que são metabolizados por estas enzimas. Efeitos de outros medicamentos na dapagliflozina: Não é esperado um efeito clinicamente relevante com outros indutores (p.ex. carbamazepina, fenitoína, fenobarbital).
 Sem significado Clínico

Vitaminas do complexo B + Ácido ascórbico + Biotina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Pode interagir com outros medicamentos nomeadamente tetraciclinas, aminoglicosídeos, varfarina, antiácido com aluminio, colchicina, isoniazida e carbamazepina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brometo de vecurónio + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Diminuição do efeito: Administração crónica prévia de fenitoína ou carbamazepina.

Teriflunomida + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas de outras substâncias sobre a teriflunomida: A hidrólise é a via de biotransformação principal da teriflunomida, podendo também sofrer oxidação numa via secundária. Indutores potentes do citocromo P450 (CYP) e de proteínas de transporte: A coadministração de doses repetidas (600 mg uma vez por dia durante 22 dias) de rifampicina (um indutor de CYP2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 3A), assim como de um indutor da bomba de efluxo glicoproteína- P [P -gp] e da proteína resistente do cancro da mama [BCRP] com teriflunomida (dose única de 70 mg), resultou numa redução de aproximadamente 40% na exposição à teriflunomida. A rifampicina e outros indutores potentes conhecidos do CYP e das proteínas transportadores, como a carbamazepina, fenobarbital, fenitoína e hipericão (erva de S. João), devem ser utilizados com precaução durante o tratamento com teriflunomida.

Ribociclib + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Substâncias que podem reduzir as concentrações plasmáticas de ribociclib: A utilização concomitante de indutores potentes da CYP3A4 pode portanto levar a uma diminuição da exposição e consequentemente a um risco de falta de eficácia. Deve ser evitada a utilização concomitante de indutores potentes da CYP3A4 incluindo, mas não limitado a, fenitoína, rifampicina, carbamazepina e hipericão (Hypericum perforatum). Em alternativa deve ser considerado um medicamento concomitante sem potencial indutor ou com potencial mínimo indutor da CYP3A4.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Albendazol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Existem medicamentos que potencialmente podem reduzir as concentrações plasmáticas do sulfóxido de albendazol, metabolito ativo do albendazol. Estes são o ritonavir, fenitoína, carbamazepina e fenobarbital. A importância clínica deste facto é desconhecida, mas poderá resultar numa diminuição da eficácia, especialmente no tratamento de infeções sistémicas por helmintas. Os doentes deverão ser monitorizados e eventualmente poderão requerer doses e terapêuticas alternativas.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciclofosfamida + Carbamazepina

Observações: A coadministração planeada ou a administração sequencial de outras substâncias ou tratamentos que podem aumentar os efeitos semelhantes ou a gravidade da toxicidade (através de interações farmacodinâmicas ou farmacocinéticas) exigem uma avaliação individual cuidada dos benefícios e dos riscos esperados. Os doentes que recebem tais combinações devem ser monitorizados cuidadosamente quanto a sinais de toxicidade para permitir uma intervenção atempada. Os doentes em tratamento com ciclofosfamida e agentes que reduzem a sua ativação devem ser monitorizados quanto a uma possível redução da eficácia terapêutica e a necessidade de um ajuste de dose.
Interações: Interações que afetam a farmacocinética da ciclofosfamida e dos seus metabolitos - A reduzida ativação da ciclofosfamida pode alterar a eficácia do tratamento com ciclofosfamida. Um aumento da concentração do metabolito citotóxico pode ocorrer com: – Alopurinol – Hidrato de cloral – Cimetidina – Dissulfiram – Gliceraldeído – Indutores das enzimas microssomais hepáticas e extrahepáticas humanas (por ex. Enzimas do citocromo P450): A capacidade de indução das enzimas microssomais hepáticas e extrahepáticas tem de ser considerada no caso de tratamento anterior ou concomitante com substâncias conhecidas por induzirem uma atividade aumentada de tais enzimas como rifampina, fenobarbital, carbamazepina, fenitoina, hipericão e corticosteroides. – Inibidores da protease: a utilização concomitante de inibidores da protease pode aumentar a concentração de metabolitos citotóxicos. A utilização de regimes com base em inibidores da protease foi determinado estar associado com uma incidência mais elevada de infeções e neutropenia em doentes a receber ciclofosfamida, doxorubicina e etoposido (CDE) do que o uso de um regime com base NNRTI.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Rimonabant + Carbamazepina

Observações: O efeito inibitório in vivo no CYP2C8 não foi estudado. Contudo, in vitro, o rimonabant demonstrou um efeito inibitório ligeiro no CYP2C8. O potencial para inibição do CYP2C8 in vivo é aparentemente baixo.
Interações: Apesar de não ter sido estudado o efeito do uso concomitante de indutores do CYP3A4 (tais como rifampicina, fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, hipericão), espera-se que ocorra diminuição das concentrações plasmáticas de rimonabant, o que poderá resultar na perda de eficácia.

Atovaquona + Proguanilo + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: O proguanilo é principalmente metabolizado pelo CYP2C19. No entanto, as potenciais interações farmacocinéticas com outros substratos, inibidores (por ex.: moclobemida, fluvoxamina) ou indutores (por ex.: artemisinina, carbamazepina) de CYP2C19 são desconhecidos.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Haloperidol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros fármacos sobre haloperidol Quando se associam tratamentos prolongados com fármacos indutores enzimáticos tais como carbamazepina, fenobarbital e rifampicina à terapêutica com Haloperidol, verifica-se uma diminuição significativa dos níveis plasmáticos do haloperidol. Assim, durante o tratamento com esta associação, se necessário, a posologia de Haloperidol deverá ser ajustada. Após a interrupção destes fármacos, poderá ser necessário reduzir a dose de Haloperidol. Valproato de sódio, fármaco que, reconhecidamente, inibe a glucoronidação, não altera a concentração plasmática de haloperidol.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Perampanel + Carbamazepina

Observações: Perampanel não é considerado um indutor ou inibidor potente das enzimas do citocromo P450 ou da UGT. O perampanel é administrado até obtenção do efeito clínico independentemente de outros antiepiléticos. Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Num estudo farmacocinético populacional dos doentes adolescentes dos estudos clínicos de Fase 3, não se observaram diferenças dignas de nota entre esta população e a população global.
Interações: As interações potenciais entre Perampanel (até 12 mg uma vez por dia) e outros medicamentos antiepiléticos foram analisadas em estudos clínicos e avaliadas na análise farmacocinética populacional de quatro estudos agrupados de Fase 3, incluindo doentes com crises epiléticas parciais e convulsões tónico-clónicas generalizadas primárias. Carbamazepina: Influência do antiepilético na concentração de Perampanel: Diminuição de 2,75 vezes Influência de Perampanel na concentração do antiepilético: Diminuição <10% Demonstrou-se que alguns medicamentos antiepiléticos conhecidos como indutores enzimáticos (carbamazepina, fenitoína, oxcarbazepina) aumentam a depuração do perampanel e, consequentemente, diminuem as concentrações plasmáticas do mesmo. A carbamazepina, um conhecido indutor enzimático potente, causou uma diminuição de dois terços dos níveis de perampanel, num estudo realizado em indivíduos saudáveis. Observou-se um resultado semelhante numa análise farmacocinética populacional de doentes com crises epiléticas parciais medicados com perampanel até 12 mg/dia e doentes com convulsões tónico-clónicas generalizadas primárias medicados com perampanel até 8 mg/dia em ensaios clínicos controlados com placebo. A depuração total de Perampanel aumentou quando foi administrado com carbamazepina (2,75 vezes), fenitoína (1,7 vezes) e oxcarbazepina (1,9 vezes), que são indutores conhecidos das enzimas do metabolismo. Este efeito deve ser tido em consideração e deve ser controlado quando se adicionam ou interrompem estes antiepiléticos no regime terapêutico de um doente. Numa análise farmacocinética populacional de doentes com crises epiléticas parciais medicados com Perampanel até 12 mg/dia em ensaios clínicos controlados com placebo, Perampanel não afetou a depuração do clonazepam, levetiracetam, fenobarbital, fenitoína, topiramato, zonisamida, carbamazepina, clobazam, lamotrigina e ácido valpróico de maneira clinicamente relevante com a dose mais elevada de perampanel avaliada (12 mg/dia).

Fesoterodina + Carbamazepina

Observações: Dados in vitro demonstram que o metabolito ativo da fesoterodina não inibe o CYP 1A2, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1, ou 3A4, ou induz o CYP 1A2, 2B6, 2C9, 2C19 ou 3A4 em concentrações plasmáticas clinicamente relevantes. Assim, é pouco provável que a fesoterodina altere a depuração dos medicamentos que são metabolizados por estas enzimas. Não são recomendados ajustes de dose na presença de inibidores moderados do CYP3A4 (p.ex.sumo de toranja).
Interações: Após a administração oral de 8 mg de fesoterodina, seguido da indução do CYP3A4 mediante a co-administração de 600 mg de rifampicina uma vez por dia, a Cmax e a AUC do metabolito ativo da fesoterodina diminuíram em aproximadamente 70% e 75%, respetivamente. A indução do CYP3A4 pode conduzir a níveis plasmáticos subterapêuticos. Não é recomendada a utilização concomitante com indutores do CYP3A4 (p.ex., carbamazepina, rifampicina, fenobarbital, fenitoína, hipericão).

Temozolomida + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Com base numa análise farmacocinética da população nos ensaios de fase II, a depuração de TMZ não foi alterada pela administração concomitante de dexametasona, procloroperazina, fenitoína, carbamazepina, ondansetrom, antagonistas dos recetores H2 ou fenobarbital.

Sonidegib + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Agentes que podem diminuir a concentração plasmática de sonidegib: Em indivíduos saudáveis, a coadministração de uma dose única de 800 mg de sonidegib com rifampicina (600 mg por dia durante 14 dias), um indutor potente da CYP3A, resultou em diminuições de 72% e 54% na AUC e Cmax de sonidegib, respetivamente, comparativamente com quando o sonidegib foi administrado isoladamente. A coadministração de sonidegib com indutores potentes da CYP3A diminui a concentração plasmática do sonidegib. A utilização concomitante de indutores potentes da CYP3A deve ser evitada; isto inclui, mas não é limitado a, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, rifabutina, rifampicina e hipericão (Hypericum perforatum). Se um indutor potente da CYP3A4 tiver de ser usado concomitantemente com sonidegib, deve considerar-se o aumento da dose diária de sonidegib para 400-800 mg. Prevê-se que esta seja a dose de sonidegib que ajuste a AUC para o intervalo observado sem indutores, com base em dados farmacocinéticos quando o tratamento concomitante com o indutor não dura mais que 14 dias. Não é recomendado o tratamento concomitante de duração mais prolongada com indutores, uma vez que a exposição ao sonidegib será reduzida e isto pode comprometer a eficácia. A dose de sonidegib usada antes de se iniciar o indutor forte deve ser retomada quando o indutor forte for descontinuado.

Dasatinib + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Substâncias ativas que podem diminuir as concentrações plasmáticas de dasatinib: Quando dasatinib foi administrado após 8 tomas diárias, à noite, de 600 mg de rifampicina, um potente indutor da CYP3A4, a AUC do dasatinib diminuíu cerca de 82%. Outros medicamentos que induzem a atividade da CYP3A4 (ex. dexametasona, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital ou preparações à base de plantas contendo Hypericum perforatum, também conhecido por Hipericão) podem aumentar também o metabolismo e diminuir as concentrações plasmáticas do dasatinib. Consequentemente, não é recomendado o uso concomitante de indutores potentes da CYP3A4 com dasatinib. Nos doentes a quem a rifampicina ou outros indutores da CYP3A4 estejam indicados devem ser utilizados medicamentos alternativos com menor potencial de indução enzimática.

Vitaminas do complexo B + Biotina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Vitaminas do complexo B / Biotina pode interagir com outros medicamentos nomeadamente tetraciclinas, aminoglicosídeos, colchicina, isoniazida e carbamazepina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dabigatrano etexilato + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Indutores da gp-P: É previsível que a administração concomitante de um indutor da gp-P (tal como rifampicina, hipericão, carbamazepina ou fenitoína) resulte na diminuição das concentrações de dabigatrano, devendo ser evitada.

Eliglustato + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Agentes que podem diminuir a exposição ao eliglustato Indutores potentes da CYP3A: Após doses repetidas de 127 mg de eliglustato duas vezes por dia em doentes não-MF, a administração concomitante de doses repetidas de 600 mg de rifampicina (um indutor potente da CYP3A bem como do transportador de efluxo gp-P) uma vez por dia resultou numa diminuição de aproximadamente 85% da exposição ao eliglustato. Após doses repetidas de 84 mg de eliglustato duas vezes por dia em doentes MF, a administração concomitante de doses repetidas de 600 mg de rifampicina uma vez por dia resultou numa diminuição de aproximadamente 95% da exposição ao eliglustato. Em MI, ME e MF, não se recomenda a utilização de um indutor potente da CYP3A (p.ex., rifampicina, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, rifabutina e hipericão) com o eliglustato.

Clopidogrel + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Outras terapêuticas concomitantes: Uma vez que o clopidogrel é metabolizado no seu metabolito activo em parte pelo CYP2C19, o uso de medicamentos que inibem a actividade desta enzima têm um resultado esperado de redução dos níveis do metabolito activo do clopidogrel e uma redução na eficácia clínica. O uso concomitante de medicamentos que inibem o CYP2C19 deve ser desencorajado. Os fármacos que inibem o CYP2C19 incluem omeprazol e esomeprazol, fluvoxamina, fluoxetina, moclobemida, voriconazol, fluconazol, ticlopidina, ciprofloxacina, cimetidina, carbamazepina, oxcarbazepina e cloranfenicol.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Binimetinib + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos no binimetinib Os indutores das enzimas CYP1A2 (tais como carbamazepina e rifampicina) e indutores do transporte da gp-P (como hipericão ou fenitoína) podem diminuir a exposição ao binimetinib, o que poderia resultar numa diminuição da eficácia.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Medroxiprogesterona + Valerato de estradiol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo dos estrogénios e progestagénios pode ser potenciado pela utilização concomitante de substâncias conhecidas por induzir as enzimas metabolizadoras de fármacos, especialmente as enzimas do citocromo P450, como os anticonvulsivantes (por exemplo, fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e os Anti-infecciosos (por exemplo, rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz). Do ponto de vista clínico, o aumento do metabolismo dos estrogénios e dos progestagénios pode levar à diminuição do efeito e a alterações no perfil da hemorragia uterina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Alprazolam + Carbamazepina

Observações: As interações farmacocinéticas podem ocorrer quando o alprazolam é administrado concomitantemente com compostos que inibem a enzima hepática CYP3A4, aumentando os níveis plasmáticos de alprazolam.
Interações: Um efeito reduzido de alprazolam pode ocorrer em doentes que tomam indutores do CYP3A4 como a rifampicina, fenitoína, carbamazepina ou hipericão. As concentrações plasmáticas de alprazolam na fase de eliminação são dependentes de certas enzimas hepáticas, CYP3A4 (em particular), para o metabolismo e são reduzidos por medicamentos que induzem estas enzimas. Quando a terapia com hipericão ou tratamento com outros agentes indutores do CYP3A4 é subitamente interrompido, podem ocorrer sintomas de sobredosagem por alprazolam.

Glucose + Carbamazepina

Observações: Como em todas as soluções parenterais, devem ser verificadas as compatibilidades ao adicionar medicamentos. Devido ao seu pH ácido, a solução pode ser incompatível com outros medicamentos, pelo que antes de combinar a solução de glucose com outro medicamento deve verificar-se que o intervalo de pH em que este é efetivo se encontra dentro do intervalo de pH da solução de glucose a (pH = 3,5 – 6,5).
Interações: Medicamentos que causam um aumento do efeito da vasopressina Os medicamentos listados abaixo aumentam o efeito da vasopressina, levando a uma redução da excreção renal de água sem eletrólitos, e aumentam o risco de hiponatremia adquirida em ambiente hospitalar na sequência de um tratamento inadequadamente equilibrado com fluidos IV. • Medicamentos que estimulam a libertação de vasopressina, p. ex.: Clorpropamida, clofibrato, carbamazepina, vincristina, inibidores seletivos da recaptação da serotonina, 3,4-metilenodioxi-N-metanfetamina, ifosfamida, antipsicóticos, narcóticos • Medicamentos que potenciam a ação da vasopressina, p. ex.: Clorpropamida, AINE, ciclofosfamida • Análogos da vasopressina, p. ex.: Desmopressina, oxitocina, vasopressina, terlipressina

Olaparib + Carbamazepina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica formais.
Interações: Interações farmacocinéticas: Efeito de outros fármacos sobre olaparib: Os CYP3A4/5 são as isoenzimas predominantemente responsáveis pela eliminação metabólica de olaparib. Não foram realizados estudos clínicos para avaliar o impacto dos inibidores e indutores do CYP3A conhecidos e portanto recomenda-se evitar a utilização dos inibidores potentes conhecidos (p.ex., itraconazol, telitromicina, claritromicina, inibidores da protease potenciados, indinavir, saquinavir, nelfinavir, boceprevir, telaprevir) ou indutores (p.ex., fenobarbital, fenitoína, rifampicina, rifabutina, rifapentina, carbamazepina, nevirapina e hipericão) destas isoenzimas com olaparib. O olaparib in vitro é um substrato para o transportador de efluxo P-gp. Não foram realizados estudos clínicos para avaliar o impacto dos inibidores e indutores conhecidos do P-gp.

Indinavir + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: INDINAVIR NÃO POTENCIADO ANTICONVULSIVANTES: Carbamazepina, fenobarbital, fenitoína: Indinavir inibe o CYP3A4, logo espera-se que aumente as concentrações plasmáticas destes anticonvulsivantes. A utilização concomitante de medicamentos indutores do CYP3A4, tais como a carbamazepina, fenobarbital e fenitoína pode reduzir as concentrações plasmáticas de indinavir. É recomendada cuidadosa monitorização da terapêutica e dos efeitos adversos, quando estes medicamentos são administrados concomitantemente com o indinavir. INDINAVIR POTENCIADO COM RITONAVIR. ANTICONVULSIVANTES: Carbamazepina: Interação com indinavir/ritonavir não estudada. Indinavir e ritonavir inibem o CYP3A4, logo espera-se que aumentem as concentrações plasmáticas de carbamazepina. É recomendada monitorização cuidadosa da terapêutica e dos efeitos adversos, quando a carbamazepina é administrada concomitantemente com indinavir/ritonavir.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Darifenacina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre a darifenacina: O metabolismo da darifenacina é primariamente mediado pelas enzimas CYP2D6 e CYP3A4 do citocromo P450. Assim, os inibidores destas enzimas podem aumentar a exposição à darifenacina. Indutores enzimáticos: É provável que substâncias indutoras da CYP3A4 tais como rifampicina, carbamazepina, barbitúricos e hipericão (Hypericum perforatum) diminuam as concentrações plasmáticas de darifenacina.

Paracetamol + Codeína + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Quando administrados concomitantemente, os medicamentos indutores das enzimas hepáticas, tais como certos hipnóticos e Antiepiléticos (de entre outros, fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) ou rifampicina, poderão tornar doses terapêuticas inofensivas de paracetamol em doses tóxicas para o fígado, eventualmente causadores de lesão hepática.

Metformina + Linagliptina + Carbamazepina

Observações: Embora não tenham sido realizados estudos farmacocinéticos de interação medicamentosa com Metformina/Linagliptina, estes estudos foram efetuados com as substâncias ativas individuais, i.e.linagliptin a e metformina. A administração concomitante de doses múltiplas de linagliptina e metformina não alterou significativamente o perfil farmacocinético da linagliptina nem da metformina em voluntários saudáveis e doentes.
Interações: LINAGLIPTINA: Efeitos de outros medicamentos sobre a linagliptina: Rifampicina: A administração concomitante múltipla de 5 mg de linagliptina com rifampicina, um potente indutor da glicoproteína-p e da CYP3A4, resultou numa redução de 39,6% e 43,8% da AUC e da Cmax da linagliptina no estado estacionário, respetivamente, e numa redução de cerca de 30% da inibição da DPP-4 no vale. Assim, a eficácia total da linagliptina pode não ser atingida, quando em associação com indutores fortes da glicoproteína-P, particularmente se estes forem administrados durante longos períodos de tempo. A administração concomitante de outros indutores potentes da glicoproteína-P e da CYP3A4, como carbamazepina, fenobarbital e fenitoína, não foi estudada.

Palbociclib + Carbamazepina

Observações: Palbociclib é metabolizado principalmente pela CYP3A e pela SULT2A1, uma enzima da família das sulfotransferases (SULT). In vivo, palbociclib é um inibidor fraco e dependente do tempo da CYP3A.
Interações: A utilização concomitante de indutores potentes da CYP3A incluindo, entre outros: carbamazepina, enzalutamida, fenitoína, rifampicina e hipericão deve ser evitada.

Temsirolímus + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Agentes indutores do metabolismo CYP3A: A administração concomitante de temsirolímus com rifampicina, um potente indutor do CYP3A4/5, não teve efeito significativo na concentração máxima (Cmax ) do temsirolímus e área sob a curva concentração vs. tempo (AUC ) após administração intravenosa, mas diminuiu a Cmax do sirolímus em 65% e a AUC em 56%, comparativamente com o tratamento com temsirolímus em monoterapia. Por isso, deve evitar-se o tratamento concomitante com agentes com potencial de indução do CYP3A4/5 [p.ex., carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, rifampicina e Hipericão (Erva de S. João)].

Posaconazol + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre posaconazol: Fenitoína: A fenitoína (200 mg uma vez por dia) reduziu a Cmax e a AUC de posaconazol em 41% e 50%, respetivamente. O uso concomitante de posaconazol e fenitoína e de indutores semelhantes (por exemplo, carbamazepina, fenobarbital, primidona) deverá ser evitado, exceto nos casos em que os benefícios para o doente suplantem os riscos.

Xipamida + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Precauções particulares têm de ser tomadas com as seguintes associações: Carbamazepina: Risco de hiponatrémia sintomática.

Eribulina + Carbamazepina

Observações: A eribulina é excretada principalmente (até 70%) por excreção biliar. Desconhece-se qual a proteína de transporte envolvida neste processo. A inibição completa do transporte poderá, em teoria, dar origem a um aumento três vezes superior das concentrações plasmáticas.
Interações: Não se pode excluir que o tratamento concomitante com substâncias indutoras como a carbamazepina, fenitoína, hipericão (Hypericum perforatum) possa causar a diminuição das concentrações plasmáticas de eribulina, e a coadministração com indutores deve ser efetuada com precaução tendo em consideração um potencial risco de diminuição da eficácia do medicamento.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Midazolam + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Fármacos indutores do CYP3A: A rifampicina reduziu em cerca de 60% as concentrações plasmáticas do midazolam intravenoso após 7 dias de rifampicina 600 mg o.d. A semivida terminal diminuiu cerca de 50-60%. Informação adicional sobre midazolam oral: A rifampicina reduziu em cerca de 96% as concentrações plasmáticas do midazolam oral em indivíduos saudáveis e perderam-se quase totalmente os seus efeitos psicomotores. Carbamazepina / fenitoína: Doses repetidas de carbazepina ou fenitoína reduziram as concentrações plasmáticas de midazolam oral até 90% e a semivida terminal em cerca de 60%. Efavirenz: Um aumento para o quíntuplo do rácio do metabolito a-hidroxymidazolam gerado pelo CYP3A versus midazolam confirma o efeito indutor do CYP3A.

Trazodona + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Gerais: Os efeitos sedativos dos antipsicóticos, hipnóticos, sedativos ansiolíticos e medicamentos antihistamínicos podem ser intensificados; nestes casos, recomenda-se a redução da dosagem. O metabolismo dos antidepressivos é acelerado pelos contracetivos orais, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos devido aos efeitos hepáticos. O metabolismo dos antidepressivos é inibido pela cimetidina e outros antipsicóticos. Carbamazepina: A administração conjunta resulta na redução das concentrações plasmáticas de trazodona. O uso concomitante de 400 mg/dia de carbamazepina originou uma diminuição das concentrações plasmáticas da trazodona e do seu metabolito ativo mclorofenilpiperazina de 76% e 60%, respetivamente. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados, para avaliar a eventual necessidade de um aumento da dose de trazodona.

Isradipina + Carbamazepina

Observações: A isradipina não parece inibir as enzimas do citocromo P450, em particular CYP3A4, numa extensão clínica significativa. A ingestão concomitante de sumo de toranja pode aumentar a biodisponibilidade da isradipina.
Interações: Uso concomitante não recomendado: A administração concomitante com a rifampicina reduz significativamente as concentrações séricas de isradipina. Consequentemente, deve-se evitar a administração concomitante com rifampicina ou com outros fármacos indutores enzimáticos (por exemplo, anticonvulsivantes tais como carbamazepina, fenobarbital).
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Alectinib + Carbamazepina

Observações: Com base nos dados in vitro, CYP3A4 é a principal enzima que medeia o metabolismo do alectinib e do metabolito principal M4, o CYP3A4 contribui para 40%-50% da totalidade do metabolismo hepático. O M4 mostrou potência e atividade in vitro similar contra o ALK.
Interações: A administração concomitante de doses múltiplas de 600 mg de rifampicina uma vez ao dia, um indutor potente do CYP3A, com 600 mg de uma dose única oral de alectinib reduziu a Cmáx e e AUCinf: de alectinib em 51% e 73%, respectivamente e aumentou a Cmáx e e AUCinf: de M4 em 2,20 e 1,79 vezes, respetivamente. O efeito na exposição combinada de alectinib e M4 foi mínimo, reduzindo Cmáx: e AUCinf: em 4% e 18%, respetivamente. Com base nos efeitos da exposição combinada a alectinib e M4, não são necessários ajustes de dose quando Alectinib é administrado concomitantemente com indutores CYP3A. Recomenda-se a monitorização adequada em doentes a tomar concomitantemente indutores do CYP3A (incluindo, mas não limitado a, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, rifabutina, rifampicina e Erva de S.João (hipericão)).

Lurasidona + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Outros potenciais medicamentos que podem afetar a lurasidona: Tanto a lurasidona como o seu metabolito ativo ID-14283 contribuem para o efeito farmacodinâmico nos recetores dopaminérgicos e serotoninérgicos. A lurasidona e seu metabolitoativo ID-14283 são principalmente metabolizados pelo CYP3A4. Indutores do CYP3A4: A lurasidona é contraindicada em concomitância com indutores fortes do CYP3A4 (por exemplo, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, rifampicina, hipericão (Hypericum perforatum)). A administração concomitante de lurasidona como indutor forte do CYP3A4 rifampicina resultou numa redução de 6 vezes na exposição da lurasidona. É esperado que a administração concomitante de lurasidona com indutores fracos (por exemplo, armodafinil, amprenavir, aprepitante, prednisona, rufinamida) ou moderados (por exemplo, bosentano, efavirenz, etravirina, modafinil, nafcilina) do CYP3A4 origine uma redução <2 vezes na exposição da lurasidona durante a administração concomitante e até 2 semanas após a interrupção de indutores fracos ou moderados do CYP3A4. Quando a lurasidona é coadministrada com indutores fracos ou moderados do CYP3A4, a eficácia da lurasidona deve ser cuidadosamente monitorizada e pode ser necessário um ajuste da dose.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Zolpidem + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A rifampicina induz o metabolismo do tartarato de zolpidem resultando numa redução de, aproximadamente, 60% no pico da concentração plasmática, com possível redução da eficácia. Efeitos semelhantes são também esperados com outros fortes indutores das enzimas do citocromo P450 tais como a carbamazepina e a fenitoína.

Lítio + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: - Carbamazepina pode conduzir a vertigens, sonolência, confusão e sintomas cerebelosos, tais como ataxia. - Metildopa. - Derivados triptânicos e/ou antidepressivos serotoninérgicos, tais como SSRIs (ex. fluoxetina e fluvoxamina) podem provocar o sindroma serotoninérgico*, o que requer descontinuação imediata do tratamento. * Síndrome serotoninérgico: O síndrome serotoninérgico é uma reacção farmacológica adversa potencialmente fatal ao medicamento, provocada por um excesso de serotonina (ex. por sobredosagem ou por utilização concomitante com outros medicamentos serotoninérgicos) e que pode exigir hospitalização ou mesmo provocar morte. Os sintomas podem ser: - alterações ao estado mental (agitação, confusão, hipomania, eventualmente coma); - alterações neuromusculares (mioclonias, tremores, hiperreflexia, rigidez, acatisia); - hiperatividade autonómica (hipo ou hipertensão, taquicardia, calafrios, hipertermia, sudação); - sintomas gastrointestinais (diarreia) O respeito escrupuloso das doses recomendadas é um fator essencial para prevenir a ocorrência deste síndrome.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Sorafenib + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Outros indutores da atividade do CYP3A4 e/ou glucoronidação (ex.: hipericão também conhecido co mo erva S. João, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e dexametasona) podem também aumentar o metabolismo do sorafenib e assim diminuir as concentrações de sorafenib.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Besilato de cisatracúrio + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Observa-se uma diminuição do efeito após administração crónica prévia de fenitoína ou carbamazepina.

Claritromicina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na claritromicina: Os fármacos indutores do CYP3A (por exemplo, rifampicina, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital, hipericão) podem induzir o metabolismo da claritromicina. Isso pode originar níveis subterapêuticos de claritromicina, levando à redução da eficácia. Adicionalmente, pode ser necessário monitorizar os níveis plasmáticos do indutor do CYP3A, que podem estar aumentados devido à inibição do CYP3A pela claritromicina (ver igualmente a informação relevante do medicamento para o inibidor do CYP3A4 administrado). Efeitos da Claritromicina em outros medicamentos: Interações baseadas no CYP3A: A administração concomitante de claritromicina, conhecida por inibir a enzima CYP3A, com um fármaco metabolizado principalmente pela CYP3A pode estar associada a aumentos nas concentrações dos fármacos que podem aumentar ou prolongar quer os efeitos terapêuticos quer adversos do fármaco concomitante. A claritromicina deve ser utilizada com precaução em doentes a receber tratamento com outros medicamentos conhecidos por serem substratos da enzima CYP3A, principalmente se o substrato da CYP3A tiver uma estreita margem de segurança (por ex. carbamazepina) e/ou o substrato for extensamente metabolizado por esta enzima. Podem ser considerados ajustes posológicos e, quando possível, as concentrações séricas de fármacos metabolizados principalmente pela CYP3A devem ser rigorosamente monitorizadas em doentes a receber concorrentemente claritromicina. Efeitos da Claritromicina em outros medicamentos: Sabe-se ou suspeita-se que os fármacos ou classes seguintes são metabolizados pela isoenzima CYP3A: Alprazolam, astemizol, carbamazepina, cilostazol, cisaprida, ciclosporina, disopiramida, alcaloides da cravagem do centeio, lovastatina, metilprednisolona, midazolam, omeprazol, anticoagulantes orais (por ex. varfarina), pimozida, quinidina, rifabutina, sildenafil, sinvastatina, tacrolímus, terfenadina, triazolam e vimblastina. Fármacos com interação por mecanismos semelhantes através de outras isoenzimas no sistema do citocromo P450 incluem a fenitoína, teofilina e valproato. Efeitos da Claritromicina em outros medicamentos: Teofilina, carbamazepina: Resultados de estudos clínicos indicam que existiu um moderado mas estatisticamente significativo (p<0,05) aumento dos níveis circulantes de teofilina ou carbamazepina quando cada um dos fármacos foi administrado concomitantemente com claritromicina. Pode ser necessário considerar uma redução de dose.

Ombitasvir + Paritaprevir + Ritonavir + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir foi administrado em doses múltiplas em todos os estudos de interação medicamentosa, com exceção dos estudos de interação medicamentosa com carbamazepina, gemfibrozil e cetoconazol.
Interações: Interações entre Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir e outros medicamentos ANTICONVULSIVANTES: Carbamazepina 200 mg uma vez por dia seguida de 200 mg duas vez por dia: Mecanismo: indução do CYP3A4 pela carbamazepina. Administrado com: Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir + dasabuvir Administrado com: Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir sem dasabuvir A utilização concomitante está contraindicada.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Femprocumona + Carbamazepina

Observações: Femprocumona é metabolizado principalmente pelo CYP450 2C9 e isoenzimas 3A4 Medicamentos comumente prescritos podem potencializar ou antagonizar o efeito dos cumarínicos. Portanto, é importante a monitoração dos parâmetros da coagulação após o início ou retirada de outras drogas em pacientes em uso de anticoagulantes orais.
Interações: Substâncias que podem reduzir o efeito dos anticoagulantes: Barbitúricos, carbamazepina, colestiramina, diuréticos, corticosteróides, rifampicina, vitamina K.

Fosaprepitant + Carbamazepina

Observações: Quando administrado por via intravenosa o fosaprepitant é rapidamente convertido em aprepitant. As interações medicamentosas decorrentes da administração de intravenosa de fosaprepitant são passíveis de ocorrer com substâncias ativas que interagem com o aprepitant administrado por via oral. A informação seguinte resultou de dados obtidos com o aprepitant por via oral e de estudos realizados com fosaprepitant por via intravenosa coadministrados com dexametasona, midazolam ou diltiazem. O fosaprepitant 150 mg, em dose única, é um inibidor fraco do CYP3A4. O fosaprepitant não parece interagir com a glicoproteína-P transportadora, tal como demonstrado pela ausência de interação entre o aprepitant por via oral com a digoxina. Antevê-se que, quando comparado com a administração de aprepitant oral, o fosaprepitant provoque indução menor ou não superior do CYP2C9, do CYP3A4 e da glucuronidação. Não há dados sobre os efeitos no CYP2C8 e CYP2C19.
Interações: Efeito de outros medicamentos na farmacocinética do aprepitant, decorrentes da administração de fosaprepitant 150 mg: A administração concomitante de fosaprepitant com substâncias ativas que induzam fortemente a atividade do CYP3A4 (ex. rifampicina, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital) deve ser evitada, uma vez que da associação resulta uma redução das concentrações plasmáticas do aprepitant, o que poderá diminuir a sua eficácia. A semivida terminal média de aprepitant oral diminuiu 68% com rifampicina.

Roflumilaste + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação foram apenas realizados em adultos.
Interações: A administração do indutor enzimático do citocromo P450 rifampicina provocou a redução da atividade inibitória de PD E4 total em cerca de 60%. Portanto, o uso de indutores enzimáticos potentes do citocromo P450 (exemplo: fenobarbital, carbamazepina, fenitoína) pode reduzir a eficácia terapêutica de roflumilaste. Assim, o tratamento com roflumilaste não é recomendado em doentes a receber indutores enzimáticos potentes do citocromo P450.

Vorapaxar + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros medicamentos no vorapaxar: Indutores potentes do CYP3A: A administração concomitante de rifampicina (600 mg uma vez por dia) com vorapaxar diminuiu substancialmente a Cmax média e a AUC de vorapaxar em 39% e 55%, respetivamente. A utilização concomitante de Vorapaxar com indutores fortes (potentes) do CYP3A (p.ex., rifampicina, carbamazepina e fenitoína) deve ser evitada.

Zonisamida + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeito de Zonisamida nas enzimas do citocromo P450: Estudos in vitro utilizando microssomas hepáticos humanos demonstraram pouca ou nenhuma inibição (< 25%) das isoenzimas do citocromo P450 1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1 ou 3A4 para níveis de zonisamida superiores em aproximadamente duas vezes ou mais relativamente às concentrações séricas clinicamente relevantes de zonisamida livre. Deste modo, não é de esperar que Zonisamida afete a farmacocinética de outros medicamentos por intermédio de mecanismos mediados pelo citocromo P450, tal como demonstrado in vivo para a carbamazepina, fenitoína, etinilestradiol e desipramina. Potencial de Zonisamida para afetar outros medicamentos: Medicamentos antiepiléticos: Em doentes epiléticos, a dosagem estabilizada com Zonisamida não resultou em qualquer efeito farmacocinético clinicamente relevante sobre a carbamazepina, a lamotrigina, a fenitoína, ou o valproato de sódio. Potenciais interações medicamentosas que afetem Zonisamida: Em estudos clínicos a co-administração de lamotrigina não aparentou ter qualquer efeito na farmacocinética da zonisamida. A conjugação de Zonisamida com outros medicamentos suscetíveis de provocar urolitíase pode potenciar o risco de desenvolvimento de cálculos renais devendo, deste modo, a administração concomitante destes medicamentos ser evitada. A zonisamida é parcialmente metabolizada pela CYP3A4 (clivagem redutora) e também pelas N-acetiltransferases com conjugação com o ácido glucurónico. Deste modo, substâncias que podem induzir ou inibir estas enzimas podem afetar a farmacocinética da zonisamida: Indução enzimática: A exposição a zonisamida é mais baixa em doentes epiléticos a receber agentes indutores da CYP3A4 como a fenitoína, a carbamazepina e a fenobarbitona. É pouco provável que estes efeitos tenham significado clínico quando Zonisamida é adicionado a uma terapêutica preexistente. No entanto, podem ocorrer alterações nas concentrações de zonisamida caso um antiepilético concomitante ou qualquer outro fármaco indutor da CYP3A4 seja retirado, introduzido ou tenha a sua dose alterada podendo a dose de Zonisamida necessitar de ser ajustada. A rifampicina é um potente indutor da CYP3A4. Caso seja necessária a co-administração, o doente deve ser cuidadosamente monitorizado e a dose de Zonisamida e de outros substratos da CYP3A4 ajustada, conforme necessário.

Artenimol + Piperaquina + Carbamazepina

Observações: Não se realizaram estudos farmacocinéticos de interacção medicamentosa com Artenimol / Piperaquina. A avaliação do potencial de ocorrência de interações medicamentosas baseia-se em estudos in vitro.
Interações: Medicamentos indutores das enzimas tais como rifampicina, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e hipericão (Hypericum perforatum) têm o potencial de reduzir as concentrações plasmáticas de piperaquina. A concentração de DHA pode também ser reduzida. Não é recomendado o tratamento concomitante com estes produtos.

Boceprevir + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de Boceprevir com rifampicina e anticonvulsivantes (tais como fenitoína, fenobarbital ou carbamazepina) pode reduzir, de forma significativa, a exposição plasmática ao Boceprevir. Não existe m dados disponíveis, pelo que não é recomendada a combinação destes medicamentos com boceprevir.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Mefloquina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Em doentes que fazem tratamentos com anticonvulsivantes como ácido valpróico, carbamazepina, fenobarbital ou fenitoína, a administração simultânea de Mefloquina pode baixar a concentração plasmática do anticonvulsivante, provocando ataques. Nestes casos pode ser necessário um ajuste de dose do anticonvulsivante.

Ulipristal (Acetato de ulipristal) + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos potenciais de outros medicamentos sobre o acetato de ulipristal: O acetato de ulipristal é metabolizado in vitro pelo CYP3A4. Indutores do CYP3A4: Os resultados in vivo revelam que a administração do acetato de ulipristal com um forte indutor do CYP3A4 como a rifampicina diminui marcadamente a Cmax e a AUC do acetato de ulipristal em 90% ou mais e diminuia semivida do acetato de ulipristal em 2,2 vezes correspondendo a uma diminuição em aproximadamente 10 vezes da exposição ao acetato de ulipristal. A utilização concomitante de Ulipristal com indutores do CYP3A4 (por ex., rifampicina, fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, efavirenz, fosfenitoína, nevirapina, oxcarbazepina, primidona, rifabutina, hipericão/Hypericum perforatum) reduz, assim, as concentrações de plasma do acetado de ulipristal e pode resultar numa diminuição da eficácia de Ulipristal, logo não é recomendada.

Dabrafenib + Carbamazepina

Observações: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: A coadministração de dabrafenib com indutores potentes do CYP2C8 ou CYP3A4 (por ex., rifampicina, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital, ou Erva de S. João (Hypericum perforatum) deve ser evitada. Efeitos de dabrafenib noutros medicamentos: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Num estudo clínico de interação medicamentosa, a Cmax e AUC do midazolam oral (um substrato do CYP3A4) diminuiu 61% e 74% respetivamente com a coadministração de doses repetidas de dabrafenib utilizando uma formulação com uma biodisponibilidade mais baixa do que a formulação de dabrafenib. A administração de 150 mg de dabrafenib duas vezes por dia e varfarina resultou numa diminuição da AUC de S-e R-varfarina em 37% e 33% em comparação com a administração de varfarina em monoterapia. A Cmax de S-e R-varfarina aumentou 18% e 19%. São esperadas interações com muitos medicamentos eliminados através do metabolismo ou transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico for de grande importância para o doente, e os ajustes posológicos não forem facilmente realizáveis com base na monitorização da eficácia ou concentrações plasmáticas, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. Suspeita-se que o risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é superior nos doentes tratados concomitantemente com indutores enzimáticos. Espera-se que o número de medicamentos afetados seja grande; embora a magnitude da interação possa variar. Os grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não estão limitados a: - Analgésicos (por ex. fentanilo, metadona) - Antibióticos (por ex., claritromicina, doxiciclina) - Agentes anticancerígenos (por ex., cabazitaxel) - Anticoagulantes (por ex. acenocumarol, varfarina) - Antiepiléticos (por ex., carbamazepina, fenitoína, primidona, ácido valpróico) - Antipsicóticos (por ex., haloperidol) - Bloqueadores dos canais de cálcio (por ex., diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) - Glicosidos cardíacos (por ex., digoxina) - Corticosteroides (por ex., dexametasona, metilprednisolona) - Antivíricos para o VIH (por ex., amprenavir, atazanavir, darunavir, delavirdina, efavirenz, fosamprenavir, indinavir, lopinavir, nelfinavir, saquinavir, tipranavir) - Contracetivos hormonais - Hipnóticos (por ex., diazepam, midazolam, zolpidem) - Imunossupressores (por ex., ciclosporina, tacrolimus, sirolímus) - Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (por ex., atorvastatina, sinvastatina) É provável que o início da indução ocorra após 3 dias de administração repetida com dabrafenib. Aquando da descontinuação de dabrafenib, o equilibro da indução é gradual, as concentrações dos CYP3A4, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP2C19, UDP-glucuronosil transferases (UGT) e substratos transportadores podem aumentar e os doentes devem ser monitorizados para toxicidade e a posologia destes agentes pode necessitar de ser ajustada. In vitro, o dabrafenib é um inibidor do mecanismo do CYP3A4. Como tal, a inibição transitória do CYP3A4 pode ser vista durante os primeiros dias do tratamento.

Diltiazem + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: COMBINAÇÕES QUE REQUEREM PRECAUÇÃO: Carbamazepina: Aumento nos níveis de carbamazepina em circulação. Recomenda-se que as concentrações plasmáticas de carbamazepina sejam analisadas e que a posologia seja ajustada, se necessário.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Imipramina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Indutores das enzimas hepáticas: Os fármacos que ativam o sistema enzimático da mono-amino-oxigenase hepática (por ex. barbitúricos, carbamazepina, fenitoína, nicotina e contracetivos orais) podem acelerar o metabolismo e diminuir as concentrações plasmáticas da imipramina, reduzindo a eficácia. Pode registar-se um aumento dos níveis plasmáticos da fenitoína e carbamazepina, com os correspondentes efeitos adversos. Poderá ser necessário ajustar a dose destes fármacos.

Enzalutamida + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Potencial da enzalutamida para afetar a exposição a outros medicamentos: Indução enzimática: A enzalutamida é um potente inibidor enzimático levando ao aumento da síntese de muitas enzimas e transportadores; portanto é esperada a interação com muitos medicamentos comuns que são substratos destas enzimas ou transportadores. A redução das concentrações plasmáticas podem ser substanciais, e levar a perda ou reduzir o efeito clínico. Existe também um risco aumentado da formação de metabolitos ativos. As enzimas que podem ser induzidas são o CYP3A no fígado e intestino, o CYP2C9, o CYP2C19, o CYP1A2 e auridina 5’ difosfato-glucuronosiltransferases (conjugação das enzimas UGTs-glucuronida). A proteína de transporte de P-gp pode também ser induzida, e provavelmente outros transportadores, como por exemplo, a proteína de resistência múltipla 2 (MRP2), proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e do polipéptido transportador aniónico orgânico 1B1, (OATP1B1). Estudos in vivo demonstraram que a enzalutamida é um indutor potente do CYP3A4 e um indutor moderado do CYP2C9 e do CYP2C19. A coadministração da enzalutamida (160 mg uma vez por dia) com doses únicas orais de substratos sensíveis ao CYP em doentes com cancro da próstata, resultou numa diminuição de 86% da AUC do midazolam (substrato do CYP3A4), numa diminuição de 56% na AUC da S-varfarina (substrato do CYP2C9) e numa diminuição de 70% na AUC do omeprazol (substrato do CYP2C19). A UGT1A1 pode também ter sido induzida. São esperadas interações com alguns medicamentos que são eliminados através do metabolismo ou por transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico é de grande importância para o doente, e se os ajustes de dose não são facilmente realizados com base na monitorização de eficácia ou da concentração plasmática, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. O risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é suspeito ser maior em doentes tratados concomitantemente com indutores de enzima. Grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não se limitam a: Analgésicos (ex. fentanilo, tramadol) Antibióticos (ex. claritromicina, doxiciclina) Agentes antineoplásicos (ex. cabazitaxel) Anticoagulantes (ex. acenocumarol, varfarina) Antiepiléticos (ex. carbamazepina, clonazepam, fenitoína, primidona, ácido valpróico) Antipsicóticos (ex. haloperidol) Bloqueadores beta (ex. bisoprolol, propranolol) Bloqueadores da entrada do cálcio (ex. diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) Cardiotónicos digitálicos (ex. digoxina) Corticosteroides (ex. dexametasona, prednisolona) Antirretrovirais VIH (ex. indinavir, ritonavir) Hipnóticos (ex. diazepam, midazolam, zolpidem) Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (ex. atorvastatina, sinvastatina)
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Megestrol + Carbamazepina

Observações: As interações medicamentosas com Megestrol são idênticas às observadas com os progestagénios em geral, interferindo com as hormonas circulantes, bloqueando tanto a produção como a sua acção metabólica.
Interações: Indutores enzimáticos como a carbamazepina que pode aumentar a depuração dos progestagénios.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Nintedanib + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Nintedanib é um substrato da gp-P. Apenas uma pequena parte da biotransformação do nintedanib é feita pelas vias do CYP. Nintedanib e os seus metabolitos, a fração ácido livre BIBF 1202 e o seu glucoronido BIBF 1202-glucoronido, não inibiram ou induziram as enzimas do CYP em estudos pré-clínicos. Assim, a probabilidade de interações medicamentosas com nintedanib com base no metabolismo do CYP é considerada baixa.
Interações: Os indutores potentes da gp-P (p. ex. rifampicina, carbamazepina, fenitoína e erva de São João (hipericão)) podem diminuir a exposição ao nintedanib. A administração concomitante com nintedanib deve ser cuidadosamente ponderada.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Oxcarbazepina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Indução enzimática: A oxcarbazepina e o DMH induzem in vitro e in vivo, os citocromos CYP3A4 e CYP3A5 responsáveis pelo metabolismo dos antagonistas do cálcio dihidropiridínicos, contracetivos orais e fármacos antiepiléticos (p.ex. carbamazepina) o que resulta em concentrações plasmáticas mais baixas destes medicamentos. In vitro, o DMH é um fraco indutor da UDP-glucoronil transferase e, assim, é improvável que in vivo tenha efeito em fármacos que são eliminados principalmente por conjugação através de UDP-glucoronil tranferases (p.ex. ácido valpróico, lamotrigina). Mesmo considerando o fraco potencial de indução da oxcarbazepina e do DMH, poderá ser necessária uma dose maior dos fármacos usados concomitantemente que são metabolizados via CYP3A4 ou por conjugação (UDPGT). Em caso de interrupção da terapia com Oxcarbazepina, poderá ser necessária uma redução da dose da medicação concomitante. Estudos de indução realizados com hepatócitos humanos confirmaram a oxcarbazepina e o DMH como fracos indutores das isoenzimas da sub-familia 2B e 3A4CYP. O potencial de indução da oxcarbazepina/ DMH nas outras isoenzimas CYP não é conhecido. Fármacos antiepiléticos: Nos estudos clínicos foram avaliadas as potenciais interações entre oxcarbazepina e outros fármacos antiepiléticos (AEs). O efeito destas interações nas AUCs e Cmin médias está resumido a seguir. Influência da oxcarbazepina na concentração do fármaco AE: Carbamazepina: 0-22% de diminuição (30% de aumento de carbamazepina-epóxido) Clobazan: Não estudada. Felbamato: Não estudada. Fenobarbitona: 14-15% de aumento. Fenitoína: 0-40% de aumento. Ácido valpróico: Sem influência. Fármacos antiepiléticos: Nos estudos clínicos foram avaliadas as potenciais interações entre oxcarbazepina e outros fármacos antiepiléticos (AEs). O efeito destas interações nas AUCs e Cmin médias está resumido a seguir. Influência do fármaco AE na concentração do DMH: Carbamazepina: 40% de diminuição. Clobazan: Sem influência. Felbamato: Sem influência. Fenobarbitona: 30-31% de diminuição. Fenitoína: 29-35% de diminuição. Ácido valpróico: 0-18% de diminuição. Fortes indutores das enzimas do citocromo P450 (i.e. carbamazepina, fenitoína e fenobarbitona) demonstraram diminuir os níveis plasmáticos do DMH (29-40%). Não foi observada auto-indução com oxcarbazepina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Toremifeno + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Os indutores enzimáticos, como o fenobarbital, fenitoína e carbamazepina, podem aumentar a taxa de metabolismo do toremifeno, reduzindo assim a concentração no soro durante a fase de equilíbrio. Nesses casos pode ser necessária uma duplicação da dose diária.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Anticoagulantes orais + Carbamazepina

Observações: Intensamente ligados às proteínas plasmáticas. O metabolismo pode ser induzido. Susceptível à inibição do metabolismo pelo CYP2C9. A resposta anticoagulante pode ser alterada por fármacos que afectam a síntese ou o catabolismo de factores da coagulação.
Interações: Dabigatrano: Diminuem a concentração plasmática de dabigatrano: - Carbamazepina
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brivaracetam + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação formais foram realizados apenas em adultos.
Interações: Medicamentos antiepiléticos como potentes indutores enzimáticos: As concentrações plasmáticas de brivaracetam são reduzidas quando coadministrado com medicamentos antiepiléticos que são potentes indutores enzimáticos (carbamazepina, fenobarbital, fenitoína) mas não é necessário ajustar a dose. Medicamentos antiepiléticos: As interações potenciais entre o brivaracetam (50 mg/dia a 200 mg/dia) e outros medicamentos antiepiléticos foram investigadas numa análise de grupo para as concentrações plasmáticas do medicamento de todos os ensaios de fase 2-3 numa análise farmacocinética da população dos ensaios de fase 2-3 controlados por placebo, e em estudos de interação farmacológica (para os seguintes antiepiléticos: carbamazepina, lamotrigina, fenitoína e topiramato). Carbamazepina: Influência dos medicamentos antiepiléticos sobre as concentrações plasmáticas do brivaracetam: AUC 29 % ↓ Cmax 13 % ↓ Sem necessidade de ajuste de dose. Influência do brivaracetam nas concentrações plasmáticas dos medicamentos antiepiléticos: Carbamazepina – Nenhuma. Epóxido de carbamazepina ↑ . Sem necessidade de ajuste de dose. Carbamazepina: O brivaracetam é um inibidor moderado reversível da epóxido hidrolase resultando num aumento da concentração do epóxido de carbamazepina, um metabolito ativo da carbamazepina. Em ensaios controlados, as concentrações plasmáticas do epóxido de carbamazepina aumentaram em média 37%, 62% e 98% com reduzida variabilidade para doses de brivaracetam de 50 mg/dia, 100 mg/dia e 200 mg/dia, respetivamente. Não foram observados riscos de segurança. Não ocorreu efeito aditivo com brivaracetam e valproato sobre a área sob a curva (AUC) do epóxido de carbamazepina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Riociguat + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre o riociguat: O riociguat é eliminado principalmente através de metabolismo oxidativo mediado pelo citocromo P450 (CYP1A1, CYP3A4, CYP2C8, CYP2J2), por excreção direta biliar/fecal do riociguat inalterado e por excreção renal do riociguat inalterado através de filtração glomerular. O bosentano, citado como um indutor moderado da CYP3A4, causou uma diminuição de 27% das concentrações plasmáticas de riociguat no estado de equilíbrio estacionário em doentes com HAP. A utilização concomitante de riociguat com indutores potentes da CYP3A4 (p.ex., fenitoína, carbamazepina, fenobarbitona ou hipericão) pode causar também uma diminuição da concentração plasmática de riociguat.

Darunavir + Carbamazepina

Observações: O perfil de interação do darunavir pode variar dependendo se é utilizado o ritonavir ou o cobicistate como fármacos potenciadores. As recomendações dadas para a utilização concomitante de darunavir e outros medicamentos podem por isso variar dependendo se darunavir é potenciado com ritonavir ou com cobicistate, e é também necessária precaução durante o primeiro tempo de tratamento, se se substituir o fármaco potenciador de ritonavir para cobicistate.
Interações: Medicamentos que afetam a exposição a darunavir (cobicistate como fármaco potenciador): O darunavir e o cobicistate são metabolizados pelo CYP3A, e a administração concomitante com indutores do CYP3A pode resultar em exposições plasmáticas subterapêuticas ao darunavir. O darunavir potenciado com cobicistate é mais sensível à indução do CYP3A, do que darunavir potenciado com ritonavir: A utilização concomitante de darunavir/cobicistate com medicamentos que sejam indutores fortes do CYP3A ( ex.: erva de S. João, rifampicina, carbamazepina, fenobarbital e fenitoína) está contraindicada. ANTICONVULSIVANTES: Carbamazepina 200 mg, duas vezes por dia: Não são necessários ajustes na dose de Darunavir/ritonavir. Se houver necessidade de associar Darunavir/ritonavir e carbamazepina, os doentes devem ser monitorizados para potenciais acontecimentos adversos relacionados com a carbamazepina. As concentrações de carbamazepina devem ser monitorizadas e a sua dose deve ser titulada para uma resposta adequada. Com base nestes resultados, pode ser necessário reduzir a dose de carbamazepina em 25% a 50%, na presença de Darunavir/ritonavir. A utilização de carbamazepina com Darunavir coadministrado com cobicistate é contraindicada.

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Carbamazepina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interação com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interações: O darunavir e o cobicistate são metabolizados pelo CYP3A. É expectável que os medicamentos que induzem a atividade do CYP3A aumentem a depuração do darunavir e do cobicistate, o que resulta na diminuição das concentrações plasmáticas de darunavir e cobicistate (ex.: efavirenz, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, rifampicina, rifapentina, rifabutina, erva de São João). Prevê-se que os medicamentos que induzem a atividade da gp-P (ex., rifampicina, rifabutina, carbamazepina, fenobarbital) diminuam a absorção do tenofovir alafenamida, resultando na diminuição da concentração plasmática do tenofovir alafenamida o que pode levar à perda do efeito terapêutico de tenofovir alafenamida e ao desenvolvimento de resistência. ANTICONVULSIVANTES Carbamazepina Fenobarbital Fenitoína Tendo por base considerações teóricas, é expectável que estes anticonvulsivantes diminuamas concentrações plasmáticas de darunavir e/ou cobicistatee/ou tenofovir alafenamida. (indução do CYP3A e/ou da glicoproteína-P) A administração concomitante de este medicamento com estes anticonvulsivantes é contraindicada.

Midostaurina + Carbamazepina

Observações: A midostaurina sofre uma extensa metabolização hepática principalmente através das enzimas CYP3A4 que são induzidas ou inibidas por alguns medicamentos concomitantes.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre Midostaurina Medicamentos ou substâncias que se sabe afetarem a atividade da CYP3A4 podem afetar as concentrações plasmáticas de midostaurina e consequentemente a segurança e/ou a eficácia de Midostaurina. Indutores potentes da CYP3A4 A utilização concomitante de Midostaurina com indutores potentes da CYP3A4 (p. ex. carbamazepina, rifampicina, enzalutamida, fenitoína, hipericão [Hypericum perforatum]) é contraindicada. Os indutores potentes da CYP3A4 reduzem a exposição da midostaurina e dos seus metabolitos ativos (CGP52421 e CGP62221). Num estudo em indivíduos saudáveis, a co-administração do indutor potente da CYP3A4 rifampicina (600 mg por dia) até ao estado de equilíbrio com uma dose única de 50 mg de midostaurina reduziu em média a Cmax de midostaurina em 73% e a AUCinf em 96%, respetivamente. A CGP62221 revelou um padrão similar. A média de AUClast de CGP52421 reduziu 60%.

Bortezomib + Carbamazepina

Observações: Os estudos in vitro indicam que o bortezomib é um inibidor fraco das isoenzimas 1A2, 2C9, 2C19, 2D6 e 3A4 do citocromo P450 (CYP). Com base na contribuição limitada (7%) do CYP2D6 para o metabolismo do bortezomib, não é esperado que o fenotipo de metabolizador lento CYP2D6 afete a eliminação total do bortezomib.
Interações: Um estudo de interação medicamentosa que avaliou o efeito da rifampicina, um potente indutor do CYP3A4, na farmacocinética do bortezomib (administrado por injeção intravenosa), demonstrou uma redução média da AUC de bortezomib de 45%, com base em dados de 6 doentes. Como tal, o uso concomitante de Bortezomib com inibidores potentes do CYP3A4 (p.e. rifampicina, a carbamazepina, a fenitoína, o fenobarbital e o hipericão) não é recomendado, uma vez que a sua eficácia pode ser reduzida.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciclosporina + Carbamazepina

Observações: Interações medicamentosas: Encontram-se descritos de seguida os vários fármacos para os quais há relatos de interações com a ciclosporina, devidamente fundamentadas e consideradas como tendo implicações clínicas. São conhecidos vários fármacos que aumentam ou diminuem os níveis plasmáticos ou sanguíneos de ciclosporina habitualmente pela inibição ou indução de enzimas envolvidos no metabolismo da ciclosporina, em particular as enzimas do citocromo P450.
Interações: Fármacos que diminuem os níveis de ciclosporina: Barbituratos, carbamazepina, fenitoína, nafcilina, sulfadimidina iv, rifampicina, octreótido, probucol, orlistat, Hypericum perforatum (hipericão, erva de S. João), troglitazona, fenobarbital e ticlopidina.

Sertindol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: CYP3A: Foram verificados pequenos aumentos (<25%) nas concentrações plasmáticas de sertindol quando co-administrados com antibióticos da classe dos macrólidos (por ex. eritromicina, um inibidor CYP3A) e antagonistas dos canais de cálcio (diltiazem, verapamil). Contudo, as consequências poderiam ser maiores nos metabolizadores fracos CYP2D6 (dado que a eliminação de sertindol pelas CYP2D6 e CYP3A seria afectada). Por conseguinte, uma vez que não é possível identificar por rotina os doentes metabolizadores fracos CYP2D6, é contraindicada a administração concomitante de inibidores de CYP3A e sertindol, pois pode conduzir a um aumento significativo dos níveis de sertindol. O metabolismo de sertindol pode ser aumentado de forma significativa por agentes conhecidos por induzirem as isoenzimas CYP, especialmente a rifampicina, carbamazepina, fenitoína, e fenobarbital as quais podem diminuir as concentrações plasmáticas de sertindol por um factor de 2 a 3. A reduzida eficácia antipsicótica em doentes a receber estes fármacos ou outros agentes indutores, pode requerer um ajustamento na dose de sertindol para o limite superior de intervalo posológico.

Avanafil + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outras substâncias no avanafil: O avanafil é um substrato da CYP3A4 e é predominantemente metabolizado por esta enzima. Alguns estudos demonstraram que os medicamentos que inibem a CYP3A4 podem aumentar a exposição ao avanafil. Indutores do citocromo P450: Não se avaliou o potencial efeito dos indutores do CYP, sobretudo dos indutores da CYP3A4 (por exemplo, bosentano, carbamazepina, efavirenz, fenobarbital e rifampina), na farmacocinética e eficácia do avanafil. Não se recomenda a utilização concomitante do avanafil e de um indutor do CYP, dada a possibilidade de diminuir a eficácia do avanafil.

Lercanidipina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Interações metabólicas: Sabe-se que a lercanidipina é metabolizada pela enzima CYP3A4 e, portanto, os inibidores e os indutores da CYP3A4 administrados concomitantemente poderão interferir com o metabolismo e a eliminação da lercanidipina. Indutores da CYP3A4: A co-administração de lercanidipina com indutores da CYP3A4, como anticonvulsivantes (p. ex. fenitoína, carbamazepina) e rifampicina, deverá ser abordada com precaução, pois o efeito anti-hipertensor poderá ser reduzido, devendo a pressão arterial ser monitorizada mais frequentemente do que o habitual.

Niraparib + Carbamazepina

Observações: Os estudos clínicos só foram realizados em adultos.
Interações: Interações farmacocinéticas Efeitos de outros medicamentos sobre niraparib Niraparib como substrato de citocromos P (CYP) (CYP1A2 e CYP3A4) Niraparib é um substrato de carboxilesterases (CE) e glucuronosiltransferases de UDP (UGT) in vivo. O metabolismo oxidativo de niraparib é mínimo in vivo. Não é necessário ajustar a dose para Niraparib quando administrado concomitantemente com medicamentos conhecidos por inibir (por exemplo, itraconazol, ritonavir e claritromicina) ou induzir enzimas CYP (por exemplo, rifampicina, carbamazepina e fenitoína).

Metadona + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacocinéticas: Indutores da enzima CYP3A4: A metadona é um substrato do CYP3A4. Por indução do CYP3A4, a depuração plasmática da metadona vai aumentar e os níveis plasmáticos vão diminuir. Os indutores dessa enzima (barbitúricos, carbamazepina, fenitoína, nevirapina, rifampicina, efavirenz, amprenavir, espironolactona, dexametasona, Hypericum perforatum (erva de São João), podem induzir o metabolismo hepático. Por exemplo, depois de três semanas de tratamento com 600 mg de efavirenz por dia, a média da concentração máxima no plasma e a ASC diminuíram em 48% e 57%, respetivamente, em doentes tratados com metadona (35-100 mg por dia). As consequências da indução enzimática são mais acentuadas se o indutor for administrado após o tratamento com a metadona já ter começado. Foram notificados sintomas de abstinência após estas interações e, portanto, pode ser necessário aumentar a dose de metadona. Se o tratamento com um indutor de CYP3A4 for interrompido, a dose de metadona deve ser reduzida.

Donepezilo + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Indutores enzimáticos, como a rifampicina, fenitoína, carbamazepina e o álcool, podem diminuir os níveis de donepezilo. Como a grandeza do efeito inibidor ou indutor é desconhecida, estas associações medicamentosas devem ser utilizadas com precaução.

Clopidogrel + Ácido acetilsalicílico + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Outras terapêuticas concomitantes com clopidogrel: Uma vez que o clopidogrel é metabolizado no seu metabolito ativo em parte pelo CYP2C19, o uso de medicamentos que inibem a atividade desta enzima têm um resultado esperado de redução dos níveis do metabolito ativo do clopidogrel. A relevância clínica desta interação é incerta. Como precaução o uso concomitante de inibidores fortes ou moderados do CYP2C19 deve ser desencorajado. Os medicamentos que inibem o CYP2C19 incluem omeprazol e esomeprazol, fluvoxamina, fluoxetina, moclobemida, voriconazol, fluconazol, ticlopidina, ciprofloxacina, cimetidina, carbamazepina, oxcarbazepina e cloranfenicol.

Valproato semisódico (ácido valpróico) + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de Valproato com outros fármacos que se ligam extensivamente às proteínas plasmáticas (ex. Ácido acetilsalicílico, Carbamazepina, Dicumarol e Fenitoína), pode provocar alterações nas concentrações séricas dos mesmos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Sirolímus + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Os indutores da CYP3A4 podem aumentar o metabolismo do sirolímus e reduzir os seus níveis sanguíneos (e.g. chá de hipericão (Hypericum perforatum), anticonvulsivantes: carbamazepina, fenobarbital e fenitoína).

Vigabatrina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: As concentrações plasmáticas da carbamazepina, fenobarbital e valproato de sódio também foram monitorizadas durante ensaios clínicos controlados e não foram detectadas interações clinicamente significativas.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Reboxetina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Foram notificados níveis séricos baixos de reboxetina com a administração concomitante de indutores da CYP3A4 como o fenobarbital e a carbamazepina. Exemplos de outros indutores CYP3A4 que podem reduzir os níveis séricos de reboxetina incluem, mas não são limitados a, fenitoína, rifampicina e Erva de S. João (Hypericum perforatum).

Sertralina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Contraindicados: Depressores do SNC e álcool: Em indivíduos saudáveis, a co-administração de sertralina na dose diária de 200 mg não potenciou os efeitos do álcool, carbamazepina, haloperidol ou fenitoína, sobre o desempenho cognitivo e psicomotor; contudo, não é recomendada a administração concomitante de sertralina e álcool. Fármacos metabolizados pelo citocromo P450: A sertralina pode actuar como um inibidor ligeiro a moderado de CYP2D6. A sertralina não actua como inibidor da CYP 3A4, CYP 2C9, CYP 2C19, e CYP 1A2 em grau clinicamente significativo. Tal foi confirmado por estudos de interacção in vivo com substratos da CYP3A4 (cortisol endógeno, carbamazepina, terfenadina, alprazolam), substrato diazepam da CYP2C19 e substratos da CYP2C9, tolbutamida, glibenclamida e fenitoína. Estudos in vitro indicam que a sertralina tem pouco, ou nenhum, potencial para inibir a CYP 1A2.

Asenapina + Carbamazepina

Observações: A asenapina é principalmente eliminada através de glucuronidação direta pelo UGT1A4 e metabolismo oxidativo pelas isoenzimas do citocromo P450 (predominantemente do CYP1A2). Devido às suas propriedades antagonistas α1-adrenérgicas com potencial para induzir hipotensão ortostática), Asenapina pode potenciar os efeitos de certos antihipertensores. Os estudos in vitro indicam que a asenapina é um inibidor fraco do CYP2D6.
Interações: Foram estudados os potenciais efeitos dos inibidores e de um indutor de várias destas vias enzimáticas sobre a farmacocinética da asenapina, especificamente a fluvoxamina (inibidor do CYP1A2), paroxetina (inibidor do CYP2D6), imipramina (inibidor do CYP1A2/2C19/3A4), cimetidina (inibidor do CYP3A4/2D6/1A2), carbamazepina (indutor do CYP3A4/1A2) e valproato (inibidor do UGT). Com exceção da fluvoxamina, nenhuma das interações medicamentosas resultou em alterações clinicamente relevantes na farmacocinética da asenapina.

Pregabalina + Carbamazepina

Observações: Como a pregabalina é predominantemente excretada na urina na forma inalterada, sofre uma metabolização negligenciável no ser humano (< 2% da dose recuperada na urina na forma de metabolitos), não inibe o metabolismo dos fármacos in vitro e não se fixa às proteínas plasmáticas, é improvável que produza ou esteja sujeita a interações farmacocinéticas. Não foram conduzidos estudos específicos de interação farmacodinâmica em voluntários idosos. Os estudos de interação foram apenas realizados em adultos.
Interações: Por conseguinte, nos estudos in vivo não se observaram interações farmacocinéticas, clinicamente relevantes, entre a pregabalina e fenitoína, carbamazepina, ácido valproico, lamotrigina, gabapentina, lorazepam, oxicodona ou etanol.

Voriconazol + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Carbamazepina e barbitúricos de ação prolongada (ex. fenobarbital, mefobarbital) [potentes indutores do CYP450] Apesar de não ter sido estudado, é provável que a carbamazepina e os barbitúricos de ação prolongada diminuam significativamente as concentrações plasmáticas do voriconazol. Contraindicado.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brotizolam + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que podem resultar num aumento (indução de) da atividade enzimática da CYP3A4 podem reduzir o efeito de brotizolam, por ex. carbamazepina, efavirenz, erva de São João, nevirapina, fenobarbital, fenitoína, primidona, rifabutina e rifampicina.

Itraconazol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos que afetam o metabolismo de itraconazol: O itraconazol é metabolizado principalmente pelo CYP3A4. Foram realizados estudos de interação com a rifampicina, rifabutina e fenitoína, que são potentes indutores do CYP3A4. A associação de itraconazol a estes potentes indutores enzimáticos não é recomendada já que a biodisponibilidade do itraconazol e de hidro-itraconazol foi de tal modo reduzida que a eficácia pode estar altamente reduzida. Não estão disponíveis dados de estudos formais para outras enzimas indutoras potentes, tais como a carbamazepina, Hypericum perforatum (erva de S. João), fenobarbital e isoniazida, mas podem-se antecipar efeitos idênticos. Inibidores potentes desta enzima, tais como ritonavir, indinavir, claritromicina e eritromicina, podem aumentar a biodisponibilidade do itraconazol.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Irinotecano + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Vários estudos demonstraram que a administração concomitante de fármacos anticonvulsivantes indutores do CYP3A (ex., carbamazepina, fenobarbital ou fenitoína) leva a uma diminuição da exposição ao irinotecano, ao SN-38 e ao glucorónido do SN-38 e a uma redução dos efeitos farmacodinâmicos. Os efeitos desses fármacos anticonvulsivantes reflectiram-se numa diminuição da AUC do SN- 38 e do glucorónido do SN-38 de 50% ou mais. Além da indução das enzimas do citocromo P450 3A, a glucuronidação aumentada e a excreção biliar aumentada poderão desempenhar um papel na diminuição da exposição ao irinotecano e aos seus metabolitos. Um estudo demonstrou que a co-administração de cetoconazol resultou numa diminuição da AUC do APC de 87% e num aumento da AUC do SN-38 de 109% em comparação com o irinotecano administrado isoladamente. Deverá ser tomado particular cuidado em doentes que estão a tomar concomitantemente fármacos que se sabe serem inibidores (ex., cetoconazol) ou indutores (ex., rifampicina, carbamazepina, fenobarbital ou fenitoína) do metabolismo dos fármacos através do citocromo P450 3A4. A administração concomitante do irinotecano com um inibidor/indutor desta via metabólica poderá alterar o metabolismo do irinotecano e deverá ser evitada.

Estiripentol + Carbamazepina

Observações: Não se encontra devidamente esclarecida a influência de outros medicamentos antiepilépticos na farmacocinética do estiripentol. Estudos in vitro sugeriram que o metabolismo de fase 1 do estiripentol é catalizado pela CYP1A2, CYP2C19 e CYP3A4 e possivelmente outras enzimas. É aconselhada precaução ao associar o estiripentol com outras substâncias que inibem ou induzem uma ou mais destas enzimas.
Interações: Efeitos noutros antiepiléticos: A inibição de CYP450 isoenzima CYP2C19 e CYP3A4 pode provocar interações farmacocinéticas (inibição do seu metabolismo hepático) com fenobarbital, primidona, fenitoína, carbamazepina, clobazam, valproato, diazepam (aumento do miorrelaxamento), etossuximida e tiagabina. As consequências são o aumento dos níveis plasmáticos destes anticonvulsivantes, com potencial risco de sobredosagem. Recomenda-se a monitorização clínica dos níveis plasmáticos de outros anticonvulsivantes, quando combinados com estiripentol, com possíveis ajustes posológicos.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metformina + Rosiglitazona + Carbamazepina

Observações: Não existem estudos formais de interacção para Metformina + Rosiglitazona, no entanto o uso concomitante das substâncias activas em doentes em estudos clínicos e na sua vasta utilização clínica não originou interações inesperadas.
Interações: A administração concomitante de rosiglitazona com rifampicina (um indutor do CYP2C8) originou uma diminuição de 66% na concentração plasmática da rosiglitazona. Não se poderá excluir o facto de outros indutores (p.ex: fenitoína, carbamazepina, fenobarbital, Hipericão) poderem também afectar a exposição à rosiglitazona. Poderá ser necessário aumentar a dose de rosiglitazona. Deverá ser considerada a monitorização cuidadosa do controlo glicémico.

Sunitinib + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Medicamentos que podem diminuir as concentrações plasmáticas de sunitinib: A administração concomitante de uma dose única de sunitinib com o indutor do CYP3A4, rifampicina, em voluntários saudáveis resultou na redução de, respetivamente, 23% e 46% nos valores de Cmáx e AUC0- da combinação [sunitinib+metabolito principal]. A administração de sunitinib com indutores potentes do CYP3A4 (ex., dexametasona, fenitoína, carbamazepina, rifampicina, fenobarbital ou preparações à base de plantas contendo hipericão/Hypericum perforatum) poderá diminuir as concentrações de sunitinib. Como tal, a administração concomitante com indutores do CYP3A4 deverá ser evitada ou deverá ser considerada a seleção de medicação concomitante alternativa sem ou com potencial mínimo de indução do CYP3A4. Se tal não for possível, poderá ser necessário aumentar a dose de Sunitinib em incrementos de 12,5 mg (até 87,5 mg por diapara GIST e MRCC ou 62,5 mg por dia para pNET), com base na monitorização cuidadosa da tolerabilidade.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Acetato de Eslicarbazepina + Carbamazepina

Observações: É um fraco indutor da CYP3A4 e das UDP - glicuronil transferases (conjugação); É inibidora do CYP2C19
Interações: Eslicarbazepina aumenta a depuração da: - Carbamazepina

Axitinib + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Dados in vitro indicam que o axitinib é metabolizado principalmente pelo CYP3A4/5 e, em menor grau, pelo CYP1A2, CYP2C19 e pela uridina difosfato glucuronosiltransferase (UGT) 1A1. Inibidores do CYP3A4/5: A administração de cetoconazol, um inibidor potente do CYP3A4/5, numa dose de 400 mg uma vez por dia durante 7 dias, aumentou a área sob a curva (AUC) média 2 vezes e a Cmax 1,5 vezes de uma dose oral única de 5 mg de axitinib em voluntários saudáveis. A coadministração de axitinib com inibidores potentes do CYP3A4/5 (por exemplo, cetoconazol, itraconazol, claritromicina, eritromicina, atazanavir, indinavir, nefazodona, nelfinavir, ritonavir, saquinavir e telitromicina) pode aumentar as concentrações plasmáticas de axitinib. O sumo de toranja também pode aumentar as concentrações plasmáticas do axitinib. Recomenda-se a seleção de medicamentos concomitantes sem ou com um potencial inibidor do CYP3A4/5 mínimo. Se for necessária a coadministração de um inibidor potente do CYP3A4/5, recomenda-se um ajuste posológico do axitinib. Dados in vitro indicam que o axitinib é metabolizado principalmente pelo CYP3A4/5 e, em menor grau, pelo CYP1A2, CYP2C19 e pela uridina difosfato glucuronosiltransferase (UGT) 1A1. Indutores do CYP3A4/5: A administração de rifampicina, um indutor potente do CYP3A4/5, numa dose de 600 mg uma vez por dia durante 9 dias, reduziu a AUC média em 79% e a Cmax em 71% de uma dose única de 5 mg de axitinib em voluntários saudáveis. A coadministração de axitinib com indutores potentes do CYP3A4/5 (por exemplo, rifampicina, dexametasona, fenitoína, carbamazepina, rifabutina, rifapentina, fenobarbital e Hypericum perforatum [erva de São João]) pode diminuir as concentrações plasmáticas do axitinib. Recomenda-se a seleção de medicamentos concomitantes sem ou com um potencial indutor do CYP3A4/5 mínimo. Se for necessária a coadministração de um indutor potente do CYP3A4/5, recomenda-se um ajuste posológico do axitinib.

Trabectedina + Carbamazepina

Observações: Só foram realizados estudos de interação em adultos.
Interações: É necessária uma monitorização atenta das toxicidades nos doentes a receberem trabectedina em associação com inibidores potentes da CYP3A4 ( por exemplo, cetoconazol, fluconazol, ritonavir, claritromicina ou aprepitant por via oral ) e, sempre que possível, tais associações devem ser evitadas. Se as mesmas forem necessárias, devem aplicar-se ajustes adequados da dose na ocorrência eventual de toxicidades.

Everolímus + Carbamazepina

Observações: O everolímus é um substrato da CYP3A4, e também é um substrato e inibidor modera do da gp-P. Por esta razão, a absorção e eliminação subsequente do everolímus pode ser influenciada por produtos que afetem a CYP3A4 e/ou a gp - P. In vitro, o everolímus é um inibidor competitivo da CYP3A4 e um inibidor misto da CYP2D6.
Interações: Indutores potentes e moderados da CYP3A4: Dexametasona, Carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, Efavirenz, nevirapina: Não estudada. É esperada uma diminuição na exposição. Evite o uso concomitante de indutores potentes da CYP3A4. Se for necessário co-administrar um indutor potente da CYP3A4, deve considerar-se um aumento da dose de de 10 mg por dia até 20 mg por dia utilizando incrementos de 5 mg ou menos efetuados no 4.º e no 8.º dia após o início do indutor. Esta dose de Everolímus é calculada para ajustar a AUC ao intervalo observado sem indutores. No entanto, não existem dados clínicos com este ajuste de dose. Caso o indutor seja descontinuado, considerar um período de lavagem de pelo menos 3 a 5 dias (tempo razoável para eliminação significativa da indução da enzima) antes de restabelecer a dose de conforme prescrita antes do início da coadministração.

Barnidipina + Carbamazepina

Observações: O perfil de interacção farmacocinética da barnidipina não foi estudado na totalidade. Estudos in vitro mostram que a barnidipina é metabolizada pelo citocromo P450 3A4 (CYP3A4). Não foram efectuados estudos complexos de interacção in vivo sobre o efeito de fármacos inibidores ou indutores da enzima CYP3A4 na farmacocinética da barnidipina.
Interações: Pode ser necessária uma dose mais elevada de barnidipina quando esta é administrada concomitantemente com medicamentos indutores enzimáticos, como a fenitoína, a carbamazepina e a rifampicina. Caso o doente deixe de usar o medicamento indutor enzimático, deve ser considerada a diminuição da dose de barnidipina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Celecoxib + Carbamazepina

Observações: O celecoxib é um inibidor do CYP2D6.
Interações: A utilização concomitante de indutores de CYP2C9 como a rifampicina, carbamazepina e barbitúricos pode reduzir as concentrações plasmáticas de celecoxib.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Antidepressores (tricíclicos) + Carbamazepina

Observações: Inibição da recaptação de aminas nos neurónios adrenérgicos pós-ganglionares. Efeitos antimuscarínicos aditivos com fármacos antimuscarínicos. Indução do metabolismo. Susceptíveis à inibição do metabolismo pelo CYP2D6 e outras enzimas CYP450.
Interações: Aumenta o metabolismo dos antidepressores - Carbamazepina

Butilescopolamina + Paracetamol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Doses de paracetamol habitualmente inócuas são susceptíveis de desencadear lesões hepáticas em caso de administração simultânea de medicamentos que conduzam a indução enzimática, tais como determinados hipnóticos e Antiepiléticos (por exemplo, fenobarbital, fenitoína, glutetimida, carbamazepina), bem como a rifampicina. O mesmo se aplica a substâncias potencialmente hepatotóxicas e ao abuso do álcool.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Valpromida + Carbamazepina

Observações: Porque o principal metabolito da valpromida é o valproato, produzem-se as mesmas interações que com o valproato.
Interações: É referido que a administração concomitante de valproato e carbamazepina causa toxicidade, o ácido valpróico pode aumentar os níveis de Carbamazepina até um nível tóxico, apesar do nível da carbamazepina se manter num nível terapêutico. Recomenda-se vigilância especialmente no início do tratamento de combinação e ajustar a dose quando necessário.

Amprenavir + Carbamazepina

Observações: Foram realizados estudos de interacção com amprenavir como único inibidor da protease.
Interações: Poderá interagir com Amprenavir, quando administrados concomitantemente. Não se conhece, nem foi investigado, o significado clínico destas possíveis interações. Portanto, os doentes devem ser monitorizados relativamente a reacções tóxicas associadas a estes medicamentos, quando os mesmos forem administrados em associação com Amprenavir. A administração concomitante de substâncias activas anticonvulsivantes, conhecidas como indutores enzimáticos (fenitoína, fenobarbital, carbamazepina) com amprenavir, pode levar a uma diminuição da concentração plasmática de amprenavir. Estas associações devem ser utilizadas com precaução, recomendando-se a monitorização da concentração terapêutica.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bosentano + Carbamazepina

Observações: Bosentano é um indutor dos isoenzimas do citocromo P450 (CYP), CYP2C9 e CYP3A4. Dados in vitro sugerem também a indução de CYP2C19. Consequentemente, as concentrações plasmáticas das substâncias metabolizadas por estes isoenzimas estarão diminuídas com a administração concomitante de Bosentano. Deve ser considerada a possibilidade de uma alteração na eficácia dos medicamentos metabolizados por estes isoenzimas. A posologia destes produtos poderá ter de ser ajustada após o início do tratamento, uma alteração da dose de Bosentano ou interrupção do tratamento concomitante de Bosentano. Bosentano é metabolizado por CYP2C9 e CYP3A4. A inibição destes isoenzimas pode aumentar a concentração plasmática de bosentano.
Interações: Estão em falta dados sobre outros indutores de CYP3A4, como por exemplo carbamazepina, fenobarbital, fenitoína e Hipericão, mas é esperado que a sua administração concomitante conduza a exposição sistémica reduzida ao bosentano. Não pode ser excluída uma redução clinicamente significativa de eficácia.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciproterona + Etinilestradiol + Carbamazepina

Observações: Interações medicamentosas entre combinações estrogénio-progestagénio como o Ciproterona / Etinilestradiol e outros medicamentos podem originar uma hemorragia de disrupção e/ou falha contracetiva.
Interações: Podem ocorrer interações com substâncias que induzem as enzimas microssomais o que pode resultar numa depuração aumentada de hormonas sexuais (por ex. fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina, e possivelmente também oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofluvina e produtos contendo Erva de São João ou hipericão).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Budesonida + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: É improvável que a budesonida iniba outros medicamentos metabolizados via CYP3A4, uma vez que a budesonida tem baixa afinidade para a enzima. O tratamento concomitante com indutores do CYP3A4 tais como a carbamazepina pode reduzir a exposição à budesonida, o que pode exigir um aumento de dose.

Glecaprevir + Pibrentasvir + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Potencial de outros medicamentos para afetar Glecaprevir / Pibrentasvir Utilização com indutores potentes de P-gp e CYP3A Os medicamentos que são potentes indutores de P-gp e CYP3A (por exemplo rifampicina, carbamazepina, hipericão (Hypericum perforatum), fenobarbital, fenitoína e primidona) podem reduzir significativamente as concentrações plasmáticas de glecaprevir e pibrentasvir e podem reduzir o efeito terapêutico de Glecaprevir / Pibrentasvir ou perda de resposta virológica. A coadministração de tais medicamentos com Glecaprevir / Pibrentasvir está contraindicada. ANTICONVULSIVANTES Carbamazepina 200 mg duas vezes por dia (Indução da gp-P/CYP3A) A coadministração pode levar a efeito terapêutico e é contraindicada
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Melatonina + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Interações farmacocinéticas: Observou-se que a melatonina induz o CYP3A in vitro em concentrações supraterapêuticas. Desconhece-se a relevância clínica desta observação. Caso a indução ocorra, esta pode dar origem a concentrações plasmáticas reduzidas de medicamentos administrados concomitantemente. A melatonina não induz as enzimas CYP1A in vitro a concentrações supraterapêuticas. Assim, as interações entre a melatonina e outras substâncias ativas em consequência do efeito da melatonina sobre as enzimas CYP1A não deverão ser significativas. O metabolismo da melatonina é principalmente mediado pelas enzimas CYP1A. Por este motivo, é possível que se registem interações entre a melatonina e outras substâncias ativas em consequência do seu efeito sobre as enzimas CYP1A.
Interações: Os indutores do CYP1A2, como a carbamazepina e a rifampicina, podem dar origem a concentrações plasmáticas reduzidas de melatonina. Existe uma grande quantidade de informação na literatura da especialidade sobre o efeito dos agonistas/antagonistas adrenérgicos, agonistas/antagonistas opiáceos, medicamentos antidepressivos, inibidores das prostaglandinas, benzodiazepinas, triptofano e álcool sobre a secreção endógena de melatonina. Não foi estudado se estas substâncias ativas interferem ou não nos efeitos dinâmicos ou cinéticos da melatonina ou vice-versa.

Lamotrigina + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Fenitoína; Carbamazepina; Fenobarbital; Primidona; Rifampicina; Lopinavir/ritonavir; Associação de etinilestradiol/ levonorgestrel** Atazanavir/ritonavir. ** Não foram estudados outros contracetivos orais nem fármacos usados na TSH, no entanto estes poderão também afetar os parâmetros farmacocinéticos da lamotrigina. Interações envolvendo fármacos antiepiléticos: Alguns fármacos AE (tais como fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e primidona) indutores das enzimas metabolizadoras hepáticas induzem a glucuronidação da lamotrignia e aumentam o metabolismo da lamotrigina. Em doentes tratados com terapêutica de associação com fenitoína, carbamazepina, fenobarbital ou primidona, deverá ser utilizado o regime terapêutico apropriado. Após a introdução da lamotrigina, em doentes em tratamento com carbamazepina, foram notificados efeitos no sistema nervoso central, incluindo tonturas, ataxia, diplopia, visão turva e náuseas. Estes efeitos resolvem, geralmente, com redução da dose de carbamazepina. Foi observado um efeito semelhante durante um estudo com lamotrigina e oxcarbazepina, em voluntários adultos saudáveis, no entanto, não foi estudada a redução da dose. Existem dados da literatura publicada sobre diminuição dos níveis de lamotrigina, quando a lamotrigina foi administrada em associação à oxcarbazepina. No entanto, num estudo com voluntários adultos saudáveis, utilizando doses de 200 mg de lamotrigina e 1200 mg de oxcarbazepina, verificou-se que a oxcarbazepina não alterou o metabolismo da lamotrigina e a lamotrigina também não alterou o metabolismo da oxcarbazepina. Assim, nos doentes tratados com terapêutica de associação com oxcarbazepina, deverá ser utilizado o regime terapêutico para a lamotrigina em terapêutica de associação sem valproato e sem indutores da glucuronidação da lamotrigina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paliperidona + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Potencial da interação de outros medicamentos com Paliperidona: Os estudos in vitro demonstraram que a paliperidona é um substrato da P-glicoproteína (P-gp). A administração concomitante de Paliperidona, uma vez por dia, com 200 mg de carbamazepina, duas vezes por dia, causou uma diminuição de aproximadamente 37% na média da Cmáx no estado estacionário e da AUC da paliperidona. Esta diminuição é causada em grande parte por um aumento de 35% na depuração renal de paliperidona, provavelmente como um resultado da indução da P-gp renal pela carbamazepina. Uma diminuição pouco significativa na excreção da substância ativa na forma inalterada na urina sugere que houve pouco efeito no metabolismo do citocromo ou na biodisponibilidade da paliperidona durante a administração concomitante com carbamazepina. No entanto podem ocorrer diminuições maiores nas concentrações plasmáticas de paliperidona com doses mais elevadas de carbamazepina. No início da administração da carbamazepina, a dose de Paliperidona deve ser reavaliada e aumentada, se necessário. Da mesma forma, na suspensão da administração da carbamazepina a dose de Paliperidona deve ser reavaliada e diminuída, se necessário.

Saquinavir + Carbamazepina

Observações: A maioria dos estudos de interação medicamentosa com saquinavir foi desenvolvida com saquinavir não potenciado ou com saquinavir cápsulas moles não potenciado. Um número reduzido de estudos foi desenvolvido com saquinavir potenciado com ritonavir ou com saquinavir cápsulas moles potenciado com ritonavir. Os dados obtidos a partir dos estudos de interação medicamentosa realizados com saquinavir não potenciado podem não ser representativos dos efeitos observados com a terapêutica de saquinavir/ritonavir. Adicionalmente, os resultados observados com saquinavir cápsulas moles podem não ser preditivos relativamente à magnitude destas interações com saquinavir/ritonavir.
Interações: Anticonvulsivantes: Carbamazepina; Fenobarbital; Fenitoína (saquinavir/ritonavir) Interação com saquinavir/ritonavir não foi estudada.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tramadol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Inibidor da enzima / indutor: Os resultados obtidos em estudos farmacocinéticos mostram que é pouco provável que a administração prévia ou simultânea de cimetidina (inibidor enzimático) provoque interações clinicamente relevantes. A administração concomitante ou prévia de carbamazepina (indutor enzimático) pode reduzir o efeito analgésico e encurtar a duração da ação terapêutica.

Efavirenz + Emtricitabina + Tenofovir + Carbamazepina

Observações: As interações que foram identificadas com Efavirenz, Emtricitabina e Tenofovir individualmente podem ocorrer com esta associação. Os estudos de interação com estes medicamentos só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICONVULSIVANTES: Carbamazepina/Efavirenz: (400 mg q.d./600 mg q.d.). Não foi estudada a coadministração de doses superiores de efavirenz ou de carbamazepina. Carbamazepina/Emtricitabina: Interação não estudada. Carbamazepina/Tenofovir disoproxil fumarato: Interação não estudada. Não podem ser feitas recomendações posológicas para a utilização de Efavirenz / Emtricitabina / Tenofovir com carbamazepina. Deve ser instituído um anticonvulsivante alternativo. Os níveis plasmáticos de carbamazepina devem ser monitorizados periodicamente.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Primidona + Carbamazepina

Observações: Tanto a primidona como o seu principal metabolito, o fenobarbital, induzem a actividade enzimática hepática, principalmente o sistema enzimático CYP4503A4. Isto pode provocar alterações na farmacocinética de fármacos administrados simultaneamente.
Interações: Os fármacos cujo metabolismo possa ser aumentado e levar a uma diminuição da concentração plasmática e/ou diminuição do tempo de semi-vida, devido a uma terapêutica concomitante são: Androgéneos, beta-antagonistas, carbamazepina, ciclosporina, clonazepam, cloranfenicol, corticosteróides/glucocorticóides, ciclofosfamida, dicumarinas, digitoxina, doxiciclina, etosuxamida, etoposido, felbamato, granissetrom, lamotrigina, losartan, metadona, metronidazol, mianserina, Montelucaste, nelfinavir, nimodipina, contracetivos orais, oxcarbazepina, fentoína, quinidina, rocurónio, valproato de sódio, tiagabina, teofilinas, topiramato, antidepressores tricíclicos, vecurónio, varfarina e zonisamida.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Limeciclina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de barbitúricos, fenitoína ou carbamazepina pode diminuir os níveis plasmáticos de tetraciclinas.

Viloxazina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Existe a probabilidade de ocorrência de uma interacção medicamentosa ao administrar-se Viloxazina simultaneamente com fármacos sujeitos a metabolismo hepático envolvendo reacções de oxidação. Pode, por conseguinte, ser necessário ajustar as doses de fármacos tais como, por exemplo, fenitoína, carbamazepina, teofilina e outros anticoagulantes orais (tais como, fluindiona, nicoumalona e varfarina) que possuem estreitas margens de segurança.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dronabinol + Canabidiol + Carbamazepina

Observações: O delta-9-tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD) são metabolizados pelo sistema enzimático do citocromo P 450 . Os efeitos inibidores deste medicamento sobre o sistema do citocromo P 450 observados in vitro e em modelos animais foram observados apenas em exposições significativamente mais elevadas do que a exposição máxima observada em ensaios clínicos. Num estudo in vitro com a substância medicamentosa de origem botânica THC a 1:1% (v/v) e com a substância medicamentosa de origem botânica CBD, não se observou indução relevante das enzimas do citocromo P 450 no que respeita às enzimas humanas CYP1A2, CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4 em hepatocitos humanos, em doses até 1 μ M (314 ng/ml). Quando este medicamento foi coadministrado com alimentos, a Cmax e a AUC médias do THC foram 1,6 e 2,8 vezes mais elevadas em comparação com o estado de jejum. Os valores correspondentes do CBD foram de 3,3 e 5,1 vezes.
Interações: Após tratamento com o indutor da CYP3A4 rifampicina, observaram-se diminuições da Cmax e da AUC do THC (diminuição, respetivamente, de 40% e 20%), do seu metabolito principal (diminuição, respetivamente, de 85% e 87%) e do CBD (diminuição, respetivamente, de 50% e 60%). Por conseguinte, se o tratamento medicamentoso concomitante com indutores enzimáticos potentes (p.ex., rifampicina, carbamazepina, hipericão) for iniciado ou interrompido durante o tratamento com este medicamento, poderá ser necessária uma nova titulação da dose.

Erlotinib + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Os indutores potentes da atividade do CYP3A4 aumentam o metabolismo do erlotinib e diminuem significativamente a sua concentração plasmática. Num ensaio clínico, a utilização concomitante de erlotinib e de rifampicina (600 mg por via oral, uma vez por dia durante 7 dias), um indutor potente do CYP3A4, resultou numa diminuição de 69% na mediana da AUC do erlotinib. A administração concomitante de rifampicina com uma dose única de 450 mg de Erlotinib originou uma exposição média (AUC) ao erlotinib de 57,5%, em relação à obtida após a administração de uma dose única de 150 mg de Erlotinib, na ausência de tratamento com rifampicina. Desta forma, deve evitar-se a administração concomitante de Erlotinib com indutores do CYP3A4. Em doentes que necessitem de tratamento concomitante com Erlotinib e um potente indutor do CYP3A4, como a rifampicina, deve considerar-se um aumento da dose para 300 mg e estes devem ser monitorizados cuidadosamente relativamente à sua segurança (incluindo funções renal e hepática e eletrólitos séricos). Caso tolerem bem a medicação ao longo de mais de 2 semanas, pode considerar-se o aumento da dose para 450 mg, mantendo uma monitorização de segurança cuidadosa. Pode ainda ocorrer diminuição da exposição com outros indutores ex. fenitoína, carbamazepina, barbitúricos ou hipericão (Hypericum perforatum). Deve ter-se cuidado ao usar estas substâncias a tivas em associação com o erlotinib. Sempre que possível, devem ser considerados tratamentos alternativos, que não tenham uma forte atividade indutora do CYP3A4.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Fenilefrina + Guaifenesina + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: PARACETAMOL: O risco de hepatoxicidade do paracetamol pode ser aumentado pelo uso de medicamentos que induzem as enzimas microssomais hepáticas tais como barbitúricos, antidepressivos tricíclicos, antiepiléticos (i.e., fenitoína, fenobarbital e carbamazepina), medicamentos utilizados no tratamento da tuberculose (i.e., rifampicina e isoniazida) e pela ingestão excessiva de álcool.

Isavuconazol + Carbamazepina

Observações: O isavuconazol é um substrato do CYP3A4 e do CYP3A5. O isavuconazol é um inibidor moderado do CYP3A4/5. O isavuconazol é um indutor ligeiro do CYP2B6. O isavuconazol é um inibidor ligeiro da P-glicoproteína (P-gp. O isavuconazol é um inibidor in vitro da BCRP. O isavuconazol é um inibidor ligeiro do transportador de catiões orgânicos 2 (OCT2. O isavuconazol é um inibidor ligeiro da UGT.
Interações: A administração concomitante de Isavuconazol com indutores potentes do CYP3A4/5, como a rifampicina, rifabutina, carbamazepina, barbitúricos de ação prolongada (por ex., fenobarbital), fenitoína e hipericão, ou com indutores moderados do CYP3A4/5, como o efavirenz, nafcilina e etravirina, é contraindicada, uma vez que estes medicamentos podem reduzir significativamente as concentrações plasmáticas do isavuconazol.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Risperidona + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Potencial para outros medicamentos afetarem Risperidona: Demonstrou-se que a carbamazepina diminui os níveis plasmáticos da fração antipsicótica ativa da risperidona. Podem observar-se efeitos semelhantes com, por exemplo, a rifampicina, a fenitoína e o fenobarbital que também induzem a enzima hepática CYP3A4 assim como a glicoproteína P. O médico deve reavaliar a posologia de Risperidona quando a carbamazepina ou outros indutores da enzima hepática CYP3A4 e da glicoproteína P são iniciados ou interrompidos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Didrogesterona + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Dados in vitro indicam que a didrogesterona e o seu metabolito principal 20 α- dihidrodidrogesterona (DHD) podem ser metabolizados pelas isoenzimas 3A4 e 2C19 do citocromo P 450. Como tal, o metabolismo da didrogesterona poderá estar aumentado pela utilização concomitante de substâncias conhecidas por induzir estas isoenzimas, tais como, anticonvulsionantes (por ex. fenobarbital, fenítoina, carbamazepina), anti-infeciosos (por ex. rifampicina, rifambutina, nevirapina, efavirenz) e preparações à base de plantas contendo, por ex., Erva de São João (Hyperium perforatum), raiz de valeriana, salva ou ginkgo biloba.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Glimepirida + Rosiglitazona + Carbamazepina

Observações: Não existem estudos formais de interacção para este medicamento, no entanto o uso concomitante das substâncias activas em doentes em estudos clínicos e na sua vasta utilização clínica não originou interações inesperadas. Anformação disponível é acerca das substâncias activas individualmente (rosiglitazona e glimepirida).
Interações: ROSIGLITAZONA: A administração concomitante de rosiglitazona com rifampicina (um indutor do CYP2C8) originou uma diminuição de 66% na concentração plasmática da rosiglitazona. Não se poderá excluir o facto de outros indutores (p.ex: fenitoína, carbamazepina, fenobarbital, Hypericum perforatum) poderem também afectar a exposição à rosiglitazona. Poderá ser necessário aumentar a dose de rosiglitazona. Deverá ser considerada a monitorização cuidadosa do controlo glicémico.

Etinilestradiol + Etonogestrel + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Interações com outros medicamentos As interações entre contracetivos hormonais e outros medicamentos podem originar hemorragias intracíclicas e/ou falência contracetiva. Foram descritas na literatura as seguintes interações: Metabolismo hepático: Podem ocorrer interações com medicamentos indutores das enzimas microssomais, o que pode resultar numa depuração aumentada das hormonas sexuais (por exemplo, fenitoína, fenobarbital, primidona, carbamazepina, rifampicina e, possivelmente, também a oxcarbazepina, topiramato, felbamato, ritonavir, griseofulvina e produtos contendo hipericão [Hypericum perforatum]). As mulheres que estejam a fazer tratamento com qualquer um destes fármacos deverão usar, temporariamente, um método de barreira. Durante o tempo de uso concomitante com fármacos indutores das enzimas microssomais hepáticas e 28 dias após a sua suspensão, deverá ser usado um método de barreira.

Nelfinavir + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Indutores de enzimas metabólicas: Os indutores potentes do CYP3A4 (por exemplo rifampicina, fenobarbital e carbamazepina) podem reduzir as concentrações plasmáticas do nelfinavir e a sua coadministração é contraindicada.

Rolapitant + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Indutores enzimáticos A administração concomitante de rifampicina, um forte indutor enzimático, diminuiu significativamente a exposição sistémica ao rolapitant e ao seu metabolito ativo. Quando foram administrados 600 mg de rifampicina uma vez por dia durante 7 dias antes e 7 dias após a administração de uma dose única de 180 mg de rolapitant, a AUC média foi reduzida em 87% e o seu metabolito ativo em 89%, em comparação com a administração de rolapitant em monoterapêutica. Rolapitant não é recomendado em doentes que requerem a administração crónica de indutores fortes (por exemplo, rifampicina, carbamazepina, enzalutamida, fenitoína). O efeito de indutores moderados (por exemplo, efavirenz, rifabutina) não está estabelecido; portanto, não é recomendado o uso de rolapitant em doentes a quem já foi administrado um indutor moderado.

Ácido cítrico + Óxido de magnésio + Picossulfato de sódio + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Também se aconselha precaução nos casos em que este medicamento é utilizado em doentes medicados com anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) ou com medicamentos conhecidos por induzirem a síndrome da secreção inadequada de hormona antidiurética (SSIHA), por exemplo, antidepressivos tricíclicos, inibidores selectivos da recaptação da serotonina, antipsicóticos e carbamazepina, dado que estes medicamentos podem aumentar o risco de retenção de água e/ou de desequilíbrio electrolítico.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Flunarizina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A administração crónica da flunarizina não afetou a distribuição de fenitoína, carbamazepina, valproato ou fenobarbital. As concentrações plasmáticas da flunarizina foram geralmente mais baixas em doentes com epilepsia a tomar estes medicamentos antiepiléticos em comparação com indivíduos saudáveis a tomar doses semelhantes. A ligação às proteínas plasmáticas da carbamazepina, valproato e fenitoína não é afetada pela coadministração com a flunarizina.

Acetazolamida + Carbamazepina

Observações: Aparentemente a acetazolamida aumenta a excreção urinária de cálcio e fosfatos.
Interações: A administração de acetazolamida com a carbamazepina pode levar à acumulação de carbamazepina no organismo.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido acetilsalicílico + Paracetamol + Ácido ascórbico + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A associação de paracetamol e medicamentos antiepilépticos (incluíndo a fenitoína, barbitúricos, carbamazepina) indutores das enzimas hepáticas pode aumentar a toxicidade hepática induzida pelo paracetamol devido ao aumento da conversão do fármaco a metabolitos hepatotóxicos. Geralmente não é necessário a redução das doses em doentes que recebam concomitantemente doses terapêuticas de paracetamol e antiepiléticos. Contudo, os doentes devem limitar a auto-medicação com paracetamol quando estão medicados com antiepiléticos.

Picossulfato de sódio + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: É aconselhada precaução quando Picossulfato de sódio é utilizado em doentes a tomarem AINEs ou fármacos conhecidos por induzirem SIADH p.ex. antidepressivos tricíclicos, inibidores selectivos da recaptação da serotonina, fármacos antipsicóticos e carbamazepina, uma vez que estes fármacos podem aumentar o risco de retenção de água e/ou desequilíbrio electrolítico.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciproterona + Valerato de estradiol + Carbamazepina

Observações: A contracepção hormonal deve ser interrompida quando a THS é iniciada e a doente deve ser aconselhada a tomar medidas contraceptivas não-hormonais, se necessário.
Interações: Interações medicamentosas: Tratamento prolongado com fármacos indutores das enzimas hepáticas (por ex. diversos anticonvulsivantes e antimicrobianos) pode aumentar a depuração das hormonas sexuais e pode reduzir a eficácia clínica. Estas propriedades indutoras das enzimas hepáticas têm sido atribuídas às hidantoínas, barbituratos, primidona, carbamazepina e rifampicina, sendo também suspeitas para a oxcarbazepina, topiramato, felbamato e griseofulvina. A indução enzimática máxima geralmente não se verifica antes das 2-3 semanas, mas poderá permanecer durante, pelo menos, 4 semanas após a interrupção da terapêutica farmacológica.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Delta-9-tetrahidrocanabinol (THC PFV) + Canabidiol (CBD PFV), Prep de Fármacos Vegetais, ext Cannabis sativa + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Após tratamento com o indutor da CYP3A4 rifampicina, observaram-se diminuições da Cmax e da AUC do THC (diminuição, respetivamente, de 40% e 20%), do seu metabolito principal (diminuição, respetivamente, de 85% e 87%) e do CBD (diminuição, respetivamente, de 50% e 60%). Por conseguinte, se o tratamento medicamentoso concomitante com indutores enzimáticos potentes (p. ex., rifampicina, carbamazepina, hipericão) for iniciado ou interrompido durante o tratamento com este medicamento, poderá ser necessária uma nova titulação da dose.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Lesinurad + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Efeito de outros medicamentos sobre lesinurad: É expectável que a exposição ao lesinurad diminua quando é administrado concomitantemente com indutores do CYP2C9 (p.ex. carbamazepina, um indutor moderado do CYP2C9). Monitorizar a diminuição da eficácia quando Lesinurad é administrado concomitantemente com um indutor do CYP2C9.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Mifepristona + Carbamazepina

Observações: Não foram realizados estudos de interacção. Com base no metabolismo deste fármaco por CYP3A4, é possível o sumo de toranja iniba o seu metabolismo (aumentando os níveis séricos da mifepristona).
Interações: A rifampicina, a dexametasona, a erva de S. João e determinados anticonvulsivantes (fenitoína, fenobarbital, carbamazepina) podem induzir o metabolismo da mifepristona (diminuindo os níveis séricos da mifepristona).

Tenofovir alafenamida + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. O tenofovir alafenamida é um substrato do OATP1B1 e do OATP1B3 in vitro. A distribuição do tenofovir alafenamida no organismo pode ser afetada pela atividade do OATP1B1 e/ou do OATP1B3. O tenofovir alafenamida não é um inibidor do CYP1A2, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19 ou CYP2D6 in vitro. Não é inibidor do CYP3A in vivo. O tenofovir alafenamida não é um inibidor da uridina difosfato glucuronosiltransferase (UGT) 1A1 humana in vitro. Não se sabe se o tenofovir alafenamida é inibidor de outras enzimas UGT.
Interações: Medicamentos que podem afetar tenofovir alafenamida O tenofovir alafenamida é transportado pela gpP e pela proteína de resistência ao cancro da mama (BCRP). Prevê-se que os medicamentos que são indutores da gpP (por ex., rifampicina, rifabutina, carbamazepina, fenobarbital ou hipericão) diminuam as concentrações plasmáticas do tenofovir alafenamida, o que pode levar à perda do efeito terapêutico de Tenofovir alafenamida. A coadministração destes medicamentos com Tenofovir alafenamida não é recomendada. Carbamazepina: A coadministração não é recomendada.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Varfarina + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Os compostos que reconhecidamente diminuem os efeitos da varfarina ou que habitualmente são referidos como exercendo esse efeito são: Acetomenaftona, álcool (ingestão crónica), aminoglutetimida, azatioprina, barbitúricos, carbamazepina, contracetivos orais, dicloroalfenazona, espironolactona, etclorvinol, fitomenadiona (vitamina K1), glutetimida, griseofulvina, mercaptopurina, primidona, rifampicina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Antifúngicos (Azol) + Carbamazepina

Observações: Inibição do CYP3A4 (itraconazol = cetoconazol > fluconazol, voriconazol). Inibição do CYP269 (fluconazol, voriconazol). Susceptibilidade a indutores enzimáticos (itraconazol, cetoconazol, voriconazol). Absorção gastrintestinal dependente do pH (itraconazol, cetoconazol). Inibição da glicoproteína-P (itraconazol, cetoconazol).
Interações: Carbamazepina: Redução do metabolismo da carbamazepina - Carbamazepina
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Exemestano + Carbamazepina

Observações: Os dados obtidos in vitro demonstraram que o fármaco é metabolizado através do citocromo P450 (CYP) 3A4 e das aldo-ceto redutases e que não inibe qualquer uma das principais isoenzimas do CYP.
Interações: A co-administração de fármacos como a carbamazepina conhecida por induzir a CYP3A4 pode reduzir a eficácia do exemestano.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Flecainida + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Antiepilépticos: os dados limitados sobre doentes que estejam a ser tratados com conhecidos indutores enzimáticos (fenitoína, fenobarbital, carbamazepina) indicam apenas um aumento de 30% na taxa de eliminação da flecainida.
 Sem significado Clínico

Metformina + Saxagliptina + Carbamazepina

Observações: A administração concomitante de doses múltiplas de saxagliptina (2,5 mg duas vezes por dia) e metformina (1.000 mg duas vezes por dia) não alterou significativamente o perfil farmacocinético da saxagliptina nem da metformina em doentes com diabetes tipo 2. Não foram realizados estudos formais de interação com Metformina/Saxagliptina.
Interações: SAXAGLIPTINA: Os dados clínicos a seguir descritos sugerem que é baixo o risco de interações clinicamente significativas com outros medicamentos administrados concomitantemente. O metabolismo da saxagliptina é mediado principalmente pelo citocromo P450 3A4/5 (CYP3A4/5). Em estudos in vitro, a saxagliptina e o seu principal metabolito não inibiram o CYP1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1, ou 3A4, nem induziram o CYP1A2, 2B6, 2C9, ou 3A4. A administração concomitante de saxagliptina com a rifampicina, um indutor potente do CYP3A4/5, reduziu a Cmax e a AUC da saxagliptina em cerca de 53% e 76%, respetivamente. A exposição ao metabolito ativo e a inibição da atividade plasmática da DPP4 num intervalo de dose não foram afetadas pela rifampicina. A administração concomitante de saxagliptina e indutores da CYP3A4/5, que não seja a rifampicina (tais como carbamazepina, dexametasona, fenobarbital e fenitoína) não foi estudada e pode resultar numa concentração plasmática reduzida da saxagliptina e numa concentração aumentada do seu metabolito principal. O controlo glicémico deverá ser cuidadosamente avaliado quando a saxagliptina é utilizada concomitantemente com um indutor potente do CYP3A4.
 Sem significado Clínico

Prasugrel + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre Prasugrel: Indutores dos citocromos P450: A rifampicina (600 mg por dia), um potente indutor do CYP3A e CYP2B6 e um indutor do CYP2C9, CYP2C19 e CYP2C8, não alterou de modo significativo a farmacocinética do prasugrel. Assim, não se espera que conhecidos indutores do CYP3A tais como a rifampicina, carbamazepina e outros indutores dos citocromos P450 tenham um efeito significativo na farmacocinética do metabolito ativo.

Cabazitaxel + Carbamazepina

Observações: Os estudos in vitro mostraram que cabazitaxel é principalmente metabolizado através do CYP3A (80% a 90%).
Interações: A administração repetida de cetoconazol (400 mg uma vez por dia), um inibidor potente do CYP3A, resultou numa diminuição de 20% na depuração do cabazitaxel, que corresponde a um aumento de 25% na AUC. Portanto, a administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A (p.ex. cetoconazol, itraconazol, claritromicina, indinavir, nefazodona, nelfinavir, ritonavir, saquinavir, telitromicina, voriconazol) deve ser evitada uma vez que pode ocorrer um aumento das concentrações plasmáticas de cabazitaxel. A administração concomitante de indutores potentes do CYP3A (p.ex. fenitoína, carbamazepina, rifampicina, rifabutina, rifapentina, fenobarbital) deve ser evitada uma 7 vez que pode ocorrer uma diminuição das concentrações plasmáticas do cabazitaxel.

Ceritinib + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Agentes que podem reduzir as concentrações plasmáticas de ceritinib: Em indivíduos saudáveis, a co-administração de uma dose única de 750 mg de ceritinib com rifampicina (600 mg por dia durante 14 dias), um indutor potente da CYP3A /gp-P, resultou em reduções de 70% e 44% na AUC inf e Cmax de ceritinib, respetivamente, comparativamente com ceritinib administrado isoladamente. A co-administração de ceritinib com indutores potentes da CYP3A/gp-P reduz as concentrações plasmáticas de ceritinib. A utilização concomitante de indutores potentes da CYP3A deve ser evitada; incluindo, mas não limitado a, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, rifabutina, rifampicina e Erva de S. João ( Hypericum perforatum ).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Didrogesterona + Estradiol + Carbamazepina

Observações: Não foram realizados estudos de interação.
Interações: A eficácia dos estrogénios e progestagénios pode ser prejudicada: O metabolismo dos estrogénios e dos progestagénios pode ser aumentado com a utilização concomitante de substâncias indutoras dos enzimas metabolizadores de fármacos, particularmente enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes (por ex. fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos (por ex. rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz).

Amlodipina + Atorvastatina + Carbamazepina

Observações: Os dados de um estudo de interação fármaco-fármaco que envolveu 10 mg de amlodipina e 80 mg de atorvastatina em indivíduos saudáveis indicam que a farmacocinética da amlodipina não é alterada quando os fármacos são coadministrados. Não foi demonstrado nenhum efeito da amlodipina na Cmáx da atorvastatina, mas a AUC da atorvastatina aumentou 18% (IC 90% [109-127%]) na presença de amlodipina. Não foi realizado nenhum estudo de interação medicamentosa com a associação fixa de amlodipina e atorvastatina e outros fármacos, embora tenham sido realizados estudos com os componentes individuais amlodipina e atorvastatina.
Interações: Interações relacionadas com a AMLODIPINA: Precaução especial com o uso concomitante: Indutores da CYP3A4 (agentes anticonvulsivantes como carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, fosfenitoína, primidona, rifampicina). Devido a um aumento do metabolismo hepático provocado pelos indutores da CYP3A4, existe um risco de níveis plasmáticos diminuídos dos bloqueadores da entrada do cálcio. Deverá ser efetuada monitorização clínica. Se necessário, deverá efetuar-se ajuste da dose e subsequentemente descontinuação da amlodipina durante o tratamento com estes indutores.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloreto de suxametónio + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante com antiepilépticos, nomeadamente, fenitoína e/ou carbamazepina reduz o tempo de recuperação após a administração de suxametónio.

Telitromicina + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação foram apenas realizados em adultos.
Interações: Efeito de outros medicamentos com o Telitromicina: Durante a administração concomitante da rifampicina e telitromicina em doses repetidas, a Cmax e AUC da telitromicina diminuíram em média de 79% e 86%, respetivamente. Portanto, a administração concomitante de indutores de CYP3A4 (tais como a rifampicina, fenitoína, carbamazepina, hipericão) pode resultar em níveis subterapêuticos da telitromicina e perda de efeito. A indução diminui gradualmente durante duas semanas após a suspensão do tratamento com indutores do CYP3A4. O Telitromicina não deve ser usado durante e após duas semanas de tratamento com indutores de CYP3A4.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bazedoxifeno + Estrogénios conjugados + Carbamazepina

Observações: O bazedoxifeno é sujeito a metabolismo pelas enzimas uridina difosfato glucuronil transferase (UGT) no trato intestinal e no fígado. O bazedoxifeno é sujeito a pouco, ou nenhum, metabolismo mediado pelo citocromo P450 (CYP). O bazedoxifeno não induz nem inibe as atividades das principais isoenzimas do CYP e é pouco provável que interaja com medicamentos coadministrados através do metabolismo mediado pelo CYP.
Interações: O metabolismo dos estrogénios pode aumentar através do uso concomitante de substâncias indutoras das enzimas metabolizadoras de medicamentos, especificamente das enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes (por exemplo: fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos (por exemplo, rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz). Clinicamente, um metabolismo aumentado de estrogénios pode originar um efeito diminuído e alterações no perfil de hemorragia uterina. O metabolismo do bazedoxifeno pode ser aumentado pela utilização concomitante de substâncias conhecidas por induzir as UGT, como a rifampicina, o fenobarbital, a carbamazepina e a fenitoína, podendo conduzir a uma diminuição das concentrações sistémicas do bazedoxifeno. Uma redução da exposição ao bazedoxifeno pode estar associada a um aumento do risco de hiperplasia do endométrio. Caso surja hemorragia ou spotting (pequenas perdas de sangue) após algum tempo de terapêutica ou se continuarem após interrupção do tratamento, a causa deverá ser investigada, o que pode incluir uma biopsia ao endométrio para excluir malignidade no mesmo.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bendroflumetiazida + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Antiepilépticos: O uso concomitante de carbamazepina pode aumentar o risco de hiponatremia.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Estradiol + Carbamazepina

Observações: Na administração transdérmica, o efeito de primeira passagem no fígado é evitado, sendo o medicamento menos afectado pelos indutores enzimáticos, do que as hormonas orais. Clinicamente, um metabolismo aumentado de estrogénios e progestagénios pode originar um efeito diminuído e alterações no perfil de hemorragia uterina.
Interações: O metabolismo dos estrogénios pode ser aumentado pela utilização concomitante de substâncias indutoras das enzimas que metabolizam o fármaco, especialmente enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes (por exemplo, fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos (por exemplo, rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz).

Losartan + Hidroclorotiazida + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: HIDROCLOROTIAZIDA: Quando administrados concomitantemente, os seguintes fármacos podem interferir com os medicamentos diuréticos tiazídicos. Carbamazepina: Risco de hiponatrémia sintomática. É necessária monitorização clínica e biológica.

Regorafenib + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores do CYP3A4 e UGT1A9/indutores do CYP3A4: Dados in vitro indicam que o regorafenib é metabolizado pelo citocromo CYP3A4 e pela uridina difosfato glucuronosil transferase UGT1A9. A administração de cetoconazol (400 mg durante 18 dias), um inibidor potente do CYP3A4, com uma dose única de regorafenib (160 mg no dia 5) resultou num aumento da exposição média do regorafenib (AUC) de aproximadamente 33% e numa diminuição da exposição média dos metabolitos ativos, M-2 (N-óxido) e M-5 (N-óxido e N-desmetil), de aproximadamente 90%. Recomenda-se evitar a utilização concomitante de inibidores potentes da atividade do CYP3A4 (ex.: claritromicina, sumo de toranja, itraconazol, cetoconazol, posaconazol, telitromicina e voriconazol) uma vez que a sua influência na exposição do regorafenib no estado estacionário e os seus metabolitos não foram estudados. Durante o tratamento com regorafenib deve ser evitada a coadministração de um inibidor potente da UGT1A9 (ex.: ácido mefenâmico, diflunisal e ácido niflúmico), uma vez que a sua influência na exposição do regorafenib no estado estacionário e os seus metabolitos não foram estudados. A administração de rifampicina (600mg durante 9 dias), um indutor potente do CYP3A4, com uma dose única de regorafenib (160 mg no dia 7) resultou numa diminuição da exposição média do regorafenib (AUC) de aproximadamente 50%, num aumento de 3 a 4 vezes da exposição média do metabolito ativo M-5 e em nenhuma alteração da exposição do metabolito ativo M-2. Outros indutores potentes da atividade do CYP3A4 (ex.: fenitoína, carbamazepina, fenobarbital, hipericão) também podem aumentar o metabolismo do regorafenib. Devem evitar-se os indutores potentes do CYP3A4 ou considerar-se a seleção de um medicamento alternativo concomitante sem potencial ou com um potencial mínimo de indução do CYP3A4.

Triamcinolona + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Indutores das enzimas hepáticas (por exemplo, barbitúricos, fenitoína, carbamazepina, rifampicina, primidona, aminoglutetimida): Pode verificar-se uma depuração metabólica aumentada de Triamcinolona. Os doentes devem ser observados cuidadosamente para verificar um possível efeito reduzido de Triamcinolona, e a dose deve ser ajustada em conformidade.

Fluodesoxiglucose (18 F) + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Todos os medicamentos que modifiquem as concentrações séricas de glucose podem afectar a sensibilidade da exploração (p.ex., corticosteróides, valproato, carbamacepina, fenitoina, fenobarbital e catecolaminas).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Pitolisant + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Medicamentos que afetam o metabolismo do pitolisant: Indutores enzimáticos: A administração concomitante de pitolisant com rifampicina em doses múltiplas diminui significativamente a Cmax média e o rácio da AUC do pitolisant em cerca de 39% e 50%, respetivamente. Por conseguinte, a administração concomitante de pitolisant com indutores potentes da CYP3A4 (por exemplo, rifampicina, fenobarbital, carbamazepina, fenitoína) deve ser feita com precaução. Quando o hipericão (Hypericum Perforatum) é tomado concomitantemente com pitolisant, devem ser tomadas precauções, devido ao seu potente efeito de indução da CYP3A4. Quando ambas as substâncias ativas são associadas, deve ser feita uma monitorização clínica e, eventualmente, um ajuste da dosagem durante a associação e uma semana após o tratamento com o indutor.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de lítio + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A coadministração dos seguintes medicamentos pode aumentar os riscos de neurotoxicidade: Carbamazepina pode conduzir a vertigens, sonolência, confusão e sintomas cerebelosos, tais como ataxia.
 Sem significado Clínico

Ertugliflozina + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacocinéticas A administração de doses múltiplas de rifampicina (um indutor da UGT e do CYP) diminui a AUC e a Cmax da ertugliflozina em 39% e 15%, respetivamente. Esta diminuição na exposição não é considerada clinicamente relevante e, por conseguinte, não é recomendado qualquer ajuste posológico. Não é de esperar um efeito clinicamente relevante com outros indutores (p. ex., carbamazepina, fenitoína, fenobarbital). O impacto dos inibidores da UGT na farmacocinética da ertugliflozina não foi estudado clinicamente, mas não é esperado que qualquer potencial aumento à exposição de ertugliflozina devido à inibição da UGT, seja clinicamente relevante.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Inibidores da HMG-CoA redutase (Estatinas) + Carbamazepina

Observações: Lovastatina, sinvastatina e, em menor extensão, atorvastatina, são susceptíveis aos inibidores do CYP3A4. Risco aumentado de miopatia aditiva com outros fármacos que podem causar miopatia.
Interações: Fármacos que diminuem o metabolismo das estatinas: - Carbamazepina
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Caspofungina + Carbamazepina

Observações: Estudos in vitro mostram que a caspofungina não é um inibidor de qualquer das enzimas do sistema do citocromo P450 (CYP). Em estudos clínicos, a caspofungina não induziu o metabolismo de outras substâncias pelo CYP3A4. A caspofungina não é um substrato para a glicoproteína - P e é um substrato pobre para as enzimas do citocromo P450. No entanto, em estudos farmacológicos e clínicos, foi demonstrado que a caspofungina interage com outros medicamentos. Todos os estudos de interação em adultos supracitados foram conduzidos com doses diárias de 50 ou 70 mg de caspofungina. A interação de doses mais elevadas de caspofungina com outros medicamentos não foi formalmente estudada.
Interações: Os dados limitados sobre os estudos farmacocinéticos na população indicam que a utilização concomitante de caspofungina com os indutores efavirenz, nevirapina, rifampicina, dexametasona, fenitoína ou carbamazepina, podem resultar numa diminuição da AUC da caspofungina. Quando se coadministram indutores das enzimas metabólicas em doentes adultos, deve considerar-se um aumento da dose diária de caspofungina para 70 mg, a seguir à dose de carga de 70 mg. Quando a caspofungina é coadministrada a doentes pediátricos (12 meses a 17 anos de idade) com indutores da depuração de fármacos como a rifampicina, efavirenz, nevirapina, fenitoína, dexametasona ou carbamazepina, deve ser considerada uma dose diária de 70 mg/m2 de caspofungina (não excedendo uma dose real diária de 70 mg).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fenitoína + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Fármacos que podem diminuir os níveis séricos de fenitoína incluem: carbamazepina e abuso crónico de álcool; ácido fólico.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Quetiapina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Carbamazepina e fenitoína: Num ensaio clínico de doses múltiplas em doentes para avaliar a farmacocinética da quetiapina administrada antes e durante o tratamento com carbamazepina (um conhecido indutor das enzimas hepáticas), a coadministração de carbamazepina aumentou significativamente a depuração da quetiapina. Este aumento da depuração reduziu a exposição sistémica à quetiapina (de acordo com a AUC) para uma média de 13% da exposição registada durante a administração de quetiapina isoladamente, embora tenha sido observado um efeito superior em alguns doentes. Como consequência desta interação, pode ocorrer uma diminuição das concentrações plasmáticas, o que poderá afetar a eficácia da terapêutica com quetiapina. A coadministração de quetiapina e fenitoína (outro indutor enzimático microssomal) causou um maior aumento da depuração da quetiapina de aproximadamente 450%. Em doentes que estejam a tomar indutores das enzimas hepáticas, o tratamento com quetiapina deverá apenas iniciar-se se o médico considerar que os benefícios de quetiapina se sobrepõem aos riscos associados à retirada do fármaco indutor. É importante que qualquer alteração no fármaco indutor seja gradual e, se necessário, dever-se-á proceder à sua substituição por fármacos não indutores (por ex. valproato de sódio).

Etinilestradiol + Gestodeno + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: As interações medicamentosas que resultam num aumento da depuração das hormonas sexuais podem provocar hemorragias de privação e insucesso contracetivo. Isto foi estabelecido com as hidantoínas, os barbitúricos, a primidona, a carbamazepina e a rifampicina; também se suspeita da oxcarbazepina, do topiramato, da griseofulvina, do felbamato e do ritonavir. O mecanismo responsável por esta interacção parece ter por base as propriedades indutoras das enzimas hepáticas destes medicamentos. Geralmente só se observa indução máxima das enzimas 2-3 semanas após o início do tratamento, mas pode persistir durante pelo menos 4 semanas após o fim do tratamento. O mecanismo desta acção ainda não foi elucidado. As mulheres a fazerem um tratamento a curto prazo com qualquer um dos grupos acima mencionados ou com medicamentos individuais, devem utilizar temporariamente um método de barreira juntamente com as pílulas contraceptivas, ou seja, durante o período de tempo em que tanto o medicamento em causa como as pílulas contraceptivas são tomadas, bem como durante 7 dias após a descontinuação do mesmo. Se a toma concomitante de outro medicamento se prolongar para além do número de comprimidos na embalagem de pílulas contraceptivas, a mulher deve iniciar a embalagem seguinte sem fazer o período habitual sem comprimidos. As utentes a longo prazo destes medicamentos que induzem as enzimas hepáticas devem ser aconselhadas a utilizarem outras medidas contraceptivas.

Fluvoxamina + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: CYP3A4: Doentes com administração concomitante de fluvoxamina e fármacos metabolizados pelo CYP3A4 com uma margem terapêutica estreita (tais como carbamazepina e ciclosporina) devem ser cuidadosamente monitorizados e, se necessário, recomenda-se um ajuste da dose.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Ondansetrom + Carbamazepina

Observações: O ondansetrom é metabolizado por várias enzimas hepáticas do citocromo P-450: CYP3A4, CYP2D6 e CYP1A2. Devido à multiplicidade de enzimas metabólicas capazes de metabolizar o ondansetrom, a inibição enzimática ou a diminuição da actividade de uma enzima (ex., deficiência genética de CYP2D6) é normalmente compensada por outras enzimas e não deve produzir alterações significativas ou apenas uma alteração mínima da depuração total ou das necessidades posológicas de ondansetrom. A utilização de ondansetrom com medicamentos que prolongam o intervalo QT pode causar um prolongamento adicional de QT.
Interações: Em doentes tratados com indutores potentes da CYP3A4 (isto é, fenitoína, carbamazepina e rifampicina), a depuração oral de ondansetrom aumentou e as suas concentrações sanguíneas diminuíram.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Zaleplom + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A co-administração de Zaleplom com indutores da CYP3A4 tais como a rifampicina, a carbamazepina e o fenobarbital, pode causar uma redução da eficácia do zaleplon.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Desferrasirox + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo de deferasirox depende das enzimas UGT. Num estudo com voluntários saudáveis, a administração concomitante de Desferrasirox (dose única de 30 mg/kg) e o indutor potente do UGT, rifampicina, (dose repetida de 600 mg/dia), resultaram numa diminuição da exposição do deferasirox em 44% (90% IC: 37%-51%). Pelo que, o uso concomitante de Desferrasirox com indutores potentes do UGT (p.ex. rifampicina, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, ritonavir) pode resultar numa diminuição da eficácia de Desferrasirox. A ferritina sérica do doente deve ser monitorizada durante e após a associação e se necessário a dose de Desferrasirox pode ser ajustada.

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Foi referida toxicidade clínica quando o valproato foi administrado com a carbamazepina, já que o valproato pode potenciar os efeitos tóxicos da carbamazepina. Aconselha-se fazer uma vigilância clínica, especialmente no início da associação terapêutica com eventual ajuste da posologia. Os antiepiléticos com efeito indutor enzimático (nomeadamente fenitoína, fenobarbital, carbamazepina) diminuem as concentrações séricas do valproato. Em caso de associação, ajustar a posologia em função dos níveis sanguíneos.

Bosutinib + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Indutores da CYP3A: A utilização concomitante de Bosutinib com indutores potentes (por exemplo, rifampicina, fenitoína, carbamazepina, erva de São João, rifabutina, fenobarbital) ou moderados (por exemplo, bosentano, nafcilina, efavirenz, modafinil, etravirina) da CYP3A deve ser evitada, devido à ocorrência de uma diminuição na concentração plasmática do bosutinib. Com base na acentuada redução da exposição ao bosutinib que ocorreu com a administração concomitante de bosutinib com rifampicina, é pouco provável que o aumento da dose de Bosutinib no caso de uma administração concomitante com indutores potentes ou moderados da CYP3A compense suficientemente a perda de exposição. Deve ser exercida precaução no caso de uma utilização concomitante de indutores ligeiros da CYP3A com Bosutinib. No seguimento da administração concomitante de uma única dose de bosutinib com seis doses diárias de 600 mg de rifampicina após as refeições, em 24 indivíduos saudáveis, a exposição ao bosutinib (Cmax e AUC no plasma) diminuiu para 14% e 6%, respetivamente, dos valores resultantes da administração isolada de 500 mg de bosutinib.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dienogest + Carbamazepina

Observações: Com base em estudos de inibição in vitro, é pouco provável uma interacção clinicamente relevante do dienogest com o metabolismo mediado pelas enzimas do citocromo P450 de outros medicamentos. Nota: A informação de prescrição da medicação concomitante deverá ser consultada para identificar potenciais interações.
Interações: Podem ocorrer interações com fármacos (por ex., fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina e, possivelmente, também a oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina, nevirapina e produtos contendo hipericão (Hypericum perforatum)) que induzem enzimas microssómicas (por ex., enzimas do citocromo P450), o que pode resultar numa depuração aumentada de hormonas sexuais. Geralmente, a indução enzimática máxima não é observada durante 2 a 3 semanas, no entanto, poderá depois manter-se durante pelo menos 4 semanas após ter terminado a terapêutica. Inibidores conhecidos da CYP3A4 como os antifúngicos do grupo dos azóis (por ex., cetoconazol, itraconazol, fluconazol), cimetidina, verapamil, macrólidos (por ex., eritromicina, claritromicina e roxitromicina), diltiazem, inibidores das proteases (por ex., ritonavir, saquinavir, indinavir, nelfinavir), antidepressores (por ex., nefazodona, fluvoxamina, fluoxetina) e o sumo de toranja poderão aumentar os níveis plasmáticos de progestagénios e resultar em efeitos indesejáveis. Num estudo que investigou o efeito dos inibidores da CYP3A4 (cetoconazol, eritromicina) sobre a associação de valerato de estradiol/dienogest, os níveis plasmáticos de dienogest no estado estacionário foram aumentados. A administração concomitante com o forte inibidor cetoconazol resultou num aumento de 186% da AUC 0-24 h de dienogest no estado estacionário. Quando co-administrada com o moderado inibidor eritromicina, a AUC 0-24 h de dienogest no estado estacionário foi aumentada em 62%. Desconhece-se qual a relevância clínica destas interações.

Idelalisib + Carbamazepina

Observações: O idelalisib é metabolizado principalmente através da aldeído oxidase e, numa menor extensão, através da CYP3A e por glucuronidação (UGT1A4). O seu metabolito principal é o GS-563117, que não é farmacologicamente ativo. O idelalisib e o GS-563117 são substratos da P-gp e da BCRP. O metabolito principal de idelalisib, GS-563117, é um inibidor potente da CYP3A.
Interações: Um estudo clínico de interação medicamentosa verificou que a coadministração de uma dose única de 150 mg de idelalisib com rifampicina (um indutor potente da CYP3A) resultou numa diminuição de ~75% da AUCinf de idelalisib. A coadministração de deste medicamento com indutores moderados ou potentes da CYP3A como a rifampicina, fenitoína, hipericão ou carbamazepina deve ser evitada, dado que pode resultar numa diminuição da eficácia.

Atazanavir + Cobicistate + Carbamazepina

Observações: Ensaios de interações de fármacos não foram realizados para o Atazanavir / Cobicistate. Os mecanismos complexos ou não conhecidos de interações de fármacos opõem-se à extrapolação de interações medicamentosas com ritonavir a certas interações medicametosas com o cobicistate. As recomendações dadas mediante o uso concomitante de atazanavir e de outros medicamentos podem diferir consoante o atazanavir é potenciado com o ritonavir ou com o cobicistate. Em particular, o atazanavir potenciado com o cobicistate é mais sensível na indução da CYP3A. É também necessária precaução durante a primeira vez em que é efetuado o tratamento se for alternado o potenciador farmacológico do ritonavir para o cobicistate.
Interações: Medicamentos que afetam a exposição ao atazanavir/cobicistate: O atazanavir é metabolizado no fígado através da CYP3A4. O cobicistate é um substrato da CYP3A e é metabolizado com menor extensão pela CYP2D6. Uso concomitante contraindicado: A coadministração do Atazanavir / Cobicistate com medicamentos que são indutores fortes da CYP3A (tais como a carbamazepina, o fenobarbital, a fenitoína, a rifampicina, e o hipericão ou a Erva de São João [Hypericum perforatum]) pode resultar numa diminuição das concentrações plasmáticas do atazanavir e/ou do cobicistate, levando a perda do efeito terapêutico e possível desenvolvimento de resistência ao atazanavir.

Nifedipina + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: A extensão e duração das interações devem ser tidas em consideração quando se administrar nifedipina juntamente com os seguintes medicamentos: Indutores do CYP3A4: Rifampicina: A rifampicina induz fortemente o sistema do citocromo P450 3A4. Com a administração concomitante de rifampicina, a exposição da nifedipina foi reduzida em cerca de 97%. Por conseguinte, a utilização de nifedipina em associação com rifampicina é contraindicada. Com a administração concomitante de indutores do CYP 3A4, como a fenitoína, carbamazepina, fenobarbital ou Erva de S. João (hipericão), a resposta clínica à nifedipina deve ser monitorizada e, se necessário, deve ser considerado um aumento na dose de nifedipina. Se a dose de nifedipina for aumentada durante a administração concomitante de ambos os medicamentos, deve considerar-se a redução da dose de nifedipina quando o tratamento for descontinuado. Medicamentos antiepiléticos indutores do sistema do citocromo P450 3A4, tais como a fenitoína, a carbamazepina e o fenobarbital. A fenitoína induz o sistema do citocromo P450 3A4. Com a administração concomitante de fenitoína, a biodisponibilidade da nifedipina é reduzida e, por conseguinte, a sua eficácia diminui. Quando os dois medicamentos são administrados concomitantemente, a resposta clínica à nifedipina deve ser monitorizada e, se necessário, considerar um aumento da dose de nifedipina. Se a dose de nifedipina for aumentada durante a administração concomitante de ambos os medicamentos, deve considerar-se a redução da dose de nifedipina quando o tratamento com fenitoína for descontinuado. Não foram realizados estudos formais destinados a investigar uma potencial interação entre a nifedipina e a carbamazepina ou a fenobarbitona. Como foi demonstrado que ambos os medicamentos reduzem as concentrações plasmáticas da nimodipina, um bloqueador dos canais de cálcio estruturalmente similar, devido a indução enzimática, não se pode excluir a possibilidade de uma descida nas concentrações plasmáticas de nifedipina e, consequentemente, uma redução da sua eficácia.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Estradiol + Gestodeno + Carbamazepina

Observações: Clinicamente, um aumento do metabolismo dos estrogénios e progestagénios pode conduzir à diminuição dos efeitos terapêuticos e a alterações no perfil de hemorragia uterina.
Interações: O metabolismo de estrogénios e progestagénios pode ser aumentado pelo uso concomitante de substâncias que induzem o sistema enzimático, nomeadamente as enzimas do citocromo P450, tais como os anticonvulsivantes (por exemplo, fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos (por exemplo, rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz).
 Sem significado Clínico

Rufinamida + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Outros medicamentos antiepiléticos: As interações farmacocinéticas entre a rufinamida e outros medicamentos antiepiléticos foram avaliadas em doentes com epilepsia utilizando mode lação farmacocinética populacional. A rufinamida não aparenta ter qualquer efeito clinicamente relevante nas concentrações de estado estacionário da carbamazepina, lamotrigina, fenobarbital, topiramato, fenitoina ou valproato.

Doravirina + Lamivudina + Tenofovir + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Anticonvulsivantes Carbamazepina, oxcarbazepina, fenobarbital, fenitoína: A administração concomitante é contraindicada.

Dronedarona + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Efeito de outros medicamentos na Dronedarona: Indutores do CYP3A4: A administração de rifampicina (600 mg uma vez por dia) diminuiu a exposição à dronedarona em 80% sem qualquer alteração significativa na exposição do seu metabolito ativo. Consequentemente, a coadministração de rifampicina e outros indutores potentes do CYP3A4, tais como o fenobarbital, carbamazepina, fenitoína, ou Hipericão não são recomendáveis, uma vez que provocam uma diminuição da exposição à dronedarona.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Sofosbuvir + Carbamazepina

Observações: O sofosbuvir é um pró-fármaco nucleótido. Após a administração oral de Sofosbuvir, o sofosbuvir é rapidamente absorvido e sujeito a extensos metabolismos hepático de primeira passagem e intestinal. A clivagem hidrolítica intracelular do pró-fármaco, catalisada por enzimas incluindo a carboxilesterase 1 e os passos sequenciais de fosforilação catalisados por cinases de nucleótidos, resulta na formação do trifosfato análogo do nucleósido de uridina farmacologicamente ativo. O metabolito inativo circulante predominante GS-331007, que é responsável por mais de 90% da exposição sistémica às substâncias relacionadas com o fármaco é formado por vias sequenciais e paralelas à formação do metabolito ativo. A substância de origem sofosbuvir é responsável por aproximadamente 4% da exposição sistémica às substâncias relacionadas com o fármaco. Em estudos de farmacologia clínica, tanto o sofosbuvir como o GS-331007 foram monitorizados para fins de análises farmacocinéticas. O sofosbuvir é um substrato do transportador de fármacos P-gp e da proteína de resistência ao cancro da mama (breast cancer resistance protein, BCRP), enquanto que o GS-331007 não é. A via de ativação metabólica intracelular do sofosbuvir é mediada por vias de fosforilação de nucleótidos e de hidrolases geralmente de baixa afinidade e alta capacidade, o que é improvável que estas sejam afetadas por medicamentos concomitantes.
Interações: Os medicamentos que são indutores potentes da P-gp no intestino (p. ex., rifampicina, hipericão, carbamazepina e fenitoína) podem diminuir a concentração plasmática do sofosbuvir, reduzindo o efeito terapêutico de Sofosbuvir e, portanto, não devem ser utilizados com Sofosbuvir.
 Sem significado Clínico

Ertugliflozina + Metformina + Carbamazepina

Observações: Não foram efetuados estudos de interação medicamentosa farmacocinética com Ertugliflozina + Metformina; contudo, estes tipos de estudo foram efetuados com as substâncias ativas individuais de Ertugliflozina + Metformina.
Interações: Ertugliflozina Interações farmacocinéticas Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética da ertugliflozina O metabolismo pela UGT1A9 e UGT2B7 é o principal mecanismo de depuração para a ertugliflozina. A administração de doses múltiplas de rifampicina (um indutor da UGT e do CYP) diminui a AUC e a Cmax da ertugliflozina em 39% e 15%, respetivamente. Esta diminuição na exposição não é considerada clinicamente relevante e, por conseguinte, não é recomendado qualquer ajuste posológico. Não é de esperar um efeito clinicamente relevante com outros indutores (p. ex., carbamazepina, fenitoína, fenobarbital).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Isoniazida + Carbamazepina

Observações: A isoniazida é um inibidor do metabolismo hepático de vários fármacos, o que pode potenciar a toxicidade de alguns fármacos tomados concomitantemente. Alimentos ricos em tiramina (queijo e peixe): A isoniazida com o consumo destes alimentos, pode causar elevação dos valores tensionais, taquicardia e rubor facial.
Interações: Aumento das concentrações séricas do anticonvulsivante e sintomas de toxicidade da carbamazepina, incluindo ataxia, cefaleias, vómitos, visão turva, tonturas e confusão.

Hipericão + Carbamazepina

Observações: Além disto, os pacientes devem estar informados que interacções com outros medicamentos não podem ser excluídas e devem ser tidas em consideração durante a toma de Hipericão.
Interações: Hipericão é contra-indicado (interacções farmacocinéticas) em associação com: - Certos imunossupressores tais como a ciclosporina e o tacrolimo (risco de rejeição de transplantes), - Os anticoagulantes orais, varfarina e o acenocoumarol (risco de trombose), - Os antiretrovirais inibidores da protease como o indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir, e os inibidores não-nucleósidos da transcriptase reversa como o efavirenz e nevirapina (risco de redução da concentração plasmática com diminuição possível da resposta virológica), - Os anticancerosos, irinotecan e mesilato de imatinib (risco de falha terapêutica), - Os seguintes anticonvulsivantes (exceto a gabapentina e a vigabatrina): carbamazepina, etosuximida, felbamate, fosfenitoína, lamotrigina, fenobarbital, fenitoína, primidona, tiagabina, topiramato, ácido valpróico, valpromida (risco de diminuição do efeito terapêutico).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Guanfacina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Indutores da CYP3A4: Quando os doentes estão a tomar Guanfacina concomitantemente com um indutor da CYP3A4, propõe-se um aumento da dose de Guanfacina no intervalo de doses recomendado. Verificou-se uma diminuição considerável da taxa e da extensão de exposição da guanfacina quando coadministrada com rifampicina, um indutor da CYP3A4. As concentrações plasmáticas máximas (Cmax) e a exposição (AUC) da guanfacina diminuíram respetivamente em 54% e 70%. Outros indutores da CYP3A4 podem ter um efeito comparável. Indutores da CYP3A4: Bosentano, Carbamazepina, Efavirenz, Etravirina, Modafinil, Nevirapina, Oxcarbazepina, Fenobarbital, Fenitoína, Primidona, Rifabutina, Rifampicina, Hipericão.

Liotironina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Fármacos indutores enzimáticos, como cloroquina, rifampicina, carbamazepina, fenitoína ou barbitúricos, podem acelerar o metabolismo das hormonas da tiróide podendo ser necessário aumentar a sua dosagem.
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

A Carbamazepina pode diminuir a tolerância ao álcool (não tomar bebidas alcoólicas).

Produtos naturais ou extratos vegetais contendo Hypericum perforatum não devem ser utilizados concomitantemente com Carbamazepina, devido ao risco de diminuição das concentrações plasmáticas de Carbamazepina, e consequente diminuição dos seus efeitos terapêuticos.

As mulheres que tomam simultaneamente contracetivos hormonais (pílula) e carbamazepina podem ter períodos menstruais irregulares. O contracetivo hormonal (pílula) pode tornar-se menos eficaz e deve ser considerada a utilização de outros métodos contracetivos.

Todas as mulheres em idade fértil (com possibilidade de engravidar) deverão receber aconselhamento médico especializado antes de iniciarem o tratamento, devido ao aumento do risco de malformações congénitas. O tratamento com medicamentos anti-epiléticos deverá ser reavaliado sempre que a mulher pretenda engravidar.

Não administrar durante o aleitamento.

Os pacientes que sintam vertigens ou outros transtornos nervosos centrais, não deverão conduzir automóveis, manipular maquinaria perigosa e deverão evitar situações que requeiram um estado especial de alerta.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017