Budesonida

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
A Budesonida é um glucocorticoide utilizado na gestão da asma, tratamento de várias desordens da pele e rinite alérgica.

A Budesonida é fornecida como uma mistura de dois epímeros (22R e 22S).

Curiosamente, o formulário 22R é duas vezes mais ativo do que o epímero 22S.

As duas formas não interconvertem.
Usos comuns
Inalatória:
A Budesonida pertence a um grupo de medicamentos designados glucocorticosteróides, que são usados para reduzir a inflamação das vias aéreas.

A sua doença respiratória (asma ou doença pulmonar obstrutiva crónica – DPOC) é causada pela inflamação nas vias aéreas.
Budesonida reduz e previne esta inflamação.

Quando inspira através do bucal do inalador, o pó passa para os pulmões.

Deve usar Budesonida regularmente, tal como foi prescrito pelo médico.
No entanto, Budesonida não vai aliviar um ataque agudo de asma que já começou.

Oral:
Budesonida, um tipo de esteroide de ação local utilizado no tratamento de doenças inflamatórias crónicas do intestino e do fígado.

Budesonida cápsulas é utilizado:
- No tratamento da fase aguda da doença de Crohn do íleon terminal e do cólon, e alternativa terapêutica para os casos de doença de Crohn cortico-dependente em doentes que apresentam efeitos secundários induzidos pelos corticosteroides.

- Em episódios agudos de colite colagenosa (uma doença com inflamação crónica do intestino grosso que se caracteriza por diarreia aquosa crónica).

- Na hepatite autoimune (uma doença com inflamação crónica do fígado).

Espuma retal:
Tratamento da colite ulcerosa em fase aguda, confinada ao recto e ao cólon sigmóide.
Tipo
pequena molécula
História
O comprimido oral de liberação prolongada, comercializado como Uceris, foi aprovado pela FDA em 14 de janeiro de 2013 para a gestão da colite ulcerosa.
Indicações
Inalatória:
Asma brônquica que requer tratamento de manutenção com glucocorticosteroides para controlo da inflamação subjacente.

Doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) para os quais o uso regular de um inalador de pó seco de budesonida demonstrou proporcionar benefício clínico no período inicial de tratamento (3-6 meses).

Oral:
Tratamento da fase aguda da doença de Crohn do íleon terminal e do cólon, e terapêutica alternativa para a doença de Crohn cortico-dependente em doentes que apresentam efeitos secundários induzidos pelos corticoides.

Indução da remissão em doentes com colite colagenosa ativa.

Hepatite autoimune.

Espuma retal:
Tratamento da colite ulcerosa em fase aguda, confinada ao reto e ao cólon sigmoide.
Classificação CFT
05.01.03.01     Glucocorticóides 06.08     Anti-inflamatórios intestinais 14.01.02     Corticosteroides
Mecanismo De Ação
Inalatória:
A budesonida é um glucocorticosteróide com um elevado efeito anti-inflamatório local.

Efeito anti-inflamatório tópico:
O mecanismo exacto de acção dos glucocorticosteróides no tratamento da asma e da DPOC não se encontra totalmente esclarecido.

As acções anti-inflamatórias, tais como a inibição da libertação de mediadores inflamatórios e a inibição da resposta imunitária mediada pelas citoquinas são, provavelmente, relevantes.

A potência intrínseca da budesonida, avaliada pela afinidade para o receptor glucocorticosteróide, é cerca de 15 vezes superior à da prednisolona.

Num estudo clínico realizado em asmáticos, comparando budesonida inalada e oral, foi demonstrada, de forma estatisticamente significativa, a eficácia da budesonida inalada, mas não da oral, quando comparada com placebo.

Consequentemente, o efeito terapêutico de doses convencionais de budesonida inalada poderá ser explicado, em grande parte, pela sua acção directa sobre o aparelho respiratório.

A budesonida demonstrou exercer efeitos anti-anafilácticos e anti-inflamatórios em estudos de provocação realizados em animais e humanos, os quais se manifestaram na redução da obstrução brônquica na reacção alérgica, tanto imediata como tardia.

Exacerbações de asma:
A budesonida inalada administrada 1 ou 2 vezes ao dia, demonstrou prevenir a ocorrência de exacerbações, tanto em crianças como em adultos.

Asma induzida pelo exercício:
A terapêutica com budesonida tem sido eficaz quando usada para prevenir a broncoconstrição induzida pelo exercício.

Reactividade das vias aéreas:
Em doentes hiperreactivos, a budesonida também demonstrou diminuir a reactividade das vias aéreas a estímulos directos e indirectos.

DPOC:
Em doentes com DPOC ligeira a moderada, o tratamento com budesonida 400 μg administrada duas vezes por dia resultou numa melhoria do VEMS ao fim de 3-6 meses quando comparado com placebo, tendo-se mantido ao longo dos 3 anos de tratamento.

Eixo HHSR:
Os estudos realizados em voluntários saudáveis com budesonida demonstraram efeitos relacionados com a dose no cortisol plasmático e urinário.

Nas doses recomendadas, a budesonida exerce um efeito significativamente menor sobre a função supra-renal, quando comparada com a prednisona 10 mg, conforme demonstram os testes de ACTH.

Crescimento:
Estudos de longa duração demonstraram que as crianças e adolescentes tratados com budesonida inalada atingem a altura prevista quando adultos.

Contudo, foi observada uma redução inicial e temporária no crescimento (de aproximadamente 1 cm).

Esta redução geralmente ocorre durante o primeiro ano de tratamento.

Oral:
O mecanismo exato de ação da budesonida no tratamento das doenças inflamatórias do intestino ainda não está completamente conhecido.

Os resultados dos estudos de farmacologia clínica e de outros ensaios clínicos controlados, são uma forte indicação de que o modo de ação da budesonida se baseia, principalmente, numa ação local ao nível do intestino.

A budesonida é um glucocorticoide com uma potente ação anti-inflamatória local.

Nas doses recomendadas, clinicamente equivalentes às doses dos corticoides sistémicos, a budesonida causa uma significativamente menor inibição do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, e com um efeito menos pronunciado nas células marcadoras da inflamação.

A budesonida mostra um efeito dependente da dose nos níveis de cortisol plasmáticos.

Com a dosagem recomendada de 3 x 3mg de budesonida/dia, este efeito é nitidamente menos pronunciado do que com uma dose equipotente de um glucocorticoide sistémico.

Espuma retal:
O mecanismo de acção exacto de budesonida no tratamento da colite ulcerosa/procto-sigmóide não é completamente conhecido.

Os resultados dos estudos de farmacologia clínica e de outros ensaios clínicos controlados, são uma forte indicação de que o modo de acção de budesonida baseia-se, principalmente, numa acção local ao nível do intestino.

Budesonida é um glucocorticosteróide com uma potente acção anti-inflamatória local.

Numa dose de 2 mg de budesonida, aplicada rectalmente, budesonida é clinicamente equipotente aos glucocorticóides por via sistémica, praticamente sem inibição ao nível do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenocortical.

As avaliações efectuadas com budesonida espuma rectal nas doses diárias até 4 mg de budesonida não demonstram alterar ao nível do cortisol plasmático.
Posologia Orientativa
Inalatória:
Para a asma:
Doses recomendadas para adultos e idosos: 100 a 1600 micrograma por dia, divididos em 1 a 4 administrações.

Alguns doentes aos quais foram prescritas doses baixas (100 a 400 micrograma por dia) podem tomar a dose diária numa só vez (de manhã ou à noite).

Doses recomendadas para crianças com idade igual ou superior a 6 anos: 100-800 micrograma por dia, divididos em 1 a 4 administrações.

Alguns doentes aos quais foram prescritas doses baixas (100 a 400 micrograma por dia) podem tomar a dose diária numa só vez (de manhã ou à noite).

Para a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC):
A dose recomendada é de 400 micrograma por dia, administrada 2 vezes por dia.

Oral:
Adultos com mais de 18 anos:
Doença de Crohn:
Salvo prescrição em contrário, os doentes devem tomar uma cápsula (doseada a 3 mg de budesonida) três vezes por dia (de manhã, à tarde e à noite), cerca de 30 minutos antes da refeição.

Indução da remissão da colite colagenosa:
A dose diária recomendada é de 3 cápsulas uma vez por dia, de manhã.

Hepatite autoimune
Indução da remissão:
Para a indução da remissão (isto é, normalização dos parâmetros laboratoriais elevados) a dose diária recomendada é de uma cápsula (contendo 3 mg de budesonida) três vezes por dia (de manhã, à tarde e à noite, correspondendo a uma dose diária total de 9 mg de budesonida).

Espuma retal:
Adultos:
Uma actuação de 2 mg de Budesonida por dia.
Administração
Inalação oral.

Nunca expirar pelo bucal.

Lavar o exterior da boca com água após a inalação, para minimizar a ocorrência de efeitos locais na orofaringe.

As cápsulas devem ser tomadas cerca de meia hora antes das refeições, sendo deglutidas inteiras com bastante líquido (por ex. um copo de água).

Os doentes com dificuldades de deglutição podem abrir a cápsula e ingerir diretamente o conteúdo com bastante líquido, sem mastigar ou chupar os grânulos (gastro-resistentes).

Espuma rectal pode ser aplicada de manhã ou à noite.

Colocar um aplicador no recipiente pressurizado, agitar cerca de 15 segundos, inverter o recipiente e introduzir o aplicador no recto tão profundamente quanto possível e enquanto for confortável.
Contraindicações
Hipersensibilidade conhecida à substância activa.

Oral:
- as cápsulas não estão indicados em crianças com menos de 12 anos.
- cirrose hepática.

Budesonida espuma rectal não deve ser usado em caso de:
- hipersensibilidade a budesonida.
- infecções locais do intestino (bactérias, fungos, amibas, vírus)
- cirrose hepática e sinais de hipertensão portal por ex. último estadio da cirrose biliar primária.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Inalatória:
Frequentes (>1/100, <1/10)
Ligeira irritação na garganta; infecções por cândida na orofaringe; rouquidão; tosse.

Raros (>1/10.000, <1/1.000)
Nervosismo, agitação, depressão, perturbações comportamentais; reacções imediatas e tardias de hipersensibilidade, incluindo exantema, dermatite de contacto, urticária, angioedema e broncospasmo; equimoses.

Desconhecidos (não podem ser calculados a partir dos dados disponíveis)
Hiperactividade psicomotora, distúrbios do sono, ansiedade, depressão, agressão, alterações comportamentais (predominantemente em crianças).

Efeitos sistémicos de glucocorticosteróides de inalação podem ocorrer particularmente em doses elevadas prescritas durante longos períodos.

Estes podem incluir supressão adrenal, atrasos no crescimento em crianças e adolescentes, diminuição da densidade mineral óssea, cataratas e glaucoma.

Oral:
Muito raros (< 1/10.000), incluindo notificações isoladas:
- Doenças do metabolismo e da nutrição: edema das pernas, síndrome de Cushing.
- Doenças do sistema nervoso: pseudotumor cerebral (incluindo edema papilar) em adolescentes
- Doenças gastrointestinais: obstipação
- Afeções músculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos: dor muscular difusa e fraqueza, osteoporose.
- Perturbações gerais e alterações no local de administração: fadiga, mal estar geral.

Alguns destes efeitos foram notificados após utilização prolongada.

Ocasionalmente, podem ocorrer efeitos secundários típicos dos glucocorticoides sistémicos.

Estes efeitos secundários dependem da dose, duração do tratamento, tratamento prévio ou concomitante com outros glucocorticoides e da sensibilidade individual do doente.

Os estudos clínicos demonstraram que a frequência dos efeitos secundários associados aos glucocorticosteroides é menor com Budenofalk (cerca de metade) do que com o tratamento oral com doses equivalentes de prednisolona.

Afeções dos tecidos cutâneos e cubcutâneos: exantema alérgico, estrias cutâneas vermelhas, petéquias, equimose, acne esteroide, cicatrização retardada, dermatite de contacto;

Afeções musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos: necrose asséptica do osso (fémur e cabeça do úmero);

Afeções oculares: glaucoma, cataratas;
Perturbações do foro psiquiátrico: depressão, irritabilidade, euforia.

Adicionalmente podem ocorrer, muito raramente, uma série de efeitos psiquiátricos/comportamentais.

Doenças gastrointestinais: perturbações gástricas, úlcera gastro-duodenal, pancreatite;

Doenças do metabolismo e da nutrição: síndrome de Cushing; face de "lua-cheia", obesidade troncular, diminuição da tolerância à glicose, diabetes mellitus, retenção de sódio com formação de edema, aumento da excreção de potássio, inibição da atividade das suprarrenais, atraso no crescimento em crianças, alterações na secreção das hormonas sexuais (por ex. amenorreia, hirsutismo, impotência);

Vasculopatias: hipertensão, aumento do risco de trombose, vasculite (síndrome de abstinência após terapêutica prolongada);

Doenças do sistema imunitário: interferência na resposta imunitária (p.ex. aumento do risco de infeções);

Pode ocorrer uma exacerbação ou reaparecimento das manifestações extraintestinais (especialmente afetando a pele e as articulações) quando se faz a substituição de um glucocorticoide de ação sistémica para a budesonida de ação local.

Efeitos indesejáveis em ensaios clínicos com doentes pediátricos:
Doença de Crohn:
Em ensaios clínicos com budesonida cápsulas em 82 doentes pediátricos com doença de Crohn os efeitos indesejáveis mais frequentes foram a supressão suprarrenal e cefaleias.

Foram também notificados efeitos indesejáveis típicos dos esteroides assim como outras reações raras como tonturas, náuseas, vómitos e hiperacusia.

Hepatite autoimune:
Os dados de segurança do subconjunto de um total de 42 doentes pediátricos, num ensaio clínico de hepatite autoimune, revelaram que os efeitos indesejáveis notificados não foram diferentes nem foram mais frequentes comparativamente com a população adulta desse mesmo estudo.

Espuma retal:
Os efeitos indesejáveis foram notificados em 8% dos doentes em ensaios clínicos realizados com budesonida espuma rectal.

Os efeitos como ardor ou dor ao nível do recto foram frequentes, enquanto que naúseas, cefaleias, aumento das enzimas hepáticas foram pouco frequentes.

Os efeitos adversos observados durante os ensaios clínicos estão detalhados seguidamente:
Infecções e doenças parasitárias:
Pouco frequentes: infecções no tracto urinário.

Doenças do sangue e do sistema linfático:
Pouco frequentes: anemia, aumento da velocidade de sedimentação, leucocitose.

Doenças do metabolismo e da nutrição
Pouco frequentes: aumento do apetite

Perturbações do foro psiquiátrico
Pouco frequentes: isónia

Doenças do sistema nervoso
Pouco frequentes: cefaleia, vertigem, perturbações ao nível do olfacto

Vasculopatias
Pouco frequentes: hipertensão

Doenças gastrointestinais
Pouco frequentes: naúsea, dor abdominal, dispepsia, flatulência, parastesia na região
abdominal, fissura anal, estomatite aftosa, necessidade urgente de defecar, hemorróidas, sangramento rectal

Afecções hepatobiliares
Pouco frequentes: aumento das transaminases (GOT, GPT), aumento dos parâmetros da colestase (GGT, AP)

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Pouco frequentes: acne, anidrose aumentada

Exames complementares de diagnóstico
Pouco frequentes: aumento da amilase, alteração no cortisol

Perturbações gerais e alterações no local de administração
Frequentes: queimadura no recto e dor

Pouco frequentes: astenia, aumento de peso

Ocasionalmente, podem ocorrer efeitos adversos típicos da acção dos glucocorticóides por via sistémica.

Estes efeitos adversos dependem da dose, duração do tratamento, tratamento prévio ou concomitante com outros glucocorticóides e da sensibilidade individual.

Doenças do sistema imunitário
Interferência na resposta imunitária (por ex.: aumento do risco de infecções).

Doenças do metabolismo e da nutrição
Síndrome de Cushing: face de “lua-cheia”, obesidade troncular, diminuição da tolerância à glicose, diabetes mellitus, retenção de sódio com formação de edema, aumento da depleção de potássio, inactivação ou atrofia do cortex supra-renal, atraso no crescimento em crianças, alterações na secreção das hormonas sexuais (por ex.: amenorreia, hirsutismo, impotência).

Perturbações do foro psiquiátrico
Depressão, irritabilidade, euforia

Afecções oculares
Glaucoma, cataratas.

Doenças do sistema nervoso
Pseudotumor cerebral (incluindo edema papilar) em adolescentes

Vasculopatias
Aumento do risco de trombose, vasculite (síndrome de abstinência após terapêutica prolongada)

Doenças gastrointestinais
Perturbações gástricas, úlcera duodenal, pancreatite

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Exantema alérgico, estrias cutâneas vermelhas, petéquias, equimose, cicatrização retardada.

Podem ocorrer reacções cutâneas locais tais como dermatite de contacto.

Afecções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos
Necrose asséptica do osso (fémur e cabeça do úmero); fraqueza muscular e dor muscular difusa, osteoporose.

Alguns destes efeitos adversos foram notificados após a administração prolongada de budesonida por via oral.

Devido à sua acção local, o risco de ocorrerem efeitos indesejáveis com budesonida espuma rectal é geralmente inferior à verificada com glucocorticóides por via sistémica.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Experiência clínica limitada em grávidas; quando em uso prolongado ou repetido de corticosteróides por via sistémica aumenta o risco de atraso do crescimento intra-uterino, mas não há evidência de atraso do crescimento após tratamento de curta duração; nos animais provoca vários tipos de anomalias (fenda palatina, anomalias do esqueleto) que não parecem ter relevância em humanos; evitar. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados. Todos os trimestres: Categoria B (inalação); Categoria C (oral, intranasal).
Aleitamento
Aleitamento:A budesonida é excretada no leite materno. No entanto, em doses terapêuticas de Budesonida não se prevêem efeitos no lactente.
Precauções Gerais
Inalatória:
A budesonida não se destina ao alívio rápido de episódios agudos de asma, nos quais é necessário um broncodilatador inalado de acção rápida.

Se os doentes considerarem que o tratamento com um broncodilatador de acção rápida não é eficaz, ou se necessitarem de um maior número de inalações que o habitual, devem procurar cuidados médicos.

Nesta situação, deve ponderar-se a necessidade de aumentar a terapêutica anti-inflamatória, por exemplo, doses mais elevadas de budesonida inalada ou um esquema terapêutico com corticosteróides orais.

As exacerbações da DPOC devem ser tratadas com terapêutica associada, por avaliação do médico assistente.

Recomenda-se um cuidado especial com doentes transferidos de terapêuticas com esteróides orais, uma vez que podem permanecer em risco de apresentar insuficiência supra-renal durante um período considerável de tempo.

Doentes que necessitaram de doses elevadas de corticosteróides durante uma situação de emergência ou que fizeram tratamentos prolongados com as doses mais elevadas recomendadas de corticosteróides inalados, também podem estar em risco.

Estes doentes podem apresentar sinais ou sintomas de insuficiência da supra-renal quando expostos a situações de elevado stress.

Deve ser considerada uma terapêutica adicional com corticosteróides sistémicos durante períodos de stress ou cirurgia programada.

Alguns doentes sentem mal-estar inespecífico durante a fase de suspensão do tratamento, apresentando, por exemplo, dores musculares e articulares.

Se, em casos raros, ocorrerem sintomas como cansaço, cefaleias, náuseas e vómitos, deve suspeitar-se de um efeito geral de insuficiência glucocorticosteróide.

Nestes casos, é necessário, por vezes, proceder-se a um aumento temporário da dose de glucocorticosteróides orais.

A substituição do tratamento com fármacos esteróides sistémicos pela terapêutica inalada desmascara, algumas vezes, alergias (por exemplo, rinite e eczema) as quais se encontravam anteriormente controladas pelo fármaco sistémico.

Estas alergias devem ser controladas sintomaticamente com um anti-histamínico e/ou com preparações tópicas.

A função hepática reduzida pode afectar a eliminação dos corticosteróides.

A farmacocinética intravenosa da budesonida é, no entanto, semelhante em doentes cirróticos e em indivíduos saudáveis.

A farmacocinética, após a ingestão oral de budesonida, foi afectada pela função hepática comprometida, conforme demonstrado pelo aumento da disponibilidade sistémica.

Este facto tem, no entanto, pouca importância no que se refere à Budesonida, uma vez que, após a inalação, a contribuição oral para a disponibilidade sistémica é muito pequena.

Estudos in vivo demonstraram que a administração oral do cetoconazol e itraconazol (um conhecido inibidor da actividade do CYP3A no fígado e na mucosa interna) pode causar um aumento da exposição sistémica à budesonida.

Este facto é de relevância clínica limitada em tratamentos de curta duração (1 a 2 semanas), mas deve ser tido em conta quando os tratamentos são de longa duração.

Os doentes com tuberculose pulmonar podem requerer cuidados especiais.

Podem ocorrer efeitos sistémicos com os corticosteróides inalatórios, particularmente em doses elevadas, prescritas por longos períodos de tempo.

Estes efeitos são muito menos prováveis de ocorrer do que com corticosteróides orais.

Os efeitos sistémicos possíveis incluem síndroma de Cushing, manifestações Cushingóides, adrenosupressão, atraso do crescimento em crianças e adolescentes, diminuição da densidade mineral óssea, catarata, glaucoma e, mais raramente, uma série de efeitos psicológicos ou comportamentais, que incluem hiperactividade psicomotora, distúrbios do sono, ansiedade, depressão ou agressividade (principalmente em crianças).

É importante que a dose de corticosteróide inalado seja ajustado à dose mínima, permitindo manter um controlo efectivo da asma.

Recomenda-se a monitorização regular da altura das crianças em tratamento prolongado com glucocorticosteróides de inalação.

Caso se verifique atraso de crescimento, a terapêutica deve ser revista a fim de reduzir, se possível, a dose de corticosteróides inalados para a dose mais baixa para a qual se atinge o controlo eficaz dos sintomas.

Oral:
- tuberculose
- pressão arterial elevada
- diabetes, ou se foi diagnosticada diabetes na sua familia
- ossos frágeis (osteoporose)
- úlceras no estômago ou no início do intestino delgado (úlcera péptica)
- pressão aumentada no olho (glaucoma) ou problemas da vista tais como opacificação do cristalino (cataratas) ou se foi diagnosticado glaucoma na sua familia
- problemas graves de fígado.

Podem ocorrer os efeitos típicos das preparações com cortisona, os quais podem afetar todo o organismo, em particular quando toma budesonida em doses elevadas e por longos períodos de tempo (ver secção 4. Efeitos secundários possíveis).

O tratamento com budesonida não parece ser de utilidade em casos de doença de Crohn afetando o trato gastrointestinal superior.

Os sintomas extraintestinais, por ex. envolvendo a pele, os olhos ou as articulações, não deverão responder à terapêutica com budesonida, devido à sua ação local.

Outras precauções durante o tratamento com budesonida:
- Mantenha-se afastado do contacto com pessoas que tenham varicela ou herpes zoster (zona), se nunca teve estas doenças.
Estas podem afetá-lo gravemente.

Caso esteja em contacto com varicela ou zona contacte o médico imediatamente.

- Informe o médico caso nunca tenha tido sarampo.

- Se sabe que precisa de ser vacinado fale com o médico antes de tomar a vacina.

- Se sabe que vai ser submetido a uma intervenção cirúrgica informe o médico que está a tomar budesonida.

- Se recebeu tratamento com uma preparação mais forte contendo cortisona antes de iniciar o tratamento com budesonida, os seus sintomas podem reaparecer quando muda de medicamento.
Se isto acontecer contacte o médico.

Espuma retal:
O tratamento com budesonida espuma rectal produz um nível sistémico de corticóide muito reduzido, comparativamente à terapêutica com corticóides orais convencionais.

A transferência de um doente de outra terapêutica corticóide pode produzir efeitos relacionados com a alteração do nível sistémico de corticóides.

É necessário um seguimento médico especial dos doentes que sofrem de tuberculose, hipertensão, diabetes mellitus, osteoporose, úlcera péptica (úlcera gástrica ou duodenal), glaucoma, cataratas, que apresentem antecedentes familiares de diabetes e antecedentes familiares de glaucoma.

Crianças:
Devido à limitada experiência, não deve ser aplicado budesonida espuma rectal em crianças.

Infecções:
A inibição da resposta inflamatória e do sistema imunitário, aumentam a susceptibilidade às infecções e a sua gravidade.

As manifestações clínicas podem ser frequentemente infecções atípicas e graves tais como sépsis e tuberculose, que podem estar mascaradas e atingirem um estadio avançado antes do seu diagnóstico.

É necessário cuidado especial caso ocorra varicela, dado que esta doença pode ser grave ou fatal em doentes imunodeprimidos.

Os doentes sem história prévia de varicela, devem ser alertados para evitar o contacto com doentes com varicela ou zona (herpes zoster) e, no caso de exposição, devem contactar imediatamente o médico.

A imunização passiva com imunoglobulinas de varicela-zoster está indicada em todos os doentes não-imunes que tenham sido potencialmente infectados, a fazer tratamento ou que tenham sido tratados até 3 meses antes com corticóides sistémicos.

A imunização deve ser administrada durante um período de 10 dias após exposição à varicela.

Caso se confirme o diagnóstico de varicela, a doença requer tratamento urgente administrado por especialistas.

Também devem ser tomadas precauções relativamente a uma eventual infecção por sarampo.

Vacinas:
Não devem ser administradas vacinas vivas a pessoas com insuficiência na resposta imunológica.

A produção de anticorpos após a administração de outras vacinas (vacinas inactivadas) pode estar diminuída.

Devem ser tomadas precauções em doentes sofrendo de insuficiência hepática ligeira a moderada.

Nos doentes sofrendo de doenças hepáticas graves – como é o caso dos doentes em tratamento com outros glucocorticóides – a eliminação de budesonida espuma rectal será reduzida e aumentada a sua biodisponibilidade sistémica, portanto estes doentes devem ser excluídos do tratamento com budesonida.

Budesonida espuma rectal pode inibir a resposta do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenocortical, reduzindo a resposta ao stress.

Um tratamento suplementar com glucocorticóides sistémicos deve, por isso, ser considerado quando o doente é sujeito a cirurgia ou é exposto a outras situações de stress.

O tratamento concomitante com cetoconazol ou outros inibidores do CYP3A devem ser evitados porque a inibição da biotransformação oxidativa de budenosida pode resultar num aumento dos níveis plasmáticos de budesonida.

Também deve ser tido em consideração que os efeitos adversos semelhantes aos glucocoticóides sistémicos podem ocorrer com doses superiores às recomendadas.

O álcool cetílico pode causar irritação local ao nível da pele (por ex. dermatite de contacto).

O propilenoglicol pode causar irritação da pele.
Cuidados com a Dieta
Pode tomar-se com ou sem alimentos.

Não deve beber sumo de toranja enquanto está a tomar este medicamento, na medida em que pode alterar o efeito do mesmo.
Terapêutica Interrompida
Se se esqueceu de tomar uma dose de Budesonida não é necessário tomar outra.

Tomar apenas a dose seguinte.

Não tomar uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Pode, no entanto, contactar o médico.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

Não refrigerar ou congelar.

Manter o recipiente bem fechado e ao abrigo da humidade.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Darunavir + Budesonida

Observações: O perfil de interação do darunavir pode variar dependendo se é utilizado o ritonavir ou o cobicistate como fármacos potenciadores. As recomendações dadas para a utilização concomitante de darunavir e outros medicamentos podem por isso variar dependendo se darunavir é potenciado com ritonavir ou com cobicistate, e é também necessária precaução durante o primeiro tempo de tratamento, se se substituir o fármaco potenciador de ritonavir para cobicistate.
Interações: CORTICOSTEROIDES: Fluticasona, Budesonida: Num ensaio clínico onde foi administrado a indivíduos saudáveis, ritonavir 100 mg cápsulas, duas vezes ao dia, com 50 mg de propionato de fluticasona intranasal, 4 vezes ao dia e durante 7 dias, as concentrações plasmáticas de propionato de fluticasona aumentaram significativamente, enquanto os níveis intrínsecos de cortisol diminuíram aproximadamente 86% (intervalo de confiança de 90%, 82-89%). Quando a fluticasona é inalada, é esperado o aumento dos seus efeitos. Efeitos sistémicos dos corticosteroides, incluindo a síndrome de Cushing ou supressão suprarrenal, foram notificados em doentes a receber ritonavir e fluticasona inalada ou administrada por via intranasal; tal pode ocorrer com outros corticosteroides metabolizados via P450 3A, como por exemplo, a budesonida. Não são ainda conhecidos os efeitos do aumento da exposição sistémica da fluticasona, nos níveis plasmáticos do ritonavir. A administração concomitante de Darunavir potenciado e estes glucocorticoides não é recomendada, exceto se o potencial benefício do tratamento for superior ao risco dos efeitos sistémicos dos corticosteroides. Deve considerar-se a redução de dose destes glucocorticoides, com rigorosa vigilância dos seus efeitos locais e sistémicos ou mudança para um glucocorticoide que não seja substrato do CYP3A (por exemplo a beclometasona). Adicionalmente, em caso de suspensão da terapêutica com glucocorticoide, deve ser efetuada uma redução progressiva de dose, por um período mais prolongado.

Tipranavir + Budesonida

Observações: Os estudos de interação apenas foram realizados em adultos.
Interações: Propionato de fluticasona Estudo de interação realizado apenas com ritonavir Num estudo clínico no qual se administraram cápsulas a 100 mg de ritonavir, duas vezes ao dia, juntamente com 50 µg de propionato de fluticasona intranasal (quatro vezes ao dia) durante 7 dias em indivíduos sãos, os níveis plasmáticos de propionato de fluticasona aumentaram significativamente, enquanto os níveis intrínsecos de cortisol diminuíram em cerca de 86% (intervalo de confiança a 90%: 82- 89%). Efeitos superiores poderão ser esperados quando o propionato de fluticasona é inalado. Foram notificados efeitos sistémicos dos corticosteroides, incluindo Síndrome de Cushing e supressão adrenal, em doentes a receber ritonavir e propionato de fluticasona inalado ou por administração intranasal; isto também pode ocorrer com outros corticosteroides metabolizados via P450 3A, por exemplo budesonido. Desconhece-se se a combinação de tipranavir com ritonavir pode causar um maior aumento da exposição à fluticasona. Não se recomenda a administração concomitante de Tipranavir, coadministrado com ritonavir em dose baixa, e estes glucocorticoides, exceto se os benefícios potenciais do tratamento superarem o risco dos efeitos sistémicos dos corticosteroides. Deve considerar-se a redução da dose de glucocorticoide com monitorização rigorosa dos efeitos locais e sistémicos ou, a mudança para um glucocorticoide que não seja substracto do CYP3A4 (por exemplo, beclometasona). Além disso, no caso de suspensão do glucocorticoide poderá ser necessário realizar, por um período de tempo alargado, uma progressiva redução da dose. Não se conhecem os efeitos da exposição sistémica alargada à fluticasona nos níveis plasmáticos do ritonavir.

Darunavir + Cobicistate + Budesonida

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interação com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interações: CORTICOSTEROIDES: Budesonida, Fluticasona: Tendo por base considerações teóricas, é expectável que Darunavir / Cobicistate aumente as concentrações plasmáticas destes corticosteroides. (inibição do CYP3A) A administração concomitante de Darunavir / Cobicistate com budesonida ou fluticasona não é recomendada, a não ser que o potencial benefício do tratamento supere o risco de efeitos sistémicos dos corticosteroides. A utilização concomitante de Darunavir / Cobicistate pode aumentar o risco de desenvolvimento de efeitos sistémicos dos corticosteroides, incluindo síndrome de Cushing e supressão adrenal. Recomenda-se monitorização clínica quando Darunavir / Cobicistate é administrado concomitantemente com corticosteroides.

Telaprevir + Budesonida

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: CORTICOSTERÓIDES: Inalação/nasal: Fluticasona, budesonida: Não é recomendada a administração concomitante de fluticasona ou budesonida e telaprevir, a menos que o potencial benefício para o doente supere o risco de efeitos indesejáveis sistémicos provocados pelo corticosteróide.

Roflumilaste + Budesonida

Observações: Os estudos de interação foram apenas realizados em adultos.
Interações: Não foram observadas interações com salbutamol inalado, formoterol, budesonida, montelucaste oral, digoxina, varfarina, sildenafil e midazolam.

Cetoprofeno + Omeprazol + Budesonida

Observações: N.D.
Interações: Não há evidência de interacção do omeprazol com cafeína, propranolol, teofilina, metoprolol, lidocaína, quinidina, fenacetina, estradiol, amoxicilina, budesonida, diclofenac, metronidazol, naproxeno, piroxicam ou antiácidos.

Budesonida + Cetoconazol

Observações: N.D.
Interações: A budesonida é metabolizada principalmente pelo citocromo P450 3A4 (CYP3A4). Os inibidores desta enzima, por exemplo, cetoconazol, itraconazol, inibidores da protease e sumo de toranja, podem portanto aumentar várias vezes a exposição sistémica à budesonida. Uma vez que não existem dados que suportem uma recomendação posológica, a combinação deve ser evitada. Se tal não for possível, o período entre tratamentos deve ser tão prolongado quanto possível e deve ser considerada uma redução da dose de budesonida.

Budesonida + Inibidores da Protease (IP)

Observações: N.D.
Interações: A budesonida é metabolizada principalmente pelo citocromo P450 3A4 (CYP3A4). Os inibidores desta enzima, por exemplo, cetoconazol, itraconazol, inibidores da protease e sumo de toranja, podem portanto aumentar várias vezes a exposição sistémica à budesonida. Uma vez que não existem dados que suportem uma recomendação posológica, a combinação deve ser evitada. Se tal não for possível, o período entre tratamentos deve ser tão prolongado quanto possível e deve ser considerada uma redução da dose de budesonida.

Budesonida + Sumo de toranja

Observações: N.D.
Interações: A budesonida é metabolizada principalmente pelo citocromo P450 3A4 (CYP3A4). Os inibidores desta enzima, por exemplo, cetoconazol, itraconazol, inibidores da protease e sumo de toranja, podem portanto aumentar várias vezes a exposição sistémica à budesonida. Uma vez que não existem dados que suportem uma recomendação posológica, a combinação deve ser evitada. Se tal não for possível, o período entre tratamentos deve ser tão prolongado quanto possível e deve ser considerada uma redução da dose de budesonida.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Budesonida + Indutores do CYP3A4

Observações: N.D.
Interações: É improvável que a budesonida iniba outros medicamentos metabolizados via CYP3A4, uma vez que a budesonida tem baixa afinidade para a enzima. O tratamento concomitante com indutores do CYP3A4 tais como a carbamazepina pode reduzir a exposição à budesonida, o que pode exigir um aumento de dose.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Budesonida + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: É improvável que a budesonida iniba outros medicamentos metabolizados via CYP3A4, uma vez que a budesonida tem baixa afinidade para a enzima. O tratamento concomitante com indutores do CYP3A4 tais como a carbamazepina pode reduzir a exposição à budesonida, o que pode exigir um aumento de dose.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Budesonida + Glicosídeos cardiotónicos (cardíacos)

Observações: N.D.
Interações: As interações entre corticosteróides que podem representar um risco significativo para determinados doentes são as que envolvem os glicosídeos cardíacos (aumento do efeito devido aos níveis reduzidos de potássio) e diuréticos (aumento da eliminação de potássio).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Budesonida + Diuréticos

Observações: N.D.
Interações: As interações entre corticosteróides que podem representar um risco significativo para determinados doentes são as que envolvem os glicosídeos cardíacos (aumento do efeito devido aos níveis reduzidos de potássio) e diuréticos (aumento da eliminação de potássio).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Budesonida + Estrogénios

Observações: N.D.
Interações: Foram notificados aumentos das concentrações plasmáticas e aumento dos efeitos dos corticosteróides em mulheres tratadas concomitantemente com estrogénios e contracetivos esteróides, mas este efeito não foi observado com a budesonida e a ingestão concomitante de contracetivos orais combinados de baixa dose.

Budesonida + Contracetivos orais

Observações: N.D.
Interações: Foram notificados aumentos das concentrações plasmáticas e aumento dos efeitos dos corticosteróides em mulheres tratadas concomitantemente com estrogénios e contracetivos esteróides, mas este efeito não foi observado com a budesonida e a ingestão concomitante de contracetivos orais combinados de baixa dose.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Budesonida + Contracetivos hormonais

Observações: N.D.
Interações: Foram notificados aumentos das concentrações plasmáticas e aumento dos efeitos dos corticosteróides em mulheres tratadas concomitantemente com estrogénios e contracetivos esteróides, mas este efeito não foi observado com a budesonida e a ingestão concomitante de contracetivos orais combinados de baixa dose.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Budesonida + Colestiramina

Observações: N.D.
Interações: Embora não estudada, a administração concomitante de colestiramina ou antiácidos pode reduzir a captação da budesonida, em comum com outros medicamentos. Por conseguinte, estas preparações não devem ser tomadas simultaneamente, mas com um intervalo de pelo menos duas horas.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Budesonida + Antiácidos

Observações: N.D.
Interações: Embora não estudada, a administração concomitante de colestiramina ou antiácidos pode reduzir a captação da budesonida, em comum com outros medicamentos. Por conseguinte, estas preparações não devem ser tomadas simultaneamente, mas com um intervalo de pelo menos duas horas.

Budesonida + Omeprazol

Observações: N.D.
Interações: Nas doses recomendadas, o omeprazol não afeta a farmacocinética da budesonida oral, ao passo que a cimetidina tem um efeito ligeiro mas clinicamente não significativo.
 Sem significado Clínico

Budesonida + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Nas doses recomendadas, o omeprazol não afeta a farmacocinética da budesonida oral, ao passo que a cimetidina tem um efeito ligeiro mas clinicamente não significativo.

Ácido ursodesoxicólico + Budesonida

Observações: N.D.
Interações: Não se observou indução num ensaio de interação com budesonida, um substrato conhecido do citocromo P450 3A.

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Budesonida

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interação com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interações: CORTICOSTEROIDES Budesonida Fluticasona Tendo por base considerações teóricas, é expectável que DRV/COBI aumente as concentrações plasmáticas destes corticosteroides. (inibição do CYP3A) A administração concomitante deste medicamento e budesonida ou fluticasona não é recomendada, a menos que o benefício potencial do tratamento supere o risco dos efeitos secundários sistémicos dos corticosteroides.
Deve informar o médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Deve informar sempre o médico de todos os medicamentos que está a tomar, particularmente dos que está a tomar para infecções fúngicas.

Budezonida foi-lhe prescrito apenas para a doença das vias aéreas (asma ou DPOC).

Não o utilize para outros problemas, a menos que o faça por indicação do médico.

Nunca o dê a outras pessoas.

A administração de budesonida durante a gravidez requer a ponderação entre os benefícios para a mãe e os riscos para o feto.

Os glucocorticosteróides inalados devem ser preferidos para o tratamento da asma, devido aos seus reduzidos efeitos sistémicos, em comparação com doses anti-asmáticas equipotentes de outros tratamentos.

A budesonida é excretada no leite materno.

No entanto, em doses terapêuticas de Budesonida não se prevêem efeitos no lactente.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017