Brometo de rocurónio
O que é
O Brometo de rocurónio é um relaxante muscular não despolarizante de duração intermédia e rápido início de ação.
É um bloqueador neuromuscular aminoesteroide usado em anestesia moderna, para facilitar a entubação endotraqueal e para proporcionar relaxamento muscular durante a cirurgia ou ventilação mecânica.
É um bloqueador neuromuscular aminoesteroide usado em anestesia moderna, para facilitar a entubação endotraqueal e para proporcionar relaxamento muscular durante a cirurgia ou ventilação mecânica.
Usos comuns
Bloqueio neuromuscular de longa duração, nomedadamente para Anestesia Geral ou Cuidados Intensivos.
Tratamento do Tétano.
Tratamento do Tétano.
Tipo
Sem informação.
História
Foi introduzido em 1994 e é comercializado sob o nome comercial de Zemuron nos Estados Unidos e Esmeron na maioria dos outros países.
Indicações
O brometo de rocurónio está indicado em adultos e doentes pediátricos (desde recém-nascidos de termo a adolescentes, 0 a <18 anos) como adjuvante na anestesia geral para facilitar a entubação endotraqueal, durante a indução de sequência de rotina e para proporcionar um relaxamento da musculatura esquelética durante a cirurgia.
Em adultos, o brometo de rocurónio está também indicado para facilitar a entubação endotraqueal durante a indução de sequência rápida e como adjuvante na unidade de cuidados intensivos (UCI) para facilitar a entubacção e ventilação mecânica, numa utilização de curta duração.
Em adultos, o brometo de rocurónio está também indicado para facilitar a entubação endotraqueal durante a indução de sequência rápida e como adjuvante na unidade de cuidados intensivos (UCI) para facilitar a entubacção e ventilação mecânica, numa utilização de curta duração.
Classificação CFT
2.3.2 : Ação periférica
Mecanismo De Acção
O Brometo de rocurónio é uma substância bloqueadora neuromuscular não despolarizante de início rápido e de ação intermédia possuindo todas as características farmacológicas desta classe de fármacos (curariformes).
Actua por competição para os recetores colinérgicos nicotínicos na placa motora.
Esta ação é antagonizada pelos inibidores da acetilcolinesterase tais como neostigmina, edrofónio e piridostigmina.
Actua por competição para os recetores colinérgicos nicotínicos na placa motora.
Esta ação é antagonizada pelos inibidores da acetilcolinesterase tais como neostigmina, edrofónio e piridostigmina.
Posologia Orientativa
Conforme prescrição médica.
Administração
Via intravenosa.
O Brometo de rocurónio é administrado por via intravenosa (iv) por injeção em bolus ou por perfusão contínua.
O Brometo de rocurónio é administrado por via intravenosa (iv) por injeção em bolus ou por perfusão contínua.
Contra-Indicações
O brometo de rocurónio está contraindicado em doentes com hipersensibilidade ao rocurónio, ao ião brometo.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas):
Reações de hipersensibilidade (reações alérgicas) e sintomas associados.
Uma reação de hipersensibilidade pode incluir erupção na pele, comichão, dificuldade em respirar, tensão arterial baixa, batimento cardíaco rápido, colapso circulatório, choque ou inchaço da cara, lábios, garganta ou língua, erupção da pele com comichão (urticária), pápulas, vermelhidão da pele.
Adicionalmente durante a anestesia pode ocorrer uma situação em que se desenvolvem outras dificuldades a nível do sistema respiratório (complicação das vias aéreas por anestesia).
Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis):
Paragem respiratória
Insuficiência respiratória.
Outros efeitos secundários incluem:
Pouco frequentes/raros (podem afetar entre 1-10 em 1.000 pessoas):
Aceleração do batimento cardíaco (taquicardia)*
Recuperação demorada da anestesia
Diminuição da tensão arterial (hipotensão)
O medicamento não foi eficaz
O efeito do medicamento em geral foi aumentado ou diminuído
A resposta do organismo ao medicamento pode ser aumentada ou diminuída
Dor no local de injeção
Efeito prolongado do relaxamento muscular (bloqueio neuromuscular prolongado)
Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas):
Concentrações elevadas de histamina no sangue
Síbilo (broncospasmo)
Perda de movimento (paralisia flácida)
Fraqueza muscular (após utilização prolongada deste medicamento na UCI, em especial se administrado com cortisona).
*Estudos clínicos sugerem que em doentes pediátricos é frequente ocorrer aceleração do batimento cardíaco que poderá afetar até 1 em 10 pessoas.
Reações de hipersensibilidade (reações alérgicas) e sintomas associados.
Uma reação de hipersensibilidade pode incluir erupção na pele, comichão, dificuldade em respirar, tensão arterial baixa, batimento cardíaco rápido, colapso circulatório, choque ou inchaço da cara, lábios, garganta ou língua, erupção da pele com comichão (urticária), pápulas, vermelhidão da pele.
Adicionalmente durante a anestesia pode ocorrer uma situação em que se desenvolvem outras dificuldades a nível do sistema respiratório (complicação das vias aéreas por anestesia).
Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis):
Paragem respiratória
Insuficiência respiratória.
Outros efeitos secundários incluem:
Pouco frequentes/raros (podem afetar entre 1-10 em 1.000 pessoas):
Aceleração do batimento cardíaco (taquicardia)*
Recuperação demorada da anestesia
Diminuição da tensão arterial (hipotensão)
O medicamento não foi eficaz
O efeito do medicamento em geral foi aumentado ou diminuído
A resposta do organismo ao medicamento pode ser aumentada ou diminuída
Dor no local de injeção
Efeito prolongado do relaxamento muscular (bloqueio neuromuscular prolongado)
Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas):
Concentrações elevadas de histamina no sangue
Síbilo (broncospasmo)
Perda de movimento (paralisia flácida)
Fraqueza muscular (após utilização prolongada deste medicamento na UCI, em especial se administrado com cortisona).
*Estudos clínicos sugerem que em doentes pediátricos é frequente ocorrer aceleração do batimento cardíaco que poderá afetar até 1 em 10 pessoas.
Advertências

Gravidez:O Brometo de Rocurónio só deve ser administrado a mulheres grávidas, quando o médico responsável decidir que os benefícios superam os riscos.

Aleitamento:Só deve ser administrado a mulheres a amamentar, quando o médico responsável decidir que os benefícios superam os riscos.

Condução:Não se recomenda a condução de veículos durante as primeiras 24 horas após a recuperação completa do efeito do medicamento.
Precauções Gerais
O brometo de rocurónio deve ser administrado apenas por profissionais de saúde, familiarizados com a utilização de agentes bloqueadores neuromusculares.
Devem estar disponíveis para utilização imediata instalações adequadas e profissionais de saúde experientes para proceder a intubação endotraqueal e ventilação artificial no caso de ser necessário.
Uma vez que o brometo de rocurónio provoca paralisia dos músculos respiratórios, é necessário manter o doente sob ventilação assistida até que recupere a respiração espontânea.
Tal como acontece com todos os bloqueadores neuromusculares, é importante prever a possibilidade de dificuldades de intubação, particularmente quando o medicamento é usado como parte de uma técnica de indução de sequência rápida.
Tal como o que acontece com outros agentes bloqueadores neuromusculares, foi notificado para o rocurónio curarização residual.
A fim de evitar complicações resultantes de curarização residual, é recomendável a remoção do tubo somente após suficiente recuperação do bloqueio neuromuscular pelo doente.
Devem também considerar-se outros fatores que possam causar curarização residual após remoção do tubo traqueal na fase pós-operatória (tais como interações medicamentosas ou a condição do doente).
Se não fizer parte da prática clínica corrente, deve ser considerada a utilização de um agente de reversão (tal como sugamadex ou inibidores da acetilcolinesterase), especialmente nos casos em que é mais frequente ocorrer curarização residual.
É essencial assegurar que o doente está a respirar espontânea, profunda e regularmente antes de sair do bloco operatório, após a anestesia.
Podem ocorrer reações anafilácticas após administração de agentes bloqueadores neuromusculares.
Devem ser sempre tomadas precauções no tratamento destas reações.
Particularmente em doentes com antecedentes de reações anafilácticas aos agentes bloqueadores neuromusculares, deve ter-se especial precaução uma vez que têm sido notificadas reações alérgicas cruzadas aos agentes bloqueadores neuromusculares.
Doses de brometo de rocurónio superiores a 0,9 mg/kg podem aumentar a frequência cardíaca; este efeito pode contrariar a bradicardia produzida por outros fármacos anestésicos ou por estimulação vagal.
De um modo geral, tem sido referida paralisia prolongada e/ou enfraquecimento dos músculos esqueléticos após utilização prolongada de relaxantes musculares na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI).
De forma a evitar um possível prolongamento do bloqueio neuromuscular e/ou uma situação de sobredosagem, é fortemente recomendada a monitorização da transmissão neuromuscular durante a administração de relaxantes musculares.
Adicionalmente os doentes podem receber analgesia e sedação adequadas.
Por outro lado, os relaxantes musculares devem ser administrados em doses eficazes ajustadas individualmente.
Esta prática deve ser efectuada por ou mediante supervisão de clínicos experientes, familiarizados com as suas ações e técnicas apropriadas de monitorização neuromuscular.
Tem sido notificada miopatia regularmente nos casos de utilização concorrente de longo termo de bloqueadores neuromusculares não-despolarizantes e corticosteróides.
O período de administração concomitante deve ser reduzido devendo ser o mais curto possível.
Se for utilizado suxametónio para intubação, a administração de rocurónio deve ser retardada até que o doente tenha recuperado clinicamente do bloqueio neuromuscular induzido pelo suxametónio.
As seguintes doenças podem influenciar a farmacocinética e/ou a farmacodinâmica do brometo de rocurónio:
Doença hepática e/ou das vias biliares e insuficiência renal.
O brometo de rocurónio é excretado através da urina e da bílis.
Desta forma deve ser utilizado com precaução em indivíduos com doença hepática e/ou das vias biliares e/ou insuficiência renal clinicamente significativas.
Nestes grupos de doentes foi observado um prolongamento do efeito com doses de 0,6 mg de brometo de rocurónio por kg de peso corporal.
Prolongamento do Tempo de Circulação:
Condições associadas ao prolongamento do tempo de circulação, tais como doenças cardiovasculares, idade avançada e estado edematoso, resultando num aumento do volume de distribuição, podem contribuir para um atraso no início da ação.
A duração da ação pode igualmente ser prolongada devido a uma depuração plasmática reduzida.
Doença neuromuscular:
Tal como com outras substâncias bloqueadoras neuromusculares, brometo de rocurónio deve ser usado com a máxima precaução em indivíduos com doença neuromuscular ou após poliomielite, visto que a resposta às substâncias bloqueadoras neuromusculares pode estar consideravelmente alterada nestes doentes.
A magnitude e a direcção desta alteração podem variar muito.
Em doentes com miastenia grave ou com síndroma miasténico (Eaton-Lambert) pequenas doses de brometo de rocurónio podem causar efeitos profundos, pelo que a dose de brometo de rocurónio deve ser determinada em função da resposta.
Hipotermia:
Em cirurgias sob condições de hipotermia, o efeito bloqueador neuromuscular de brometo de rocurónio aumenta e a sua duração de ação prolonga-se.
Obesidade:
Tal como com outras substâncias bloqueadoras neuromusculares, o brometo de rocurónio pode apresentar um prolongamento da duração e da recuperação espontânea em doentes obesos, quando as doses administradas são calculadas com base no peso corporal real.
Queimaduras:
Sabe-se que os doentes com queimaduras desenvolvem resistências aos bloqueadores neuromusculares não despolarizantes.
Recomenda-se o ajustamento da dose em função da resposta.
Situações que podem aumentar o efeito do brometo de rocurónio:
Hipocaliemia (p.ex: após vómitos intensos, diarreias e terapêutica diurética), hipermagnesemia, hipocalcemia (após transfusões maciças), hipoproteinemia, desidratação, acidose, hipercapnia e caquexia.
Distúrbios electrolíticos graves, alterações do pH sérico ou desidratação devem ser corrigidos quando possível.
Devem estar disponíveis para utilização imediata instalações adequadas e profissionais de saúde experientes para proceder a intubação endotraqueal e ventilação artificial no caso de ser necessário.
Uma vez que o brometo de rocurónio provoca paralisia dos músculos respiratórios, é necessário manter o doente sob ventilação assistida até que recupere a respiração espontânea.
Tal como acontece com todos os bloqueadores neuromusculares, é importante prever a possibilidade de dificuldades de intubação, particularmente quando o medicamento é usado como parte de uma técnica de indução de sequência rápida.
Tal como o que acontece com outros agentes bloqueadores neuromusculares, foi notificado para o rocurónio curarização residual.
A fim de evitar complicações resultantes de curarização residual, é recomendável a remoção do tubo somente após suficiente recuperação do bloqueio neuromuscular pelo doente.
Devem também considerar-se outros fatores que possam causar curarização residual após remoção do tubo traqueal na fase pós-operatória (tais como interações medicamentosas ou a condição do doente).
Se não fizer parte da prática clínica corrente, deve ser considerada a utilização de um agente de reversão (tal como sugamadex ou inibidores da acetilcolinesterase), especialmente nos casos em que é mais frequente ocorrer curarização residual.
É essencial assegurar que o doente está a respirar espontânea, profunda e regularmente antes de sair do bloco operatório, após a anestesia.
Podem ocorrer reações anafilácticas após administração de agentes bloqueadores neuromusculares.
Devem ser sempre tomadas precauções no tratamento destas reações.
Particularmente em doentes com antecedentes de reações anafilácticas aos agentes bloqueadores neuromusculares, deve ter-se especial precaução uma vez que têm sido notificadas reações alérgicas cruzadas aos agentes bloqueadores neuromusculares.
Doses de brometo de rocurónio superiores a 0,9 mg/kg podem aumentar a frequência cardíaca; este efeito pode contrariar a bradicardia produzida por outros fármacos anestésicos ou por estimulação vagal.
De um modo geral, tem sido referida paralisia prolongada e/ou enfraquecimento dos músculos esqueléticos após utilização prolongada de relaxantes musculares na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI).
De forma a evitar um possível prolongamento do bloqueio neuromuscular e/ou uma situação de sobredosagem, é fortemente recomendada a monitorização da transmissão neuromuscular durante a administração de relaxantes musculares.
Adicionalmente os doentes podem receber analgesia e sedação adequadas.
Por outro lado, os relaxantes musculares devem ser administrados em doses eficazes ajustadas individualmente.
Esta prática deve ser efectuada por ou mediante supervisão de clínicos experientes, familiarizados com as suas ações e técnicas apropriadas de monitorização neuromuscular.
Tem sido notificada miopatia regularmente nos casos de utilização concorrente de longo termo de bloqueadores neuromusculares não-despolarizantes e corticosteróides.
O período de administração concomitante deve ser reduzido devendo ser o mais curto possível.
Se for utilizado suxametónio para intubação, a administração de rocurónio deve ser retardada até que o doente tenha recuperado clinicamente do bloqueio neuromuscular induzido pelo suxametónio.
As seguintes doenças podem influenciar a farmacocinética e/ou a farmacodinâmica do brometo de rocurónio:
Doença hepática e/ou das vias biliares e insuficiência renal.
O brometo de rocurónio é excretado através da urina e da bílis.
Desta forma deve ser utilizado com precaução em indivíduos com doença hepática e/ou das vias biliares e/ou insuficiência renal clinicamente significativas.
Nestes grupos de doentes foi observado um prolongamento do efeito com doses de 0,6 mg de brometo de rocurónio por kg de peso corporal.
Prolongamento do Tempo de Circulação:
Condições associadas ao prolongamento do tempo de circulação, tais como doenças cardiovasculares, idade avançada e estado edematoso, resultando num aumento do volume de distribuição, podem contribuir para um atraso no início da ação.
A duração da ação pode igualmente ser prolongada devido a uma depuração plasmática reduzida.
Doença neuromuscular:
Tal como com outras substâncias bloqueadoras neuromusculares, brometo de rocurónio deve ser usado com a máxima precaução em indivíduos com doença neuromuscular ou após poliomielite, visto que a resposta às substâncias bloqueadoras neuromusculares pode estar consideravelmente alterada nestes doentes.
A magnitude e a direcção desta alteração podem variar muito.
Em doentes com miastenia grave ou com síndroma miasténico (Eaton-Lambert) pequenas doses de brometo de rocurónio podem causar efeitos profundos, pelo que a dose de brometo de rocurónio deve ser determinada em função da resposta.
Hipotermia:
Em cirurgias sob condições de hipotermia, o efeito bloqueador neuromuscular de brometo de rocurónio aumenta e a sua duração de ação prolonga-se.
Obesidade:
Tal como com outras substâncias bloqueadoras neuromusculares, o brometo de rocurónio pode apresentar um prolongamento da duração e da recuperação espontânea em doentes obesos, quando as doses administradas são calculadas com base no peso corporal real.
Queimaduras:
Sabe-se que os doentes com queimaduras desenvolvem resistências aos bloqueadores neuromusculares não despolarizantes.
Recomenda-se o ajustamento da dose em função da resposta.
Situações que podem aumentar o efeito do brometo de rocurónio:
Hipocaliemia (p.ex: após vómitos intensos, diarreias e terapêutica diurética), hipermagnesemia, hipocalcemia (após transfusões maciças), hipoproteinemia, desidratação, acidose, hipercapnia e caquexia.
Distúrbios electrolíticos graves, alterações do pH sérico ou desidratação devem ser corrigidos quando possível.
Cuidados com a Dieta
Sem informação.
Resposta à overdose
Procurar atendimento médico de emergência, ou ligar para o Centro de intoxicações.
Sintomas:
O principal sintoma da sobredosagem é o bloqueio neuromuscular prolongado.
Em estudos com animais, a depressão grave da função cardiovascular, conducente em última análise ao colapso cardíaco, não ocorreu até ter sido administrada uma dose acumulada de 750 x ED90 (135 mg de brometo de rocurónio por kg de peso corporal).
Tratamento:
Sempre que ocorra uma sobredosagem ou um bloqueio neuromuscular prolongado, o doente deve permanecer sob ventilação assistida e sedação.
Existem duas opções para a reversão do bloqueio neuromuscular:
(1) Em adultos pode ser utilizado o sugamadex para reversão do bloqueio intenso e profundo.
A dose de sugamadex a administrar depende do nível de bloqueio neuromuscular.
(2) Pode ser utilizado um inibidor da acetilcolinesterase (p. ex. neostigmina, edrofónio, piridostigmina) ou sugamadex, assim que seja iniciada a recuperação espontânea e deve ser administrado em doses adequadas.
Quando a administração de um inibidor da acetilcolinesterase falha na inversão dos efeitos neuromusculares de brometo de rocurónio, deve manter-se a ventilação artificial até recuperação espontânea da respiração.
A administração repetida de um inibidor da acetilcolinesterase pode ser perigosa.
Sintomas:
O principal sintoma da sobredosagem é o bloqueio neuromuscular prolongado.
Em estudos com animais, a depressão grave da função cardiovascular, conducente em última análise ao colapso cardíaco, não ocorreu até ter sido administrada uma dose acumulada de 750 x ED90 (135 mg de brometo de rocurónio por kg de peso corporal).
Tratamento:
Sempre que ocorra uma sobredosagem ou um bloqueio neuromuscular prolongado, o doente deve permanecer sob ventilação assistida e sedação.
Existem duas opções para a reversão do bloqueio neuromuscular:
(1) Em adultos pode ser utilizado o sugamadex para reversão do bloqueio intenso e profundo.
A dose de sugamadex a administrar depende do nível de bloqueio neuromuscular.
(2) Pode ser utilizado um inibidor da acetilcolinesterase (p. ex. neostigmina, edrofónio, piridostigmina) ou sugamadex, assim que seja iniciada a recuperação espontânea e deve ser administrado em doses adequadas.
Quando a administração de um inibidor da acetilcolinesterase falha na inversão dos efeitos neuromusculares de brometo de rocurónio, deve manter-se a ventilação artificial até recuperação espontânea da respiração.
A administração repetida de um inibidor da acetilcolinesterase pode ser perigosa.
Terapêutica Interrompida
O Brometo de rocurónio é um anestésico, só é usado quando necessário.
Cuidados no Armazenamento
Conservar no frigorífico (entre 2ºC-8ºC).
Este medicamento é armazenado em meio hopsitalar.
Este medicamento é armazenado em meio hopsitalar.
Espectro de susceptibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Brometo de rocurónio Anestésicos halogenados
Observações: n.d.Interacções: Os anestésicos de inalação halogenados potenciam o bloqueio neuromuscular de brometo de rocurónio. O efeito só se torna aparente com doses de manutenção. A reversão do bloqueio com inibidores da acetilcolinesterase pode também estar inibida. Após intubação com suxametónio. - Anestésicos halogenados

Brometo de rocurónio Corticosteroides
Observações: n.d.Interacções: Aumento do efeito com o uso concomitante de corticosteroides e brometo de rocurónio na UCI durante longos períodos de tempo pode resultar no prolongamento da duração do bloqueio neuromuscular ou em miopatia. - Corticosteroides

Brometo de rocurónio Outros medicamentos
Observações: n.d.Interacções: Aumento do efeito com antibióticos: aminoglicosídeos, lincosamida e antibióticos polipeptídicos, acilaminopenicilinas. Diuréticos, quinidina e o seu isómero quinina, sais de magnésio, bloqueadores dos canais de cálcio, sais de lítio, anestésicos locais (lidocaína i.v., bupivacaína epidural) e administração aguda de fenitoína ou bloqueadores beta. Têm sido reportados casos de recurarização após a administração pós-operatória de aminoglicosídeos, lincosamida, antibióticos polipeptídicos e acilaminipenicilínicos, quinidina, quinina e sais de magnésio. - Outros medicamentos

Brometo de rocurónio Fenitoína
Observações: n.d.Interacções: Diminuição de efeito com a administração crónica prévia de fenitoína. - Fenitoína

Brometo de rocurónio Carbamazepina
Observações: n.d.Interacções: Diminuição de efeito com a administração crónica prévia de carbamazepina. - Carbamazepina

Brometo de rocurónio Inibidores da Protease (IP)
Observações: n.d.Interacções: Diminuição de efeito com a administração crónica prévia de Inibidores da protease (gabexate, ulinastatin). - Inibidores da Protease (IP)

Brometo de rocurónio Cloreto de suxametónio
Observações: n.d.Interacções: Dependendo da ordem de administração e do bloqueador neuromuscular utilizado, a administração concomitante de outras substâncias bloqueadoras neuromusculares não despolarizantes e brometo de rocurónio pode atenuar ou potenciar o bloqueio neuromuscular. A administração de suxametónio após administração de brometo de rocurónio pode potenciar ou atenuar o efeito bloqueador neuromuscular de brometo de rocurónio. - Cloreto de suxametónio

Brometo de rocurónio Lidocaína
Observações: n.d.Interacções: A administração concomitante de lidocaína e brometo de rocurónio pode resultar num início de ação mais rápido da lidocaína. - Lidocaína

Sugamadex Brometo de rocurónio
Observações: n.d.Interacções: interações que potencialmente afetam a eficácia de sugamadex (interações por deslocamento): A administração de certos fármacos após sugamadex, teoricamente, pode levar a que o rocurónio ou o vecurónio sejam deslocados do sugamadex. Consequentemente, pode ser observada recorrência de bloqueio neuro muscular. Nesta situação o doente deverá ser ventilado. A administração do fármaco que causa deslocamento deverá ser interrompida em caso de perfusão. Nas situações em que as potenciais interações por deslocamento podem ser antecipadas, os doentes deverão ser cuidadosamente monitorizados em relação aos sinais de recorrência de bloqueio neuromuscular (aproximadamente até 15 minutos) após a administração parentérica de outro fármaco num período de 7,5 horas após a administração de sugamadex. Para o toremifeno, que tem uma afinidade de ligação ao sugamadex relativamente alta e que para o qual podem estar presentes concentrações plasmáticas relativamente elevadas, pode ocorrer algum deslocamento de vecurónio ou rocurónio do complexo com sugamadex. interações devidas ao prolongamento do efeito de rocurónio ou vecurónio: Quando são administrados no período pós-operatório medicamentos que potenciam o bloqueio neuromuscular, deverá ter-se especial atenção à possibilidade de recorrência de bloqueio neuromuscular. Por favor, consultar o folheto informativo de rocurónio ou vecurónio a lista de fármacos específicos que potenciam o bloqueio neuromuscular. No caso de ser observada recorrência de bloqueio neuromuscular, o doente pode necessitar de ventilação mecânica e re-administração de sugamadex. - Brometo de rocurónio

Primidona Brometo de rocurónio
Observações: Tanto a primidona como o seu principal metabolito, o fenobarbital, induzem a actividade enzimática hepática, principalmente o sistema enzimático CYP4503A4. Isto pode provocar alterações na farmacocinética de fármacos administrados simultaneamente.Interacções: Os fármacos cujo metabolismo possa ser aumentado e levar a uma diminuição da concentração plasmática e/ou diminuição do tempo de semivida, devido a uma terapêutica concomitante são: Androgéneos, beta-antagonistas, carbamazepina, ciclosporina, clonazepam, cloranfenicol, corticosteroides/glucocorticóides, ciclofosfamida, dicumarinas, digitoxina, doxiciclina, etosuxamida, etoposido, felbamato, granissetrom, lamotrigina, losartan, metadona, metronidazol, mianserina, Montelucaste, nelfinavir, nimodipina, Contracetivos orais, oxcarbazepina, fentoína, quinidina, rocurónio, valproato de sódio, tiagabina, teofilinas, topiramato, antidepressores tricíclicos, vecurónio, varfarina e zonisamida. - Brometo de rocurónio

Informe o Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.
Se estiver grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planear engravidar, consulte o médico ou farmacêutico antes de utilizar este medicamento.
O Brometo de Rocurónio só deve ser administrado a mulheres grávidas e mulheres a amamentar, quando o médico responsável decidir que os benefícios superam os riscos.
O Brometo de Rocurónio pode ser administrado durante uma Cesariana.
O Brometo de Rocurónio tem uma grande influência sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.
Assim, não se recomenda a condução de veículos ou a utilização de máquinas potencialmente perigosas durante as primeiras 24 horas após a recuperação completa do efeito do medicamento.
O médico deve aconselhá-lo(a) de quando poderá voltar a conduzir e a utilizar máquinas novamente.
Se estiver grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planear engravidar, consulte o médico ou farmacêutico antes de utilizar este medicamento.
O Brometo de Rocurónio só deve ser administrado a mulheres grávidas e mulheres a amamentar, quando o médico responsável decidir que os benefícios superam os riscos.
O Brometo de Rocurónio pode ser administrado durante uma Cesariana.
O Brometo de Rocurónio tem uma grande influência sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.
Assim, não se recomenda a condução de veículos ou a utilização de máquinas potencialmente perigosas durante as primeiras 24 horas após a recuperação completa do efeito do medicamento.
O médico deve aconselhá-lo(a) de quando poderá voltar a conduzir e a utilizar máquinas novamente.
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 24 de Março de 2026