Bleomicina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
A Bleomicina é um complexo de antibióticos glicopéptidos de Streptomyces verticillus relacionados que consiste em bleomicina A2 e B2 (B2 CAS a 9060-10-0).

Inibe o metabolismo do ADN e é utilizado como antineoplásico, especialmente para os tumores sólidos.

A Bleomicina A2 é utilizada como a estrutura representativa para a bleomicina.
Usos comuns
Tratamento de certos tipos de cancro, incluindo cancro testicular, cancro de células escamosas, doença de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin.

É também utilizado para tratar ou prevenir a acumulação de fluido na cavidade do peito causada por um tumor. Pode ainda ser usado para outras condições, qaundo determinado pelo Médico.

A Bleomicina é um antibiótico antineoplásico. O modo como funciona não é totalmente compreendido.

Pensa-se que interfere com a reprodução e crescimento celular, reduzindo o número de células do cancerosas no corpo.
Tipo
pequena molécula
História
A Bleomicina foi descoberto pela primeira vez em 1966, quando o cientista japonês Hamao Umezawa descobriu atividade anticancerígena enquanto fazia a triagem a filtrados de culturas de S.verticillus.

Umezawa publicou a sua descoberta em 1966 tendo sido lançado o fármaco no Japão pela Nippon Kayaku em 1969.

Nos EUA, a Bleomicina obteve a aprovação da FDA em julho de 1973 tendo sido inicialmente comercializada pelo precursor Bristol-Myers Squibb, Bristol Laboratories, sob a marca Blenoxane.
Indicações
A administração de Bleomicina ocorre quase sempre em combinação com outros medicamentos citostáticos e/ou radioterapia.

A Bleomicina é utilizada no tratamento de:
- Carcinoma das células escamosas (CCE) da cabeça e pescoço, genitais externos e cólo do útero.
- Linfoma de Hodgkin.
- Linfoma não-Hodgkin de malignidade intermédia ou elevada em adultos.
- Carcinoma dos testículos (seminomatoso e não-seminomatoso).
- Terapêutica intrapleural de efusão pleural maligna.
Classificação CFT
n.d.     n.d.
Mecanismo De Ação
Embora o mecanismo exato de ação da Bleomicina seja desconhecido, a evidência disponível parece indicar que o principal modo de ação é a inibição da síntese de DNA com alguma evidência de menor inibição da RNA e síntese proteica.

A clivagem de ADN pela Bleomicina depende de iões de oxigénio e de metal, pelo menos in vitro.

Acredita-se que a Bleomicina quelate os iões de metal (principalmente ferro) produzindo uma pseudoenzima que reage com o oxigénio para produzir radicais livres superóxido e hidróxido, que clivam o ADN.
Posologia Orientativa
Carcinoma das células escamosas.
– Injeção por via intramuscular ou via intravenosa de 10-15 x 103 U.I./m2 uma ou duas vezes por semana.
O tratamento pode ser continuado nas semanas seguintes ou, o que é mais comum, em intervalos de 3-4 semanas, até uma dose cumulativa total de 400 x 103 U.I..
– Perfusão intravenosa de 10-15 x 103 U.I./m2 por dia, durante 6-24 horas, em 4 a 7 dias consecutivos, a cada 3 a 4 semanas.
A ocorrência de estomatite é a forma mais indicativa de determinar a tolerância do indivíduo com relação à dose máxima.

Carcinoma dos testículos.
– Injeção via intramuscular ou via intravenosa de 10-15 x 103 U.I./m2, uma ou duas vezes por semana.
O tratamento pode ser continuado nas semanas seguintes ou, o que é mais comum, em intervalos de 3-4 semanas, até uma dose cumulativa total de 400 x 103 U.I..
– Perfusão intravenosa de 10-15 x 103 U.I./m2 por dia durante 6-24 horas, em 5 a 6 dias consecutivos, a cada 3 a 4 semanas.
A ocorrência de estomatite é a forma mais indicativa de determinar a tolerância do indivíduo com relação à dose máxima.

Linfomas Malignos (Hodgkin, não-Hodgkin)
– Quando usada isoladamente, a dose recomendada é de 5-15 x 103 U.I., uma a duas vezes por semana, até uma dose total de 225 x 103 U.I..
Nos doentes com linfoma, o tratamento deve ser iniciado com doses mais baixas, devido ao aumento do risco de uma reação anafilática (por exemplo 2 x 103 U.I.).
Caso não ocorram reações agudas dentro de 4 horas de observação, pode ser seguida a terapêutica posológica normal.

Terapêutica intrapleural de efusão pleural maligna.
Monoterapia com Bleomicina em dose única até 60 x 103 U.I. por via intrapleural. Podem encontrar-se mais informações na literatura atual.

Após a drenagem da cavidade pleural, 60 x 103 U.I. de Bleomicina, dissolvidos em 100ml solução fisiológica salina, são administrados por perfusão da agulha ou cânula de drenagem.

Após a administração, a agulha ou a cânula de drenagem são removidas. Se necessário, pode-se repetir a administração.

Cerca de 45% da Bleomicina será absorvida, fato que tem de ser considerado para a dose total (área de superfície corporal, função renal, função pulmonar).
Administração
A Bleomicina só deve ser utilizada sob a supervisão rigorosa de um Médico especializado no uso de fármacos oncolíticos, preferencialmente num Hospital com experiência neste tipo de terapêuticas.

A Bleomicina pode ser administrada por via intravenosa, via intramuscular, via intrapleural, via intraperitoneal ou via intra-arterial. Ocasionalmente, poderá ser indicada a administração local diretamente no tumor.

A dose e os intervalos entre as injeções estão dependentes da indicação, do modo de administração, da idade e da condição do doente. Recomenda-se o ajuste posológico em função da superfície corporal do doente.

Injeção via intramuscular e por via subcutânea: dissolver a dose necessária num máximo de 5 ml de um solvente adequado, tal como o cloreto de sódio a 0,9%.
Se ocorrer dor no local da injeção pode adicionar-se à solução um anestésico local adequado para injeção (solução de lidocaína a 1%).

Administração via intravenosa: dissolver a dose necessária em 5 – 1000 ml de cloreto de sódio a 0,9% e injetar lentamente ou pôr a correr em perfusão.

Administração via intra-arterial: é utilizada uma perfusão lenta com uma solução salina fisiológica. Injeção via intrapleural: dissolver 60 x 103 U.I. em 100 ml de cloreto de sódio a 0,9%.

Injeção local/via intratumoral: A Bleomicina é dissolvida em cloreto de sódio a 0,9% em concentrações de 1-3 x 103 U.I./ml de solução.
Contraindicações
A Bleomicina está contra-indicada em doentes:
- que tenham hipersensibilidade à bleomicina
- com infeção pulmonar aguda ou com uma insuficiência pulmonar grave
- com toxicidade pulmonar relacionada com a Bleomicina ou função pulmonar reduzida, a qual pode indicar toxicidade pulmonar relcionada com a bleomicina
- com ataxia-telangiectasia
- que estejam a amamentar.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Tal como a maioria dos medicamentos citostásticos a Bleomicina pode causar efeitos tóxicos, quer agudos quer retardados.

Sintomas agudos: anorexia, fadiga, náuseas e febre.
Cardiopatias

Raros
Enfarte do miocárdio, cardiopatia coronária.

Doenças do sangue e do sistema linfático
Pouco frequentes
A Bleomicina causa supressão ligeira da medula óssea.
Pode ocorrer trombocitopenia ligeira, que rapidamente desaparece após a conclusão do tratamento.
Este fato resulta de um aumento da utilização de plaquetas e não pode ser atribuída a uma menor formação de trombócitos.

Doenças do sistema nervoso
Foram reportadas paraestesia e hiperestesia.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino
Muito frequentes
O efeito secundário mais grave é a pneumonia intersticial, que pode ocorrer durante ou, em casos episódicos, após o terminado o tratamento com a Bleomicina.
A pneumonia intersticial ocorre em cerca de 10% dos doentes que receberam Bleomicina. A pneumonia causada pela Bleomicina pode levar a fibrose pulmonar em casos pontuais e causou a morte de cerca de 1% dos doentes tratados com Bleomicina.

O risco de toxicidade pulmonar aumenta com as doses cumulativas.
A toxicidade pulmonar pode ocorrer logo com doses cumulativas muito baixas, em doentes idosos, doentes que tenham recebido radiação torácica ou que estejam a receber oxigénio.

Tem sido sugerido que os doentes que receberam Bleomicina no pré-operatório, tinham um risco aumentado de desenvolver toxicidade pulmonar.
Recomenda-se a redução da concentração de oxigénio administrado durante e após a intervenção cirúrgica, quando for utilizado uma percentagem de oxigénio superior a 21%.

Ocorrem alterações vasculares no pulmão, que afetam parcialmente a elasticidade da parede dos vasos.

Se ocorrer tosse inexplicável, dispneia, crepitação basal ou uma imagem reticular difusa no raio-X do tórax, qualquer um destes sintomas é razão para interromper a administração de Bleomicina, até que a toxicidade da Bleomicina seja excluída como uma possível causa.

Não existe nenhuma terapêutica específica para a toxicidade pulmonar relacionada com a Bleomicina. Em alguns casos foi descrito um efeito benéfico após o tratamento com corticoesteróides.

Doenças gastrointestinais
Muito frequentes
A maioria dos doentes (até 50% dos doentes) que receberam um tratamento completo com Bleomicina, desenvolveram lesões nas membranas mucosas ou na pele.
A ulceração das membranas mucosas pode ser potenciada quando a Bleomicina é combinada com radiação ou com outros medicamentos que são tóxicos para as mucosas.

Podem ocorrer efeitos secundários gastrointestinais, como náuseas, vómitos, perda de apetite, perda de peso e inflamação das membranas mucosas (mucosite, estomatite), principalmente com doses elevadas. Podem ser utilizados anti-eméticos. A estomatite raramente é grave e geralmente desaparece após a conclusão da terapêutica.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneas
Muito frequentes
A maioria dos doentes (até 50% dos doentes) que receberam um tratamento completo com Bleomicina, desenvolveram lesões na pele ou nas membranas mucosas.
Estes efeitos secundários ocorrem geralmente na segunda ou terceira semana do tratamento e são, geralmente, mas nem sempre, reversíveis.

A pigmentação flagelada, que é uma forma de localizada de hiperpigmentação da pele, ocorre em 8 a 38% dos doentes que recebem Bleomicina. As lesões estão relacionadas com a dose e são reveladas como hiperpigmentação linear envolvendo prurido.

O espessamento, hiperqueratose, vermelhidão, inchaço e inchaço das pontas dos dedos, eritema e exantema, principalmente nas mãos e pés, estrias, vesículas, alteração das unhas, inchaço em locais sensíveis à pressão, como os cotovelos, e queda de cabelo, raramente são graves e geralmente desaparecem após a conclusão da terapêutica.

Foi também relatada esclerodermia em doentes que receberam Bleomicina. Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos. Dor nos músculos e membros.

Vasculopatias
Têm sido descritos episódios hipotensivos em doentes com doença de Hodgkin, que foram tratados com doses iniciais elevadas. Pode ocorrer hipotensão arterial, tromboflebite local e oclusão venosa após administração via intravenosa.

Tem sido relatada uma síndrome que se assemelha à morbilidade do fenómeno de Raynaud, isquémia, que pode provocar necrose das partes periféricas.

Raros
Danos aos vasos sanguíneos (por exemplo, enfarte do miocárdio, doenças coronárias, perturbações do fluxo sanguíneo no cérebro, inflamação dos vasos sanguíneos no cérebro, a chamada síndrome urémica hemolítica).

Doenças do sistema imunitário
Frequentes
Em cerca 1% dos doentes tem sido observada reações de hipersensibilidade/idiossincráticas graves, semelhantes à anafilaxia clínica, principalmente em doentes com linfoma.

As reações anafiláticas podem ser imediatas ou manifestarem-se depois de várias horas e, geralmente, ocorrem após a primeira ou segunda dose. Consiste em hipotensão, confusão mental, febre, arrepios, sibilos e pode ser fatal. O tratamento é sintomático incluindo expansão de volume, agentes pressores, anti-histamínicos e corticoesteróides.

Doenças dos órgãos genitais e da mama
Durante e logo após a quimioterapia com Bleomicina, podem formar-se espermatozóides aneuplóides.

Perturbações gerais e alterações no local de administração
Frequentes
Pode ocorrer febre 2 a 6 horas após a primeira injeção. Em caso de febre contínua, poderá ser necessário administrar medicamentos anti-piréticos. A incidência de ocorrência de febre diminui com as injeções seguintes.

Pode ocorrer dor no local da injeção ou na zona do tumor após administração por via intravenosa ou administração dentro de uma cavidade corporal.

Se a Bleomicina for usada como parte de um esquema posológico múltiplo de quimioterapia, a sua toxicidade deve ser considerada na seleção de outros fármacos citostáticos e respecitva dose, que tenham uma toxicidade semelhante.

Podem ser necessárias modificações e alterações da dose se forem administrados outros medicamentos citostáticos.

Foram notificadas reações agudas com hiperpirexia e colapso cardiorespiratório, após injeções via intravenosa que estavam com doses superiores às recomendadas.

Raros
Foram raramente reportados casos de hipotensão, hiperpirexia e morte relacionada com o medicamento após a administração de Bleomicina no interior de uma cavidade corporal.
Advertências
Aleitamento
Aleitamento:Aleitamento contra-indicado.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Reduzir dose na IR moderada a grave.
Gravidez
Gravidez:Todos os trimestres: D - Há evidências de risco em fetos humanos. Só usar se o benefício justificar o risco potencial. Em situação de risco de vida ou em caso de doenças graves para as quais não se possa utilizar drogas mais seguras, ou se estas drogas não forem eficazes.
Conducao
Conducao:Alguns efeitos secundários, como náuseas, vómitos e fadiga podem ter um efeito indireto sobre a capacidade de conduzir.
Precauções Gerais
Em doentes tratados com Bleomicina deve ser realizado um estudo regular da função pulmonar, bem como um raio-X do tórax. Isto deverá ser feito até 8 semanas após o final do tratamento.

Em caso de radioterapia concomitantemente do tórax, possivelmente deve ser feito um estudo ou um raio-X do tórax com maior frequência. Um estudo da função pulmonar, em particular, a medição da difusão de monóxido de carbono e da capacidade vital, faz muitas vezes um diagnóstico precoce da possível toxicidade pulmonar.

Se ocorrer tosse inexplicável, dispneia, crepitação basal ou uma imagem reticular difusa no raio-X do tórax, a administração de Bleomicina deve ser interrompida imediatamente, até a toxicidade da Bleomicina ser excluída como uma causa possível.

É recomendada a administração de antibióticos e, se necessário, de corticoesteróides (por exemplo 100 mg diários de hidrocortisona por via intramuscular sob a forma de succinato de sódio, durante 5 dias, seguido por 10 mg de prednisolona 2 vezes por dia).

Em caso de lesão pulmonar como consequência da Bleomicina, este medicamento nunca mais deverá a ser administrado. Embora a toxicidade pulmonar de Bleomicina aumente claramente com uma dose cumulativa de 400 U, isto também pode ocorrer com uma dose consideravelmente mais baixa, em especial nos doentes idosos, doentes com função renal ou hepática diminuídas, sofrimento pulmonar pré-existente, prévia radiação dos pulmões, e em doentes que recebem oxigénio.

Nestes casos, existe um fator de risco de toxicidade pulmonar.
Não devem ser utilizados testes de função pulmonar com oxigénio a 100% em doentes que tenham sido tratados com Bleomicina. São recomendados testes da função pulmonar com 21% de oxigénio.

Devido aos efeitos de Bleomicina sobre o tecido pulmonar, os doentes que recebam o fármaco têm maior risco de desenvolver toxicidade pulmonar quando se administra oxigénio durante a cirurgia. A exposição prolongada a concentrações elevadas de oxigénio é uma causa conhecida de lesão pulmonar mas, após administração de Bleomicina, pode ocorrer lesão pulmonar em concentrações de oxigénio inferiores às geralmente consideradas seguras. Assim a gestão intra-operatória óptima, requer a administração da menor fracção inspirada de oxigénio (FIO2) compatível com a oxigenação adequada.

A Bleomicina deve ser utilizada com extrema precaução em doentes com cancro do pulmão, já que estes doentes mostram um aumento da incidência de toxicidade pulmonar. A sensibilidade à Bleomicina aumenta em pessoas idosas.

Como 2/3 da dose de Bleomicina administrada é excretada na urina na forma inalterada, a taxa de excreção é afetada em elevado grau pela função renal.

As concentrações plasmáticas elevam-se consideravelmente quando se administram as doses habituais a doentes com alterações da função renal.

Este medicamento não deve ser administrado a mulheres grávidas ou a mulheres que estejam a amamentar. Testes em modelos animais demonstraram que a Bleomicina, como a maioria dos fármacos citostáticos, pode ter propriedades teratogénicas e mutagénicas.

Portanto, tanto os homens como as mulheres devem usar medidas contraceptivas adequadas até três meses após a descontinuação do tratamento.

A toxicidade pulmonar da Bleomicina aparenta estar relacionada com a dose, com um aumento acentuado quando a dose total é superior a 400 x 103 U.I.. Doses totais acima de 400 x 103 U.I. devem ser administradas com grande precaução.
Cuidados com a Dieta
Não interfere com alimentos e bebidas.
Terapêutica Interrompida
Se tiver falhado uma injeção, contacte de imediato o Médico prescritor para confirmar se será necessário administrar a injeção esquecida e de que forma.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Antes de abrir: Conservar no frigorífico (a 2-8°C).

Após reconstituição/diluição, a solução tem de ser administrada imediatamente.

Se isso não for possível, a solução no frasco para injectáveis deve ser conservada, no máximo, durante 10 dias no frigorífico (2 – 8°C) ou durante 24 horas, no máximo, a uma temperatura ambiente de (15 – 25°C.).
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Cisplatina + Bleomicina

Observações: N.D.
Interações: Durante e após o tratamento com cisplatina é necessária uma precaução especial com substâncias predominantemente eliminadas por via renal, p.ex. fármacos citostáticos tais como a bleomicina e o metotrexato, uma vez que a excreção renal pode estar reduzida. A cisplatina administrada em combinação com a bleomicina e a vinblastina pode originar um fenómeno de Raynaud.
 Potencialmente Fatal

Oxigénio + Bleomicina

Observações: Não foram descritas quaisquer interações com o Oxigénio. Descrevem-se a seguir as interações com oxigénio 100% v/v. Desconhece-se se estas poderão também estar associadas ao oxigénio 22% v/v.
Interações: O relapso de lesão pulmonar induzida por bleomicina ou actinomicina pode ter um desfecho fatal.

Bleomicina + Digoxina

Observações: N.D.
Interações: Digoxina: Existem relatos de casos de um reduzido efeito da digoxina como resultado de uma redução da biodisponibilidade oral quando em combinação com a bleomicina.
 Potencialmente Grave

Bleomicina + Alcalóides da vinca

Observações: N.D.
Interações: Alcalóides da vinca: Em doentes com carcinoma dos testículos tratados com bleomicina em combinação com alcalóides da vinca, tem sido descrita uma síndrome que se assemelha ao fenómeno de Raynaud: isquémia das partes periféricas do corpo, que pode levar à necrose (dedos, pés, nariz).

Bleomicina + Fenitoína

Observações: N.D.
Interações: Fenitoína e fosfofenitoína: Existem relatos de casos de níveis reduzidos de fenitoína quando combinada com a bleomicina. Risco de exacerbação de convulsões resultantes da diminuição da absorção digestiva da fenitoína por fármacos citotóxicos, ou risco de toxicidade acessória ou perda de eficácia do fármaco citotóxico devido ao aumento do metabolismo hepático pela fenitoína. O uso concomitante não é recomendado.

Bleomicina + Fosfenitoína

Observações: N.D.
Interações: Fenitoína e fosfofenitoína: Existem relatos de casos de níveis reduzidos de fenitoína quando combinada com a bleomicina. Risco de exacerbação de convulsões resultantes da diminuição da absorção digestiva da fenitoína por fármacos citotóxicos, ou risco de toxicidade acessória ou perda de eficácia do fármaco citotóxico devido ao aumento do metabolismo hepático pela fenitoína. O uso concomitante não é recomendado.
 Potencialmente Fatal

Bleomicina + Vacinas vivas

Observações: N.D.
Interações: Vacinas vivas: A vacinação com vacinas vivas, como a vacina para a febre amarela, tem resultado em infecções graves e fatais, quando utilizada em combinação com quimioterapia imunossupressora. Este risco está aumentado em indivíduos que já estão imunodeprimidos pela sua doença subjacente. Deve utilizar-se uma vacina inactivada quando esta existir (poliomielite). Esta combinação não deve ser utilizada.
 Potencialmente Fatal

Bleomicina + Vacina viva contra a febre amarela

Observações: N.D.
Interações: Vacinas vivas: A vacinação com vacinas vivas, como a vacina para a febre amarela, tem resultado em infecções graves e fatais, quando utilizada em combinação com quimioterapia imunossupressora. Este risco está aumentado em indivíduos que já estão imunodeprimidos pela sua doença subjacente. Deve utilizar-se uma vacina inactivada quando esta existir (poliomielite). Esta combinação não deve ser utilizada.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bleomicina + Cisplatina

Observações: N.D.
Interações: Substâncias nefrotóxicas, como por exemplo cisplatina: A lesão renal induzida pela cisplatina pode provocar uma diminuição na depuração da bleomicina. Tem sido reportado aumento da toxicidade pulmonar em doentes que receberam bleomicina e cisplatina.

Bleomicina + Oxigénio

Observações: N.D.
Interações: Oxigénio: A administração de oxigénio durante a anestesia pode resultar em fibrose pulmonar. Existe um risco maior de toxicidade pulmonar em doentes tratados com bleomicina quando se administra oxigénio puro durante a operação. É recomendada a redução das concentrações de oxigénio durante a operação e no pós-operatório.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bleomicina + Radioterapia

Observações: N.D.
Interações: Radioterapia: A radioterapia concomitante pode aumentar o risco de ocorrência de toxicidade pulmonar e dermatológica. A radioterapia do tórax actual ou prévia é um factor importante que aumenta a incidência e a gravidade da toxicidade pulmonar. Tem sido descrito um risco acrescido de toxicidade pulmonar com a administração concomitante de outros agentes com toxicidade pulmonar, por exemplo, carmustina, mitomicina-C, ciclofosfamida e metotrexato.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bleomicina + Carmustina

Observações: N.D.
Interações: Radioterapia: A radioterapia concomitante pode aumentar o risco de ocorrência de toxicidade pulmonar e dermatológica. A radioterapia do tórax actual ou prévia é um factor importante que aumenta a incidência e a gravidade da toxicidade pulmonar. Tem sido descrito um risco acrescido de toxicidade pulmonar com a administração concomitante de outros agentes com toxicidade pulmonar, por exemplo, carmustina, mitomicina-C, ciclofosfamida e metotrexato.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bleomicina + Mitomicina

Observações: N.D.
Interações: Radioterapia: A radioterapia concomitante pode aumentar o risco de ocorrência de toxicidade pulmonar e dermatológica. A radioterapia do tórax actual ou prévia é um factor importante que aumenta a incidência e a gravidade da toxicidade pulmonar. Tem sido descrito um risco acrescido de toxicidade pulmonar com a administração concomitante de outros agentes com toxicidade pulmonar, por exemplo, carmustina, mitomicina-C, ciclofosfamida e metotrexato.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bleomicina + Ciclofosfamida

Observações: N.D.
Interações: Radioterapia: A radioterapia concomitante pode aumentar o risco de ocorrência de toxicidade pulmonar e dermatológica. A radioterapia do tórax actual ou prévia é um factor importante que aumenta a incidência e a gravidade da toxicidade pulmonar. Tem sido descrito um risco acrescido de toxicidade pulmonar com a administração concomitante de outros agentes com toxicidade pulmonar, por exemplo, carmustina, mitomicina-C, ciclofosfamida e metotrexato.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bleomicina + Metotrexato

Observações: N.D.
Interações: Radioterapia: A radioterapia concomitante pode aumentar o risco de ocorrência de toxicidade pulmonar e dermatológica. A radioterapia do tórax actual ou prévia é um factor importante que aumenta a incidência e a gravidade da toxicidade pulmonar. Tem sido descrito um risco acrescido de toxicidade pulmonar com a administração concomitante de outros agentes com toxicidade pulmonar, por exemplo, carmustina, mitomicina-C, ciclofosfamida e metotrexato.

Bleomicina + Ciclosporina

Observações: N.D.
Interações: Ciclosporina, Tacrolimus: Existe o risco de imunossupressão excessiva com linfoproliferação.

Bleomicina + Tacrolímus

Observações: N.D.
Interações: Ciclosporina, Tacrolimus: Existe o risco de imunossupressão excessiva com linfoproliferação.

Alopurinol + Lesinurad + Bleomicina

Observações: n.d.
Interações: Utilização concomitante que necessita de ser tomada em consideração: Citostáticos Com a administração de alopurinol e citostáticos (p. ex., ciclofosfamida, doxorrubicina, bleomicina, procarbazina ou agentes alquilantes), as discrasias sanguíneas ocorrem com mais frequência do que quando estas substâncias ativas são administradas em monoterapia. Por conseguinte, deve monitorizar-se periodicamente a contagem sanguínea.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Protóxido de azoto + Oxigénio + Bleomicina

Observações: N.D.
Interações: A toxicidade pulmonar associada a substâncias ativas como a bleomicina, a amiodarona, a furadantina e antibióticos semelhantes pode ser exacerbada pela inalação de concentrações acrescidas de oxigénio.

Tecnécio (99mTc) macrosalb + Bleomicina

Observações: N.D.
Interações: Interações toxicológicas podem ser ocasionadas pela heroína, nitrofurantoina, busulfan, ciclofosfamida, bleomicina, metotrexato, metisergida.
 Potencialmente Grave

Vinblastina + Bleomicina

Observações: N.D.
Interações: Houve relatos do fenómeno de Reynaud e gangrena após a administração em simultâneo de vinblastina e bleomicina, assim como outros eventos vasculares (como enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral), após o tratamento combinado com vinblastina, cisplatina e bleomicina.
 Potencialmente Grave
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Tanto os doentes do sexo masculino como do sexo feminino devem tomar medidas contracetivas adequadas até três meses após a descontinuação do tratamento.
Deve solicitar-se aconselhamento sobre conservação do esperma antes do início do tratamento, devido à possibilidade de infertilidade irreversível decorrente do tratamento com Bleomicina.

Devido aos muitos possíveis efeitos nocivos sobre a criança, a amamentação durante o tratamento com Bleomicina está contra-indicada.

Alguns efeitos secundários, como náuseas, vómitos e fadiga podem ter um efeito indireto sobre a capacidade de conduzir e/ou utilizar máquinas.

Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017