Beta-histina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Condução
O que é
A Beta-histina é um medicamento antivertiginoso utilizado pela primeira vez para o tratamento da vertigem associada à doença de Ménière.

Também é normalmente utilizado em pacientes com distúrbios do equilíbrio.
Usos comuns
A vertigem aparece quando uma parte do ouvido interno que controla o equilíbrio não funciona corretamente.

A Síndrome de Ménière caracteriza-se por vertigens, zumbidos e/ou perda de audição, geralmente acompanhados de náuseas, otalgias (dor nos ouvidos) e/ou cefaleias (dor de cabeça).
Tipo
Molécula pequena.
História
Foi registada pela primeira vez na Europa em 1970 para o tratamento da doença de Ménière.
Indicações
A beta-histina está indicada para o tratamento da síndroma de Ménière, cujos sintomas podem incluir vertigens, acufenos, perda de audição e náuseas.
Classificação CFT

02.07 : Antieméticos e antivertiginosos

Mecanismo De Ação
O mecanismo de acção da beta-histina é parcialmente conhecido.

A beta-histina tem uma afinidade muito forte como antagonista para os receptores H3 da histamina e uma afinidade fraca como agonista para os receptores H1 da histamina.

A beta-histina possui dois modos de acção.
Em primeiro lugar, tem um efeito estimulante directo (agonista) sobre os receptores H1 localizados nos vasos sanguíneos do ouvido interno.
Parece que actua a nível dos esfíncteres pré-capilares da estria vascular do ouvido interno, diminuindo deste modo a pressão no espaço endolinfático.

Além disso, a beta-histina tem efeitos antagonistas potentes sobre os receptores H3 e aumenta os níveis de neurotransmissores libertados das extremidades nervosas.
A maior quantidade de histamina libertada das terminações nervosas histaminérgicas estimula os receptores H1, aumentando assim os efeitos agonistas directos da beta-histina a nível destes receptores, o que explica os efeitos vasodilatadores potentes da beta-histina no ouvido interno.
Esta acção explica a eficácia da beta-histina no tratamento das vertigens.

Consideradas em conjunto, estas propriedades contribuem para os benefícios terapêuticos na síndrome de Ménière.
A síndrome de Ménière caracteriza-se por crises de vertigens, acufeno, náuseas, cefaleias, perda de audição.

A eficácia da beta-histina pode ser devida à sua capacidade de modificar a circulação do ouvido interno ou ser devida a um efeito directo nos neurónios do núcleo vestibular.

Embora a histamina tenha efeitos inotrópicos positivos sobre o coração, não se sabe se a beta-histina aumenta o débito cardíaco, e o seu efeito vasodilatador pode produzir uma pequena diminuição da pressão arterial em alguns doentes.

No ser humano, a beta-histina tem pouco efeito sobre as glândulas exócrinas.
Posologia Orientativa
Adultos:
O tratamento oral inicial é de 8 a 16 mg três vezes por dia.

As doses de manutenção variam geralmente entre 24 e 48 mg por dia.

A dose diária não deve exceder 48 mg.
Administração
Tomar de preferência com as refeições.
Contraindicações
A beta-histina é contra-indicada em doentes com feocromocitoma.

Como a beta-histina é um análogo sintético da histamina pode induzir a libertação de catecolaminas do tumor resultando em hipertensão grave.

Hipersensibilidade à substância activa.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Doenças do sistema nervoso:
Desconhecido: cefaleias e sonolência ocasional.

Doenças gastrointestinais:
Raros (>1/10000, <1/1000): indisposição gastrointestinal, náuseas e dispepsia.

Cardiopatias:
Raros (>1/10000, <1/1000): palpitações.

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:
Raros (>1/10000, <1/1000): urticária.
Advertências
Condução
Condução
Condução:Foram notificados casos raros de sonolência associada à beta-histina. Os doentes devem ser aconselhados, se forem afectados deste modo, a evitar actividades que exijam concentração, como conduzir.
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Não administrar durante a gravidez
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:Beta-histina não deve ser utilizada durante a amamentação.
Precauções Gerais
Recomenda-se precaução no tratamento de doentes com úlcera péptica ou com antecedentes de ulceração péptica, devido à dispepsia ocasional observada em doentes medicados com beta-histina.
Devem tomar-se precauções em doentes com asma brônquica.

Aconselha-se precaução ao prescrever beta-histina a doentes com urticária, exantemas cutâneos ou rinite alérgica, devido à possibilidade de agravamento destes sintomas.

Aconselha-se precaução em doentes com hipotensão grave.

Os doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase de Lapp ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.
Cuidados com a Dieta
Pode tomar com ou sem alimentos.

No entanto, a substância pode causar queixas ao nível do estômago.

Tomar com alimentos pode ajudar a reduzir as queixas de estômago.
Terapêutica Interrompida
Aguardar até ter de tomar a dose seguinte.

Não tomar uma dose a dobrar para compensar um comprimido que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Conservar a temperatura inferior a 30º C.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Usar com precaução

Beta-histina + Pirimetamina

Observações: N.D.
Interações: Não existem casos comprovados de interacções perigosas. Foi notificado um caso de uma interacção com etanol e um composto que continha pirimetamina e dapsona e de outro caso de potenciação da beta-histina com salbutamol. - Pirimetamina
Usar com precaução

Beta-histina + Dapsona

Observações: N.D.
Interações: Não existem casos comprovados de interacções perigosas. Foi notificado um caso de uma interacção com etanol e um composto que continha pirimetamina e dapsona e de outro caso de potenciação da beta-histina com salbutamol. - Dapsona
Usar com precaução

Beta-histina + Etanol

Observações: N.D.
Interações: Não existem casos comprovados de interacções perigosas. Foi notificado um caso de uma interacção com etanol e um composto que continha pirimetamina e dapsona e de outro caso de potenciação da beta-histina com salbutamol. - Etanol
Usar com precaução

Beta-histina + Salbutamol (albuterol)

Observações: N.D.
Interações: Não existem casos comprovados de interacções perigosas. Foi notificado um caso de uma interacção com etanol e um composto que continha pirimetamina e dapsona e de outro caso de potenciação da beta-histina com salbutamol. - Salbutamol (albuterol)
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Beta-histina + Antagonistas dos Receptores H1 da Histamina

Observações: N.D.
Interações: Como a beta-histina é um análogo da histamina, a administração simultânea de antagonistas H1 pode causar a atenuação mútua do efeito das substâncias activas. - Antagonistas dos Receptores H1 da Histamina
Usar com precaução

Hidroxizina + Beta-histina

Observações: N.D.
Interações: Hidroxizina antagoniza o efeito da beta-histina e de medicamentos anticolinesterásicos. - Beta-histina
Usar com precaução

Difenidramina + Dextrometorfano + Beta-histina

Observações: n.d.
Interações: A difenidramina como anti-histamínico pode teoricamente antagonizar o efeito da histamina e beta-histina. - Beta-histina
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações da Beta-histina
Deve informar o médico ou farmacêutico se está a utilizar ou utilizou recentemente outros medicamentos.

Esta informacção também se aplica a outros medicamentos que estão disponíveis sem receita médica.

Como medida de precaução, é preferível evitar a utilização de beta-histina durante a gravidez.

Beta-histina não deve ser utilizada durante a amamentação.

Foram notificados casos raros de sonolência associada à beta-histina.

Os doentes devem ser aconselhados, se forem afectados deste modo, a evitar actividades que exijam concentração, como conduzir e utilizar máquinas.
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 24 de Março de 2021