Anfetamina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência no Dopping
O que é
Estimulantes não específicos.

Anfetaminas são substâncias simpatomiméticas que têm a estrutura química básica da beta-fenetilamina.

Sob esta designação, existem três categorias de drogas sintéticas que diferem entre si do ponto de vista químico.

As anfetaminas, propriamente ditas, são a dextroanfetamina e a metanfetamina.

A anfetamina é uma droga estimulante do sistema nervoso central, que provoca o aumento das capacidades físicas e psíquicas.

Dopping: Substância probida - Portaria n.º 411/2015, de 26 de novembro - Aprova a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos para 2016 e revoga a Portaria n.º 270/2014, de 22 de dezembro.
Usos comuns
Para o tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e narcolepsia em crianças.

Anfetaminas também são usadas para tratar lesões traumáticas no cérebro, sonolência diurna, narcolepsia e síndrome de fadiga crónica.

Inicialmente, as anfetaminas eram populares como inibidores de apetite usadas para emagrecer.

Entretanto, hoje em dia, seu uso para emagrecimento não é recomendado devido à dependência e efeitos secundários.

Além do uso médico controlado, as anfetaminas são utilizadas ilegalmente como droga estimulante e dopping.
Tipo
Molécula pequena.
História
A anfetamina surgiu no século XIX, tendo sido sintetizada pela primeira vez na Alemanha, por Lazar Edeleanu, em 1887.

Era um de vários compostos relacionados à efedrina, derivada de extratos vegetais.

Na farmacologia, a anfetamina não foi utilizada até 1929, quando Gordon Alles, um pioneiro farmacologista, resintetizou e testou nele mesmo, em uma pesquisa para encontrar um compostos sintético que substituiria a efedrina.

Porém a primeira tentativa de estudos científicos da anfetamina denunciarou dois efeitos primários, “uma sensação de bem-estar e êxtase” e uma “menor fatiga em reação ao trabalho”.

Por isso, durante a Segunda Guerra, a anfetamina foi largamente usada para diminuir o cansaço causado pelo combate e aumento de atenção nos soldados.

Depois de décadas de uso intensivo dessa droga, a FDA (United States Food and Drug Administration) limitou as drogas à base de anfetaminas ao uso sob prescrição médica em 1965.

E em 1971, a anfetamina foi enquadrada na mesma classificação de outras drogas como a cocaína, o ópio e a morfina pelo Controlled Substances Act.
Indicações
Para o tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e narcolepsia em crianças.

Anfetaminas também são usadas para tratar lesões traumáticas no cérebro, sonolência diurna, narcolepsia e síndrome de fadiga crónica.

Inicialmente, as anfetaminas eram populares como inibidores de apetite usadas para emagrecer.

Entretanto, hoje em dia, seu uso para emagrecimento não é recomendado devido à dependência e efeitos secundários.

Além do uso médico controlado, as anfetaminas são utilizadas ilegalmente como droga estimulante e dopping.
Classificação CFT
n.d.     n.d.
Mecanismo De Ação
A Anfetamina inibe as proteínas transportadoras de dopamina e norepinifrina existentes nos neurónios, impedindo assim a sua reabsorção e aumentando a concentração desses neurotransmissores nas sinapses.

A dopamina é o neurotransmissor principal das vias meso-limbicas e meso-estriadas.

Essas vias têm funções de produzir prazer em resposta a acontecimentos positivos na vida do indivíduo, recompensando a aquisição de novos conhecimentos ou capacidades (aprendizagem), progresso nas relações sociais, relações emocionais e outros eventos.

O aumento artificial da dopamina nas sinapses pela Anfetamina vai ativar anormalmente essas vias.
Posologia Orientativa
Narcolepsia: 10 mg

Déficit de atenção e hiperatividade: 20 mg

As dosagens devem ser adaptadas às características do paciente de acordo com indicação do médico.
Administração
Vias:
Medicina: por via oral (ingestão), inalação nasal, intravenosa.

Recreativo: oral, inalação nasal, insuflação, rectal, intravenosa.
Contraindicações
Estimulantes, como as anfetaminas, elevam o gasto cardíaco (volume de sangue bombeado pelo coração) e pressão sanguínea, o que os torna perigosos para pacientes com histórico de doença cardíaca ou hipertensão.

Doentes com histórico de dependência de drogas ou anorexia também não devem ser tratados com anfetaminas, devido às suas propriedades de dependência e supressão de apetite.

Anfetaminas podem causar complicações em doentes a tomar antidepressivos inibidores da monoamina oxidase.

Anfetaminas também não são indicadas para doentes com histórico de glaucoma.

Uma vez que anfetaminas podem passar através da amamentação, mulheres que estão tomando medicamentos com anfetaminas são alertadas para não amamentar durante o tratamento.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Os efeitos físicos das anfetaminas podem incluir: redução de apetite, sensações aumentadas ou distorcidas, hiperatividade, pupilas dilatadas, rubor, agitação, boca seca, disfunção erétil, dor de cabeça, taquicardia, batimento cardíaco elevado, aumento da pressão sanguínea, febre, suor, diarreia, obstipação, visão turva, fala prejudicada, tontura, movimentos incontrolados, tremor, insónia, palpitações e arritmia.

Em altas doses, ou uso crónico, pode ocorrer: convulsão, pele seca, acne e palidez.

O abuso de anfetaminas também pode aumentar o risco de ataque cardíaco.

Os efeitos psicológicos das anfetaminas incluem: ansiedade, nervosismo, euforia, percepção de energia elevada, comportamento repetitivo, excitabilidade, sensação de poder ou superioridade.

Ocasionalmente há psicose por anfetaminas, geralmente com doses altas ou uso crónico.

Quando anfetaminas são usadas indevidamente sem supervisão médica, a sua interrupção pode causar efeitos de abstinência, que podem incluir: ansiedade, depressão, agitação, fadiga, sono excessivo, apetite aumentado, psicose e pensamentos suicidas.

Anfetaminas também são usadas indevidamente como doping de atletas devido ao seu efeito estimulante.

Os níveis de energia aumentados, o que dá a impressão de permitir esforço físico mais vigoroso e longo.

Entretanto, pelo menos um estudo descobriu que esse efeito não é mensurável.

O uso de anfetaminas durante atividade física extenuante pode ser extremamente perigoso, especialmente quando combinado com álcool.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Não administrar durante a gravidez e amamentação.
Aleitamento
Aleitamento:Não administrar durante a gravidez e amamentação.
Dopping
Dopping:Dopping: Substância probida - Portaria n.º 411/2015, de 26 de novembro - Aprova a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos para 2016 e revoga a Portaria n.º 270/2014, de 22 de dezembro.
Precauções Gerais
Sem informação.
Cuidados com a Dieta
Não ingerir álcool.
Terapêutica Interrompida
Sem informação.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Desloratadina + Pseudoefedrina + Anfetamina

Observações: N.D.
Interações: SULFATO de PSEUDOEFEDRINA: Simpaticomiméticos: Os inibidores reversíveis e irreversíveis da MAO podem causar: risco de vasoconstrição e aumento da pressão arterial. A administração concomitante de outros simpaticomiméticos (descongestionantes, anorexigénios ou psicostimulantes do tipo anfetamina, medicamentos antihipertensores, antidepressivos tricíclicos e outros antihistamínicos) pode originar reações hipertensivas graves.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Pirbuterol + Anfetamina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores da catecol-O-metiltransferase (COMT) (por exemplo, entacapone), linezolid, um IMAO (por exemplo, fenelzina), broncodilatadores simpaticomiméticos de curta duração (por exemplo, albuterol), estimulantes (por exemplo, anfetamina), simpaticomiméticos (pseudoefedrina) ou antidepressivos tricíclicos (por exemplo, amitriptilina) porque podem aumentar o risco de efeitos secundários do pirbuterol

Furazolidona + Anfetamina

Observações: N.D.
Interações: A utilização de furazolidona com qualquer um dos seguintes medicamentos não é geralmente recomendada, mas pode ser necessária em alguns casos. - Salbutamol (albuterol) - Altretamina - Anfetamina - Formoterol (Arformoterol) - Abacate - Bambuterol - Laranja amarga - Clenbuterol - Difenoxina - Difenoxilato - Dolasetrona - Droperidol - Efedrina - Etcorvinol - Fenoterol - Fentanilo - Formoterol - Frovatriptano - Granisetron - Guaraná - Hexoprenalina - Hidrocodona - Hidromorfona - Indacaterol - Iobenguano (123I) - Isoetarina - Kava - Levalbuterol - Alcaçuz - Lisdexanfetamina - Lorcaserina - Ma Huang - Meperidina - Metaproterenol - Metaraminol - Morfina - Naratriptano - Norepinefrina - Olodaterol - Oxicodona - Palonossetrom - Fenilefrina - Fenilpropanolamina - Pirbuterol - Procaterol - Reboxetina - Reproterol - Ritodrina - Salmeterol - Erva de São João (Hipericão) - Terbutalina - Tretoquinol - Tulobuterol - Tirosina - Vilanterol - Ziprasidona

Ritonavir + Anfetamina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do Ritonavir nos Medicamentos Não Antirretrovirais Coadministrados: Derivados Anfetamínicos: Anfetamina: É possível que Ritonavir administrado como medicamento antirretroviral iniba a CYP2D6, pelo que se prevê aumento nas concentrações de anfetaminas e seus derivados. Recomenda-se monitorização cuidadosa dos efeitos terapêuticos e efeitos adversos quando estes medicamentos são administrados concomitantemente com doses antirretrovirais de ritonavir.
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.

Não administrar durante a gravidez e amamentação.

Dopping: Substância probida - Portaria n.º 411/2015, de 26 de novembro - Aprova a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos para 2016 e revoga a Portaria n.º 270/2014, de 22 de dezembro.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017