Ampicilina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
A ampicilina é um antibiótico beta-lactâmico que faz parte da família das aminopenicilinas e é mais ou menos equivalente ao seu sucessor, amoxicilina em termos de espectro e nível de atividade.

Por vezes, pode resultar em reações que variam em intensidade de uma erupção (no caso de pacientes que podem inadvertidamente ter mononucleose) a reações alérgicas potencialmente letais, como anafilaxia.

No entanto, como acontece com outros medicamentos antibacterianos, só raramente são encontrados efeitos não-tóxicos e adversos de natureza grave.
Usos comuns
A ampicilina é estreitamente relacionada com a amoxicilina, outro tipo de penicilina, e ambos são usados ​​para tratar infecções do trato urinário, otite média, Haemophilus influenzae, salmonelose e meningite Listeria.

É usado com flucloxacillina na combinação antibiótico co-fluampicil para o tratamento empírico de celulite, proporcionando cobertura contra a infecção pelo Estreptococos do grupo B, enquanto a flucloxacillina age contra a bactéria Staphylococcus aureus.

De interesse é o número de bactérias que se tornaram resistentes à Ampicilina necessitando de terapia de combinação ou a utilização de outras antibióticos.
Tipo
Classificada como uma aminopenicilina e difere estruturalmente da penicilina G somente pela presença de um grupo amino na posição alfa do carbono benzilico da cadeia lateral R ou seja uma pequena mudança na sua cadeia lateral.
História
A Ampicilina tem sido amplamente utilizada para tratar infecções bacterianas desde 1961.

Até à introdução da ampicilina pela empresa britânica Beecham, as terapias com penicilina só tinham sido eficazes contra organismos gram-positivos, como estafilococos e estreptococos.

A Ampicilina (originalmente comercializada como 'Penbritin') também demonstrou atividade contra organismos Gram-negativos tais como H. influenzae, coliformes e Proteus spp.

A ampicilina foi o primeiro de uma série das chamados penicilinas de largo espectro, subsequentemente introduzidas pela Beecham.
Indicações
A Ampicilina está indicada para o tratamento das seguintes infeções bacterianas, graves a moderadamente graves, causadas por microrganismos Gram-positivo e Gram-negativo suscetíveis à ampicilina:
- Infeções do trato respiratório superior: otite média aguda, faringite aguda, sinusite aguda bacteriana;
- Abcesso periodontogénico;
- Infeções da trato respiratório inferior: exacerbação aguda de bronquite crónica, pneumonia adquirida na comunidade;
- Infeções do trato urinário: cistite bacteriana aguda, pielonefrite aguda;
- Gonorreia;
- Infeções entéricas: salmonelose, shigelose.
Classificação CFT
01.01.01.02     Aminopenicilinas
Mecanismo De Ação
Modo de acção:
As penincilinas são antibióticos β-lactâmicos que se ligam de forma reversível a diversas enzimas da membrana plasmática bacteriana, que estão envolvidas na síntese da parede bacteriana e na divisão celular.

As aminopenicilinas (entre as quais a ampicilina), devido à presença de um grupo amino ligado à estrutura base da penicilina, penetram mais facilmente a membrana externa de algumas bactérias Gram-negativas tendo um maior espectro de acção.

Relação farmacocinética/farmacodinâmica (PK/PD)
A ampicilina é um antibiótico tempo-dependente, cujo efeito bactericida depende directamente do tempo em que a sua concentração está acima de um determinado limiar – Concentração Inibitória Mínima (CIM).

O índice PK/PD utilizado para prever a eficácia dos antibióticos tempo-dependente é Tempo>CIM (T>CIM), ou seja, a percentagem cumulativa de tempo num período de 24 horas em que a concentração de antibiótico está acima da CIM.

Mecanismo de resistência:
Os mecanismos de resistência mais frequentes nos antibióticos β-lactâmicos (incluindo as penicilinas) são a produção de β-lactamases e a resistência intrínseca.

As β-lactamases hidrolisam o anel β-lactâmico enquanto que a resistência intrínseca pode resultar da presença de uma barreira permeável na membrana exterior dos organismos ou alterações das propriedades das enzimas alvo (PBP - Proteínas de ligação da penicilina).
Posologia Orientativa
Dose usual para adultos:
250 mg - 500 mg (base anidra) com intervalos de 6 horas.

Em casos de infeções por Neisseria gonorrhoeae administrar uma dose única: 3,5 g (base anidra) de Ampicilina concomitantemente com 1 g de probenicida.

A dose máxima prescrita usualmente para adultos é até 6 g de Ampicilina (base anidra) por dia.

Dose pediátrica usual:
- Lactentes e crianças com peso até 20 kg: Administrar 12,5 a 25 mg de Ampicilina (base anidra) por kg de peso corporal em intervalos de 6 horas ou 16,7 a 33 mg/kg de peso corporal em intervalos de 8 horas.

- Crianças com peso superior a 20 kg: seguir a posologia usual para adultos.

Nota: Dependendo do tipo e da severidade da infeção, alguns lactentes e crianças podem necessitar até 200 mg de Ampicilina (base anidra) por kg de peso corporal diariamente em doses repartidas.

Em caso de hemodiálise administrar 500 mg em intervalos de 6 a 8 horas (recomenda-se que, no dia de realização de hemodiálise, a dose seja administrada depois da sessão).

Diálise peritoneal: administrar 250 mg em intervalos de 12 horas.
Administração
A Ampicilina pode ser administrada por via Intravenosa ou por via intramuscular.

Velocidade de administração por via intravenosa:
Dose Tempo de administração
125 mg 3 a 5 minutos
250 mg 3 a 5 minutos
500 mg 3 a 5 minutos
1000 mg pelo menos 10 a 15 minutos
2000 mg pelo menos 10 a 15 minuto.

Após reconstituição com água para preparações injectáveis, a solução apresenta-se límpida, incolor a ligeiramente amarelada.
Contraindicações
A ampicilina está contra-indicada em doentes com:
- hipersensibilidade à substância activa; deve ser tida em conta alergia cruzada aos β-lactâmicos como as cefalosporinas;
- mononucleose infecciosa.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Doenças do sangue e do sistema linfático
Raros:
Anemia, leucopenia, trombocitopenia reversíveis.

Doenças do sistema imunitário
Muito raro:
Choque anafilático.

Doenças do sistema nervoso
Raros:
Cefaleia, tonturas.

Doenças gastrointestinais
Frequentes:
Naúseas e diarreia.
Desconhecidos:
Colite pseudomembranosa, vómitos.

Afecções hepatobiliares
Raro:
Aumento das enzimas hepáticas.

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Frequente:
Exantema
Desconhecido:
Edema de Quincke (angioedema).

Doenças renais e urinárias
Raro:
Nefrite intersticial aguda.

Perturbações gerais e alterações no local de administração
Frequente:
Dor no local de administração
Raro:
Fleblite.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Pode ser administrado durante a gravidez sem qualquer risco para o feto. Ausência de risco fetal, demonstrada em experimentação animal ou em estudos humanos.
Aleitamento
Aleitamento:Vestígios no leite; seguro na dosagem usual; vigiar o lactente.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Reduzir dose na IR grave; erupções cutâneas mais frequentes.
Conducao
Conducao:Deve ter-se precaução na condução uma vez que a ampicilina pode provocar tonturas.
Precauções Gerais
Deve ter-se em conta a possibilidade de aparecimento de superinfecções por outros microrganismos patogénicos durante a terapêutica com ampicilina.

Estas infecções poderão ter origem fúngica (por exemplo candidíase) ou bacteriana (por exemplo, colite pseudomembranosa, na maior parte dos casos causada por Clostridium difficile, responsável por quadro clínico de diarreia grave persistente, durante ou após o tratamento com ampicilina).

Se estas ocorrerem deve ser instituída terapêutica apropriada.

Em caso de colite pseudo-membranosa a terapêutica com Ampicilina deve ser descontinuada.

Os sistemas renal, hepático e hematológico devem ser avaliados periodicamente durante terapia prolongada com ampicilina.

Cuidados Especiais:
O aparecimento de manifestações alérgicas impõe a paragem do tratamento.

As reacções de hipersensibilidade (anafilaxia) graves e por vezes fatais foram excepcionalmente observadas nos doentes tratados com penicilina A.

A sua administração necessita de um interrogatório prévio.

Perante os antecedentes de alergia típica a estes produtos a contra-indicação é formal.

A alergia às penicilinas é cruzada com a alergia às cefalosporinas em 5 a 10% dos casos.

Isto leva à não administração de penicilinas a indivíduos com alergia conhecida às cefalosporinas.

Abcesso periodontogénico:
O tratamento de abcessos periodontogénicos com ampicilina por via intravenosa deverá ser considerado sobretudo nos casos graves com sinais ou sintomas sistémicos (febre, adenopatias).

Quando se suspeite que a infecção é causada por microrganismos anaeróbios, com resistência à penicilina, o tratamento com ampicilina poderá não ser adequado.

Infecções dos tractos respiratório e urinário, Gonorreia, Shigelose:
A ampicilina não é, habitualmente, a substância de primeira escolha para o tratamento destas situações clínicas, tendo em conta a possibilidade de resistência à ampicilina dos principais microrganismos envolvidos.
Cuidados com a Dieta
Não interfere com alimentos ou bebidas.
Terapêutica Interrompida
Em caso de omissão de uma dose, a mesma deverá ser administrada tão cedo quanto possível ou deverá contactar de imediato o médico.
Cuidados no Armazenamento
Conservar a temperatura inferior a 25˚ C.

Manter fora do alcance e da vista das crianças.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Ativa contra Enterococcus faecalis, Streptococcus pneumoniae, Streptococcus sp., Listeria monocytogenes e Haemophilus influenzae não produtores de ß-lactamase.

Atividade irregular contra cepas de Escherichia coli, Proteus mirabilis, Salmonella typhi e espécies de Shigella.

A maioria das outras bactérias Gram-negativas é resistente.

Estradiol + Levonorgestrel + Ampicilina

Observações: Nota: A informação de prescrição de quaisquer medicações concomitantes deve ser sempre consultada para identificar interações potenciais.
Interações: O insucesso contracetivo também foi referido com antibióticos, tais como a ampicilina e as tetraciclinas, embora o mecanismo de acção não esteja ainda clarificado. Para a utilização a curto prazo destas substâncias activas indutoras de enzimas, recomenda-se a utilização adicional de métodos de barreira desde o momento de início da substância activa concomitante, durante o tratamento e durante 4 semanas após a cessação do tratamento. As mulheres a fazerem tratamento a curto prazo com estes antibióticos devem utilizar um método de barreira, temporária e concomitantemente, com as pílulas contraceptivas, i.e. durante o período de toma concomitante de outras substâncias activas e durante 7 dias após a cessação da referida substância activa. Se estas precauções adicionais ultrapassarem o fim da embalagem, a embalagem seguinte deve ser iniciada sem se fazer um intervalo. Neste caso, não é de se esperar que ocorra hemorragia de privação até ao final da segunda embalagem. Se a doente não tiver uma hemorragia de privação no final da segunda embalagem, ela deve consultar o seu médico para excluir a possibilidade de gravidez. As utentes a longo prazo destes medicamentos devem ser aconselhadas a utilizarem outros contracetivos.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dienogest + Etinilestradiol + Ampicilina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. As interações do etinilestradiol e o dienogest, com outros medicamentos podem aumentar ou diminuir ou ambas, as concentrações séricas das hormonas esteroides. A redução das concentrações séricas de etinilestradiol/dienogest pode levar a um aumento das hemorragias intercorrentes e dos distúrbios menstruais e reduzir a eficácia do contracetivo do Dienogest / Etinilestradiol; o aumento de etinilestradiol/dienogest nos níveis séricos pode levar a um aumento de incidência e aumento da expressão de efeitos secundários.
Interações: Os seguintes medicamentos podem diminuir as concentrações séricas das hormonas esteroides contidas no Dienogest / Etinilestradiol: - todos os agentes que aumentam o risco de motilidade gastrointestinal, tais como a metoclopramida, - Medicamentos indutores, as enzimas microssomais hepáticas, tais como a rifampicina, rifabutina, barbitúricos, anticonvulsivantes (como barbexaclona, carbamazepina, oxcarbazepina, fenitoína, primidona, topiramato e felbamato), griseofulvina, modafinil, Erva de São João (Hypericum perforatum). Foi notificado que tanto os inibidores da protease do VIH (por exemplo, ritonavir) como os inibidores não-nucleósidos da transcriptase reversa (por exemplo, nevirapina), bem como a combinação de ambos, podem influenciar o metabolismo hepático. - Certos antibióticos (por exemplo, ampicilina, tetraciclina) em algumas mulheres, possivelmente através de uma redução da circulação entero-hepática dos estrogénios. Deve ser utilizado um método não hormonal contracetivo adicional quando existir terapia concomitante com estes medicamentos e a toma de Dienogest / Etinilestradiol, durante o tratamento e nos primeiros 7 dias. As mulheres a fazerem um tratamento a curto prazo (até uma semana) com um medicamento dos grupos acima referidos, ou com qualquer uma das substâncias ativas para além da rifampicina devem utilizar temporariamente um método de barreira juntamente com as COCs, ou seja, durante o período de tempo de administração concomitante, bem como durante 14 dias após a descontinuação do mesmo. As mulheres tratadas com rifampicina devem utilizar para além do COC um método de barreira adicional durante o período de tempo de administração da rifampicina, assim como durante 28 dias após a sua descontinuação. Em mulheres com tratamento crónico com fármacos indutores das enzimas hepáticas, recomenda-se a utilização de outro método contracetivo não hormonal fiável. Se existir utilização concomitante de medicamentos com essas substâncias durante o último comprimido da embalagem deve iniciar-se imediatamente o novo blister após o último comprimido do primeiro blister sem fazer o habitual intervalo sem toma de comprimidos. Se for necessário um tratamento a longo prazo com estes medicamentos, deve-se utilizar de preferência métodos contracetivos não hormonais.

Etinilestradiol + Norgestimato + Ampicilina

Observações: Aconselha-se que os médicos consultem a rotulagem dos medicamentos utilizados concomitantemente, para obter mais informações acerca das interações com contracetivos hormonais e da possível necessidade de ajustar as dosagens.
Interações: Existiram notificações de gravidez durante a toma de contracetivos hormonais e antibióticos, mas estudos farmacocinéticos clínicos não mostraram efeitos consistentes dos antibióticos (por ex., ampicilina e tetraciclinas) nas concentrações plasmáticas de esteroides sintéticos.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloromadinona + Etinilestradiol + Ampicilina

Observações: A interação do etinilestradiol, com outros medicamentos, pode aumentar ou reduzir as concentrações séricas de etinilestradiol. Em caso de necessidade de tratamento prolongado com essas subtâncias ativas, devem ser utilizados métodos contracetivos não hormonais. Concentrações séricas reduzidas de etinilestradiol podem aumentar as hemorragias intracíclicas e as perturbações dos ciclos, e reduzir a eficácia contracetiva de Cloromadinona / Etinilestradiol; concentrações séricas aumentadas de etinilestradiol podem aumentar a frequência e a gravidade dos efeitos indesejáveis.
Interações: Os seguintes medicamentos/substâncias ativas podem resuzir as concentrações séricas de etinilestradiol: Todas as substâncias que aumentem a motilidade gastrointestinal (por exemplo metoclopramida) ou reduzem a absorção (por exemplo carvão ativado) Substâncias que indutoras de enzimas microssomais hepáticas, tais como rifampicina, rifabutina, barbitúricos, antiepiléticos (por exemplo carbamazepina, fenitoína e topiramato), griseofulvina, barbexalona, primidona, modafinil, alguns inibidores da protease (por exemplo ritonavir) e erva de São João. Certos antibióticos (por exemplo ampicilina, tetraciclina) em algumas mulheres, provavelmente devido à diminuição da circulação entero-hepática por ação dos estrogénios. No tratamento concomitante destes medicamentos/substâncias ativas com Cloromadinona / Etinilestradiol devem ser utilizados métodos contracetivos adicionais durante o tratamento e após os primeiros 7 dias. Com substâncias ativas que reduzam os níveis séricos de etinilestradiol por indução das enzimas microssomais hepáticas devem ser utilizados métodos contracetivos adicionais durante 28 dias após a suspensão da medicação.

Alopurinol + Lesinurad + Ampicilina

Observações: n.d.
Interações: Não é recomendada a utilização concomitante com: Ampicilina/amoxicilina Há relatos de um aumento da frequência de erupção cutânea em doentes que recebem tratamento com ampicilina ou amoxicilina em simultâneo com alopurinol em comparação com os doentes que não estão a receber tratamento com ambos os medicamentos. A causa da associação relatada não foi verificada. Contudo, recomenda-se que, nos doentes tratados com Alopurinol + Lesinurad, que contém a substância ativa alopurinol, seja utilizada uma alternativa à ampicilina ou à amoxicilina, quando disponível.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Estrogéneos + Ampicilina

Observações: Metabolismo induzível; A circulação entero-hepática do estrogénio pode ser interrompida por alteração da flora intestinal (p.ex: por antibióticos)
Interações: Ampicilina: interrupção da circulação entero-hepática do estrogénio; possível redução da eficácia dos contraceptivos orais; alguns outros antibióticos tomados oralmente podem ter efeito semelhante - Ampicilina

Desogestrel + Etinilestradiol + Ampicilina

Observações: N.D.
Interações: Foram igualmente comunicadas falhas na eficácia contracetiva com a utilização simultânea de antibióticos, como a ampicilina e as tetraciclinas. Este mecanismo de ação não foi esclarecido. As mulheres sujeitas a um tratamento de curto prazo (até uma semana) com qualquer um dos grupos de medicamentos acima mencionados ou com os medicamentos individuais, devem utilizar temporariamente um método contracetivo de barreira juntamente com os COC, ou seja, durante o período de tempo em que o medicamento e os COC são utilizados em simultâneo, bem como durante os primeiros 7 dias após a suspensão do medicamento.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Raloxifeno + Ampicilina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de ampicilina reduz as concentrações máximas de raloxifeno. No entanto, dado que a extensão total da absorção e a taxa de eliminação do raloxifeno não são afetadas, o raloxifeno pode ser administrado concomitantemente com a ampicilina.

Drospirenona + Etinilestradiol + Ampicilina

Observações: Os principais metabolitos de drospirenona no plasma humano são criados sem envolvimento do sistema citocromo P450. Desta forma, é pouco provável que os inibidores deste sistema enzimático influenciem o metabolismo da drospirenona.
Interações: Foram também comunicados insucessos dos contracetivos com antibióticos, tais como a ampicilina e as tetraciclinas. O mecanismo deste efeito não foi esclarecido. As mulheres em tratamento de curto prazo (até uma semana) com qualquer uma das classes de medicamentos ou substâncias activas individuais acima mencionadas devem utilizar, temporariamente, um método de barreira para além dos COC, ou seja, durante o período de administração concomitante dos medicamentos e durante 7 dias após a sua descontinuação.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloroquina + Ampicilina

Observações: N.D.
Interações: Em sujeitos saudáveis a biodisponibilidade da ampicilina é substancialmente reduzida com a co-administração de cloroquina.

Ampicilina + Alopurinol

Observações: N.D.
Interações: Não se recomenda o uso concomitante com Alopurinol. Doentes medicados com alopurinol para o tratamento de hiperuricemia parecem apresentar maior predisposição para o desenvolvimento de exantema cutâneo alérgico quando medicados simultaneamente com ampicilina.

Ampicilina + Probenecida

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando a ampicilina é administrada concomitantemente com Probenecida. Pela inibição da eliminação renal da ampicilina, a administração concomitante de probenecida leva a um aumento das concentrações de ampicilina no sangue e na bílis.

Ampicilina + Contracetivos orais

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando a ampicilina é administrada concomitantemente com Contracetivos hormonais orais. A administração de ampicilina pode diminuir, transitoriamente, os níveis plasmáticos de estrogénios e progesterona e pode reduzir a eficácia dos contracetivos orais. Consequentemente, recomenda-se que sejam adoptadas medidas contraceptivas não hormonais suplementares.

Ampicilina + Testes Laboratoriais/Diagnóstico

Observações: N.D.
Interações: Durante a terapêutica com ampicilina podem ocorrer resultados positivos ao teste de Coombs. A ampicilina pode interferir com o método do reagente de sulfato de cobre para testar glicosúria resultando em leituras falsamente positivas ou elevadas. Esta interferência não ocorre com o método da oxidase da glucose.

Ampicilina + Estrogénios

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando a ampicilina é administrada concomitantemente com Contracetivos hormonais orais. A administração de ampicilina pode diminuir, transitoriamente, os níveis plasmáticos de estrogénios e progesterona e pode reduzir a eficácia dos contracetivos orais. Consequentemente, recomenda-se que sejam adoptadas medidas contraceptivas não hormonais suplementares.

Ampicilina + Progesterona

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando a ampicilina é administrada concomitantemente com Contracetivos hormonais orais. A administração de ampicilina pode diminuir, transitoriamente, os níveis plasmáticos de estrogénios e progesterona e pode reduzir a eficácia dos contracetivos orais. Consequentemente, recomenda-se que sejam adoptadas medidas contraceptivas não hormonais suplementares.

Etinilestradiol + Gestodeno + Ampicilina

Observações: N.D.
Interações: Também foi comunicado insucesso contracetivo com antibióticos como a ampicilina e as tetraciclinas. O mecanismo desta acção ainda não foi elucidado. As mulheres a fazerem um tratamento a curto prazo com qualquer um dos grupos acima mencionados ou com medicamentos individuais, devem utilizar temporariamente um método de barreira juntamente com as pílulas contraceptivas, ou seja, durante o período de tempo em que tanto o medicamento em causa como as pílulas contraceptivas são tomadas, bem como durante 7 dias após a descontinuação do mesmo. Se a toma concomitante de outro medicamento se prolongar para além do número de comprimidos na embalagem de pílulas contraceptivas, a mulher deve iniciar a embalagem seguinte sem fazer o período habitual sem comprimidos. As utentes a longo prazo destes medicamentos que induzem as enzimas hepáticas devem ser aconselhadas a utilizarem outras medidas contraceptivas.
Informe o médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

A ampicilina não deve ser utilizada durante a gravidez, a menos que tal seja claramente necessário.

A ampicilina é excretada no leite materno, pelo que deve ser usada com precaução em mulheres a amamentar.

Deve ter-se precaução na condução ou utilização de máquinas uma vez que a ampicilina pode provocar tonturas.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017