Ácido valpróico (Valproato de sódio)

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução
O que é
O Valproato, também conhecido como Ácido Valpróico, é um dos antiepilépticos de eleição tanto nas crises generalizadas, como nas crises focais ou secundariamente generalizadas.

Tal como a fenitoína e a carbamazepina, o valproato bloqueia as descargas repetidas e prolongadas dos neurónios, que estão por trás de uma crise epiléptica.

Estes efeitos devem-se, em doses terapêuticas, à diminuição da condutância dos canais de sódio voltagem-dependentes.

Relativamente aos seus efeitos secundários, os agudos incluem náuses, vómitos, dor abdominal, aumento de peso e alopécia.

Em termos de toxicidade idiossincrática, há que considerar a hepatotoxicidade e a trombocitopénia.
Usos comuns
Tratamento das epilepsias generalizadas ou parciais, associadas a crises do tipo:
– ausência, mioclónica, tonicoclónica, atónica, mista.

Bem como, no quadro das epilepsias parciais:
– crises de sintomatologia simples ou complexa, crises secundariamente generalizadas, síndromes específicas (West, Lennox-Gastaut).
Tipo
pequena molécula
História
O Ácido valpróico foi sintetizado pela primeira vez em 1882 pela BS Burton como um análogo de ácido valérico, encontrado naturalmente na planta valeriana.

Tem dois grupos propil, daí o nome "val.pro ~ ic".

O Ácido valpróico é um ácido carboxílico, um líquido transparente à temperatura ambiente.

Por muitas décadas, seu único uso era em laboratórios como solvente "metabolicamente inerte" para compostos orgânicos.

Em 1962, o pesquisador francês Pierre Eymard descobriu, casualmente, as propriedades anticonvulsivantes de ácido valpróico ao usá-lo como um veículo para uma série de outros compostos que estavam a ser selecionados para a atividade anticonvulsivante.

Descobriu que impedia convulsões induzidas por pentilenotetrazol em ratos de laboratório.

Foi aprovado como medicamento anti-epiléptico em 1967 em França, tendo-se tornado o fármaco anti-epiléptico mais amplamente prescrito no mundo inteiro.
Indicações
Na epilepsia, como monoterapia ou terapêutica adjuvante no tratamento de crises parciais complexas, ausências ou crises de tipo misto.

Atua igualmente sobre o humor nas psicoses maníaco-depressivas e pode ser útil na profilaxia da enxaqueca.
Classificação CFT

2.6 : Antiepiléticos e anticonvulsivantes

Mecanismo De Ação
Ácido valpróico (valproato de sódio), dissocia-se no ião valproato no tracto gastrointestinal e, em seguida, liga-se a e inibe a GABA-transaminase.

A atividade anticonvulsiva do fármaco pode estar relacionada com o aumento das concentrações cerebrais de ácido gama-aminobutírico (GABA), um neurotransmissor inibitório no sistema nervoso central, através da inibição de enzimas que catabolizam GABA ou bloqueiam a reincorporação de GABA na glia e terminações nervosas.

O Ácido valpróico também pode funcionar através da supressão de disparo neuronal repetitivo através da inibição dos canais de sódio sensíveis à voltagem.

É também é um inibidor da histona deacetilase.

O Ácido valpróico, também tem mostrado ser um inibidor de uma enzima chamada histona desacetilase 1 (HDAC1).

HDAC1 é necessário para o HIV permanecer nas células infectadas.

Um estudo publicado em agosto de 2005 revelou que os pacientes tratados com Ácido valpróico, além de terapia anti-retroviral altamente ativa (HAART) mostraram uma redução de 75% na infecção por HIV latente.
Posologia Orientativa
Dose inicial: 600 mg/dia em 2 administrações, preferencialmente após a ingestão de alimentos; a dose pode ser aumentada ao ritmo de 200 mg/dia, cada 3 dias até à dose máxima de 2,5 g/dia.

A dose média é de 1 a 2 g/dia (20 a 30 mg/kg).

Crianças com < 20 kg: A dose pode atingir 20 mg/kg/dia distribuída por várias administrações.

Sob controlo dos níveis plasmáticos pode-se atingir a dose de 40 mg/kg/dia.

Com mais de 20 Kg a dose inicial pode ser de 400 mg/dia podendo atingir os 35 mg/kg/dia.

Em injeção IV lenta ou em infusão as doses diárias são semelhantes às descritas para a via oral.
Administração
Os comprimidos devem ser deglutidos com um copo cheio de água não gasosa, sem mastigar.

Nunca deve dividir ou esmagar os comprimidos.

Solução oral
Na primeira utilização do frasco, o utente deverá inutilizar a tampa inviolável e introduzir a pipeta doseadora que se encontra acondicionada no invólucro separado.

Acerte depois o volume desejado consoante a posologia indicada.

Para facilitar a subida do líquido na pipeta, recomenda-se premir rapidamente duas vezes a borracha sugadora.

A solução deve ser diluída em água não gasosa, açucarada ou não.

Após cada utilização deve-se fechar bem o frasco.

O Ácido valpróico intravenoso pode ser administrado diretamente por injeção intravenosa lenta ou por infusão, utilizando uma linha de separação intravenosa se houver outros fármacos para perfundir.
Contraindicações
Doença hepática ou disfunção hepática significativa, hipersensibilidade ao ácido valpróico.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
A reação adversa potencialmente mais grave é a hepatotoxicidade, particularmente em crianças com menos de 2 anos que tomam mais do que um antiepilético, que têm alterações metabólicas congénitas, que apresentam epilepsias graves ou que têm lesões cerebrais orgânicas.

A função hepática deve ser avaliada antes do início da medicação e posteriormente a intervalos curtos, pelo menos nos primeiros seis meses.

Outras reações adversas estão descritas, de que se salienta as náuseas e vómitos pela sua frequência, e a trombocitopenia pela potencial gravidade.
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Malformações do tubo neural; embriopatia do valproato (miopia, estrabismo, astigmatismo, anisometropia, malformações cardíacas, craniosinostose, autismo); possibilidade de hepatoxicidade neonatal e hemorragia por hipofibrinemia; o suplemento de folatos 1 mês antes e durante, pelo menos, o 1º trimestre de gravidez, reduz algumas malformações relacionadas com o tubo neural. Após diagnóstico de gravidez, a medicação antiepilética não deve ser alterada e aconselhar-se-á o diagnóstico pré-natal com recurso à ecografia e amniocentese para diagnóstico de anomalias associadas aos anticonvulsivantes. Evidência fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco. Trimestre: 1º e 3º
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Evitar.
Insuf. Renal
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Pode ser necessária uma redução da dose; monitorizar concentrações séricas (fracção livre).
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:Presente no leite em quantidades muito pequenas para ser perigoso.
Condução
Condução
Condução:Pode alterar a capacidade de condução.
Precauções Gerais
É muito importante que o seu Médico verifique de perto o progresso, enquanto estiver a usar o Ácido valpróico, para se certificar de que está a funcionar corretamente e para permitir alterações na dose.

Podem ser necessários exames de sangue para verificar se há efeitos indesejáveis.

Usando Ácido valpróico durante a gravidez (especialmente durante o primeiro trimestre) pode fazer mal ao feto.

Utilize uma forma eficaz de controle de natalidade para não ficar grávida. Se acha que engravidou durante o uso do medicamento, informe o seu Médico imediatamente.

É muito importante tomar Ácido fólico antes de engravidar e durante a gravidez precoce para reduzir a possibilidade de efeitos colaterais prejudiciais para o feto.

Fale com o seu Médico ou Farmacêutico para obter ajuda se não tiver a certeza de como escolher um produto ácido fólico.

Problemas de fígado pode ocorrer enquanto estiver a usar o ácido valpróico, e alguns podem ser graves.

Verifique com o seu Médico imediatamente se tiver mais do que um destes sintomas: dor abdominal ou sensibilidade; fezes cor de barro, urina escura, diminuição do apetite, febre, dor de cabeça, comichão, perda de apetite, náuseas e vómitos; erupção cutânea; inchaço dos pés ou pernas; cansaço ou fraqueza incomum; ou olhos ou pele amarela.

O Ácido valpróico pode causar agitação, irritação, ou apresentar outros comportamentos anormais em algumas pessoas.

Também pode levar algumas pessoas a ter pensamentos e tendências suicidas ou tornar-se mais deprimido.

Se sentir algum destes efeitos adversos, informe o seu Médico imediatamente.

O Ácido valpróico pode causar reações alérgicas graves que afetam vários órgãos do corpo (por exemplo, fígado ou rins).

Verifique com o seu Médico imediatamente se tiver os seguintes sintomas: febre, urina escura, dor de cabeça, erupção cutânea, dor de estômago, inchaço dos gânglios linfáticos no pescoço, axila ou virilha, cansaço fora do comum, ou olhos ou pele amarela.

Pode ocorrer pancreatite enquanto estiver a usar o ácido valpróico.

Informe o seu Médico imediatamente se tiver dor súbita e severa do estômago, calafrios, constipação, náuseas, vômitos, febre, ou vertigens.

Verifique com o seu Médico imediatamente se a febre, dor de garganta, erupção cutânea, úlceras na boca, sangramento nasal, sangramento nas gengivas, glândulas inchadas, ou pequenas manchas vermelhas ou roxas na pele ocorrerem. Estes podem ser sintomas de um problema grave no sangue.

Verifique com o seu Médico imediatamente se tiver sonolência incomum, apatia, cansaço, fraqueza ou sensação de lentidão, alterações do estado mental, baixa temperatura corporal, ou vómitos. Estes podem ser sintomas de uma doença grave chamada encefalopatia hiperamonêmica.

O Ácido valpróico pode levar algumas pessoas a ficarem tontas, sonolentas ou menos alertas do que são normalmente.

Certifique-se de que sabe como reagir ao Ácido valpróico antes de conduzir, utilizar máquinas, ou fazer qualquer outra coisa que poderia ser perigoso se você estiver com tonturas ou menos alerta.

Não pare de tomar o Ácido valpróico sem primeiro consultar o seu Médico.

O seu Médico pode querer reduzir gradualmente a quantidade que está usando antes de parar completamente.

Isto pode ajudar a prevenir o agravamento de convulsões e a possibilidade de reduzir os sintomas de abstinência.

Antes de fazer quaisquer exames médicos, informe o Médico responsável que está a tomar Ácido valpróico. Os resultados de alguns testes podem ser afetados pelo Ácido valpróico.

O Ácido valpróico tem efeito aditivo aos efeitos do álcool e outros depressores do SNC (medicamentos que causam sonolência).

Alguns exemplos de depressores do SNC são anti-histamínicos ou medicamentos para a febre do feno, outras alergias ou constipações, sedativos, tranquilizantes ou remédios para dormir, dor prescrição medicamentos ou drogas, medicamentos para convulsões (por exemplo, barbitúricos), relaxantes musculares, ou anestésicos, incluindo alguns anestésicos dentários.

Verifique com seu Médico antes de tomar qualquer um dos que atrás se mencionam enquanto estiver a tomar Ácido valpróico.

Não tome outros medicamentos que não tenham sido previamente discutidos com o seu Médico.

Isso inclui a prescrição ou sem receita (OTC), medicamentos e ervas ou suplementos vitamínicos.
Cuidados com a Dieta
Pode ser utilizado com alimentos e/ou bebidas.

A ingestão de álcool durante o tratamento não é recomendada.
Terapêutica Interrompida
Quando se esquecer de tomar uma dose, poderá tomá-la se o esquecimento for de uma ou duas horas; se tiverem passado mais de três horas, salte a dose esquecida e continue a tomar a dose normal na próxima toma.

Nunca deverá duplicar a dose no caso de se ter esquecido de tomar a dose anterior.
Cuidados no Armazenamento
Comprimidos: não conservar acima de 25ºC; conservar na embalagem de origem para proteger da luz e da humidade.

Solução oral: não conservar acima de 25ºC; conservar na embalagem de origem para proteger da luz e fechar bem o frasco após cada utilização.
Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

As soluções de perfusão reconstituídas devem ser conservadas entre 2ºC e 8ºC até serem utilizadas (dentro de 24 horas no máximo).

Manter fora do alcance e da vista das crianças.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Sem efeito descrito

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Contracetivos hormonais

Observações: N.D.
Interações: Normalmente o valproato não possui qualquer efeito indutor enzimático, pelo que não diminui a eficácia dos estroprogestativos em mulheres que fazem contracepção hormonal.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Acetilsalicilato de lisina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Deslocamento da ligação das proteínas plasmáticas pelos salicilatos, aumentando os efeitos do ácido valpróico.
Contraindicado

Hipericão + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: Além disto, os pacientes devem estar informados que interacções com outros medicamentos não podem ser excluídas e devem ser tidas em consideração durante a toma de Hipericão.
Interações: Hipericão é contra-indicado (interacções farmacocinéticas) em associação com: - Certos imunossupressores tais como a ciclosporina e o tacrolimo (risco de rejeição de transplantes), - Os anticoagulantes orais, varfarina e o acenocoumarol (risco de trombose), - Os antiretrovirais inibidores da protease como o indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir, e os inibidores não-nucleósidos da transcriptase reversa como o efavirenz e nevirapina (risco de redução da concentração plasmática com diminuição possível da resposta virológica), - Os anticancerosos, irinotecan e mesilato de imatinib (risco de falha terapêutica), - Os seguintes anticonvulsivantes (exceto a gabapentina e a vigabatrina): carbamazepina, etosuximida, felbamate, fosfenitoína, lamotrigina, fenobarbital, fenitoína, primidona, tiagabina, topiramato, ácido valpróico, valpromida (risco de diminuição do efeito terapêutico).
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Guanfacina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Ácido valpróico: A coadministração de Guanfacina e ácido valpróico pode causar um aumento das concentrações de ácido valpróico. O mecanismo desta interação é desconhecido, embora tanto a guanfacina como o ácido valpróico sejam metabolizados por glucuronidação, resultando possivelmente em inibição competitiva. Quando Guanfacina é coadministrado com o ácido valpróico, os doentes devem ser monitorizados para despistar efeitos aditivos potenciais sobre o sistema nervoso central (SNC) e deve considerar-se a monitorização das concentrações séricas de ácido valpróico. Podem estar indicados ajustes da dose do ácido valpróico e de Guanfacina quando estes são coadministrados.
Usar com precaução

Zidovudina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Foi observado um aumento da AUC da zidovudina, com correspondente diminuição da sua depuração, quando administrada concomitantemente com ácido valpróico, fluconazol ou metadona. Dado que a informação disponível é limitada, o significado clínico desta observação não está esclarecido. No entanto, se a zidovudina for administrada concomitantemente com ácido valpróico, fluconazol ou metadona, o doente deverá ser cuidadosamente monitorizado quanto à potencial toxicidade da zudovudina.
Usar com precaução

Nifedipina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: n.d.
Interações: Ácido valpróico: Não foram realizados estudos de interação. Como a administração concomitante de nimodipina, um bloqueador dos canais de cálcio estruturalmente similar, e ácido valpróico resultou num aumento de 50% das concentrações plasmáticas da nimodipina, não se pode excluir a possibilidade de um aumento da eficácia da nifedipina.
Usar com precaução

Ritonavir + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do Ritonavir nos Medicamentos Não Antirretrovirais Coadministrados: Anticonvulsivantes: Divalproato, lamotrigina, fenitoína: Ritonavir administrado como potenciador farmacocinético ou como medicamento antirretroviral induz oxidação pela CYP2C9 e glucuronidação, pelo que se prevê que diminua as concentrações plasmáticas dos anticonvulsivantes. Recomenda-se monitorização cuidadosa dos níveis séricos ou efeitos terapêuticos quando estes medicamentos são administrados concomitantemente com ritonavir. A fenitoína pode diminuir os níveis séricos de ritonavir.
Usar com precaução

Clozapina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Foram notificados casos raros mas graves de convulsões, incluindo o início convulsões em doentes não epilépticos e casos isolados de delírio em que a clozapina foi administrada com ácido valpróico. Estes efeitos são possivelmente devidos a uma interacção farmacocinética, cujo mecanismo não foi ainda determinado.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fenobarbital + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: Para além das interações acima mencionadas, está descrito que muitos outros fármacos podem alterar a resposta aos barbitúricos ou ver a sua própria resposta alterada. Por isso deve haver precaução sempre que se adiciona ou retira um fármaco de um regime terapêutico que contém fenobarbital, tendo sempre em consideração a possibilidade de ser necessário efectuar ajustes de doses.
Interações: A administração concomitante de fenobarbital e ácido valpróico provoca aumento das concentrações plasmáticas do fenobarbital e sonolência excessiva.
Usar com precaução

Doripenem + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: Doripenem é alvo de um metabolismo mediado pelo Citocromo P450 (CYP450) reduzido ou nulo. Com base em estudos realizados in vitro não se antecipa que doripenem iniba ou induza as atividades do CYP450. Não se preveem, consequentemente, quaisquer interações medicamentosas associadas ao CYP450.
Interações: Foi demonstrado que a coadministração de doripenem e ácido valpróico reduz significativamente os níveis séricos de ácido valpróico abaixo do espectro terapêutico. A redução dos níveis de ácido valpróico poderá levar a um controlo inadequado das convulsões. Num estudo de interação, as concentrações séricas de ácido valpróico foram marcadamente reduzidas (AUC reduziu em 63%) após coadministração de doripenem e ácido valpróico. A interação teve um início rápido. Uma vez que foram administradas aos doentes apenas 4 doses de doripenem, com uma administração concomitante prolongada, não pode ser excluída uma nova redução dos níveis de ácido valpróico. A redução dos níveis de ácido valpróico foi também notificada quando coadministrado com outros agentes carbapenemes, atingindo uma redução de 60-100% nos níveis de ácido valpróico, em aproximadamente dois dias. Como tal, deverão ser consideradas alternativas em termos de terapêutica antibacteriana ou antiepilética suplementar.
Sem efeito descrito

Gabapentina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Não se observaram interações entre a gabapentina e fenobarbital, fenitoína, ácido valpróico ou carbamazepina. A farmacocinética da gabapentina no estado estacionário é semelhante em indivíduos saudáveis e em doentes com epilepsia medicados com estes medicamentos antiepiléticos.
Usar com precaução

Ácido acetilsalicílico + Ácido ascórbico + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Requer precaução: Aumento da toxicidade do ácido valpróico devido à sua deslocação dos locais de ligação às proteínas.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido acetilsalisílico + Atorvastatina + Ramipril + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Os salicilatos podem deslocar o ácido valpróico das proteínas plasmáticas de ligação e diminuir o seu metabolismo aumentando as concentrações plasmáticas do ácido valpróico.
Sem efeito descrito

Levetiracetam + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Dados provenientes de ensaios clínicos pré-comercialização conduzidos em adultos indicam que o Levetiracetam não influencia as concentrações séricas de medicamentos antiepiléticos existentes (fenitoína, carbamazepina, ácido valpróico, fenobarbital, lamotrigina, gabapentina e primidona) e que estes medicamentos antiepiléticos não influenciam a farmacocinética de Levetiracetam. Tal como em adultos, não há evidência de interações medicamentosas com significado clínico, em doentes pediátricos a receber doses de levetiracetam até 60 mg/ kg /dia. Uma avaliação retrospetiva das interações farmacocinéticas em crianças e adolescentes (4 aos 17 anos) com epilepsia confirmou que a terapia adjuvante com levetiracetam, administrado por via oral, não influenciou as concentrações séricas no estado de equilíbrio da carbamazepina e do valproato administrados concomitantemente. Contudo, os dados sugeriam uma depuração de levetiracetam 20% mais elevada em crianças a tomar medicamentos antiepiléticos indutores de enzimas. Não é necessário o ajustamento da dose.
Usar com precaução

Felbamato + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: O felbamato altera as concentrações plasmáticas de carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e ácido valpróico e/ou seus metabolitos. Para reduzir a probabilidade de ocorrência de possíveis reacções adversas devido a interações medicamentosas, as posologias de carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e de ácido valpróico devem ser reduzidas conforme necessário, com base na observação clínica e nas concentrações plasmáticas no estado estacionário, se aplicável. Efeitos do felbamato sobre outros fármacos antiepiléticos: Ácido valpróico: O felbamato, administrado em doses de 600 mg ou 1.200 mg duas vezes por dia, aumenta a concentração plasmática no estado estacionário do valproato, de uma forma dose-dependente e linear. Com a dose mais baixa de felbamato, a AUC média e a concentração mínima de valproato elevaram-se 28% e 18%, respectivamente; estes valores aumentaram proporcionalmente com a dose mais elevada de felbamato. Efeitos de outros fármacos antiepiléticos sobre o felbamato: Ácido valpróico: O ácido valpróico exerce, aparentemente, um efeito mínimo sobre a depuração de felbamato; contudo, num dos estudos realizados, as concentrações mais baixas de felbamato registaram valores cerca de 50% superiores aos obtidos com Felbamato em monoterapia.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido acetilsalicílico + Ácido cítrico + Bicarbonato de sódio + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: São intensificados os efeitos de: - os efeitos do ácido valpróico
Usar com precaução

Clonazepam + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: O clonazepam não induz os enzimas responsáveis pelo seu próprio metabolismo.
Interações: A combinação do clonazepam com o ácido valpróico pode ocasionalmente provocar crises de ausência (pequeno mal).
Usar com precaução

Topiramato + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Efeitos do topiramato sobre outros medicamentos antiepiléticos: A associação de topiramato a outros antiepiléticos (fenitoína, carbamazepina, ácido valpróico, fenobarbital, primidona) não tem qualquer efeito sobre as suas concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio, excepto em certos doentes nos quais a associação de topiramato com a fenitoína pode produzir um aumento das concentrações plasmáticas de fenitoína. Este é possivelmente devido à inibição de uma isoforma polimórfica de uma enzima específica (CYP2C19). Em consequência, devem ser monitorizados os níveis de fenitoína em todos doentes medicados com fenitoína que apresentem sinais ou sintomas clínicos de toxicidade. Efeitos de outros medicamentos antiepiléticos no topiramato: A associação ou interrupção do ácido valpróico não produz alterações clinicamente significativas nas concentrações plasmáticas de topiramato e, portanto, não justifica o ajuste posológico do topiramato. Outras formas de interacção: Ácido valpróico: A administração concomitante de topiramato e de ácido valpróico foi associada a hiperamoniemia com ou sem encefalopatia em doentes que toleraram qualquer um dos medicamentos em monoterapia. Na maioria dos casos, os sintomas e sinais diminuem de intensidade com a interrupção de qualquer um dos medicamentos. Esta reacção adversa não é devida a uma interacção farmacocinética. Não se estabeleceu uma associação da hiperamoniemia com topiramato em monoterapia ou com o tratamento concomitante com outros antiepiléticos.
Não recomendado/Evitar

Alopurinol + Lesinurad + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: n.d.
Interações: Não é recomendada a utilização concomitante com: Inibidores da époxi-hidrolase (p. ex., ácido valpróico, valpromida) Os inibidores da epóxido hidrolase microssomal (EHm) (p.ex., ácido valpróico, valpromida) podem interferir com o metabolismo de lesinurad. Alopurinol + Lesinurad não deve ser administrado com inibidores da EHm.
Sem efeito descrito

Efavirenz + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICONVULSIVANTES: Ácido Valproico/Efavirenz: (250 mg duas vezes ao dia/600 mg uma vez ao dia). Não existe efeito clinicamente significativo na farmacocinética do efavirenz. Os dados limitados sugerem que não existe efeito clinicamente significativo na farmacocinética do ácido valpróico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Os doentes devem ser monitorizados para controlo das convulsões.
Sem efeito descrito

Paroxetina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: n.d.
Interações: Anticonvulsivantes: Carbamazepina, fenitoína, valproato de sódio. A administração concomitante não demonstrou qualquer efeito sobre o perfil farmacocinético/dinâmico em doentes epilépticos.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Telotristate + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do Telotristate sobre outros medicamentos Substratos do CYP2B6 O telotristate induziu o CYP2B6 in vitro. O uso concomitante de Telotristate pode diminuir a eficácia de medicamentos que são substratos do CYP2B6 (como por exemplo ácido valpróico, bupropiona, sertralina), diminuindo a sua exposição sistémica. Recomenda-se monitorizar uma eficácia sub-ótima.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levocarnitina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Interações da levocarnitina com ácido valpróico e benzoato de sódio. Têm ocorrido notificações muito raras de aumento da razão normalizada internacional (RNI) em doentes tratados com levocarnitina concomitantemente com fármacos cumarínicos. A RNI (ou outro teste de coagulação apropriado) deve ser verificada semanalmente até se tornar estável, e mensalmente a partir daí, em doentes a tomar anticoagulantes concomitantemente com levocarnitina.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido acetilsalicílico + Codeína + Cafeína + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Os seguintes efeitos são intensificados pelo componente ácido acetilsalicílcio: - os efeitos do ácido valpróico
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Meropenem + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: Não foram conduzidos estudos específicos de interação de medicamentos exceto com probenecid. Não foi estudado o potencial efeito de meropenem na ligação às proteínas ou no metabolismo de outros medicamentos. Contudo, a ligação às proteínas é tão baixa que não se esperam interações com outros compostos com base neste mecanismo.
Interações: Foram reportadas diminuições dos níveis sanguíneos de ácido valpróico quando coadministrado com medicamentos carbapenemos, resultando numa diminuição de 60-100% dos níveis de ácido valpróico em cerca de dois dias. Devido ao rápido início e à extensão da diminuição, a coadministração de ácido valpróico com medicamentos carbapenemos não é considerada como passível de ser gerida e, assim, deverá ser evitada.
Sem efeito descrito

Lacosamida + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: Os dados disponíveis sugerem que a lacosamida possui um potencial de interação baixo. Estudos in vitro indicam que os enzimas CYP1A2, 2B6 e 2C9 não são induzidos e que os CYP1A1, 1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2D6 e 2E1 não são inibidos pela lacosamida, nas concentrações plasmáticas observadas durante os ensaio s clínicos. Um estudo in vitro indicou que a lacosamida não é transportada por glicoproteína - P no intestino. Dados in vitro demonstram que o CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4 têm a capacidade de catalizar a formação do metabolito O - desmetil. A lacosamida tem um perfil de ligação às proteínas inferior a 15%, pelo que são consideradas pouco provaveis interações de competição pelo recetor proteico, com outros medicamentos.
Interações: Em estudos de interação, a lacosamida não influenciou significativamente as concentrações plasmáticas da carbamazepina nem do ácido valpróico. As concentrações plasmáticas da lacosamida não foram afetadas pela carbamazepina ou ácido valpróico.
Usar com precaução

Selexipag + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: Selexipag é hidrolisado no seu metabolito ativo pela carboxilesterase hepática 1 (CES1). Selexipag e o seu metabolito ativo sofrem ambos metabolismo oxidativo, mediado pelo CYP2C8 e CYP3A4. A glucoronidação do metabolito ativo é catalisada através da UGT1A3 e UGT2B7. Selexipag e o seu metabolito ativo são substratos do OATP1B1 e OATP1B3. Selexipag é um substrato fraco da bomba de efluxo P-gp. O metabolito ativo é um substrato fraco da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP). Terapêuticas específicas para a HAP: Na Fase 3 do ensaio controlado por placebo em doentes com HAP, a utilização do selexipag em associação com um ARE e um inibidor da PDE-5 resultou numa exposição 30% inferior ao metabolito ativo. Efeito do selexipag em outros medicamentos: Selexipag e o seu metabolito ativo não inibem as enzimas do citocromo P450 em concentrações clinicamente relevantes. Selexipag e o seu metabolito ativo não inibem as proteínas transportadoras. Não é esperado que selexipag e o seu metabolito ativo induzam as enzimas do citocromo P450 no fígado e rim em concentrações clinicamente relevantes. Dados in vitro indicam que selexipag pode ser um indutor de ambos CYP3A4 e CYP2C9 no intestino.
Interações: O efeito de inibidores do CYP2C8 (gemfibrozil), inibidores da UGT1A3 e UGT2B7 (ácido valpróico, probenecide e fluconazol), indutores do CYP2C8 (rifampicina, rifapentina), ou indutores da UGT1A3 e UGT2B7 (rifampicina) na exposição ao selexipag e ao seu metabolito ativo não foi estudado. É necessária precaução aquando da administração concomitante destes medicamentos com Selexipag. Não se pode excluir uma potencial interação farmacocinética com indutores ou inibidores fortes destas enzimas.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Imipenem + Cilastatina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Foi notificado um decréscimo nos níveis sanguíneos de ácido valpróico quando co- administrado com carbapenemes, resultando num decréscimo de 60-100% nos níveis de ácido valpróico em cerca de 2 dias. Devido ao rápido início e à extensão do decréscimo, a co-administração de ácido valpróico com carbapenmes não é considerado como passível de gestão pelo que deverá ser evitada.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Temozolomida + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: A administração concomitante de ácido valpróico esteve associada a uma pequena, mas estatisticamente significativa, diminuição da depuração da TMZ.
Sem significado Clínico

Nimesulida + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Estudos in vitro mostraram que a tolbutamida, o ácido salicílico e o ácido valpróico deslocaram a nimesulida dos locais de ligação. Contudo, apesar de um possível efeito nos níveis plasmáticos, estas interações não demonstraram significado clínico.
Sem efeito descrito

Perampanel + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: Perampanel não é considerado um indutor ou inibidor potente das enzimas do citocromo P450 ou da UGT. O perampanel é administrado até obtenção do efeito clínico independentemente de outros antiepiléticos. Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Num estudo farmacocinético populacional dos doentes adolescentes dos estudos clínicos de Fase 3, não se observaram diferenças dignas de nota entre esta população e a população global.
Interações: As interações potenciais entre Perampanel (até 12 mg uma vez por dia) e outros medicamentos antiepiléticos foram analisadas em estudos clínicos e avaliadas na análise farmacocinética populacional de quatro estudos agrupados de Fase 3, incluindo doentes com crises epiléticas parciais e convulsões tónico-clónicas generalizadas primárias. Ácido valpróico: Influência do antiepilético na concentração de Perampanel: Sem influência Influência de Perampanel na concentração do antiepilético: Diminuição <10% Numa análise farmacocinética populacional de doentes com crises epiléticas parciais medicados com Perampanel até 12 mg/dia em ensaios clínicos controlados com placebo, Perampanel não afetou a depuração do clonazepam, levetiracetam, fenobarbital, fenitoína, topiramato, zonisamida, carbamazepina, clobazam, lamotrigina e ácido valpróico de maneira clinicamente relevante com a dose mais elevada de perampanel avaliada (12 mg/dia).
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Barbexaclona + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Um efeito sedativo intenso, ocasionado pela ingestão de outros antiepilépticos e fármacos de ação sedativa sobre o sistema nervoso central (sobretudo o ácido valpróico), pode ser compensado pela redução da dose.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido acetilsalicílico + Esomeprazol + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: A supressão do ácido gástrico durante o tratamento com esomeprazol e outros IBPs poderá reduzir ou aumentar a absorção de medicamentos com uma absorção gástrica pH-dependente. O esomeprazol inibe o CYP2C19, a principal enzima metabolizadora do esomeprazol. O omeprazol tal como o esomeprazol atuam como inibidores do CYP2C19. O esomeprazol é metabolizado pelo CYP2C19 e CYP3A4.
Interações: O salicilato pode deslocar a ligação às proteínas da fenitoína e do ácido valpróico, originando uma diminuição da concentração total de fenitoína e um aumento dos níveis sanguíneos de ácido valpróico.
Usar com precaução

Bupropiom + Naltrexona + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Como o bupropiom é extensivamente metabolizado, aconselha-se precaução quando a associação naltrexona/bupropiom é coadministrada com medicamentos conhecidos por inibir o metabolismo (por exemplo, valproato), visto que estes podem afetar a sua eficácia clínica e segurança.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Hidróxido de alumínio + Hidróxido de magnésio + Carbonato de magnésio + Simeticone + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Pode ser aumentada a biodisponibilidade do fármaco: ácido valpróico.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Mefloquina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Em doentes que fazem tratamentos com anticonvulsivantes como ácido valpróico, carbamazepina, fenobarbital ou fenitoína, a administração simultânea de Mefloquina pode baixar a concentração plasmática do anticonvulsivante, provocando ataques. Nestes casos pode ser necessário um ajuste de dose do anticonvulsivante.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Barbitúricos + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Efeito depressor no SNC aditivo com outros depressores do sistema nervoso central.
Interações: Fármacos que reduzem o metabolismo dos barbitúricos: Ácido valpróico: diminui o metabolismo do fenobarbital - Ácido Valpróico
Sem efeito descrito

Zonisamida + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Potencial de Zonisamida para afetar outros medicamentos: Medicamentos antiepiléticos: Em doentes epiléticos, a dosagem estabilizada com Zonisamida não resultou em qualquer efeito farmacocinético clinicamente relevante sobre a carbamazepina, a lamotrigina, a fenitoína, ou o valproato de sódio.
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Oxcarbazepina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Indução enzimática: A oxcarbazepina e o DMH induzem in vitro e in vivo, os citocromos CYP3A4 e CYP3A5 responsáveis pelo metabolismo dos antagonistas do cálcio dihidropiridínicos, contracetivos orais e fármacos antiepiléticos (p.ex. carbamazepina) o que resulta em concentrações plasmáticas mais baixas destes medicamentos. In vitro, o DMH é um fraco indutor da UDP-glucoronil transferase e, assim, é improvável que in vivo tenha efeito em fármacos que são eliminados principalmente por conjugação através de UDP-glucoronil tranferases (p.ex. ácido valpróico, lamotrigina). Mesmo considerando o fraco potencial de indução da oxcarbazepina e do DMH, poderá ser necessária uma dose maior dos fármacos usados concomitantemente que são metabolizados via CYP3A4 ou por conjugação (UDPGT). Em caso de interrupção da terapia com Oxcarbazepina, poderá ser necessária uma redução da dose da medicação concomitante. Estudos de indução realizados com hepatócitos humanos confirmaram a oxcarbazepina e o DMH como fracos indutores das isoenzimas da sub-familia 2B e 3A4CYP. O potencial de indução da oxcarbazepina/ DMH nas outras isoenzimas CYP não é conhecido. Fármacos antiepiléticos: Nos estudos clínicos foram avaliadas as potenciais interações entre oxcarbazepina e outros fármacos antiepiléticos (AEs). O efeito destas interações nas AUCs e Cmin médias está resumido a seguir. Influência da oxcarbazepina na concentração do fármaco AE: Carbamazepina: 0-22% de diminuição (30% de aumento de carbamazepina-epóxido) Clobazan: Não estudada. Felbamato: Não estudada. Fenobarbitona: 14-15% de aumento. Fenitoína: 0-40% de aumento. Ácido valpróico: Sem influência. Influência do fármaco AE na concentração do DMH: Carbamazepina: 40% de diminuição. Clobazan: Sem influência. Felbamato: Sem influência. Fenobarbitona: 30-31% de diminuição. Fenitoína: 29-35% de diminuição. Ácido valpróico: 0-18% de diminuição.
Usar com precaução

Enzalutamida + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Potencial da enzalutamida para afetar a exposição a outros medicamentos: Indução enzimática: A enzalutamida é um potente inibidor enzimático levando ao aumento da síntese de muitas enzimas e transportadores; portanto é esperada a interação com muitos medicamentos comuns que são substratos destas enzimas ou transportadores. A redução das concentrações plasmáticas podem ser substanciais, e levar a perda ou reduzir o efeito clínico. Existe também um risco aumentado da formação de metabolitos ativos. As enzimas que podem ser induzidas são o CYP3A no fígado e intestino, o CYP2C9, o CYP2C19, o CYP1A2 e auridina 5’ difosfato-glucuronosiltransferases (conjugação das enzimas UGTs-glucuronida). A proteína de transporte de P-gp pode também ser induzida, e provavelmente outros transportadores, como por exemplo, a proteína de resistência múltipla 2 (MRP2), proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e do polipéptido transportador aniónico orgânico 1B1, (OATP1B1). Estudos in vivo demonstraram que a enzalutamida é um indutor potente do CYP3A4 e um indutor moderado do CYP2C9 e do CYP2C19. A coadministração da enzalutamida (160 mg uma vez por dia) com doses únicas orais de substratos sensíveis ao CYP em doentes com cancro da próstata, resultou numa diminuição de 86% da AUC do midazolam (substrato do CYP3A4), numa diminuição de 56% na AUC da S-varfarina (substrato do CYP2C9) e numa diminuição de 70% na AUC do omeprazol (substrato do CYP2C19). A UGT1A1 pode também ter sido induzida. São esperadas interações com alguns medicamentos que são eliminados através do metabolismo ou por transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico é de grande importância para o doente, e se os ajustes de dose não são facilmente realizados com base na monitorização de eficácia ou da concentração plasmática, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. O risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é suspeito ser maior em doentes tratados concomitantemente com indutores de enzima. Grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não se limitam a: Analgésicos (ex. fentanilo, tramadol) Antibióticos (ex. claritromicina, doxiciclina) Agentes antineoplásicos (ex. cabazitaxel) Anticoagulantes (ex. acenocumarol, varfarina) Antiepiléticos (ex. carbamazepina, clonazepam, fenitoína, primidona, ácido valpróico) Antipsicóticos (ex. haloperidol) Bloqueadores beta (ex. bisoprolol, propranolol) Bloqueadores da entrada do cálcio (ex. diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) Cardiotónicos digitálicos (ex. digoxina) Corticosteroides (ex. dexametasona, prednisolona) Antirretrovirais VIH (ex. indinavir, ritonavir) Hipnóticos (ex. diazepam, midazolam, zolpidem) Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (ex. atorvastatina, sinvastatina)
Usar com precaução

Artesunato + Mefloquina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: À data não são conhecidas nefastas interações medicamentosas com o artesunato.
Interações: Deverá existir a máxima prudência quando a mefloquina é administrada concomitantemente com substâncias cardiotónicas, bem como com ácido valpróico.
Usar com precaução

Dabrafenib + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de dabrafenib noutros medicamentos: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Num estudo clínico de interação medicamentosa, a Cmax e AUC do midazolam oral (um substrato do CYP3A4) diminuiu 61% e 74% respetivamente com a coadministração de doses repetidas de dabrafenib utilizando uma formulação com uma biodisponibilidade mais baixa do que a formulação de dabrafenib. A administração de 150 mg de dabrafenib duas vezes por dia e varfarina resultou numa diminuição da AUC de S-e R-varfarina em 37% e 33% em comparação com a administração de varfarina em monoterapia. A Cmax de S-e R-varfarina aumentou 18% e 19%. São esperadas interações com muitos medicamentos eliminados através do metabolismo ou transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico for de grande importância para o doente, e os ajustes posológicos não forem facilmente realizáveis com base na monitorização da eficácia ou concentrações plasmáticas, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. Suspeita-se que o risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é superior nos doentes tratados concomitantemente com indutores enzimáticos. Espera-se que o número de medicamentos afetados seja grande; embora a magnitude da interação possa variar. Os grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não estão limitados a: - Analgésicos (por ex. fentanilo, metadona) - Antibióticos (por ex., claritromicina, doxiciclina) - Agentes anticancerígenos (por ex., cabazitaxel) - Anticoagulantes (por ex. acenocumarol, varfarina) - Antiepiléticos (por ex., carbamazepina, fenitoína, primidona, ácido valpróico) - Antipsicóticos (por ex., haloperidol) - Bloqueadores dos canais de cálcio (por ex., diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) - Glicosidos cardíacos (por ex., digoxina) - Corticosteroides (por ex., dexametasona, metilprednisolona) - Antivíricos para o VIH (por ex., amprenavir, atazanavir, darunavir, delavirdina, efavirenz, fosamprenavir, indinavir, lopinavir, nelfinavir, saquinavir, tipranavir) - Contracetivos hormonais - Hipnóticos (por ex., diazepam, midazolam, zolpidem) - Imunossupressores (por ex., ciclosporina, tacrolimus, sirolímus) - Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (por ex., atorvastatina, sinvastatina) É provável que o início da indução ocorra após 3 dias de administração repetida com dabrafenib. Aquando da descontinuação de dabrafenib, o equilibro da indução é gradual, as concentrações dos CYP3A4, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP2C19, UDP-glucuronosil transferases (UGT) e substratos transportadores podem aumentar e os doentes devem ser monitorizados para toxicidade e a posologia destes agentes pode necessitar de ser ajustada. In vitro, o dabrafenib é um inibidor do mecanismo do CYP3A4. Como tal, a inibição transitória do CYP3A4 pode ser vista durante os primeiros dias do tratamento.
Usar com precaução

Netupitant + Palonossetrom + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Interações adicionais É improvável que o Netupitant / Palonossetrom interaja com medicamentos que sejam substratos da gp-P. O netupitant não é um substrato da gp-P. Não se observaram alterações na farmacocinética da digoxina quando se administrou netupitant no Dia 8 de um regime de 12 dias com digoxina. É improvável que haja inibição da proteína transportadora de efluxo BCRP e da isoenzima UGT2B7 da glucuronidação pelo netupitant e pelos seus metabolitos e, caso ocorra, a mesma apresenta uma relevância clínica mínima. Os dados in vitro mostram que o netupitant inibe a UGT2B7, não estando estabelecida a amplitude de um tal efeito no enquadramento clínico. Recomenda-se precaução ao associar-se o netupitant a um substrato oral desta enzima (p. ex., zidovudina, ácido valproico, morfina). Os dados in vitro sugerem que o netupitant inibe a proteína transportadora de efluxo BCRP. A relevância clínica deste efeito não está estabelecida. Os dados in vitro mostram que o netupitant é um inibidor da gp-P. Num estudo efetuado em voluntários saudáveis, o netupitant não afetou a exposição da digoxina, um substrato da gp-P, que aumentou a sua Cmáx 1,09 vezes [IC de 90% 0,9-1,31]. Não se exclui que este efeito possa ser mais acentuado, e nesse caso clinicamente relevante, em doentes oncológicos, especialmente naqueles com função renal anormal. Por conseguinte, recomenda-se precaução quando o netupitant é associado à digoxina ou a outros substratos da gp-P, tais como, o dabigatrano ou a colquicina.
Consultar informação atualizada

Lamivudina + Zidovudina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: Os ensaios clínicos demonstraram que não existem interações clinicamente significativas entre a lamivudina e a zidovudina. A zidovudina é principalmente metabolizada pelas enzimas UGT; a administração concomitante de indutores ou inibidores das enzimas UGT pode alterar a exposição à zidovudina. A lamivudina é depurada ao nível renal. A secreção renal ativa da lamivudina na urina é mediada através de transportadores catiónicos orgânicos (OCTs); a administração concomitante de lamivudina com inibidores OCT ou fármacos nefrotóxicos pode aumentar a exposição à lamivudina. A lamivudina e a zidovudina não são significativamente metabolizadas pelas enzimas do citocromo P450 (tais como CYP 3A4, CYP 2C9 ou CYP 2D6) nem inibem ou induzem este sistema enzimático. Assim, o potencial para interações com antirretrovirais inibidores da protease, não nucleosídeos e outros medicamentos metabolizados pelas principais enzimas P450 é baixo. Foram realizados estudos de interação apenas em adultos.
Interações: Ácido valpróico/Lamivudina: Interação não estudada. Dada a pouca informação disponível desconhece-se o significado clínico. Monitorizar sinais de toxicidade da zidovudina. Ácido valpróico/Zidovudina (250 mg ou 500 mg três vezes dia/100 mg três vezes dia): Dada a pouca informação disponível desconhece-se o significado clínico. Monitorizar sinais de toxicidade da zidovudina.
Sem efeito descrito

Brivaracetam + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: Os estudos de interação formais foram realizados apenas em adultos.
Interações: Ácido valpróico: Influência dos medicamentos antiepiléticos sobre as concentrações plasmáticas do brivaracetam: Nenhuma. Influência do brivaracetam nas concentrações plasmáticas dos medicamentos antiepiléticos: Nenhuma.
Sem efeito descrito

Pregabalina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: Como a pregabalina é predominantemente excretada na urina na forma inalterada, sofre uma metabolização negligenciável no ser humano (< 2% da dose recuperada na urina na forma de metabolitos), não inibe o metabolismo dos fármacos in vitro e não se fixa às proteínas plasmáticas, é improvável que produza ou esteja sujeita a interações farmacocinéticas. Não foram conduzidos estudos específicos de interação farmacodinâmica em voluntários idosos. Os estudos de interação foram apenas realizados em adultos.
Interações: Por conseguinte, nos estudos in vivo não se observaram interações farmacocinéticas, clinicamente relevantes, entre a pregabalina e fenitoína, carbamazepina, ácido valproico, lamotrigina, gabapentina, lorazepam, oxicodona ou etanol.
Usar com precaução

Fenilbutirato de glicerol + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Outros medicamentos, como corticosteróides, ácido valpróico, haloperidol e probenecida podem ter o potencial de afetar os níveis de amónia. Os efeitos do fenilbutirato de glicerol sobre outras isoenzimas CYP não foram estudados em humanos e não podem ser excluídos.
Sem efeito descrito

Colessevelam + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: O Colessevelam pode afetar a biodisponibilidade de outros medicamentos. Por conseguinte, quando não é possível excluir a ocorrência de uma interação medicamentosa com um medicamento administrado concomitantemente para o qual seriam clinicam ente importantes pequenas variações no nível terapêutico, Colessevelam deve ser administrado pelo menos quatro horas antes ou pelo menos quatro horas após a administração da medicação concomitante para minimizar o risco de redução da absorção dessa medicação. Para medicamentos concomitantes que exijam administração através de doses divididas, deve referir-se que a dose necessária de Colessevelam pode ser tomada uma vez por dia. Quando são administrados medicamentos nos quais as alterações nos níveis sanguíneos podem ter um impacto clinicamente significativo na segurança ou na eficácia, os médicos devem considerar a monitorização dos respetivos níveis séricos ou dos efeitos. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Em estudos de interação efetuados em voluntários saudáveis, verificou-se que Colessevelam não teve efeito sobre a biodisponibilidade da digoxina, do metoprolol, da quinidina, do ácido valpróico e da varfarina.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paliperidona + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de Paliperidona 12 mg, uma vez ao dia, com comprimidos de libertação prolongada de divalproato de sódio (500 mg a 2000 mg uma vez ao dia) não afetou a farmacocinética no estado estacionário do valproato. A administração concomitante de Paliperidona com comprimidos de libertação prolongada de divalproato de sódio aumentou a exposição à paliperidona. A administração concomitante de uma única dose de Paliperidona 12 mg com comprimidos de libertação prolongada de divalproato de sódio (dois comprimidos de 500 mg uma vez ao dia) resultou num aumento de aproximadamente 50% na Cmax e AUC da paliperidona. Deve considerar-se uma redução da posologia de Paliperidona quando este é administrado de forma concomitante com valproato após avaliação clínica.
Usar com precaução

Clopidogrel + Ácido acetilsalicílico + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Outras interações com AAS: Foram também notificadas interações, com doses mais elevadas (anti-inflamatórias) de AAS, com os seguintes medicamentos: Inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA), acetazolamida, anticonvulsivos (fenitoína e ácido valpróico), bloqueadores beta, diuréticos e agentes hipoglicemiantes orais.
Sem efeito descrito

Risperidona + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: n.d.
Interações: Potencial para Risperidona afetar outros medicamentos: Risperidona não demonstrou possuir um efeito clinicamente relevante na farmacocinética do lítio, valproato, digoxina ou topiramato.
Sem efeito descrito

Efavirenz + Emtricitabina + Tenofovir + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: As interações que foram identificadas com Efavirenz, Emtricitabina e Tenofovir individualmente podem ocorrer com esta associação. Os estudos de interação com estes medicamentos só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICONVULSIVANTES: Ácido valpróico/Efavirenz: (250 mg b.i.d./600 mg q.d.). Ausência de efeito clinicamente significativo na farmacocinética do efavirenz. Dados limitados sugerem a ausência de efeito clinicamente significativo na farmacocinética do ácido valpróico. Ácido valpróico/Emtricitabina: Interação não estudada. Ácido valpróico/Tenofovir disoproxil fumarato: Interação não estudada. Este medicamento e ácido valpróico podem ser coadministrados sem ajuste da dose. Os doentes devem ser monitorizados para controlo de crises convulsivas. Efavirenz / Emtricitabina / Tenofovir e ácido valpróico podem ser coadministrados sem ajuste da dose. Os doentes devem ser monitorizados para controlo de crises convulsivas.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Varfarina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: n.d.
Interações: Os compostos que reconhecidamente potenciam a acção da varfarina ou que habitualmente são referidos como exercendo esse efeito são: Ácido etacrínico, ácido mefenâmico, ácido tielínico, álcool (ingestão aguda), alopurinol, amiodarona, Ácido Acetilsalicílico, azapropazona, cefamandol, ciprofloxacina, claritromicina, cloranfenicol, cimetidina, clofibrato, cotrimoxazol, danazol, dextropropoxifeno, dipiramidol, dissulfiram, eritromicina, estanozolol, etiloestrenol, fenilbutazona, fibratos, fluconazol, glucagão, halofenato, hormonas tiroideias, cetoconazol, latamofex, meclofenamato de sódio, metronidazol, miconazol, noretandrolona, omeprazol, oxifenbutazona, oximetolona, paracetamol, piroxicam, propafenona, quetoquenazol, quinidina, quinina, sinvastatina, ISRS antidepressivos, sulfinpirazona, sulfonamidas, sulindac, tetraciclina, valproato, vitamina E.
Contraindicado

Lesinurad + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Efeito de outros medicamentos sobre lesinurad: Inibidores da époxi hidrolase: Os inibidores da Epóxi Hidrolase microssomal (EHm) (p.ex. ácido valproico, valpromida) podem interferir com o metabolismo de lesinurad. Lesinurad não deve ser administrado com inibidores da EHm.
Não recomendado/Evitar

Ertapenem + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: É improvável a ocorrência de interações causadas pela inibição da depuração mediada pela glicoproteína-P ou pela inibição da depuração dos medicamentos mediada pelo CYP. A coadministração de ácido valpróico e agentes antibacterianos do grupo carbapenem está associada à notificação de reduções nos níveis séricos de ácido valpróico, promovendo, em alguns casos, níveis inferiores aos terapêuticos. A redução dos níveis séricos de ácido valpróico pode levar ao controle inadequado das convulsões, pelo que a utilização de ertapenem e ácido valpróico/valproato de sódio não é recomendada, devendo ser consideradas alternativas terapêuticas antibacterianas ou anticonvulsivas.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Primidona + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: Tanto a primidona como o seu principal metabolito, o fenobarbital, induzem a actividade enzimática hepática, principalmente o sistema enzimático CYP4503A4. Isto pode provocar alterações na farmacocinética de fármacos administrados simultaneamente.
Interações: Os fármacos cujo metabolismo possa ser aumentado e levar a uma diminuição da concentração plasmática e/ou diminuição do tempo de semi-vida, devido a uma terapêutica concomitante são: Androgéneos, beta-antagonistas, carbamazepina, ciclosporina, clonazepam, cloranfenicol, corticosteróides/glucocorticóides, ciclofosfamida, dicumarinas, digitoxina, doxiciclina, etosuxamida, etoposido, felbamato, granissetrom, lamotrigina, losartan, metadona, metronidazol, mianserina, Montelucaste, nelfinavir, nimodipina, contracetivos orais, oxcarbazepina, fentoína, quinidina, rocurónio, valproato de sódio, tiagabina, teofilinas, topiramato, antidepressores tricíclicos, vecurónio, varfarina e zonisamida. Os seguintes fármacos inibem o sitema enzimático CYP 450 3A4 e podem originar um aumento das concentrações plasmáticas da primidona e do seu metabolito fenobarbital, quando administrados concomitantemente: - Cloranfenicol, - Felbamato, - Nelfinavir, - Metrodinazol, - Valproato de sódio.
Usar com precaução

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Neurolépticos

Observações: N.D.
Interações: O valproato pode potenciar o efeito dos outros psicotrópicos, tais como os neurolépticos, IMAO e antidepressivos e benzodiazepinas; aconselha-se uma vigilância clínica e um eventual ajuste da posologia.
Usar com precaução

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO)

Observações: N.D.
Interações: O valproato pode potenciar o efeito dos outros psicotrópicos, tais como os neurolépticos, IMAO e antidepressivos e benzodiazepinas; aconselha-se uma vigilância clínica e um eventual ajuste da posologia.
Usar com precaução

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Antidepressores

Observações: N.D.
Interações: O valproato pode potenciar o efeito dos outros psicotrópicos, tais como os neurolépticos, IMAO e antidepressivos e benzodiazepinas; aconselha-se uma vigilância clínica e um eventual ajuste da posologia.
Usar com precaução

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Benzodiazepinas

Observações: N.D.
Interações: O valproato pode potenciar o efeito dos outros psicotrópicos, tais como os neurolépticos, IMAO e antidepressivos e benzodiazepinas; aconselha-se uma vigilância clínica e um eventual ajuste da posologia.
Usar com precaução

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Fenobarbital

Observações: N.D.
Interações: O valproato aumenta as concentrações plasmáticas do fenobarbital (devido a inibição do catabolismo hepático) podendo ocorrer sedação, mais frequente nas crianças. É necessário, portanto, efectuar-se uma vigilância clínica durante os primeiros quinze dias de tratamento com a associação, com redução imediata das doses de fenobarbital após os primeiros sinais de sedação, e eventual controlo das taxas plasmáticas do fenobarbital. Os antiepiléticos com efeito indutor enzimático (nomeadamente fenitoína, fenobarbital, carbamazepina) diminuem as concentrações séricas do valproato. Em caso de associação, ajustar a posologia em função dos níveis sanguíneos.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Primidona

Observações: N.D.
Interações: O valproato aumenta as taxas plasmáticas da primidona aumentando os seus efeitos indesejáveis (sedação). Após administração prolongada, esta interacção cessa. Deve efectuar-se uma vigilância clínica e uma eventual adaptação da posologia da primidona, mais particularmente no início da associação.
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Fenitoína + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Fármacos que podem aumentar ou diminuir os níveis séricos de fenitoína incluem: fenobarbital, valproato de sódio e certos antiácidos. O efeito da fenitoína sobre os níveis séricos do fenobarbital, ácido valpróico e valproato de sódio são também imprevisíveis.
Usar com precaução

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Fenitoína

Observações: N.D.
Interações: O valproato diminui a concentração plasmática total da fenitoína. Aumenta sobretudo a fracção livre de fenitoína, podendo provocar sinais de sobredosagem (o ácido valpróico desloca a fenitoína dos seus locais de fixação às proteínas plasmáticas e reduz o seu catabolismo hepático). Recomenda-se, pois, uma vigilância clínica. Quando se determinam os níveis plasmáticos de fenitoína, deve sobretudo ter-se em conta a forma livre. Os antiepiléticos com efeito indutor enzimático (nomeadamente fenitoína, fenobarbital, carbamazepina) diminuem as concentrações séricas do valproato. Em caso de associação, ajustar a posologia em função dos níveis sanguíneos.
Usar com precaução

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Foi referida toxicidade clínica quando o valproato foi administrado com a carbamazepina, já que o valproato pode potenciar os efeitos tóxicos da carbamazepina. Aconselha-se fazer uma vigilância clínica, especialmente no início da associação terapêutica com eventual ajuste da posologia. Os antiepiléticos com efeito indutor enzimático (nomeadamente fenitoína, fenobarbital, carbamazepina) diminuem as concentrações séricas do valproato. Em caso de associação, ajustar a posologia em função dos níveis sanguíneos.
Sem significado Clínico

Rufinamida + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Outros medicamentos antiepiléticos: As concentrações de rufinamida não são sujeitas a alterações clinicamente relevantes quando coadministrada com medicamentos antiepiléticos que se sabe serem indutores de enzimas. O início da administração de valproato a doentes em terapêutica com Rufinamida pode levar a um aumento significativo nas concentrações plasmáticas de rufinamida. Os aumentos mais pronunciados foram observados em doentes com baixo peso corpor al (<30 kg). Desta forma, deve ser considerada uma redução na dose de Rufinamida em doentes com menos de 30 kg que iniciem a terapêutica com valproato. A adição ou descontinuação destes medicamentos ou o ajuste da sua dose durante a terapêutica com rufinamida pode requerer um ajuste na posologia de rufinamida. Não foram observadas alterações significativas na concentração de rufinamida após coadministração com lamotrigina, topiramato ou benzodiazepinas. As interações farmacocinéticas entre a rufinamida e outros medicamentos antiepiléticos foram avaliadas em doentes com epilepsia utilizando mode lação farmacocinética populacional. A rufinamida não aparenta ter qualquer efeito clinicamente relevante nas concentrações de estado estacionário da carbamazepina, lamotrigina, fenobarbital, topiramato, fenitoina ou valproato.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Lamotrigina

Observações: N.D.
Interações: O valproato pode reduzir o metabolismo do lamotrigina e aumentar o seu tempo de semi-vida, podendo ser necessário um ajuste da posologia (diminuição da dose de lamotrigina). Há sugestões, que carecem de ser provadas, que o risco de rash pode ser aumentado pela co-administração de lamotrigina com o ácido valpróico.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Zidovudina

Observações: N.D.
Interações: O valproato pode aumentar as concentrações plasmáticas de zidovudina, levando a um aumento da toxicidade da zidovudina.
Usar com precaução

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Antiepilépticos (AEs)

Observações: N.D.
Interações: Os antiepiléticos com efeito indutor enzimático (nomeadamente fenitoína, fenobarbital, carbamazepina) diminuem as concentrações séricas do valproato. Em caso de associação, ajustar a posologia em função dos níveis sanguíneos.
Usar com precaução

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Felbamato

Observações: N.D.
Interações: Por outro lado, a associação com felbamato e valproato pode aumentar as concentrações séricas do valproato. A dose de valproato deve ser monitorizada.
Usar com precaução

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Mefloquina

Observações: N.D.
Interações: A mefloquina aumenta o metabolismo do ácido valpróico e possui, além disto, um efeito convulsivante, podendo surgir um risco de crises epilépticas em caso de associação.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Ácido Acetilsalicílico

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de valproato e de fármacos com uma fixação proteica importante (ácido acetilsalicílico) pode conduzir a uma elevação dos níveis séricos livres de valproato.
Usar com precaução

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Anticoagulantes orais

Observações: N.D.
Interações: A vigilância da taxa de protrombina deve ser efectuada em caso de administração concomitante de anticoagulantes dependentes da vitamina K.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de cimetidina ou de eritromicina pode aumentar as taxas séricas de valproato (pela diminuição do seu metabolismo hepático).
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Eritromicina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de cimetidina ou de eritromicina pode aumentar as taxas séricas de valproato (pela diminuição do seu metabolismo hepático).
Usar com precaução

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Meropenem

Observações: N.D.
Interações: Observou-se diminuição dos níveis plasmáticos de ácido valpróico por vezes associada a convulsões quando se associa ao valproato panipenem ou meropenem. Se a administração destes antibióticos for necessária, recomenda-se monitorizar os níveis de ácido valpróico.
Usar com precaução

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Panipenem

Observações: N.D.
Interações: Observou-se diminuição dos níveis plasmáticos de ácido valpróico por vezes associada a convulsões quando se associa ao valproato panipenem ou meropenem. Se a administração destes antibióticos for necessária, recomenda-se monitorizar os níveis de ácido valpróico.
Usar com precaução

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Antiepilépticos (AEs)

Observações: N.D.
Interações: Os antiepiléticos com efeito indutor enzimático (nomeadamente fenitoína, fenobarbital, carbamazepina) diminuem as concentrações séricas do valproato. Em caso de associação, ajustar a posologia em função dos níveis sanguíneos.
Usar com precaução

Ácido acetilsalicílico + Pseudoefedrina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: n.d.
Interações: Associações que requerem precauções de utilização: Ácido valpróico: Aumento da toxicidade do ácido valpróico devido a deslocação dos locais de ligação às proteínas plasmáticas.
Usar com precaução

Meropenem + Vaborbactam + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: n.d.
Interações: A administração concomitante de meropenem e ácido valproico tem estado associada a reduções nas concentrações de ácido valproico com subsequente perda no controlo das convulsões. Dados de estudos realizados in vitro e em animais sugerem que os carbapenemos podem inibir a hidrólise do metabolito glucuronídeo do ácido valproico (gVPA) em ácido valproico, diminuindo assim as concentrações séricas de ácido valproico. Por conseguinte, deve ser administrada uma terapêutica anticonvulsivante suplementar, quando a administração concomitante de ácido valproico e meropenem/vaborbactam não poder ser evitada.
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações do Ácido valpróico (Valproato de sódio)
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Não utilize este medicamento se estiver grávida ou se estiver em idade fértil, a menos que lhe tenha sido explicitamente indicado pelo seu Médico.

Se for uma mulher em idade fértil, deverá usar métodos de contracepção efectivos durante o tratamento.

Pode causar alguma sonolência ou tonturas em algumas pessoas, especialmente, no inicio do tratamento ou é tomado em associação com outros medicamentos antiepilépticos ou benzodiazepinas.

Assegure-se de que sabe como reagir antes de conduzir uma viatura, utilizar quaisquer ferramentas ou máquinas ou realizar outras actividades que se possam tornar perigosas se estiver com sono ou se se sentir tonto.



Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 31 de Outubro de 2019