Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo

DCI com Advertência na Gravidez
O que é
É um suplemento mineralo-vitamínico (Iodeto de potássio, Ácido fólico e Vitamina B12)
Usos comuns
Indicado durante a gravidez na correção de deficiências nutritivas e na prevenção de defeitos do tubo neural e transtornos neurológicos no feto.
Tipo
Sem informação.
História
Sem informação.
Indicações
É um suplemento mineralo-vitamínico (iodeto de potássio) indicado durante a gravidez:
– na correção de deficiências nutritivas
– na prevenção de defeitos do tubo neural e de transtornos neurológicos no feto.
Classificação CFT

11.03.03 : Associações de vitaminas com sais minerais

Mecanismo De Ação
O Ácido fólico é uma vitamina do grupo B (Vitamina B9).

No organismo reduz-se a ácido tetrahidrofólico (THF), coenzima fundamental na biossíntese de aminoácidos e ácidos nucleicos, cuja principal função na célula consiste na sua capacidade para doar e captar unidades monocarbonadas, que se unem na sua posição 5 ou 10 do anel de pteridina.

Intervém a nível de todos os tecidos e especialmente nos de multiplicação rápida. A deficiência de Ácido fólico origina uma síntese anormal de ADN em qualquer célula que tente a replicação cromossómica e a divisão.

Na medula óssea, tecido com maior índice de crescimento e divisão celular, a carência de Ácido fólico origina anemia macrocítica e megaloblástica.

A sua participação na biossíntese de aminoácidos e ácidos nucleicos transforma-o num fator crucial na formação do Sistema Nervoso Central, que se desenvolve nos Humanos entre os dias 15 e 18 após a concepção.

As necessidades em Ácido fólico e Vitamina B12 estão aumentadas na gravidez devido fundamentalmente ao crescimento dos tecidos fetais e maternos.

O Ácido fólico administrado como suplemento é melhor absorvido que os folatos da dieta, assim como está na atualidade plenamente aceite que a suplementação periconcepcional com Ácido fólico previne o aparecimento de Defeitos do Tubo Neural (DTN), no entanto, os mecanismos biológicos deste efeito protector não estão claramente estabelecidos.

Parece estar envolvida, direta ou indiretamente, a sua participação na via metabólica da enzima metionina sintase.

Esta é uma das reações principais do ciclo da metilação, durante o qual se sintetisa metionina a partir de homocisteína, por uma reação catalizada pela metionina sintase, enzima que necessita também da presença da Vitamina B12 como co-fator.

A conversão do 5-metil tetrahidrofolato (5-metil THF) a tetrahidrofolato (THF) apenas se verifica no organismo por doação do grupo metilo à homocisteína.

Através deste metabolismo homocisteína/metionina, a suplementação com Ácido fólico pode reduzir os níveis de hiperhomocisteinemia.

Intervindo como co-fator limitante, a carência de Vitamina B12 resulta também numa falta de ativação do Ácido fólico; além disso, a Vitamina B12 também participa na captação de Ácido fólico por parte da célula, assim como se considera que quando uma célula é primariamente deficiente em Vitamina B12, será secundariamente deficiente em folato.

A Vitamina B12 é necessária para a síntese de DNA e no processo de divisão celular.

Também está implicada no metabolismo de lípidos, proteínas e carbohidratos. Acredita-se que estas funções ocorrem através da manutenção das formas reduzidas dos grupos sulfidrilos.

É necessária para a síntese de mielina e na hematopoiese. As células de divisão rápida (células epiteliais, mieloides, médula óssea) necessitam de grandes quantidades de Vitamina B12.

Assim, o efeito farmacológico do fármaco deve-se à sua administração ser capaz de superar o bloqueio metabólico que surge nas mães com filhos que apresentam defeitos no tubo neural.

A dose de 0,4 mg de Ácido fólico é a dose recomendada pelos principais Centros de Prevenção de Patologias (Estados Unidos, Reino Unido e Austrália) como ingestão diária extra para a prevenção de DTN, não ultrapassando a dose de 1 miligrama por dia, com o objetivo de não mascarar o diagnóstico de uma deficiência de Vitamina B12.

A dose recomendada de Vitamina B12 durante a gravidez é de 0,0022 mg por dia.

Relativamente ao Iodo, os efeitos deste no homem foram caracterizados por estudos clínicos e epidemiológicos realizados em humanos. Pelo contrário, existem poucos modelos animais úteis para demonstrar estes mecanismos de ação.

O Iodo é um elemento essencial para a síntese das hormonas tiroideias, tiroxina (T4) e triIodotironina (T3), constituindo 65% e 59% dos seus pesos moleculares, respetivamente.

As hormonas tiroideias são necessárias durante todas as fases da vida para uma função normal do Sistema Nervoso Central (SNC), mas especialmente durante a sua etapa de desenvolvimento já que a insuficiência destas hormonas está associada a lesões e defeitos neurológicos permanentes e irreversíveis.

O Iodo não é apenas o principal substrato da glândula da tiroide para a síntese das hormonas tiroideias, mas também influencia diretamente as funções tiroideias específicas, bem como a proliferação celular.

A ingestão diária de Iodo em zonas sem deficiência varia entre os 0,05 mg e os 1 mg diários e a função tiroideia permanece normal, sem alterações na hormona estimulante da tiroide (THS).

As concentrações altas de Iodeto parecem influenciar quase todos os aspetos importantes do metabolismo do Iodo pela tiroide. O Iodeto possui a capacidade de limitar o seu próprio transporte. Conhece-se bem a inibição aguda da síntese de Iodotirosinas e Iodotironinas pelo Iodeto.

Este bloqueio transitório, durante dois dias, é observado unicamente em concentrações intracelulares, mais do que extracelulares, críticas de Iodeto.

Com o tempo existe um “escape” deste bloqueio que se relaciona com uma redução adaptativa do transporte de Iodeto e concentração intracelular diminuída deste último.

O conteúdo em Iodo da glândula tiroideia está geralmente relacionado com a ingestão de Iodo. Em situações em que os suplementos de Iodo foram abundantes, a tiroide pode conter 10-20 mg, mas em situações de deficiência crónica de Iodo, a tiroide pode conter apenas quantidades de 0,2 mg

Assim, uma deficiência de Iodo suficientemente grave pode afetar a síntese das hormonas tiroideias durante este período crítico e ocorrer hipotiroidismo e lesões cerebrais.

A consequência clínica manifesta-se em atraso mental. A carência de Iodo é a principal causa previsível no mundo para a lesão cerebral do feto e do lactente e do atraso do desenvolvimento psicomotor em crianças pequenas.

O efeito anti-bociogénico do Iodeto de potássio é consequência da inibição da biossíntese das proteínas da tiroide.

A ação é específica para a glândula da tiroide.

O Iodo comporta-se como um modificador endócrino cujos principais efeitos diretos, no caso de ingestão excessiva de Iodo, têm lugar na glândula da tiroide e sobre a regulação da produção e secreção das hormonas da tiroide.
Posologia Orientativa
Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu Médico.

A dose recomendada é 1 comprimido por dia, de preferência antes das refeições.
Administração
Via oral.
Contraindicações
Não tome:
– Se tem alergia (hipersensibilidade) ao Iodeto de potássio, Ácido fólico, Vitamina B12
Especialmente relacionado com o iodeto de potássio:
– Se sofre de bronquite aguda
– Se sofre de hipertiroidismo (aumento da função da tiroide) sintomático (com sintomas)
– Se sofre de hipertiroidismo (aumento da função da tiroide) latente (sem sintomas) não deve tomar uma dose superior a 0,150 mg por dia.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Foram observados os seguintes efeitos secundários, classificados por sistemas de órgãos e frequência:

Os efeitos secundários observados após o tratamento com a associação são considerados pouco frequentes (aparecem numa percentagem que se encontra entre 1 em cada 1000 e 1 em cada 100 pessoas que tomam o produto).

Doenças do sangue e do sistema linfático:
Púrpura trombocitopénica trombótica (doença do sangue caracterizada pelo baixo número de plaquetas e de glóbulos vermelhos).

Doenças endócrinas:
Bócio
Hipertiroidismo e Hipotiroidismo (funcionamento anormal da tiroide).

Doenças gastrointestinais:
Diarreia passageira, náuseas, vómitos, inchaço/dor abdominal e flatulência (gases), sabor metálico e aumento de salivação.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:
Comichão, erupções cutâneas, eritemas (ruborização inflamatória da pele), urticária (erupção sob a forma de manchas arroxeadas e comichão), e angioedema (desenvolvimento de grandes manchas arroxeadas especialmente na zona à volta dos olhos, lábios e garganta).

Vasculopatias:
Vasculite (hipersensibilidade ao medicamento que resulta em inflamação e lesão nos vasos sanguíneos da pele),
Periarterite fatal (perturbação vascular em que as pequenas e médias artérias ficam inflamadas e lesionadas).

Doenças do sistema imunitário:
Edema (inchaço), incluindo edema facial e da glote
Perturbações gerais e alterações no local de administração
Reações de hipersensibilidade (alergia) e mal-estar geral.

Se experimentar quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados aqui, fale com o Médico o Farmacêutico.
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Este medicamento está indicado para a gravidez.
Precauções Gerais
O tratamento em Doentes Epilépticos deve ser efetuado sob rigoroso Controlo Médico.

Este medicamento contém Iodeto de potássio.
Algumas pessoas são especialmente sensíveis ao Iodo, pelo que o tratamento deve ser iniciado com precaução.

A sua administração pode interferir com as análises das funções desta glândula (função tiroideia).

Não se devem utilizar desinfetantes que contenham Iodo para a desinfeção do recém-nascido nem da mãe grávida.

O Iodo pode originar reações alérgicas.

Se sofre de alguma das seguintes doenças, deve comunicá-lo sempre ao médico antes de tomar este medicamento:

Vasculite hipocomplementémica (inflamação dos vasos), bócio (aumento do tamanho da glândula da tiroide) ou tiroide auto-imune (aumento do tamanho da glândula da tiroide), pois os doentes que sofrem de uma destas doenças podem apresentar efeitos secundários como consequência da administração de Iodo.

Os doentes com doenças renais, hiperpotassémia (níveis elevados de potássio no sangue), bócio ou tuberculose ativa devem ter especial precaução ao iniciar o tratamento.
Cuidados com a Dieta
Não são conhecidas interações com alimentos ou bebidas.
Terapêutica Interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Simplesmente, tome a dose esquecida quando se lembrar e tome as seguintes doses de acordo com a separação entre as tomas indicada em cada caso (24 horas).
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Não necessita de condições especiais de conservação.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Antiulcerosos (cimetidina, omeprazol e ranitidina): estes fármacos podem produzir uma diminuição da absorção oral da vitamina B12 com possível inibição do seu efeito por possível influência da alteração do pH gástrico. - Cimetidina
Usar com precaução

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: O cloranfenicol em tratamentos prolongados pode provocar um efeito depressor sobre a medula óssea, pelo que pode antagonizar os efeitos estimulantes da vitamina B12 sobre a ritropoiese. - Cloranfenicol
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Antiulcerosos

Observações: N.D.
Interações: Antiulcerosos (cimetidina, omeprazol e ranitidina): estes fármacos podem produzir uma diminuição da absorção oral da vitamina B12 com possível inibição do seu efeito por possível influência da alteração do pH gástrico. - Antiulcerosos
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Omeprazol

Observações: N.D.
Interações: Antiulcerosos (cimetidina, omeprazol e ranitidina): estes fármacos podem produzir uma diminuição da absorção oral da vitamina B12 com possível inibição do seu efeito por possível influência da alteração do pH gástrico. - Omeprazol
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Ranitidina

Observações: N.D.
Interações: Antiulcerosos (cimetidina, omeprazol e ranitidina): estes fármacos podem produzir uma diminuição da absorção oral da vitamina B12 com possível inibição do seu efeito por possível influência da alteração do pH gástrico. - Ranitidina
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Anticonvulsivantes

Observações: N.D.
Interações: Anticonvulsivantes (fenitoína): tratamentos prolongados com a fenitoína podem diminuir os níveis plasmáticos do ácido fólico. Por outro lado, registou-se uma inibição do efeito anticonvulsivante. - Anticonvulsivantes
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Fenitoína

Observações: N.D.
Interações: Anticonvulsivantes (fenitoína): tratamentos prolongados com a fenitoína podem diminuir os níveis plasmáticos do ácido fólico. Por outro lado, registou-se uma inibição do efeito anticonvulsivante. - Fenitoína
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Metotrexato

Observações: N.D.
Interações: Possível inibição mútua dos seus metabolismos Antagonistas do ácido fólico: este medicamento não deve ser administrado concomitantemente com o metotrexato já que este atua como antagonistas do ácido fólico por inibição da enzima dihidrofolato reductase. - Metotrexato
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Fluorouracilo

Observações: N.D.
Interações: Fluorouracilo: embora ainda não esteja estabelecido o seu mecanismo, verificou-se uma potenciação da toxicidade do fluorouracilo. - Fluorouracilo
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Sulfassalazina

Observações: N.D.
Interações: Sulfasalazina: verificou-se uma diminuição da absorção do ácido fólico ao ser administrado concomitantemente com a sulfasalazina. - Sulfassalazina
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Antiepilépticos (AEs)

Observações: N.D.
Interações: Foram também registadas interações com outros antiepiléticos, estrógeneos, com a combinação trimetropim/sulfametoxazol, com o uso prolongado de corticosteroides e álcool. - Antiepilépticos (AEs)
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Estrogénios

Observações: N.D.
Interações: Foram também registadas interações com outros antiepiléticos, estrógeneos, com a combinação trimetropim/sulfametoxazol, com o uso prolongado de corticosteroides e álcool. - Estrogénios
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Sulfametoxazol + Trimetoprim (Cotrimoxazol)

Observações: N.D.
Interações: Foram também registadas interações com outros antiepiléticos, estrógeneos, com a combinação trimetropim/sulfametoxazol, com o uso prolongado de corticosteroides e álcool. - Sulfametoxazol + Trimetoprim (Cotrimoxazol)
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Corticosteroides

Observações: N.D.
Interações: Foram também registadas interações com outros antiepiléticos, estrógeneos, com a combinação trimetropim/sulfametoxazol, com o uso prolongado de corticosteroides e álcool. - Corticosteroides
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Álcool

Observações: N.D.
Interações: Foram também registadas interações com outros antiepiléticos, estrógeneos, com a combinação trimetropim/sulfametoxazol, com o uso prolongado de corticosteroides e álcool. - Álcool
Não recomendado/Evitar

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Diuréticos poupadores de potássio

Observações: N.D.
Interações: Diuréticos poupadores de potássio: A sua associação produz uma redução da eliminação renal de potássio podendo originar uma hipercaliémia grave (arritmias cardíacas) ou mesmo fatal (paragem cardíaca), sendo a existência de uma função renal diminuída um fator de predisposição para este acontecimento. Se a administração concomitante destes fármacos for inevitável, recomenda-se a monitorização dos níveis de potássio e ajuste adequado da dose. Esta associação deve ser evitada. - Diuréticos poupadores de potássio
Não recomendado/Evitar

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Lítio

Observações: N.D.
Interações: Sais de lítio: A administração concomitante de sais de lítio e sais de potássio pode produzir hipotiroidismo, pelo que esta associação deve ser evitada. No entanto, se esta associação for necessária, pode-se co-administrar a hormona da tiróide para tratar os sintomas. - Lítio
Não recomendado/Evitar

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Sais de Potássio

Observações: N.D.
Interações: Sais de lítio: A administração concomitante de sais de lítio e sais de potássio pode produzir hipotiroidismo, pelo que esta associação deve ser evitada. No entanto, se esta associação for necessária, pode-se co-administrar a hormona da tiróide para tratar os sintomas. - Sais de Potássio
Usar com precaução

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Antitiroideo (Antitireoidiano; Antitireoideus)

Observações: N.D.
Interações: Fármacos antitiroideos: A associação pode produzir um efeito hipotiroideo adicional. - Antitiroideo (Antitireoidiano; Antitireoideus)
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações do Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020