Acenocumarol

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica) DCI/Medicamento sujeito a Monitorização Adicional
O que é
O acenocumarol é um fármaco utilizado pela medicina como anticoagulante.

É uma cumarina que age aumentando o tempo de protrombina.

Está contra-indicado nos casos de gravidez, sensibilidade à cumarina, diátese hemorrágica, úlceras gastroduodenais e patologias com risco hemorrágico.
Usos comuns
Anticoagulante.
Tipo
pequena molécula
História
Sem informação.
Indicações
Profilaxia e tratamento das afeções tromboembólicas venosas e pulmonares,
profilaxia do embolismo na doença cardíaca reumática e fibrilação auricular, profilaxia após inserção de prótese valvular cardíaca e ataques isquémicos transitórios.
Classificação CFT
04.03.01.02     Antivitamínicos K
Mecanismo De Ação
O acenocoumarol inibe a redutase da vitamina K, resultando na destruição da forma reduzida de vitamina K (vitamina KH2).

Como a vitamina K é um co-factor para a carboxilação de resíduos de glutamato nas regiões N-terminais de factores de coagulação dependentes da vitamina K, isto limita a gama-carboxilação e a subsequente activação das proteínas coagulantes dependentes da vitamina K.

A síntese dos factores de coagulação II, VII, IX e X dependentes da vitamina K e as proteínas anticoagulante C e S está inibido resultando em níveis diminuídos de protrombina e uma diminuição na quantidade de trombina gerada e ligada a fibrina. Isto reduz a trombogenicidade de coágulos.
Posologia Orientativa
Adultos - Via oral: - 1º dia: 8-12 mg; 2º dia: 4-8 mg; Manutenção: 1-8 mg, dependendo da resposta, em dose única diária, sempre à mesma hora.
Administração
A dose diária deve ser sempre tomada na mesma altura do dia. O comprimido deve ser engolido inteiro com um copo de água.
Contraindicações
Úlcera péptica, alterações cerebrovasculares, endocardite bacteriana, IR ou IH, hipertensão grave e doentes que ingerem álcool.

As alterações da dosagem devem ser acompanhadas de um controlo regular da coagulação (TP ou INR) e do estado clínico.

Não usar durante a gravidez por ser um teratogénio reconhecido, causando embriopatia característica, aumento da frequência de abortos, nado-mortos e hemorragias fetais.

O aparecimento de hemorragias impõe a suspensão da varfarina durante 1 ou 2 dias e a administração de 5 mg de vitamina K1 IV lenta ou 0,5 a 2 mg por via oral, se a hemorragia for ligeira.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Hemorragias de qualquer órgão com anemia consecutiva.

As hemorragias podem ocorrer não obstante os valores normais do INR.

Podem ainda surgir, ocasionalmente, necrose cutânea, cor arroxeada dos dedos dos pés, alopécia, náuseas e diarreia, icterícia e IH.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Contra-indicado
Aleitamento
Aleitamento:Ver Anticoagulantes orais.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Informe o médico antes de começar a tomar Acenocumarol se tem uma doença renal grave.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Informe o médico antes de começar a tomar Acenocumarol se tem uma doença hepática grave.
Precauções Gerais
Fale com o médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Acenocumarol:

-Se tem uma doença de fígado.

-Se tem uma doença do rim ou da tiroide, ou sofre de tumores, infeções, inflamações, ou uma doença que afete a absorção de alimentos a partir do estômago e/ou intestinos.
Estas podem interferir com o nível de medicamento ativo no sangue.

-Se tem insuficiência cardíaca grave.

-Se sofre de deficiência da proteína C ou S (tipos de proteínas com ação na coagulação sanguínea).

-Se está prestes a submeter-se a uma intervenção que possa afetar a sua tendência para hemorragia (por exemplo, cirurgia menor, extração dentária, punção lombar ou angiografia).

-Se lhe forem administrados medicamentos através de injeção intramuscular.

Como as injeções intramusculares podem causar hematomas no interior dos músculos, se estiver a tomar Sintrom, ou outros medicamentos semelhantes, estes devem ser evitados.

Se qualquer destas situações se aplica a si, informe o médico imediatamente antes de tomar Acenocumarol.

Pessoas idosas (com 65 anos de idade ou mais):
Se tem 65 anos de idade ou mais, pode ser mais sensível aos efeitos de Acenocumarol e, portanto, necessitar de exames mais frequentes.
Pode também necessitar de doses mais baixas.

Crianças e adolescentes:
A experiência com a utilização de Acenocumarol em crianças e adolescentes é limitada pelo que estes doentes devem fazer avaliações mais frequentes.
Cuidados com a Dieta
Deve tomar os comprimidos todos os dias na mesma altura (por exemplo, à noite na hora das refeições, com um copo de água).

Evite grandes quantidades de álcool.
Isso pode alterar a forma como o Acenocumarol afeta o seu organismo.

Se tiver quaisquer questões sobre este assunto, consulte o médico.
Terapêutica Interrompida
Se se esquecer de tomar uma dose deste medicamento, tome a dose esquecida logo que possível.

Se for quase a altura de tomar a próxima dose, omita a dose esquecida e volte ao esquema posológico normal.
Não duplique as doses.

Assegure-se de que informa o médico de quaisquer doses que se tenha esquecido na próxima consulta.
Cuidados no Armazenamento
Não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Manter fora da vista e do alcance das crianças.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Econazol + Acenocumarol

Observações: O econazol é um inibidor conhecido do CYP3A4/2C9.
Interações: Em doentes a administrar anticoagulantes, tais como varfarina ou acenocumarol é necessário precaução e monitorização.

Econazol + Triamcinolona + Acenocumarol

Observações: O econazol é um conhecido inibidor do CYP3A4/2C9. Contudo, devido à limitada disponibilidade sistémica após aplicação cutânea, é pouco frequente a ocorrência de interações clinicamente relevantes.
Interações: Em doentes a tomarem anticoagulantes orais, tais como varfarina e acenocumarol, deve ser tida precaução e deve ser monitorizado o efeito anticoagulante.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Lumacaftor + Acenocumarol

Observações: N.D.
Interações: A concentração de soro de Acenocoumarol pode ser reduzida quando é combinado com Lumacaftor.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Tiocolquicosido + Acenocumarol

Observações: N.D.
Interações: O paracetamol contido neste medicamento pode potenciar o efeito dos anticoagulantes derivados da cumarina ou da indandiona, tais como o acenocumarol, a fenprocumona e a varfarina, possivelmente por uma diminuição da velocidade de síntese hepática dos factores plasmáticos da coagulação, produzidos pelo fígado. Este efeito está associado a uma administração reiterada de doses superiores a 2 g de paracetamol por dia. No entanto, em caso de tratamento com anticoagulantes orais, pode administrar-se, ocasionalmente, como analgésico de eleição.

Aliscireno + Acenocumarol

Observações: O aliscireno não inibe as isoenzimas CYP450 (CYP1A2, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1 e 3A). O aliscireno não induz a CYP3A4. Assim não se espera que o aliscireno afete a exposição sistémica de substâncias que inibam, induzam ou sejam metabolizadas por estas enzimas. O aliscireno é pouco metabolizado pelas enzimas do citocromo P450. Assim, não são de esperar interações devidas a inibição ou indução das isoenzimas do citocromo CYP450.
Interações: Substâncias que foram investigadas em estudos clínicos de farmacocinética incluíram acenocumarol, atenolol, celecoxib, pioglitazona, alopurinol, mononitrato-5-isossorbido, e hidroclorotiazida. Não foram identificadas interações.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Rosuvastatina + Ezetimiba + Acenocumarol

Observações: Se for a um hospital ou receber tratamento para outra condição, informe a equipa médica que está a tomar Rosuvastatina / Ezetimiba.
Interações: Fármacos para diluir o sangue, por ex., varfarina, acenocumarol ou fluindiona (o seu efeito de diluição do sangue e o risco de hemorragia podem ser aumentados durante a utilização concomitante com Rosuvastatina / Ezetimiba).
 Sem significado Clínico

Glisentida (glipentida) + Acenocumarol

Observações: N.D.
Interações: Acenocumarol e varfarina pode potenciar os efeitos das sulfonilureias provavelmente devido a um deslocamento de sulfonilureia a partir dos seus locais de ligação às proteínas plasmáticas. Parece desnecessário para tomar qualquer ação farmacológica.

Aliscireno + Amlodipina + Acenocumarol

Observações: Não foram realizados estudos de interação de Aliscireno + Amlodipina com outros medicamentos. Apresenta-se a informação conhecida sobre interações com outros medicamentos para as substâncias ativas individualmente. A administração conjunta de aliscireno e amlodipina não provoca alterações significativas na exposição farmacocinética no estado estacionário (AUC) e na concentração máxima (Cmax) de ambos os componentes em voluntários saudáveis.
Interações: Substâncias que foram investigadas em estudos clínicos de farmacocinética com aliscireno incluíram acenocumarol, atenolol, celecoxib, pioglitazona, alopurinol, mononitrato-5- isossorbido, e hidroclorotiazida. Não foram identificadas interações.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Efavirenz + Acenocumarol

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICOAGULANTES: Varfarina/Efavirenz Acenocumarol/Efavirenz Interação não estudada. As concentrações plasmáticas e os efeitos da varfarina ou acenocumarol são potencialmente aumentados ou diminuídos pelo efavirenz. Pode ser necessário ajuste posológico de varfarina ou acenocumarol.

Piracetam + Acenocumarol

Observações: N.D.
Interações: Num estudo publicado, conduzido com ocultação, em doentes com trombose venosa recorrente grave, o piracetam em doses de 9,6 g/dia não modificou as doses de acenocumarol necessárias para atingir um INR de 2,5 a 3,5, mas comparado com os efeitos do acenocumarol isolado, a adição de piracetam em doses de 9,6 g/dia diminuiu significativamente a agregação plaquetária, libertação de β-tromboglobulinas, níveis de fibrinogénio e factores de von Willebrand (VIII: C; VIII: vW: Ag; VIII: vW: RCo) e viscosidade do plasma e sangue completo.

Aliscireno + Amlodipina + Hidroclorotiazida + Acenocumarol

Observações: A análise farmacocinética populacional de doentes com hipertensão não revelou quaisquer alterações clinicamente relevantes durante a exposição no estado de equilíbrio (AUC) e Cmax de aliscireno, amlodipina e hidroclorotiazida comparativamente com as terapêuticas duplas correspondentes.
Interações: Substâncias que foram investigadas em estudos clínicos de farmacocinética com aliscireno incluíram acenocumarol, atenolol, celecoxib, pioglitazona, alopurinol, mononitrato-5-isossorbido e hidroclorotiazida. Não foram identificadas interações.

Acenocumarol + Álcool

Observações: São frequentes e ocorrem por mecanismos diversos.
Interações: Deverão constituir objecto de vigilância particular os consumidores de álcool, tabaco, analgésicos e de AINEs, antiarrítmicos, antibacterianos, antidepressores, antiepiléticos, antiplaquetários, cisaprida, tiroxina, uricosúricos e muitos outros fármacos.

Acenocumarol + Tabaco (fumadores, Tabagismo)

Observações: São frequentes e ocorrem por mecanismos diversos.
Interações: Deverão constituir objecto de vigilância particular os consumidores de álcool, tabaco, analgésicos e de AINEs, antiarrítmicos, antibacterianos, antidepressores, antiepiléticos, antiplaquetários, cisaprida, tiroxina, uricosúricos e muitos outros fármacos.

Acenocumarol + Analgésicos

Observações: São frequentes e ocorrem por mecanismos diversos.
Interações: Deverão constituir objecto de vigilância particular os consumidores de álcool, tabaco, analgésicos e de AINEs, antiarrítmicos, antibacterianos, antidepressores, antiepiléticos, antiplaquetários, cisaprida, tiroxina, uricosúricos e muitos outros fármacos.

Acenocumarol + Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs)

Observações: São frequentes e ocorrem por mecanismos diversos.
Interações: Deverão constituir objecto de vigilância particular os consumidores de álcool, tabaco, analgésicos e de AINEs, antiarrítmicos, antibacterianos, antidepressores, antiepiléticos, antiplaquetários, cisaprida, tiroxina, uricosúricos e muitos outros fármacos.

Acenocumarol + Antiarrítmicos

Observações: São frequentes e ocorrem por mecanismos diversos.
Interações: Deverão constituir objecto de vigilância particular os consumidores de álcool, tabaco, analgésicos e de AINEs, antiarrítmicos, antibacterianos, antidepressores, antiepiléticos, antiplaquetários, cisaprida, tiroxina, uricosúricos e muitos outros fármacos.

Acenocumarol + Quinolonas

Observações: São frequentes e ocorrem por mecanismos diversos.
Interações: Deverão constituir objecto de vigilância particular os consumidores de álcool, tabaco, analgésicos e de AINEs, antiarrítmicos, antibacterianos, antidepressores, antiepiléticos, antiplaquetários, cisaprida, tiroxina, uricosúricos e muitos outros fármacos.

Acenocumarol + Antidepressores

Observações: São frequentes e ocorrem por mecanismos diversos.
Interações: Deverão constituir objecto de vigilância particular os consumidores de álcool, tabaco, analgésicos e de AINEs, antiarrítmicos, antibacterianos, antidepressores, antiepiléticos, antiplaquetários, cisaprida, tiroxina, uricosúricos e muitos outros fármacos.

Acenocumarol + Antiepilépticos (AEs)

Observações: São frequentes e ocorrem por mecanismos diversos.
Interações: Deverão constituir objecto de vigilância particular os consumidores de álcool, tabaco, analgésicos e de AINEs, antiarrítmicos, antibacterianos, antidepressores, antiepiléticos, antiplaquetários, cisaprida, tiroxina, uricosúricos e muitos outros fármacos.

Acenocumarol + Antiplaquetários

Observações: São frequentes e ocorrem por mecanismos diversos.
Interações: Deverão constituir objecto de vigilância particular os consumidores de álcool, tabaco, analgésicos e de AINEs, antiarrítmicos, antibacterianos, antidepressores, antiepiléticos, antiplaquetários, cisaprida, tiroxina, uricosúricos e muitos outros fármacos.

Acenocumarol + Cisaprida

Observações: São frequentes e ocorrem por mecanismos diversos.
Interações: Deverão constituir objecto de vigilância particular os consumidores de álcool, tabaco, analgésicos e de AINEs, antiarrítmicos, antibacterianos, antidepressores, antiepiléticos, antiplaquetários, cisaprida, tiroxina, uricosúricos e muitos outros fármacos.

Acenocumarol + Tiroxina

Observações: São frequentes e ocorrem por mecanismos diversos.
Interações: Deverão constituir objecto de vigilância particular os consumidores de álcool, tabaco, analgésicos e de AINEs, antiarrítmicos, antibacterianos, antidepressores, antiepiléticos, antiplaquetários, cisaprida, tiroxina, uricosúricos e muitos outros fármacos.

Sonidegib + Acenocumarol

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de sonidegib em outros medicamentos: O sonidegib é um inibidor competitivo da CYP2B6 e CYP2C9 in vitro, aumentando potencialmente as concentrações de substâncias metabolizadas por estas enzimas. O sonidegib é também um inibidor (IC50 ~1,5µM) da proteína de resistência ao cancro da mama (breast cancer resistance protein - BCRP). Os doentes que utilizem concomitantemente substratos das enzimas CYP2B6 e CYP2C9 ou transportadores, devem ser cuidadosamente monitorizados para reações adversas. Substâncias que sejam substratos das enzimas CYP2B6 e CYP2C9 com margem terapêutica estreita (por ex.: varfarina, acenocumarol, efavirenz, metadona) ou substratos BCRP com margem terapêutica estreita (por ex.: metotrexato, mitoxantrona, irinotecano, topotecano) devem ser evitados.

Acenocumarol + Uricosúricos (gota) (Antigotosos)

Observações: São frequentes e ocorrem por mecanismos diversos.
Interações: Deverão constituir objecto de vigilância particular os consumidores de álcool, tabaco, analgésicos e de AINEs, antiarrítmicos, antibacterianos, antidepressores, antiepiléticos, antiplaquetários, cisaprida, tiroxina, uricosúricos e muitos outros fármacos.

Enzalutamida + Acenocumarol

Observações: N.D.
Interações: Potencial da enzalutamida para afetar a exposição a outros medicamentos: Indução enzimática: A enzalutamida é um potente inibidor enzimático levando ao aumento da síntese de muitas enzimas e transportadores; portanto é esperada a interação com muitos medicamentos comuns que são substratos destas enzimas ou transportadores. A redução das concentrações plasmáticas podem ser substanciais, e levar a perda ou reduzir o efeito clínico. Existe também um risco aumentado da formação de metabolitos ativos. As enzimas que podem ser induzidas são o CYP3A no fígado e intestino, o CYP2C9, o CYP2C19, o CYP1A2 e auridina 5’ difosfato-glucuronosiltransferases (conjugação das enzimas UGTs-glucuronida). A proteína de transporte de P-gp pode também ser induzida, e provavelmente outros transportadores, como por exemplo, a proteína de resistência múltipla 2 (MRP2), proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e do polipéptido transportador aniónico orgânico 1B1, (OATP1B1). Estudos in vivo demonstraram que a enzalutamida é um indutor potente do CYP3A4 e um indutor moderado do CYP2C9 e do CYP2C19. A coadministração da enzalutamida (160 mg uma vez por dia) com doses únicas orais de substratos sensíveis ao CYP em doentes com cancro da próstata, resultou numa diminuição de 86% da AUC do midazolam (substrato do CYP3A4), numa diminuição de 56% na AUC da S-varfarina (substrato do CYP2C9) e numa diminuição de 70% na AUC do omeprazol (substrato do CYP2C19). A UGT1A1 pode também ter sido induzida. São esperadas interações com alguns medicamentos que são eliminados através do metabolismo ou por transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico é de grande importância para o doente, e se os ajustes de dose não são facilmente realizados com base na monitorização de eficácia ou da concentração plasmática, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. O risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é suspeito ser maior em doentes tratados concomitantemente com indutores de enzima. Grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não se limitam a: Analgésicos (ex. fentanilo, tramadol) Antibióticos (ex. claritromicina, doxiciclina) Agentes antineoplásicos (ex. cabazitaxel) Anticoagulantes (ex. acenocumarol, varfarina) Antiepiléticos (ex. carbamazepina, clonazepam, fenitoína, primidona, ácido valpróico) Antipsicóticos (ex. haloperidol) Bloqueadores beta (ex. bisoprolol, propranolol) Bloqueadores da entrada do cálcio (ex. diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) Cardiotónicos digitálicos (ex. digoxina) Corticosteroides (ex. dexametasona, prednisolona) Antirretrovirais VIH (ex. indinavir, ritonavir) Hipnóticos (ex. diazepam, midazolam, zolpidem) Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (ex. atorvastatina, sinvastatina)

Dabrafenib + Acenocumarol

Observações: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de dabrafenib noutros medicamentos: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Num estudo clínico de interação medicamentosa, a Cmax e AUC do midazolam oral (um substrato do CYP3A4) diminuiu 61% e 74% respetivamente com a coadministração de doses repetidas de dabrafenib utilizando uma formulação com uma biodisponibilidade mais baixa do que a formulação de dabrafenib. A administração de 150 mg de dabrafenib duas vezes por dia e varfarina resultou numa diminuição da AUC de S-e R-varfarina em 37% e 33% em comparação com a administração de varfarina em monoterapia. A Cmax de S-e R-varfarina aumentou 18% e 19%. São esperadas interações com muitos medicamentos eliminados através do metabolismo ou transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico for de grande importância para o doente, e os ajustes posológicos não forem facilmente realizáveis com base na monitorização da eficácia ou concentrações plasmáticas, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. Suspeita-se que o risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é superior nos doentes tratados concomitantemente com indutores enzimáticos. Espera-se que o número de medicamentos afetados seja grande; embora a magnitude da interação possa variar. Os grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não estão limitados a: - Analgésicos (por ex. fentanilo, metadona) - Antibióticos (por ex., claritromicina, doxiciclina) - Agentes anticancerígenos (por ex., cabazitaxel) - Anticoagulantes (por ex. acenocumarol, varfarina) - Antiepiléticos (por ex., carbamazepina, fenitoína, primidona, ácido valpróico) - Antipsicóticos (por ex., haloperidol) - Bloqueadores dos canais de cálcio (por ex., diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) - Glicosidos cardíacos (por ex., digoxina) - Corticosteroides (por ex., dexametasona, metilprednisolona) - Antivíricos para o VIH (por ex., amprenavir, atazanavir, darunavir, delavirdina, efavirenz, fosamprenavir, indinavir, lopinavir, nelfinavir, saquinavir, tipranavir) - Contracetivos hormonais - Hipnóticos (por ex., diazepam, midazolam, zolpidem) - Imunossupressores (por ex., ciclosporina, tacrolimus, sirolímus) - Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (por ex., atorvastatina, sinvastatina) É provável que o início da indução ocorra após 3 dias de administração repetida com dabrafenib. Aquando da descontinuação de dabrafenib, o equilibro da indução é gradual, as concentrações dos CYP3A4, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP2C19, UDP-glucuronosil transferases (UGT) e substratos transportadores podem aumentar e os doentes devem ser monitorizados para toxicidade e a posologia destes agentes pode necessitar de ser ajustada. In vitro, o dabrafenib é um inibidor do mecanismo do CYP3A4. Como tal, a inibição transitória do CYP3A4 pode ser vista durante os primeiros dias do tratamento.

Aliscireno + Hidroclorotiazida + Acenocumarol

Observações: N.D.
Interações: Substâncias que foram investigadas em estudos clínicos de farmacocinética com aliscireno incluíram acenocumarol, atenolol, celecoxib, fenofibrato, pioglitazona, alopurinol, mononitrato-5-isossorbido, digoxina, metformina, amlodipina, atorvastatina, cimetidina e hidroclorotiazida. Não foram identificadas interações clinicamente relevantes. Consequentemente não é necessário ajuste posológico do aliscireno ou destes medicamentos administrados concomitantemente.

Voriconazol + Acenocumarol

Observações: n.d.
Interações: Anticoagulantes: Outros cumarínicos orais (ex. femprocumom, acenocumarol) [substratos do CYP2C9, CYP3A4] Apesar de não ter sido estudado, o voriconazol pode aumentar a concentração plasmática dos anticoagulantes cumarínicos que pode aumentar o tempo de protrombina. Recomenda-se a monitorização cuidadosa do tempo de protrombina ou outros testes adequados de anticoagulação, e a dose dos anticoagulantes deve ser ajustada em conformidade.

Viloxazina + Acenocumarol

Observações: N.D.
Interações: Existe a probabilidade de ocorrência de uma interacção medicamentosa ao administrar-se Viloxazina simultaneamente com fármacos sujeitos a metabolismo hepático envolvendo reacções de oxidação. Pode, por conseguinte, ser necessário ajustar as doses de fármacos tais como, por exemplo, fenitoína, carbamazepina, teofilina e outros anticoagulantes orais (tais como, fluindiona, nicoumalona e varfarina) que possuem estreitas margens de segurança.

Efavirenz + Emtricitabina + Tenofovir + Acenocumarol

Observações: As interações que foram identificadas com Efavirenz, Emtricitabina e Tenofovir individualmente podem ocorrer com esta associação. Os estudos de interação com estes medicamentos só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICOAGULANTES: Varfarina/Efavirenz; Acenocumarol/Efavirenz: Interação não estudada. As concentrações plasmáticas e os efeitos da varfarina ou do acenocumarol são potencialmente aumentados ou diminuídos pelo efavirenz. Podem ser necessários ajustes da dose da varfarina ou do acenocumarol quando coadministrada com Efavirenz / Emtricitabina / Tenofovir.

Clindamicina + Acenocumarol

Observações: N.D.
Interações: Antagonistas da vitamina k: Aumento dos valores de referência dos testes de coagulação (TP/INR) e/ou hemorragia têm sido relatados em doentes tratados com clindamicina em combinação com um antagonista da vitamina K (ex. varfarina, acenocumarol, fluindiona). Por conseguinte, a monitorização frequente dos testes de coagulação (TP/INR) deverá ser efetuada em doentes tratados com antagonistas da vitamina K.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Sitaxentano + Acenocumarol

Observações: O sitaxentano sódico é metabolizado no fígado pelas isoenzimas CYP2C9 e CYP3A4/5 do citocromo P450. O sitaxentano sódico é um inibidor da CYP2C9 e, em menor grau, CYP2C19, CYP3A4/5 e CYP 2C8. As concentrações plasmáticas dos fármacos metabolizados pela CYP2C9, podem aumentar durante a co-administração de sitaxentano sódico. Não se espera que a co-administração com fármacos metabolizados pela CYP2C19 ou CYP3A4/5 resulte em interações medicamentosas clinicamente significativas. O Sitaxentano sódico não afecta o transportador de p-glicoproteína, mas está estabelecido que o sitaxentano sódico é um substrato das proteínas transportadoras PTAO.
Interações: Efeitos do sitaxentano sódico noutros medicamentos: Varfarina (antagonista da vitamina K, substrato da CYP2C9): O tratamento concomitante com sitaxentan o sódico resultou num aumento de 2,4 vezes da exposição à S-Varfarina. Os indivíduos que recebem varfarina atingem a anticoagulação terapêutica [ INR ( International Normalised Ratio, razão normalizada internacional ) alvo] com doses mais baixas do anticoagulante na presença de sitaxentano sódico. Espera-se verificar um aumento semelhante no efeito anticoagulante com análogos de varfarina, incluindo o acenocumarol, o fenprocumon e a fluindiona. Quando se inicia a terapêutica com antagonistas da vitamina K num doente que toma sitaxentano sódico, recomenda-se que se comece pela dose mais baixa disponível. Nos doentes que já tomam antagonistas da vitamina K, recomenda-se que a dose do antagonista da vitamina K seja reduzida quando se inicia o sitaxentano sódico. Em todos os casos, o INR deve ser monitorizada regularmente. Os aumentos da dose do antagonista da vitamina K devem ser feitos em pequenos incrementos para se alcançar um INR alvo apropriado. Se o INR não for correctamente monitorizado e se o aumento da exposição aos antagonistas da vitamina K não for detectado, podem ocorrer episódios hemorrágicos graves ou com perigo de vida.

Hipericão + Acenocumarol

Observações: Além disto, os pacientes devem estar informados que interacções com outros medicamentos não podem ser excluídas e devem ser tidas em consideração durante a toma de Hipericão.
Interações: Hipericão é contra-indicado (interacções farmacocinéticas) em associação com: - Certos imunossupressores tais como a ciclosporina e o tacrolimo (risco de rejeição de transplantes), - Os anticoagulantes orais, varfarina e o acenocoumarol (risco de trombose), - Os antiretrovirais inibidores da protease como o indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir, e os inibidores não-nucleósidos da transcriptase reversa como o efavirenz e nevirapina (risco de redução da concentração plasmática com diminuição possível da resposta virológica), - Os anticancerosos, irinotecan e mesilato de imatinib (risco de falha terapêutica), - Os seguintes anticonvulsivantes (exceto a gabapentina e a vigabatrina): carbamazepina, etosuximida, felbamate, fosfenitoína, lamotrigina, fenobarbital, fenitoína, primidona, tiagabina, topiramato, ácido valpróico, valpromida (risco de diminuição do efeito terapêutico).
Só pode tomar Acenocumarol após um cuidadoso exame médico.

Acenocumarol não é adequado a todos os doentes.

Devem seguir-se cuidadosamente as instruções do médico.
Elas podem diferir da informação geral aqui contida.

Não tome Acenocumarol:

- Se tem alergia (hipersensibidade) ao acenocumarol, a outros fármacos semelhantes ou a qualquer outro componente de Acenocumarol.

Se for o caso, informe o médico antes de começar a tomar Acenocumarol.

Se não tem a certeza que medicamentos evitar, fale com o médico ou farmacêutico.

- Se for provável que tenha problemas em aderir ao tratamento (por exemplo, doentes senis não vigiados, alcoólicos ou doentes com perturbações mentais).

- Se tem quaisquer doenças hemorrágicas graves (por exemplo, hemofilia) ou alterações sanguíneas com tendência para hemorragia.

- Se foi submetido a cirurgia ocular, cerebral ou dentária recente ou a qualquer outra operação importante (pulmões, próstata, útero, etc.) em que tenha perdido muito sangue, ou imediatamente antes de uma destas operações no futuro, em que se espere que possa perder bastante sangue.

- Se sofre de úlcera no estômago ou hemorragia intestinal, ou no cérebro (AVC) ou pulmões.

- Se tem uma infeção ou inflamação cardíaca grave.

- Se tem pressão arterial elevada não controlada.

- Se tem uma doença hepática ou renal grave.

- Se está grávida ou pensa que pode ter engravidado.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017