Investigadores desenvolvem exame não invasivo para doenças intestinais

Investigadores desenvolvem exame não invasivo para doenças intestinais

MEDICINA E MEDICAMENTOS

  Tupam Editores

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O diagnóstico e monitorização de doenças dos intestinos poderão, num futuro próximo, ser efetuados de forma não invasiva, com apenas uma amostra de sangue e fezes.

Uma equipa de investigadores do Laboratório do Centro para Investigação Pré-clínica, da Universidade de Medicina de Varsóvia, na Polónia, está a desenvolver uma nova análise não invasiva que avalia a função dos intestinos.

A nova análise poderá ajudar a fazer o rastreio e a monitorizar o tratamento das doenças dos intestinos apenas com uma pequena amostra de 1 ml de sangue e fezes. O funcionamento dos intestinos é avaliado pela barreira intestinal.

A barreira intestinal consiste num sistema complexo de múltiplas camadas, que é comparável a um filtro finamente sintonizado que controla rigorosamente a passagem de nutrientes e bloqueia a passagem de bactérias desde o interior dos intestinos para a corrente sanguínea.

Doenças-intestinais

Os pacientes com doença inflamatória do intestino (DII) e outras doenças intestinais têm a barreira intestinal danificada. A parede intestinal passa a atuar de forma semelhante a uma manga rasgada, permitindo a passagem de produtos bacterianos (produzidos pelas bactérias durante o metabolismo) dos intestinos para a corrente sanguínea. Chama-se a este fenómeno síndrome do intestino permeável.

É precisamente a concentração de produtos bacterianos intestinais que a nova análise mede no sangue e fezes do paciente.

O método de diagnosticar e monitorizar a DII é atualmente baseado na colonoscopia. Além de ser invasiva, a colonoscopia requer frequentemente anestesia e apenas avalia lesões estruturais em vez de problemas no funcionamento dos intestinos.  

Outro problema é que as doenças intestinais podem desenvolver-se antes de qualquer alteração estrutural ser visível.

A avaliação do funcionamento intestinal pode permitir aos médicos diagnosticar as doenças numa fase mais precoce, o que permitirá controlar os sintomas antes que se tornem severos, melhorando a qualidade de vida do paciente.

O estudo foi publicado na revista Experimental Physiology.

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
07 de Outubro de 2019

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