Um novo estudo revelou que a cetamina, um fármaco usado principalmente como anestésico, pode oferecer um tratamento alternativo à enxaqueca.
Apesar de existirem vários medicamentos e terapias não farmacológicas que podem ajudar a prevenir ataques de enxaqueca ou, pelo menos, diminuir a gravidade, alguns pacientes com enxaqueca não conseguem responder aos tratamentos existentes, o que destaca a necessidade de mais opções terapêuticas.
Investigadores norte-americanos descobriram que quase três quartos dos pacientes com enxaqueca que foram tratados com o fármaco experimentaram uma redução na intensidade da dor de enxaqueca. Os resultados foram apresentados na conferência Anestthesiology 2017, que decorreu nos Estados Unidos.

Para o estudo, os especialistas analisaram os dados de 61 pacientes, todos com enxaqueca intratável; os pacientes foram tratados com uma infusão de cetamina durante três a sete dias.
Após o tratamento, quase 75 por cento dos participantes relataram uma redução na intensidade da dor da enxaqueca. Na linha de base do estudo, a classificação média de dor entre os participantes foi de 7,5, numa escala de um a 10; no final do estudo, a classificação foi reduzida para 3,4.
Os especialistas descobriram que os menores índices de dor de enxaqueca ocorreram no quarto dia de infusão de cetamina e que os efeitos secundários relatados entre os participantes do estudo foram moderados.
Apesar da investigação ter sido retrospetiva, ou seja, não foi possível fazer conclusões firmes sobre o efeito da cetamina na dor da enxaqueca, os cientistas acreditam que a sua pesquisa mostra uma promessa para um tratamento futuro.

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