COVID-19, MANTENHA-SE ATUALIZADO

COVID-19, MANTENHA-SE ATUALIZADO

SOCIEDADE E SAÚDE

  Tupam Editores

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Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS), organismo máximo do sector, ainda não tenha declarado o COVID-19 como uma pandemia, os últimos dados divulgados pela própria Organização, mostram que a epidemia já atingiu os cinco continentes, com um número cada vez mais elevado de países atingidos, tornando cada vez mais difícil o controle da infeção, que tem vindo a causar um crescente número de mortos, com particular incidência atualmente em Itália e no Irão, já que aparentemente a China e a própria Coreia do Sul, já estarão a dar mostras de uma certa estabilização e confinamento da doença.

Segundo o presidente daquela Organização, a fase da epidemia ainda é a de “evitar o alastramento da doença”, antes de que os especialistas dos vários países se reúnam para discutir os possíveis benefícios ou prejuízos de uma declaração formal de pandemia, numa situação global de grande constrangimento social e económico.

Continuam os cancelamentos de importantes eventos por todo o mundo, mantém-se a suspensão temporária da grande peregrinação religiosa anual a Meca e Medina que atrai milhões de crentes islâmicos de todo o mundo, cidades e vastas regiões da europa, médio oriente e China de quarentena, como forma de tentar travar a propagação do novo COVID-19 são bem o reflexo do pânico instalado e que alguns sectores estimam esteja a destruir a economia em mais de 5 mil milhões de euros por dia.

A nível global o novo vírus não dá tréguas, estimando-se que no período de 31 dezembro de 2019 a 10 de março de 2020, já tenha infetado mais de 109 mil e quinhentas pessoas e morto mais de 3 mil e oitocentas, com cada vez mais países a registarem os seus primeiros casos.

Cientistas-investigam-coronavirus

Numa corrida contra o tempo, algumas das principais empresas farmacêuticas tudo prometem fazer para que no decurso de 2020 seja possível disponibilizar fármacos antivíricos suficientemente eficazes para travar a disseminação. O primeiro sinal positivo chega-nos de uma equipe de cientistas alemães que anunciou ter encontrado o primeiro fármaco com potencial para combater esta nova estirpe de coronavírus.

Os coronavírus são um grupo de vírus de genoma de RNA simples de sentido positivo, conhecidos desde meados dos anos 1960. A maioria das pessoas infeta-se com os coronavírus comuns ao longo da vida. Normalmente estas infeções estão associadas ao sistema respiratório, podendo ser semelhantes a uma gripe comum ou evoluir para uma doença mais grave, como a pneumonia.

Entre os coronavírus encontra-se também o vírus causador da forma de pneumonia atípica grave conhecida por SARSCov (que ocorreu entre 2002 e 2003), o MersCov (a síndrome respiratória do Médio Oriente, que ocorreu em 2012), e agora o novo coronavírus – o COVID-19.

Por se tratar de uma nova estirpe de vírus, ainda não foram recolhidos até à data dados suficientes para um total conhecimento.

O COVID-19 foi detetado no final de dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei. Segundo informações publicadas pelas autoridades internacionais, a fonte de infeção é desconhecida e poderá ainda estar ativa.

A maioria dos primeiros casos estavam associados a um mercado de venda de alimentos e animais vivos (peixe, mariscos e aves) naquela cidade. Suspeita-se que o vírus seja de origem animal mas ainda não há certezas.

As formas de transmissão também ainda estão em investigação, contudo, a transmissão de pessoa a pessoa já foi confirmada e ocorre, geralmente, após o contacto próximo a um doente infetado.

O período de incubação, até ao aparecimento da sintomatologia, situa-se entre 2 a 14 dias e inclui cansaço, febre, tosse, dores musculares e falta de ar (dificuldade respiratória). Em casos mais graves pode evoluir para pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e, até mesmo, levar à morte.

Por ser um vírus recente, não existe vacina para o COVID-19, e o tratamento é dirigido aos sinais e sintomas que os doentes apresentam. Os antibióticos não são eficazes contra vírus, apenas bactérias, e, como tal, não devem ser usados para a sua prevenção ou tratamento.

Situação Global a 10 de março:

Os últimos dados disponibilizados pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) a 9 de março, revelam que a infeção se espalhou a países como:
Ásia (96124) – Afeganistão (4), Arábia Saudita (11), Bahrein (79), Bangladesh (3), Butão (1), Camboja (2), China (80859), Coreia do Sul (7382), Emirados Árabes Unidos (45), Filipinas (10), Índia (34), Indonésia (6), Irão (6566), Iraque (62), Israel (39), Japão (488), Jordânia (1), Kuwait (64), Líbano (32), Malásia (99), Maldivas (4), Nepal (1), Omã (16), Palestina (19); Paquistão (6), Qatar (15), Singapura (150), Sri Lanka (1), Tailândia (50), Taiwan (45), Vietname (30);

Óbitos: 3380 dos quais 3122 na China, 51 na Coreia do Sul, 194 no Irão, 4 no Iraque, 7 no Japão, Tailândia (1), Taiwan (1).

Casos em trânsito internacional, Japão, (705);
Óbitos: 6

Europa (11577) – Alemanha (902), Áustria (102), Bélgica (200), Bulgária (4), Croácia (12), Dinamarca (38), Eslováquia (5), Eslovénia (16), Espanha (589), Estónia (10), Finlândia (30), França (1126), Grécia (73), Holanda (265), Hungria (8), Itália (7375), Irlanda (21), Islândia (55), Letónia (3), Liechtenstein (1), Lituânia (1), Luxemburgo (5), Malta (3), Noruega (169), Polónia (11), Portugal (30), Reino Unido (273), República Checa (32), Roménia (15), Suécia (203).

Óbitos: 396, dos quais 366 em Itália, 19 em França, 5 em Espanha, 3 no Reino Unido e 3 na Holanda.

América (700) – Argentina (12), Brasil (25), Canadá (62), Chile (10), Colômbia (1), Costa Rica (5), Equador (14), Estados Unidos da América (554); México (7), Peru (7), Paraguai (1), República Dominicana (2);

Óbitos: 22, dos quais 21 nos Estados Unidos, 1 na Argentina,

África – Argélia (3), Egipto (2), Marrocos (1), Nigéria (1), Senegal (1); Tunísia (1);
Oceania (85) – Austrália (80), Nova Zelândia (5);

Óbitos: 3 na Austrália.

coronavirus-china

O número de mortos provocado pelo novo coronavírus em todo mundo atingiu 3811 pessoas, com a China a liderar o número de casos infetados (80859) e de óbitos (3122), muito embora aparente estar a controlar a epidemia, contudo a doença continua a espalhar-se por outros países do globo, estando já registados 109695 casos com infeção, contra 90663 do final de fevereiro.

Situação epidemiológia em Portugal

Segundo o último boletim informativo da Direção-Geral da Saúde (DGS), foram notificados desde janeiro até agora 281 casos suspeitos, dos quais 30 foram confirmados laboratorialmente como estando contaminados com o novo COVID-19 e sem óbitos até ao momento.

Dos casos confirmados foram importados de Itália (5) e de Espanha (1), tendo sido detetadas quatro cadeias de transmissão.

Soube-se entretanto, que o primeiro caso de um português infetado com o novo COVID-19, tripulante de um navio de cruzeiros atracado em Osaka e internado num hospital da cidade japonesa de Osaka, foi considerado livre do novo vírus.

Nas áreas afetadas, a OMS recomenda medidas de higiene, etiqueta respiratória e práticas de segurança alimentar para reduzir a exposição e transmissão da doença:
– evitar contacto próximo com doentes com infeções respiratórias;
– lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes;
– evitar contacto desprotegido com animais selvagens ou de quinta;
– adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir; utilizar lenços de papel ou o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo; lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir.

Perante o aumento repentino e exponencial de casos em alguns países, a OMS declarou o surto do COVID-19 como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional e alertou para uma eventual pandemia.

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
10 de Março de 2020

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