Uma equipa da Unidade de Epidemiologia Integrativa e do Centro de Estudos de Tabaco e Álcool, no Reino Unido, encontraram evidências de deficiência na leitura do rosto emocional por pessoas quando se sentem ansiosas.
No estudo, o grupo descreve uma série de experiências realizadas com diferentes grupos de voluntários; as conclusões podem ser lidas na Royal Society Open Science.
Os investigadores induziram artificialmente a ansiedade em grupos de voluntários testando-os de seguida em relação à capacidade de ler as emoções faciais e descobriram que, quando as pessoas se sentem ansiosas, mais erros são cometidos no que toca à leitura de emoção.
Numa primeira experiência, foi pedido a 21 voluntários que observassem as fotos de rostos de pessoas e escolhessem uma lista de possíveis emoções; todos colocaram máscaras faciais de forma a receberem mais dióxido de carbono nos pulmões do que o normal, o que faz com as pessoas se sintam ansiosas, aumentando a pressão sanguínea e acelerando a frequência cardíaca.
A experiência foi repetida por duas vezes e a equipa de investigação verificou que, em média, os voluntários com ansiedade foram oito por cento piores a identificar corretamente a emoção expressa no rosto de outra pessoa, sendo também mais propensos a ver incorretamente a raiva em alguém que expressava felicidade.
O estudo também realizou uma pesquisa online em que os participantes analisavam os rostos e escolhiam qual a emoção descrita, ao mesmo tempo que preencheram um questionário acerca do nível de ansiedade sentido no momento e em geral.
Depois de analisar os resultados de 1 994 participantes, os investigadores descobriram que aqueles que relataram sentir mais ansiedade no momento do estudo eram menos precisos do que aqueles que tinham níveis mais baixos ou normais.
Curiosamente, a equipa de investigação verificou que as pessoas com historial de ansiedade faziam uma melhor leitura de emoções do que pessoas que ficavam ansiosas "de vez em quando".

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