ALERTAS

Fármaco Xeljanz pode aumentar risco de embolia pulmonar

A Autoridade Nacional do Medicamento – Infarmed alerta que o medicamento Xeljanz (tofacitinib), usado no tratamento da artrite reumatoide, aumenta o risco de embolia pulmonar, pelo que aconselha os médicos e os doentes a estarem atentos aos sinais da doença.

Fármaco Xeljanz pode aumentar risco de embolia pulmonar

Segundo indica o Infarmed, este risco terá sido identificado nos resultados preliminares de um estudo, que ainda está a decorrer, para avaliar o risco cardíaco ou circulatório associado a este medicamento em doentes com idade igual ou superior a 50 anos e historial de problemas cardíacos ou circulatórios, em comparação com medicamentos inibidores do fator de necrose tumoral (TNF). Este estudo não abrange Portugal.

“Os resultados preliminares deste estudo revelaram um aumento do risco de embolia pulmonar em doentes que tomaram 10 mg de tofacitinib duas vezes ao dia”, indica o Infarmed, ao mesmo tempo que pede que os doentes se aconselhem com o seu médico antes de deixarem de tomar o medicamento.  

O Xeljanz está autorizado, na União Europeia, para o tratamento de adultos com artrite reumatoide moderada a grave, artrite psoriática e colite ulcerosa moderada a grave sendo a dosagem recomendada caso a caso.

Enquanto para a artrite reumatoide e artrite psoriática, a posologia aprovada é de 5 mg duas vezes ao dia, para a colite ulcerosa o tratamento inicial é de 10 mg duas vezes/dia.

Enquanto esta análise não é dada como concluída, o Infarmed recomenda aos profissionais de saúde que, no tratamento da artrite reumatoide, prescrevam apenas a dose recomendada de 5 mg, duas vezes ao dia, e que informem os doentes dos sintomas a que devem estar atentos.

Dificuldades respiratórias, dor no peito ou na parte superior das costas, tosse com sangue, transpiração excessiva ou pele azulada são alguns sinais de alerta.

“A Pfizer, em articulação com a EMA [Agência Europeia do Medicamento] e com o Infarmed, iniciou a divulgação de uma comunicação dirigida aos profissionais de saúde com informação sobre os resultados preliminares do estudo e das atuais recomendações relativas ao tratamento”, afirma ainda o Infarmed.

Fonte: Lusa

OUTRAS NOTÍCIAS RELACIONADAS


ÚLTIMAS NOTÍCIAS