DIAGNÓSTICO

SPR cria Grupo de Centros de Ligação para Fraturas

No âmbito do Dia Mundial da Osteoporose, assinalado a 20 de outubro, a Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) anuncia a criação do Grupo de Centro de Ligação para Fraturas (Fracture Liason Centers Group) que visa facilitar o diagnóstico, a referenciação e a terapêutica da doença reumática que afeta mais de dez por cento da população adulta portuguesa.

SPR cria Grupo de Centros de Ligação para Fraturas

Criado pela Grupo de Estudo de Doenças Ósseas Metabólicas (GEODOM) da SPR, o Grupo de Centros de Ligação para Fraturas está já a funcionar em 15 centros de reumatologia de norte a sul do país.

O objetivo destes Centros é colmatar o precário diagnóstico da osteoporose e atingir uma referenciação mais célere e eficaz dos doentes com fraturas primárias e dar o seguimento e monitorização adequada a estes casos.

Os Centros de Ligação de Fraturas estabelecem protocolos com os serviços de Ortopedia (através dos serviços de internamento e de urgência dos hospitais que referenciam os doentes para as unidades de Reumatologia) ou, por outro lado, através da Medicina Geral e Familiar (com “via verde” aberta para estes Centros).

Numa fase seguinte, os doentes são seguidos nas unidades especificas de fratura e posteriormente orientados de acordo com as suas necessidades.

Outra meta que a SPR pretende alcançar com este serviço é a adoção de protocolos de monitorização de doentes com informação comum entre várias unidades de referência de Reumatologia e isso irá permitir, por um lado, estudar estes doentes ao longo do tempo e, por outro, tirar conclusões nacionais através do Registo Nacional de Doentes Reumáticos (Reuma.pt).

Helena Canhão, presidente da SPR, afirma que o “novo Grupo de Centros de Ligação para Fraturas é mais um passo importante na melhoria do acompanhamento que queremos dar ao doente reumático. Isso passa pela homogeneização de atitudes terapêuticas, melhoria do diagnóstico, referenciação adequada e respetivo encaminhamento que estes Centros irão criar”.

“É imperativo que a osteoporose, assim como outras doenças reumáticas, seja identificada atempadamente e salienta que “uma pessoa que sofra uma fratura osteoporótica, se não for tratada, tem três vezes mais risco de vir a sofrer de nova fratura com complicações importantes na sua qualidade de vida e saúde””, acrescenta ainda a responsável.

A osteoporose é uma doença óssea metabólica, caracterizada pela diminuição da quantidade e da qualidade do osso com consequente aumento da sua fragilidade. Esta doença é assintomática até ao momento em que ocorre uma fratura após uma queda ou até mesmo sem qualquer traumatismo.

Os locais do corpo onde mais frequentemente ocorrem fraturas são a anca, coluna vertebral e punho. Contudo, atualmente sabe-se que estas fraturas podem ocorrer noutros locais do corpo como costelas, bacia, braços ou pernas, sobretudo na população idosa.

Em Portugal, o estudo EpiReumaPt da SPR mostrou que uma em cada cinco mulheres adultas sofre de osteoporose e que a frequência desta doença nos homens é de 2,6 por cento.

Este estudo avaliou ainda a prevalência de fraturas osteoporóticas nas mulheres acima dos 65 anos e verificou que, em Portugal, cerca de 20,7 por cento das mulheres acima dos 65 anos refere ter tido uma fratura de fragilidade e 49 por cento tem osteoporose.

No entanto, apenas 13,6 por cento das mulheres que tiveram uma fratura de fragilidade referiram ter feito medicação para prevenir novas fraturas, sendo que, em cerca metade dos casos, a medicação foi prescrita pelo médico, mas o doente decidiu não a tomar.

Os idosos, em particular as mulheres, são de facto os que mais frequentemente são afetados por esta doença. Cerca de 20 por cento dos idosos que partem a anca após uma queda morrem no ano subsequente à fratura e cerca de 60 por cento passam a ter uma vida dependente terceiros.

Fonte: press release

OUTRAS NOTÍCIAS RELACIONADAS


ÚLTIMAS NOTÍCIAS