Folheto Informativo - Informação para o utilizador
CLOXAM
Cloxazolam
CLOXAM

Por favor leia cuidadosamente, este folheto, antes de iniciar o tratamento com cloxam®.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros: o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

1. Para que é utilizado



IDENTIFICAÇÃO

O nome comercial do seu medicamento é: cloxam®

O nome genérico do princípio activo é: cloxazolam.


A forma farmacêutica deste medicamento é em comprimidos, e vai tomá-lo por via oral.


Um comprimido de cloxam® 1 mg contém 1 mg de cloxazolam.

Um comprimido de cloxam® 2 mg contém 2 mg de cloxazolam.


cloxam® apresenta-se à venda nas farmácias em embalagens contendo 20 e 60 comprimidos.

Categoria fármaco – terapêutica:

cloxam® inclui-se no grupo II – 8 a) - sistema nervoso cérebro-espinal – psicofármacos – ansiolíticos, sedativos e hipnóticos.


cloxam® tem como princípio activo o cloxazolam a que deve as propriedades farmacológicas.


cloxam® é um tranquilizante sem efeito depressivo sobre o centro respiratório com acção mínima sobre a locomoção, o equilíbrio, a actividade neuronal de adaptação reflexa e a capacidade motora, apresentando baixa toxicidade relativamente a outras benzodiazepinas.


INFORMAÇÕES GERAIS


Indicações terapêuticas


Em que situações está indicado cloxam® ?

cloxam® está indicado no tratamento da ansiedade e da insónia.

As benzodiazepinas só estão indicadas quando a perturbação é grave, incapacitante ou o doente está sujeito a angústia extrema.

2. O que precisa de saber



Contra-indicações

Quando é que não se deve tomar cloxam®?

cloxam® não deve ser tomado nas seguintes situações:

Miastenia gravis, hipersensibilidade às benzodiazepinas ou a qualquer um dos excipientes, insuficiência respiratória grave, síndrome de apneia no sono, insuficiência hepática grave.


Precauções especiais de utilização

Que precauções se devem ter ao tomar cloxam® ?

Deve ter-se em consideração o seguinte:

Tolerância

Pode ocorrer alguma diminuição do efeito hipnótico das benzodiazepinas com o uso contínuo ao longo de algumas semanas.


Dependência

O uso de benzodiazepinas pode levar ao desenvolvimento de dependência física e psíquica destes fármacos. O risco de dependência aumenta com a dose e a duração do tratamento; é também maior nos doentes com história de alcoolismo ou de toxicodependência.


No caso de existir dependência física, a interrupção brusca do tratamento será acompanhada por sintomas de privação: cefaleias, mialgias, ansiedade extrema, tensão, inquietação, confusão e irritabilidade. Em situações graves podem ainda ocorrer os seguintes sintomas: desrealização, despersonalização, hiperacúsia, torpor e parestesias das extremidades, hipersensibilidade à luz, ao ruído e ao contacto físico, alucinações ou convulsões.


Insónia e ansiedade reflexas: após descontinuação do medicamento pode ocorrer síndrome transitório na qual os sintomas que levaram ao tratamento com benzodiazepinas reaparecem de uma forma mais intensa. Este facto pode ser acompanhado de outros sintomas como alterações de humor, ansiedade ou perturbações do sono e inquietação. O risco de ocorrência de síndrome de privação/ansiedade reflexa é maior após interrupção brusca do tratamento, pelo que se recomenda que a dosagem seja diminuída gradualmente.


Amnésia

As benzodiazepinas podem induzir amnésia anterógrada. Esta situação ocorre mais frequentemente várias horas após a ingestão do fármaco. Para reduzir este risco, os doentes devem assegurar a possibilidade de fazer um sono ininterrupto de sete a oito horas (ver “efeitos secundários).


Reacções psiquiátricas e paradoxais

As reacções de inquietação, agitação, irritabilidade, agressividade, delírio, crises de descontrolo do impulso, pesadelos, alucinações, crises psicóticas, comportamento explosivo e outros efeitos adversos comportamentais estão associados ao tratamento com benzodiazepinas. Nestas situações o tratamento deve ser interrompido.

Estas reacções ocorrem mais frequentemente em crianças e idosos.


Interacções medicamentosas e outras

Não é recomendada a ingestão concomitante de álcool.

O efeito sedativo pode estar aumentado quando este medicamento é utilizado em simultâneo com o álcool. Este facto afecta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas.


Ter em atenção a associação com os depressores do SNC.

Pode ocorrer uma intensificação do efeito depressor no caso de uso simultâneo com antipsicóticos (neurolépticos), hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, anti-depressivos, analgésicos opiáceos, antiepilépticos, anestésicos e anti-histamínicos sedativos.

No caso dos analgésicos opiáceos pode ocorrer um efeito euforizante responsável por um aumento da dependência psíquica.

As substâncias que inibem certos enzimas hepáticos (particularmente o citocromo P450) podem intensificar a actividade das benzodiazepinas. Ainda que em menor grau, este efeito também se aplica às benzodiazepinas que são metabolisadas apenas por conjugação.


Utilização em caso de gravidez e aleitamento

Gravidez

Se o medicamento for prescrito a uma mulher em idade fértil, esta deve ser avisada para contactar o seu médico no sentido de descontinuar a terapêutica se tiver a intenção de engravidar ou se suspeitar poder estar grávida.

Se, por razões médicas, o fármaco for administrado durante a última fase da gravidez, ou em doses elevadas durante o trabalho de parto, podem ocorrer no recém-nascido efeitos secundários, tais como hipotermia, hipotonia e depressão respiratória moderada.

Os recém-nascidos de mães que tomaram benzodiazepinas de modo crónico durante a última fase da gravidez, podem ainda desenvolver dependência física, e estão em risco de desenvolver sintomas de privação no período pós natal.


Aleitamento

As benzodiazepinas são excretadas no leite materno, pelo que não devem ser administradas a mulheres que amamentam.


Utilização em crianças, idosos e doentes com patologias especiais


Utilização em crianças

As benzodiazepinas não devem ser administradas a crianças sem uma avaliação cuidadosa da necessidade de instituir a terapêutica; a duração do tratamento deve ser a mínima possível.


Utilização em idosos e doentes com patologias especiais

A dose nos idosos deve ser reduzida (ver “posologia, modo e via de administração). Uma dose mais baixa está também recomendada para os doentes com insuficiência respiratória crónica devido ao risco de depressão respiratória.

As benzodiazepinas não estão indicadas no tratamento de doentes com insuficiência hepática grave uma vez que podem desencadear encefalopatia hepática.

As benzodiazepinas não estão indicadas no tratamento de primeira linha das perturbações psicóticas.

As benzodiazepinas não devem ser usadas isoladamente no tratamento da depressão ou da ansiedade associada à depressão, podendo conduzir ao suicídio nestes doentes.

As benzodiazepinas devem ser usadas com extrema precaução em doentes com história de alcoolismo ou toxicodependência, dada a sua maior predisposição para o desenvolvimento de dependência.


Efeitos sobre a capacidade de condução e utilização de máquinas

A sedação, amnésia, dificuldade de concentração e alteração da função muscular, podem afectar negativamente a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas. Se a duração do sono for insuficiente há maior probabilidade da capacidade de reacção estar diminuída (ver “interacções medicamentosas e outras).

3. Posologia, modo e via de administração e qual o momento mais favorável à administração



Como administrar este medicamento?

A estabelecer pelo médico em função das necessidades do doente.

Em geral, 1 comprimido (1mg ou 2mg), 2 a 3 vezes por dia.


Idosos e doentes com função hepática e renal diminuída devem receber metade da dose do adulto normal.


Na ansiedade

O tratamento deve ser o mais curto possível. O doente deve ser reavaliado regularmente, bem como a necessidade de continuar o tratamento, especialmente no caso de já não apresentar sintomas.

A duração total do tratamento, em geral, não deve ultrapassar as 8-12 semanas, incluindo a redução gradual da dose.


Em certos casos pode ser necessário prolongar o tratamento para além do período máximo indicado. Se tal se verificar, deve ser feita uma reavaliação clínica do doente por um especialista.


Na insónia

O tratamento deve ser o mais curto possível. Em geral a duração varia desde alguns dias até duas semanas, com um máximo de quatro semanas incluindo a fase de redução gradual do medicamento.

Em certos casos pode ser necessário prolongar o tratamento para além do período indicado. Se tal se verificar, deve ser feita uma reavaliação clínica do doente por um especialista.

O tratamento deve começar com a dose mínima recomendada, não devendo ser excedida a dose máxima recomendada.

Por se tratar de uma benzodiazepina de longa duração o doente deve ser vigiado regularmente no início do tratamento a fim de diminuir a dose ou a frequência de administração em caso de ser necessário, para prevenir uma sobredosagem devido a uma acumulação.


Duração do tratamento médio

A duração do tratamento deve ser a mais curta possível (ver “posologia, modo e via de administração) dependendo da indicação, mas não deve exceder as quatro semanas para a insónia e as oito a doze semanas para a ansiedade, incluindo o tempo de diminuição gradual da dose. O prolongamento da terapêutica para além deste período não deve ocorrer sem que seja feita uma reavaliação da situação clínica.

O tratamento tem duração limitada, o seu médico explica-lhe como fazer a diminuição progressiva da dose. Associada a esta situação podem ocorrer fenómenos de ansiedade e insónia reflexas.

Em certas indicações, quando são utilizadas benzodiazepinas de curta duração, e em especial em dosagens altas, os fenómenos de privação podem manifestar-se no intervalo das tomas.

Quando são utilizadas benzodiazepinas de longa duração, podem ocorrer fenómenos de privação com uma eventual alteração da terapêutica para benzodiazepinas de curta duração.


Como fazer se se esquecer de tomar uma ou mais doses

Quando se esquecer de tomar uma ou mais doses, o doente deve continuar o tratamento de acordo com o esquema estabelecido.


Medidas a adoptar se a suspensão do medicamento causar efeitos de privação

A interrupção brusca do tratamento pode levar à ocorrência do síndrome de abstinência, uma situação em que os sintomas que levaram ao tratamento com benzodiazepinas podem reaparecer mas de forma mais intensa, podendo ainda ocorrer alteração de humor, ansiedade, distúrbios do sono e inquietação. Por essa razão a suspensão do tratamento deve fazer-se de uma maneira suave diminuindo gradualmente as doses. Convém, no entanto, estar alertado para o facto de durante a redução progressiva da dose poder ocorrer o fenómeno de rebound para assim minimizar a ansiedade associada a este fenómeno.

Convém ainda referir que se houver transição de utilização de benzodiazepinas de longa duração para benzodiazepinas de curta duração, pode ocorrer um síndrome de abstinência.

Se tiver que suspender o tratamento com cloxam® aconselhe-se com o seu médico, pois não deve parar de o tomar repentinamente.


Medidas a adoptar em caso de sobredosagem ou intoxicação

O que fazer se acidentalmente ingerir uma dose superior à terapêutica?

Tal como com outras benzodiazepinas, a sobredosagem não coloca a vida em risco, excepto no caso de ser utilizado em associação com outras substâncias depressoras do SNC (incluindo o álcool).

Em caso de sobredosagem deve considerar-se sempre a hipótese de ter havido ingestão de múltiplos medicamentos.

Na sobredosagem com benzodiazepinas por via oral, deve proceder-se à indução do vómito (dentro de uma hora) se o doente estiver consciente, ou a uma lavagem gástrica protegendo a via respiratória caso o doente esteja inconsciente. Se não houver vantagem em esvaziar o estômago, deve ser administrado carvão activado para reduzir a absorção.

Deve ser dada particular atenção às funções respiratória e cardíaca nos cuidados intensivos.

A sobredosagem com benzodiazepinas manifesta-se em geral por depressão do SNC de grau variado, desde a sonolência ao coma.

Em situações moderadas os sintomas incluem sonolência, confusão mental e letargia. Em casos mais graves os sintomas podem incluir ataxia, hipotonia, hipotensão, depressão respiratória, raramente coma e muito raramente morte.


O flumazenil pode ser utilizado como antídoto.

4. Efeitos secundários



Que efeitos indesejáveis se podem sentir ao tomar cloxam®?

Relacionam-se com a dose e a susceptibilidade individual do doente e manifestam-se por: sonolência, embotamento, capacidade de reacção diminuída (alerta reduzido), confusão, fadiga, cefaleias, tonturas, fraqueza muscular, ataxia, diplopia. Estes fenómenos ocorrem predominantemente no início da terapêutica e em geral desaparecem com a continuação do tratamento. Outros efeitos adversos como problemas gastrointestinais, alterações da líbido ou reacções cutâneas foram notificados ocasionalmente.


Amnésia

Amnésia anterógrada pode ocorrer com doses terapêuticas, o risco aumenta com doses mais elevadas. Os efeitos amnésicos podem estar associados a alterações do comportamento (ver “precauções especiais de utilização).


Depressão

O uso de benzodiazepinas pode desmascarar uma depressão preexistente.


Reacções psiquiátricas e paradoxais

A inquietação, agitação, irritabilidade, agressividade, delírio, crises de descontrolo do impulso, pesadelos, alucinações, crises psicóticas, alterações do comportamento e outros efeitos adversos comportamentais estão associados à utilização das benzodiazepinas, podendo mesmo ser graves. A sua ocorrência é mais comum nas crianças e nos idosos.


Dependência

O uso (mesmo em doses terapêuticas) pode conduzir ao desenvolvimento de dependência física: a interrupção da terapêutica pode dar origem ao síndrome de privação ou fenómeno de ansiedade e insónia reflexas (ver “precauções especiais de utilização). Pode ocorrer dependência psíquica. Tem sido referido o uso abusivo das benzodiazepinas.


Todos os medicamentos para além dos efeitos benéficos, podem apresentar efeitos secundários.

Caso ocorra algum efeito diferente dos mencionados nos “efeitos secundários, deve comunicá-lo ao seu médico ou farmacêutico.

5. Como conservar



Não se esqueça de verificar se o medicamento está dentro do prazo de validade inscrito na embalagem.


Manter fora do alcance e da vista das crianças.


Não guardar acima de 25ºC.


Precauções especiais para destruição do medicamento não utilizado ou dos resíduos derivados dos medicamentos

Se ocorrer qualquer alteração ou tiver expirado o prazo de validade dos comprimidos, não deve deitar fora a embalagem com os comprimidos, mas inutilizá-los primeiro a fim de que ninguém os possa ingerir.

6. Outras informações



Lista de excipientes cujo conhecimento seja eventualmente necessário para a utilização conveniente do medicamento

Contém lactose e tartrazina.


Nome e domicílio do responsável pela autorização de introdução no mercado:

Jaba Recordati, S.A.

Av. Jacques Delors

Ed. Inovação 1.2, Piso 0

Taguspark

2740-122 Porto Salvo

Portugal


Medicamento sujeito a receita médica.


Este folheto foi aprovado pela última vez em Abril de 2020.

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