Ácido flufenâmico + Heparinóide

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento
O que é
É um anti-inflamatório não esteróide para uso tópico.

O ácido flufenâmico (FFA) é um membro da classe de derivados do ácido antranílico (ou fenamato) de AINEs. Como outros membros da classe, é um inibidor da COX e previne a formação de prostaglandinas. O FFA é conhecido por se ligar e reduzir a atividade da prostaglandina F sintase e ativar o TRPC6.

Heparinoides são glicosaminoglicanos derivados da heparina. Incluem oligossacarídeos e polissacarídeos sulfatados de origem vegetal, animal ou sintética.
Usos comuns
Está indicado no tratamento local da dor provocada por alterações inflamatórias e degenerativas dos músculos, tendões, ligamentos e articulações, tanto das doenças reumáticas inflamatórias (artrite reumatóide e espondilite anquilosante), como das doenças reumáticas degenerativas (artroses).
Tipo
Sem informação.
História
Cientistas liderados por Claude Winder de Parke-Davis inventaram o ácido flufenâmico (FFA) em 1963, junto com outros membros da classe, ácido mefenâmico em 1961 e meclofenamato de sódio em 1964.

A heparina foi isolada pela primeira vez de fígado de cachorro pelo estudante de medicina Jay McClean em 1916. Jorpes descobriu a estrutura do polissacarídeo da heparina em 1935, identificando que é um polímero altamente sulfatado de glicosaminoglicoglicano (GAG) e ácido urónico. Por volta dessa época, a heparina começou a ser usada na profilaxia e no tratamento da trombose pós-operatória.
Indicações
Está indicado no tratamento local da dor provocada por alterações inflamatórias e degenerativas dos músculos, tendões, ligamentos e articulações, tanto das doenças reumáticas inflamatórias (artrite reumatóide e espondilite anquilosante), como das doenças reumáticas degenerativas (artroses).
Classificação CFT

09.01.10 : Anti-inflamatórios não esteroides para uso tópico

Mecanismo De Ação
O Ácido flufenâmico e o Heparinóide complementam-se nos seus efeitos anti-inflamatórios, analgésicos e reparadores dos tecidos.

As propriedades anti-inflamatórias e analgésicas acentuadas do ácido flufenâmico baseiam-se na sua acção sobre o metabolismo do ácido araquidónico: inibição da síntese de prostaglandinas e leucotrienos.

A libertação de enzimas lisossómicos é inibida por estabilização da membrana dos lisossomas.

A actividade dos mediadores do processo inflamatório (histamina, bradiquinina, etc) é reduzida.

A infiltração maciça de leucócitos no local de inflamação é inibido ou reduzido.

Enquanto inibidor de enzimas catabólicas, o polissulfato de mucopolissacáridos actua sobre os processos de degradação do tecido inflamado.

Acelera a eliminação dos depósitos de fibrina no local de inflamação devido às suas acções de activador do plasminogéneo e em virtude do seu efeito antitrombina.

Reforça ainda os processos metabólicos do mesênquima, contribuindo para a regeneração do tecido lesionado.

Dos resultados disponíveis dos estudos sobre toxicidade aguda, sub-aguda e crónica após aplicação cutânea, não são de esperar efeitos tóxicos.
Posologia Orientativa
Salvo diferente indicação médica, aplicar 5 a 10 cm de creme 3 a 4 vezes ao dia, com massagem ligeira, na zona afectada.

Este medicamento demonstrou ser eficaz quando utilizado em combinação com fisioterapia.

Pode ser utilizado em massagens, fonoforese e iontoforese.

Em iontoforese deve ser aplicado sob o cátodo.

A duração média do tratamento é de 2 a 3 semanas.
Administração
Uso cutâneo.

Aplicar com uma massagem ligeira, na zona afectada.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao Ácido flufenâmico e ao Heparinóide.

Contra-indicado em doentes com insuficiência renal.

Não deve ser utilizado em crianças de idade inferior a 14 anos, nem durante a gravidez e a lactação por não se dispor de dados suficientes sobre o uso nestes casos.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Raros: reacções cutâneas locais, que desaparecem com a interrupção do tratamento.

Muito raros: reacções bolhosas incluindo síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica.
Advertências

Sem informação.

Precauções Gerais
Não deve ser posto em contacto com as mucosas, olhos ou feridas abertas.

Na medida em que existe a possibilidade de absorção cutânea do creme, não é possível excluir a ocorrência de efeitos sistémicos.

O risco de ocorrência destes efeitos depende, entre outros factores, da superfície exposta, quantidade aplicada e tempo de exposição.

Segurança Cutânea dos AINE: Têm sido muito raramente notificadas reacções cutâneas graves, algumas das quais fatais, incluindo dermatite exfoliativa, síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, associadas à administração de AINE.

Aparentemente o risco de ocorrência destas reacções é maior no início do tratamento, sendo que na maioria dos casos estas reacções se manifestam durante o primeiro mês de tratamento.

O creme deve ser interrompido aos primeiros sinais de rash, lesões mucosas, ou outras manifestações de hipersensibilidade.
Cuidados com a Dieta
Não aplicável
Terapêutica Interrompida
Não utilize uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de aplicar.
Cuidados no Armazenamento
Não conservar acima de 25º C.

Mantenha todos os medicamentos fora do alcance de crianças e animais de estimação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu médico, enfermeiro ou farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido flufenâmico + Heparinóide + Diuréticos

Observações: Esta associação medicamentosa deverá ser utilizada com precaução, sobretudo em doentes idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deverá ser analisada a necessidade de monitorizar a função renal após o início da terapêutica concomitante, e periodicamente desde então.
Interações: Os anti-inflamatórios não esteróides (AINE) podem diminuir a eficácia dos diuréticos assim como de outros medicamentos antihipertensores. - Diuréticos
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido flufenâmico + Heparinóide + Antihipertensores

Observações: Esta associação medicamentosa deverá ser utilizada com precaução, sobretudo em doentes idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deverá ser analisada a necessidade de monitorizar a função renal após o início da terapêutica concomitante, e periodicamente desde então.
Interações: Os anti-inflamatórios não esteróides (AINE) podem diminuir a eficácia dos diuréticos assim como de outros medicamentos antihipertensores. - Antihipertensores
Usar com precaução

Ácido flufenâmico + Heparinóide + Antagonistas dos Receptores da Angiotensina II (ARA II)

Observações: Esta associação medicamentosa deverá ser utilizada com precaução, sobretudo em doentes idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deverá ser analisada a necessidade de monitorizar a função renal após o início da terapêutica concomitante, e periodicamente desde então.
Interações: Nalguns doentes com função renal diminuída (ex.: doentes desidratados ou idosos com comprometimento da função renal) a co-administração de um IECA ou AAII e agentes inibidores da ciclooxigenase pode ter como consequência a progressão da deterioração da função renal, incluindo a possibilidade de insuficiência renal aguda, que é normalmente reversível. A ocorrência destas interacções deverá ser tida em consideração em doentes a fazer a aplicação de ácido flufenâmico, sobretudo se for em zonas extensas da pele e por tempo prolongado, em associação com IECA ou AAII. - Antagonistas dos Receptores da Angiotensina II (ARA II)
Usar com precaução

Ácido flufenâmico + Heparinóide + Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECAS)

Observações: Esta associação medicamentosa deverá ser utilizada com precaução, sobretudo em doentes idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deverá ser analisada a necessidade de monitorizar a função renal após o início da terapêutica concomitante, e periodicamente desde então.
Interações: Nalguns doentes com função renal diminuída (ex.: doentes desidratados ou idosos com comprometimento da função renal) a co-administração de um IECA ou AAII e agentes inibidores da ciclooxigenase pode ter como consequência a progressão da deterioração da função renal, incluindo a possibilidade de insuficiência renal aguda, que é normalmente reversível. A ocorrência destas interacções deverá ser tida em consideração em doentes a fazer a aplicação de ácido flufenâmico, sobretudo se for em zonas extensas da pele e por tempo prolongado, em associação com IECA ou AAII. - Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECAS)
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações do Ácido flufenâmico + Heparinóide
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Não utilizar durante os períodos de gravidez e aleitamento.
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 26 de Novembro de 2020