Veneno de vespa brasileira pode ser base para super antibiótico

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Veneno de vespa brasileira pode ser base para super antibiótico

  Tupam Editores

Depois de realizar um estudo sistemático sobre as propriedades antimicrobianas de uma toxina normalmente encontrada numa vespa brasileira, uma equipa internacional de investigadores criou variantes deste peptídeo que são potentes contra as bactérias, mas não são tóxicas para as células humanas.

A professora Vani Oliveira, da Universidade Federal do ABC, em São Paulo, no Brasil, faz parte da equipa que desenvolveu o novo fármaco.

Em testes realizados com ratinhos, os pesquisadores descobriram que o peptídeo consegue eliminar completamente a Pseudomonas aeruginosa, uma cepa de bactérias que causa infeções respiratórias e outras e é resistente à maioria dos antibióticos.

Polybia-paulista

“Nós adaptámos para um uso diferente uma molécula tóxica, tornando-a viável para tratar infeções. Ao analisar sistematicamente a estrutura e a função desses peptídeos, conseguimos ajustar as suas propriedades e atividades”, disse o pesquisador Cesar de la Fuente-Nunez, do MIT, nos Estados Unidos, um dos coordenadores da equipa internacional.

O peptídeo foi isolado de uma vespa conhecida como Polybia paulista, uma vespa encontrada no Brasil, comum em regiões dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Esse peptídeo é pequeno o suficiente - apenas 12 aminoácidos - para levar os pesquisadores a estimar que seria viável criar variantes e testá-las para ver se poderiam ser mais potentes contra as bactérias e menos nocivas para os seres humanos.

Os testes começaram com células renais embrionárias humanas cultivadas em laboratório e seguiram em ratinhos infetados com Pseudomonas aeruginosa. Vários dos peptídeos sintetizados pela equipa conseguiram reduzir a infeção, sendo que um deles, administrado em dose alta, conseguiu eliminá-la completamente.

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