Técnica inovadora permite identificar potenciais infetados por VIH

  Tupam Editores

Um estudo publicado na revista The Lancet HIV revela que uma equipa de investigadores conseguiu demonstrar a eficácia de algoritmos em analisar registos clínicos e ajudar os médicos a identificar grupos de risco que podem beneficiar de profilaxia pré-exposição, que diminui o risco de contração do VIH.

Existem vários motivos para que os médicos não adiram a este tipo de prevenção, seja por falta de tempo ou falta de conhecimentos para identificar quais os pacientes em maior risco.

A equipa liderada por Douglas Krakower usou aprendizagem de máquina para criar um algoritmo de previsão do VIH, usando dados de 2007 a 2015 de mais de um milhão de pacientes que frequentavam o Atrius Health, um centro de saúde em Massachusetts, nos Estados Unidos.

Foram usadas variáveis tais como aconselhamento sobre doenças sexualmente transmissíveis, testes de laboratório ao VIH ou a outras infeções sexualmente transmissíveis (IST) e prescrição de medicação para IST.

Este modelo foi validado usando dados de 537 257 pacientes atendidos no Atrius Health em 2016 e de 33 404 pacientes atendidos no Fenway Health, uma clínica em Boston.

Vih-sida

Nesta validação, o algoritmo de previsão conseguiu com sucesso e alta precisão distinguir os pacientes que tinham contraído o VIH e os que não tinham, assim como os que tinham recebido profilaxia pré-exposição.

Os investigadores descobriram ainda muitos potenciais candidatos à profilaxia pré-exposição. Como exemplo, nos dados de 2016, e segundo o algoritmo, 9 500 pessoas tinham um risco particularmente elevado e não estavam a receber este tratamento.

“O grande resultado da nossa análise foi mostrar que quase 40 por cento de novos casos de VIH podiam ter sido potencialmente evitados caso os clínicos tivessem recebido alertas para discutir e oferecer a profilaxia pré-exposição aos seus pacientes”, afirma Krakower.

Outro estudo foi feito por Julia Marcus da Escola de Medicina de Harvard, também nos Estados Unidos, com a participação de Krakower, usando o mesmo método de algoritmos, mas com os registos de 3,7 milhões de pacientes do Kaiser Permanent, no norte da Califórnia, tendo obtido também resultados bastante promissores.

ARTIGO

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
12 de Novembro de 2019

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SIDA VÍRUS INVESTIGAÇÃO

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