Técnica inovadora não invasiva permite que paraplégicos voltem a andar

  Tupam Editores

Dois pacientes paraplégicos recuperaram a habilidade de andar com assistência mínima, através do uso de uma interface cérebro-máquina totalmente não invasiva, que não requer nenhum tipo de procedimento cirúrgico invasivo da espinal medula.

Este é o mais recente resultado clínico do Projeto Andar de Novo, um consórcio internacional sem fins lucrativos que visa o desenvolvimento de novos protocolos de neurorreabilitação, tecnologias e terapias para a lesão medular.

Dois pacientes com paraplegia utilizaram a técnica para estimulação elétrica não invasiva de 16 músculos, oito em cada perna, permitindo a produção de uma marcha mais fisiológica do que havia sido conseguido anteriormente. Eles precisaram apenas de um andador convencional e um sistema de suporte de peso.

No geral, os dois pacientes foram capazes de dar mais de 4 500 passos utilizando a nova tecnologia, que combina uma interface cérebro-máquina não invasiva, baseada em 16 canais de EEG (eletroencefalograma), para controlar um sistema de estimulação elétrica funcional (FES) multicanal, desenvolvido para produzir um padrão de marcha muito mais suave que o produzido nas tentativas anteriores.

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“O que nos surpreendeu foi que, além de permitir que os pacientes andassem com pouca ajuda, este novo método possibilitou que um dos pacientes apresentasse uma melhoria motora clara. Foram necessárias aproximadamente 25 sessões para que os pacientes pudessem ter o domínio da técnica antes que conseguissem andar utilizando este aparato”, disse o professor Solaiman Shokur, um dos autores deste estudo.

“Os últimos dois estudos publicados pelo Projeto Andar de Novo indicaram claramente que uma recuperação neurológica parcial e funcional pode ser induzida em pacientes com lesão medular através da combinação de múltiplas tecnologias não-invasivas que são baseadas no conceito do uso de interface cérebro-máquina para controlar diferentes tipos de tecnologias, como avatares virtuais, andadores robóticos, ou aparatos de estimulação muscular, para permitir o envolvimento completo dos pacientes nas suas rotinas de reabilitação”, disse Miguel Nicolelis, diretor científico do Projeto Andar de Novo e um dos autores deste estudo.

ARTIGO

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
26 de Setembro de 2019

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