Sestas são benéficas para a aprendizagem de crianças

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Sestas são benéficas para a aprendizagem de crianças

  Tupam Editores

Estudos já realizados têm vinculado o sono à melhoria da capacidade de aprendizagem e à consolidação da memória em crianças e adultos. No entanto, um novo estudo realizado pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, mostrou que as sestas podem não ser universalmente benéficas.

Os investigadores descobriram que, embora as sestas possas ajudar crianças pequenas e em desenvolvimento a aprender, também podem ter o efeito oposto em crianças com síndrome de Down.

Os resultados foram publicados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O estudo envolveu 24 crianças com desenvolvimento típico, com cerca de dois anos e meio de idade, e 25 crianças com síndrome de Down, com cerca de quatro anos e meio de idade, a quem foram ensinadas novas palavras. As crianças tiveram desempenhos equivalentes nas escalas cognitivas básicas.

As crianças com desenvolvimento típico mantiveram as novas palavras melhor quatro horas e 24 horas depois de aprendê-las, caso tivessem feito uma sesta de aproximadamente 90 minutos logo após a aprendizagem.

Criança a fazer a sesta

No caso das crianças com síndrome de Down, se estas fizessem uma sesta após a aprendizagem, tinham uma retenção muito pior em intervalos de quatro horas e 24 horas do que se não dormissem.

Apesar dos resultados, os investigadores não conseguem explicar o porquê das sestas afetarem de maneira diferente a aprendizagem nas duas populações; contudo, acreditam que isso se prende com o movimento ocular rápido, ou sono REM.

A síndrome de Down é frequentemente acompanhada por desafios significativos do sono, incluindo apneia do sono e dificuldade de transição entre os diferentes estágios do sono.

No presente estudo, 44 por cento das crianças com síndrome de Down não entraram em sono REM durante as suas sestas, enquanto apenas cerca de seis por cento das crianças com desenvolvimento típico não conseguiram chegar ao sono REM.

Os testes foram realizados nos lares das crianças, sendo que os seus horários regulares de sestas foram considerados.

ARTIGO

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
22 de Janeiro de 2019

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