Pequeno-almoço não é a refeição mais importante do dia

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Pequeno-almoço não é a refeição mais importante do dia

  Tupam Editores

O pequeno-almoço pode não ser a refeição mais importante do dia. De acordo com uma nova meta-análise publicada no BMJ, que reúne informações de 13 investigações internacionais, a primeira refeição da manhã não deve ser saltada nem menosprezada, mas pode estar a ser sobrevalorizada por nutricionistas, dietistas, médicos e especialistas.

Segundo o relatório que sintetiza as conclusões, não está cientificamente comprovado que tomar o pequeno-almoço melhore o funcionamento do metabolismo ao longo do dia ou facilite a perda de peso, como muitos profissionais de saúde defendem.

Num estudo que avaliou dois grupos de voluntários, os investigadores concluíram que os que não falhavam a primeira refeição do dia ingeriam, em média, mais 260 calorias. E pesavam mais 440 gramas.

“Apesar de, quando ingerido com regularidade, poder ter outros efeitos importantes, como o aumento dos níveis de atenção e de concentração na infância, há que ter cuidado quando se recomenda aos adultos que andam a fazer dieta que tomem o pequeno-almoço, uma vez que [tomá-lo] pode ter o efeito contrário”, assegura o documento.

Pequeno-almoco - família

O estudo foi realizado pelos investigadores Katherine Sievert, Sultana Monira Hussain, Matthew J. Page, Yuanyuan Wang, Harrison J. Hughes, Mary Maleke e Flavia M. Cicuttini.

Tim Spector, professor de epidemiologia genética do King's College London, no Reino Unido, já analisou o novo estudo.

“As pessoas que não tomam o pequeno-almoço tendem a ser mais pobres, menos educadas, menos saudáveis e, de um modo geral, alimentam-se pior”, escreveu o docente num artigo de opinião no BMJ. “Um terço dos habitantes dos países desenvolvidos falha regularmente o pequeno-almoço Eu sou um deles”, admite.

Alguns dos estudos internacionais analisados sugerem ainda que ir para a cama de barriga cheia também não é bom. A ingestão excessiva de calorias ao jantar é, assim, desaconselhada pelos autores da nova investigação.

“Algumas pessoas estão [naturalmente] programadas para preferir comer mais cedo e outras para o fazer mais tarde, o que torna o nosso metabolismo pessoal único”, defende, no entanto, Tim Spector.

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